| Do Amor à Palavra: Um Estudo Semiótico do Estilo em Maria Valéria Rezende |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Marcelo Bueno
- Aline Saddi Chaves
- Geraldo Vicente Martins
- Nataniel dos Santos Gomes
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Resumo |
Esta dissertação investiga o estilo de Maria Valéria Rezende a partir da
semiótica discursiva de tradição greimasiana. Parte-se da problemática segundo a
qual o sujeito do estilo não se confunde com o sujeito empírico, mas constitui efeito
de identidade reconstruído a partir das recorrências do dizer. Ancorado nos
pressupostos teóricos de Algirdas Julien Greimas, José Luiz Fiorin, Émile Benveniste,
Claude Zilberberg e Norma Discini, o estudo articula percurso gerativo de sentido,
enunciação, semântica discursiva e dimensão tensiva para descrever o éthos
discursivo da autora. O corpus de análise compreende os romances Quarenta dias
(2014) e Carta à rainha louca (2019), Outros cantos (2016) e O voo da guará vermelha
(2005), considerados como totalidade discursiva. Metodologicamente, a análise parte
do nível discursivo do percurso gerativo, privilegiando as operações de debreagem e
embreagem, a organização das isotopias temático-figurativas e os regimes tensivos
de intensidade e andamento, a fim de reconstruir o ator da enunciação como unidade
integral emergente da totalidade enunciada. As análises evidenciam a recorrência de
linhas isotópicas vinculadas à solidariedade, à sobrevivência, à memória, à fé e à
humanização, configurando um éthos marcado por um contrato fiduciário com o leitor
e por estratégias de veridicção que produzem efeitos de autenticidade e testemunho.
No plano tensivo, observa-se a alternância entre desaceleração reflexiva e aceleração
narrativa, modulando a presença afetiva dos conteúdos e reforçando a construção de
um sujeito sensível e ético. Conclui-se que o estilo de Maria Valéria Rezende se
constitui como efeito de identidade resultante da convergência entre sintaxe
enunciativa, recorrências semânticas e modulações tensivas, configurando um éthos
humanizador que se estabiliza pela regularidade de um modo de dizer e de um modo
de ser no discurso. |
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| Síntese poética da vivência musical terena através da experimentação musical contemporânea |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- William Teixeira da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- MARIANA CABRAL NOGUEIRA GONÇALVES
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| Banca |
- Denise Hortência Lopes Garcia
- Mateus Berger Kuschick
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- William Teixeira da Silva
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| Resumo |
Esta dissertação investiga as sonoridades tradicionais do povo Terena e suas possibilidades de
experimentação musical contemporânea, a partir de uma abordagem autoetnográfica que
articula memória, corporalidade, cosmologia e criação artística. O estudo parte da
compreensão de que, na cosmovisão Terena, a musicalidade não se dissocia de outras
dimensões da vida coletiva, como o ritual, o corpo, a hierarquia do saber e a transmissão
intergeracional, constituindo-se como prática que integra espírito, território e coletividade. A
pesquisa foi conduzida por meio de diálogos com anciãos, lideranças e pesquisadores
indígenas, bem como pela participação direta em danças tradicionais, rituais e eventos
comunitários, com destaque para a dança Hiyokena Kipaé (dança da Ema) e a dança feminina
Seputrena. No percurso investigativo, são analisados os instrumentos musicais, como o
pepêke (tambor), o pife e as taquaras, as variações rítmicas presentes nos diferentes territórios
Terena e o canto espontâneo das anciãs (Imokó Ikotí), evidenciando a pluralidade sonora que
caracteriza o povo. Como desdobramento criativo, o trabalho apresenta o processo
composicional da peça “Emo'u Ihunóvoti A voz do vento", que combina materiais sonoros
tradicionais e contemporâneos, articulando improvisação, música eletrônica, gravações de
campo e corporalidade. A obra busca traduzir, em linguagem musical atual, a escuta do
território, a memória ancestral e a força espiritual que orientam as práticas sonoras Terena. Ao
final, a pesquisa reafirma a importância da escuta como forma de conhecimento e
preservação, destacando o papel da música como território de resistência, reexistência e
continuidade cultural. |
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| A CONSTRUÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO EM CASA NOS DOCUMENTOS INSTITUCIONAIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Ana Karla Pereira de Miranda
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Karla Pereira de Miranda
- Elton Luiz Aliandro Furlanetto
- Izabel Souza do Nascimento
- Joao Tobias Lima Sales
- Marta Banducci Rahe
- Patricia Graciela da Rocha
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| Resumo |
Esta pesquisa analisa a construção da internacionalização em casa (IaH) nos documentos
institucionais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), considerando as
transformações contemporâneas da internacionalização da educação superior para além da
mobilidade acadêmica internacional. Fundamentada nos estudos sobre internacionalização da
educação superior, especialmente nas contribuições de Knight (2004), De Wit (2002, 2020),
Morosini (2021), Nilsson (2000, 2003), Beelen e Jones (2015) e Leask (2015), a investigação
compreende a IaH como uma perspectiva que amplia as possibilidades de participação em
experiências internacionais e interculturais no próprio contexto universitário. O objetivo geral
consiste em compreender de que maneira a internacionalização é construída nos documentos
institucionais da UFMS, com especial atenção às aproximações com a perspectiva da IaH.
Especificamente, busca-se identificar como a IaH é apresentada nesses documentos; analisar
as categorias e os sentidos atribuídos à IaH; e compreender como a IaH é institucionalizada
nas políticas, diretrizes e instrumentos de planejamento da Universidade. Para isso,
desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa de caráter documental, tendo como corpus seis
documentos institucionais da UFMS e adotando-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2016)
como procedimento metodológico. O percurso investigativo compreendeu a revisão teórica
sobre internacionalização da educação superior e IaH, a apresentação dos fundamentos da
Análise de Conteúdo, a caracterização e análise do corpus e, posteriormente, a discussão dos
resultados a partir das categorias construídas no diálogo entre referencial teórico e material
empírico. Os resultados evidenciam que a IaH ocupa posição relevante no planejamento
institucional da UFMS e apresenta um processo de institucionalização expresso em
documentos normativos, instrumentos de planejamento, metas, indicadores e estruturas
administrativas. A análise também demonstra que a IaH é construída em articulação com
políticas linguísticas, acolhimento, interculturalidade, internacionalização curricular e
ampliação das oportunidades de participação internacional da comunidade acadêmica. As
políticas linguísticas e o acolhimento assumem papel particularmente significativo, pois
aparecem relacionados não apenas à mobilidade e à comunicação internacional, mas à
participação, à integração e à construção de experiências interculturais no cotidiano
universitário. As contribuições de Walsh (2009), Mignolo (2017) e Maher (2007) permitem,
ainda, compreender essas relações para além de uma dimensão administrativa, evidenciando
que a internacionalização envolve diferenças culturais e linguísticas, relações de poder e a
necessidade de construção institucional de condições para interações mais significativas.
