Mestrado em Biologia Vegetal

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TRABALHO Ações
Síndromes de dispersão de assembleias de plantas e as suas relações com o regime de fogo no Pantanal
Curso Mestrado em Biologia Vegetal
Tipo Dissertação
Data 26/03/2026
Área BIOLOGIA GERAL
Orientador(es)
    Coorientador(es)
    Orientando(s)
      Banca
        Resumo O entendimento de como funcionam as síndromes de dispersão de diásporos tem contribuído para elucidar a dinâmica de colonização, a persistência e estruturação de comunidades vegetais em ecossistemas sujeitos a diferentes perturbações recorrentes. O Pantanal se caracteriza como um bioma mosaico com diferentes tipos de formações campestres, florestais e monodominantes, com características ambientais contrastantes as quais influenciam a diversidade florística e as estratégias de dispersão. Este estudo visa avaliar a riqueza florística, os hábitos de crescimento e os síndromes de dispersão em três formações vegetais (cambarazal, carandazal e pirizal) do Pantanal Sul-mato-grossense, bem como, analisar se a frequência de fogo em áreas de cambarazal alteram os síndromes de dispersão dos diásporos.
        O estudo foi conduzido em 16 áreas de cambarazal, distribuídas nas sub-regiões do Abobral e Miranda, Corumbá (MS), classificadas em quatro categorias de histórico de fogo (áreas com 1 a 2 queimadas, 3–4 e 5–6 queimadas) e área controle (sem queimadas a mais de duas décadas). Em cada área foram instaladas quatro parcelas de 25 × 25 m, totalizando 64 parcelas. A amostragem florística incluiu levantamento nas parcelas e por meio de caminhadas nas adjacências das parcelas. As listagens de espécies do carandazal e do pirizal foram obtidas de literatura. As espécies foram classificadas quanto ao hábito de crescimento e às síndromes de dispersão, com base em critérios morfológicos e literatura especializada. Análises de similaridade florística (Índice de Jaccard), agrupamento (UPGMA), diagramas de Venn e testes de qui-quadrado foram empregados para avaliação dos padrões ecológicos. Maior riqueza de espécies foi registrada no cambarazal, seguido pelo carandazal e pirizal. Similaridade florística foi evidenciada entre cambarazal e carandazal, enquanto o pirizal apresentou composição distinta. A autocoria foi o modo de dispersão predominante nas três formações, especialmente associada ao hábito herbáceo. A zoocoria representou o segundo modo mais frequente no cambarazal e carandazal, enquanto a hidrocoria se destacou no pirizal. As síndromes autocoria/zoocoria e autocoria/hidrocoria apresentaram significância estatística e variaram conforme a frequência de fogo e a fisionomia. Os resultados indicaram que síndromes abióticas predominaram em áreas de cambarazal sujeitas a distúrbios recorrentes de fogo. O regime de fogo participa na associação e na composição florística e as estratégias de dispersão, aspectos que devem contribuir para subsidiar ações de manejo e de conservação das formações monodominantes do Pantanal.
        Síndromes de dispersão de assembleias de plantas e as suas relações com o regime de fogo no Pantanal
        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
        Tipo Dissertação
        Data 26/03/2026
        Área BIOLOGIA GERAL
        Orientador(es)
        • Angela Lucia Bagnatori Sartori
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • DION ADRY DE SOUZA FERREIRA
          Banca
          • Adriana Takahasi
          • Andreia Alves Rezende
          • Angela Lucia Bagnatori Sartori
          • Darlene Gris
          • Geraldo Alves Damasceno Junior
          • Maira da Rocha
          Resumo O entendimento de como funcionam as síndromes de dispersão de diásporos tem contribuído para elucidar a dinâmica de colonização, a persistência e estruturação de comunidades vegetais em ecossistemas sujeitos a diferentes perturbações recorrentes. O Pantanal se caracteriza como um bioma mosaico com diferentes tipos de formações campestres, florestais e monodominantes, com características ambientais contrastantes as quais influenciam a diversidade florística e as estratégias de dispersão. Este estudo visa avaliar a riqueza florística, os hábitos de crescimento e os síndromes de dispersão em três formações vegetais (cambarazal, carandazal e pirizal) do Pantanal Sul-mato-grossense, bem como, analisar se a frequência de fogo em áreas de cambarazal alteram os síndromes de dispersão dos diásporos.
          O estudo foi conduzido em 16 áreas de cambarazal, distribuídas nas sub-regiões do Abobral e Miranda, Corumbá (MS), classificadas em quatro categorias de histórico de fogo (áreas com 1 a 2 queimadas, 3–4 e 5–6 queimadas) e área controle (sem queimadas a mais de duas décadas). Em cada área foram instaladas quatro parcelas de 25 × 25 m, totalizando 64 parcelas. A amostragem florística incluiu levantamento nas parcelas e por meio de caminhadas nas adjacências das parcelas. As listagens de espécies do carandazal e do pirizal foram obtidas de literatura. As espécies foram classificadas quanto ao hábito de crescimento e às síndromes de dispersão, com base em critérios morfológicos e literatura especializada. Análises de similaridade florística (Índice de Jaccard), agrupamento (UPGMA), diagramas de Venn e testes de qui-quadrado foram empregados para avaliação dos padrões ecológicos. Maior riqueza de espécies foi registrada no cambarazal, seguido pelo carandazal e pirizal. Similaridade florística foi evidenciada entre cambarazal e carandazal, enquanto o pirizal apresentou composição distinta. A autocoria foi o modo de dispersão predominante nas três formações, especialmente associada ao hábito herbáceo. A zoocoria representou o segundo modo mais frequente no cambarazal e carandazal, enquanto a hidrocoria se destacou no pirizal. As síndromes autocoria/zoocoria e autocoria/hidrocoria apresentaram significância estatística e variaram conforme a frequência de fogo e a fisionomia. Os resultados indicaram que síndromes abióticas predominaram em áreas de cambarazal sujeitas a distúrbios recorrentes de fogo. O regime de fogo participa na associação e na composição florística e as estratégias de dispersão, aspectos que devem contribuir para subsidiar ações de manejo e de conservação das formações monodominantes do Pantanal.
