Mestrado em Estudos de Linguagens

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
AVANÇOS E RETROCESSOS EM DIRETRIZES NACIONAIS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
Tipo Dissertação
Data 31/01/2022
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Daniele de Oliveira Moreira Barbosa
    Banca
    • Antonio Ferreira da Silva Júnior
    • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
    • Doris Cristina Vicente da Silva Matos
    • Elaine de Moraes Santos
    • Nara Hiroko Takaki
    Resumo A presente pesquisa visa à análise das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos anos de
    2002, 2015, 2019 e da Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação
    Básica - BNC-Formação, mediante nosso arcabouço teórico. Esses documentos foram
    elaborados na intenção de regulamentar a formação docente em todo território nacional.
    Justificamos a pertinência da pesquisa, tendo em vista as mudanças que a Resolução CNE/CP
    n° 2/2019 pode provocar no âmbito da formação inicial docente. Além disso, buscamos uma
    reflexão sobre os avanços e retrocessos em relação às Resoluções anteriores. As metodologias
    de investigação utilizadas são de estudo bibliográfico (OLIVEIRA, 2008), uma vez que nosso
    alicerce teórico está fundamentado em fontes científicas sobre o neoliberalismo e a formação
    docente crítica; de análise documental (CELLARD, 2008; GIL, 2002), pois examina
    documentos que não esgotaram as possibilidades de investigações; de natureza qualitativa
    (LANKSHEAR; KNOBEL, 2008) e exploratória (GERHARDT; SILVEIRA, 2009) com
    características interpretativistas (MOITA LOPES, 1994), já que considera as visões e
    vivências do pesquisador, sobre um determinado fato. À luz de teóricos que discutem o
    neoliberalismo, quais sejam, Harvey (2005), Heller (2010), Laval (2004), Ludwig (2000),
    Nascimento (2018) e Zacchi (2016a, 2016b), e a formação docente, como Jordão (2010;
    2015), Menezes de Souza (2011a, 2011b, 2019), Monte Mór (2007, 2013, 2015), Zacchi
    (2014), entre outros, analisamos os documentos, buscando compreender o perfil implícito dos
    professores, nas Resoluções publicadas (BRASIL, 2002, 2015, 2019) e suas implicações para
    os professores de línguas estrangeiras. Os resultados evidenciam que a Resolução CNE/CP n°
    1/2002 tomava por base certas competências para nortear o curso, o currículo e o exercício
    profissional. Identificamos, de maneira implícita, um perfil docente reflexivo, com algumas
    características técnicas. Já na Resolução CNE/CP n° 2/2015, havia a criação de espaços para a
    reflexão sobre a própria prática e o desenvolvimento do pensamento crítico, reconhecia e
    respeitava os diferentes contextos no processo de ensino e aprendizagem, valorizando o
    profissional docente. O perfil era crítico, reflexivo, e, na sua formação, não se apresentavam
    características mercadológicas. Na Resolução CNE/CP n° 2/2019, há forte influência do
    neoliberalismo em sua construção. Privilegiam-se questões práticas, em que o saber fazer tem
    mais valor que o pensar, o questionar e o próprio conhecimento teórico. A formação é baseada
    em competências previamente estabelecidas e estreitamente relacionadas à BNCC (BRASIL,
    2018a), desde a elaboração do projeto pedagógico até o exercício em sala de aula. O perfil
    docente indicado é exatamente como apregoa o neoliberalismo, um professor empreendedor
    de si, autônomo, resiliente, flexível, hábil e competente tecnicamente.
    Palavras-chave: formação docente; neoliberalismo; competências; letramentos críticos
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    A representação da mulher indígena na literatura de Eliane Potiguara
    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
    Tipo Dissertação
    Data 17/12/2021
    Área TEORIA LITERARIA
    Orientador(es)
    • Rosana Cristina Zanelatto Santos
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Leticia Cintra Paulo de Oliveira
      Banca
      • Danglei de Castro Pereira
      • Paulo Eduardo Benites de Moraes
      • Rosana Cristina Zanelatto Santos
      • Wellington Furtado Ramos
      Resumo Esta dissertação tem por objetivo principal apresentar como a escritora indígena Eliane
      Potiguara, no livro Metade Cara, Metade Máscara, traz um testemunho do sofrimento
      do povo indígena, que tenta reafirmar sua identidade após anos de lutas, além de
      traduzir, para a linguagem escrita, a poética da oralidade indígena. Os poemas do livro
      são como gritos da mulher indígena ativista que engrandece suas raízes e seus
      ancestrais. Por meio da análise de alguns poemas selecionados, procuramos perceber
      uma construção poética que coloca em evidência a mulher indígena, narrando
      liricamente a si mesma. Buscamos ainda compreender a representação da mulher
      indígena escrita por uma mulher indígena ativista das causas dos povos indígenas
      brasileiros. Para chegar ao nosso objetivo principal, investigamos como ocorre a
      participação política dos indígenas hoje no Brasil, qual o conceito de literatura possível
      para pensarmos a literatura indígena brasileira e como a voz de Eliane Potiguara se
      transforma em texto escrito em Metade Cara, Metade Máscara. A temática da mulher
      indígena é referida de várias maneiras, com menções à avó, à mãe, às tias, às primas e a
      mulheres velhas que guardam a sabedoria indígena. Neste trabalho, o foco é a
      representatividade da mulher indígena nos poemas “Terra Cunhã”, “A perda da essência
      da mulher” e “Terra-Mulher”. Os poemas escolhidos são alguns dos que tratam das
      dores e dos sofrimentos da mulher indígena, nos quais Potiguara mostra a força interior,
      a espiritualidade e os valores cosmológicos dessa mulher.
      Palavras-chave: Literatura Indígena Brasileira; Mulher Indígena; Poemas; Eliane
      Potiguara.
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      Olhares brancos, terror negro: branquitude e horror em Corra!, de Jordan Peele
      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
      Tipo Dissertação
      Data 16/12/2021
      Área LETRAS
      Orientador(es)
      • Ramiro Giroldo
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Heidy Maiyumi Rafael Kanasiro
        Banca
        • Angela Maria Guida
        • Paulo Custódio de Oliveira
        • Ramiro Giroldo
        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
        Resumo Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise do longa-metragem Corra! (2017), de
        Jordan Peele, buscando compreender como o filme constrói o efeito de horror por meio das
        representações da branquitude. Para tanto, parte-se de um panorama geral sobre
        representações raciais no cinema estadunidense, para então realizar-se uma abordagem mais
        específica sobre o gênero do horror. Na segunda seção, intitulada Representações de Raça no
        Cinema Norte-americano, recorre-se aos Estudos Culturais e à ideia de políticas de
        representação de Hall (2016) para pensar processos de construção que tensionam as disputas
        quando a diferença é representada. São abordados os cinco principais estereótipos raciais do
        cinema norte-americano, que dão título ao livro Toms, Coons, Mulattoes, Mammies and
        Bucks: An Interpretative History of Blacks in America Films, de Bogle (2016). Em
        contrapartida, são consideradas as contranarrativas do cinema negro, entendidas como um
        olhar opositor (hooks1
        , 2019), tais como os race movies2
        , algumas produções da
        blaxploitation e de Spike Lee. A terceira seção trata da presença negra no cinema de horror.
