Mestrado em Biologia Vegetal

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
Variações morfológicas, químicas e genéticas de Stereocaulon alpinum Laurer (Stereocaulaceae) e seus fotobiontes da região sul da América do Sul e Antártica Marítima
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 31/08/2021
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
  • Aline Pedroso Lorenz
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Vanessa de Oliveira Torres
    Banca
    • Aline Pedroso Lorenz
    • Gecele Matos Paggi
    • Marcos Junji Kitaura
    • PRISCILA CANESQUI DA COSTA
    • Wellington Santos Fava
    Resumo Os liquens são resultantes da associação simbiótica entre fungos e fotobiontes (algas verdes e/ou cianobactérias), ocorrendo em habitats diversos e presentes também em ambientes extremos, estando entre os principais componentes da vegetação polares e alpinas. Dentre as 150 espécies bipolares conhecidas, Stereocaulon alpinum, é muito utilizada em estudos importantes para biotecnologia, como por exemplo em estudos de bioprospecção de compostos químicos por apresentar diversas propriedades bioativas, tais como antimicrobiano, antimitótico, citotóxico, enzimas inibitórias, toxicológicas e imunomoduladoras. A espécie foi inicialmente reportada como polifilética e não bipolar. Neste estudo utilizamos uma abordagem integrativa, incluindo dados morfológicos, anatômicos, químicos e genéticos de espécimes de S. alpinum coletados em ambos os hemisférios (norte e sul). Um total de 35 espécimes da espécie foram analisados e para as análises filogenéticas foram utilizadas sequências de DNA do micobionte (ITS e β-tubulina) e dos fotobiontes, alga verde (gene da actina) e cianobactérias (gene 16S), respectivamente. Dos espécimes analisados, geramos um total de 67 sequências. Sua morfologia possui discreta variações dentro da espécie na altura e disposição dos pseudopodécios, estágios-cor dos cefalódios, forma dos filocládios e espessura do tomento, porém nenhuma que diversifique geneticamente, sendo assim uma espécie com alta plasticidade fenotípica. Neste estudo a química de S. alpinum, comprovou-se ser diversa sem padrões filogenéticos e geográficos. Os fotobiontes (alga verde e cianobactéria) foram Asterocholoris sp. e Nostoc sp. respectivamente, reforçando a associação desses gêneros para a espécie S. alpinum. Diante disso, o estudo revelou que a espécie S. alpinum é uma espécie monofilética e bipolar.
    CARACTERES MORFOLÓGICOS DOS DIÁSPOROS, ANÁLISE DE GRUPOS ECOLÓGICOS E SÍNDROMES DE DISPERSÃO DE PLANTAS AQUÁTICAS
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 31/08/2021
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Edna Scremin Dias
    Coorientador(es)
    • Gisele Catian
    Orientando(s)
    • Vitoria Silva Fabiano
    Banca
    • Arnildo Pott
    • Denise Maria Trombert de Oliveira
    • Edna Scremin Dias
    • Edson Gomes de Moura Junior
    • Flavia Maria Leme
    • Vanessa de Carvalho Harthman Silveira
    Resumo Plantas aquáticas são altamente adaptadas aos ambientes aquáticos continentais e essenciais para sua manutenção, visto integrarem diversas redes de interações ecológicas. A forte relação com a água é evidenciada pela presença de estruturas morfoanatômicas que refletem o grau de adaptação ao meio, observada também em traços morfofuncionais presentes nos diásporos. A morfologia dos diásporos das plantas aquáticas pode fornecer importantes informações relacionadas as estratégias de dispersão, sobrevivência de bancos de sementes e recrutamento de espécies, além de auxiliar na taxonomia e filogenia, e prover dados essenciais para projetos de restauração e manejo de áreas úmidas. Neste trabalho fornecemos a descrição detalhada da morfologia dos diásporos e avaliamos a convergência de caracteres dentro dos grupos de formas de vida e síndromes de dispersão, além de investigarmos atributos funcionais relacionados aos caracteres morfológicos. Para isso foram avaliados 16 traços da morfologia de 37 frutos e 47 sementes. Para a descrição dos diásporos foram utilizadas eletronmicrografias feitas com Microscopia Eletrônica de Varredura. O trabalho compreendeu 84 espécies, pertencentes a 32 famílias botânicas, abrangendo as formas de vida anfíbia, emergente, epífita, flutuantes fixas e livres e submersas fixas e livres. As plantas amostradas apresentaram como principais estratégias de dispersão a hidrocoria, autocoria, anemocoria e zoocoria, podendo ocorrer combinações de duas ou mais síndromes nas espécies. Nossas análises demonstraram que não há convergência de características dentro das formas de vida e síndromes de dispersão, porém, há relação da estratégia de dispersão e a morfologia dos diásporos. Além disso, o fator filogenético pode influenciar na seleção de traços morfológicos em frutos, o que não foi observado para as sementes. A influência das estratégias de dispersão parece estar relacionada a sua relevância para a seleção de traços de história de vida, podendo ser observados caracteres altamente adaptados aos vetores de dispersão.
    Identificação de ipês (Bignoniaceae) por DNA barcoding
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 08/03/2021
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Flavio Macedo Alves
    Coorientador(es)
    • Aline Pedroso Lorenz
    Orientando(s)
    • Paola Gomes Silva
    Banca
    • Edihanne Gamarra Arguelho
    • Flavio Macedo Alves
    • Gecele Matos Paggi
    • PRISCILA CANESQUI DA COSTA
    • Wellington Santos Fava
    Resumo Ipês são árvores ou arbustos da família Bignoniaceae amplamente utilizadas em arborização urbana em todas as regiões do Brasil. No inverno essas plantas perdem a maioria de suas folhas e as substituem por cachos de flores de cores intensas e muito apreciadas no paisagismo. Ainda que sejam de uso frequente na vegetação urbana e de grande apreciação popular, algumas espécies ainda não estão representadas nos bancos de sequências de DNA públicos e outras não estão corretamente identificadas, havendo inclusive problemas de indicação de gênero. O DNA barcoding é uma ferramenta de identificação molecular que utiliza pequenas sequências de DNA para a identificação de espécies. Para ser considerado um bom DNA barcode, a região genômica precisa atender a determinados critérios, como: 1) ser de fácil amplificação em laboratório; 2) resultar sequências curtas e, 3) ser suficientemente variável para discriminar taxa a nível de espécie. Neste estudo, utilizamos dois dos marcadores plastidiais indicados pelo Consortium for the Barcode of Life (CBOL), o gene matK e o espaçador intergênico trnH-psbA, para verificar o seu potencial de identificação de espécies de ipês urbanos da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foram estudadas 12 espécies popularmente conhecidas como ipês dos gêneros Cybistax, Handroanthus, Jacaranda, Tabebuia e Tecoma. Nossos resultados sugerem que o marcador trnH-psbA é o melhor candidato locus único para identificar as espécies de ipês, quando comparado com o matK, enquanto os resultados baseados nos marcadores concatenados (matK + trnH-psbA), indicaram a mesma taxa de eficiência de identificação que o trnH-psbA, porém com suporte de ramos mais elevados. Nas análises de BLAST, obtivemos pouco sucesso na identificação das espécies. Isso se deve ao fato de o banco de dados público de sequências de DNA não contemplar todas as espécies abordadas neste estudo e também por conter sequências de baixa qualidade. Isso demonstra a necessidade de um banco de dados local para a identificação através de DNA barcoding e também a necessidade de mais estudos que disponibilizem sequências de DNA de alta qualidade, com acurácia taxonômica.
