Mestrado em Ecologia e Conservação

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TRABALHO Ações
Patrón alimenticio de murciélagos filostómidos en un gradiente de cobertura de vegetal nativa en la Serra da Bodoquena
Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
Tipo Dissertação
Data 26/03/2018
Área ECOLOGIA
Orientador(es)
  • Rafael Dettogni Guariento
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Neder Luis Oviedo Morales
    Banca
    • Ana Maria Rui
    • Erich Arnold Fischer
    • Marlon Zortéa
    • Mauricio de Almeida Gomes
    • Roberto Lobo Munin
    Resumo La fragmentación y degradación del hábitat, son las dos causas principales que afectan la estructura de las comunidades de murciélagos. Así, los quirópteros son bio-indicadores de la calidad de hábitat y la salud de los ecosistemas, al responder a estas alteraciones ambientales son buenos objetos de estudio. En este sentido, el presente trabajo tuvo como objetivo estudiar la dieta de murciélagos frugívoros de la familia Phyllostomidae, a lo largo de un gradiente de cobertura vegetal en la Serra da Bodoquena, Brasil. Nuestros resultados muestran que no existe una relación directa entre las proporciones de cobertura vegetal sobre el patrón alimenticio de murciélagos frugívoros, donde la riqueza y composición de ítems en la dieta no presento cambios en los diferentes paisajes que conformaron el gradiente de cobertura vegetal. La amplia distribución espacial de plantas pioneras y la alta movilidad que presentan los murciélagos frugívoros les permiten forrajear áreas con distintos usos de la tierra como zonas de cultivo, pastos y diferentes estados sucesionales garantizando un suministro constante de alimentos, pues posiblemente utilizan parches con mayor grado conectividad para acceder a estos recursos. Creemos que la complementación del paisaje puede ser el factor que permita la persistencia de murciélagos frugívoros en paisajes altamente fragmentados.
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      O EFEITO DE LUZ E NUTRIENTES SOBRE A ESTEQUIOMETRIA DO SÉSTON
      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
      Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
      Data 23/03/2018
      Área ECOLOGIA
      Orientador(es)
        Coorientador(es)
        Orientando(s)
          Banca
            Resumo A estequiometria ecológica busca compreender como a proporção entre os elementos influencia aspectos ecológicos através das demandas dos organismos e da composição elementar de seus alimentos. Produtores primários, bactérias, protozoários e elementos abióticos compõem o séston, que é a base de recursos dos consumidores primários em lagos e oceanos, e que pode se alterar sistematicamente com a razão luz:nutriente. A hipótese luz:nutriente estipula que os produtores primários de ambientes com muita luz possuem alta razão C:P enquanto que em baixa luminosidade possuem baixa razão C:P, sendo portanto a variação da razão luz:nutriente importante para afetar as taxas de herbivoria e fluxo de energia para níveis tróficos superiores. Neste estudo avaliamos a hipótese luz:nutriente em 100 lagos naturais e artificiais no Estado do Rio Grande do Norte e testamos se a variação da razão luz:nutriente afeta a estequiometria de séston (razão C:nutriente). Analisamos as características físico-químicas e limnológicas dos lagos, bem como quantificamos as biomassas de fitoplâncton e zooplâncton, além da composição fitoplanctônica. Encontramos variação nas características físico-químicas e biológicas dos lagos e uma relação positiva entre a razão luz:nutriente e a razão C:P do séston, indicando que o efeito da luz e dos nutrientes na sua estequiometria se dá de forma conjunta e também que a estequiometria do séston pode ser influenciada de forma aditiva pela contribuição relativa de cianobactérias para o fitoplâncton. Dessa forma, concluímos que a razão luz:nutriente é um fator determinante na variação da razão C:P do séston ao longo de uma ampla distribuição espacial de lagos, assim como a contribuição relativa de cianobactérias.
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              O EFEITO DE LUZ E NUTRIENTES SOBRE A ESTEQUIOMETRIA DO SÉSTON
              Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
              Tipo Dissertação
              Data 23/03/2018
              Área ECOLOGIA
              Orientador(es)
              • Rafael Dettogni Guariento
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Yasmine Marçola de Souza
                Banca
                • Adriano Caliman Ferreira da Silva
                • Diogo Borges Provete
                • Fabio de Oliveira Roque
                • Simone Jaqueline Cardoso
                Resumo A estequiometria ecológica busca compreender como a proporção entre os elementos influencia aspectos ecológicos através das demandas dos organismos e da composição elementar de seus alimentos. Produtores primários, bactérias, protozoários e elementos abióticos compõem o séston, que é a base de recursos dos consumidores primários em lagos e oceanos, e que pode se alterar sistematicamente com a razão luz:nutriente. A hipótese luz:nutriente estipula que os produtores primários de ambientes com muita luz possuem alta razão C:P enquanto que em baixa luminosidade possuem baixa razão C:P, sendo portanto a variação da razão luz:nutriente importante para afetar as taxas de herbivoria e fluxo de energia para níveis tróficos superiores. Neste estudo avaliamos a hipótese luz:nutriente em 100 lagos naturais e artificiais no Estado do Rio Grande do Norte e testamos se a variação da razão luz:nutriente afeta a estequiometria de séston (razão C:nutriente). Analisamos as características físico-químicas e limnológicas dos lagos, bem como quantificamos as biomassas de fitoplâncton e zooplâncton, além da composição fitoplanctônica. Encontramos variação nas características físico-químicas e biológicas dos lagos e uma relação positiva entre a razão luz:nutriente e a razão C:P do séston, indicando que o efeito da luz e dos nutrientes na sua estequiometria se dá de forma conjunta e também que a estequiometria do séston pode ser influenciada de forma aditiva pela contribuição relativa de cianobactérias para o fitoplâncton. Dessa forma, concluímos que a razão luz:nutriente é um fator determinante na variação da razão C:P do séston ao longo de uma ampla distribuição espacial de lagos, assim como a contribuição relativa de cianobactérias.
