Doutorado em Estudos de Linguagens

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TRABALHO Ações
GEOGRAFICIDADE LITERÁRIA: uma leitura crítico-espacial de ilhas urbanas na obra de Arlete Nogueira da Cruz
Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
Tipo Tese
Data 02/10/2026
Área LETRAS
Orientador(es)
  • Marta Francisco de Oliveira
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Wendel Vinícius de Freitas Santos
    Banca
    • Angela Maria Guida
    • Daniel Abrão
    • José Dino Costa Cavalcante
    • José Henrique de Paula Borralho
    • Lucilene Machado Garcia Arf
    • Marta Francisco de Oliveira
    • Rony Marcio Cardoso Ferreira
    Resumo Esta tese investiga as relações entre literatura, espaço e experiência na obra de Arlete
    Nogueira da Cruz, sistematizando o conceito de Geograficidade Literária como
    categoria de análise da experiência espacial no texto literário. A pesquisa parte do
    interesse em compreender a presença da cidade de São Luís na produção da autora,
    mas, ao longo do percurso investigativo, desloca seu enfoque da representação da
    cidade para a compreensão da cidade como experiência vivida. O corpus é constituído
    pelos romances A Parede (1961) e Compasso Binário (1972), pelo poema Litania da
    Velha (1996), por sua adaptação cinematográfica e por oito contos da coletânea
    Contos Inocentes (2000). O objetivo geral consiste em compreender como a
    linguagem literária constrói a experiência espacial na obra de Arlete Nogueira da Cruz,
    evidenciando de que modo a cidade de São Luís constitui as personagens, organiza
    seus percursos, produz memórias e condiciona diferentes modos de existir. Trata-se
    de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, caráter exploratório e orientação
    fenomenológica, desenvolvida por meio da análise interpretativa do corpus,
    fundamentada na Geografia Humanista Cultural, especialmente nas contribuições de
    Éric Dardel, Yi-Fu Tuan e Edward Relph, em diálogo com Gaston Bachelard e Josefina
    Ludmer. As análises demonstram que o espaço, na obra da autora, ultrapassa a
    função de cenário para tornar-se elemento constitutivo da literariedade, produzindo
    experiências existenciais mediadas pela linguagem. A noção de ilhas urbanas revelase fundamental para compreender a organização das espacialidades representadas,
    permitindo identificar diferentes fragmentos da cidade literária de São Luís, articulados
    em uma cartografia construída por experiências de memória, pertencimento, exclusão,
    imaginação, travessia e resistência. Como principal contribuição, esta tese confere
    fundamentação teórica à Geograficidade Literária, compreendendo-a como categoria
    de análise da experiência espacial construída pela linguagem literária, distinguindo-o
    da geograficidade formulada por Éric Dardel ao situá-la no âmbito dos Estudos de
    Linguagens. Conclui-se que a obra de Arlete Nogueira da Cruz não apenas representa
    a cidade, mas produz formas de habitá-la literariamente, configurando São Luís como
    uma cidade vivida, experienciada e continuamente recriada pela linguagem.
    O “CAIPIRA” VIROU “AGRO”? REFLEXÕES SOCIOLINGUÍSTICAS ACERCA DA VARIAÇÃO E DAS IDENTIDADES DE ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA INTEGRAL EM CAMPO GRANDE-MS
    Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
    Tipo Tese
    Data 29/09/2026
    Área LETRAS
    Orientador(es)
    • Patricia Graciela da Rocha
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Lucas de Souza Machado
      Banca
      • Adriana Lúcia de Escobar Chaves de Barros
      • Ana Karla Pereira de Miranda
      • Fabiana Pocas Biondo
      • Ivonete Nink Soares
      • Joao Tobias Lima Sales
      • Jucara Zanoni do Nascimento
      • Patricia Graciela da Rocha
      Resumo Esta tese investiga como estudantes do ensino médio oriundos de assentamentos rurais,
      matriculados em uma escola pública de tempo integral em Campo Grande-MS, percebem o falar
      caipira e constroem identidades linguísticas diante das transformações simbólicas associadas ao
      discurso contemporâneo do agronegócio. A pesquisa parte de uma inquietação de raízes pessoais,
      ligada à convivência do autor com falantes rurais do interior de Mato Grosso do Sul, e a converte
      em um problema científico sobre as articulações entre língua, identidade e ruralidade no Brasil
      contemporâneo. O referencial teórico ancora-se na Sociolinguística de Bagno (2009; 2017),
      Bortoni-Ricardo (2004; 2011; 2021) e Labov (2008), nos estudos sobre identidade e diferença de
      Silva e Woodward (2014), Rajagopalan (2003) e Moita Lopes (2002), e nas discussões sobre o
      falar caipira e seu percurso de (des)estigmatização a partir de Amaral (2020 [1920]), Rezende