Conclui-se que, nos documentos analisados, a IaH constitui uma dimensão integrada à política
de internacionalização da UFMS e contribui para deslocar a internacionalização de uma
perspectiva centrada predominantemente na mobilidade para uma concepção que também
contempla experiências internacionais e interculturais desenvolvidas no próprio espaço
universitário. |
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| O VAZIO EM CENA: NÃO EU (NOT I), DE SAMUEL BECKETT |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- YASMIM DA FONSECA DE SOUZA NANTES
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| Banca |
- Annita Costa Malufe
- João Carlos de Carvalho
- Ramiro Giroldo
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Esta dissertação analisa a organização verbal e dramática de Não Eu (Not I), de Samuel Beckett,
buscando compreender como a peça produz efeitos de fragmentação, recusa, descontinuidade
e esvaziamento e em que medida esses efeitos podem ser lidos, por meio da textanálise, em
diálogo com conceitos da psicanálise contemporânea relacionados ao vazio e ao negativo. O
corpus principal é a tradução de Fábio Ferreira, publicada em Vozes femininas: Não Eu, Passos,
Cadência (2022). O texto original em língua inglesa é consultado pontualmente quando
diferenças de tradução interferem na organização formal, e o registro audiovisual da BBC, de
1977, é utilizado de modo complementar para observar ritmo, velocidade, articulação vocal e a
retirada do Auditor. A pesquisa é qualitativa, bibliográfica e analítico-interpretativa. Adota-se
a textanálise de Jean Bellemin-Noël (1996), articulada aos operadores da teoria dramática de
Anne Ubersfeld (2005), Jean-Pierre Ryngaert (1996) e Patrice Pavis (2003) e à teoria
psicanalítica de Wilfred Bion (2021) e André Green (1988; 2022). A análise acompanha as
didascálias, a espacialidade, a iluminação, a redução do corpo à Boca, a relação mínima com o
Auditor, a separação entre voz, corpo, pensamento e reconhecimento, a recusa da primeira
pessoa, as repetições, pausas, interrupções, memórias em lampejos e a impossibilidade de
concluir. Os resultados indicam que o vazio não se limita ao conteúdo narrado, mas é produzido
formalmente quando relações entre corpo, voz, identidade, alteridade, memória e sentido
começam a se constituir e são novamente enfraquecidas ou até mesmo desfeitas. Dessa forma,
a psicanálise de Bion e Green contribuem para pensar a distância entre experiência, palavra e
pensamento. Do mesmo modo, permite interpretar as tensões entre ligação e desligamento,
investimento e desinvestimento, sem transformar Boca ou Beckett em casos clínicos |
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| A MULHER NA DRAMATURGIA DE BENJAMIM SANTOS: DEOCLÉCIA, A DONZELA GUERREIRA DO SERTÃO |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/09/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- FRANCIÉLLEN SANTOS FRANCESE
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| Banca |
- Jair Zandona
- João Carlos de Carvalho
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Wagner Corsino Enedino
- William Teixeira da Silva
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| Resumo |
Esta pesquisa analisa a recriação do mito da donzela-guerreira na peça A Donzela vai à
Guerra (2018), de Benjamim Santos, investigando como o dramaturgo reelabora o
arquétipo para uma dramaturgia infantil. Partindo de uma abordagem qualitativa e
bibliográfica, o estudo articula os pressupostos de Walnice Nogueira Galvão (1998 sobre
a donzela-guerreira às discussões de Judith Butler (2023) e Gayle Rubin (2017) acerca das
construções sociais do gênero, bem como aos estudos teatrais de Sábato Magaldi (1985),
Décio de Almeida Prado (2014) e Renata Pallottini (1989) para a análise da estrutura
dramatúrgica. A pesquisa demonstra que Benjamim Santos não apenas adapta o arquétipo
da donzela-guerreira, mas o ressignifica ao inseri-lo na cultura nordestina e no teatro
infantil, preservando elementos tradicionais enquanto tensiona as normas de gênero e
amplia os sentidos do heroísmo. Ao evidenciar os diálogos entre a tradição portuguesa,
representada pelo poema de Almeida Garrett, e a dramaturgia brasileira, o estudo contribui
para o fortalecimento da fortuna crítica de Benjamim Santos, para a valorização da
dramaturgia nordestina e para a ampliação dos estudos sobre a permanência e a reinvenção
do arquétipo da donzela-guerreira na literatura e no teatro. |
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| O DIABO É DE ESQUERDA: METÁFORAS RELIGIOSAS NO DISCURSO POLÍTICO DA EXTREMA-DIREITA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2022 |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/03/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Argus Romero Abreu de Morais
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| Orientando(s) |
- Thaina Celia Alves da Silva
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| Banca |
- André Campos Mesquita
- Argus Romero Abreu de Morais
- Edmundo Narracci Gasparini
- Fabiana Pocas Biondo
- Rosivaldo Gomes
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| Resumo |
Este trabalho analisa o funcionamento discursivo de metáforas religiosas (Daltoé, 2022;
Pêcheux 1995) presentes no discurso da extrema-direita brasileira durante as eleições
presidenciais de 2022, as quais associam a figura diabólica a candidatos e partidos do campo
político da esquerda. Sob o escopo teórico-metodológico da Análise de Discurso materialista,
analisamos esses objetos simbólicos, linguística e discursivamente, especialmente no que se
refere aos usos ideológicos do Diabo como forma de deslegitimar posições políticas tidas
como progressistas. Partimos da hipótese de que o Diabo, como representação simbólica, é
peça-chave na formação discursiva da extrema direita, pois (re)produz sentidos capazes de
silenciar o debate, deslegitimar opositores e despertar emoções extremadas que favorecem a
construção da imagem do “outro” como a de um inimigo a ser combatido. O objetivo geral
que norteia nossa investigação é compreender o processo discursivo que utiliza o mal
diabólico na produção de sentidos que alteram a cena política brasileira a partir de
pronunciamentos de Michelle Bolsonaro, realizados durante a campanha presidencial
brasileira de 2022. A coleta dos pronunciamentos foi feita por pesquisa manual na plataforma
de compartilhamento de vídeos YouTube, resultando em sete materialidades, a saber: (1)
Pronunciamento no lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro, em 25/07/2022; (2)