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                  INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NAS REDES ANTAGONISTAS MOSCA-MORCEGO EM DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA AMAZÔNIA CENTRAL BRASILEIRA
                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                  Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                  Data 28/02/2018
                  Área ECOLOGIA
                  Orientador(es)
                    Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                      Banca
                      • ANALIA GLADYS AUTINO
                      • Elizabete Captivo Lourenço
                      • Enrique Reyes Novelo
                      • Erich Arnold Fischer
                      Resumo A relação moscas parasitas e morcegos são interações muito específicas que tem sido pouco testado no Neotrópico, esses parasitos têm distribuição cosmopolita mesmo que seus hospedeiros. As poucas investigações realizadas nesse campo têm encontrado que são muitos os fatores que influenciam nessa relação, além disso, concluíram que características próprias de ambos (moscas e morcegos) tem a sua contribuição. No presente estudo se pretende avaliar se fatores climáticos (chuva e seca) e o tipo de ambiente (várzea inundada e sem inundação) influenciam nas interações parasito-hospedeiro em moscas parasitas e morcegos. Para isso, o trabalho foi feito em duas bacias hidrográficas na floresta da Amazônia central brasileira, rio Purus e rio Madeira. Os morcegos foram coletados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Amazónicas (INPA) utilizando redes de neblina ao nível de sub-bosque e abertas durante seis horas na noite; as moscas foram extraídas com pinças de ponta fina e depois identificadas no Laboratório de Sistemática, Ecologia e Evolução da universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (Brasil). Foram coletadas no total, 2045 moscas parasitas de morcegos, agrupadas em duas famílias (Streblidae e Nycteribiidae), 13 géneros e 57 espécies, em 424 morcegos de três famílias (Phyllostomidae, Mormoopidae e Vespertilionidae), 21 géneros e 31 espécies. Os resultados não corroboram nossa primeira hipótese de que o clima e o ambiente influenciam a estrutura das comunidades dos morcegos e, por conseguinte das moscas, como uma resposta as mudanças dos seus hospedeiros, devido à alta especificidade nessa relação. Enquanto, os resultados das métricas nas redes de interação mosca-morcego, como a especialização, sim evidenciaram estar influenciadas pelos fatores ambientais estudados. Assim, neste trabalho se conclui que as associações nos organismos estudados, além de ser muito especificas, são sensíveis as mudanças ambientais no seu entorno, e elas encontrassem adaptadas a tais mudanças naturais. Pela primeira vez são estudadas estas interações na Amazônia central brasileira, contribuindo assim com o conhecimento do parasitismo nos morcegos do Neotrópico.
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                        INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NAS REDES ANTAGONISTAS MOSCA-MORCEGO EM DUAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DA AMAZÔNIA CENTRAL BRASILEIRA
                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                        Tipo Dissertação
                        Data 28/02/2018
                        Área ECOLOGIA
                        Orientador(es)
                        • Gustavo Graciolli
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Adrian Alonso Duran de la Ossa
                          Banca
                          • ANALIA GLADYS AUTINO
                          • Elizabete Captivo Lourenço
                          • Enrique Reyes Novelo
                          • Erich Arnold Fischer
                          • Romeo Alberto Saldana Vásquez
                          Resumo A relação moscas parasitas e morcegos são interações muito específicas que tem sido pouco testado no Neotrópico, esses parasitos têm distribuição cosmopolita mesmo que seus hospedeiros. As poucas investigações realizadas nesse campo têm encontrado que são muitos os fatores que influenciam nessa relação, além disso, concluíram que características próprias de ambos (moscas e morcegos) tem a sua contribuição. No presente estudo se pretende avaliar se fatores climáticos (chuva e seca) e o tipo de ambiente (várzea inundada e sem inundação) influenciam nas interações parasito-hospedeiro em moscas parasitas e morcegos. Para isso, o trabalho foi feito em duas bacias hidrográficas na floresta da Amazônia central brasileira, rio Purus e rio Madeira. Os morcegos foram coletados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Amazónicas (INPA) utilizando redes de neblina ao nível de sub-bosque e abertas durante seis horas na noite; as moscas foram extraídas com pinças de ponta fina e depois identificadas no Laboratório de Sistemática, Ecologia e Evolução da universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (Brasil). Foram coletadas no total, 2045 moscas parasitas de morcegos, agrupadas em duas famílias (Streblidae e Nycteribiidae), 13 géneros e 57 espécies, em 424 morcegos de três famílias (Phyllostomidae, Mormoopidae e Vespertilionidae), 21 géneros e 31 espécies. Os resultados não corroboram nossa primeira hipótese de que o clima e o ambiente influenciam a estrutura das comunidades dos morcegos e, por conseguinte das moscas, como uma resposta as mudanças dos seus hospedeiros, devido à alta especificidade nessa relação. Enquanto, os resultados das métricas nas redes de interação mosca-morcego, como a especialização, sim evidenciaram estar influenciadas pelos fatores ambientais estudados. Assim, neste trabalho se conclui que as associações nos organismos estudados, além de ser muito especificas, são sensíveis as mudanças ambientais no seu entorno, e elas encontrassem adaptadas a tais mudanças naturais. Pela primeira vez são estudadas estas interações na Amazônia central brasileira, contribuindo assim com o conhecimento do parasitismo nos morcegos do Neotrópico.
                          Palavras-chave: Amazônia, morcegos, Nycteribiidae, parasitismo, redes de
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                            Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies
                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                            Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                            Data 22/10/2017
                            Área ECOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Jose Manuel Ochoa Quintero
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Elice Garcia Manhães
                              Banca
                              • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                              • Ludmilla Moura de Souza Aguiar
                              • Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
                              • Roberto Macedo Gamarra
                              • Sussi Missel pacheco
                              Resumo A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs.