          ETNOECOLOGIA DE COPERNICIA ALBA MORONG EX MORONG & BRITTON (Arecaceae) E A INFLUÊNCIA DE FOGO E INUNDAÇÃO EM SUA MONODOMINÂNCIA NO PANTANAL
          Curso Mestrado em Biologia Vegetal
          Tipo Dissertação
          Data 24/03/2026
          Área BIOLOGIA GERAL
          Orientador(es)
          • Geraldo Alves Damasceno Junior
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • LUANA DAVINY DOS SANTOS SILVA
            Banca
            • Angela Lucia Bagnatori Sartori
            • Geraldo Alves Damasceno Junior
            • Mariana Correa Dairel
            • Mauricio de Almeida Gomes
            • Regina Célia de Oliveira
            • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
            Resumo Copernicia alba Morong ex Morong Britton, conhecida como carandá, é usada tradicionalmente pelas populações humanas para construção, alimentação, artesanato e outros. Forma estandes monodominantes conhecidos como carandazal e está associada à dinâmica de inundação e seca que ocorre no Pantanal, além de ser resistente ao fogo. Este trabalho contém dois capítulos relacionados ao efeito da inundação e do fogo na monodominância de Copernicia alba. Por essa comunidade monodominante estar associada à fatores muito presentes no Pantanal, que são o fogo (com influência humana), a inundação e o uso do carandá pelo ser humano, optamos por uma abordagem integrada. Nosso primeiro capítulo, tem abordagem etnoecológica, e teve como objetivo analisar como varia atualmente as práticas de uso e manejo dessa espécie entre as pessoas nas comunidades locais e as pessoas
            nas fazendas de criadores de gado bovino e compreender como essas populações percebem a influência do fogo e da inundação no carandá. O segundo capítulo trata de uma análise fitossociológica da influência de fogo e da inundação na monodominância de C. alba. A coleta de dados etnoecológicos foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas abordando tipos de uso, partes utilizadas, consumo alimentar, consumo geral atual, práticas de colheita e questões envolvendo a recuperação, crescimento e manejo da planta em associação com a inundação e o fogo. A análise de dados se deu a partir de categorização, usando o Teste de Fisher e o de Teste Mann Whitney. Os resultados indicaram maior tempo de conhecimento sobre a espécie das pessoas das comunidades, além de maior detalhamento dos ciclos reprodutivos. Os usos das pessoas nas fazendas foram predominantemente de construção, enquanto nas comunidades foi relacionado às atividades de pesca, como uso de iscas, coerente com a dinâmica econômica de cada grupo social. Houve divergências na percepção quanto à influência da inundação na planta, com destaque para regeneração, produção de frutos e mortalidade juvenil. Nas comunidades houve mais citações relacionadas à mortalidade e limitações da planta após eventos de fogo, e de rebrota e resistência em consenso entre ambos os grupos. Ainda assim, consensos relacionados à forma de colheita dos frutos, diminuição do consumo atual e do consumo alimentício também apareceram. O objetivo do segundo capítulo foi avaliar o efeito do fogo e da inundação na estrutura das formações monodominantes de Copernicia alba. Em áreas com frequências de fogo distintas nos últimos 20 anos, foram amostradas 80 parcelas de 25×25 m para indivíduos adultos e 400 subparcelas de 1×1 m para regenerantes, registrando altura, circunferência à altura do peito e marcas de inundação. Foram calculados parâmetros fitossociológicos, incluindo Índice de Valor de Importância (IVI) e Índice de Valor de Cobertura (IVC). A análise de coordenadas principais avaliou a variação na composição de espécies, enquanto modelos lineares generalizados com distribuição binomial negativa e de Poisson avaliaram os efeitos de fogo, inundação e sua interação sobre as formações monodominantes e regenerantes de carandá. Concluímos que os estandes monodominantes de Copernicia alba são modulados pelos filtros ecológicos de fogo
            e inundação. Nossa hipótese de que a espécie seria mais abundante em frequências mais altas de fogo não se confirmou para os adultos; entretanto, os regenerantes apresentaram tendências de aumento. Os padrões de riqueza, densidade e abundância foram influenciados por esses fatores, determinando, assim, a estrutura da comunidade vegetal. O efeito do fogo variou de acordo com sua frequência, atuando principalmente na composição e abundância de espécies, e também dependendo da interação com o pulso de inundação. Já a inundação atuou principalmente na densidade e abundância dos indivíduos.
            AVALIAÇÃO DA CADEIA SOCIOPRODUTIVA DE Dipteryx alata Vogel (BARU) NO BRASIL.
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 17/12/2025
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            Coorientador(es)
            • Elizanilda Ramalho do Rêgo
            Orientando(s)
            • JONATHAN ALOIS FERREIRA
            Banca
            • Camilla Marques de Lucena
            • Ezequiel da Costa Ferreira
            • Geraldo Alves Damasceno Junior
            • Henrique Fernandes de Magalhaes
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            • Suellen da Silva Santos
            Resumo O Cerrado é bioma brasileiro que possui uma grande riqueza em biodiversidade, composto não apenas por espécies que compõem a fauna e flora, nele ainda podemos encontrar uma grande riqueza cultural, devido as comunidades tradicionais com culturas distintas que habitam a região. O estudo biológico e integral no bioma é um dos pilares para sua preservação, onde o conhecimento desenvolvido e a valorização das plantas nativas, em
            específico Dipteryx alata Vogel (Fabaceae), faz parte do longo processo de relação homemplanta, cuja suas utilidades estão intimamente relacionadas. Estudar a forma como essa espécie é utilizada economicamente e a sua cadeia socioprodutiva é fundamental, pois proporciona meios para atuar na sua preservação do meio. Dipteryx alata é uma espécie de angiosperma da família Fabaceae, nativa do cerrado brasileiro, que apresenta uma grande
            distribuição geográfica, pode ser encontrada fazendo associação com outras formações vegetais. Na cadeia socioeconômica, essa espécie apresenta um grande rendimento para a bioeconomia, uma vez que suas sementes podem ser usadas para diversos fins na alimentação.Quando falamos em cadeia socioprodutiva de uma determinada espécie, devemos levar em conta todas as etapas que a mesma passa desde seu extrativismo até o
            produtor final. É possível registrar o uso e manejo de espécies nativas no extrativismo, D. alata que apresenta alto valor nutritivo, econômico e diversas potencialidades. Diante do exposto, este trabalho tem por objetivo registrar os tipos atividades econômicas e manejo que estão sendo realizadas com o baru, avaliar as cadeias socioprodutivas da espécie de forma integral e analisar a diversidade econômica gerada e se estes usos são sustentáveis. Foi
            realizado um levantamento bibliográfico da cadeia socioprodutiva do Baru e suas formas de uso em comunidades tradicionais (quilombolas e extrativistas), além de entrevistas a empórios de Campo Grande. Estudos voltados à bioeconomia e o potencial de uso de Dipteryx alata são recentes em comparação com outras espécies que possuem o mesmo potencial. Este estudo visa realizar uma revisão bibliográfica, ecológica e socioeconômica
            da D. alata no cerrado, com objetivo de avaliar a perspectiva bioeconomia dessa espécie.
            CADEIA PRODUTIVA DA GUAVIRA (Campomanesia spp. Ruiz & Pav.) EM BONITO, MATO GROSSO DO SUL
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 27/10/2025
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            Coorientador(es)
            • Andre dos Santos Souza
            Orientando(s)
            • RONY MARCOS ALMEIDA BENITES
            Banca
            • Camila Aoki
            • Claudia Andrea Lima Cardoso
            • Ezequiel da Costa Ferreira
            • Flavio Macedo Alves
            • Henrique Fernandes de Magalhaes
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            Resumo Esta pesquisa buscou identificar os elos da cadeia produtiva, as práticas de manejo e os gargalos socioeconômicos que limitam o desenvolvimento sustentável da guavira (Campomanesia spp.) em Bonito, Mato Grosso do Sul em um contexto de sociobiodiversidade. A metodologia adotou um enfoque qualitativo-descritivo, utilizando amostragem tipo bola de neve, observação participante e entrevistas semi-estruturadas realizadas com 23 informantes, sendo 7 extrativistas do Assentamento Santa Lúcia e 16 comerciantes urbanos. Os resultados demonstram que o Grupo Produtivo de Mulheres Pé da Serra, do Assentamento Santa Lúcia, é o agente central da cadeia, atuando em múltiplas funções e utilizando o conhecimento ecológico tradicional para o aproveitamento integral do fruto, incluindo o uso da casca e semente como especiarias. Contudo, a cadeia é marcada por gargalos persistentes. O extrativismo é limitado pela sazonalidade da espécie (frutificação concentrada em três meses) e pela ausência de manejo organizado para cultivo em larga escala. No aspecto socioeconômico, a análise de precificação revelou uma distribuição desigual do valor agregado, com alta disparidade entre o preço de venda do extrativista e o preço final no varejo turístico. Concluímos que a sustentabilidade da cadeia depende da mitigação desses gargalos, sendo necessário o investimento em tecnologia de processamento (congelamento de polpa, por exemplo) e o fomento de práticas de manejo ativo que garantam a estabilidade da oferta. Os resultados fornecem subsídios técnicos para fortalecer a bioeconomia regional e garantir a justa distribuição de valor, consolidando o Assentamento Santa Lúcia como um modelo de desenvolvimento alternativo.