    Manutenção da capacidade de absorção de água de quatro espécies arbóreas de Cerrado sob baixos potenciais Hídricos
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 30/06/2020
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Valdemir Antônio Laura
    Coorientador(es)
    • Silvia Rahe Pereira
    Orientando(s)
    • Camila Oliveira Miranda
    Banca
    • Denise Renata Pedrinho
    • Geraldo Alves Damasceno Junior
    • Liana Baptista de Lima
    • Rogerio Rodrigues Faria
    • Valdemir Antônio Laura
    Resumo Estudos acerca das características morfológicas de espécies arbóreas nativas adaptadas para ultrapassar diferentes filtros ambientais são fundamentais para conservação de ecossistemas e restauração de áreas degradadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta de duas espécies arbóreas do Domínio Cerrado ao estresse hídrico. Especificamente pretendeu-se: 1) analisar estratégias morfológicas de variações nos traços funcionais e 2) verificar sob quais potenciais hídricos durante o estresse as espécies rebrotam após a reidratação. Foram avaliadas as espécies Guazuma ulmifolia Lam. e Sapindus saponaria L.. O estresse hídrico foi simulado com polietileno glicol 6000 (PEG 6000). No experimento, foi utilizado delineamento em blocos inteiramente casualizados, com 12 repetições por espécie e seis potenciais hídricos: 0,0, -0,4, -0,8, -1,2 -1,6 -2,0 MPa. Os resultados obtidos demonstram que os indivíduos de G. ulmifolia enfrentam consequências imediatas quando submetidos ao déficit hídrico como perda de folhas, redução do diâmetro do caule e massa seca. Nos indivíduos de S. saponaria suas folhas foram mantidas, ainda que, no final do experimento, quase todas secas. Nas duas espécies não houve a produção de novas folhas nos tratamentos -1,6 e 2,0 MPa após a reidratação. Os indivíduos da espécie G. ulmifolia possuem folhas sensíveis ao déficit hídrico, mas suas folhas são recuperadas logo após a reidratação.
    Efeitos de variáveis ambientais nas síndromes de dispersão e distribuição de leguminosas no Pantanal
    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
    Tipo Dissertação
    Data 26/06/2020
    Área BIOLOGIA GERAL
    Orientador(es)
    • Angela Lucia Bagnatori Sartori
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Lucas Eduardo da Silva
      Banca
      • Andrea Cardoso de Araujo
      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
      • Nicolay Leme da Cunha
      • Rosa Helena da Silva
      • Vivian Almeida Assunção
      • Wellington Santos Fava
      Resumo Perguntas: 1) Qual a síndrome de dispersão predominante de leguminosas no Pantanal? 2) Existe relação entre as síndromes de dispersão de leguminosas e as variáveis ambientais? 3) Leguminosas com diferentes habitos de crescimento sao afetadas de modo diferente pelas variaveis ambientais?
      Localização: Planície do Pantanal.
      Métodos: Um banco de dados foi construído a partir da obtenção de informações selecionadas em rede de herbários on line. Os frutos de leguminosas do Pantanal foram classificados quanto aos tipos e posteriormente inferidos seus respectivos agentes dispersores (bióticos e abióticos). As variáveis abióticas consideradas neste estudo foram frequência de inundação, precipitação, temperatura, carbono orgânico e pH do solo. Possíveis influências das variáveis ambientais sobre os atributos e traços das espécies foram testados sob duas abordagens: 1) Modelos generalizados lineares mistos (GLMM) e 2) Modelos generalizados aditivos (GAM). Todas as análises foram realizadas no software R Core Team.
      Resultados: Como síndrome de dispersão primária prevaleceu autocoria, seguida de anemocoria, zoocoria e barocoria. E como secundárias foram zoocoria, hidrocoria e anemocoria. Dentre as variáveis abióticas testadas, a precipitação média anual compôs os melhores modelos. Todos os hábitos de crescimento apresentaram diminuição na frequência média de ocorrência com o aumento dos índices de precipitação. Autocoria prevaleceu em áreas com precipitação baixa. Todos os hábitos de crescimento apresentaram diminuição na frequência média de ocorrência com o aumento dos índices de precipitação. A distribuição das leguminosas volúveis apresentou registros de maior frequência média em locais com os menores índices de carbono orgânico.
      Conclusões: Síndromes abióticas são relevantes para a manutenção e o sucesso das leguminosas no Pantanal. Estudos mais detalhados devem contribuir para o entendimento da influência das síndromes secundárias na distribuição da família. As leguminosas prevalecem em locais com índices de precipitação menores, porém ocorrem em todo o domínio. Provavelmente a diversificação da família a partir de áreas secas tem contribuído para a sua ocupação em locais com uma amplitude de precipitação considerável, como é o Pantanal.
