Mestrado em Geografia

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TRABALHO Ações
A Geografia dos Guató: o processo de mobilidade dos remanescentes índios canoeiros do Pantanal Sul-Mato-Grosssense frente aos desafios século XXI
Curso Mestrado em Geografia
Tipo Dissertação
Data 27/08/2012
Área GEOGRAFIA
Orientador(es)
  • Wallace de Oliveira
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Fábio da Silva Martinelli
    Banca
    • Arnaldo Yoso Sakamoto
    • Francisco Jose Avelino Junior
    • Levi Marques Pereira
    • Wallace de Oliveira
    Resumo Esta dissertação apresenta a comunidade indígena Guató, que vive no meio do pantanal sul-mato-grossense, e sempre viveram neste território, o primeiro registro que se tem data de 1543, e os vestígios arqueológicos apontam a presença humana há mais de 800 anos antes do presente, embora estes registros não afirmem que são índios Guató, apenas que existiam índios no pantanal bem antes do descobrimento do Brasil. Os Guató foram considerados extintos em meados da década de 1950, começaram um processo de reivindicação do seu território tradicional, que resultou o seu retorno a uma pequena parte do seu território tradicional em 1994. Desde então muita coisa mudou, a relação com a natureza já não é mais a mesma, muitos produtos tecnológicos que funcionam a energia elétrica foram inseridos no cotidiano da aldeia, sendo os últimos 15 anos de luta e reivindicação de melhoria para a comunidade. Para tanto, os objetivos específicos deste trabalho são: Rever o histórico da comunidade guató, principalmente quanto ao fato de terem ficado alguns anos sendo considerados índios extintos; Questionar as relações com a natureza a partir do contato com o não-índio; Verificar possíveis mudanças nestas relações após retorno na ilha Ínsua; Mapear o território tradicional atual comparando com o antigo; Entrevistar todas as famílias da comunidade. Tendo como metodologia os procedimentos de, André Libault, em “Os Quatro Níveis da Pesquisa Geográfica” (1971, grifo nosso). Assim, iniciamos os trabalhos com o nível I, Compilatório, onde foi realizado um levantamento bibliográfico e fichamento de obras que envolveram o povo guató, no nível II, Correlatório, começamos ponderando os dados correlacionados e suas fidedignidades, no Nível III, Semântico, apresentamos as correlações de como era a relação dos Guató com a natureza e de como está esta relação na atualidade, o nível IV Normativo, apresentamos os resultados e análises que foram realizadas. Ao longo do tempo e do espaço, os índios guató tiveram que adaptarem-se as mais diversas situações, no entanto, nunca deixou “apagar” sua relação com o território tradicional, A relação que o povo guató desenvolveu com a natureza ao longo dos séculos, sofreu alteração, no entanto os produtos, principalmente tecnológicos, que estão sendo inseridos na aldeia, precisam de um destino adequado na hora do descarte. Cabe a comunidade conhecer os benefícios e malefícios que estes produtos poderão gerar no futuro próximo.
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    As Conquistas do Assentamento Santa Clara em Bataguassu-MS: a luta pela educação no/do campo
    Curso Mestrado em Geografia
    Tipo Dissertação
    Data 27/08/2012
    Área GEOGRAFIA HUMANA
    Orientador(es)
    • Valeria de Marcos
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Waldélia Neves Dutra de Freitas
      Banca
      • José Jonas Duarte da Costa
      • Maria do Socorro Xavier Batista
      • Rosemeire Aparecida de Almeida
      • Valeria de Marcos
      Resumo Temos, no Brasil, a hegemonia de uma educação ideológica, produto de um Estado capitalista, que se constitui em um processo de dominação da elite para reprodução/manutenção da sociedade classista, a qual possibilita a reprodução da ideologia neoliberal contribuindo para manutenção do status quo dos detentores do poder. Essa estrutura faz com que o valor da força de trabalho seja subestimado, drenando riqueza aos donos do poder e tornando a classe trabalhadora subalterna, ou seja, submissa para que ocorra o acúmulo do capital. Com a abertura política em 1985, após o fim da ditadura militar, intensificou-se a organização dos movimentos sociais, culminando na conquista da terra, que suscitou a necessidade de uma educação que contemplasse a população do campo, a qual necessitava de escolarização para fortalecer a luta por seus direitos. É, portanto, visando romper com esta ideologia da dominação e subalternidade que, a partir dos anos 1990, surge, junto aos movimentos sociais do campo, a necessidade de luta por uma educação que supere o modelo até então oferecido no Brasil, cuja tônica era a da manutenção do status quo, em especial no campo. Esta luta se constituiu no paradigma da Educação do Campo. De acordo com Fernandes (2009, p.141), este movimento se consolidou em um conceito criado com a preocupação de se demarcar um território teórico que defenda o direito dos sujeitos do campo em pensar o mundo a partir do lugar onde vivem, ou seja, a partir de sua realidade. Neste entendimento, o estudo teve como objetivo compreender o processo de construção da educação proposta pelos movimentos sociais do campo, a partir do estudo da Escola Municipal do Campo Maria da Conceição Gomes da Silva, localizada no assentamento Santa Clara, no município de Bataguassu/MS. Especificamente, foram definidos os seguintes objetivos para nortear a realização desse estudo: caracterizar aspectos socioespaciais e econômicos da estrutura fundiária nas escalas estadual e municipal e na comunidade assentada, visando compreender o contexto de reprodução desta realidade e seus desdobramentos na educação oferecida no campo; contextualizar os processos de luta para constituição deste novo paradigma da educação nos âmbitos nacional, estadual e municipal, buscando estabelecer parâmetros para subsidiar as análises acerca da educação proposta pelos movimentos sociais do campo; investigar a educação oferecida na escola municipal Maria da Conceição da Silva Gomes do assentamento Santa Clara/MS, confrontando-a com as diretrizes de educação no campo propostas pelos movimentos sociais do campo no sentido de compreender os caminhos e descaminhos deste processo no que se refere ao encontro da teoria com a realidade. Para atingir os objetivos desse estudo, recorreu-se a técnicas qualitativas, procedendo-se à realização de entrevistas com roteiros semi-estruturados e aplicadas junto aos educadores, educandos e assentados do projeto Santa Clara. Embora se tenha priorizado a escola para o entendimento da educação, também foi incluída a comunidade, ou seja, o espaço de vivência do educando, pois é neste âmbito que estes adquirem os conhecimentos derivados do senso comum que influenciam na concepção educativa construída para o campo. Cabe ressaltar que a Educação do Campo emerge como alternativa do campesinato para minimizar os problemas enfrentados pelos camponeses no seu espaço de vivência, buscando, através da educação, subsidiar o processo de luta contra a territorialização do capital no campo e evitar a sujeição da renda da terra ao capital, o que deixa os camponeses em situação de subalternidade. Portanto, a pesquisa buscou evidenciar os avanços e entraves que impossibilitam a implementação dessa educação como aquela idealizada pelos movimentos sociais, com o objetivo de transformar a realidade vivenciada pelo campo em busca de uma menor desigualdade social, um novo projeto de sociedade para o campo.