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                                Efeito dos fatores locais e espaciais na estrutura de comunidade de Odonata em Lagoas permanentes na transição Cerrado Mata Atlântica
                                Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                Data 10/10/2017
                                Área ECOLOGIA
                                Orientador(es)
                                  Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                    Banca
                                    • Fabio de Oliveira Roque
                                    • Leandro Juen
                                    • Marciel Elio Rodrigues
                                    Resumo Resumo: Este trabalho teve por objetivo investigar a importância relativa dos fatores ambientais locais e espaciais sobre a abundância, riqueza e composição de metacomunidades de Odonata em lagoas permanentes. O estudo foi realizado nas várzeas do Rio Ivinhema entre os meses de junho e setembro de 2016. Foram amostradas 32 lagoas permanentes. Coletamos 1.196 indivíduos, pertencentes à 39 espécies, 19 gêneros e três famílias, das quais 25 espécies pertencem à subordem Anisoptera e 14 à Zygoptera. Nossos resultados revelaram que a comunidade de Odonatas foi melhor explicada pelas variáveis ambientais (F4,23 = 1,97, P = 0,002). Preditores espaciais não apresentaram relação significativa com a variação na composição de espécies (F3,23 = 1,19, P = 0,229). Variáveis ambientais independentes da estrutura espacial explicaram 10% da variação na composição de espécies. Quando as subordens foram analisadas separadamente, a composição da comunidade de Zygoptera e de Anisoptera também foram explicadas pelos fatores ambientais. Contudo, em Zygoptera, o componente puramente ambiental apresentou maior explicação (F4,25 = 2,76, P = 0,002). As variáveis ambientais que melhor explicaramo padrão de distribuição da comunidade total de Odonata foram condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura da água e área.

                                    Palavras-chave: metacomunidade, Odonata, lagoa.

                                    Abstract: This work aimed to investigate the contribution of local environmental and spatial factors on the abundance, wealth and metacommunity composition of Odonata in permanent ponds. The study was conducted in the floodplains of the Ivinhema River between June and September 2016. Collect 1.196 individuals, belonging to the 39 species, 19 genera and three families, of which 25 species belonging to the suborder Anisoptera and 14 the Zygoptera. Our results revealed that the community of Odonata was best explained by environmental variables (F4 = 1.97 .23, P = 0.002). Spatial predictors showed no significant relationship with the variation in species composition (.23 F3 = 1.19, P = 0.229). Environmental variables independent of spatial structure explained 10% of the variation in species composition. When the suborders were analyzed separately, the composition of the community of Zygoptera and Anisoptera were also explained by environmental factors. However, in Zygoptera, the purely environmental component was more explanation (F4 .25 = 2.76, P = 0.002). The environmental variables that best explain the pattern of distribution of total community of Odonata were electrical conductivity, dissolved oxygen, temperature of the water and the area.
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                                    Efeito dos fatores locais e espaciais na estrutura de comunidade de Odonata em Lagoas permanentes na transição Cerrado Mata Atlântica
                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                    Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                    Data 10/10/2017
                                    Área ECOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Danilo Bandini Ribeiro
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Alessandra dos Santos Venturini do Prado
                                      Banca
                                      • Fabio de Oliveira Roque
                                      • Leandro Juen
                                      • Marciel Elio Rodrigues
                                      Resumo Resumo: Este trabalho teve por objetivo investigar a importância relativa dos fatores ambientais locais e espaciais sobre a abundância, riqueza e composição de metacomunidades de Odonata em lagoas permanentes. O estudo foi realizado nas várzeas do Rio Ivinhema entre os meses de junho e setembro de 2016. Foram amostradas 32 lagoas permanentes. Coletamos 1.196 indivíduos, pertencentes à 39 espécies, 19 gêneros e três famílias, das quais 25 espécies pertencem à subordem Anisoptera e 14 à Zygoptera. Nossos resultados revelaram que a comunidade de Odonatas foi melhor explicada pelas variáveis ambientais (F4,23 = 1,97, P = 0,002). Preditores espaciais não apresentaram relação significativa com a variação na composição de espécies (F3,23 = 1,19, P = 0,229). Variáveis ambientais independentes da estrutura espacial explicaram 10% da variação na composição de espécies. Quando as subordens foram analisadas separadamente, a composição da comunidade de Zygoptera e de Anisoptera também foram explicadas pelos fatores ambientais. Contudo, em Zygoptera, o componente puramente ambiental apresentou maior explicação (F4,25 = 2,76, P = 0,002). As variáveis ambientais que melhor explicaramo padrão de distribuição da comunidade total de Odonata foram condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura da água e área.

                                      Palavras-chave: metacomunidade, Odonata, lagoa.

                                      Abstract: This work aimed to investigate the contribution of local environmental and spatial factors on the abundance, wealth and metacommunity composition of Odonata in permanent ponds. The study was conducted in the floodplains of the Ivinhema River between June and September 2016. Collect 1.196 individuals, belonging to the 39 species, 19 genera and three families, of which 25 species belonging to the suborder Anisoptera and 14 the Zygoptera. Our results revealed that the community of Odonata was best explained by environmental variables (F4 = 1.97 .23, P = 0.002). Spatial predictors showed no significant relationship with the variation in species composition (.23 F3 = 1.19, P = 0.229). Environmental variables independent of spatial structure explained 10% of the variation in species composition. When the suborders were analyzed separately, the composition of the community of Zygoptera and Anisoptera were also explained by environmental factors. However, in Zygoptera, the purely environmental component was more explanation (F4 .25 = 2.76, P = 0.002). The environmental variables that best explain the pattern of distribution of total community of Odonata were electrical conductivity, dissolved oxygen, temperature of the water and the area.
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                                        Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies
                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                        Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                        Data 22/09/2017
                                        Área ECOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                          Coorientador(es)
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                                            Banca
                                            • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                                            • Ludmilla Moura de Souza Aguiar
                                            • Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
                                            • Roberto Macedo Gamarra
                                            Resumo A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs.
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                                            Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies
                                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                            Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                            Data 22/09/2017
                                            Área ECOLOGIA
                                            Orientador(es)
                                              Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                                Banca
                                                  Resumo A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs.