      Sementes de espécie do Chaco possuem memória hídrica como adaptação ao estresse
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 13/06/2020
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Arnildo Pott
      Coorientador(es)
      • Liana Baptista de Lima
      Orientando(s)
      • Wendilly Lorraine Campos Tabosa de Azevedo
      Banca
      • Aparecida Leonir da Silva
      • Arnildo Pott
      • Aurora Maria Rosa de Oliveira
      • Jane Rodrigues da Silva
      Resumo Parkinsonia praecox (Ruiz & Pav.) Hawkins (Fabaceae) ocorre no Chaco localizado ao sul do Pantanal no Brasil. Esse ambiente apresenta características semiáridas em sua porção seca, exigindo adaptações para o sucesso reprodutivo, como memória hídrica. Esse trabalho objetivou determinar se sementes de P. praecox possuem memória hídrica e entender os efeitos dos Ciclos de Hidratação e Desidratação (CHD) durante a embebição sobre a germinação e formação de plântulas normais em condições de déficit hídrico. Inicialmente foram estabelecidos, para os testes, a temperatura para germinação e potenciais osmóticos em polietilenoglicol-6000 (PEG 6000). As sementes passaram por CHD (0, 1, 2 e 3 ciclos) correspondentes a 33%, 56% e 58% de hidratação, determinados a partir da curva de embebição, e colocadas para germinar em condições de restrição hídrica – 0,8 MPa. A temperatura ideal para germinação foi 30 ºC. A germinação em PEG-6000 ocorreu até -1,0 MPa e a formação de plântulas -0,8 Mpa. Os CHD aumentaram a tolerância ao déficit hídrico, proporcionando aumento da velocidade e porcentagem de germinação. Concluiu-se que sementes de P. praecox, quando submetidas a dois CHD com 56% de hidratação, possuem melhores respostas às condições de déficit hídrico.
      Sementes de Campomanesia adamantium (Myrtaceae): uma categoria intermediária quanto à tolerância à dessecação e armazenamento?
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 10/06/2020
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Flavio Macedo Alves
      Coorientador(es)
      • Liana Baptista de Lima
      Orientando(s)
      • Ana Karine Paes dos Santos
      Banca
      • Ana Cristina Araujo Ajalla
      • Aparecida Leonir da Silva
      • Aurora Maria Rosa de Oliveira
      • Flavio Macedo Alves
      • Jane Rodrigues da Silva
      • Victor Augusto Forti
      Resumo O sucesso no armazenamento de sementes depende do conhecimento sobre seu comportamento durante esse período em diferentes condições, o que permite a utilização de técnicas adequadas para a manutenção da viabilidade. Campomanesia adamantium, uma Myrtaceae conhecida popularmente como “guavira”, é nativa do Cerrado e considerada medicinal, além de ter potencial econômico por seu uso na alimentação. As sementes de C. adamantium já foram classificadas como recalcitrantes, demonstrando ser uma espécie com sementes que não toleram a secagem até níveis baixos de teor de água. Porém, há resultados conflitantes na literatura quando se trata do comportamento dessa espécie durante o armazenamento, demonstrando que há necessidade de se avaliar o conjunto de fatores que afetam a viabilidade dessas sementes em diferentes condições de armazenamento para determinar a presença ou não de recalcitrância. Com base no exposto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o desempenho das sementes de C. adamantium após a dessecação e durante o armazenamento em diferentes condições. Sementes de C. adamantium foram secas até 35; 30; 25; 20; 15; 12,5; 10; 7,5 e 5% de água. As sementes com 35, 30, 20, 15, 12,5 e 10% de água foram submetidas ao armazenamento a 25ºC±2ºC e 60%UR, 20ºC±2ºC e 45%UR, 8ºC±1ºC e 30%UR e -7ºC±1ºC e 40%UR. Constatamos que as sementes dessa espécie toleram a secagem até 5% de água. Além disso, podem ser armazenadas a 25ºC±2 e 60%UR por até 60 dias sem prejuízo da viabilidade, desde que seja em alto teor de água (35% ou 30%). Consequentemente concluímos que as sementes de C. adamantium possuem comportamento intermediário à dessecação e ao armazenamento.
      A Influência da Inundação e do Fogo na Estrutura e Composição de Espécies Arbóreas das Formações Monodominantes de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) “Paratudal” no Pantanal
      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
      Tipo Dissertação
      Data 03/06/2020
      Área BIOLOGIA GERAL
      Orientador(es)
      • Geraldo Alves Damasceno Junior
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Daniel Armando Manrique Pineda
        Banca
        • Fabio de Oliveira Roque
        • Flavio Macedo Alves
        • Geraldo Alves Damasceno Junior
        • Jens Oldeland
        • Marcelo Leandro Bueno
        Resumo Os filtros ambientais afetam a diversidade de espécies. A compreensão da influência desses filtros na estruturação das comunidades vegetais são um dos principais desafios da ecologia na busca de ideias de manejo e conservação dos ecossistemas. As formações monodominantes do Pantanal estão sujeitas às fases de cheia e seca onde a inundação e o fogo atuam como filtros biológicos definindo a distribuição da flora e fauna. O objetivo deste trabalho foi verificar se a interação entre inundação e fogo influenciam na abundância, riqueza e área basal de espécies arbóreas; nas formações monodominantes de Tabebuia aurea e se esses fatores podem influenciar na monodominancia. Por meio de imagens de satélite Landsat-5, -8 e Resourcesat-1, foram selecionadas 37 áreas com frequências de fogo de 2 até 9 anos, em 15 anos de investigação (2003 – 2017). Foram instaladas um total de 125 parcelas de 25m X 25m nas diferentes áreas. A descrição da comunidade foi feita por meio da coleta de todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito igual ou maior a 3,18 cm e identificações. Dados da altura da marca da água em cada indivíduo foram usados para identificar o efeito da inundação. Foi comparada abundância, riqueza e área basal com o Modelo Linear Generalizado com distribuição Negativa Binomial, Poisson e Gaussian, respectivamente. Abundância e riqueza sob maior frequência de fogo foram maiores em número de indivíduos e de espécies nas áreas mais altas, diminuindo nas áreas sujeitas a maiores níveis de inundação. Enquanto áreas sob frequência de fogo menor o número de indivíduos foi constante com um incremento no número de espécies em relação ao aumento da altura da água. Área basal diminuiu com o aumento da altura da água independente da frequências de fogo, sendo maior em áreas sob frequência de fogo menor. Nossos resultados evidenciam que os indivíduos de T. aurea são beneficiados pela interação fogo e inundação, como também pela diminuição de outras especies não tolerantes aos dois filtros ambientais.