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      A Espacialização da Criminalidade e as Mulheres Encarceradas na cidade de Três Lagoas
      Curso Mestrado em Geografia
      Tipo Dissertação
      Data 23/08/2012
      Área GEOGRAFIA HUMANA
      Orientador(es)
      • Andre Luiz Pinto
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Dayse Maria Leonel Ruis
        Banca
        • Andre Luiz Pinto
        • Edgar Aparecido da Costa
        • Edima Aranha Silva
        • Francisco Jose Avelino Junior
        Resumo Esta pesquisa aborda a temática da violência e tem como objetivo analisar geograficamente a dinâmica da violência criminal no espaço urbano da cidade de Três Lagoas – MS e sua relação com as mulheres que cumprem pena restritiva de liberdade no sistema penitenciário feminino. Assim, busca-se compreender a organização sócio espacial da cidade por meio da espacialização dos dados criminais. Desse modo, constata-se que na cidade de Três Lagoas a organização do espaço urbano é segregada e pode exercer influência no processo de criminalidade. No contexto desta pesquisa observou que a violência visível é mais evidente sobre as pessoas desprovidas de poder aquisitivo, negra ou parda e menos evidente entre a população mais abastada, no entanto, é patente que a prática de crimes relaciona-se a qualquer classe social. Estas contradições se materializam e desdobram dentro dos estabelecimentos penitenciários, especialmente as unidades penitenciárias femininas localizadas na cidade de Três Lagoas. Para alcançar o objetivo e impedir uma análise tendenciosa dos dados e informações obtidos, empenhou-se em manter o distanciamento essencial entre o pesquisador e o servidor, devido o contato direto com o ambiente e situação analisada. Conclui-se que o trafico de drogas é a principal causa da detenção e que o numero de detentas vem crescendo, em proporção aos homens. Que em Três Lagoas o bairro Paranapungá é onde saíram a grande maioria das mulheres, que praticaram crimes que as levaram ao cárcere, que o Centro é o bairro de maior número de roubos e furtos, e as avenidas Ranulfo Marques Leal e Filinto Müller, são os principais pontos de comercialização de drogas e de prisão, por tráfico. A reinserção social das mulheres que cumprem pena restritiva de liberdade nos estabelecimentos penitenciários femininos da cidade de Três Lagoas é efetivamente possível, no entanto, enfrenta imensos desafios dentro do sistema atual.
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        A Transformação da Terra de Trabalho em Terra de Negócio na Região de Araçatuba/SP
        Curso Mestrado em Geografia
        Tipo Dissertação
        Data 08/08/2012
        Área GEOGRAFIA
        Orientador(es)
        • Arnaldo Yoso Sakamoto
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Hansi Miller Quintino Leal
          Banca
          • Arnaldo Yoso Sakamoto
          • Francisco Jose Avelino Junior
          • Marcal Rogerio Rizzo
          • Tito Carlos Machado de Oliveira
          Resumo A pesquisa aborda as contradições do capital canavieiro na Região de Araçatuba/SP, onde
          verificamos o processo de expansão das unidades de produção do Grupo Cosan que atuam
          na região, promovendo transformações econômicas, sociais e espaciais resultantes do
          processo de monopolização e territorialização do capital, principalmente através dos
          arrendamentos de terras de pequenos e médios proprietários.
          A entrada de capital monopolista nas últimas décadas, principalmente do Grupo Cosan na
          Região de Araçatuba/SP, associado às possíveis dificuldades que o campesinato da região
          vem passando, permitiu a ampliação das práticas de arrendamentos de terras de pequenos
          e médios proprietários em especial, com o objetivo de aumentar a produção de cana-deaçúcar
          para a produção de etanol e açúcar.
          Os arrendamentos de terras promovidos pelo capital canavieiro na Região de Araçatuba/SP
          transformam as terras de pequenos e médios proprietários, que antes subsistiam
          diretamente do que se produziam nelas, em terras de exploração pelo capital monopolista,
          pois os arrendamentos de terras permitem aos usineiros extraírem a renda da terra, uma
          fração da mais-valia social, mediante aos contratos de arrendamentos, sujeitando a
          propriedade da terra e subordinando o trabalho ao capital.
          Dessa forma, a territorialização do capital canavieiro na Região de Araçatuba/SP significa a
          monopolização do território pelos grupos usineiros presentes na região. Tais grupos,
          principalmente o Grupo Cosan, ampliam suas relações de dominação e controle social
          através do capital, não se importando com as contradições geradas pela produção
          canavieira que atingem camponeses, proprietários de terras e migrantes.
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          A Questão Agrária e as Formas de Resistência Camponesa nos Municípios de Andradina/SP e Castilho/SP
          Curso Mestrado em Geografia
          Tipo Dissertação
          Data 29/05/2012
          Área GEOGRAFIA AGRÁRIA
          Orientador(es)
          • Rosemeire Aparecida de Almeida
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Dori Edson Lopes
            Banca
            • Edgar Aparecido da Costa
            • Joao Edmilson Fabrini
            • Rosemeire Aparecida de Almeida
            • Valeria de Marcos
            Resumo Este trabalho tem por objetivo analisar a questão agrária em Andradina-SP e Castilho-SP,
            municípios limítrofes. E, particularmente, as formas de resistência desenvolvidas por
            camponeses da região frente aos desafios impostos pelo sistema capitalista de produção. A
            pesquisa se faz por meio de ampla consulta bibliográfica cuja meta é estudar o processo
            histórico que envolve a questão agrária nestes municípios, bem como analisar as condições
            determinantes que levaram ao processo de territorialização do capital e ao domínio da classe
            burguesa na distribuição das terras desta região. Em síntese, este foi um processo
            contraditório que por si só fez com que surgisse outro movimento que levou à territorialização
            da luta pela terra, empreendida pela organização de trabalhadores sem terra e camponeses em
            sua maioria arrendatários. Esta conjuntura levou esta região do Estado de São Paulo a ter
            certo destaque com relação aos conflitos por terra e resultou na criação de vários projetos de
            assentamentos de Reforma Agrária. Mas, a conquista de território por parte destes sujeitos não
            significa o fim dos conflitos de interesses no campo, tendo em vista que as bases da sociedade
            que envolve suas relações de produção ainda não foram alteradas. Este fato determina que
            mesmo de posse de importantes parcelas territoriais a classe dos antes trabalhadores sem terra
            e agora camponeses tenha que continuar o enfrentamento da ordem burguesa.