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                                                    Identificação de lacunas na conservação de morcegos no estado de Mato Grosso do Sul por meio de modelos de distribuição potencial de espécies
                                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                    Tipo Trabalho de Conclusão de Curso
                                                    Data 22/09/2017
                                                    Área ECOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                      Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                        Banca
                                                        • Antonio Conceicao Paranhos Filho
                                                        • Ludmilla Moura de Souza Aguiar
                                                        • Reinaldo Francisco Ferreira Lourival
                                                        • Roberto Macedo Gamarra
                                                        Resumo A análise de lacunas é uma ferramenta utilizada para dar base científica à tomada de decisões para a criação de áreas protegidas ou para validar áreas pré-existentes. Igualmente possibilita a identificação de regiões geográficas com alta concentração de espécies, mas que não estão inclusas nas áreas protegidas. Desse modo tem-se usado a modelagem preditiva de distribuição para reconhecer áreas com maior probabilidade de ocorrência de espécies. A rede de reservas brasileiras abrange, dentre outros domínios, dois “hotspots” de conservação: Cerrado e Mata Atlântica. Mato Grosso do Sul é um estado brasileiro que apresenta grande heterogeneidade ambiental, nele ocorrem os dois biomas considerados “hotspots” nacionais e a maior parte do Pantanal, que recebe os títulos de Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural Mundial. Para proteger toda essa riqueza de ambientes e espécies, o estado de Mato Grosso do Sul conta com 133 áreas protegidas, mas apenas 1,29% são de Proteção Integral. Estudos recentes indicam a necessidade de criação de novas áreas protegidas na região, para garantir a conservação das populações vegetais, visto que as atuais são insuficientes e reforçam a teoria de terras sem valor. Neste estudo foi modelada a distribuição potencial de 54 espécies de morcegos que ocorrem em Mato Grosso do Sul, e apresentam acima de 15 registros diferentes de ocorrência. Todas as espécies modeladas estão representadas dentro da rede de unidades de conservação estaduais, porém, em uma porcentagem muito baixa de suas áreas potenciais de ocorrência. Segundo a informação sobre a distribuição potencial das espécies modeladas, a área de maior adequabilidade ambiental para os morcegos foi no Pantanal do Paraguai, Paiaguás, Nhecolândia e na Serra da Bodoquena. O mapa também apresenta probabilidade média de riqueza potencial em áreas de lacunas de inventários de quirópteros no norte do Pantanal e uma faixa de sudeste a nordeste do estado. O direcionamento de estudos e inventários faunísticos nessas áreas poderá reduzir as lacunas no conhecimento não apenas de espécies de morcegos, mas também para outros grupos taxonômicos além de auxiliar a identificação de áreas prioritárias para a conservação como AICOMs e SICOMs.
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                                                        Ecologia espacial e sociobiologia de quatis (Carnivora: Nasua nasua) em uma área do Pantanal da Nhecolândia
                                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                        Tipo Dissertação
                                                        Data 01/09/2017
                                                        Área ECOLOGIA
                                                        Orientador(es)
                                                          Coorientador(es)
                                                          Orientando(s)
                                                            Banca
                                                            • Beatriz de Mello Beisiegel
                                                            • Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
                                                            • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                                            • Rita de Cássia Bianchi
                                                            Resumo O quati (Nasua nasua) é um carnívoro de médio porte de hábito diurno e crepuscular, que ocorre ao longo da América do Sul. Os quatis são generalistas, se alimentando, principalmente, de frutos e insetos. Devido aos hábitos alimentares e a elevada abundância que esses animais apresentam nos locais onde ocupam é esperado que os quatis desenvolvam um importante papel nas dinâmicas ecológicas florestais. No entanto, pouco se sabe sobre esses animais. Este estudo teve como objetivo descrever a biologia social, área de uso, sobreposição espacial, seleção de habitat e áreas de uso intensivo e recursividade dos quatis. Para melhor compreendermos a ecologia desses animais, também investigamos a viabilidade de localizar os ninhos após as coletas de dados via GPS-telemetria. O estudo foi realizado em uma Fazenda do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do sul, entre novembro de 2015 e agosto de 2016. Para capturar os quatis, utilizamos armadilhas do tipo grade e três tipos diferentes de isca. Dez quatis foram equipados com colar-GPS, dos quais oito forneceram dados de movimentação. Durante as capturas, notamos diversas cicatrizes e lacerações nos animais, a maior parte em machos e apenas uma observação em uma fêmea. Durante as atividades de monitoramento, presenciamos uma ocasião em que um quati macho acompanhava um grupo social fora do período reprodutivo, o que não é usual para a espécie. A maior parte das interações entre machos e fêmeas ocorreu durante o período reprodutivo, que neste estudo aconteceu entre os meses de agosto e dezembro. Durante o estudo, registramos a morte de apenas um indivíduo. As investigações dos prováveis ninhos pós-análise de dados foram promissoras e encontramos os locais de dormida entre 62 a 90% das ocasiões. Alguns locais de dormida não resultaram em ninhos, mas foram associados com o uso de palmeiras como local de descanso noturno. Os locais de dormida foram reutilizados em diferentes dias de monitoramento e compartilhados com outros indivíduos da espécie. Os dados de movimentação dos quatis monitorados nos forneceram um total de 29767 localizações (3720 ± 2804), obtidas, em média, durante 36,7 dias (12-59; ± 15,70) de monitoramento por animal. Os quatis apresentaram uma área de uso entre 0,40 a 7,44 km², estimadas pelo método Kernel Fixo 95%. As áreas de uso também foram calculadas pelo método “biased random bridge kernel method/movement based kernel estimation” (BRB). Os valores encontrados a partir dessa abordagem variaram entre 0,41 a 2,40 km² e não diferiram significativamente do primeiro método. De forma geral, os quatis apresentaram diversas áreas de uso intensivo e de recursividade, onde permaneceram um maior tempo médio e para onde retornaram mais vezes. As localizações dos ninhos desses animais coincidiram com essas áreas, o que pode indicar diferentes estratégias de uso do espaço. De forma geral, os quatis selecionaram as florestas em diferentes contextos da ecologia espacial: durante a alocação da área de uso na paisagem, para a localização dos ninhos e durante suas atividades diárias.