            "Café de meia não deu nada, mas a macumba tem que dar”: Patrimônio Biocultural das plantas ritualísticas em terreiros de Umbanda em Campo Grande, Mato Grosso do Sul"
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 27/10/2025
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            Coorientador(es)
            • ERALDO MEDEIROS COSTA NETO
            • Andre dos Santos Souza
            Orientando(s)
            • MATHEUS RAZZINI MACHADO
            Banca
            • Camila Aoki
            • Camilla Marques de Lucena
            • Ezequiel da Costa Ferreira
            • Flavio Macedo Alves
            • Henrique Fernandes de Magalhaes
            • Reinaldo Farias Paiva de Lucena
            Resumo A relação entre os seres humanos e as plantas atravessa séculos de interações culturais, alimentares e conservacionistas, sendo marcada pelo uso prático dos recursos vegetais. Em relação aos usos relacionados ao sagrado, eles manifestam-se de maneira mais expressiva nas religiões, que incorporam esses elementos da flora em seus rituais. O patrimônio biocultural reconhece que os saberes transmitidos por diferentes grupos sociais sobre a biodiversidade são parte integrante da sua identidade cultural e, ao mesmo tempo, contribuem para a conservação dos ecossistemas. Esse estudo realizou um levantamento das plantas utilizadas em terreiros de Umbanda, documentando o conhecimento etnobotânico associado a essas espécies, investigar o uso mágico-ritualístico, entender como o conhecimento sobre as plantas é transmitido e se esse conhecimento pode estar auxiliando na preservação ambiental. O levantamento registrou 98 espécies botânicas, indicando a riqueza do conhecimento em torno das práticas umbandistas; a principal categoria de uso mágico-ritualístico foi o descarrego (47 spp.), evidenciando que o uso mais comum dessas plantas é a limpeza energética e o equilíbrio espiritual. O cultivo dentro dos terreiros é a melhor forma de garantir a disponibilidade das plantas para o uso nos rituais e promover a conservação in situ, tornando um meio eficiente para preservação.
            Estratégias adaptativas de plantas anfíbias à dinâmica hídrica do Pantanal e sua relação com a resistência ao fogo
            Curso Mestrado em Biologia Vegetal
            Tipo Dissertação
            Data 27/08/2025
            Área BIOLOGIA GERAL
            Orientador(es)
            • Edna Scremin Dias
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • VINICIUS DE OLIVEIRA LEITE
              Banca
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              • Edna Scremin Dias
              • Flavio Macedo Alves
              • Jane Rodrigues da Silva
              • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
              • Vanessa de Carvalho Harthman Silveira
              Resumo A cheia e a falta de água em períodos de seca expõem às plantas aquáticas e palustres à situações antagônicas – inundação, seca e fogo - ao longo de um ciclo sazonal do Pantanal. Importantes área sazonalmente alagável do Brasil, o Pantanal possui riqueza de espécies cuja história de vida está vinculada às oscilações de excesso e falta de d ́água. A anoxia no período de cheia podem induzir as plantas anfíbias a potencializarem o armazenamento de gases e, nos períodos de seca, as estratégias estruturais favorecem sua sustentação e o armazenamento de fotossíntatos. Sistemas subterrâneos gemíferos especializados podem compor as estratégias adaptativas daquelas plantas que podem perder suas partes aéreas e permanecem dormentes durante a seca, período em que pode haver a ocorrência de fogo nas áreas úmidas. Acreditamos que as características adaptativas das plantas anfíbias contra a seca, podem também protegê-las contra o fogo, que tem o intensificado no Pantanal. Analisamos comparativamente estruturas adaptativas de três espécies anfíbias submetidas à dois fatores antagônicos igualmente estressantes, o excesso e a falta de d ́água. Coletamos pelos menos três indivíduos das espécies Aeschynomene fluminensis, Aeschynomene cf. rudis e Discolobium pulchellum em áreas queimadas e não queimadas pós alagamento, e confeccionamos lâminas dos caules e das raízes. Nossos resultados evidenciaram que as espécies D. pulchellum, A. fluminensis e A. cf. rudis, possuem sistemas subterrâneos potencialmente gemífero, com as gemas surgindo na região de colo, raiz principal, laterais e plagiotrópicas; caules subterrâneos plagiotrópicos, também gemífero ocorrem nas três espécies. Houve pouca variação anatômica interespecífica nos caules e nas raízes, com maior variação entre as espécies dos dois gêneros estudados. O caule fistuloso das duas espécies de Aeschynomene, somado as raízes adventícias, podem suprir o déficit de gases durante o período de cheia. Neste período verificamos formação de aerênquima secundário e medula em D. pulchellum. Amido no córtex, nos parênquimas axial e radial do xilema e floema. Parênquima parasaval dos caules e das raízes, apresentaram maior concentração de amido, que pode suprir a necessidade energética para a brotação das gemas e manutenção do fluxo hídrico, nas três espécies. A presença de compostos fenólicos, fibras perivasculares e células volumosas que, aparentemente, armazenam água nos parênquimas do xilema e floema, compõem o aparato adaptativo contra a seca, o que pode favorecer também a proteção contra o fogo nestas espécies. Contudo, as partes aéreas de A. fluminensis são mais sensíveis ao fogo, provavelmente pela composição química e menor espessura da casa. As adaptações estruturais e histoquímicas ao alagamento e ao período de seca obtidos para as três espécies avaliadas de plantas anfíbias, são eficientes também para proteção contra as ações deletérias do fogo.