        Parte-se de uma abordagem a respeito dos gêneros cinematográficos para compreender-se a
        estrutura do gênero de terror e seus arquétipos. Entre os subgêneros do terror, destaca-se a
        presença de monstros e sua repetida utilização alegórica como a alteridade racial. É analisada
        a figura de King Kong e sua representação como uma negritude animalizada. Como um
        contraponto às representações estereotipadas, apresenta-se A noite dos mortos-vivos (1968),
        de George Romero, para introduzir a ideia da branquitude como fonte de horror. Também são
        relacionadas algumas experiências de animalização e objetificação de pessoas negras em
        espaços majoritariamente brancos, como em Fanon, Baldwin, Saartje Baartman e nas
        mulheres que foram entrevistadas por Grada Kilomba de maneira alusiva ao protagonista de
        Corra!, Chris. A quarta seção detém-se em uma análise de quatro trechos específicos do
        filme, sendo o primeiro um estudo sobre Dean Armitage como arquétipo do cientista maluco,
        o segundo refere-se ao lugar de silenciamento provocado pela hipnose de Missy, o terceiro
        trecho busca entender o lugar de asiáticos nas relações raciais, partindo do personagem Hiroki
        Tanaka, por fim, a mansão dos Armitage será relacionada a uma plantation, associando o
        gesto de Chris, ao tirar o algodão dos ouvidos, a um processo de descolonização.
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        A objetivação da mulher surda na ordem do digital: discursos e sentidos sobre o sujeito-corpo (de) Natália
        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
        Tipo Dissertação
        Data 10/12/2021
        Área LETRAS
        Orientador(es)
        • Elaine de Moraes Santos
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Ana Paula Saffe Mendes
          Banca
          • Edson Carlos Romualdo
          • Elaine de Moraes Santos
          • Fabiana Pocas Biondo
          • Juliana da Silveira
          • Rosivaldo Gomes
          Resumo À luz dos Estudos Discursivos Foucaultianos, travando um diálogo entre os conceitos do filósofo francês e dos Estudos Surdos (SKLIAR, 2015), analisei como ocorreu a caracterização da mulher surda pelo viés da objetivação e da objetificação do corpo em comentários realizados em duas matérias publicadas pelo Portal G1 de notícias, uma de 2014, outra de 2017. Para tanto ponderei, pela ótica do método arqueogenealógico, como e por quê emergiram determinadas discursividades sobre a vida de Natália, uma mulher surda. Observando a circulação de discursos ordinários (SILVEIRA, 2016), meu foco foi a relação entre os saberes instituídos sobre a mulher surda e a objetivação do sujeito Natália nos comentários selecionados para análise. A construção do arquivo e o recorte do corpus, norteados pela regularidade serial de enunciabilidades sobre a corporeidade (SANTOS, 2014) de Natália, contaram com a heterogeneidade de espaços discursivos que é própria ao que Guilhaumou & Maldidier (2014) designam por trajeto temático. A metodologia foi fundamental à realização de uma leitura de diferentes instâncias de legitimidade de onde erigem os discursos constitutivos dos enunciados coletados. As condições de possibilidade (FOUCAULT, 2020a) do objeto selecionado se situam a partir de 2014, com o início da intensificação do debate sobre acessibilidade no Exame Nacional do Ensino Médio, a partir da denúncia feita por Natália e midiatizada pelo Portal G1, e se estendem até 2017 – ano no qual o tema da redação focalizou as dificuldades da formação de surdos na educação brasileira e Natália protagonizou outra reportagem do mesmo canal. Das análises, destacou-se a presença de características qualitativas sobre o corpo de uma mulher surda, tomadas como, no ecoar das falas foucaultianas, efeitos que formulam o sujeito Natália enquanto deficiente, problemático e objeto sexual. Tendo corpo e comportamento regulados por descrições normativas, institucionalizadas por discursos clínicos, jurídicos, midiáticos e ordinários, o apagamento da diferença da surdez destitui Natália de sua existência heterogênea, superiorizando a homogeneidade da naturalização do que é ser surda pela perspectiva desses discursos. Por fim, a partir das análises, este trabalho se apresenta com uma contribuição para a expansão da pesquisa científica referente à mulher surda.
          Palavras-chave: Mulher surda. Enunciado. Objetivação. Objetificação.
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          A construção discursiva de um regime de verdades sobre professores em postagens de 2019 e 2020 no Twitter
          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
          Tipo Dissertação
          Data 06/12/2021
          Área LETRAS
          Orientador(es)
          • Elaine de Moraes Santos
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Valesca Soares Consolaro
            Banca
            • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
            • Elaine de Moraes Santos
            • Fabiana Pocas Biondo
            • Juliana da Silveira
            • Renata Adriana de Souza
            Resumo Fundamentado na arqueogenealogia (ARAÚJO, 2008), o objetivo deste trabalho é
            desestabilizar as relações de poder-saber (FOUCAULT, 2019) que atravessam a
            construção de sentidos nos discursos ordinários (SILVEIRA, 2015) sobre
            professores brasileiros do Twitter, nos anos de 2019 e 2020. O recorte é selecionado
            levando em consideração o modo como os discursos da rede social alcançam um
            lugar de visibilidade que não existia anteriormente à popularização dos espaços
            enunciativos informatizados (GALLO, 2019). O movimento também é baseado na
            descontinuidade de acontecimentos históricos (FOUCAULT, 2014a), olhar que
            favorece a compreensão de como os efeitos de sentido circulam e se (re)atualizam
            no tempo. As condições de possibilidade (FOUCAULT, 2020) dos enunciados
            descritos e interpretados surgem do corte de verbas da educação superior federal,
            em 2019 – evento marcado pela depreciação dos conhecimentos e das práticas
            produzidas pelas/nas universidades públicas. Instituições que foram definidas pelo
            ministro da educação no período, Abraham Weintraub, como locais de “balbúrdia”.