      (2005) e Ilari e Basso (2006). Metodologicamente, adota-se um estudo de caso (Yin, 2005)
      conduzido por meio de uma sequência didática, tendo como instrumento central um teste de
      percepção sociolinguística aplicado aos estudantes. A análise dos dados revela três conjuntos
      principais de achados. O primeiro diz respeito ao caráter híbrido das identidades: embora
      mantenham vínculos diretos com o campo, esses jovens não se percebem de modo exclusivamente
      rural nem urbano, ocupando posições intermediárias em que tradição e modernidade, campo e
      cidade, se tensionam e se rearranjam. O segundo aponta para a permanência do estigma linguístico,
      uma vez que as variedades rurais seguem associadas à baixa escolarização e ao “falar errado”; ao
      mesmo tempo, muitos estudantes demonstram consciência crítica diante dessas hierarquias,
      rejeitando a ideia de que “falar certo” seria condição automática de sucesso, o que evidencia a
      coexistência de ideologias linguísticas normativas e críticas. O terceiro conjunto constitui a
      principal contribuição original da tese e responde à pergunta do título. Os dados demonstram que,
      na percepção dos estudantes, “caipira” e “agro” não são categorias equivalentes: o caipira associase à tradição, à rusticidade, ao sotaque “puxado” (em especial o /r/ retroflexo) e a formas percebidas
      como “erradas”, enquanto o agro se vincula à modernização, à tecnologia, à produtividade e ao
      capital econômico, com fala percebida como menos estigmatizada. Sustenta-se, assim, que o agro
      emerge como uma reconfiguração contemporânea e mais prestigiada da ruralidade, sem, contudo,
      substituir o caipira: o que se observa é uma reorganização simbólica das identidades rurais, na qual
      ambas as categorias coexistem em posições distintas de uma mesma escala de prestígio. A tese
      contribui em três planos: teórico, ao aproximar Sociolinguística, identidade e ruralidade e
      problematizar a categoria “agro”; empírico, ao descrever percepções de um público raramente
      contemplado na área; e educacional, ao reforçar a necessidade de uma pedagogia da variação
      linguística comprometida com o combate ao preconceito linguístico. Conclui-se que a língua não
      apenas comunica identidades, mas participa ativamente de sua construção.
      ANÁLISE SEMIÓTICA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM AMBIENTE VIRTUAL: UMA PROPOSTA TIPOLÓGICA
      Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
      Tipo Tese
      Data 11/09/2026
      Área LETRAS
      Orientador(es)
      • Sueli Maria Ramos da Silva
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Danyelle Almeida Saraiva
        Banca
        • Alexandre Marcelo Bueno
        • Aline Saddi Chaves
        • Elaine de Moraes Santos
        • Geraldo Vicente Martins
        • Sueli Maria Ramos da Silva
        Resumo No Brasil, país laico, as religiões de matriz africana lideram as denúncias de intolerância
        religiosa, apesar da proteção legal ao livre exercício da fé. Esta tese investiga como a
        intolerância religiosa dirigida a essas religiões se produz, circula e se intensifica no discurso
        digital. O objetivo é descrever, do ponto de vista da semiótica discursiva, as operações pelas
        quais a diferença religiosa é convertida em valor negativo e a presença do outro é
        administrada no espaço público, e, além disso, propor uma tipologia dos discursos
        intolerantes. A fundamentação articula o percurso gerativo de sentido (Greimas; Courtés), a
        semiótica tensiva (Zilberberg; Fontanille), a semiótica das paixões (Greimas; Fontanille), os
        regimes de interação (Landowski) e a análise do discurso digital (Paveau), em diálogo com a
        descrição da intolerância como discurso de sanção (Barros). O corpus, constituído por
        materialidades digitais coletadas em redes sociais como Instagram e Facebook, é analisado
        por um protocolo de quatro dimensões: fundamental, narrativo-discursiva, tensiva e
        enunciativo-passional, com critérios explícitos de inclusão, exclusão e passagem entre os
        tipos. Como resultado, propõe-se uma tipologia de seis tipos: desqualificação, humilhação,
        alerta/paternalista, contaminação, condenação e eliminação, organizados em dois
        macrogrupos, os discursos de consolidação e os de propagação, os quais realizam as duas
        posições da correlação tensiva entre intensidade e extensidade. A tipologia descreve a
        intolerância religiosa como escala gradual e como gestão dos regimes de presença do outro,
        da presença atenuada à ausência exigida. Verifica-se que a eliminação simbólica não irrompe
        isolada, mas é preparada por formas brandas, reiteradas e socialmente toleradas de rejeição.