Pronunciamento no Ministério Batista da Lagoinha, em 31/07/2022; (3) Pronunciamento no
Palácio da Alvorada durante encontro com novos parlamentares e reeleitos, em 06/10/2022; 4)
Pronunciamento na Assembleia de Deus Ministério Fama, em 08/10/2022; 5) Pronunciamento
na Caravana Mulheres com Bolsonaro no Maranhão, em 14/10/2022; 6) Pronunciamento na
Caravana Mulheres com Bolsonaro em São Paulo, em 19/10/2022 e 7) Pronunciamento na
Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, em 20/10/2022. Do corpus
empírico, selecionamos doze sequências discursivas que explicitam o processo metafórico de
ressignificação do domínio do político via saberes religiosos. Para tal, elegemos os seguintes
objetivos específicos: 1) examinar o processo metafórico que associa o Diabo à esquerda
política; 2) investigar o funcionamento dos sentidos pertencentes ao imaginário do Diabo na
exclusão e silenciamento de um discurso-outro; 3) relacionar a emergência desses sentidos a
efeitos de polarização no Brasil. Nossas análises apontam que os sentidos produzidos pelas
metáforas religiosas presentes no discurso político de extrema-direita operam na interdição do
espaço democrático de debate eleitoral, marcando o Diabo como fronteira entre o sentido
dizível e o sentido silenciado na formação discursiva. Além disso, tais discursividades podem
se entrelaçar aos efeitos de polarização política devido ao assujeitamento que mobiliza
afetivamente o eleitor à antagonização com o diferente. |
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| QUANDO A LEI REAGE À LÍNGUA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DE PROJETOS DE LEI BRASILEIROS CONTRÁRIOS À “LINGUAGEM NEUTRA” |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Patricia Graciela da Rocha
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| Coorientador(es) |
- Argus Romero Abreu de Morais
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Adriana Lúcia de Escobar Chaves de Barros
- Ana Karla Pereira de Miranda
- Fabiana Pocas Biondo
- Patricia Graciela da Rocha
- Rodrigo Acosta Pereira
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| Resumo |
Ao longo de minha trajetória acadêmica e de pesquisa, observei como as questões
relacionadas à linguagem não binária/linguagem (LNB/LN) neutra têm se intensificado
no Brasil, especialmente no contexto político e legislativo. A partir dessa observação,
decidi investigar as justificativas legisativa contrárias ao uso da LNB/LN, um tema que
tem gerado debates acirrados em torno de questões de gênero, linguística e direitos
humanos. Este trabalho se dedica a analisar os argumentos presentes nos projetos de
lei (PLs) estaduais e distritais de 2020 a 2024, que buscam restringir ou proibir a
utilização dessa variante linguística. O objetivo principal desta dissertação é examinar as
motivações e os discursos ideológicos que sustentam as propostas legislativas contra a
LNB/LN, observando como esses argumentos refletem tensões políticas e sociais sobre
identidade de gênero e o papel da linguagem na sociedade. A pesquisa foi desenvolvida
por meio de uma análise qualitativa dos textos dos PLs, com foco nas justificativas
apresentadas pelos parlamentares. A análise envolveu também uma revisão de autores
relevantes na área da linguística, como Spolsky (2009), Bagno (2005) e Freitag (2024),
para contextualizar as argumentações dos opositores da LNB/LN. Este trabalho examina
como essas justificativas utilizam a "proteção" da língua portuguesa e da norma culta
como justificativa para a exclusão de práticas linguísticas dissidentes, como a LNB/LN.
Além disso, a dissertação explora como a mobilização de uma “ideologia linguística
conservadora” no discurso legislativo visa defender um modelo de linguagem
monolíngue, ao mesmo tempo que desconsidera as transformações sociais e identitárias
em curso. Ao longo da análise, também observei que as críticas à LNB/LN não se limitam
a um debate linguístico, mas envolvem questões políticas e sociais, como o medo da
ameaça à "identidade nacional" e a "preservação da nação". Nesse contexto, os
discursos que associam a LNB/LN à “ideologia de gênero” e ao “politicamente correto”
servem para reforçar um modelo linguístico tradicional que exclui vozes marginalizadas
e impede a visibilidade de identidades não binárias. A dissertação conclui que, ao
contrário do que defendem os PLs, a LNB/LN não é uma ameaça à língua, mas uma
resposta legítima a demandas sociais por mais inclusão e representação de grupos
historicamente invisibilizados. |
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| Arquivo da exterioridade: pré-coisas da fronteira-sul |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carlos Vinicius da Silva Figueiredo
- Edgar Cezar Nolasco dos Santos
- Lucilene Machado Garcia Arf
- Luiz Lopes
- Marta Francisco de Oliveira
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| Resumo |
Esta dissertação visa uma teorização descolonial por meio da conceituação de arquivo
da exterioridade (NOLASCO, 2019), a qual será estabelecida a partir das obras Livro
de pré-coisas: roteiro para uma excursão poética no Pantanal (2021), O livro das
ignorãças (2016) e Livro sobre nada (2016), de Manoel de Barros. Sob a égide da
crítica biográfica fronteiriça (NOLASCO, 2015), o bios e o lócus se encontrarão como
ponto de partida para as discussões epistêmicas que buscam pensar esse arquivo
outro desprendido da visada hegemônica da modernidade/colonialidade, posto que o
arquivo da fronteira se ampara nas memórias e experivivências que abrangem os
corpos da exterioridade (MIGNOLO, 2017). Para tanto, amparada na epistemologia
fronteiriça que se vale à descolonialidade, o escritor e intelectual Manoel de Barros
possibilita uma aproximação biolocal (NOLASCO, 2015) para que esse arquivo local
seja exumado e pensado da/na condição de fronteira, tanto geográfica quanto
epistêmica, que habita nossos corpos. Desse modo, realizamos um percurso teóricoconceitual para refletirmos o processo de conceituação e mesmo os saberes que
cruzam as fronteiras, posto que a ideia de arquivo conserva em si um movimento
epistêmico. Nesse sentido, o arquivo da exterioridade não está para o arquivo
moderno de Derrida (2001), uma vez que ele parte e contempla um pensamento pósabissal (SANTOS, 2010). Com isso, os conceitos que sulearão a proposta consistem
em exterioridade, desobediência epistêmica, desprendimento, paradigma outro,
pensamento próprio, despoética, cultura local, balbucio teórico e desrazão. Outrossim,