            Do estabelecimento de trajetos temáticos (GUILHAUMOU; MALDIDIER, 2014),
            foram mobilizados, como recortes metodológico-analíticos, os três diferentes e
            interligados eixos, a saber: “professores doutrinadores”, “ser professor é declaração
            de não conseguir fazer outra coisa” e “professores não trabalham na pandemia”.
            Enquanto resultado, os discursos analisados são atravessados pela formação de um
            regime de verdades (FOUCAULT, 2014a), em que são aplicadas, por meio da
            governamentalidade (FOUCAULT, 2019), estratégias de poder e saber pautadas na
            disciplinarização (FOUCAULT, 2014b), responsável por fabricar modos de ser
            professor hoje.

            Palavras-chave: Arqueogenealogia. Discursos ordinários. Balbúrdia. Sujeitoprofessor.
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            LEITURAS CRÍTICAS BIOGRÁFICAS FRONTEIRIÇAS: Heloisa Buarque de Hollanda, uma intelectual da exterioridade.
            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
            Tipo Dissertação
            Data 03/12/2021
            Área LETRAS
            Orientador(es)
            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Nathalia Flores Soares
              Banca
              • Damaris Pereira Santana Lima
              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
              • Marcos Antônio Bessa Oliveira
              • Marta Francisco de Oliveira
              • Vania Maria Lescano Guerra
              Resumo Esta pesquisa se assenta em uma leitura biográfico-fronteiriça partindo da obra
              Escolhas (2009), da intelectual e professora Heloisa Buarque de Hollanda. Para tanto,
              me valerei do viés possibilitado pela crítica biográfica de Eneida Maria de Souza
              (2002), da crítica biográfica fronteiriça de Edgar Cézar Nolasco (2013) e da
              epistemologia descolonial presente nos escritos de Walter Mignolo (2003). Nesse
              sentido, utilizarei uma metodologia eminentemente bibliográfica assentada na crítica
              biográfica fronteiriça engendrada por conceitos como desprendimento, desobediência
              espitêmica, razão subalterna, memórias subalternas latinas, dentre outros. Portanto,
              na esteira do recorte teórico supracitado, pretendo delinear um ensaio biográfico da
              intelectual a partir de seu projeto intelectual com os corpos marginais. A dissertação
              será dividida em três momentos, o I capítulo intitulado: “DO OUTRO LADO DO
              PENSAMENTO COLONIAL: Escolhas da desobediência epistêmcia em Heloisa
              Buarque de Hollanda”, o qual se baseia em uma teorização dos principais conceitos
              que elegem a epistemologia fronteiriça. No II capítulo, “MEMÓRIA DESCOLONIAL:
              por uma conceituação fronteiriça”, tratarei da questão da memória e do arquivo da
              exterioridade em Heloisa Buarque de hollanda. Por fim, no III capitulo intitulado “UMA
              AULA DE ESCOLHAS: a desobediencia epistêmica em Heloisa Buarque de Hollanda
              e Ana Callado” se trata de uma leitura comparatista de ordem crítica biográfica
              fronteiriça, acerca da obra Uma aula de Matar (2010) a qual ficcionaliza a vida de
              Heloisa Buarque de Hollanda.
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              Da trilha ao caminho: um estudo do rural e do urbano no léxico de falantes da região Sudeste do Brasil
              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
              Tipo Dissertação
              Data 29/11/2021
              Área LETRAS
              Orientador(es)
              • Aparecida Negri Isquerdo
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Sânia Fontoura Fernandes
                Banca
                • Aparecida Negri Isquerdo
                • Beatriz Aparecida Alencar
                • Elizabete Aparecida Marques
                • Marilze Tavares
                • Renato Rodrigues Pereira
                Resumo O acervo vocabular de um grupo social retrata aspectos da identidade, da visão de mundo, das crenças, dos valores e das tradições desse grupo. O léxico constitui assim, como a via que permite ao falante perceber e representar o meio no qual está inserido possibilitando-o nomear todos os seres e referentes dos ambientes físico e sociocultural a que pertence. Este trabalho tem como objetivo mais amplo discutir o léxico regional, analisando a questão da relação rural/urbano no vocabulário de falantes de localidades de pequeno porte do interior da região Sudeste do Brasil, com enfoque na perspectiva da identificação e análise de traços de conservadorismos léxicos. Assim, esta pesquisa busca, com base em dados geolinguísticos, verificar em que medida fatores espaciais, históricos e socioculturais podem influenciar a escolha lexical dos falantes. Para tanto, fundamenta-se em pressupostos teórico-metodológicos da Lexicologia, da Dialetologia, da Sociolinguística, da Etnolinguística assim como em conhecimentos teóricos da Antropologia e Sociologia Rural, tendo em vista a abordagem da pesquisa voltada para a questão dos conceitos de rural e urbano materializados no léxico do grupo investigado. O corpus do estudo foi constituído por um total de 1.019 unidades lexicais documentadas como respostas para sete perguntas do Questionário Semântico-Lexical (QSL), do Projeto Atlas Linguístico do Brasil – ALiB, vinculadas às áreas semânticas das atividades agropastoris e da fauna, a saber: QSL/44 – “a ponta roxa no cacho da banana”; QSL/54 – “a armação de madeira, que se coloca no pescoço de animais (porco, terneiro / bezerro, carneiro, vaca), para não atravessarem a cerca”; QSL/61 – “o homem que é contratado para trabalhar na roça de outro, que recebe por dia de trabalho”; QSL/62 – “O que é que se abre com o facão, a foice para passar por um mato fechado? ” ; QSL/63 – “...o caminho no pasto onde não cresce mais grama, de tanto o animal ou o homem passarem por ali”; QSL/65 – “o passarinho bem pequeno, que bate muito rápido as asas, tem o bico comprido e fica parado no ar” e QSL/66 – “a ave que faz a casa com terra, nos postes, nas árvores e até nos cantos da casa” (COMITÊ NACIONAL, 2001, p. 25-27). As respostas foram fornecidas por 156 falantes naturais de 39 localidades do interior dos estados de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, integrantes da rede de pontos do Projeto ALiB na região Sudeste do Brasil. De acordo com o perfil estabelecido pelo ALiB, em cada localidade entrevistaram-se quatro informantes nascidos e criados na localidade e com pais da mesma região linguística, de ambos os sexos, de duas faixas etárias (18 a 30 anos e 50 a 65 anos) e com escolaridade até o Ensino Fundamental. Os dados foram examinados pelas perspectivas diatópica, demonstrando a distribuição areal das unidades lexicais documentadas e léxico-semântica. As análises demonstraram por exemplo, a presença do item lexical caminho de uso genérico para denominar “picada” e “trilho/trilha” assim como o registro do item picada, o que permitiu identificar traços de ruralidade e ao mesmo tempo de urbanização na fala dos grupos investigados, fato que confirma a existência de um continuum de rural e urbano na norma lexical desse grupo. Apontou ainda dados que revelam resquícios de formas léxicas conservadoras indicando possivelmente influências decorrentes de aspectos históricos, geográficos e socioculturais, na fala dos grupos em análise, como é o caso dos itens léxicos trieiro, carreiro e rastro, os dois primeiros particulares ao Estado de Minas Gerais e o último, apenas no Rio de Janeiro, como designativo para “trilho/trilha”. Por fim, este estudo ratificou a interface entre léxico, cultura e sociedade.