        TRANSLINGUAGEM NA FRONTEIRA BRASIL-BOLÍVIA: PRÁTICAS LINGUÍSTICAS EM UMA TURMA DO 5º ANO DE UMA ESCOLA RURAL DE CORUMBÁ-MS
        Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
        Tipo Tese
        Data 10/09/2026
        Área LETRAS
        Orientador(es)
        • Suzana Vinicia Mancilla Barreda
        Coorientador(es)
        • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
        Orientando(s)
        • Mariana Vaca Conde
        Banca
        • Eliana Rosa Sturza
        • Fabiana Pocas Biondo
        • Fernando Jesus da Silva
        • Lorene Fernandez Dall Negro Ferrari
        • Nara Hiroko Takaki
        • Suzana Vinicia Mancilla Barreda
        • Thayse Figueira Guimaraes
        Resumo Esta tese objetiva analisar as práticas de translinguagem que emergem nas interações escolares
        de uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rural de Educação
        Integral Eutrópia Gomes Pedroso, localizada no Assentamento Tamarineiro I, em CorumbáMS, na fronteira Brasil-Bolívia, e são vivenciadas pelos estudantes, pela professora regente e
        pela pesquisadora em sua atuação como professora de Língua Espanhola. A turma reunia
        estudantes residentes no assentamento e aqueles que atravessavam diariamente a linha
        internacional para estudar no Brasil, configuração que faz da escola um espaço privilegiado
        para observar as relações entre língua, mobilidade e escolarização. A pesquisa, de abordagem
        qualitativa e orientação autoetnográfica, articulou observação participante, entrevistas
        semiestruturadas com os 17 estudantes da turma e com a professora regente, diário de campo,
        registros fotográficos, produções escritas dos estudantes e registros autoetnográficos
        decorrentes da dupla condição da pesquisadora como docente e investigadora na escola, ao
        longo do trabalho de campo realizado entre março e abril de 2025. O tratamento do corpus
        apoiou-se na análise de conteúdo (Bardin, 2011) e o diálogo teórico principal se deu com os
        estudos da translinguagem (García, 2010; Canagarajah, 2013; García e Wei, 2014; García e
        Kleyn, 2016; García, Johnson e Seltzer, 2017; García e Alvis, 2019), em articulação com
        pesquisas desenvolvidas na fronteira Brasil-Bolívia (Sturza, 2006; Ferrari, 2017; Mancilla
        Barreda, 2017a; 2017b; Ferrari e Maciel, 2019; Conde, 2020; Mancilla Barreda e Maciel, 2022;
        Conde e Santos, 2024; Mancilla Barreda, Ferrari e Portugal, 2025). Os resultados indicam que
        os repertórios linguísticos dos estudantes não podem ser previstos pelo local de residência, pois
        se constituem nas relações familiares, nos deslocamentos e na convivência escolar; que a
        mediação linguística entre colegas circula em mais de uma direção e reorganiza, ainda que
        temporariamente, as posições de conhecimento na sala de aula; e que a mobilização do
        português e do espanhol era regulada de modo situado, conforme a disciplina, a atividade e as
        decisões docentes. A tese sustenta que a translinguagem, na escola investigada, não constituía
        uma pedagogia planejada nem uma política institucional, mas uma prática social situada, cuja
        transformação em orientação pedagógica continuada depende de formação docente, materiais
        e decisões institucionais comprometidas com as condições linguísticas da fronteira. Os
        resultados dizem respeito a uma turma e a um contexto específicos, não autorizando
        generalizações para outras escolas da fronteira Brasil-Bolívia.
        Translinguagem na fronteira Brasil-Bolívia: práticas linguísticas em uma turma do 5º ano de uma escola rural de Corumbá-MS
        Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
        Tipo Tese
        Data 10/09/2026
        Área LETRAS
        Orientador(es)
          Coorientador(es)
          Orientando(s)
            Banca
              Resumo Esta tese objetiva analisar as práticas de translinguagem que emergem nas interações escolares
              de uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rural de Educação
              Integral Eutrópia Gomes Pedroso, localizada no Assentamento Tamarineiro I, em CorumbáMS, na fronteira Brasil-Bolívia, e são vivenciadas pelos estudantes, pela professora regente e
              pela pesquisadora em sua atuação como professora de Língua Espanhola. A turma reunia
              estudantes residentes no assentamento e aqueles que atravessavam diariamente a linha
              internacional para estudar no Brasil, configuração que faz da escola um espaço privilegiado
              para observar as relações entre língua, mobilidade e escolarização. A pesquisa, de abordagem
              qualitativa e orientação autoetnográfica, articulou observação participante, entrevistas
              semiestruturadas com os 17 estudantes da turma e com a professora regente, diário de campo,
              registros fotográficos, produções escritas dos estudantes e registros autoetnográficos
              decorrentes da dupla condição da pesquisadora como docente e investigadora na escola, ao
              longo do trabalho de campo realizado entre março e abril de 2025. O tratamento do corpus
              apoiou-se na análise de conteúdo (Bardin, 2011) e o diálogo teórico principal se deu com os
              estudos da translinguagem (García, 2010; Canagarajah, 2013; García e Wei, 2014; García e
              Kleyn, 2016; García, Johnson e Seltzer, 2017; García e Alvis, 2019), em articulação com
              pesquisas desenvolvidas na fronteira Brasil-Bolívia (Sturza, 2006; Ferrari, 2017; Mancilla
              Barreda, 2017a; 2017b; Ferrari e Maciel, 2019; Conde, 2020; Mancilla Barreda e Maciel, 2022;
              Conde e Santos, 2024; Mancilla Barreda, Ferrari e Portugal, 2025). Os resultados indicam que
              os repertórios linguísticos dos estudantes não podem ser previstos pelo local de residência, pois
              se constituem nas relações familiares, nos deslocamentos e na convivência escolar; que a
              mediação linguística entre colegas circula em mais de uma direção e reorganiza, ainda que
              temporariamente, as posições de conhecimento na sala de aula; e que a mobilização do
              português e do espanhol era regulada de modo situado, conforme a disciplina, a atividade e as
              decisões docentes. A tese sustenta que a translinguagem, na escola investigada, não constituía
              uma pedagogia planejada nem uma política institucional, mas uma prática social situada, cuja
              transformação em orientação pedagógica continuada depende de formação docente, materiais
              e decisões institucionais comprometidas com as condições linguísticas da fronteira. Os
              resultados dizem respeito a uma turma e a um contexto específicos, não autorizando
              generalizações para outras escolas da fronteira Brasil-Bolívia.