            Portanto, a realidade que se apresenta no campo da região noroeste paulista é a da luta de
            classe expressa historicamente na desigual estrutura fundiária, na especulação imobiliária, na
            exploração do trabalho e na luta pela terra e para nela permanecer.
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            A Evolução da Questão da Disposição Final dos Resíduos Sólidos Urbanos no Município de Três Lagoas - MS
            Curso Mestrado em Geografia
            Tipo Dissertação
            Data 18/04/2012
            Área GEOGRAFIA
            Orientador(es)
            • Arnaldo Yoso Sakamoto
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Sirlene Rodrigues Paulo
              Banca
              • Marcal Rogerio Rizzo
              • Marcelino de Andrade Goncalves
              • Vitor Matheus Bacani
              Resumo O município de Três Lagoas – MS, localizado a 20°45’04” de latitude sul e a 51°40’42” de longitude oeste, está tornando-se um pólo de atração para implantações de indústrias, repercutindo em crescente aumento populacional e consequentemente, no aumento da quantidade e diversidade de resíduos sólidos urbanos. Em novembro de 2009 foi inaugurado o aterro sanitário, entretanto, muitos outros aspectos que permeiam a questão ainda estão por encontrar soluções sócio-ambientais seguras, entre os quais está a ausência de coleta seletiva, de usinas de triagem de resíduos recicláveis e compostagem e o efetivo combate ao descarte clandestino. Diariamente são depositados no aterro sanitário municipal aproximadamente 90 toneladas de resíduos sólidos urbanos incluindo materiais nobres que poderiam ser reciclados, contribuindo para a rápida saturação da primeira célula. É nesse contexto que justificamos a relevância da presente pesquisa que tem como objetivo geral discorrer sobre a questão dos resíduos sólidos urbanos gerados no município, com ênfase na disposição final, abrangendo os diferentes impactos ambientais e os benefícios do gerenciamento integrado. Os principais procedimentos metodológicos adotados foram levantamentos e revisão bibliográfica; entrevistas junto a secretarias municipais e na empresa prestadora de serviços de coleta, transporte e disposição final; levantamentos fotos-descritivos e visitas técnicas ao aterro sanitário, e análise de dados do estudo preliminar para a construção do aterro sanitário elaborado pela empresa construtora para obtenção das licenças ambientais. O cruzamento de todas as informações obtidas, possibilitaram a compreensão da evolução da questão da disposição final dos resíduos sólidos urbanos no município de Três Lagoas - MS
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              Comunidades Tradicionais da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná: Reassentamento Piaba, Três Lagoas - MS
              Curso Mestrado em Geografia
              Tipo Dissertação
              Data 30/03/2012
              Área GEOGRAFIA
              Orientador(es)
              • Ailton Luchiari
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Vinícius Paschoal Belon
                Banca
                • Ailton Luchiari
                • Arnaldo Yoso Sakamoto
                • Marcal Rogerio Rizzo
                • Vitor Matheus Bacani
                Resumo Este trabalho aborda questões relevantes para atualidade, por isso ressalta os impactos
                causados pela construção de grandes empreendimentos com a finalidade de geração de
                energia, para abastecer um modelo de organização e consumo conhecido como urbano
                industrial. A região de estudo recebeu nas ultimas décadas do século XX diversas instalações
                de Usinas Hidrelétricas, e entre elas se destaca a de Porto Primavera, denominada de Usina
                Hidrelétrica Engº Sergio Mota. A criação da barragem para o represamento da água
                representou um significativo impacto ambiental, alterando o modo de vida de diversas
                comunidades tradicionais que se relacionavam de forma direta e indireta com o rio, além dos
                aspectos físicos que foram afetados.
                Algumas dessas comunidades foram reassentadas em locais distantes do rio, isso nos
                leva a pensar como elas estão organizadas e como estão desenvolvendo seu modo de vida, que
                é típico de relacionamento de respeito e interação com os elementos da natureza.
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                Os desafios da Agricultura Familiar Camponesa Frente à Territorialização do Agronegócio: perspectivas para o município de Tupi Paulista e seu entorno regional
                Curso Mestrado em Geografia
                Tipo Dissertação
                Data 29/03/2012
                Área GEOGRAFIA AGRÁRIA
                Orientador(es)
                • Francisco Jose Avelino Junior
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Maria Rosangela Bedun
                  Banca
                  • Francisco Jose Avelino Junior
                  • Marcia Yukari Mizusaki
                  • Rosemeire Aparecida de Almeida
                  • Valeria de Marcos
                  Resumo A presente dissertação versa sobre as mudanças vinculadas às conjunturas econômica, política e social decorrentes no campo nas últimas décadas no Brasil. Nesse contexto, buscamos apresentar, nesta pesquisa, reflexões sobre a resistência camponesa frente à expansão da lógica capitalista de produção. No bojo deste cenário, é coerente analisarmos a concentração exacerbada da propriedade da terra, organizada a partir do predomínio da monocultura voltada para exportação, sob a magnitude da expansão e territorialização do agronegócio e a marginalização da agricultura familiar camponesa pelas políticas agrárias. Tal fato nos remete compreendermos a dualidade de relações de produção que atuam em torno do espaço agrário brasileiro, qual sejam camponeses versus capitalistas. Considerando o exposto, a pesquisa tem como objetivo analisar os desafios e perspectivas da agricultura familiar camponesa frente à expansão e territorialização do agronegócio no município de Tupi Paulista/SP e no seu entorno regional, onde o agronegócio canavieiro vem ganhando espaço com a instalação de cinco destilarias na região. Nessa perspectiva, a nova dinâmica territorial e as formas organizacionais e produtivas desencadeadas no espaço agrário atual têm acirrado a disputa territorial entre camponeses e agronegócio. Valendo-se deste diálogo, há que se considerar que os conflitos territoriais entre a lógica camponesa e a lógica capitalista estão intimamente ligados à distinção das formas organizacionais e das relações de produção que redefinem o campo. Tal compreensão emerge ao apontarmos que a lógica camponesa se centra na tríade família, trabalho e terra, enquanto a lógica do agronegócio está centrada no lucro e na renda. Para tanto, estamos atentos para uma reflexão vinculada à territorialização e à espacialização da luta pela terra de trabalho empreendida pelos camponeses como forma de (re) criação e resistência frente à intensa concentração fundiária atrelada ao agronegócio.