                Palavras-chave: Léxico-regional; Continuum rural/urbano; Conservadorismo lexical; Atlas Linguístico do Brasil; região Sudeste.
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                A SEMIÓTICA GREIMASIANA NAS CANÇÕES INFANTIS DO ÁLBUM CRIANCEIRAS
                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                Tipo Dissertação
                Data 30/07/2021
                Área LETRAS
                Orientador(es)
                • Sueli Maria Ramos da Silva
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Maria Lucia Amaral Muniz
                  Banca
                  • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                  • Geraldo Vicente Martins
                  • Matheus Nogueira Schwartzmann
                  • Rita de Cassia Aparecida Pacheco Limberti
                  • Sueli Maria Ramos da Silva
                  Resumo Esta dissertação está fundamentada na teoria semiótica de linha francesa. Nosso
                  objetivo geral é realizar a análise semiótica das canções do Álbum Crianceiras do compositor
                  Márcio de Camillo, ao musicalizar poesias de Manoel de Barros. Cabe ressaltar que nossa
                  investigação incide sobre a percepção sensível do enunciatário infantil. A metodologia de
                  análise consiste na utilização do percurso gerativo do sentido como forma de leitura para
                  depreender o sentido sensível das canções, assim como aspectos sonoros e timbrísticos.
                  Selecionamos, essencialmente, o seguinte aparato bibliográfico: (BARROS, 2005), (FIORIN,
                  2001, 2005), (BERTRAND, 2003), (GREIMAS, 1966), (TATIT, 2019), dentre outras
                  publicações mais recentes, sobretudo dos últimos cinco anos, que tratam da semiótica
                  cancional. Nosso recorte analítico seleciona as canções do Álbum Crianceiras para a análise em
                  suas três camadas: fundamental, narrativa e discursiva. Tomando as unidades cancionais que
                  compõem a totalidade da obra, observamos as relações simétricas entre as canções que
                  compõem o álbum. Nossas análises procuraram identificar: a) os actantes da enunciação: eu/tu;
                  b) o espaço da enunciação; c) a contraposição entre valores positivos e negativos; d) os tempos
                  verbais da enunciação; e) euforia e disforia, resultado estético da obra no contexto região
                  pantanal. Análise das canções realizou-se de modo a nos permitir referenciar às imagens
                  temáticas e figurativas, segundo as quais elas sinalizam a imagem sonora descrita no modelo
                  taitiano para a visualização da linha melódica, de como se dá a relação da letra com a canção
                  (TATIT, 2003). Assim sendo, guardamos a perspectiva de contribuir na ampliação dos estudos
                  acerca da semiótica greimasiana aplicada ao objeto de análise da canção infantil, notadamente
                  no que concerne às composições de Márcio de Camillo.
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                  Drummond, leitor de si mesmo: princípios de organização em sua Antologia Poética
                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                  Tipo Dissertação
                  Data 09/07/2021
                  Área LETRAS
                  Orientador(es)
                  • Geraldo Vicente Martins
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Fernanda Martines de Araujo
                    Banca
                    • Geraldo Vicente Martins
                    • José Antonio De Souza
                    • Maria Luceli Faria Batistote
                    • Nataniel dos Santos Gomes
                    • Wellington Furtado Ramos
                    Resumo A pesquisa de que resultou a presente dissertação fundamentou-se na teoria
                    semiótica discursiva também conhecida como greimasiana ou francesa,
                    compreendida como a mais adequada para a análise do nosso objeto – o texto
                    poético drummondiano – devido a seu caráter de teoria voltada para uma
                    abordagem do conteúdo e da expressão dos textos. Partindo da premissa de uma
                    lacuna existente com relação aos estudos e análises da obra Antologia poética, de
                    Carlos Drummond de Andrade, considerada como representativa não somente por
                    dispor de uma variedade de poemas, mas também por ter sido organizada pelo
                    próprio autor, a partir de escolhas pessoais, objetivou-se realizar uma análise de
                    seus eixos de organização em busca de identificar o simulacro do enunciador
                    drummondiano como leitor e organizador de sua Antologia. No que se refere ao
                    método, foram feitas as análises do percurso gerativo de sentido de dois poemas de
                    cada uma das seções que compõem o livro, visando a verificar, por meio das
                    temáticas das seções, a presença de elementos semânticos recorrentes nos textos
                    que as constituem, a partir dos quais se pudesse alcançar o eixo geral de
                    organização da obra e, concomitantemente, uma identificação do simulacro do
                    enunciador drummondiano. Por meio do exame do percurso gerativo de alguns dos
                    poemas, que compõem o corpus da pesquisa, pode-se verificar que dialogam uns
                    com os outros no que diz respeito à temática. No que se refere à organização,
                    encontraram-se três eixos relacionados: primeiro, a seleção das obras; segundo, as
                    quatro fases drummondianas; e, terceiro, a temática apropriada aos tópicos
                    presentes ao longo dessas fases. Tais eixos, em sua junção, suscitam uma
                    concepção geral da organização da obra, a qual visa a evidenciar, por meio das
                    características de um sujeito, toda a sua realização poética. Observou-se que
                    determinado sujeito possui como característica mais evidente o desajuste, o qual se
                    dá distintamente de acordo com o tema da seção, sendo, portanto, um elemento
                    desencadeador de paixões, como também uma marca que, além de dar vazão ao
                    sentir do indivíduo, acaba por dar forma tanto ao simulacro do enunciador, quanto ao
                    do enunciatário, tornando possível uma compreensão da intencionalidade
                    enunciativa ao se organizar a obra de determinada maneira, o que se pode
                    aproximar, com as devidas ressalvas, de uma imagem do autor.