              ENSAIO BIOGRÁFICO FRONTEIRIÇO: teorizações a partir da fronteira-sul
              Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
              Tipo Tese
              Data 17/08/2026
              Área LETRAS
              Orientador(es)
              • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Francine Carla de Salles Cunha Rojas
                Banca
                • Alexandra Santos Pinheiro
                • Angela Maria Guida
                • Geovana Quinalha de Oliveira
                • Julia Evelyn Muniz Barreto Guzman
                • Leoné Astride Barzotto
                • Marta Francisco de Oliveira
                • Tiago Osiro Linhar
                Resumo A pesquisa visa desenvolver a concepção de ensaio biográfico fronteiriço
                como uma escrita conceitual biográfica embasada em uma perspectiva descolonial.
                Nesse sentido, a discussão conceitual é desenvolvida a partir de teorizações que
                emergem do que Walter Mignolo denominou de experiência subalterna e das
                sensibilidades biográficas e locais (Mignolo, 2003) de uma plêiade de autores e da
                pesquisadora imbrincados pela lógica da colonialidade perpetrada pelo colonialismo
                histórico. A inscrição biográfica, resultado das sensibilidades que constituem as
                pessoas e erigem conceitos, não se relaciona com a continua afirmação da
                individualidade do eu do ensaio moderno, por esse motivo o cerne da pesquisa
                inscreve a partir de experiências pessoais e leituras teóricas o desprendimento como
                práxis. Para o desenvolvimento dessa premissa, a tese foi organizada em cinco
                capítulos, cada qual desenvolvido a partir de um ou dois conceitos, os quais atuam
                como pontos de partida que orientam os ensaios, uma vez que a essa pesquisa não
                interessa instituir a precedência de um conceito em relação ao outro, aliás a divisão
                conceitual estabelecida para cada capítulo atende a demanda pedagógica de elucidar
                precisamente o tópico central da teorização. No 1º capítulo, intitulado “O começo de
                uma história biográfica: para aprender a desaprender”, os conceitos principais que
                iniciam a teorização são “desprendimento” e “desaprender”, uma vez que a práxis
                descolonial implica não somente em uma ampla rede conceitual, mas sobretudo
                demanda a consciência e percepção da colonialidade, que impera nas terras que se
                convencionou chamar de América, desde 1492, à revelia dos povos originários, que
                ali viviam anteriormente à chegada dos “descobridores” europeus. No 2º capítulo,
                “Ensaio biográfico fronteiriço e ensaio biográfico moderno: desprendimentos”, amplia
                a discussão desenvolvida anteriormente ao constatar que o ensaio biográfico
                fronteiriço diverge da modernidade, ao contrário do ensaio moderno que é
                primordialmente uma consequência que endossa a ideia base da modernidade. Por
                sua vez, o 3º capítulo, “Uma leitura biográfica-fronteiriça da proposta ensaística de
                Fisiologia da composição (2020)”, prossegue sob a perspectiva do desprendimento e
                do desaprender ao apresentar uma leitura a partir das sensibilidades do livro Fisiologia
                da composição, de Silviano Santiago, e dos corpos/sensibilidades dos escritores
                Machado de Assis e Graciliano Ramos. Em relação ao 4º capítulo, “Desobedecendo
                o corpus para descolonizar o corpo”, discorre-se sobre a dissociação entre escrita e
                as sensibilidades biográficas/corpo e sobre certas experiências / teorias (refiro-me
                àquelas que emergem da Europa e dos Estados Unidos e que originam as “teorias
                itinerantes”) ganham o corpo da escrita com maior facilidade por serem isentas /
                neutras ao obedecerem os padrões científicos e técnicos. Por fim, no 5º capítulo,
                denominado “Aprender a desaprender para (re)aprender: ser de onde penso a partir
                do corpo”, encerro a tese ao prosseguir a partir da perspectiva do corpo e das
                sensibilidades biográficas as reflexões sobre o desprendimento do corpus acadêmico
                e das senhas de ingresso e trânsito na academia e na sociedade atravessada pela
                colonialidade.