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                  Dinâmica Territorial da Rede Urbana na Mesorregião Leste de Mato Grosso do Sul
                  Curso Mestrado em Geografia
                  Tipo Dissertação
                  Data 27/03/2012
                  Área GEOGRAFIA HUMANA
                  Orientador(es)
                  • Edima Aranha Silva
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Patricia Helena Milani
                    Banca
                    • Beatriz Ribeiro Soares
                    • Edgar Aparecido da Costa
                    • Edima Aranha Silva
                    • Francisco Jose Avelino Junior
                    Resumo O trabalho tem como objeto a rede urbana, delimitando-se como área de estudo a Mesorregião Leste de Mato Grosso do Sul, formada por 17 municípios. Discutem-se e apresentam-se as relações contínuas e descontinuas no território e posteriormente o papel que a cidade de Três Lagoas exerce na rede, com a análise de sua centralidade intra e interurbana. Os procedimentos teóricos metodológicos foram: levantamento bibliográfico sobre a temática redes urbanas e cidades médias, dentre os autores destacam-se, realizaram-se levantamentos de dados secundários através de pesquisas no banco de dados SEMAC/MS (2008) (Secretaria de Estudo do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), bem como IBGE/2009 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entrevistas com estudantes da UFMS oriundos de outros municípios, assim como nos hospitais da UNIMED e Nossa Senhora Auxiliadora para identificar a influência de Três Lagoas em escala regional e levantamento da infraestrutura, respectivamente, cujos dados foram organizados em tabelas e mapas e analisados ao longo do trabalho e mapeamento das variáveis analisadas no trabalho As relações contínuas ocorrem por meio das trocas e fluxos materiais no território e são delineadas a partir do movimento de pessoas e mercadorias entre as cidades da rede e externas a ela. Por conseguinte, as relações descontínuas, que derivam os territórios rede, são imateriais, multiescalares, que não seguem a hierarquia entre as cidades, o menor centro mantém relações com cidades globais internacionais, sem transitar pelas cidades intermediárias. Constata-se que Três Lagoas exerce centralidade entre as cidades que compõem a região, salientando que em algumas variáveis como educação, essa centralidade extrapola os limites políticos administrativos, polarizando algumas cidades do noroeste paulista. Portanto no contexto das cidades de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas é uma cidade média, pois além do número de habitantes, tem a função de intermediação entre os pequenos e grandes centros, em algumas variáveis analisadas.
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                    As Estratégias para Permanecer na Terra: os assentados do projeto Estrela da Ilha em Ilha Solteira/SP
                    Curso Mestrado em Geografia
                    Tipo Dissertação
                    Data 26/03/2012
                    Área GEOGRAFIA HUMANA
                    Orientador(es)
                    • Rosemeire Aparecida de Almeida
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Glaucia de Oliveira Fialho
                      Banca
                      • Francisco Jose Avelino Junior
                      • Maria Celma Borges
                      • Rosemeire Aparecida de Almeida
                      • Valeria de Marcos
                      Resumo A pesquisa inicia-se pela análise da história agrária brasileira que resultou na atual estrutura fundiária que concentrou, e ainda concentra, a terra nas mãos de poucos. Aliado a este processo de má divisão das terras brasileiras buscou-se entender como se deu a formação dos movimentos sociais de luta pela terra e os caminhos e descaminhos até a conquista da Lei da Reforma Agrária no Brasil. Destaque também foi dado a espacialização e territorialização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra/MST, relembrando algumas disputas emblemáticas organizadas pelo MST no Estado de São Paulo. Definimos como objetivo principal deste trabalho a análise da formação do Assentamento Estrela da Ilha, no município de Ilha Solteira/SP, com o intuito de refletir como se deu este processo de reforma agrária, onde, através de relatos, buscamos entender as fases que vão da organização do acampamento até a conquista do assentamento pelas famílias. Para a pesquisa entrevistamos 52 famílias por meio do uso de dois questionários, um estruturado e outro semiestruturado, somando um total de 25 perguntas. Procuramos dar prioridade aos que estão no assentamento desde a fase de acampamento, tendo em vista a necessidade de compreendermos as etapas que foram vivenciadas e, consequentemente, buscarmos informações sobre os perfis das famílias assentadas, o modo de vida e como estão resistindo na terra conquistada. Os estudos a respeito da luta para a conquista do assentamento implicou necessariamente considerar não só as ações resultantes desse processo, mas o significado da luta para seus agentes. Logo, lutar pela terra não significa só a conquista de um pedaço de chão, mas sim, resgatar o modo de vida simples que a vida no campo pode proporcionar àqueles que um dia se viram obrigados a optar por uma vida de luta. As várias situações vivenciadas pelas famílias no assentamento, bem como as estratégias para permanecerem na terra, o trabalho familiar, os produtos produzidos nos lotes, a participação nos projetos como associações, cooperativas, assim como aqueles que optam por outras formas de sobrevivência, nos levará a refletir e compreender os caminhos dos projetos de reforma agrária no Brasil, em particular no que se refere ao modo como é operado e como funciona a assistência pública às famílias após a conquista da terra. A pesquisa aponta para a compreensão de que não há uma fórmula única para a sobrevivência nos lotes. Os estudos no assentamento levaram-nos ao entendimento do que já alertava Shanin (2008, p.28): que os camponeses são flexíveis, logo encontram soluções para as crises podendo ensinar até mesmo àquele que não é camponês.