        Efeito do ambiente na estrutura do lenho de clones de Eucalyptus urophylla S.T. Blake e Eucalyptus grandis Hill ex Maiden x Eucalyptus urophylla plantados em distintas regiões microclimáticas
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 28/05/2020
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Edna Scremin Dias
        Coorientador(es)
        • Jane Rodrigues da Silva
        Orientando(s)
        • Debora Porfiria Furtado de Lima Maidana
        Banca
        • Edna Scremin Dias
        • Fábio Akira Mori
        • Mauro Guida dos Santos
        • PETER STOLTENBORG GROENENDYK
        Resumo Precipitação é um fator chave para a variabilidade intraespecífica nos traços funcionais das plantas. Entretanto, pouco se sabe acerca dos efeitos da precipitação no crescimento e nas características do lenho e foliares em 20 árvores do mesmo clone. Neste trabalho, investigamos o efeito da precipitação no crescimento das árvores, nas características do lenho e foliares em clones de Eucalyptus urophylla e Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla. Avaliamos o crescimento das árvores, as características do lenho e foliares em árvores com seis anos de idade do mesmo clone de cada uma das espécies. Aplicamos modelos lineares para verificar a variabilidade nestas características para ambos os clones em dois plantios.
        Encontramos lenho com vasos mais largos, menos densos, com maior condutividade hidráulica potencial, raios mais altos e mais largos, maior fração de vasos e parênquima e menor fração de fibras no plantio com menor precipitação. Além disso, as árvores tiveram menor área foliar específica e maior teor de matéria seca foliar no plantio com menor precipitação.
        Nossos resultados mostram que as características do lenho e foliares em clones são plásticas, fator essencial para as plantas lidarem com a variabilidade na precipitação e garantir sua sobrevivência.
        Integrando os modelos de distribuição das espécies: Sterculia apetala (Jacq.) Karst, Attalea phalerata Mart. ex Spreng e Anodorhynchus hyacinthinus Latham, 1790, para o Bioma Pantanal, implicações para conservação e restauração
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 27/05/2020
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Leticia Couto Garcia Ribeiro
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Maxwell da Rosa Oliveira
          Banca
          • DANIEL DE PAIVA SILVA
          • Diogo Souza Bezerra Rocha
          • Leticia Couto Garcia Ribeiro
          • Victor Pereira Zwiener
          Resumo O Pantanal é uma das maiores e mais biodiversas áreas úmidas de interior do mundo, com mais
          de 2500 espécies de plantas e animais, provenientes de diferentes províncias biogeográficas. Sua
          principal característica é o pulso de inundação, fenômeno que molda a ocorrência de espécies no
          bioma. Neste sentido, investigamos a influência desta característica peculiar do bioma sobre a
          ocorrência da arara-azul-grande, Anodorhynchus hyacinthinus Latham, 1790 e das espécies de
          planta das quais está ave depende, a arbórea manduví, Sterculia apetala (Jacq.) H.Karst. e a
          palmeira acurí, Attalea phalerata Mart. ex Spreng. No Pantanal, a A. hyacinthinus tem um alto grau
          de especialização alimentar na A. phalerata e de nidificação na S. apetala. Além da A. hyacinthinus,
          outras espécies utilizam a S. apetala e a A. phalerata como recursos, o que demonstra a importância
          dessas para conservação do bioma. Contudo, alguns fatores como a baixa porcentagem de áreas
          protegidas e os crescentes níveis de conversão da vegetação nativa do bioma podem colocar estas
          espécies em risco, devido à perda e fragmentação de seus habitats. Portanto, é necessária uma
          melhor compreensão da distribuição dessas espécies para priorização de áreas para conservação e
          ou restauração de seus habitats. Uma das principais ferramentas utilizadas na conservação, com
          objetivo de responder essas questões, são os modelos de distribuição de espécies. Esses modelos
          relacionam os dados de ocorrência das espécies com variáveis preditoras criando limiares de
          ocorrência que posteriormente são extrapolados, para área de interesse, para mapear ambientes
          favoráveis a ocorrência das espécies. Os resultados dessas análises permitem a tomada de decisão
          para conservação ou restauração dos ambientes adequados a essas espécies, consequentemente às
          próprias espécies, baseado em suas prováveis distribuições. Existem diferentes algoritmos com
          distintas abordagens matemáticas que podem ser utilizados na elaboração desses modelos, no nosso
          estudo nós optamos pelo MaxEnt. Esse algoritmo utiliza a abordagem de Máxima Entropia. Essa
          abordagem é considerada uma das melhores por conseguir gerar modelos robustos, mesmo com
          poucos dados, e por conseguir integrar variáveis contínuas e categóricas nos modelos. Em nosso
          estudo, nós definimos a distribuição potencial das espécies S. apetala, A. phalerata e A.
          hyacinthinus no bioma Pantanal, os fatores que moldam essas distribuições e associamos estas
          informações com a perda (conversão da vegetação) e conservação (Unidades de Conservação e
          Terras Indígenas) de habitat. Nosso estudo foi estruturado em dois capítulos. No primeiro capítulo,
          nós investigamos como dois métodos de redução de viés amostrais (ambiental e geográfico) e o tipo
          de variáveis utilizadas (local, climática, biótica) podem afetar os seus resultados de modelos de
          distribuição elaborados em escala regional. No segundo capítulo, nós definimos a distribuição
          potencial para as três espécies aqui estudadas, e os fatores que a influenciam. Neste capítulo nós
          também analisamos como as áreas de ambientes previstas como adequadas para as espécies estão sendo afetadas pela conversão da vegetação nativa e as unidades de conservação do bioma.
          Utilizamos essas informações para definir áreas prioritárias para conservação e restauração, dos
          ambientes adequados para essas espécies.