                Processos criativos da canção: uma proposta de análises a partir de compositores violonistas
                Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                Tipo Tese
                Data 15/07/2026
                Área LETRAS
                Orientador(es)
                • William Teixeira da Silva
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Lais Domingues Fujiyama
                  Banca
                  • Denise Hortência Lopes Garcia
                  • Luis Ricardo Silva Queiroz
                  • Marcos Machado Chaves
                  • Mateus Berger Kuschick
                  • Ricardo Magalhaes Bulhoes
                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                  • William Teixeira da Silva
                  Resumo Esta tese tem como objetivo a análise da canção esteada pela performance e com o foco
                  no imbricamento entre texto e música no recorte do compositor violonista. Diante do
                  estudo aprofundado sobre as referências que dialogam com os aspectos da canção e com
                  a história do violão pudemos atestar diferentes prismas na pesquisa acadêmica
                  envolvendo esses objetos e nos fazendo despertar para a contribuição que poderíamos
                  oferecer com esta tese. O princípio filosófico escolhido como suporte das análises foi o
                  conceito de dialogismo de M. Bakhtin que nos possibilitou trabalhar com o sentido de
                  abertura imanente da obra de arte, nos oferecendo assim a performance como processo
                  ativo criador em nossas análises. Em busca da solidez para o nosso subsídio teórico
                  adicionamos as etapas da retórica (tanto da oratória quanto da música), a escansão e outros
                  aspectos textuais como rimas, reiterações, anáforas e assonâncias, além do uso do
                  conceito de musema de Phillip Tagg para uma visualização quantitativa de nossas
                  análises. Ao final alcançamos o objetivo da criação de um sistema de análises dos
                  processos criativos de compositores violonistas que se debruça tanto na parte textual
                  quanto no aspecto musical, buscando a todo o instante promover as correlações entre as
                  linguagens presentes numa canção.
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                    CLARICE LISPECTOR CRONISTA: conversas epistêmicas
                    Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                    Tipo Tese
                    Data 19/06/2026
                    Área LETRAS
                    Orientador(es)
                    • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Nathalia Flores Soares
                      Banca
                      • Carlos Vinicius da Silva Figueiredo
                      • Edgar Cezar Nolasco dos Santos
                      • Lucilene Machado Garcia Arf
                      • Luiz Lopes
                      • Marta Francisco de Oliveira
                      • Neurivaldo Campos Pedroso Junior
                      • Rony Marcio Cardoso Ferreira
                      Resumo Esta tese de doutoramento tem por objetivo conceituar as conversas epistêmicas
                      como práticas de pensamento insurgente e formas de resistência descolonial, tendo
                      como campo de experimentação teórica as crônicas de Clarice Lispector, lidas a partir
                      de uma perspectiva crítica biográfica fronteiriça. Com base em Walter Mignolo,
                      Boaventura de Sousa Santos e Enrique Dussel, a pesquisa se ancora na opção
                      descolonial, recusando os padrões modernos-coloniais de legitimação do saber para
                      afirmar umas práxis situada, encarnada e sensível. O ponto de partida está na aposta
                      de que o gesto de Clarice — sobretudo em suas crônicas — tensiona as fronteiras entre
                      literatura, filosofia, vida e política, instaurando modos outros de dizer, pensar e existir.
                      O trabalho é orientado por uma metodologia teórico-bibliográfica e compõe-se de três
                      capítulos, que dialogam entre si na tentativa de mapear um território conceitual que
                      emerge do corpo, da linguagem e da sensibilidade. No Capítulo I – “Entre Crônicas e
                      Conversas: Desobediência, desprendimento, para des-aprender a crônica de
                      Clarice Lispector”, propõe-se uma leitura das crônicas clariceanas como práticas de
                      desobediência epistêmica, nas quais a autora subverte a forma-crônica e se
                      desprende da tradição crítica moderna. A escrita clariceana é compreendida como gesto
                      de insurgência, capaz de desarticular os dispositivos formais e simbólicos da
                      racionalidade ocidental. O desprendimento aparece como categoria central para
                      descolonizar a leitura e liberar a crônica do seu lugar subalternizado na hierarquia dos
                      gêneros literários. O Capítulo II – “Conversas Epistêmicas: Corpo, Território e
                      Pensamento Próprio em Clarice Lispector” aprofunda a dimensão corpórea e
                      territorial do pensamento clariceano. A crônica é lida como um lugar de enunciação sulfronteiriço, em que o corpo escreve o mundo em que o pensamento próprio emerge
                      da experiência e da dor. A partir de crônicas como “O Corpo e a Alma” e “A
                      Impossibilidade de Ser”, busca-se evidenciar como a autora ativa uma sensibilidade
                      inteligente que resiste ao apagamento das subjetividades marcadas pela colonialidade.
                      O corpo — sobretudo o corpo feminino — é reconfigurado como campo de luta e reexistência. No Capítulo III – Por uma gramática da conversa epistêmica em Clarice
                      Lispector”, Examina-se a como ao longo da tese a conversa em conjunto com os
                      conceitos trabalhados acabam por propor uma noção gramática da conversa que
                      desloca os modos institucionais de produção do conhecimento. Inspirando-se em
                      declarações da própria Clarice Lispector. A conversa aqui não é metáfora, mas modo
                      privado de filosofia, uma forma de fazer teoria a partir da vulnerabilidade, do
                      inacabamento e da escuta. Portanto, por meio da conjunção entre os três capítulos, da
                      presença subversiva de Clarice Lispector e dos aportes do pensamento descolonial,
                      esta tese busca defender a ideia de que as crônicas clariceanas são potentes formas
                      de insurgência epistêmica. A conversa epistêmica, gesto desobediente, enraizado no
                      corpo e no território, se consolida como um caminho de re-existência e como prática de
                      pensamento fronteiriço.