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                      Tramas Políticas e Impactos Socioambientais na Amazônia: a dinâmica do processo de pavimentação da BR-163
                      Curso Mestrado em Geografia
                      Tipo Dissertação
                      Data 15/03/2012
                      Área GEOGRAFIA HUMANA
                      Orientador(es)
                      • Francisco Jose Avelino Junior
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Eduardo Margarit Alfena do Carmo
                        Banca
                        • Carlos Alberto Franco da Silva
                        • Edima Aranha Silva
                        • Francisco Jose Avelino Junior
                        • Rosemeire Aparecida de Almeida
                        Resumo A rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém) foi construída na década de 1970 no coração da
                        Amazônia brasileira e provocou inúmeras mudanças na organização do espaço em seu
                        entorno. Houve intenso desmatamento, diversos grupos indígenas foram expulsos de suas
                        terras e migrantes do Sul se instalaram em projetos de colonização. Todo este processo
                        ocorreu com base em políticas públicas que visavam à ocupação e o desenvolvimento
                        econômico da Amazônia. A pavimentação do trecho matogrossense da rodovia permitiu o
                        desenvolvimento e a modernização dos circuitos produtivos da soja para exportação.
                        Entretanto, o trecho da BR-163 que atravessa o Estado do Pará não é pavimentado,
                        provocando inúmeras dificuldades para os moradores e facilitando a ilegalidade. Neste
                        contexto, a pavimentação da BR-163 beneficiará a população e principalmente a soja
                        produzida no Mato Grosso, que poderá ser exportada através de Santarém. A pavimentação da
                        BR-163 envolve diversos atores políticos e econômicos, que estabelecem alianças, dando
                        origem à formação de redes políticas. Entretanto, essas relações são assimétricas, gerando
                        conflitos entre grupos e atores distintos. As corporações do agronegócio exercem pressão pela
                        pavimentação da rodovia e os movimentos sociais se unem para evitar que a pavimentação
                        venha a agravar os atuais problemas sócioambientais. A questão-chave colocada é: quais são
                        as redes políticas envolvidas no processo de pavimentação da rodovia BR-163? O objetivo
                        central do trabalho é analisar a dinâmica do processo de pavimentação da rodovia. Para tanto,
                        o trabalho se inicia por um debate sobre a dinâmica da fronteira agrícola capitalista na
                        Amazônia, para em seguida realizar um resgate do processo de ocupação do espaço ao longo da
                        BR-163, uma análise da atual dinâmica sócioespacial ao longo da rodovia e, por fim, analisar
                        os interesses em torno da pavimentação da BR-163 e os impactos sócioambientais. Com isso,
                        foi possível estabelecer parâmetros teórico-conceituais para a análise da dinâmica da fronteira
                        agrícola capitalista na Amazônia, onde diversos empreendimentos ligados ao agronegócio estão
                        se expandindo diante da perspectiva de pavimentação da rodovia. Entretanto, o desenvolvimento
                        econômico vem acompanhado da recriação de uma estrutura desigual, com a expansão dos
                        núcleos urbanos cujas periferias são ocupadas pela população de baixa renda, geralmente expulsa
                        pela modernização do campo. Além disso, inúmeras ilegalidades e crimes que envolvem
                        populações tradicionais e a natureza estão ocorrendo, provocando a desterritorialização de
                        populações indígenas, ribeirinhas e camponesas, além de diversos impactos ambientais.
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                        Comunidade Yuba: Limites e Perspectivas da Produção Comunitária Camponesa
                        Curso Mestrado em Geografia
                        Tipo Dissertação
                        Data 29/08/2011
                        Área GEOGRAFIA HUMANA
                        Orientador(es)
                        • Valeria de Marcos
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Eduardo Roberto Mendes
                          Banca
                          • Edima Aranha Silva
                          • João Edmilson Fabrini
                          • Rosemeire Aparecida de Almeida
                          • Valeria de Marcos
                          Resumo O objetivo principal deste trabalho é o de entender como se dá a territorialização da
                          Comunidade Yuba. Composta por camponeses, localizada no município de
                          Mirandópolis, região noroeste do Estado de São Paulo, é formada por japoneses e
                          descendentes, que migraram para o Brasil a partir da década de 1920. Foi fundada
                          em 1935 por Issamu Yuba, japonês de forte personalidade que, através de leituras
                          libertárias, idealizou uma sociedade baseada no tripé: “trabalho, arte e religião”, o
                          qual, por sua vez, forma a identidade territorial de seus integrantes. Além do tripé, a
                          comunidade tem seu funcionamento interno baseado no trabalho e posse
                          comunitária dos frutos do trabalho. Tais ideais, a nosso ver, se aproximam das
                          teorias anarquistas dos séculos XIX e XX, principalmente do anarquismo comunista
                          do geógrafo Kropotkin que tem como moto: “De cada um de acordo com as suas
                          possibilidades; e a cada um de acordo com as suas necessidades”. Para tal, este
                          trabalho foi feito através de revisões bibliográficas e trabalhos de campo. Procurouse
                          em um primeiro momento apresentar as teorias de organização comunitárias no
                          campo e, em seguida, algumas dessas práticas no Brasil, mostrando que o modo de
                          reprodução da Comunidade Yuba não é uma exceção, quanto ao campesinato
                          brasileiro, onde várias práticas de produção/consumo comunitários já foram (e são)
                          vivenciadas. Para compreender o contexto de criação da comunidade, realizou-se
                          uma contextualização sobre a imigração japonesa para o Brasil, sobre a vida destes
                          imigrantes em novas terras estrangeiras. As causas da vinda da família Yuba para o
                          Brasil também foram tratadas, assim como a vida e o ideal de Issamu Yuba. A partir
                          dai passou-se a analisar o processo de instalação da comunidade e como ela vem
                          se reproduzindo durante seus 76 anos de existência. Sua dinâmica de
                          funcionamento na atualidade foi estudada detalhadamente através de cinco
                          espaços: do trabalho, da arte, da religião, da política e da economia que, juntos, nos
                          permitem compreender como se dá a territorialização da Comunidade Yuba,
                          comprovando assim seu status camponês e confirmando as práticas comunitárias
                          ligadas ao anarquismo comunista, elaborado por Kropotkin.