              "Modelagem e adequabilidade climática do clado ereta de Oxypetalum (Asclepiadoideae, Apocynaceae). "
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 16/07/2025
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Maria Ana Farinaccio
              Coorientador(es)
              • Marcelo Leandro Bueno
              Orientando(s)
              • CARLOS ALEXANDRE DOS SANTOS TEIXEIRA
              Banca
              • Ana Carolina Devides Castello
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              • Flavio Macedo Alves
              • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
              • LEONARDO MAURICI BORGES
              • Maria Ana Farinaccio
              Resumo Oxypetalum é um gênero neotropical da família Apocynaceae que possui uma filogenia bem resolvida, porém apresenta poucos estudos biogeográficos. Selecionamos um clado com nove espécies eretas de Oxypetalum, a partir de uma filogenia previamente publicada, com objetivo de analisar sua distribuição e adequabilidade climática no presente e, em projeções futuras frente às mudanças climáticas, por meio da modelagem preditiva. Os dados geográficos foram obtidos de plataformas digitais e acurados de modo a eliminar pontos duvidosos, duplicatas e centroides. A área de estudo foi delimitada como área total ao redor dos pontos de ocorrência. Os dados foram organizados em uma matriz para a criação dos modelos do presente e do futuro. Posteriormente, os modelos foram combinados com mapas de remanescentes de vegetação para identificar áreas acessíveis às espécies no futuro. Nossos resultados mostraram que o clado ocorre principalmente no Cerrado, chegando até a Bolívia, centro da Argentina e Uruguai. Porém, a maior adequabilidade climática observada para o presente está na região sul do Brasil, alcançando o sul do Paraguai, leste da Argentina e do Uruguai. No futuro, toda a região do Cerrado se torna inadequada climaticamente para o clado ereta. Áreas adequadas são limitadas ao sul do Brasil, incluindo grande parte de Santa Catarina, leste do Paraná e Rio Grande do Sul. Ao combinar os mapas de adequabilidade climática com os remanescentes de vegetação, percebemos que as áreas acessíveis são restritas às regiões de altitude no leste do Paraná e sul de Santa Catarina. Áreas estáveis permanecem principalmente no Rio Grande do Sul. Concluímos que, apesar da preferência pelo clado ereta por ambientes mais quentes e secos, o aumento de eventos extremos de calor e seca ocasionado pelas mudanças climáticas, força o clado a buscar por áreas mais úmidas no futuro, em busca de estabilidade climática.
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              "Traços funcionais associados à resistência ao fogo de duas palmeiras no Pantanal. "
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 10/04/2025
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Rosani do Carmo de Oliveira Arruda
              Coorientador(es)
              • Maria Ana Farinaccio
              Orientando(s)
              • JOÃO MARCELO DE FIGUEIREDO BRAGA
              Banca
              • Edna Scremin Dias
              • Jane Rodrigues da Silva
              • TATIANE MARIA RODRIGUES
              • Wanderleia de Vargas
              • YVE CANAVEZE
              Resumo Attalea phalerata Mart. ex Spreng. e Copernicia alba Morong, pertencentes à família
              Arecaceae, popularmente conhecidas como “acuri” e “carandá”, respectivamente, que
              ocorrem predominantemente no continente Sul-Americano, no Brasil, compõem a paisagem
              do Pantanal. As espécies são utilizadas para paisagismo, fins alimentícios, industriais e
              desempenham importantes funções ecológicas. Ambas as espécies estão propensas aos dois
              fenômenos sazonais que caracterizam o Pantanal - a seca e a inundação. Attalea phalerata e
              Copernicia alba são afetadas pelos eventos de fogo, que ocorrem com maior fequência no
              período de estiagem. Observações em campo, mostram que indivíduos jovens ou adultos
              afetados por esse evento, permanecem vivos e em desenvolvimento. Com isso, o presente
              estudo teve como objetivo investigar a anatomia e fitoquímica da bainha foliar das espécies A.
              phalerata e C. alba. Buscamos caracteres micromoforlógicos e químicos na bainha de ambas
              as espécies, que possam estar relacionados com a sobrevivência desses indivíduos, já que as
              bainhas remanescentes e vivas recobrem o estipe destas palmeiras, sendo a primeira estrutura
              a entrar em contato com fogo.
              "Flora-MS: Lacunas de conhecimento do status de conservação da diversidade de espécies de plantas no Mato Grosso do Sul. "
              Curso Mestrado em Biologia Vegetal
              Tipo Dissertação
              Data 21/03/2025
              Área BIOLOGIA GERAL
              Orientador(es)
              • Marcelo Leandro Bueno
              Coorientador(es)
              • Arnildo Pott
              Orientando(s)
              • ELIANE VIEIRA
              Banca
              • Angela Lucia Bagnatori Sartori
              • Flavio Macedo Alves
              • Geraldo Alves Damasceno Junior
              • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
              • Marcelo Leandro Bueno
              • UBIRAJARA DE OLIVEIRA
              Resumo O estado de Mato Grosso do Sul, localizado no Centro-Oeste do Brasil, destaca-se por sua paisagem heterogênea e pela presença de biomas de extrema relevância para a conservação da flora brasileira, como o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica e os únicos remanescentes de Chaco do país. Diante da necessidade de reduzir lacunas de conhecimento sobre sua biodiversidade, este estudo investigou o esforço amostral, os principais centros de riqueza e endemismo de espécies de plantas vasculares no estado, avaliou o status de conservação das espécies segundo a IUCN e analisou a eficácia das áreas protegidas na conservação da biodiversidade. Para tanto, foram compilados dados de ocorrência de plantas vasculares a partir de bases de dados online, como SpeciesLink, Jabot e GBIF, utilizando grids de 10x10 km para calcular a riqueza de espécies e a distribuição de espécies ameaçadas. As análises foram realizadas no software Dinamica EGO plugin Biodinâmica. O banco de dados Flora-MS, resultante deste estudo, registrou a ocorrência de 7.457 espécies de plantas vasculares, abrangendo, 1575 gêneros e 221 famílias. Além disso, foram identificadas 329 espécies de samambaias e licófitas, além de cinco espécies de gimnospermas. A análise espacial revelou seis principais centros de biodiversidade no estado: (1) Campo Grande, que abriga extensas áreas de Cerrado e importantes instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o herbário CGMS, que impulsionam os estudos sobre a biodiversidade local; (2) Corumbá, localizado no bioma Pantanal, com destaque para a unidade da UFMS e o herbário COR, e o Herbário CPAP da Embrapa Pantanal, unidades dentro de uma grande parte do bioma Pantanal possibilitam atividades contínuas na área; (3) Passo do Lontra, próxima à Base de Estudos do Pantanal da UFMS, local onde por muitos anos foram realizadas atividades de disciplina de campo e expedições científicas, tornando-se, assim, influente nos resultados de esforço amostral; (4) Serra da Bodoquena, áreas de muitos estudos e inventários florísticos, conhecida por sua alta diversidade vegetal; (5) Serra do Amolar, frequentemente explorada em expedições botânicas; e (6) Aquidauana, situada em uma região de transição entre Cerrado e Pantanal, com papel central desempenhado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e outras instituições em expedições científicas. Este estudo evidencia a expressiva riqueza florística de Mato Grosso do Sul, fornecendo subsídios cruciais para a identificação de centros de riqueza de espécies, áreas de endemismo e lacunas no esforço amostral. Apesar de reconhecermos a existência de significativa da biodiversidade da flora sul-mato-grossense a grandes áreas de lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade florística em Mato Grosso do Sul, os números apresentados são alarmantes. Os resultados reforçam a urgência de expandir e aprimorar a rede de Unidades de Conservação no estado, visando atingir as metas globais de conservação da biodiversidade e garantir a proteção efetiva de seus ecossistemas únicos e ameaçados.