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                        Remição pela leitura no Mato Grosso do Sul: a utopia por trás das grades
                        Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                        Tipo Tese
                        Data 26/03/2026
                        Área LETRAS
                        Orientador(es)
                        • Ramiro Giroldo
                        Coorientador(es)
                        • Beatriz Rosalia Gomes Xavier Flandoli
                        Orientando(s)
                        • Rebeca Cacho Barcelos
                        Banca
                        • Altamir Botoso
                        • Andre Rezende Benatti
                        • Flávio Amorim da Rocha
                        • Paulo Custódio de Oliveira
                        • Paulo Eduardo Benites de Moraes
                        • Ramiro Giroldo
                        • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                        Resumo Esta tese apresenta os desdobramentos da política pública de
                        remição de pena pela leitura no Estado de Mato Grosso do Sul, com ênfase no
                        Instituto Penal de Campo Grande, analisando a leitura como possibilidade de
                        humanização e a experiência utópica do sujeito-leitor no interior do cárcere.
                        Partindo da Lei nº 12.433/2011, que institui a remição de pena pela leitura no
                        sistema prisional brasileiro, o estudo examina como essa prática educativa
                        atravessa os sujeitos privados de liberdade e como a literatura opera
                        simbolicamente como espaço de resistência e (re)existência. A pesquisa articula
                        dados bibliográficos, análises teóricas e reflexões provenientes das oficinas e
                        produções textuais no âmbito do projeto de extensão Observatório da Violência
                        e Sistema Prisional, vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Cultura,
                        Psicologia, Educação e Trabalho - CPET. O percurso teórico-conceitual ancorase nos estudos sobre o poder, a punição e o funcionamento das prisões,
                        destacando as contribuições de Michel Foucault (2004; 1979), Karl Marx (2002),
                        Loïc Wacquant (2001; 2009), Erving Goffman (1996), Thomas More (2017) e
                        Ernst Bloch (2005), além de autores brasileiros como Paulo Freire (1989) e
                        Antonio Candido (1995), que fundamentam a reflexão sobre leitura, subjetividade
                        e humanização. A análise qualitativa das produções escritas dos apenados se
                        dá em doze resenhas produzidas pelos apenados e evidencia como a literatura
                        instaura microutopias no interior do cárcere, permitindo que os sujeitos
                        reelaborem suas experiências, tensionem a realidade distópica da prisão e
                        mobilizem sentidos de esperança, memória e identidade. Assim, esta tese
                        demonstra que a remição pela leitura ultrapassa a redução da pena em dias e
                        se manifesta como instrumento de reinserção simbólica, reconstrução subjetiva
                        e afirmação da dignidade humana. Justifica-se, portanto, pela relevância social
                        e educacional da prática leitora no sistema prisional, pela escassez de estudos
                        aprofundados sobre o tema no Mato Grosso do Sul e pela necessidade de
                        compreender como a literatura pode atuar como mediação potente entre
                        punição, educação e liberdade.
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                          BREVITATE VITAE DO (SOBRE)VIVER AO MORRER: A CONDIÇÃO MELANCÓLICA EM LUIZ RUFFATO E LARS VON TRIER
                          Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                          Tipo Tese
                          Data 25/03/2026
                          Área LETRAS
                          Orientador(es)
                          • Wellington Furtado Ramos
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Cecilia Guedes Borges De Araujo
                            Banca
                            • Andre Rezende Benatti
                            • Carolina Barbosa Lima e Santos
                            • Flávio Amorim da Rocha
                            • Paulo Eduardo Benites de Moraes
                            • Ramiro Giroldo
                            • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                            • Volmir Cardoso Pereira
                            Resumo Os estudos de melancolia repousam, a princípio, nas teorias de Hipócrates e de Constantinus,
                            e, mais tarde, na sua relação com a literatura, com base nas teorias da psicanálise e da crítica
                            literária. Esta pesquisa tem natureza exploratória e, assentada no mecanismo do raciocínio
                            silogístico formal, propõe uma investigação crítico-analítica da representação da melancolia
                            associada às instâncias do luto antecipado e da sensação de brevidade da vida nas obras O verão
                            tardio (2019), de Luiz Ruffato, e Melancolia (2011), de Lars Von Trier. Metodologicamente,
                            esta pesquisa está consubstanciada nos teóricos: Agamben (2009), Burton (2011), Cordás
                            (2017), Deleuze (1983), Freud (2013), Genette (1995), Kierkegaard (2010), Löwy e Sayre
                            (1995), Starobinski (2016), Svendsen (2006), entre outros. Por fim, a análise das obras –
                            literária e fílmica - demonstra a condição melancólica das personagens centrais, a partir da
                            constatação da finitude como princípio de adoecimento e de um profundo sofrimento emocional
                            e psicológico, tendo em vista, sobretudo, a elaboração formal do discurso das narrativas,
                            respeitadas suas especificidades, como discursos/narrativas que encarnam a melancolia como
                            um dispositivo evidenciado, sobretudo, por uma espécie de ausência estruturante de um objeto
                            de luto (Freud, 2013).