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                                                            Ecologia espacial e biologia social de quatis (Carnivora: Nasua nasua) em uma área do Pantanal da Nhecolândia
                                                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                            Tipo Artigo Científico
                                                            Data 01/09/2017
                                                            Área ECOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • Guilherme de Miranda Mourão
                                                            Coorientador(es)
                                                              Orientando(s)
                                                              • Carolina Martins Garcia
                                                              Banca
                                                              • Beatriz de Mello Beisiegel
                                                              • Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
                                                              • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                                              • Rita de Cássia Bianchi
                                                              Resumo O quati (Nasua nasua) é um carnívoro de médio porte de hábito diurno e crepuscular, que ocorre ao longo da América do Sul. Os quatis são generalistas, se alimentando, principalmente, de frutos e insetos. Devido aos hábitos alimentares e a elevada abundância que esses animais apresentam nos locais onde ocupam é esperado que os quatis desenvolvam um importante papel nas dinâmicas ecológicas florestais. No entanto, pouco se sabe sobre esses animais. Este estudo teve como objetivo descrever a biologia social, área de uso, sobreposição espacial, seleção de habitat e áreas de uso intensivo e recursividade dos quatis. Para melhor compreendermos a ecologia desses animais, também investigamos a viabilidade de localizar os ninhos após as coletas de dados via GPS-telemetria. O estudo foi realizado em uma Fazenda do Pantanal da Nhecolândia, Mato Grosso do sul, entre novembro de 2015 e agosto de 2016. Para capturar os quatis, utilizamos armadilhas do tipo grade e três tipos diferentes de isca. Dez quatis foram equipados com colar-GPS, dos quais oito forneceram dados de movimentação. Durante as capturas, notamos diversas cicatrizes e lacerações nos animais, a maior parte em machos e apenas uma observação em uma fêmea. Durante as atividades de monitoramento, presenciamos uma ocasião em que um quati macho acompanhava um grupo social fora do período reprodutivo, o que não é usual para a espécie. A maior parte das interações entre machos e fêmeas ocorreu durante o período reprodutivo, que neste estudo aconteceu entre os meses de agosto e dezembro. Durante o estudo, registramos a morte de apenas um indivíduo. As investigações dos prováveis ninhos pós-análise de dados foram promissoras e encontramos os locais de dormida entre 62 a 90% das ocasiões. Alguns locais de dormida não resultaram em ninhos, mas foram associados com o uso de palmeiras como local de descanso noturno. Os locais de dormida foram reutilizados em diferentes dias de monitoramento e compartilhados com outros indivíduos da espécie. Os dados de movimentação dos quatis monitorados nos forneceram um total de 29767 localizações (3720 ± 2804), obtidas, em média, durante 36,7 dias (12-59; ± 15,70) de monitoramento por animal. Os quatis apresentaram uma área de uso entre 0,40 a 7,44 km², estimadas pelo método Kernel Fixo 95%. As áreas de uso também foram calculadas pelo método “biased random bridge kernel method/movement based kernel estimation” (BRB). Os valores encontrados a partir dessa abordagem variaram entre 0,41 a 2,40 km² e não diferiram significativamente do primeiro método. De forma geral, os quatis apresentaram diversas áreas de uso intensivo e de recursividade, onde permaneceram um maior tempo médio e para onde retornaram mais vezes. As localizações dos ninhos desses animais coincidiram com essas áreas, o que pode indicar diferentes estratégias de uso do espaço. De forma geral, os quatis selecionaram as florestas em diferentes contextos da ecologia espacial: durante a alocação da área de uso na paisagem, para a localização dos ninhos e durante suas atividades diárias.
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                                                                Remoção Secundária de Diásporos de Jatobá-do-cerrado Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne (Caesalpinioideae)
                                                                Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                Tipo Dissertação
                                                                Data 15/05/2017
                                                                Área ECOLOGIA
                                                                Orientador(es)
                                                                • Jose Ragusa Netto
                                                                Coorientador(es)
                                                                  Orientando(s)
                                                                  • Irídia Maria Leme Barbosa
                                                                  Banca
                                                                  • Alan Fecchio
                                                                  • Celine de Melo
                                                                  • José Carlos Morante Filho
                                                                  • Rogerio Rodrigues Faria
                                                                  • Rudi Ricardo Laps
                                                                  Resumo A predação e dispersão de sementes moldam a dinâmica populacional e a distribuição
                                                                  das plantas. A dispersão é a remoção de propágulos para distâncias variadas cujo tipo
                                                                  mais representativo nos trópicos é a zoocoria, por contribuir para a diversidade de
                                                                  plantas nos ecossistemas. O Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) é uma espécie
                                                                  arbórea proeminente e seus diásporos são primariamente dispersos pela gravidade e se
                                                                  acumulam de forma variada sob a copa da árvore. O objetivo desse estudo foi avaliar a
                                                                  distância de dispersão e o destino dos diferentes diásporos em relação ao tamanho do
                                                                  diásporo (vagem grande e pequena) e quantidade de recursos presentes (semente com e
                                                                  sem arilo). Além disso, foi avaliada a distância de dispersão entre período de seca e
                                                                  chuva, bem como em área onde Jatobá-do-cerrado é comum ou rara. O estudo foi
                                                                  realizado no Parque Natural Municipal do Pombo, município de Três Lagoas, MS, nos
                                                                  meses de setembro e novembro de 2015, antes e após a queda dos frutos (dispersão
                                                                  primária). O experimento consistiu em 24 unidades experimentais, 12 árvores adultas de
                                                                  Jatobá-do-cerrado no cerrado sentido restrito denso e 12 pontos em campo sujo, em que
                                                                  quatro tipos de diásporos foram posicionados e marcados para acessar o respectivo
                                                                  destino. Após 30 dias da montagem do experimento para cada estação realizamos a
                                                                  coleta dos dados sobre o destino dos diásporos. Em princípio, na estação seca, as vagens
                                                                  tiveram maiores distâncias (≥ 15 metros) e 100% das vagens foram removidas do local
                                                                  de origem na área de cerrado sentido restrito, enquanto na estação chuvosa, a maioria
                                                                  dos diásporos permaneceu intacto. Na área de campo sujo, tanto a estação seca como
                                                                  chuvosa, as sementes tiveram 78% de remoção, embora tenha ocorrido um aumento de
                                                                  manipulação das vagens na estação chuvosa. A two-way NPMANOVA indicou o efeito
                                                                  significativo dos habitats, tipos de diásporo e a interação dos fatores sobre o destino das
                                                                  vagens e sementes. As vagens por representarem recursos rentáveis percorreram
                                                                  maiores distâncias, processo que reduz os níveis de mortalidade densidade-dependente.