o trabalho se encontra desenvolvido em três capítulos, nomeadamente: “PRÉCOISAS DE UM ARQUIVO FRONTEIRIÇO”, no qual irei trabalhar a ideia de
exterioridade amparada pelos conceitos de desobediência epistêmica e
desprendimento, visando discutir o movimento do arquivo da exterioridade e
fundamentar o pensamento de fronteira (MIGNOLO, 2017) que dele emerge, tendo
como base os livros Epistemologias do Sul (2010), organizado por Boaventura de
Souza Santos e Maria Paula Meneses, Desobediencia epistémica (2010a) e Histórias
locais/ projetos globais (2010), de Walter Mignolo. O segundo capítulo, intitulado “A
IGNORÂNCIA DA FRONTEIRA: despoética de um pensamento próprio”, se centra
em trabalhar a ideia de ignorãças a partir de um paradigma outro (MIGNOLO, 2003),
contemplado pelo texto de Walter Mignolo “Prefacio a la edición castellana ‘Un
paradigma otro’: colonialidad global, pensamiento fronterizo y cosmopolitismo crítico”
(2003), sustentado pelos saberes locais e pela opção descolonial de pensar a partir
das experiências do biolócus, propiciando, assim, a fundamentação de um
pensamento próprio, como apresenta Rodolfo Kusch em El pensamiento indígena y
popular en América (200). Ambos os conceitos fundamentarão a base para uma
possível gramática da despoética que nasce do pensamento fronteiriço e da abertura
desse arquivo outro, como aborda Mignolo em “Prolegómeno a una gramática de la
descolonialidad” (2010). Já o último e terceiro capítulo, nomeado “TEORIZAÇÃO
SOBRE O NADA: a desrazão do arquivo”, terá sua discussão centrada nos conceitos
de cultura local (NOLASCO, 2010), balbucio teórico (ACHUGAR, 2006), tomando
esses saberes desarquivados como conhecimentos que possibilitam pensarmos em
uma desrazão, ou seja, uma razão outra (MIGNOLO, 2010b) que é exumada dessas
memórias e experiências. Portanto, das obras de Manoel e dos teóricos citados,
buscamos alcançar esse arquivo que ficou esquecido em nossos corpos e saberes,
de maneira a propor uma reflexão desprendida e desobediente dos pressupostos
modernos ocidentais. |
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| O SILÊNCIO DO ESQUECIMENTO E A DOR DO VAZIO: PSICANÁLISE E ESCRITA DE AUTORIA FEMININA EM A NATUREZA DA MORDIDA, DE CARLA MADEIRA |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Jair Zandona
- Jordana Cristina Blos Veiga Xavier
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
Esta pesquisa objetiva analisar o romance A natureza da mordida, de Carla Madeira
(2022), escritora de origem brasileira, jornalista e publicitária. A composição do romance
é tecida por temáticas estruturais narrativas cujos efeitos podem ser analisados a partir das
teorias do silenciamento, das diferentes manifestações da violência e das questões de
gênero — temáticas também presentes na constituição narrativa dos outros romances da
autora, Tudo é rio (2021) e Véspera (2021). O feminino e suas experiências intrínsecas,
marcadas pelo silenciamento compulsório — entendido como um processo histórico,
social e simbólico de interdição da fala e da escuta, que priva determinados sujeitos do
reconhecimento de sua enunciação como discurso legítimo — e pelas inumeráveis formas
de violência impingidas às mulheres, evidenciam, historicamente, tentativas de relegar
existências ao apagamento, à privação do discurso e à impossibilidade de conceituação de
si enquanto sujeito. Remete-se, nesse sentido, ao que Vera Iaconelli (2025) propõe em sua
análise acerca da linguagem preceder o nascimento e operar como dispositivo de
colonização e alienação. Ademais, Márcia Hoppe Navarro (1995) demonstra, em “Por
uma voz autônoma: o papel da mulher na história e na ficção latino-americana
contemporânea”, que os romances escritos por mulheres evidenciam as relações
existentes entre a literatura e o contexto sociopolítico de uma determinada sociedade ou
grupo social. Interessa-nos, então, perscrutar as microestruturas narrativas que tecem esse
feminino permeado pelo silêncio, pela falta e pela experiência do vazio ou da ausência de
si na narrativa de Madeira (2022). Para a análise do texto literário, mobilizam-se as
perspectivas de E. M. Forster, Mikhail Bakhtin e Käte Hamburger, entre outros. No que
tange às teorias psicanalíticas, dialoga-se com os apontamentos de Sigmund Freud,
Jacques Lacan, Luce Irigaray, Maria Rita Kehl e Vladimir Safatle. Por fim, as análises
relativas ao gênero, à violência e à sua representação literária fundamentam-se nas
concepções de Lúcia Osana Zolin, Eurídice Figueiredo, Jaime Ginzburg e Judith Butler. |
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| A construção do gênero na poesia de Emily Dickinson e de Florbela Espanca |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
12/02/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- LETÍCIA RODRIGUES DE OLIVEIRA
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| Banca |
- Elton Luiz Aliandro Furlanetto
- Flávio Amorim da Rocha
- Jair Zandona
- Jordana Cristina Blos Veiga Xavier
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
A presente dissertação foi desenvolvida no curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (PPGEL-UFMS). A pesquisa investiga a construção do gênero na poesia de Emily Dickinson e de Florbela Espanca, por meio de uma abordagem que articula crítica feminista, estudos literários e análise poética. Partindo da hipótese de que ambas as poetas constroem e buscam ressignificar normas de gênero em seus respectivos contextos históricos e sociais, este trabalho discute como seus poemas expressam essas tensões, especialmente no que se refere às expectativas em torno da identidade feminina e às relações que a moldam. O referencial teórico mobilizado é composto, principalmente, por autoras como Judith Butler, Teresa de Lauretis e Gayle Rubin, cujas contribuições permitem compreender o gênero como uma construção discursiva, histórica e política. Ao tratar de duas escritoras distintas, o objetivo não é estabelecer comparações hierárquicas, mas evidenciar como, cada uma à sua maneira, vivenciou opressões e restrições, enfrentando os limites impostos às mulheres na tradição literária e criando estratégias poéticas para afirmar suas vozes em um espaço que também lhes pertence por direito. Trata-se também de um trabalho de resgate, impulsionado pela crítica feminista e pelos estudos de gênero, que busca reler o passado à luz do presente e da crítica contemporânea, com o intuito de compreender poetas que, em seu tempo, não foram plenamente compreendidas |