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                          Estudo do Campo Térmico Urbano por Meio do Sensoriamento Remoto: o caso de Campo Grande (MS)
                          Curso Mestrado em Geografia
                          Tipo Dissertação
                          Data 12/08/2011
                          Área GEOGRAFIA
                          Orientador(es)
                          • Luiza Luciana Salvi
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Rodrigo Cacho Lima
                            Banca
                            • Arnaldo Yoso Sakamoto
                            • Luiza Luciana Salvi
                            • Vicentina Socorro da Anunciação Andrade
                            • Vitor Matheus Bacani
                            Resumo Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, se localizada na região central do Estado e a 530 m de altitude; possui 650.000 habitantes, densidade demográfica de 80 hab/km² e área urbana de 350 km². O clima da região é tropical, do tipo Aw. O objetivo da pesquisa foi estudar o campo térmico urbano de Campo Grande, aplicando técnicas de sensoriamento remoto. Foram usadas imagens do Landsat 5TM de 2010, da estação chuvosa (12/4 e 21/10) e da estação seca (15/6) para a obtenção de temperatura de superfície e uso do solo. Nas três datas o sistema atmosférico atuante era o ar polar tropicalizado. Os resultados mostraram que as fontes de calor são semelhantes nas imagens analisadas, tanto na área urbana (ocupação densa) quanto no rural (pastagem). A orientação das vertentes apresentou-se coerente com as áreas de maior aquecimento no horário de passagem do satélite (manhã). Na estação chuvosa a ilha de calor de superfície ocorreu em 12/4, com 13ºC de intensidade, enquanto que em 21/10 o aquecimento foi mais intenso no entorno rural; na estação seca, em 15/6, o aquecimento foi semelhante entre o urbano e o rural.
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                            Análise Geoambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Coxipó em Cuiabá/MT (1988, 2000 e 2010)
                            Curso Mestrado em Geografia
                            Tipo Dissertação
                            Data 12/08/2011
                            Área GEOGRAFIA
                            Orientador(es)
                            • Patricia Helena Mirandola Garcia
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Valter de Carvalho Couto
                              Banca
                              • Arnaldo Yoso Sakamoto
                              • Luiz da Rosa Garcia Netto
                              • Patricia Helena Mirandola Garcia
                              • Wallace de Oliveira
                              Resumo O desenvolvimento científico proporcionou mudanças significativas no ritmo da relação sociedade-natureza, e condicionou o homem a desvendar os problemas mais relevantes, principalmente após a segunda grande guerra. Mesmo com esse avanço, o homem não conseguiu usar os recursos tecnológicos necessários para possibilitar o máximo de aproveitamento dos recursos naturais com um mínimo de degradação ambiental possível. Este trabalho se justifica pela necessidade de se promover uma análise geoambiental da bacia hidrográfica do rio Coxipó, sua preservação, recuperação dos recursos naturais, tendo em vista o alto grau de degradação em que ela se encontra. Preservar a natureza é uma necessidade constante, principalmente porque visa assegurar a perpetuação de espécies vegetais e animais para a posteridade, quanto para a melhoria das condições da vida humana. O objetivo deste trabalho é gerar informações multitemporais da Bacia Hidrográfica do Rio Coxipó e estabelecer diretrizes para o uso racional de suas potencialidades ambientais, mais especificamente com referência à ocupação da terra da bacia. Para atingir os objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, além da utilização de cartas topográficas, e imagens de satélite que permitiram constatar que na área de estudo existem declividades que apesar de pouco acentuadas possam ser responsabilizadas como fator determinante para a degradação ambiental que a área sofreu. O tipo de solo e o seu uso, a cultura temporária e a pastagem são fatores responsáveis pela retirada da vegetação. O cerrado permanece preservado ao longo do rio Coxipó e nos diversos cursos d'água que existem na bacia, a supressão da vegetação ocorre nas Áreas de Preservação Permanentes e também em Áreas de Proteção Ambiental.
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                              A Expansão da Cana em Birigui e a Dinâmica Agrária Regional
                              Curso Mestrado em Geografia
                              Tipo Dissertação
                              Data 31/05/2011
                              Área GEOGRAFIA AGRÁRIA
                              Orientador(es)
                              • Francisco Jose Avelino Junior
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Edson Issamu Suguimoto
                                Banca
                                • Edgar Aparecido da Costa
                                • Edima Aranha Silva
                                • Francisco Jose Avelino Junior
                                • Rosemeire Aparecida de Almeida
                                Resumo A expansão da cultura canavieira no interior do estado de São Paulo provocou profundas transformações no espaço rural. Seu desenvolvimento modificou a relação de produção e a transformação no processo de desenvolvimento agroindustrial, que atraiu grandes contingentes de trabalhadores migrantes, provocando sérios problemas de ordem social, econômica e até política no território. Objetivando apresentar a problemática da expansão da monocultura da cana na microrregião de Birigui, foi realizado um estudo de caso, com pesquisa de campo junto a trabalhadores, a produtores de cana e à população afetada, com ênfase no estudo do município de Birigui. Por meio do levantamento bibliográfico e dos dados obtidos com a pesquisa de campo, foi possível perceber que o território é o palco de disputa pelo grande capital canavieiro com os agentes econômicos tradicionais da cidade de Birigui. Na busca por terra para o plantio da cana, a sua espacialização no território provoca mudanças profundas na produção agrícola na microrregião com a monocultura da cana com intenso uso de mão de obra assalariada no espaço rural, criando sérios problemas de ordem social, e trabalhista. Para viabilizar o empreendimento da cultura canavieira, são realizadas parcerias, arrendamentos, e compra de terras, o que inviabiliza outras culturas tradicionais, provocando a diminuição da produção de alimentos. Verificou-se também que, com o intenso uso da mecanização da cultura canavieira, muito postos de trabalho são fechados, trazendo preocupação aos trabalhadores, à população, aos governantes e aos movimentos sociais.