                                                                  Depois de manipuladas a longas distâncias, e se abertas, e parte das sementes estocadas
                                                                  ou não consumidas podem elevar consideravelmente as chances de germinação e
                                                                  estabelecimento de novos indivíduos
                                                                  Download
                                                                  The costs of parental care and skin-feeding in Leptodactylus podicipinus (Anura: Leptodactylidae)
                                                                  Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                  Tipo Dissertação
                                                                  Data 10/05/2017
                                                                  Área ECOLOGIA
                                                                  Orientador(es)
                                                                  • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                                                  Coorientador(es)
                                                                    Orientando(s)
                                                                    • Juan Fernando Cuestas Carrillo
                                                                    Banca
                                                                    • Cinthia A. Brasileiro
                                                                    • Denise C. Rossa-Feres
                                                                    • María Laura Ponssa
                                                                    Resumo O cuidado parental é muito diversificado entre as famílias de anuros. As espécies do gênero Leptodactylus exibem diferentes modos reprodutivos, incluindo cuidado parental. Este investimento adicional gera custos que os parentais devem enfrentar. Nós usamos Leptodactylus podicipinus, um membro do grupo de L. melanonotus, como modelo para investigar os custos do cuidado maternal e a interação mãe-prole no Pantanal sul. Fêmeas de L. podicipinus cuidam dos ovos e dos girinos até a metamorfose. Esta dissertação de mestrado é apresentada em dois capítulos. No capítulo 1, medimos os custos do cuidado maternal usando dados de captura-recaptura para comparar variáveis energéticas entre fêmeas cuidadoras e não-cuidadoras (i.e. massa do corpo, massa do corpo adiposo, dos ovários e do volume do conteúdo estomacal). No capítulo 2, estudamos a relação mãe-prole, examinando as características da pele, o trato digestório dos girinos e o comportamento para investigar a ocorrência de dermatotrofia em L. podicipinus. Características da pele foram comparadas entre fêmeas cuidadoras, não-cuidadoras e machos. Fêmeas cuidadoras perderam massa após uma semana, comparadas às fêmeas sem girinos. A massa dos ovários e o volume dos estômagos também foram menores em fêmeas cuidadoras e estômagos vazios ocorreram apenas nessas fêmeas com girinos. Porém, não houve diferença na massa dos corpos gordurosos. Nossos resultados indicam que os benefícios do cuidado parental em L. podicipinus podem impor alguns custos às fêmeas, pois a redução na tomada de alimento e na massa dos ovários podem reduzir o tamanho do corpo e a fecundidade futura. Fêmeas cuidando de girinos exibiram epiderme e estrato esponjoso mais espesso. Além disso, a concentração de lipídeos foi maior na epiderme de fêmeas cuidadoras e encontramos células epiteliais no trato digestório de girinos, sugerindo dermatotrofia em L. podicipinus, o primeiro registro deste tipo de cuidado em Anura.
                                                                    Download
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                                                                    Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                    Tipo Dissertação
                                                                    Data 17/03/2017
                                                                    Área ECOLOGIA
                                                                    Orientador(es)
                                                                    • Erich Arnold Fischer
                                                                    Coorientador(es)
                                                                      Orientando(s)
                                                                      • Hannah Lois Doerrier
                                                                      Banca
                                                                      • Andrea Cardoso de Araujo
                                                                      • André Rodrigo Rech
                                                                      • Erich Arnold Fischer
                                                                      • Felipe Wanderley de Amorim
                                                                      • Maria Rosangela Sigrist
                                                                      • SPENCER CHARLES HILTON BARRETT
                                                                      Resumo A separação de órgãos sexuais masculinos e femininos em angiospermas é essencial para o seu sucesso
                                                                      reprodutivo, temporalmente ou espacialmente, pois reduz o autocruzamento e a auto-interferência, e
                                                                      produz proles mais saudáveis. A dicogamia é uma dessas estratégias com várias subcategorias
                                                                      relacionadas ao momento específico em que ocorre a maturação e apresentação de estames e pistilos,
                                                                      tornando-a um fenômeno de diagnóstico complexo, que se acredita ter evoluído para evitar a
                                                                      autopolinização. Em particular, a sincronização do surgimento de estruturas reprodutivas masculinas e
                                                                      femininas, dentro das flores, em inflorescências, e em toda planta é um aspecto essencial para evitar a
                                                                      autofecundação de espécies de plantas dicogâmicas. Além disso, para garantir o sucesso reprodutivo, as
                                                                      espécies dicogâmicas necessitam de vetores de pólen, como insetos, que visitam as flores masculinas e
                                                                      femininas para garantir o fluxo de pólen ea produção de sementes. Neste trabalho, investiguei o sistema
                                                                      sexual e reprodutivo da espécie de liana Cissus spinosa (Vitaceae) no Pantanal brasileiro, que foi
                                                                      preliminarmente observada como uma espécie com protandria aparentemente sincronizada,
                                                                      posteriormente questionamos: qual é o sistema sexual de dicogâmico específico e o sistema de
                                                                      acasalamento desta espécie e quais são os potenciais polinizadores e visitantes florais? Utilizando
                                                                      espécimes da liana escandente Cissus spinosa no campo, fiz observações da biologia floral, coletas de
                                                                      todos os estágios do desenvolvimento floral (isto é, fase reprodutiva), sistema de acasalamento e
                                                                      visitação floral entre os anos de 2014-2016. Através da análise de dados sobre morfologia floral e
                                                                      maturação de estames e pistilo ao longo do tempo, verifiquei que Cissus spinosa apresentou uma
                                                                      dicogamia síncrona de vários ciclos, com flores protândricas que apresentavam um alto nível de
                                                                      sincronização dentro e entre inflorescências de plantas individuais. Cissus spinosa é auto-compatível,
                                                                      formando frutos em todos os tratamentos do teste do sistema de acasalamento. Os polinizadores
                                                                      potenciais foram abelhas Apidae, tais como Apis mellifera e Trigona spinipes, juntamente com espécies
                                                                      de Crabronidae e Vespidae. Outros visitantes incluíram besouros (Chrysomelidae), borboletas
                                                                      (Nymphalidae), e moscas (Sacrophagidae & Syphridae). Em geral, o tipo de dicogamia aqui relatado
                                                                      pode ser uma estratégia que ocorre para evitar a autofecundação nesta espécie autocompatível, uma vez
                                                                      que as inflorescências são sincronicamente masculinas ou femininas e as plantas dentro da mesma área
                                                                      3



                                                                      oferecem ambas as fases florais consistentemente ao longo do dia. Esta pesquisa representa o primeiro
                                                                      relato para este tipo específico de dicogamia no grande gênero de Cissus e pode apontar tendências entre
                                                                      este gênero ou família, especialmente aquelas em regiões tropicais.