                    Palavras-chave: Semiótica. Poesia. Literatura brasileira. Simulacro. Enunciador
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                    A via crucis do corpo na poética performática de Angélica Freitas e Berna Reale
                    Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                    Tipo Dissertação
                    Data 18/06/2021
                    Área LETRAS
                    Orientador(es)
                    • Angela Maria Guida
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Daniel Almeida Machado
                      Banca
                      • Alexandra Santos Pinheiro
                      • Angela Maria Guida
                      • Fabiana Pocas Biondo
                      • Patricia Graciela da Rocha
                      Resumo A violência absoluta que emana das relações humanas nos acompanha diariamente, em
                      noticiários, na vida cotidiana e no âmago de nossas ações. Seres passivos ou ativos, somos
                      partícipes da vida em violência. Sujeitos sem saída, podemos tentar entender a violência,
                      representá-la de forma estética. Neste sentido, o presente trabalho almeja, por meio do diálogo
                      entre poemas da escritora gaúcha Angélica Freitas, em Um útero é do tamanho de um punho ,
                      e performances da artista visual paraense Berna Reale, demonstrar um discurso
                      poético-artístico-filosófico acerca da violência, especialmente contra os corpos femininos.
                      Pensar-se-á, assim, como a violência ganha forma por meio da literatura, das artes visuais, e
                      nos questionamentos de pensadores e pensadoras como Hannah Arendt, Judith Butler, Slavoj
                      Žižek, Michel Foucault, Heloisa Buarque de Hollanda e Jacques Derrida. Há algo de estranho
                      no reino da vida humana, e esse algo, é a violência.
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                      A TRANSPOSIÇÃO DOS GAMES PARA O CINEMA: A REPRESENTAÇÃO DAS VIOLÊNCIAS NA ADAPTAÇÃO DE ASSASSIN’S CREED
                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                      Tipo Dissertação
                      Data 07/05/2021
                      Área LETRAS
                      Orientador(es)
                      • Marcia Gomes Marques
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Isabela Domingues Allaman
                        Banca
                        • Andriolli de Brites da Costa
                        • Angela Maria Guida
                        • Marcia Gomes Marques
                        • Marcos Paulo da Silva
                        Resumo A presente pesquisa tem como objetos de análise duas obras: o jogo eletrônico Assassin's Creed (2007) e sua adaptação cinematográfica homônima de 2016, dirigida por Justin Kurzel, com o objetivo de analisar como a representação de violências e suas temáticas adjacentes é apresentada e explorada dentro do contexto narrativo de cada uma das mídias. Partindo da premissa de que produtos midiáticos são produtos culturais que carregam consigo lógicas de produção e linguagens específicas, produzindo discursos em suas narrativas temos como intenção a) apresentar o contexto contemporâneo de produção midiática audiovisual e digital; b) refletir sobre a violência de um ponto de vista filosófico, salientando as suas formas, significações e representações sociais; e c) analisar e interpretar a representação das violências feitas nas duas obras. Portanto, este estudo dividido em 3 capítulos, sendo o primeiro de referencial teórico aborda questões relativas à mídia, meios de comunicação e contemporaneidade, o segundo é voltado para questões filosóficas relativas às violências e o último analisa o discurso dos objetos a partir de uma interpretação de base filosófica e literária do tema de Assassin’s Creed.
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                          Entre espaços discursivo-biográficos: sobre as práticas de escrita de adultos surdos
                          Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                          Tipo Dissertação
                          Data 26/02/2021
                          Área LETRAS
                          Orientador(es)
                          • Elaine de Moraes Santos
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Adalgisa Aparecida de Oliveira
                            Banca
                            • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                            • Elaine de Moraes Santos
                            • Nara Hiroko Takaki
                            • Rony Marcio Cardoso Ferreira
                            • Samuel Ronobo Soares
                            Resumo Este trabalho visa desestabilizar os efeitos de evidência acerca da natureza híbrida
                            das práticas de escrita de adultos surdos quando mobilizam a língua portuguesa e se
                            fazem autores em espaços discursivos do cotidiano. Para adentrar esse trajeto
                            temático (GUILHAUMOU; MALDIDIER, 2014), adoto a Análise do Discurso de linha
                            francesa em diálogo com os chamados Estudos Surdos, focalizando as noções de
                            cultura e identidade surda, para pensar surdez como diferença linguística, a LIBRAS
                            como L1 e o acesso ao português como segunda língua. Na relação transdisciplinar,
                            adoto a crítica biográfica como meio de tecer maior “liberdade criativa” (SOUZA,
                            2011), no batimento entre uma escrita de si, professora e pesquisadora, diante das
                            condições de escrita de 8 alunos surdos que cursam o Ensino Médio em um Centro
                            Estadual de Educação de Jovens e Adultos, situado em Campo Grande-MS. De posse
                            do arquivo discursivo produzido, o estudo recorta como corpus regularidades e
                            dispersões (FOUCAULT, 2010) que historicizam a relação entre as políticas públicas
                            em vigor para o ensino inclusivo de surdos e sua implementação no contexto
                            investigado. No processo, ao retratar minhas memórias, enunciando um caminho
                            desconhecido, ressignifico a minha própria vida e a do outro. Iniciando pelo meu eu,
                            enquanto profissional de AEE, perpasso por memórias que enriquecem minha
                            trajetória de vida, ao me apropriar das experiências que demarcam a minha
                            caminhada e que, aqui, relaciono com meu objeto de estudo, para dar suporte e
                            mostrar de onde vem o desejo por colaborar com o outro, surdo, enquanto sujeito de
                            subjetividades fronteiriças. Como resultados, de um lado, reuni informações, registros,
                            exemplos e experiências a partir de um modo outro de pensar a aprendizagem de
                            português por alunos surdos na EJA ou a forma como se constituem suas práticas de
                            escrita no espaço escolar. Em conformidade aos anseios da atualidade, reivindicar a
                            urgência de promover adequação da formação profissional de professores e
                            intérpretes, além da implementação de políticas linguísticas que desmistificam a
                            deturpação das práticas escritas do sujeito surdo, é assumir o compromisso de
                            desconstruir estigmas e proporcionar maior aquisição da LIBRAS por ouvintes.