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                                Dinâmica Territorial e Mercado de Trabalho em Rondonópolis/MT
                                Curso Mestrado em Geografia
                                Tipo Dissertação
                                Data 31/05/2011
                                Área GEOGRAFIA HUMANA
                                Orientador(es)
                                • Edima Aranha Silva
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • José Felipe dos Santos Filho
                                  Banca
                                  • Edgar Aparecido da Costa
                                  • Edima Aranha Silva
                                  • Francisco Jose Avelino Junior
                                  • Jorge Luiz Monteiro
                                  Resumo O trabalho versa sobre a dinâmica territorial em Rondonópolis/MT, sua evolução e a
                                  organização social do trabalho. A produção do espaço teve início na dinâmica
                                  regional do estado de Mato Grosso em suas fronteiras com o estado de Goiás, onde
                                  havia divergências, pois visando assegurar as fronteiras o Estado promoveu a
                                  ocupação da porção Sudeste. Construíram-se pontes e estradas. Ocupavam-se as
                                  terras do atual município de Rondonópolis, sendo que os primeiros migrantes
                                  estabeleceram-se nas margens do Rio Vermelho. Povos goianos chegaram em 1902
                                  oriundos de Palmeiras (GO), criadores de gado em busca de terras para expandirem
                                  suas atividades às margens do rio Poguba - rio Vermelho -, originando o povoado
                                  Poguba. De 1907 a 1909 foi território de apoio a Comissão Rondom para
                                  implantação da linha telegráfica, que conferiu o nome do lugar: Rondonópolis.
                                  Território marcado por sucessivos fatos no período de 1920 a 1947. Ora nefastos
                                  com severas doenças e epidemias, ora prósperos, como descoberta de diamante e
                                  ouro em Poxoréu (1924), que o transformou em via de acesso às zonas
                                  mineradoras. Em 1940 com oferta de terras devolutas para colonização atraiu novos
                                  fluxos migratórios, que perduraram em 1950/1960. Mineiros, cearenses, baianos e
                                  paulistas chegaram, demarcaram território e delinearam territorialidades. Com
                                  crescimento populacional e econômico, se emancipou em 1953. A formação social e
                                  econômica do município foi atípica em relação ao Estado, pois não se deu pela
                                  mineração ou colonização privada. Resultou da Marcha para Oeste. A incorporação
                                  de terras nos modos da produção capitalista e expansão da fronteira agrícola foram
                                  elementos que atraíram os migrantes, principalmente os sulistas. Demarcaram
                                  territórios e estabeleceram rede de relações. O POLOCENTRO consolidou a
                                  agricultura e desenvolveu a economia local. A industrialização é caracterizada pelo
                                  agronegócio da soja. Dentre as infraestruturas disponibilizadas em Rondonópolis
                                  destacam-se as rodovias 163 e 364 que formam entroncamento de mão única,
                                  sendo o principal eixo rodoviário do Estado. Aí, a cidade se estabeleceu. O
                                  município é capital nacional do Bitrem e, vislumbra a chegada da Ferronorte projeto
                                  que o transformará num eixo multimodal rodoviário/ferroviário no estado de Mato
                                  Grosso. Rondonópolis centraliza na região Sudeste de Mato Grosso, as atividades
                                  de comércio e serviços, bem como sedes administrativas de empresas privadas.
                                  Cerca de 20 municípios mantém interação econômica e populacional com seu
                                  território. Na rede territorial do trabalho, destaca-se pela produção no campo e pelas
                                  indústrias do agronegócio aí instaladas, as quais dinamizam a economia e criam
                                  cadeias produtivas, promovendo o crescimento econômico, a expansão das frentes
                                  de trabalho. Nesse sentido, o desenvolvimento econômico do território atrai um fluxo
                                  contínuo de migrantes. A pesquisa buscou compreender o processo de
                                  territorialização, desterritorialização e reterritorialização das classes trabalhadoras.
                                  Ou seja, revelou as tramas territoriais que se desenvolvem em Rondonópolis-MT.
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                                  Dinâmica Geomorfológica da Bacia Hidrográfica do Córrego Bom Jardim, Brasilândia/MS
                                  Curso Mestrado em Geografia
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 29/04/2011
                                  Área GEOGRAFIA
                                  Orientador(es)
                                  • Andre Luiz Pinto
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Luciano Grechia
                                    Banca
                                    • Andre Luiz Pinto
                                    • Arnaldo Yoso Sakamoto
                                    • João Osvaldo Rodrigues Nunes
                                    • Paulo Cesar Rocha
                                    Resumo O presente trabalho tem como objetivo entender os processos de formação de feições erosivas na bacia hidrográfica do córrego Bom Jardim, localizada no município de Brasilândia, estado de Mato Grosso do Sul. Para a análise desses processos optou-se pela construção de cartas morfométricas e análises de variáveis coadjuvantes, que associadas permitiram melhor compreensão da dinâmica erosiva do relevo da área da bacia. As cartas morfométricas constituem-se em documentos cartográficos elaborados com base nas informações contidas nas cartas topográficas, ou seja, curva de nível, altimetria e de acordo com a disposição dos canais fluviais, segundo metodologias propostas por De Biasi (1970-1992), Spiridonov (1981), Mendes (1993), Zacharias (2001), Sanchez (1991-1993), Cunha (2001) entre outros. Assim, foi elaborada a carta clinográfica que tem por objetivo demonstrar as declividades das áreas da bacia; a carta de dissecação horizontal, que indica a dissecação do canal fluvial dentro de cada sub-bacia no sistema; a carta de dissecação vertical indica os patamares altimétricos pelos quais os canais fluviais escoam ao longo de sua extensão. Por fim, a junção desses três documentos cartográficos deu origem à carta de energia potencial do relevo, carta essa que demonstra áreas de possíveis ocorrências de processos erosivos e consecutivamente de degradação ambiental. Aliados a esses documentos e suas interpretações foram elaborados também, em campo, perfis de solo e coletas de amostras dos mesmos para análise granulométrica e de coloração. Além disso, foi realizado em campo coleta de amostras de água ao longo do canal principal da bacia, a fim de identificar a quantidade de sedimentos em suspensão, transportados pelo canal, bem como a velocidade e vazão do fluxo d‟água. Para tanto, foram utilizados como base teórica os autores Pinto e Lorenz Silva (2010). Fez-se necessário também a construção da carta de uso, ocupação e disposição da vegetação da área em dois momentos distintos, um de 1974, com base nas cartas topográficas do DSG, e outro com imagens de satélite de 2011. Com essas cartas foi possível identificar o tipo e disposição da vegetação, e ainda a forma de uso da terra da bacia. Por fim, para o entendimento, localização e especificação tipológica dos processos erosivos foi construída a carta de atributos geomorfológicos da bacia com base nas variáveis anteriores. Portanto, foi possível concluir que embora em terreno de baixa declividade e potencial erosivo notou-se na bacia feições erosivas pronunciadas e em evolução, pois não apenas o grau de declividade é indicativo de erosão, as variáveis como o tipo de solo, manejo e ocupação também devem ser levadas em conta, pois, ambas são importantes na elaboração de planejamento e ordenamento de uso da terra a fim de minimizar impactos.