          Uso de recursos por beija-flores em área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 26/05/2020
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Andrea Cardoso de Araujo
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Vivian Akemi Nakamura
            Banca
            • Andrea Cardoso de Araujo
            • Camila Aoki
            • Erich Arnold Fischer
            • Franco Leandro de Souza
            • Maria Rosangela Sigrist
            • Pietro Kiyoshi Maruyama Mendonça
            Resumo Apesar da importância de parques e remanescentes de vegetação para a manutenção da fauna em áreas urbanas, pouco ainda se conhece sobre as interações entre beija-flores e plantas nesses locais. Os beija-flores são os principais vertebrados polinizadores das Américas, contribuindo para o sucesso reprodutivo de diversas espécies vegetais. O objetivo geral desse estudo foi avaliar as interações entre beija-flores e as plantas que utilizam como recurso em áreas verdes de Campo Grande. Foram registradas um total de 63 interações incluindo seis espécies de beija-flores e 24 espécies de plantas floridas. Fabaceae e Bignoniaceae foram as famílias mais representativas, com sete e cinco espécies visitadas, respectivamente. A maioria das espécies visitadas (75%) é nativa e comum na ornamentação urbana. A rede de interações foi modular (Q = 0,481, Δ = 0,226), com conectância (C = 0,429) e especialização (H2’ = 0,532) medianas e estrutura aninhada (wNODF = 25,941). Bauhinia variegata, Handroanthus heptaphyllus, Inga edulis, Prestonia tomentosa e Psiguria ternata, juntamente com o beija-flor Eupetomena macroura foram as espécies mais centrais na rede. Houve diferença significativa entre módulos quanto à coloração e ao comprimento de corola das espécies de plantas. No período seco registramos maior quantidade de recursos florais e maior número de visitas. As áreas verdes de Campo Grande fornecem recursos que favorecem a permanência de beija-flores na cidade ao longo do ano, sendo as espécies nativas não ornitófilas importantes recurso. As informações apresentadas aqui podem ser úteis para o entendimento dos processos estruturadores e o funcionamento de comunidades em áreas modificadas antropicamente.
            ESTRUTURA DA REDE DE INTERAÇÃO ENTRE PLANTAS E AVES FRUGÍVORAS NO PANTANAL E SEUS MECANISMOS DETERMINANTES
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 22/05/2020
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Camila Aoki
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Edivaldo Oliveira de Souza
              Banca
              • Alexine Keuroghlian
              • Camila Aoki
              • Camila Silveira de Souza
              • GUDRYAN JACKSON BARÔNIO
              • Natalia Costa Soares
              Resumo Recentemente, diversos estudos têm utilizado a abordagem de redes para avaliar como espécies vegetais interagem com espécies de aves frugívoras em ambientes naturais. Nós a utilizamos para investigar a composição da rede de interação de plantas e aves frugívoras no Pantanal em uma abordagem fitocêntrica. O objetivo do presente estudo foi identificar as interações existentes entre plantas e aves frugívoras, descrever a topologia das redes de interação e o nível de especialização das espécies reconhecendo os principais mecanismos estruturantes da rede. Nossa hipótese é de que a estrutura da rede de interação pode ser afetada pela composição de espécies, que o papel das espécies na rede pode variar em função de sua abundância, da quantidade de recursos (frutos e sementes) ofertados, do período de oferta e características desses recursos e de atributos dos frugívoros. Foram registrados 500 eventos de frugivoria, os quais incluíram 24 espécies de plantas e 32 de aves. O esforço amostral do registro de interações dispensado para os dois anos de coleta foi de 81,15%. Nós encontramos uma rede especializada onde poucas espécies têm muitas interações e a maioria interage muito pouco. A rede apresentou baixa conectância e aninhamento, mas foi significativamente modular. O grau das espécies vegetais e animais não diferiu significativamente. Cecropia pachystachya e Zanthoxylum riedelianum foram as espécies vegetais com maior número de interações, força e diversidade de parceiros. Cyanocorax cyanomelas e Tangara sayaca interagiram com um maior número de plantas e apresentaram maior força. Com relação ao papel das espécies na rede, a maioria foi enquadrada como periférica, sendo que as espécies vegetais Annona cornifolia, Psychotria carthagenensis, Psidium guineense e C. pachystachya, e as aves T. sayaca, Ramphastos toco e Pyrrhura devillei, foram consideradas conectoras de módulos. Nenhuma espécie foi considerada hub de módulo ou supergeneralista. Demonstramos que as características fenológicas explicaram o papel das espécies na rede, mas que o mesmo não ocorre para a abundância dos indivíduos. Nosso estudo ajuda a compreender a estrutura dos processos ecológicos no Pantanal e pode subsidiar ações para sua conservação.
              Papilionada Versus Não Papilionada: Ontogenia floral de Discolobium pulchellum e Riedeliella graciliflora (Leguminosae: Papilionoideae: Dalbergieae)
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 22/05/2020
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • João Pedro Silvério Pena Bento
                Banca
                • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                • Elidiene Priscila Seleme
                • Flavia Maria Leme
                • Juliana Villela Paulino
                • Viviane Gonçalves Leite
                Resumo PREMISSA DO ESTUDO: Os processos ontogenéticos voltados às flores não papilionadas na subfamília são alvo de estudos, devido ao padrão que foge da maioria dos seus representantes. Flores não papilionadas e de simetria actinomorfa têm surgido de modo independente, várias vezes, em Papilionoideae e contam com poucos estudos de ontogenia. Este estudo visa elucidar os processos ontogenéticos que resultam em flores papilionadas e não papilionadas de simetrias distintas dentro do clado Pterocarpus. MÉTODOS: Inflorescências, botões florais e flores foram dissecados e preparados para análises em microscopia eletrônica de varredura e microscopia de luz. PRINCIPAIS RESULTADOS: A ordem de iniciação das sépalas, o surgimento do carpelo e da simetria floral, são distintas em ambas as espécies. A ordem de iniciação das pétalas é simultânea, a iniciação dos estames antepétalos é bidirecional, o androceu é simétrico e o surgimento do carpelo é precoce, em ambas as espécies. Hipanto e nectário floral são verificados apenas em D. pulchellum e coléteres em R. graciliflora. Tricomas glandulares e idioblastos são presentes em ambas as espécies.
                CONCLUSÕES: Semelhanças no desenvolvimento floral são verificadas entre as espécies estudadas, assim como com os demais representantes de Dalbergieae. A simetria floral é efetivada em momentos distintos do desenvolvimento. O desenvolvimento da corola actinomorfa de R. graciliflora não possui semelhança no desenvolvimento floral com os demais representantes de simetria actinomorfa em Papilionoideae. A presença de estruturas secretoras possivelmente tem relação com a defesa à herbivoria, pois exsudatos de natureza histoquímica distintos estão presentes nas estruturas reprodutivas. O termo bidirecional reverso é proposto para a ordem de iniciação dos estames antepétalos de D. pulchellum e R. graciliflora, até o momento não adotado em Papilionoideae.