                                                                      Download
                                                                      Efeito da perda de habitat associados a impactos hidrelétricos sobre uma comunidade de borboletas frugívoras no sudoeste da Floresta Amazônica brasileira
                                                                      Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                      Tipo Dissertação
                                                                      Data 07/03/2017
                                                                      Área ECOLOGIA
                                                                      Orientador(es)
                                                                      • Danilo Bandini Ribeiro
                                                                      Coorientador(es)
                                                                        Orientando(s)
                                                                        • Débora Leite Rodrigues do Carmo
                                                                        Banca
                                                                        • André Victor Lucci Freitas
                                                                        • Danilo Bandini Ribeiro
                                                                        • Fabio de Oliveira Roque
                                                                        • Gustavo Graciolli
                                                                        Resumo Empreendimentos hidrelétricos estão sendo implementados em diversas regiões do
                                                                        mundo e particularmente na Amazônia. As usinas hidrelétricas causam diversos impactos
                                                                        ambientais, mas pouco se sabe sobre como essas atividades afetam a biodiversidade do
                                                                        local onde são construídas. Se faz necessário identificar esses efeitos ambientais para
                                                                        perspectivas de conservação, e pode-se utilizar sistemas cartográficos e bioindicadores
                                                                        para avaliá-los. Assim sendo, o objetivo deste trabalho é identificar os impactos de
                                                                        supressão vegetal causado por uma represa em uma área no sudoeste da Amazônia
                                                                        brasileira e verificar como a comunidade de borboletas frugívoras da região respondeu as
                                                                        consequentes mudanças na paisagem. A área de estudo possui uma vegetação
                                                                        predominantemente ombrófila aberta e o clima da região é classificado como quente
                                                                        úmido. Nas análises de supressão vegetal, foram utilizadas informações sobre a
                                                                        construção da hidrelétrica e imagens de satélite para determinar a extensão dos impactos
                                                                        sobre a floresta. Para avaliar as modificações na estrutura da comunidade de borboletas,
                                                                        foi conduzido um monitoramento de 16 campanhas em quatro módulos na região de
                                                                        análise e diversos parâmetros de diversidade da comunidade foram analisados. As seis
                                                                        primeiras campanhas do monitoramento correspondem a época antes do impacto de
                                                                        inundação de áreas ocasionado com finalização da represa, e as 10 ultimas são referentes
                                                                        à depois do impacto. As análises da paisagem mostram que uma grande extensão de
                                                                        floresta foi suprimida com alagamentos e desmatamentos em virtude das obras da usina,
                                                                        alterando assim a paisagem na região. Desde o começo da usina houve uma perda de 4%
                                                                        de cobertura florestal na paisagem e ocorreu mais de 900 km² de desmatamento.
                                                                        Atualmente resta cerca de 77% de cobertura florestal dentro da paisagem. Durante o
                                                                        monitoramento das borboletas, foram amostrados 2164 indivíduos pertencentes a 117
                                                                        espécies e quatro subfamílias. A riqueza da comunidade total foi maior antes do impacto.
                                                                        10

                                                                        Porém, depois do impacto o sub-bosque apresentou maior diversidade, e também neste
                                                                        estrato duas tribos aumentaram em abundância e uma tribo aumentou em riqueza após a
                                                                        perturbação. Isso pode ter ocorrido devido ao favorecimento de borboletas de áreas
                                                                        abertas e impactadas nos níveis mais baixos da floresta. Além disso, as ordenações
                                                                        indicaram uma homogeneização biótica dentro da comunidade, provavelmente devido ao
                                                                        favorecimento dos mesmos tipos de organismos e a exclusão de outros após o impacto.
                                                                        Não houve diminuição na diversidade geral da comunidade, mesmo assim as borboletas
                                                                        frugívoras responderam às alterações na paisagem, se mostrando novamente eficientes
                                                                        indicadoras ecológicas.

                                                                        Download
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                                                                        Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                        Tipo Dissertação
                                                                        Data 06/03/2017
                                                                        Área ECOLOGIA
                                                                        Orientador(es)
                                                                        • Josue Raizer
                                                                        Coorientador(es)
                                                                          Orientando(s)
                                                                          • Juliana Martinho Saraiva
                                                                          Banca
                                                                          • Alexandre Bragio Bonaldo
                                                                          • Antonio Domingos Brescovit
                                                                          • Danilo Bandini Ribeiro
                                                                          • Eduardo Martins Venticinqüe
                                                                          • Josue Raizer
                                                                          • Rafael Dettogni Guariento
                                                                          Resumo A urbanização é destacada como um dos principais fatores relacionados a perda de
                                                                          biodiversidade, porém nem todos os grupos de animais são afetados da mesma maneira
                                                                          por esse processo. Nós avaliamos os efeitos da urbanização sobre a comunidade de
                                                                          aranhas ao longo de um gradiente urbano-rural em escala local e de paisagem. As aranhas
                                                                          foram coletadas com guarda-chuva entomológico em 15 fragmentos, onde foram tomadas
                                                                          medidas de estrutura vertical da vegetação, as quais representaram os efeitos locais e
                                                                          medidas de componentes da matriz circundante desses fragmentos através de imagens de
                                                                          satélite, que representaram os efeitos da paisagem. A composição de espécies variou entre
                                                                          áreas urbanas e rurais, com espécies ocorrendo exclusivamente em fragmentos rurais,
                                                                          assim como em fragmentos urbanos. Em áreas da periferia urbana várias espécies foram
                                                                          comuns aquelas das demais áreas. A comunidade de aranhas não respondeu a estrutura
                                                                          da vegetação e nem a composição da paisagem ao redor dos fragmentos, o que pode ser
                                                                          explicado pela alta diversidade de uso de habitat do grupo estudado (aranhas do estrato
                                                                          arbustivo), uma vez que as respostas são mais claras quando o grupo alvo pertence a uma
                                                                          mesma guilda. Portanto, há variação na composição de espécies de aranhas ao longo do
                                                                          gradiente urbano-rural, mas essa variação não depende da estrutura vegetal dos
                                                                          fragmentos e dos elementos da paisagem que circundam os remanescentes florestais.