                            TRAGICOMÉDIA DE COSTUMES NO TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO: EM METONÍMIA, O PROJETO ESTÉTICO DE LEONARDO CORTEZ
                            Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                            Tipo Tese
                            Data 06/03/2026
                            Área LETRAS
                            Orientador(es)
                            • Wagner Corsino Enedino
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Rômulo Gomes Baena
                              Banca
                              • Gicelma da Fonseca Chacarosqui Torchi
                              • João Adalberto Campato Junior
                              • Leoné Astride Barzotto
                              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                              • Vanessa Hagemeyer Burgo
                              • Wagner Corsino Enedino
                              • Wellington Furtado Ramos
                              Resumo Esta tese pretendeu identificar um projeto estético que une a obra do dramaturgo brasileiro Leonardo
                              Cortez. Partimos da observação de sua produção dramatúrgica no contexto contemporâneo nacional,
                              buscando historicizar a sua produção artística. Ademais, identificamos, na dramaturgia do autor, um
                              gênero/subgênero dramático interseccional que podemos categorizar como “tragicomédia de
                              costumes”. Com isso em vista, analisamos as obras que compõem o corpus de pesquisa, relacionando
                              tanto os elementos mais propriamente formais da tragédia e comédia, quanto à relação estabelecida
                              entre estas e crítica social no drama de Cortez. Partimos da análise dos textos dramatúrgicos “O
                              crápula redimido” (2003), “Escombros” (2005), “Rua do medo” (2010) e “Maldito benefício” (2013),
                              reunidos e publicados nos livros Trilogia canalha (2008) e Comédias urbanas (2014). Importante
                              destacar que o aporte conceitual desta tese está amparado nas contribuições de Giorgio Agamben
                              (2009), Vilma Arêas (1990), Ariano Suassuna (2012), Norma Román Calvo (2003), Patrice Pavis
                              (1999), Jean-Pierre Ryngaert (1995, 1998), Raymond Williams (2002), Ross E. “Rusty” Butler Jr.
                              (2023), entre outros. A estrutura da tese está organizada em cinco seções, com a “Introdução”
                              correspondendo à primeira e as “Considerações finais” à quinta seção. “Leonardo Cortez e o drama
                              brasileiro contemporâneo” é alvo da segunda seção, cujo foco repousa nos aspectos biográficos do
                              dramaturgo, bem como na noção de contemporaneidade que perpassa suas produções. A terceira
                              seção, “Tragicomédia: o doloroso e o risível na dramaturgia de Leonardo Cortez”, traz, para o cerne
                              das discussões, o conceito de tragicomédia e como esta vertente dramatúrgica se manifesta nos dramas
                              cortezianos em análise. A quarta seção desta tese, intitulada “Comédia de costumes de Leonardo
                              Cortez: uma crítica político-social do Brasil contemporâneo”, dedica-se à análise do padrão
                              contemporâneo da comédia de costumes, bem como à representação social presente no projeto estético
                              desenvolvido por Leonardo Cortez. Como resultado desse percurso analítico, observamos a
                              representação, por meio de um projeto estético que une o trágico ao cômico, de um mundo marcado
                              pela internacionalização do sistema econômico capitalista, cujas contradições e características
                              programáticas operam como dissolutores do humanismo.
                              ENTRE RAÇA E IDENTIDADE: LEITURAS CRÍTICAS EM GRAPHIC NOVEL JEREMIAS ALMA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL
                              Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                              Tipo Tese
                              Data 12/02/2026
                              Área LETRAS
                              Orientador(es)
                              • Nara Hiroko Takaki
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Janayne Pereira de Oliveira
                                Banca
                                • Ana Karina de Oliveira Nascimento
                                • Geovana Quinalha de Oliveira
                                • Marlene de Almeida Augusto de Souza
                                • Nara Hiroko Takaki
                                • Nataniel dos Santos Gomes
                                • Rosivaldo Gomes
                                • Tania Ferreira Rezende
                                Resumo Esta tese de doutorado tem como objetivo investigar a construção de sentidos dos e das estudantes
                                do 8o ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Sabina Anastasia, localizada na região sul
                                da cidade de Campo Grande-MS, no período vespertino, em relação à racialização na Graphic
                                Novel Jeremias: Alma. Realizada entre julho e setembro de 2023, a pesquisa foi fundamentada
                                em perspectivas críticas sobre línguas e linguagens, incluindo a decolonialidade. O conceito de
                                língua/linguagem adotado segue Veronelli (2019), em diálogo com Volóchinov (2017) e Takaki
                                (2017). Os planos de aula foram estruturados em quatro módulos ao longo de quatro meses,
                                concebidos e implementados pela pesquisadora/professora. O referencial teórico utilizado
                                abrange; letramento racial crítico (Ferreira, 2012), Letramento crítico (Janks, 2013, Cervetti et al,
                                2001) da decolonialidade (Dussel, 2000; Quijano, 2005; Grosfóguel, 2007; Mignolo; Walsh,
                                2018; Delgado, 2007; Flórez-Flórez, 2007; Espinosa, 2007), do feminismo decolonial (Lugones,
                                2014; Gonzalez, 2020), do feminismo negro (hooks, 2014; Ribeiro, 2017; Collins, 2017;
                                Gonzalez, 2020; Adichi, 2017 ; Bento, 2022); Carneiro, 2011; Cusicanqui, 2010; Davis, 2016;
                                Gomes, 2017; Nascimento, 1989; Kilomba, 2019; Evaristo, 2018; Moreno & Faria, 2015;
                                Marques; Diallo, 2020), da Interseccionalidade (Crenshaw, 2002, Lugones, 2014) e da
                                (auto)crítica reflexiva (Takaki, 2019), Autoetnografia (Ono, 2017). A abordagem qualitativa de
                                cunho etnográfico (André, 1995), está fundamentada em uma perspectiva interpretativista (Monte
                                Mór, 2012) e considera os padrões socioculturais e históricos que moldam as formas de
                                interpretação dos sujeitos. O foco esteve na análise crítica dos fenômenos observados, valorizando
                                as percepções dos(as) estudantes. Buscando ir além da descrição e, problematizando os
                                significados construídos, a metodologia destacou a relação entre trajetórias individuais e
                                contextos sociais. A tese aponta caminhos para práticas pedagógicas transformadoras, capazes de
                                desafiar estruturas coloniais e promover uma sociedade mais justa e plural.