                Conhecimento e uso de plantas antiparasitárias em área rural e urbana no Cerrado brasileiro
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 21/05/2020
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Ieda Maria Bortolotto
                Coorientador(es)
                • Denise Brentan da Silva
                Orientando(s)
                • Liliane Prado de Oliveira
                Banca
                • Ieda Maria Bortolotto
                • Maria Antonia Carniello
                • Maria Corette Pasa
                • Natalia Hanazaki
                • Wanderleia de Vargas
                Resumo O uso medicinal da flora pode fazer parte de um sistema médico local no qual
                as pessoas cultivam, coletam e manipulam plantas e as usam para tratar de doenças através de seus
                conhecimentos botânicos e inclui sua maneira de diagnosticar as doenças e de como tratá-las. Dentre
                as doenças tratadas pelos sistemas médicos locais estão as negligenciadas, incluindo as doenças
                parasitárias. Elas são causadas principalmente por protozoários e transmitidas por vetores, cujos
                tratamentos permanecem precários ou inexistentes. O uso de plantas medicinais pelas populações
                humanas, bem como a ocorrência de doenças parasitárias (animal e humana) pode estar fortemente
                relacionado com fatores ambientais, econômicos, sociais e culturais. A forma como as plantas nativas
                e introduzidas são usadas e conhecidas por homens e mulheres de diferentes idades na área rural e
                urbana representa uma abordagem cultural, social e ambiental importante. Devido à frequente
                ocorrência de parasitoses, bem como o emprego de espécies medicinais no tratamento e prevenção
                dessas enfermidades, tanto em áreas urbanas quanto rurais, surge a necessidade de se conhecer os
                aspectos culturais e sociais envolvidos no conhecimento e no uso de tais espécies medicinais. Nosso
                objetivo é investigar o conhecimento e o uso de plantas medicinais para tratamento de parasitoses em
                diferentes grupos de pessoas que vivem nas áreas urbanas e rurais. Realizamos entrevistas com
                homens e mulheres de diferentes idades acerca desses saberes e usos de plantas para tratar e prevenir
                doenças parasitárias na área urbana e rural de Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, Centro-Oeste, Brasil.
                Utilizamos Fator de consenso dos informantes (Fic), Valor de Uso (UV), Nível de Fidelidade (FL) e
                Versatilidade de uso com adaptações ao nosso trabalho para compreender (estimar) como varia o
                conhecimento e uso de plantas nativas e exóticas entre homens e mulheres e entre grupos de
                moradores distintos (jovens, adultos e idosos) da área rural e urbana, em relação às espécies
                antiparasitárias. A riqueza, a disponibilidade da planta no local e a versatilidade de usos foram os
                principais componentes de análise dos dados. Não houve diferença na riqueza de espécies conhecidas
                entre a área rural e a urbana, mas a área rural depende mais desses recursos para tratar doenças
                parasitárias animais e humanas. Apesar da riqueza de espécies nativas ser maior, de modo geral, os
                participantes sempre citam (ou seja, conhecem) e usam mais as exóticas, o que pode ser explicado
                pela disponibilidade e versatilidade de uso dessas espécies nos sistemas médicos. Não encontramos
                diferença entre a riqueza de espécies conhecidas e usadas em relação ao gênero e idade, o que
                evidencia como os processos dinâmicos da nossa sociedade influenciam o conhecimento e o uso dessa
                flora medicinal. Os resultados encontrados no presente estudo podem servir de base para orientar
                políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade aliadas às práticas culturais, às
                8
                autoridades de saúde sobre a importância desses conhecimentos nos sistemas médicos locais e para
                dar suporte a pesquisas que buscam fortalecer o uso tradicional das plantas.
                COMUNIDADES RURAIS CULTIVAM E MANEJAM VARIEDADES CRIOULAS CONTRIBUINDO NA CONSERVAÇÃO on farm
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 05/05/2020
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Ieda Maria Bortolotto
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Dianny Brigiette Cuadrado Pachon
                  Banca
                  • Ieda Maria Bortolotto
                  • Luis Alejandro Lasso Gutierrez
                  • Natália Carolina de Almeida Silva
                  • Olga Lucia Sanabria Diago
                  • Raquel Pires Campos
                  • Zefa Valdivina Pereira
                  Resumo Este trabalho tem como objetivo geral analisar as estratégias de conservação on farm das sementes crioulas em assentamentos de reforma agrária do município de Sidrolândia- MS. Foi feita observação não participante e entrevistas semiestruturadas. As plantas citadas foram coletadas, identificadas e depositadas no herbário CGMS. Foi possível levantar dados sobre os agricultores familiares, seu perfil social, suas práticas com a terra e diversidade de cultivos de diferentes sementes crioulas. Foram entrevistados 30 agricultores familiares em oito assentamentos do município de Sidrolândia e identificadas 70 etnovariedades de sementes crioulas distribuídas em 18 espécies e nove famílias botânicas. Os agricultores entrevistados foram homens e mulheres com uma idade média de 61 anos, morando entre 5 e 21 anos no assentamento. A maioria dos entrevistados lembra de ter visto, acompanhado e aprendido as práticas com a terra desde a época dos avós ou dos pais, quando plantavam, usavam, multiplicavam e guardavam variedades crioulas. As sementes crioulas identificadas nesta pesquisa, representam a segurança de ter alimento plantado e colhido em casa, para consumo próprio e da família, resgatando práticas e cuidando do patrimônio genético e cultural sob práticas responsáveis e cuidadosas do meio ambiente e a saúde. Tendo em conta as demandas alimentares de hoje e a necessidade da mudança de modelo na agricultura, é preciso estabelecer contato com as comunidades que semeiam diversidade, colhem saúde, qualidade e soberania, multiplicam memórias e trocam tradições, aplicando e mantendo a conservação on farm das sementes crioulas.