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                "Biodiversity and conservation of tree species of a megadiverse South American region. "
                Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                Tipo Dissertação
                Data 21/03/2025
                Área BIOLOGIA GERAL
                Orientador(es)
                • Marcelo Leandro Bueno
                Coorientador(es)
                • Vanessa Pontara
                Orientando(s)
                • IVAN JUSTINO DE FARIAS
                Banca
                • Arnildo Pott
                • Flavio Macedo Alves
                • Geraldo Alves Damasceno Junior
                • HELDER NUNES MARCOS CANDIDO
                • Marcelo Leandro Bueno
                • Vanessa Leite Rezende
                Resumo A biodiversidade vegetal está sob crescente ameaça devido à perda de habitat, mudanças no uso da terra e pressões climáticas, particularmente em regiões megadiversas como a Bacia do Prata (LPB). Aqui, apresentamos uma análise espacialmente explícita integrando métricas de diversidade taxonômica e filogenética para identificar pontos críticos de biodiversidade e lacunas de conservação para espécies de árvores em toda a LPB. Usando dados de ocorrência para espécies lenhosas e métricas incluindo riqueza de espécies (SR), diversidade filogenética (PD), tamanho do efeito padronizado de PD (ses.PD), distinção evolutiva (ED) e ED ponderada biogeograficamente (BED), mapeamos padrões de valor evolutivo e avaliamos seu alinhamento com áreas protegidas existentes. Nossos resultados revelam disparidades geográficas marcantes entre as métricas, com regiões da LPB oriental — altamente impactadas pela agricultura e urbanização — ainda retendo herança evolutiva significativa. Além disso, os Andes, Cerrado e Pantanal também surgiram como áreas-chave para conservação filogenética. No entanto, as áreas protegidas atuais não conseguem representar adequadamente esses pontos críticos, destacando lacunas urgentes de conservação. Enfatizamos a necessidade de estratégias espaciais direcionadas que integrem a história evolutiva e o planejamento do uso da terra para aumentar a eficácia das redes de conservação. Esta abordagem fornece uma estrutura abrangente para orientar a proteção da biodiversidade em paisagens tropicais sob rápida mudança antropogênica.
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                  "Estruturas subterrâneas gemíferas em Mimosa spp. como estratégia adaptativa ao alagamento e ao fogo no Pantanal. "
                  Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                  Tipo Dissertação
                  Data 18/12/2024
                  Área BIOLOGIA GERAL
                  Orientador(es)
                  • Edna Scremin Dias
                  Coorientador(es)
                  • Jane Rodrigues da Silva
                  Orientando(s)
                  • ALEXANDRE GUILLON VALDEZ MONTEIRO
                  Banca
                  • Alexandre Ferraro Antunes
                  • Edna Scremin Dias
                  • Geraldo Alves Damasceno Junior
                  • Rosa Helena da Silva
                  • Tamires Soares Yule
                  • Zildamara dos Reis Holsback
                  Resumo Espécies do gênero Mimosa persistem nos campos inundáveis do Pantanal, mesmo
                  após o fogo e inundação. Um dos maiores gêneros da família Fabaceae, algumas espécies
                  se propagam intensamente em períodos de seca no Pantanal, com algumas delas
                  conhecidas como espinheiros, dentre elas, Mimosa pigra L., M. somnians Humb. &
                  Bonpl. ex Willd, M. xanthocentra Mart. e M. weddelliana Benth. Aqui, avaliamos a
                  capacidade de rebrota de espécies de Mimosa em experimento de alagamento e fogo.
                  Além disso, examinamos a morfoanatomia dos órgãos subterrâneos destas espécies
                  ocorrentes em campos alagáveis do Pantanal. Coletamos sistemas subterrâneos de 40
                  indivíduos de cada espécie, e realizamos experimentos em casa de vegetação os
                  tratamentos: controle, fogo e alagado 30 e 120 dias, com 10 indivíduos em cada
                  tratamento. Para todos os tratamentos utilizamos solo coletado no Pantanal. Para o
                  tratamento com fogo plantamos os sistemas subterrâneos em caixa de alumínio de 1,5 x
                  1 m e para o tratamento controle e alagado, acondicionamos cada indivíduo em vasos
                  plásticos. No teste de alagamento, os vasos foram submersos em uma caixa d’agua de 500
                  l e, após os períodos de alagamento, transportamos os indivíduos para casa de vegetação
                  e os acompanhamos por mais 120 dias, irrigados com aspersor por 10 minutos 2 vezes ao
                  dia. Utilizamos serrapilheira para realizar a queima no tratamento com fogo. Aferimos a
                  temperatura no nível e abaixo do solo antes e depois da queima, e acompanhamos os
                  experimentos por 120 dias em casa de vegetação nas mesmas condições. Observamos o
                  rebrotamento de gemas subterrâneas em até 10cm de profundidade nos tratamentos
                  controle e fogo. Não houve rebrota nas plantas alagadas, exceto um indivíduo de M. pigra
                  alagada por 30 dias, com rebrota a 4,30cm acima do nível do solo. Observamos estrutura
                  caulinar no sistema subterrâneo destas espécies, variando do nível do solo até 5,5 cm
                  abaixo dele. Detectamos amido, compostos fenólicos, lipídeos e fibras gelatinosas no
                  xilema e floema secundário em todas as Mimosa sp. avaliadas. A rebrota por gemas
                  subterrâenas é um traços funcional compartilhado pelas espécies estudadas de
                  Mimosa. Nossos resultados experimentais demonstraram que os órgãos subterrâneos dos
                  indivíduos testados mantem sua capacidade de rebrota após exposição ao fogo, sugerindo
                  que o solo é um importante isolante térmico.
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                    "Características reprodutivas de Pau-santo (Gonopterodendron sarmientoi (Lorentz ex Griseb.) A.C. Godoy-Bürki), uma espécie arbórea de uso cultural no Território Indígena Kadiwéu. "
                    Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                    Tipo Dissertação
                    Data 05/07/2024
                    Área BIOLOGIA GERAL
                    Orientador(es)
                    • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • MIGUEL LUCAS MACHADO SILVA
                      Banca
                      • Arnildo Pott
                      • FERNANDO AUGUSTO DE OLIVEIRA E SILVEIRA
                      • Geraldo Alves Damasceno Junior
                      • Leticia Couto Garcia Ribeiro
                      • Luís Felipe Daibes de Andrade
                      • SUELMA RIBEIRO SILVA
                      Resumo Povos tradicionais, como povos indígenas, possuem vasto conhecimento sobre plantas úteis para
                      diversos fins, inclusive para obtenção de renda, seja por meio de produtos alimentícios ou
                      confecção de artesanatos típicos de sua cultura. Os Kadiwéus, por exemplo, que atualmente
                      habitam o Território Indígena Kadiwéu, no ecótono entre os Biomas Cerrado e Pantanal, inseridos
                      no Chaco, são conhecidos pela produção de peças de cerâmica tipicamente envernizadas com
                      resina obtida a partir do lenho de Gonopterodendron sarmientoi (Zygophyllaceae), popularmente
                      conhecida como pau-santo ou Guayacán ou Palo Santo ou Elegigo (em Mbaya/Kadiwéu). A
                      espécie apresenta distribuição restrita a fragmentos de vegetação do Chaco, e é listada
                      globalmente como ameaçada de extinção. Considerando o valor do pau-santo para manutenção
                      de tradições culturais dos Kadiwéus, e a falta de conhecimento sobre o estado de conservação da
                      espécie no território brasileiro, esforços para reprodução e propagação da espécie se fazem
                      necessários, visando a sustentabilidade do extrativismo aliada a protocolos viáveis de restauração
                      ecológica e a conservação da espécie. Neste sentido, estudos sobre aspectos reprodutivos
                      (fenologia de floração e frutificação, e germinação de sementes), são imprescindíveis para o
                      desenvolvimento de protocolos de coleta de sementes e produção de mudas para restauração
                      ecológica. Todavia, o pau-santo carece de estudos, sobretudo em território brasileiro, onde a
                      ocorrência da espécie é extremamente restrita e remota. Assim, neste estudo apresentamos dados
                      preliminares sobre; (i) período de floração e frutificação de G. sarmientoi por meio da avaliação
                      de exsicatas depositadas em coleções botânicas (herbários) e de indivíduos em campo; (ii)
                      germinabilidade de sementes sob diferentes períodos de armazenamento; (iii) avaliação do
                      crescimento inicial de plântulas sob diferentes condições de solo (e.g., substrato comercial
                      (Carolina Soil®) contendo turfa, vermiculita expandida, calcário dolomítico e traços de
                      fertilizante NPK, comparado a solo extraído do local de ocorrência de planta e teste posterior de
                      adição de adubo orgânico do tipo Torta de Mamona) e recipientes (cano de PVC com 1 m de
                      altura e vasos de 1,7L de polietileno). Assim, pretendemos com este estudo caracterizar os padrões
                      reprodutivos e de produção de mudas de pau-santo, visando contribuir com o extrativismo
                      sustentável e elaboração de planos estratégicos para restauração ecológica e conservação de
                      populações do pau-santo no Território Indígena Kadiwéu. O pau-santo apresentou floração
                      concentrada no período chuvoso, e frutificação contínua e irregular, altas taxas de germinação
                      (~96,7%), desde que haja o beneficiamento das sementes, em contrapartida a alguns estudos que
                      demonstraram uma baixa taxa germinativa, porém o crescimento das plântulas oriundas das sementes se mostrou lento. Não houve diferenças significativas em relação ao crescimento inicial
                      de acordo com o tipo de recipiente, solo e adubo utilizados para desenvolvimento das mudas.