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                            Análise de discursos machistas reproduzidos por mulheres no Facebook
                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Dissertação
                            Data 25/02/2021
                            Área LETRAS
                            Orientador(es)
                            • Elaine de Moraes Santos
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Talita Ribeiro Martins
                              Banca
                              • Elaine de Moraes Santos
                              • Fabiana Pocas Biondo
                              • JULIANA DA SILVEIRA SANTOS
                              • Kátia Alexsandra dos Santos
                              • Rogerio Vicente Ferreira
                              Resumo Em 2018, no Brasil, durante as eleições presidenciais, concepções machistas de uma sociedade historicamente patriarcal ganharam força nas redes sociais, manifestando o engajamento de eleitores nas campanhas. A constante repetição dos discursos machistas em diversas esferas sociais do período motivou a realização deste trabalho, que objetiva analisar a apropriação do discurso extremista – feminista e machista – por perfis/avatares apresentados como femininos nas páginas Jovens de Esquerda e Jovens de Direita no Facebook, problematizando regularidades e dispersões, estabelecendo, também, a historicidade e os impactos do efeito bumerangue por e para as mulheres. Para montagem do arquivo, foram utilizados os filtros do próprio Facebook na busca pelas palavras “mulher” e “feminismo”. O processo metodológico de descrição-interpretação das sequências discursivas selecionadas como corpus levou em conta as condições de produção, com base na perspectiva teórico-analítica da Análise de Discurso de linha francesa. No cumprimento do propósito maior, configuraram objetivos específicos: a) interrogar os efeitos de sentido possíveis no que tange à circulação de discursos machistas por perfis/avatares; b) contribuir com o arcabouço acerca do trabalho com discursividades do/no Facebook, enquanto espaço discursivo. No exercício da dominação, do apagamento e do silenciamento do feminino, os enunciados analisados sustentam o licenciamento da interdição das mulheres, quais os discursos (não) permitidos para elas, os locais que (não) podem ocupar e quais ações os seus corpos (não) devem realizar. Os resultados ainda explicitam a manutenção do equívoco conceitual quanto aos feminismos, julgando-os antônimo de machismos, seguida de desumanização, animalização, sexualização e desqualificação profissional do sujeito feminista, bem como de descaracterização de sua espiritualidade. Por uma série de discursos estabilizados a partir de estereótipos sociais, as mulheres continuam sendo caracterizadas sob o prisma do lar, do matrimônio e da imagem de fragilidade, em frequentes tentativas de interromper o exercício livre das capacidades físicas e intelectuais do sujeito feminino.
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                              Protótipo de dicionário monolíngue de expressões somáticas do português
                              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                              Tipo Dissertação
                              Data 24/02/2021
                              Área LETRAS
                              Orientador(es)
                              • Elizabete Aparecida Marques
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Natália Gabrieli dos Santos Fagundes Euzébio
                                Banca
                                • Ana Karla Pereira de Miranda
                                • Aparecida Negri Isquerdo
                                • Elizabete Aparecida Marques
                                • Renato Rodrigues Pereira
                                • Rosana Budny
                                Resumo
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                                  Do texto verbal ao imagético: o narrador em O enfermeiro, de Machado de Assis
                                  Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 19/02/2021
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Marcia Gomes Marques
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Yaisa Melina de Araujo Custódio
                                    Banca
                                    • Angélica Catiane da Silva de Freitas
                                    • Geraldo Vicente Martins
                                    • Marcia Gomes Marques
                                    • Marcos Paulo da Silva
                                    Resumo Esta pesquisa tem por objetivo analisar como se deu o processo de transposição do
                                    conto O enfermeiro em três mídias distintas: a do jornal (1884), a do livro (1896) e a
                                    do cinema, concentrando-se na categoria do narrador. O estudo tem como base as
                                    teorias de mediação de Martín-Barbero (2015) e de tradução intersemiótica de Plaza
                                    (2013), ancoradas pela semiótica da cultura a partir dos conceitos de Lotman (1978,
                                    1996). Considerando o meio pelo qual está inserido, ressalta-se a figura do narrador
                                    como elemento principal de construção e apreensão de sentidos, que são alterados
                                    mediante o processo de tradução pelos quais os textos são submetidos. No final desta
                                    pesquisa, contatou-se que as modificações que Machado de Assis realizou no conto
                                    Cousas Intimas para fazer parte da coletânea diziam respeito ao caráter do narrador,
                                    que ora se aproximava, ora se distanciava do leitor, mediante o meio de comunicação
                                    e o ambiente no qual estava publicado. Essas mudanças promoveram um efeito de
                                    duplicidade no conto transposto para o livro, que quando fazia parte do jornal era
                                    abrandado. Adaptado para o cinema, esse narrador com seu caráter ambíguo adotou
                                    a perspectiva do conto publicado na coletânea, no qual manteve os vazios no texto
                                    para que o leitor/ espectador tirasse suas conclusões.
                                    Palavras-chave: Machado de Assis; Narrador; Tradução intersemiótica.
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                                      A LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E O ENSINO HÍBRIDO
                                      Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 12/02/2021
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Michele Eduarda Brasil de Sa
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Leticia da Rocha de Araujo
                                        Banca
                                        • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                        • Fabiana Pocas Biondo
                                        • Michele Eduarda Brasil de Sa
                                        • Rony Marcio Cardoso Ferreira
                                        • Vanessa Ribeiro Teixeira
                                        Resumo Esta pesquisa de mestrado investiga o ensino híbrido como ferramenta para o ensino
                                        da literatura afro-brasileira. Nesta abordagem, em que o aluno aprende por meios mais
                                        dinâmicos, basicamente o processo ensino e aprendizado ocorre ora presencial, ora
                                        a distância. É importante ressaltar que desde a publicação da Lei 10693/03 percebese ainda poucos materiais impressos e métodos que abarquem essa temática nas
                                        instituições de ensino públicas e particulares. Por isso, esta pesquisa descreve aspectos e modalidades do ensino híbrido a partir de Souza e Andrade (2013) e Christensen,
                                        Horn e Staker (2015) e apresenta também ambientes virtuais e redes sociais com
                                        Machado e Tijiboy (2005) e Braga (2013) como meio de embasar o profissional da educação que deseja ensinar com efetividade a cultura e a história do povo negro no
                                        Brasil. Para abordar a literatura, aborda-se Candido (1995), Abreu (2006), Zilberman
                                        (2008) e Ramos e Corso (2010). Para a literatura afro-brasileira e suas especificidades, consulta-se Evaristo (2007, 2009 e 2010), Munanga (2005), Duarte (2008, 2010
                                        e 2014) e Lobo (2007). Muitos educadores têm dificuldade para trabalhar com os temas relacionados ao preconceito e à discriminação racial, assim, como auxílio apresenta-se algumas estratégias de ensino, tais como o modelo de rotação, o virtual enriquecido e o rodízio como possibilidades de ferramentas apropriadas. Portanto, a
                                        questão que orienta este estudo trata de como o ensino híbrido pode auxiliar no processo de ensino da literatura afro-brasileira para alunos do ensino médio. A discriminação, os conflitos e preconceitos raciais mostram que ainda é preciso um grande
                                        investimento na educação, e o ensino híbrido pode colaborar nestes esforços.