                                                                          Download
                                                                          Efeito da perda e fragmentação florestal sobre a comunidade de Psitacídeos
                                                                          Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                          Tipo Dissertação
                                                                          Data 16/12/2016
                                                                          Área ECOLOGIA
                                                                          Orientador(es)
                                                                          • Maria João Veloso da Costa Ramos Pereira
                                                                          Coorientador(es)
                                                                            Orientando(s)
                                                                            • Cármen Sofia Lourenço Lemos Dionísio
                                                                            Banca
                                                                            • Cintia Cornelius Frische
                                                                            • Gláucia Helena Fernandes Seixas
                                                                            • José Augusto Alves
                                                                            • Jose Manuel Ochoa Quintero
                                                                            • Rafael Dettogni Guariento
                                                                            Resumo A perda e degradação do habitat a partir da intensa alteração ambiental, resultante de
                                                                            atividades antropogênicas, têm efeitos diretos ou indiretos sobre toda a biodiversidade e
                                                                            consequentemente sobre a avifauna. Assim, o futuro da proteção e conservação da
                                                                            biodiversidade irá implicar um manejo em paisagens cada vez mais antropizadas. Desta
                                                                            forma, estudos que considerem fatores da paisagem como a cobertura vegetacional e o
                                                                            tamanho do fragmento são cruciais para fazer previsões acerca do efeito do uso do solo
                                                                            sobre as comunidades animais e conceber estratégias de gestão eficazes. De forma a
                                                                            investigar como as espécies respondem a alterações ambientais, utilizámos as espécies da
                                                                            família Psittacidae como modelo. Neste estudo, procurámos avaliar como a comunidade
                                                                            de psitacídeos responde aos efeitos da fragmentação florestal e perda de habitat numa
                                                                            região do Cerrado. Para tal, analisámos como a riqueza, abundância relativa e
                                                                            composição de espécies variam entre paisagens com diferentes coberturas florestais e
                                                                            entre fragmentos florestais com diferentes tamanhos. Os nossos resultados indicam que a
                                                                            variação observada na riqueza e abundância relativa de psitacídeos não está relacionada
                                                                            com a cobertura florestal. No entanto, a composição de psitacídeos varia entre as
                                                                            diferentes coberturas florestais das diferentes paisagens analisadas. O tamanho do
                                                                            fragmento também não explica as diferenças na variação de riqueza, abundância relativa
                                                                            e diversidade de psitacídeos. Além disso, detectamos mais duas espécies de psitacídeos
                                                                            para a região da Serra da Bodoquena – Aratinga auricapillus e Forpus xanthopterygius,
                                                                            do que os anteriormente descritos na literatura. Os psitacídeos não mostraram um efeito
                                                                            claro na resposta às alterações ambientais, provavelmente relacionado com a sua
                                                                            capacidade de dispersão para atividades tais como a procura de alimento. Estas espécies,
                                                                            distribuídas pelas diferentes coberturas florestais e pelos diferentes tamanhos de
                                                                            fragmentos, mostram assim uma resposta positiva à
                                                                            indicamos medidas para mitigar os impactos futuros da perda de habitat e sugerimos
                                                                            espécies prioritárias para a conservação.
                                                                            Download
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                                                                            Curso Mestrado em Ecologia e Conservação
                                                                            Tipo Dissertação
                                                                            Data 24/06/2016
                                                                            Área ECOLOGIA
                                                                            Orientador(es)
                                                                            • Marcelo Oscar Bordignon
                                                                            Coorientador(es)
                                                                              Orientando(s)
                                                                              • Guellity Marcel Fonseca Pereira
                                                                              Banca
                                                                              • Helena De Godoy Bergallo
                                                                              • José Mauricio Barbanti
                                                                              • Liliani Marilia Tiepolo
                                                                              • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                                                              • Marcelo Oscar Bordignon
                                                                              • Roger Rodrigues Torres
                                                                              Resumo Em ambientes inundáveis as populações de diversas espécies podem variar devido à
                                                                              heterogeneidade temporal e espacial nas comunidades de plantas e da produtividade de
                                                                              ecossistemas, mediadas pela duração e intensidade das inundações. O presente estudo
                                                                              objetivou avaliar a relação entre a variação da densidade de cervo-do-pantanal
                                                                              (Blastocerus dichotomus) e veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus) e a variação nas
                                                                              inundações no Pantanal, bem como analisar a magnitude dos efeitos de mudanças
                                                                              climáticas sobre a abundância destas espécies. As densidades foram obtidas através de
                                                                              levantamentos aéreos cobrindo toda a planície inundável, e foi encontrada uma relação
                                                                              significativa entre inundação e densidade apenas para o cervo-do-pantanal. A densidade
                                                                              desta espécie variou de 0,16 a 0,32 indivíduos/km² (população máxima estimada em
                                                                              44800 ± 7686 indivíduos), enquanto a densidade de veado-campeiro variou de 0,11 a
                                                                              0,25 grupos/km² (população máxima estimada de 34800 ± 6369 grupos) durante os oito
                                                                              levantamentos aéreos realizados entre 1991-2004. Frente os cenários mais recentes de
                                                                              mudanças na precipitação em toda a Bacia do Alto Paraguai, estimamos declínios de
                                                                              10% a 25% nas populações de cervo cujas probabilidades de ocorrência são de 85 e
                                                                              60%, respectivamente, até 2040, e declínios críticos de 50% a 75% nas populações cujas
                                                                              probabilidades são 55% e 60%, respectivamente, até 2100. Sob esta perspectiva, os
                                                                              impactos de mudanças climáticas podem ainda ser agravados pela sinergia com
                                                                              alterações ambientais que interferem na hidrologia do Pantanal, tais como projetos de
                                                                              aproveitamentos hidroelétricos, intervenções nos principais rios para melhorar a
                                                                              navegação e canais de drenagem em áreas úmidas.
                                                                              Download
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