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                                    Geotecnologias Aplicadas à Criação e Organização de Banco de Dados Geoambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Sucuriú - MS/BR
                                    Curso Mestrado em Geografia
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 04/04/2011
                                    Área GEOGRAFIA
                                    Orientador(es)
                                    • Patricia Helena Mirandola Garcia
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • César Cardoso Ferreira
                                      Banca
                                      • Antônio Cezar Leal
                                      • Arnaldo Yoso Sakamoto
                                      • Edson Luís Piroli
                                      • Patricia Helena Mirandola Garcia
                                      Resumo O presente trabalho tem como objetivo diagnosticar, analisar e fornecer subsídios teóricos metodológicos e documentais da Bacia Hidrográfica do Rio Sucuriú/MS, com uso de Banco de Dados Geográficos apoiados em técnicas de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, para fins de Planejamento e Gerenciamento. A Bacia Hidrográfica do Rio Sucuriú está localizada na porção leste do Estado de Mato Grosso do Sul entre as coordenadas geográficas 18º 12’36.18’’ a 20º 49’1.6’’ S e 51º 38’2.79’’ a 53º 31’27.96’’ W. Os procedimentos operacionais para os processamentos dos dados orbitais, cadastrais e temáticos foram realizados em um ambiente de sistemas destinados à aquisição, armazenamento, manipulação, análise e apresentação de dados georreferenciados, ou seja, SIG. Além de entender a bacia hidrográfica como um sistema de entrada e saída de energia. A investigação realizada demonstrou a importância de se conhecer prévia e detalhadamente o meio físico das áreas estudadas. Além disso, a aplicação da metodologia apresentada revelou-se importante para a elaboração de estudos ambientais e planejamento, para a Bacia Hidrográfica do Sucuriú.
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                                      Diagnóstico do Sistema Sócio-Ambiental da Sub-Bacia Hidrográfica Córrego São Roberto, Castilho-SP
                                      Curso Mestrado em Geografia
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 31/03/2011
                                      Área GEOGRAFIA
                                      Orientador(es)
                                      • Wallace de Oliveira
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Laís Coêlho do Nascimento Silva
                                        Banca
                                        • Ailton Luchiari
                                        • Patricia Helena Mirandola Garcia
                                        • Vitor Matheus Bacani
                                        • Wallace de Oliveira
                                        Resumo A sucessiva tensão exercida pelo modelo econômico vigente proporcionou uma gradativa
                                        degradação ao ambiente natural, como desmatamento, diminuição da biodiversidade,
                                        degradação dos solos, assoreamento e poluição de rios entre outros. Desse modo, o conceito
                                        de desenvolvimento sustentável e planejamento ambiental têm sido discutido, visando a
                                        geração de menor impacto possível na natureza para desenvolvimento econômico do homem.
                                        Tendo em vista a necessidade do planejamento ambiental, objetivou-se com este trabalho
                                        realizar um diagnóstico sócio-ambiental da sub-bacia hidrográfica Córrego São Roberto,
                                        localizada no município de Castilho, interior do estado de São Paulo. As atividades
                                        agropecuárias, no município, correspondem como principal fonte econômica, despontando a
                                        pecuária e a cana-de-açúcar, como principais responsáveis na produção agrícola. Na sub-bacia
                                        hidrográfica, o pasto e a cana também são predominantes como usos do solo, em detrimento
                                        da vegetação arbórea, indicando a ausência de APPs nas nascentes e ao longo dos cursos
                                        d’água. Através de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, além de
                                        bibliografia pertinente ao tema, chegou-se ao resultado de que as condições físicas naturais da
                                        sub-bacia correspondem, em sua maioria, favoráveis as técnicas agrícolas, desde que
                                        executadas práticas conservacionistas de manejo. Elencadas todas as fragilidades e
                                        potencialidades que a área possui, seja de ordem natural ou antrópica, foram possíveis propor
                                        medidas para conservação e/ou recuperação de áreas modificadas na sub-bacia hidrográfica
                                        Córrego São Roberto, visto que a boa utilização das terras agrícolas proporciona um melhor
                                        rendimento econômico ao município.
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                                        Plano de Manejo como Ferramenta de Gestão para Áreas Naturais Protegidas: Avaliação dos Resultados Alcançados com a Metodologia Utilizada na Reserva Cisalpina - Brasilândia/MS
                                        Curso Mestrado em Geografia
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 31/03/2011
                                        Área GEOGRAFIA
                                        Orientador(es)
                                        • Ailton Luchiari
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Fernando Brandão de Andrade
                                          Banca
                                          • Ailton Luchiari
                                          • Arnaldo Yoso Sakamoto
                                          • Vitor Matheus Bacani
                                          • Wallace de Oliveira
                                          Resumo A proposta desse estudo é avaliar os resultados alcançados com a metodologia utilizada na Reserva Cisalpina para a elaboração do seu plano de manejo. O Roteiro Metodológico para Elaboração de Plano de Manejo para Reservas Particulares do Patrimônio Natural, adaptado para as especificidades da Reserva Cisalpina, foi adotado como referencial para todas as atividades planejadas. A reserva está situada no município de Brasilândia – MS e a proposta de criação de Unidade de Conservação é na categoria de Reserva Particular do Patrimônio Natural _ RPPN. A proteção dessa área e o investimento em atividades de conservação, recuperação e educação ambiental representam um ganho ambiental importante, sobretudo nesta região do Estado em que as áreas nativas têm perdido espaço rapidamente para a silvicultura e outras atividades. Com a aplicação da metodologia analisada nesse trabalho, em pouco tempo a natureza deu respostas positivas. Nas atividades de fiscalização e administração da área, ou ainda em trabalhos de campo de cunho cientifico devidamente autorizados nota-se significativo aumento no número de visualizações de pegadas de animais silvestres e até visualizações de animais adultos e de filhotes, mostrando que área está reunindo condições adequadas para a procriação de algumas espécies. Entre elas podemos citar a Anta, Cervo do Pantanal, Onça Parda, Queixadas, Capivaras, Tamanduás e também uma grande quantidade de aves como Tuiuiús, garças e biguás.
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