                      “Arborização urbana em vias públicas em Campo Grande (MS): diversidade florística e evolução após o Plano Diretor de Arborização Urbana 2010. ”
                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                      Tipo Dissertação
                      Data 24/06/2024
                      Área BIOLOGIA GERAL
                      Orientador(es)
                      • Camila Aoki
                      Coorientador(es)
                      • Flavio Macedo Alves
                      • Eliane Guaraldo
                      Orientando(s)
                      • JACKELINE PEREIRA DA SILVA
                      Banca
                      • Adriana Takahasi
                      • Arnildo Pott
                      • Bruna Gardenal Fina Cicalise
                      • Camila Aoki
                      • Edna Scremin Dias
                      • Laura Cristina Pires Lima
                      Resumo Globalmente, mais da metade da população humana vive em áreas urbanas. Devido ao rápido desenvolvimento dos centros urbanos, a maioria das cidades brasileiras não contou com um planejamento adequado, que aliasse a atenção às infraestruturas urbanas com a manutenção das áreas verdes. Há 14 anos foi aprovado o Plano Diretor de Arborização (PDAU) de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, o qual apresenta um retrato qualiquantitativo da arborização urbana naquele momento. Este diagnóstico foi atualizado em 2024 para subsidiar o novo Plano Diretor de Arborização Urbana. Esse monitoramento periódico já era previsto no PDAU 2010. Em ambos os diagnósticos atingiu-se uma precisão de 95%, com erro máximo entre 6 e 7%. O diagnóstico realizado em 2010 incluiu 30 bairros, 330 trechos de ruas e 5.046 árvores. O diagnóstico realizado em 2024 incluiu 61 bairros, 526 trechos de rua e 1.976 árvores. Para as vias urbanas da cidade como um todo, foram estimadas 153 mil árvores em 2010 e 175 mil árvores em 2024, um aumento de mais de 14%. A riqueza de espécies registradas não diferiu significativamente, com 157 e 161 espécies registradas em 2010 e 2024, respectivamente. A proporção de espécies exóticas e nativas é semelhante, com um aumento de exóticas em 7% nos últimos anos. As quatro espécies mais abundantes na arborização continuam sendo: Moquilea tomentosa (Oiti), Ficus benjamina (Fícus ou figueira), Cenostigma pluviosum (Sibipiruna) e Murraya paniculata (Murta-de-cheiro). O oiti, que já ultrapassava os percentuais máximos de plantio aumentaram em abundância, contrariando as indicações realizadas no plano diretor. Comparando as alturas médias e circunferências à altura do peito, podemos verificar uma tendência de aumento geral, mas não estatisticamente significativa. Quando essas variáveis são comparadas por espécies, vemos que algumas apresentaram tendência ao aumento e outras à diminuição dos valores, reforçando o quão dinâmico é esse ecossistema sob forte ação antrópica. Os conflitos mais comuns entre árvores e estruturas/mobiliário urbano continuam sendo com a calçada e com o fluxo de pedestres (com soerguimento e quebra do revestimento) e com fiação de energia, internet ou televisão. Todos os conflitos aumentaram em frequência entre 2010 e 2024. O
                      presente estudo reúne informações sobre o diagnóstico da arborização urbana de Campo Grande, apontando tendências e sugerindo medidas de mitigação de problemas, bem como informando áreas em que ocorreu melhoria, as quais podem ser potencializadas nos próximos anos.
                      “Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) no Pantanal brasileiro: estudo florístico e avaliação das espécies resilientes ao fogo e a inundação. "
                      Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                      Tipo Dissertação
                      Data 21/06/2024
                      Área BIOLOGIA GERAL
                      Orientador(es)
                      • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • LUAN HERNANDES PINHO NOGUEIRA
                        Banca
                        • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                        • JULIANA SANTOS SILVA
                        • LEONARDO MAURICI BORGES
                        • LUCAS SÁ BARRETO JORDÃO
                        • MARCELO FRAGOMENI SIMON
                        • VALQUÍRIA FERREIRA DUTRA
                        Resumo Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) agrega 615 espécies, com distribuição
                        pantropical, ocorrendo principalmente em florestas secas e savanas. No Pantanal, Mimosa é o
                        gênero mais diverso de Leguminosae, registrado em diversas fitofisionomias, em especial em
                        campos e formações monodominantes sujeitas ao fogo e ao alagamento. Em campos de
                        pastagens, é comum a colonização de diferentes espécies de Mimosa, ocasionalmente
                        consumidas por gado de corte. Deste modo, esta dissertação visa preencher uma lacuna de
                        conhecimento em termos florístico-taxonômico para as espécies de Mimosa no Pantanal, com
                        informações de distribuição, ambientes preferenciais, informações ecológicas. A dissertação
                        está organizada em artigos. No artigo 1 intitulado “Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae)
                        no Pantanal Brasileiro” visamos: 1.1) avaliar a riqueza de Mimosa no Pantanal brasileiro e 1.2)
                        caracterizar os táxons quanto à morfologia e aos aspectos ecológicos. No artigo 2 intitulado
                        “Avaliação do potencial Infestante de Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae) no Pantanal
                        brasileiro” buscamos: 2.1) identificar quais são as espécies de Mimosa infestantes de pastagens
                        do Pantanal e 2.2) indicar os modos adequados de manejo destas espécies. Para o Pantanal,
                        confirmamos 40 táxons de Mimosa (29 específicos, 11 infra-específicos), o que inclui doze
                        novas ocorrências e duas novas espécies. Identificamos seis táxons de Mimosa como infestantes
                        de pastagens, principalmente após distúrbios de fogo e alagamento. Estruturas subterrâneas,
                        quando presentes, favorecem a permanência de determinadas espécies em pastagens. O
                        acréscimo de táxons para o Pantanal é resultado da análise de centenas de espécimes
                        herborizados, de coletas botânicas e de observações das plantas em campo, o que possibilitou
                        a verificação das identificações de Mimosa. Determinadas espécies infestantes necessitam de
                        manejo frequente para a retirada das estruturas subterrâneas que propiciam a rebrota. Áreas
                        pouco coletadas, como a Terra Indígena Kadiwéu no Mato Grosso do Sul e outros locais no
                        Mato Grosso devem ser priorizados para novas expedições botânicas, pois devem influenciar
                        diretamente no acréscimo de locais de ocorrência de espécies para o Pantanal, conforme
                        verificado em Mimosa.