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| A REDAÇÃO DO ENEM EM TEMPOS DE CHATGPT: PROBLEMATIZAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA EM LÍNGUA PORTUGUESA |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/01/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- FERNANDA VICTÓRIA CRUZ ADEGAS
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| Banca |
- ALAN RICARDO COSTA
- Ana Luzia Videira Parisotto
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Patricia Graciela da Rocha
- Rosivaldo Gomes
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| Resumo |
Em 2022, com o surgimento do ChatGPT, intensificaram-se os debates sobre os limites de seu uso, especialmente no contexto educacional. O ChatGPT é uma tecnologia de Inteligência Artificial Generativa (IAG) capaz de produzir textos de forma automática. Nesse cenário, a produção textual tornou-se um dos principais focos de discussão, sobretudo diante da capacidade de a ferramenta gerar textos (verbais e não verbais) de diferentes gêneros discursivos, em poucos segundos. Diante disso, esta pesquisa quali-quantitativa (Bortoni-Ricardo, 2013; Paiva, 2019), de cunho exploratório, descritivo-interpretativista e documental (Gil, 2002; Moita-Lopes, 1994; Paiva, 2019), de perspectiva netnográfica (Kozinets, 2007; 2014) e de base autonetnográfica, possui como objetivo geral analisar e compreender como a redação do Enem é gerada e mensurada pelo ChatGPT, com o propósito de identificar a padronização do texto e sua relação com o funcionamento da ferramenta. Como objetivos específicos, cito: I) examinar como o ChatGPT corrige e mensura redações do Enem escritas por seres humanos; II) investigar como o ChatGPT corrige e mensura redações do Enem elaboradas por ele mesmo; III) problematizar os padrões presentes nas redações feitas por candidatos e pela tecnologia mencionada; IV) discutir os reflexos que a redação do Enem, na forma em que está posta, pode ter na educação linguística, frente à eclosão de tecnologias de IAG, como o ChatGPT. O arcabouço teórico concentra-se, majoritariamente, em: estudos sobre educação linguística e concepção interacionista da língua-linguagem (Bakhtin, 2003 [1979]; Ferraz, 2024; Volóchinov, 2018 etc.); conceitos de produção textual, redação, redação do Enem como gênero discursivo (Bunzen, 2007; Dering, 2021; Geraldi, 2013 [1997], Marcuschi, 2008; Oliveira, 2021; Ribeiro, 2018; Ribeiro; Coscarelli, 2023 etc.); avaliação, correção e mensuração textual (Antunes, 2006; Kanashiro, 2012; Ribeiro; Coscarelli, 2023; Suassuna, 2014 etc.); estudos sobre letramentos críticos (Kalantzis, Cope e Pinheiro, 2020; Monte Mor, 2015; 2023; Signorini, 2012 etc.); conceito de IA, IAG e o funcionamento do ChatGPT (Boa Sorte et al., 2021; Buzato; Leite, 2024; Kaufman, 2022; Kaufman; Santaella, 2020; McCarthy, 2007; Russel; Norvig, 2021 etc.). Como resultados, destaco que: I) o desvio percentual entre as notas atribuídas pelo ChatGPT em comparação com as do ser humano não apresenta discrepâncias fortemente acentuadas, o que corrobora minha hipótese de que a redação do Enem assemelha-se ao funcionamento do ChatGPT quanto à padronização da escrita imposta pelos critérios da matriz de correção; II) a ferramenta tende a privilegiar competências previstas pela matriz de correção da prova mais relacionadas aos aspectos linguísticos, em detrimento dos discursivos; III) a redação escrita por um candidato assemelha-se consideravelmente com a gerada pelo ChatGPT, devido, entre outros aspectos, à pouca flexibilidade presente na matriz de correção; IV) é necessário reformular os critérios, de modo que permitam mais autoria e criatividade ao candidato na escrita do texto. |
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| A mulher amarela no discurso ocidental em Mulan: tradição, exotismo e normalização |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/01/2026 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
- Elaine de Moraes Santos
- Jefferson Gustavo dos Santos Campos
- Kátia Alexsandra dos Santos
- Rosivaldo Gomes
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| Resumo |
Cientificamente, a invisibilidade asiática é um tema ainda pouco explorado sob o
prisma da linguagem, ainda mais quando atrelada ao audiovisual, mas de extrema
relevância no cenário acadêmico atual. Nas práticas discursivas cinematográficas, é
regular (Foucault, 2010) que as representações de pessoas amarelas estejam
ligadas a algum tipo de estereótipo criado por discursos opressores. Ciente disso, o
objetivo geral desta pesquisa de mestrado é analisar o modo como a personagem
chinesa Mulan, uma mulher amarela, é discursivizada em uma animação da Disney,
cujo título é homônimo: Mulan (1998). Os objetivos específicos, por sua vez, são: a)
investigar, à luz dos Estudos Discursivos Foucaultianos, as condições de
possibilidade que permitiram a produção de discursos sobre a mulher amarela na
animação Mulan (1998); b) analisar como as interseccionalidades entre gênero,
racialização e pertencimento étnico são mobilizadas nos discursos que configuram a
subjetivação da personagem; c) problematizar os processos de estereotipação da
mulher amarela retratada, no entrecruzamento entre os elementos
narrativo-discursivos na animação e as relações de poder presentes na sociedade. A
fim de alcançá-los, aciono o método arqueogenealógico (Araújo, 2007; Foucault,
2010; Navarro, 2015) e filio-me à perspectiva teórica e metodológica dos Estudos
Discursivos Foucaultianos (Navarro, 2011, 2020), um arcabouço robusto para a
análise de como os discursos se constituem na sociedade e como se
(re)estabelecem em diferentes tempos. Essa abordagem entra em diálogo com as
teorias feministas e o feminismo asiático (Akotirene, 2018; Lugones, 2005; Lee;
Shimabuko; Higa, 2018), que ajudam a compreender mais profundamente sobre a
interseccionalidade inerente às categorias de raça e gênero na construção das
representações de mulheres asiáticas. A tese defendida nesta pesquisa é a de que
as audiovisualidades de Mulan (1998) colaboram para a construção e a
disseminação de representações estereotipadas sobre a personagem Mulan,
reforçando, ainda mais, dinâmicas sócio-históricas violentas enraizadas. Mais do
que isso, essas representações reforçam e retroalimentam as relações de poder das
dinâmicas sócio-históricas de violência, disseminando preconceitos e limitando a
identidade complexa da comunidade asiática, da raça amarela, em sua
heterogeneidade. |
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| MULHERES EMPILHADAS E RESISTÊNCIAS EMPENHADAS: VOZES DE MULHERES INDÍGENAS |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/12/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Marta Francisco de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Paula de Vasconcelos Rego