                  Morfo-anatomia foliolar dos gêneros neotropicais do clado Pterocarpus (Leguminosae: Dalbergieae): contribuições à taxonomia
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 17/04/2020
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                  Coorientador(es)
                  • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
                  Orientando(s)
                  • Jean David Varilla Gonzalez
                  Banca
                  • Ana Paula Fortuna Perez
                  • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                  • Flavio Macedo Alves
                  • Maria Ana Farinaccio
                  • Simone de Pádua Teixeira
                  • Wanderleia de Vargas
                  Resumo Dalbergieae é uma importante tribo da subfamília Papilionoideae-Leguminosae, representada principalmente por árvores com nódulos radiculares do tipo aeschynomenoide. Estudos filogenéticos moleculares têm demostrado que a tribo é monofilético, agregado também gêneros com espécies herbáceas e arbustivas, subdividida em três clados: Adesmia, Dalbergia e Pterocarpus. Apesar destas contribuições, as relações infragenéricas não estão resolvidas no clado Pterocarpus, especialmente entre os gêneros monoespecíficos ou com reduzido número de espécies originários da tribo Dalbergiaeae sensu Pohill (1981), morfologicamente distintos dos novos táxons que compõem o clado atual. Este estudo tem como objetivos avaliar a morfo-anatomia foliolar dos gêneros neotropicais do grupo principal do clado Pterocarpus, visando estabelecer caracteres úteis à taxonomia dos gêneros e espécies, assim como novas sinapomorfías para entender a evolução do grupo. Considerando que as características morfo-anatômicas foliolares são de grande valor taxonômico e têm sido úteis para esclarecer as relações evolutivas de grupos vegetais com baixa consistência filogenética. Amostras foram obtidas de exsicatas depositadas em herbários, reidratadas em água aquecida e processadas de acordo com as metodologias de rotina. Avaliaram-se 35 características morfo-anatômicas da lâmina foliolar, e dessas, 24 representam valor taxonômico das quais 18 são novas ocorrências como: contorno sinuoso das células epidérmicas, presença de ornamentações nos tricomas simples multicelulares uniseriados, tipo e distribuição dos tricomas glandulares, presença de camada subepidérmica abaxial, ausência de bainha esclerenquimática perivascular e extensão das fibras até a face adaxial da lâmina foliolar, assim como diferentes formas específicas da nervura, feixe vascular e margem dos folíolos. A morfo-anatomia foliolar do grupo principal do clado Pterocarpus revelou características particulares para cada espécie e evidenciou as que corroboram as relações entre os gêneros mais próximos, dando suporte à taxonomia do grupo.
                  Ocorrência, isolamento e caracterização de Azospirillum sp. em Jacaratia corumbensis O. Kuntze (Jaracatiá) Campo Grande–MS 2019
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 12/07/2019
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Gecele Matos Paggi
                  Coorientador(es)
                  • Marivaine da Silva Brasil Mansur Cardoso
                  Orientando(s)
                  • Romário Crisostomo de Oliveira
                  Banca
                  • Bianca Obes Correa
                  • Gecele Matos Paggi
                  • Juliano de Carvalho Cury
                  • Nayara Fernanda Lisboa Garcia
                  • Rosa Helena da Silva
                  Resumo A capacidade de fixação biológica do nitrogênio atmosférico por bactérias diazotróficas
                  impulsiona os estudos de ocorrência, isolamento, caracterização e até mesmo seleção de
                  estirpes eficientes em promover o crescimento vegetal. Porém, no Brasil, poucos estudos
                  têm destacado a interação entre bactérias e plantas nativas, principalmente frutíferas.
                  Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi registrar a ocorrência, isolar e caracterizar
                  bactérias do gênero Azospirillum associadas à Jacaratia corumbensis O. Kuntze, bem
                  como verificar a habilidade dos isolados bacterianos quanto a produção de substâncias
                  promotoras de crescimento vegetal. Para isto, foram coletados amostras de folhas, raízes
                  e solo rizosférico de três indivíduos da espécie vegetal de duas áreas: Assentamento
                  Taquaral e Assentamento Jacadigo, localizadas à cerca de 15 km da cidade de Corumbá,
                  Mato Grosso do Sul. A verificação da ocorrência e isolamento das bactérias das partes
                  amostradas de cada planta foram realizados por meio da técnica do Número Mais
                  Provável utilizando os meios de cultura semissólidos NFB e LGI (isentos de nitrogênio)
                  semi-seletivos para os gêneros Azospirillum sp. e Nitroaspirillum sp. (anteriormente
                  Azospirillum amazonense). A contagem foi realizada com base na presença de película
                  (em forma de véu), seguindo a Tabela de McCrady para três repetições por diluição. Após
                  o crescimento positivo os frascos das maiores diluições foram repicados sucessivamente
                  para meios semissólidos e sólidos semi-específicos (NFb/LGI) para confirmar o caráter
                  diazotrófico. A caracterização morfológica dos isolados foi feita em meio sólido Batata,
                  no qual a morfologia das colônias foi avaliada visualmente. As características geradas
                  para cada isolado bacteriano foram comparadas e as suas semelhanças estimadas pelo
                  Índice de Jaccard obtidos pelo algoritmo UPGMA. Foram isoladas 147 bactérias, das
                  quais 50 apresentaram perfil diazotrófico. Estas foram selecionadas para avaliação das
                  características funcionais relacionadas a produção de substâncias promotoras de crescimento vegetal, como solubilização de fosfatos de alumínio e cálcio, atividades
                  amilolítica, fosfatases ácida e alcalina, e produção de Ácido indolacético. Além disso a
                  variabilidade genética destes isolados foi analisada pela técnica do Box A1R-PCR e os
                  perfis dos amplicons gerados de cada isolado foram agrupados pelo método UPGMA. Os
                  resultados mostraram que não houve diferença significativa no Número Mais Provável de
                  bactérias diazotróficas entre as áreas de estudo. Os isolados apresentaram alta
                  variabilidade fenotípica e genotípica, sendo observada a formação de sete grupos a 70%
                  e 77% de similaridade. O meio de cultivo com maior representatividade foi o NFb,
                  sugerindo que os isolados bacterianos obtidos nesse estudo pertencem ao gênero
                  Azospirillum. Do total, 36% dos isolados produziu AIA, 16% solubilizou fosfato de
                  cálcio, 24% apresentou atividade fosfatase ácida, 22% apresentou atividade fosfatase
                  alcalina e 66% apresentou atividade amilolítica, sugerindo que estes isolados apresentam
                  potencial para promoção de crescimento. Assim, é o primeiro estudo de bactérias
                  diazotróficas do gênero Azospirillum associadas à J. corumbensis para o Estado de Mato
                  Grosso do Sul.
                  O papel dos metabólitos secundários em fitorremediação por Pontederia parviflora (Alexander) e Salvinia auriculata (Aubl.)