                        "Malvaceae Juss. Da Estrada Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul, Brasil. "
                        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                        Tipo Dissertação
                        Data 24/05/2024
                        Área BIOLOGIA GERAL
                        Orientador(es)
                        • Maria Ana Farinaccio
                        Coorientador(es)
                        • MARÍLIA CRISTINA DUARTE
                        Orientando(s)
                        • MILENA CASTELLO ESTRA
                        Banca
                        • ADRIANA QUINTELLA LOBÃO
                        • ALUISIO JOSÉ FERNANDES JÚNIOR
                        • Angela Lucia Bagnatori Sartori
                        • Maria Ana Farinaccio
                        • MATHEUS COLLI SILVA
                        • THALES SILVA COUTINHO
                        Resumo A Estrada Parque do Pantanal, está localizada no Estado de Mato Grosso do Sul, e engloba os
                        municípios de Corumbá e Ladário. É uma área especial de interesse turístico, e foi criada pelo
                        Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio do Decreto MS no. 7.122 de 1993. Apresenta
                        uma vegetação variada, entre Florestas Estacionais Deciduais e Semideciduais com clima tropical
                        de estação seca de inverno. Malvaceae compreende 250 gêneros e 4.200 espécies distribuídas
                        principalmente nas regiões tropicais e subtropicais e, mais raramente, nas regiões temperadas.
                        Diversos táxons de Malvaceae apresentam interesse econômico como espécies exploradas nas
                        indústrias alimentícia, têxtil e ornamental, além de possuir plantas ruderais e invasoras de
                        plantações. Neste trabalho realizamos um estudo taxonômico das espécies de Malvaceae da Estrada
                        Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul, que abrange os trechos da MS-184 e da MS-228. No
                        trabalho foram estudadas amostras originais obtidas em expedições de coleta realizadas entre 2018
                        à 2020 e de 2022 à 2023 e das coleções dos herbários COR, CGMS e CPAP. Os taxa foram
                        determinados com consulta à literatura especializada, aos espécimes-tipo e às obras originais. A
                        família está representada na área por seis subfamílias, 18 gêneros e 27 espécies: Apeiba Aubl. (1
                        sp.), Ceiba Mill. (1 sp.), Gaya Kunth (2 spp.), Guazuma Adans. (1 sp.), Helicteres L. (2 spp.),
                        Herissantia Medik. (1 sp. ), Hibiscus L. (1 sp.), Malvastrum A. Gray (1 sp.), Melochia L. (2 spp.),
                        Pavonia Cav. (3 spp.), Peltaea (C.Presl) Standl. (1 sp.), Pseudobombax Dugand (1 sp.), Sida L. (4
                        spp.), Sidastrum Baker f. (1 sp.), Sterculia L. (1 sp.), Urena L. (1 sp.), Waltheria L. (1 sp.) e
                        Wissadula Medik. (1 sp.). Este estudo, além dos dados de ocorrência de Malvaceae nas diversas
                        fitofisionomias, resultou em três novos registros de Malvaceae: Hibiscus striatus Cav. e
                        Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A.Robyns para a Região Centro-Oeste, e Sida acuta Burm.f.
                        para o estado de Mato Grosso do Sul. São apresentados chave de identificação, comentários
                        taxonômicos, dados de distribuição geográfica, imagens e estado de conservação das espécies de
                        Malvaceae ocorrentes na Estrada Parque do Pantanal.
                        "ECOLOGIA DE FORMAÇÕES MONODOMINANTES DE BYRSONIMA CYDONIIFOLIA A. JUSS. (MALPIGHIACEAE) SOB INFLUÊNCIA DA INUNDAÇÃO, FOGO E GADO BOVINO"
                        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                        Tipo Dissertação
                        Data 12/03/2024
                        Área BIOLOGIA GERAL
                        Orientador(es)
                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                        Coorientador(es)
                        • Ieda Maria Bortolotto
                        Orientando(s)
                        • PEDRO ISAAC VANDERLEI DE SOUZA
                        Banca
                        • Francielli Bao
                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                        • Marcelo Leandro Bueno
                        • Maria Antonia Carniello
                        • Rosa Helena da Silva
                        • Tamires Soares Yule
                        Resumo Formações monodominantes são aquelas em que mais da metade dos indivíduos de determinado estrato é constituída por uma única espécie de planta e estão entre as principais características fitofisionômicas do Pantanal. Entre tais formações, podemos destacar os canjiqueirais, cuja principal espécie é Byrsonima cydoniifolia A. Juss. – Malpighiaceae, de hábito arbustivo a arborescente, cujo fruto é comestível, possuindo rico valor nutricional, e cuja presença é tida como indesejada por parte dos pecuaristas, sendo constante a remoção de tais plantas das áreas de pastagens. Nesse estudo, temos como objetivo verificar como varia a riqueza, densidade e area basal dos canjiqueirais em relação aos eventos de fogo e inundação e à presença de gado bovino. Também tivemos como objetivo compreender os conhecimentos de moradores locais acerca tais relações. Para tal, foram selecionados e delimitados, através do uso de imagens de satélite, fragmentos de vegetação com potencial para serem canjiqueirais nas regiões de Miranda e Abobral, Corumbá – MS. Em seguida, utilizando-se de imagens obtidas pelos satélites Landsat-5, Landsat-7, Landsat-8 e Resourcesat-1, foi feito um levantamento dos eventos de fogo que atingiram a região entre os anos de 2000 e 2021, obtendo-se áreas com histórico de 1 a 7 eventos de fogo no período. Foram então selecionadas 26 áreas para visitação e coletas de dados de vegetação tais como altura, comprimento na altura do peito de cada ramo, marcas de fogo e água de indivíduos de porte arbustivo e arbóreo, sendo para cada área realizada a coleta em quatro parcelas de 25x25m. Os conhecimentos locais foram averiguados a partir de entrevistas semiestruturadas feitas com moradores das comunidades locais de Passo do Lontra, Porto Esperança e de cinco fazendas da região, que responderam perguntas sobre como as canjiqueiras respondiam aos eventos de fogo e inundação e qual era sua relação com o manejo de gado. Suas respostas foram analisadas levando-se em consideração seu local de residência, sexo, idade, e tempo de moradia na região. Após análise dos dados de vegetação, constatou-se que a inundação é fator limitante para a presença de indivíduos adultos de B. cydoniifolia e o fogo, bem como a presença de gado, ainda que não interfiram na densidade populacional da planta, diminuem a área basal média dos seus ramos, bem como a quantidade de ramos mais espessos. Após análise de conhecimentos populares, por sua vez, constatamos que as canjiqueiras resistem às inundações e possuem alta capacidade de rebrota após incêndios, o que reforça os dados obtidos na análise de vegetação. Foi possível notar também que os conhecimentos acerca da ecologia da planta são partilhados de forma similar pela população local, sendo as únicas diferenças encontradas no que diz respeito aos conhecimentos acerca da resistência ao fogo e à inundação, os homens conhecem mais, e as diferentes visões sobre a relação entre o manejo de gado e as canjiqueiras, que tendem a ser positivas entre moradores das comunidades e negativas para os das fazendas.