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| Banca |
- Geovana Quinalha de Oliveira
- Lilibeth Janneth Zambrano Contreras
- Lucilene Machado Garcia Arf
- MARIA SUELY DE OLIVEIRA LOPES
- Marta Francisco de Oliveira
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| Resumo |
Em muitos períodos e sociedades, as mulheres foram vistas como personagens
coadjuvantes nas representações culturais, sociais, políticas e literárias, além de
serem submetidas a múltiplas violências, ao silenciamento e à invisibilização que
permanecem, infelizmente, até os dias de hoje. Nesse ínterim, esta pesquisa parte
da compreensão acerca de como as relações sociais têm se pautado na herança da
normalização de ataques, agressões e inferiorização direcionadas às mulheres;
afinal, a subordinação e desqualificação do corpo feminino se constrói ao longo da
sociedade. Em Mulheres Empilhadas, obra publicada pela intelectual brasileira
Patrícia Melo em 2019, a autora tematiza a questão da violência contra a mulher no
Brasil no qual apresenta um cenário onde a lei e o sistema vão em sentidos
contrários quando se trata de corpos/sujeitos que a sociedade, de modo geral, sob
vários aspectos ainda considera inexistentes, como os de mulheres indígenas.
Nesse sentido, esta pesquisa se ancora no romance em questão a fim de evidenciar
as múltiplas violências que estabelece uma relação entre a realidade e a ficção, bem
como a busca pela re-existência que vai no sentido contrário de empilhar mulheres
mortas, se direcionando ao enfrentamento de amarras imposta pela sociedade,
buscando uma perspectiva diferente daquelas que foram construídas por séculos
para que seja possível empenhar a resistência para com as mulheres, especialmente
as mulheres indígenas. Sendo assim, analisando sob a luz da teoria ou crítica
literária feminista, partimos dos estudos de Rita Laura Segato, María Lugones,
Françoise Vergès e outras teóricas e teóricos para fundamentar a questão da
violência retratada na obra literária diante de um contexto real e sócio-político que
reforça as estruturas do patriarcado nos discursos do nosso cotidiano. |
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| Uma máquina para porcos: entre figuras animalescas, horror e violência nas narrativas contemporâneas Amnesia: A Machine for Pigs e Porco de Raça |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Bella Beatriz Martins Gomes de Oliveira
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| Banca |
- Andre Rezende Benatti
- Jair Zandona
- MELLY FÁTIMA GOES SENA
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Wagner Corsino Enedino
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| Resumo |
Este estudo tem como objetivo apresentar e analisar as vivências animalescas e violentas experienciadas pelos personagens nas narrativas contemporâneas Porco de Raça (2021) e Amnesia: a Machine For Pigs (2013), a fim de verificar como os efeitos do preconceito e da submissão das minorias às demandas sociais e/ou às imposições de uma cultura opressora influenciam a vida cotidiana dos sujeitos envolvidos nos enredos. Para atingir tal objetivo, nos valemos do método comparatista, considerando a comparação como um meio analítico capaz de, num movimento dialético de aproximação e de distanciamento, trazer para a cena acadêmica um texto literário e um jogo. O texto literário Porco de Raça, de Bruno Ribeiro, e o jogo Amnesia: a Machine for Pigs, desenvolvido pela The Chinese Room, apresentam os efeitos do preconceito e da submissão, demonstrando para o leitor/o jogador não só o processo de desumanização dos personagens, mas também o delírio e seu consequente efeito de animalização das minorias envolvidas nas narrativas. Para a consecução deste trabalho, utilizamos como aportes teóricos: Sigmund Freud (2006), H. P. Lovecraft (2020), Walter Benjamin (1986; 1994), Hannah Arendt (2009; 2011) e Theodor Adorno (2008), para observar o horror e a violência presentes nas narrativas, assim como: Tzvetan Todorov, Gérard Genette (1972) e Mieke Bal (2021), para tratar sobre os aspectos narratológicos dos corpora em questão. Ante a escassez de estudos sobre esse tema no âmbito dos cursos de pós-graduação tanto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) quanto em Mato Grosso do Sul, esta iniciativa apresenta uma proposta inovadora e original ao aproximar literatura e jogo/videogame em uma análise comparatista, visto que ambos os corpora em análise constroem narrativas complexas e críticas sobre o horror e a violência. Tal aproximação amplia os horizontes dos estudos de linguagens e evidencia a relevância de novas mídias na interpretação das formas narrativas contemporâneas. |
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| ACERVOS URBANOS: A PAISAGEM COMO GALERIA DE ARTE - uma cartografia de Campo Grande (MS) |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Diana Cler Rodrigues de Souza
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| Banca |
- Angela Maria Guida
- Antonio Flávio Alves Rabelo
- Dora de Andrade Silva
- Marcos Paulo da Silva
- Paulo Cesar Antonini de Souza
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| Resumo |
A dissertação explora a ideia de cartografia além dos mapas convencionais, propondo uma abordagem que se conecta com a arte e a vivência cotidiana. A cartografia, tradicionalmente associada ao mapeamento físico das cidades, é aqui expandida para incluir elementos afetivos e culturais, refletindo não apenas a geografia, mas também as relações e sentimentos que constituem os espaços urbanos. A partir de teorias de autores como Amorim (2010) e Girardi (2007), destaca-se a cartografia como um processo criativo e dinâmico, interligado à arte
e à filosofia, e não apenas como uma representação técnica do espaço. Também aborda a cartografia de Campo Grande, especificamente da zona Oeste, refletindo sobre a forma como os espaços urbanos e seus conflitos são representados por meio de manifestações como graffiti, mural e pixação. Em vez de ver esses elementos como vandalismo, o texto propõe que eles sejam encarados como parte da cartografia de uma cidade em constante movimento, representando uma forma de arte popular e periférica. A pesquisa se inspira em uma visão da cartografia como um campo dinâmico, que reflete a interação
constante entre o pesquisador e o território, como ressaltado por Costa (2014). Ao integrar a ideia de cartografia à arte e à cultura, propõe-se uma nova forma de olhar a cidade, de construir mapas que não se limitam a representar fronteiras, mas que, como nos questiona Martin-Barbero (2004), possam ser