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 08/07/2019
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Carlos Alexandre Carollo
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Augusto César Rodrigues
                    Banca
                    • Carlos Alexandre Carollo
                    • Cristina Marisa Ribeiro de Almeida
                    • Helena Maria de Oliveira Freitas
                    • Jorge Luiz Raposo Junior
                    • Najla Mohamad Kassab
                    Resumo O presente trabalho buscou investigar o papel dos metabólitos secundários encontrados no extrato hidroetanólico das espécies Pontederia parviflora (raízes, pecíolos/caules e folhas de maneira separada) e Salvinia auriculata (planta toda) em fitorremediação passiva utilizando a biomassa seca destas espécies. Amostras do material vegetal seco e triturado foram submetidas a uma extração exaustiva dos seus metabólitos, e os extratos obtidos caracterizados posteriormente por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada com um Detector de Arranjo de Diodo e Espectrômetro de Massas tandem (CLAE-DAD-EM/EM). Foram avaliados o teor de metais acumulado no material vegetal e a capacidade de adsorção de cádmio pela biomassa seca das amostras de cada espécie, integrais e amostras com os metabólitos secundários extraídos, por Espectrometria de Emissão Óptica por plasma Acoplado Indutivamente (EEO-PAI). Após a digestão assistida por micro-ondas das amostras vegetais, foram avaliados os teores de As, Cd, Cr, Mg, Mn, Mo, Ni e Pb que já se encontravam acumulados nestes vegetais e testado o potencial de remoção de cádmio em soluções aquosas preparadas nas concentrações de 0,2 μg mL-1, 3,5 μg mL-1 e 10,0 μg mL-1. A extração exaustiva por extrator de fluido pressurizado não removeu os metais pesados do material vegetal analisado, demonstrando, nos resultados de acúmulo de metais a partir do meio onde os esses vegetais se desenvolveram, que os metabólitos secundários não estão complexados com os metais acumulados pelo vegetal, uma vez que os teores de metais são maiores na ausência dos metabólitos. Nos ensaios de remoção de cádmio, onde havia o controle do teor de metal na solução aquosa preparada, houve uma redução expressiva na concentração de 0,2 μg mL-1 do meio, porém em concentrações mais altas o mesmo efeito não foi observado, constatando inclusive o aumento no teor de cádmio no residual aquoso destes ensaios, discussão abordada neste trabalho. Os metabólitos não apresentaram efeito significativo no mecanismo testado de fitorremediação passiva, foi observado também um rápido efeito da saturação do sistema de biossorção da biomassa dessas macrófitas, sendo uma limitação para aplicação desta técnica.
                    FABACEAE NO CHACO: RIQUEZA, DISTRIBUIÇÃO E DISPERSÃO
                    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                    Tipo Dissertação
                    Data 28/06/2019
                    Área BIOLOGIA GERAL
                    Orientador(es)
                    • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Giovani Carlos Andrella
                      Banca
                      • Andrea Cardoso de Araujo
                      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                      • Arnildo Pott
                      • Flavio Macedo Alves
                      • Francisca Soares De Araújo
                      • Geraldo Alves Damasceno Junior
                      Resumo :O Chaco, domínio exclusivamente sul-americano, ocorre na região centro-norte da Argentina, sudeste da Bolívia, oeste do Paraguai e borda oeste do Brasil. Este domínio agrega dois setores, seco e úmido, conforme o gradiente de precipitação. Fabaceae, considerada cosmopolita, possui expressiva riqueza nas formações chaquenhas, aspecto possivelmente resultante de diferentes estratégias morfológicas, anatômicas e fisiológicas dos seus representantes. Adicionalmente, estudos têm evidenciado a predominância de dispersão de diásporos por meio de fatores abióticos em locais com baixos índices de pluviosidade e a predominância de zoocoria em regiões com elevados índices de pluviosidade. O presente estudo, para as leguminosas arbóreas e arbustivas do Chaco, está organizado em dois capítulos. O primeiro teve como objetivos verificar a riqueza de leguminosas arbóreas e arbustivas em setores do Chaco sob distintos regimes de precipitação, evidenciar padrões de distribuição dos táxons, comparar valores de distinção taxonômica do Chaco com os de outros domínios, avaliar qual o setor do Chaco tem maior filtragem de espécies. O segundo teve como objetivos definir os tipos de síndromes de dispersão, primárias e secundárias e avaliar se existe relação entre as síndromes de dispersão, tipos de frutos e hábitos de crescimento com o gradiente de precipitação. Os dados de ocorrências de espécies de Fabaceae no Chaco foram obtidas em consultas ao site Global Biodiversity Information (GBIF) e os dados climáticos foram retirados do repositório online www.worldclim.org. As leguminosas arbóreas e arbustivas do Chaco totalizam 295 espécies distribuídas em 80 gêneros, com diferentes padrões de distribuição geográfica. A distinção taxonômica indica filtragem em regiões mais secas do Chaco. Síndromes abióticas prevalecem entre as leguminosas confirmadas no Chaco em relação ao gradiente de precipitação e a precipitação de fato é modeladora da distribuição das espécies de leguminosas.
                      POTENCIAL DE USO DE ESPÉCIES NATIVAS DE CERRADO EM SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA
                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                      Tipo Dissertação
                      Data 17/06/2019
                      Área BIOLOGIA GERAL
                      Orientador(es)
                      • Arnildo Pott
                      Coorientador(es)
                      • Silvia Rahe Pereira
                      Orientando(s)
                      • Diego Rezende da Fonseca
                      Banca
                      • Andrea Lucia Teixeira de Souza
                      • Arnildo Pott
                      • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                      • Reginaldo Brito da Costa
                      Resumo A adoção de sistemas silvipastoris representa uma alternativa que permite uma melhor utilização e gestão dos recursos naturais e surge ainda como uma alternativa para melhorar a qualidade das pastagens degradadas. Deste modo, objetivamos avaliar o desempenho de 13 espécies arbóreas de Cerrado para utilização em sistemas silvipastoris e verificar se alguma das nativas propiciam características de crescimento e microclima semelhantes ao Eucalyptus urograndis, espécie referência. Avaliamos altura total, diâmetro na altura do solo, área de sombra, porcentagem de bloqueio de radiação, temperatura e umidade relativa do ar. Os resultados encontrados demonstram o potencial do uso de Peltophorum dubium por apresentar características similares com Eucalyptus urograndis em termos de crescimento e área de sombra. Adicionalmente, Guazuma ulmifolia, além de aproximar-se da espécie de referência em taxa de crescimento e área de sombra, apresenta melhores índices microclimáticos devido a maior densidade de sua copa que propicia maior bloqueio de radiação, com menores valores de temperatura sob sua copa.
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