                        "LIQUENS EM CAPÕES DO PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE E SUA RELAÇÃO COM O FOGO"
                        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                        Tipo Dissertação
                        Data 31/08/2023
                        Área BIOLOGIA GERAL
                        Orientador(es)
                        • Adriano Afonso Spielmann
                        Coorientador(es)
                        • Adriano Afonso Spielmann
                        • Andre Aptroot
                        • Natália Mossmann Koch
                        Orientando(s)
                        • MATHEUS MAGALHÃES HENRIQUES DO AIDO
                        Banca
                        • Adriano Afonso Spielmann
                        • Emerson Luiz Gumboski
                        • Flavio Macedo Alves
                        • Geraldo Alves Damasceno Junior
                        • Luciana da Silva Canez
                        • MARCELA EUGENIA DA SILVA CACERES
                        Resumo Nos últimos anos, o regime hídrico do pantanal apresentou déficit na quantidade de água, o que também influenciou no período da cheia anual. Com o ambiente mais seco foram registrados mais incêndios e esse fenômeno pode afetar a diversidade e estrutura das comunidades liquênicas do Pantanal.Os objetivos desse trabalho são: 1) Compreender quais espécies de liquens estão presentes nos capões do Pantanal; 2) Elaborar chaves de identificação e guia fotográfico para essas espécies; 3) Observar o efeito do fogo sobre as comunidades de liquens dos capões, tendo em vista a sucessão ecológica, observados os históricos de queima de cada ponto; 4) Os efeitos da cronossequência após o fogo sobre os atributos funcionais dos liquens. Os resultados desse trabalho contribuem com duas novas espécies de liquens encontradas. Também estão elaborados chaves e um guia fotográfico das espécies encontradas nos capões. Os resultados demonstram que é necessário utilizar novas abordagens e metodologias para explicar quais outros fatores afetam as comunidades de liquens presentes nos capões do Pantanal. Contudo, os resultados presentes demostram que existe perda de diversidade de liquens nos capões atingidos pelo fogo. Essa diversidade gradualmente vai aumentando conforme avança o estágio de sucessão ecológica. O tamanho da área de mata afetada pelo fogo também é um fator que contribui para a perda de diversidade, uma vez que os capões parcialmente afetados apresentam alguma diversidade remanescente nas áreas que não foram atingidas.
                        FENOLOGIA DE PLANTAS EM ÁREAS INUNDÁVEIS
                        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                        Tipo Dissertação
                        Data 24/08/2023
                        Área BIOLOGIA GERAL
                        Orientador(es)
                        • Arnildo Pott
                        Coorientador(es)
                        • Camila Aoki
                        • Rogerio Rodrigues Faria
                        Orientando(s)
                        • KARINY GOES LEANDRO GOMES
                        Banca
                        • Arnildo Pott
                        • Bruna Gardenal Fina Cicalise
                        • BRUNO HENRIQUE DOS SANTOS FERREIRA
                        • Camila Silveira de Souza
                        • Edna Scremin Dias
                        • Suzana Neves Moreira
                        Resumo Estudos fenológicos contribuem para o entendimento das respostas das espécies às condições ambientais e suas interações ecológicas com outros organismos. Realizamos uma revisão em um importante banco de dados de literatura acadêmica (SCOPUS) com o intuito de fornecer um diagnóstico em larga escala dos estudos sobre fenologia de plantas em áreas inundáveis, ajudando a traçar um panorama atual e visualizar tendências e lacunas de conhecimento, as quais podem nortear futuros projetos de pesquisa. Apesar de serem considerados ambientes prioritários para conservação e fornecerem importantes serviços ecossistêmicos, as áreas inundáveis têm sido alvo de poucos estudos fenológicos. Apenas 35 estudos estiveram relacionados ao objetivo desta pesquisa e foram publicados entre 1990 e 2021. Os estudos foram conduzidos em 19 países, com destaque para o Brasil, com 13 artigos. As pesquisas envolveram colaborações entre autores de diferentes instituições, sendo raros os estudos realizados individualmente. Flowering, Phenology e Wetland foram as palavras-chave mais frequentes nos artigos que trataram de fenologia em áreas inundáveis. Os artigos trataram da fenologia de 544 espécies e 107 famílias, com diferentes efeitos dos regimes de inundação sobre
                        a sincronia, intensidade e período das fenofases. A maioria dos estudos fez correlação entre inundação e fenologia (94 %), tendo em 88 % efeito significativo. Investigações sobre o efeito da época, duração e frequência das inundações sobre diferentes aspectos fenológicos são necessários, uma vez que eles variam muito entre espécies e áreas estudadas.
                        FITOPLÂNCTON DE LAGOA URBANA NO ECÓTONO CERRADOPANTANAL: LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES E VARIAÇÕES SAZONAIS
                        Curso Mestrado em Biologia Vegetal
                        Tipo Dissertação
                        Data 04/07/2023
                        Área BIOLOGIA GERAL
                        Orientador(es)
                        • Camila Aoki
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Bruna Kayela da Costa Fonseca
                          Banca
                          • Adriano Afonso Spielmann
                          • Bruna Gardenal Fina Cicalise
                          • Camila Aoki
                          • Fernanda Maria de Russo Godoy
                          • Ricardo Henrique Gentil Pereira
                          Resumo O conhecimento sobre a composição, abundância e distribuição de espécies que compõem a
                          comunidade fitoplanctônica é relevante para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas
                          aquáticos e para o monitoramento da qualidade da água. Considerando a carência de
                          informações na área da ficologia e ecologia no município de Aquidauana (MS) e visando
                          contribuir para ampliar o conhecimento acerca do assunto na região, o objetivo deste estudo
                          foi realizar um levantamento das espécies de fitoplâncton de Chlorophyta e verificar sua
                          variação sazonal no Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida. O estudo qualitativo e
                          quantitativo foi conduzido entre fevereiro e novembro de 2019, abrangendo quatro coletas,
                          amostradas em três pontos distribuídos ao acaso na lagoa. As amostras seguiram o protocolo
                          de filtragem com rede de plâncton. Registramos 45 morfoespécies de Chlorophyta,
                          distribuídos em 19 gêneros, com predominância da classe Chlorophyceae e da ordem
                          Sphaeropleales. Vinte e cinco espécies figuram como novos registros para o Estado de Mato
                          Grosso do Sul. Dentre as variáveis analisadas, apenas a amônia mostrou um correlação
                          significativa com a riqueza e abundância de Chlorophyta na área de estudo.
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