usados para "criar novos caminhos" e descobrir diferentes relações com o espaço. A cartografia é apresentada, portanto, não como um fim, mas como um processo contínuo e multifacetado, capaz de desafiar a visão tradicional dos espaços urbanos e suas dinâmicas culturais. Exploramos a história e as principais características de Campo Grande, MS comparando as vivências do centro e da periferia considerando a arte presente nesses locais e como a criação artística se relaciona com o tempo e o espaço. Utilizasse, para este fim, a proposta de pesquisa dos autores Moretti (2003) e Zaidler (2014). Por fim, apresenta-se as conclusões da pesquisa, o que inclui a criação de mapas de algumas áreas da cidade, estes sendo organizados não pensando apenas nas ruas, lojas e outros lugares, mas uma representação de uma cidade que pensa a partir da arte nela contida. |
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| PRÁTICAS SEMIÓTICAS NO BANHO DE SÃO JOÃO:PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL EM CORUMBÁ-MS |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandre Marcelo Bueno
- Aline Saddi Chaves
- Eluiza Bortolotto Ghizzi
- Geraldo Vicente Martins
- Sueli Maria Ramos da Silva
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| Resumo |
Este estudo analisa as práticas semióticas presentes no Banho de São João, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, a partir da abordagem da Semiótica Discursiva. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Mato Grosso do Sul em 2010 e, mais recentemente, pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2021, essa tradição constitui uma das manifestações religiosas e culturais mais relevantes da região, sendo celebrada em Corumbá e Ladário, com foco desta dissertação na primeira. A pesquisa está estruturada em três objetivos específicos: (i) descrever a história e a cultura do Banho de São João de Corumbá-MS, com ênfase em suas origens, tradições, crenças e valores; (ii) analisar três situações rituais: a descida dos andores em direção às margens do rio Paraguai, o encontro dos andores no ritual do cumprimento das imagens do santo e o banho de São João nas águas do rio Paraguai, registradas fotograficamente, bem como as cantigas de São João presentes no documentário Banho de São João nas águas do Rio Paraguai (2023), interpretadas à luz da semiótica da canção, a fim de descrever os processos de construção de sentido e suas articulações multissemióticas no contexto festivo; e (iii) refletir sobre o percurso metodológico e analítico desenvolvido, discutindo as contribuições da Semiótica Discursiva para a compreensão das práticas sociais plurais do Banho de São João, avaliando, ao mesmo tempo, a pertinência das ferramentas teóricas empregadas. No que se refere à metodologia, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e bibliográfico, fundamentada na Semiótica Discursiva, especialmente no percurso gerativo do sentido, com ênfase no nível discursivo e na análise da figuratividade. Considerando a especificidade dos objetos selecionados, recorremos também aos desdobramentos da semiótica plástica, sobretudo por meio da análise de textos visuais com base em categorias do plano de expressão, em especial a categoria topológica, assim como aos desdobramentos da semiótica da canção. A investigação parte da seguinte questão: como a Semiótica Discursiva pode auxiliar na compreensão e no desbastamento de sentidos de práticas sociais de natureza multissemiótica e plural, como o Banho de São João? A escolha desse objeto de estudo deve-se à sua relevância cultural e religiosa em Corumbá-MS. A análise das práticas semióticas da festividade permite compreender suas expressões culturais e seu papel na preservação dos costumes e tradições locais. Esperamos, assim, que a pesquisa contribua para o campo da Semiótica Discursiva, ao aplicar seus conceitos a um contexto cultural específico e ainda pouco explorado, abrindo novas possibilidades para investigações futuras acerca dessa festividade.
Palavras-chave: Práticas semióticas; Banho de São João; Memória; Identidade; Patrimônio Imaterial. |
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| Neologismos na literatura feminina sul-mato-grossense contemporânea |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
16/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aparecida Negri Isquerdo
- Bruno Oliveira Maroneze
- Elis de Almeida Cardoso Caretta
- Marilze Tavares
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
Esta pesquisa tem como objetivo identificar, analisar e descrever os neologismos presentes nas obras solos das escritoras sul-mato-grossenses Diana Pilatti e Tânia Souza, contribuindo assim, com a valorização e divulgação da literatura feminina de Mato Grosso do Sul. Temos como aporte teórico os estudos de Alves (2007), Biderman (1981), Cardoso (2018), Saussure (2012), Polguère (2018), entre outros, que nos balizam quanto aos conceitos e classificações de neologia e neologia literária. Nosso corpus de análise é composto por 6 obras solos de cada uma das escritoras, sendo verificada a presença de neologismos em todas as obras. Analisamos a quantidade de neologismos presentes em cada livro, quais processos neológicos foram utilizados na criação dos neologismos, qual a classe gramatical dos neologismos criados e das lexias de base. Nosso corpus de exclusão é o Buscador do Google, de modo que só consideramos neologismo uma lexia que não seja encontrada por ele exceto se está presente no contexto das obras analisadas. Desse modo, encontramos um total de 226 neologismos, sendo o processo neológico sintático mais utilizado por nossas escritoras, por meio da composição foram criados 178 neologismos e pela derivação, 19. Os demais foram criados por outros processos com pouca ocorrência. A classe gramatical mais utilizada das lexias de base foi substantivo, sendo essa, também, a classe gramatical predominante entre os neologismos criados. |
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| DINÂMICAS DA TOPONÍMIA URBANA: UM ESTUDO DA REGIÃO DO BANDEIRA EM CAMPO GRANDE/MS |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Patricia Mara Medina Leirias dos Santos
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| Banca |
- Ana Claudia Castiglioni
- Ana Paula Tribesse Patrício Dargel
- Aparecida Negri Isquerdo
- Elizabete Aparecida Marques
- Renato Rodrigues Pereira
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| Resumo |