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                                        A representação da violência em espaços periféricos: Coração das Trevas, de Joseph Conrad, e Selva Trágica, de Hernâni Donato
                                        Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 01/02/2021
                                        Área LETRAS
                                        Orientador(es)
                                        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Rafaela Cristiane Pereira Maciel
                                          Banca
                                          • Jucelia Souza da Silva
                                          • Paulo Bungart Neto
                                          • Ramiro Giroldo
                                          • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                          • Wellington Furtado Ramos
                                          Resumo
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                                            CORPO EPISTÊMICO FRONTEIRIÇO: LUGAR DESCOLONIAL DAS SENSIBILIDADES BIOGRÁFICAS, CORPORAIS E LOCAIS
                                            Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                            Tipo Dissertação
                                            Data 21/12/2020
                                            Área LETRAS
                                            Orientador(es)
                                            • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Marina Maura de Oliveira Noronha
                                              Banca
                                              • Damaris Pereira Santana Lima
                                              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                              • Marta Francisco de Oliveira
                                              • Vania Maria Lescano Guerra
                                              Resumo Este trabalho tem por objetivo (re)ler os corpos a partir de uma epistemologia
                                              outra da fronteira-sul como opção descolonial. Portanto, o corpo epistêmico
                                              fronteiriço aqui em vislumbre será tomado como contra modelo ao corpo
                                              defendido pela lógica ocidental/moderna, assentada no cogito cartesiano,
                                              segundo o qual se não pensarmos eurocentricamente meu/nossos corpos não
                                              existirão. Assim, no intento de descolonizar os corpos da diferença colonial, o
                                              meu/nossos corpos epistêmicos fronteiriços estão pautados em discussões
                                              atravessadas pela crítica biográfica fronteiriça (NOLASCO, 2013) com um
                                              fazer/saber outro da fronteira-sul de um lócus geoistórico que desafia os projetos
                                              imperiais/territoriais edificados pelo contexto da interioridade moderna. Por
                                              conseguinte, a intenção é dar visibilidade aos corpos da exterioridade fixados na
                                              ideia de arquivo (DERRIDA) na distinção entre razão e emoção, segundo projeto
                                              moderno. Considerando essas questões, penso e insisto na ideia primeira para
                                              instaurar meu próprio bios/lócus num corpo de pesquisadora, mulher, de cor e
                                              subalterna por excelência, visando abrir o arquivo outro na/da fronteira de Mato
                                              Grosso do Sul – Brasil. Entende-se que o corpo também é “conceito” a ser
                                              discutido por uma teorização fronteiriça, como o corpo da exterioridade, a
                                              corpopolítica (Mignolo), o corpo da diferença colonial e por outros conceitoscorpos na esteira da crítica biográfica fronteiriça. Valendo-me de uma metodologia
                                              de caráter bibliográfico e respaldada por teóricos/críticos que nos ajudam a
                                              pensar a paisagem biogeográfica (BESSA-OLIVEIRA) busquei deter-me nos
                                              corpos latinos da fronteira-sul. Nesse ponto, dentre os teóricos utilizados,
                                              menciono Walter Mignolo, Frantz Fanon, Gloria Anzaldúa, Aníbal Quijano, Ramón
                                              Grosfoguel, Boaventura de Sousa Santos, Juliano Pessanha, Eneida Maria de
                                              Souza, Edgar Nolasco, Bessa-Oliveira, Jacques Derrida, Francisco Ortega e
                                              outros. Sendo assim, ao longo da pesquisa, evidenciamos a prática epistêmica no
                                              desenvolvimento de cada capítulo. No capítulo I “COR(POR)AZONAR – O
                                              ESPAÇO INTIMO BIOGRÁFICO: uma opção descolonial epistêmica fronteiriça”,
                                              volto-me, essencialmente, para o corpo epistêmico fronteiriço exatamente para
                                              pensar em corpos outros que ensejo discutir, corpos de vidas locais que foram
                                              insistentimente relegadas à diferença colonial/moderna. No capítulo II, “CORPO
                                              (DES)ARQUIVO: memórias na/da fronteira da exterioridade”, debrucei-me sobre a
                                              crítica do bios, tendo como maiores expoentes os conceitos de memória e arquivo
                                              à luz de teóricos a contar de formulações de Derrida, passando pela ideia de
                                              arquivo outro, da fronteira-sul. O corpo será tratado como lugar de memóriaarquivo das práticas epistêmicas de Mato Grosso do Sul. No capítulo III, “CORPO
                                              ILUSTRAÇÃO: entre curvas/retas – corpos epistêmicos fronteiriços”, retomo de
                                              forma ilustrativa as discussões teóricas a partir da crítica comparatista biográfica
                                              pensada da latinidade fronteira-sul, lugar descolonial das sensibilidades
                                              biográficas, corporais e locais. Enfim, por meio da discussão realizada ao longo
                                              do texto como um todo procurei contornar o lugar conceitual pelo que vim
                                              chamando de “corpo epistêmico fronteiriço”.
                                              Palavras-chave: Corpo epistêmico fronteiriço; Descolonialidade; Crítica biográfica
                                              fronteiriça.
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                                              Entre homo-bios-grafias e escrevivências de Silviano Santiago: exercícios de crítica biográfica fronteiriça
                                              Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 21/12/2020
                                              Área LETRAS
                                              Orientador(es)
                                              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • Pedro Henrique Alves de Medeiros
                                                Banca
                                                • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                                                • Marcos Antônio Bessa Oliveira
                                                • Marta Francisco de Oliveira
                                                • Vania Maria Lescano Guerra
                                                Resumo Este trabalho dissertativo tem por objetivo realizar uma leitura crítico-biográfica
                                                fronteiriça do projeto homo-bio-ficcional-ensaísta do escritor e intelectual mineiro
                                                Silviano Santiago à luz, sobremaneira, do seu/nosso romance Mil rosas roubadas
                                                publicado em 2014. Nesse intento, utilizarei-me, como condição sine qua non de uma
                                                teorização outra, oriunda do Sul geopolítico-epistemológico-metafórico e de cunho
                                                biográfico-comparatista, dos biografemas aquilatados na minha própria (auto)biografia
                                                intelectual enquanto homem-menino-fronteira, pesquisador e homossexual que
                                                existe, (sobre)vive, pensa e escre(vi)ve a partir da fronteira-sul, geoistóricoepistemológica, vertida nos trópicos da América Latina e, em especial, do Brasil. Para
                                                tanto, as articulações angariadas se respaldarão, majoritariamente, no que
                                                compreendo, na esteira do pesquisador sul-fronteiriço Edgar Cézar Nolasco, enquanto
                                                crítica biográfica fronteiriça imbricada em uma metodologia de caráter bibliográfico.
                                                Em linhas gerais, esse recorte teórico outro compreende as aproximações entre as
                                                epistemologias do Sul, os estudos descoloniais/fronteiriços e a leituras críticobiográficas atualmente discutidas no Brasil. À vista disso, dentre os autores utilizados,
                                                menciono Gloria Anzaldúa, Homi K. Bhabha, Conceição Evaristo, Frantz Fanon, Hugo
                                                Achugar, Ramón Grosfoguel, Denilson Lopes, Guacira Lopes Louro, Judith Butler,
                                                Boaventura de Sousa Santos, Walter Mignolo, Juliano Garcia Pessanha, Eneida Maria
                                                de Souza, Roland Barthes, Jacques Derrida, Antoine Compagnon, Marcos Antônio
                                                Bessa-Oliveira, Francisco Ortega e Geoffrey Bennington. No plano do
                                                desenvolvimento prático desse trabalho, o capítulo I, intitulado de “OS PRETÉRIOS
                                                IMPERFEITOS DA RAZÃO COLONIAL: entre-corpos-lugares e escrevivências
                                                epistêmico-literárias a partir de Silviano Santiago”, debruçar-se-á sobre os conceitos
                                                de escrevivências homo-biográficas, desobediência epistêmica, opção descolonial,
                                                identidade em política, pensamento fronteiriço, entre-corpos-lugares, corpo-política,
                                                semelhanças-na-diferença, exterioridade, paisagens, corazonar, intercorporeidade,
                                                epistemicídio e não-modernos assentados no projeto homo-bio-ficcional-ensaísta de
                                                Silviano. No capítulo Il, “MINHA VIDA, NOSSA(S) VIDA(S): as escrevivências
                                                fantasmagóricas da morte”, entrarão em cena os conceitos de arquivo(s),
                                                paisagens/sujeitos biogeográficos, (boa) amizade (política), morte, amores
                                                exagerados, memória, hospitalidade, divíduo e aliado hospitaleiro no tocante às
                                                particularidades biográfico-metafóricas evocadas pelas minhas/nossas Mil rosas
                                                roubadas permeadas pelo roçar da minha vida com as de Silviano, Ezequiel Neves e
                                                Cazuza. Por fim, no capítulo III, “ENTRE SILVIANOS, VIRGINIAS E FRONTEIRAS:
                                                escrevivências roubadas, (con)fundidas e incorporadas”, atravessado ainda pelos
                                                conceitos supracitados, valer-me-ei das injunções (trans)fronteiriças a partir de
                                                Silviano somadas às conceituações de nome próprio, assinatura e amância
                                                justapostas em uma leitura comparatista-biográfica entre o meu mineiro e a escritora
                                                inglesa Virginia Woolf com sua biografia-romance Orlando (2017).
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                                                A REPRESENTAÇÃO DA NATUREZA EM EMMANUEL MARINHO: PERSPECTIVAS FENOMENOLÓGICAS NO ESPAÇO POÉTICO
                                                Curso Mestrado em Estudos de Linguagens
                                                Tipo Dissertação
                                                Data 12/11/2020
                                                Área LETRAS
                                                Orientador(es)
                                                • Wellington Furtado Ramos
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Stelamaris da Silva Ferreira
                                                  Banca
                                                  • Altamir Botoso
                                                  • Carolina Barbosa Lima e Santos
                                                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                                  • Wellington Furtado Ramos
                                                  Resumo Esta pesquisa se propõe a analisar, fenomenologicamente, alguns poemas de Emmanuel
                                                  Marinho. Em Marinho, é perceptível a presença vital de elementos da natureza constituídos
                                                  enquanto âmago dos versos, a saber, as flores, o rio, o pássaro, a árvore, etc, que compõem o
                                                  espaço poético e ressoam sonhos, simbolismos e representações. Analisar-se-ão, poemas de
                                                  Margem de Papel (2018), Satilírico (2017) e, sobretudo, de Cantos de Terra (2016),
                                                  observando seus vieses fenomenológicos – mais especificamente, a fenomenologia da
                                                  imaginação bachelardiana – e como representam/pensam o mundo por meio das coisas que
                                                  engendram as imagens poéticas. O trabalho é dividido em três capítulos. No primeiro,
                                                  intitulado “UMA POÉTICA DA TERRA: a fenomenologia na apreensão do homem, do
                                                  mundo e de seus espaços”, foram articulados conceitos, teóricos e teorias para definir a noção
                                                  de fenomenologia, de fenômeno e de essência. Utilizamos, entre outras, as obras: A ideia da
                                                  fenomenologia (1990) e Ideias para uma fenomenologia pura e para uma filosofia
                                                  fenomenológica (2006), de Edmund Husserl; A caminho da linguagem (2003) e Ser e Tempo:
                                                  Parte I (2005), de Martin Heidegger; Fenomenologia da percepção (1999), de Maurice
                                                  Merleau-Ponty; Hermenêutica e poesia: o pensamento poético (2011), de Benedito Nunes; O
                                                  homem e a terra: natureza da realidade geográfica (2011), de Eric Dardel e A poética do
                                                  espaço (1978), de Gaston Bachelard, com seus conceitos sobre fenomenologia da imaginação,
                                                  fenômeno e espaço poético. O capítulo II, denominado “O HORIZONTE DA
                                                  REPRESENTAÇÃO: a literatura, a sociedade, a natureza e o humano”, constitui-se, no
                                                  primeiro subtópico, na tentativa de conceituar, sem limitar, o termo “representação” por meio
                                                  dos conceitos e esclarecimentos do capítulo “Representação social e mimesis” (1981), de Luiz
                                                  Costa Lima, do ensaio “O narrador na literatura brasileira Contemporânea” (2012), de Jaime
                                                  Ginzburg e do capítulo “O mundo”, da obra O demônio da teoria (2012), de Antoine
                                                  Compagnon. No segundo subtópico, trazemos definições para “natureza”, “natural” e
                                                  “artificial” de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001) e o Dicionário
                                                  Aurélio da língua portuguesa (2010). Em sequência, na última subdivisão, fizemos a
                                                  articulação de excertos e considerações de estudiosos como Bosi (1977), Candido (2011),
                                                  entre outros, que refletiram sobre o processo de cisão e tensão entre homem e natureza a partir
                                                  da ascensão científica e tecnológica. No capítulo “III – CANTOS DE TERRA: Possíveis
                                                  análises fenomenológicas” abordamos, fenomenologicamente, algumas imagens poéticas da
                                                  obra mais telúrica de Emmanuel Marinho. A fenomenologia da imaginação, bachelardiana,
                                                  neste capítulo, não consta apenas nas teorizações, mas como método de análise das imagens
                                                  poéticas.
                                                  PALAVRAS-CHAVE: Emmanuel Marinho. Fenomenologia. Natureza. Poesia.
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