O léxico, conjunto de palavras de uma língua, desempenha um papel fundamental no processo
de nomeação de pessoas e de lugares. No contexto da nomeação de lugares, tem um papel
crucial na atribuição de nomes que se reportam a significados e categorias, construindo, assim,
uma representação simbólica do espaço habitado. Nesse contexto, os topônimos, denominações
atribuídas a lugares geográficos, como cidades, rios, montanhas, ruas, avenidas..., incorporam
sentidos construídos historicamente pelos denominadores. A Toponímia, é uma disciplina da
Onomástica que se ocupa do estudo dos nomes próprios de lugares, sua origem e evolução. A
Toponímia, dado o seu caráter interdisciplinar, mantém interfaces com a Geografia, a História,
Antropologia, entre outras áreas do saber, e, em razão disso, desempenha um papel importante
na preservação da história, memória e identidade cultural de uma região. Este estudo foca nos
nomes de logradouros (como bairros, parcelamentos, ruas, avenidas e travessas) da região
urbana do Bandeira, localizada na cidade de Campo Grande/MS, utilizando como base teórica
os princípios da Onomástica, com ênfase na Toponímia. A pesquisa adota os pressupostos
teórico-metodológicos propostos por Dick (1990a; 1990b; 1996, 1998; 1999; 2006; 2004),
alinhados com o projeto do Atlas Toponímico do Estado de Mato Grosso do Sul (ATEMS), ao
qual este estudo está associado. O corpus analisado foi obtido por meio de consulta a mapas
oficiais da cidade de Campo Grande/MS, disponibilizados pela SEMADUR, órgão da
Prefeitura Municipal de Campo Grande. Os dados foram analisados parcialmente segundo as
dimensões quantitativa e qualitativa. Esta dissertação conta com uma primeira análise
quantitativa, expressos por meio de tabelas e gráficos que forneceram dados acerca da língua
de origem, da taxionomia e da estrutura morfológica dos topônimos da região urbana do
Bandeira que, por sua vez, abriga 11 bairros, 113 parcelamentos e 1858 logradouros. Na análise
qualitativa, considerou-se a motivação semântica dos topônimos, além da discussão acerca da
relação entre a história social, cultural e política da cidade e as tendências toponímicas
identificadas nos dados. Os resultados parciais da pesquisa apontaram para a tendência de
taxionomias de natureza antropocultural, sendo as mais produtivas as taxionomias os
antropotopônimo, os corotopônimos e os axiotopônimos. No que se refere os topônimos de
natureza física, se destacam os fitotopônimos, os litotopônimos e os hidrotopônimos. A
tendência observada nas taxionomias de natureza antropocultural, se alinha às características a
toponímia urbana da cidade de Campo Grande/MS, já realizadas em outras regiões de Campo
Grande (Central, Imbirussu, Segredo, Prosa e Anhanduizinho). |
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| A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DE MACHADO DE ASSIS NA OBRA DE SILVIANO SANTIAGO E DE JOSÉ ALMEIDA JÚNIOR |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Altamir Botoso
- Flávio Amorim da Rocha
- Jordana Cristina Blos Veiga Xavier
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
- Wellington Furtado Ramos
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| Resumo |
A figura de Machado de Assis desperta, no mínimo, a curiosidade de porquê ainda ser foco de
olhares contemporâneos nas letras brasileiras. Sua pessoa é motivo de estudo não somente
pelo seu trabalho literário, mas também pelo prestígio alcançado em vida, sendo um escritor
negro em um período escravocrata. Esta dissertação de mestrado, apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Estudos de Linguagens (PPGEL) da UFMS, tem por objetivo demonstrar
como é construída a imagem desse escritor com base nos romances históricos
contemporâneos Machado, de Silviano Santiago (2017), e O homem que odiava Machado
de Assis, de José Almeida Júnior (2019). Não se trata de uma biografia do escritor; mas da
maneira como esses autores constroem a imagem machadiana na criação de seus
protagonistas em suas respectivas obras. Santiago faz um recorte de 1905 a 1908 e apresenta o
escritor consagrado no pós-morte de sua esposa Carolina. Já Almeida Júnior traz à cena a
visão narrativa de uma personagem ficcional, conhecida na infância do escritor centenário, e
que teve sua vida amorosa entrelaçada com a dele desde a adolescência, destacando o
contexto histórico da escravidão. A metodologia utilizada é especificamente bibliográfica e
demonstra que a figura machadiana é demonstrada por Santiago sob o viés autobiográfico,
enquanto Almeida Júnior, na voz do narrador Pedro Junqueira, destaca um Machado de Assis
mais humanizado. |
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| DJAMILA RIBEIRO: UM CASO DE EXPERIÊNCIA, ANCESTRALIDADE E FELICIDADE NAS NARRATIVAS NEGRO-BRASILEIRAS |
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| Curso |
Mestrado em Estudos de Linguagens |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2025 |
| Área |
LETRAS |
| Orientador(es) |
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- José Fernando Rocha Graça
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| Banca |
- Alessandra Corrêa de Souza
- Alexandra Santos Pinheiro
- Andre Rezende Benatti
- Livia Santos de Souza
- Rosana Cristina Zanelatto Santos
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| Resumo |
Os temas da ancestralidade e da memória são recorrentes quando se inicia o estudo a
respeito das culturas de uma maneira geral. O objetivo desta pesquisa é dar visibilidade
acadêmica à literatura negro-brasileira e à sua ancestralidade, a fim de ampliar o olhar
para além de um cânone literário consagrado e valorizar seus autores, na tentativa de
romper com a colonialidade e com narrativas de dor, a partir de uma conexão com a
ancestralidade, tendo por corpus Cartas para minha avó (2021), de Djamila Ribeiro. A
análise se apresenta por meio de pesquisa bibliográfica e de relatos de experiências.
Assim, este trabalho orienta-se em livros, artigos científicos, publicações de revistas
impressas ou on-line que auxiliam na compreensão da construção da identidade negrobrasileira na literatura, levando em consideração, principalmente, as discussões acerca
do corpus literário negro-brasileiro configurado em Cartas para minha avó. Para levar
a cabo nossas discussões, consideramos as contribuições de: Abdias Nascimento (2016),
Chimamanda Ngozi Adichie (2019), Djamila Ribeiro (2018; 2019: 2021a; 2021b), Leda
Maria Martins (2021a; 2021b), dentre outros autores. |
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