                                DOR, SOFRIMENTO E MORTE DE SI: REPRESENTAÇÕES DO COLAPSO SUBJETIVO EM A ARTE DA AUTOMUTILAÇÃO, DE FELIPE LION, E UM BURACO COM MEU NOME, DE JARID ARRAES
                                Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                Tipo Tese
                                Data 16/12/2025
                                Área LETRAS
                                Orientador(es)
                                • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Luiz Antonio Piesanti
                                  Banca
                                  • Andre Rezende Benatti
                                  • Flávio Amorim da Rocha
                                  • Juliana Ciambra Rahe Bertin
                                  • Leoné Astride Barzotto
                                  • MELLY FÁTIMA GOES SENA
                                  • Ramiro Giroldo
                                  • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                  Resumo A presente tese se propõe a investigar as representações da dor, do sofrimento e da morte de si
                                  na poesia contemporânea brasileira, a partir da problematização do suicídio e do colapso
                                  subjetivo como experiências historicamente silenciadas, estigmatizadas e esteticamente
                                  elaboradas pela linguagem literária. O objetivo geral consiste em investigar essas
                                  representações, tendo como objetos de estudo A arte da automutilação, de Felipe Lion (2013),
                                  e Um buraco com meu nome, de Jarid Arraes (2018), analisando os atravessamentos entre tema,
                                  em uma perspectiva histórica, pulsões de morte, em uma perspectiva psicanalítica, e estilo, em
                                  uma perspectiva estilística, de modo a observar como as obras transformam o corpo ferido
                                  (física, patológica e simbolicamente) em enunciação poética e performática. Os objetivos
                                  específicos são: discutir a historiografia do suicídio e da morte de si, e suas representações
                                  literárias, observando seus deslocamentos simbólicos ao longo do tempo; examinar, à luz da
                                  psicanálise, as pulsões de vida e de morte implicadas nos poemas de ambos os autores dos
                                  corpora; e compreender o modo como o estilo e as escolhas formais de cada autor articulam a
                                  experiência da dor, do sofrimento e da morte de si mesmo (consumada ou simbólica) à criação
                                  estética. Os corpora da pesquisa são constituídos pelas duas coletâneas poéticas supracitadas,
                                  analisadas a partir de uma abordagem qualitativa de caráter comparatista, fundamentada na
                                  leitura e análise dos textos literários, no processo de construção de sentidos a partir das nuances,
                                  convergências e ressonâncias que emergem entre autores de formações e contextos distintos. O
                                  aporte teórico articula fundamentos da Nova História, especialmente em Georges Minois e
                                  Philippe Ariès, da psicanálise, com Sigmund Freud e Marcelo Veras, e da crítica literária
                                  contemporânea, com destaque para Alfredo Bosi, Norma Goldstein e Antonio Candido. Quanto
                                  ao percurso metodológico, o estudo se organiza em três capítulos: o primeiro apresenta a
                                  perspectiva histórica do suicídio e da morte de si, bem como um levantamento do estado da arte
                                  por meio do Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES; o segundo desenvolve a abordagem
                                  psicanalítica, com ênfase na teoria das pulsões e no conceito de morte de si; e o terceiro se
                                  dedica à análise estilística das obras, considerando os elementos formais da linguagem poética.
                                  Os poemas de Lion (2013) serão analisados conforme a organização tripartida de sua obra,
                                  enquanto os de Arraes (2018) são selecionados a partir dos três primeiros eixos (“selvageria”,
                                  “fera” e “corpo aberto”), que versam, respectivamente, sobre a dimensão primária da dor, o
                                  caráter conflituoso da existência e a exposição física e simbólica do sofrimento. Os resultados
                                  evidenciam que, embora oriundas de trajetórias autorais distintas, ambas as obras convergem
                                  na elaboração simbólica da morte de si como experiência estética, seja por meio da
                                  fragmentação imagética, da introspecção e da contemplação da morte em Lion (2013), seja pela
                                  articulação entre corpo, violência, sofrimento social e resistência na poética de Arraes (2018),
                                  demonstrando que, além de tematizar a dor, a poesia a encena formalmente por meio de cortes,
                                  silêncios, imagens corporais violentas e intensificação rítmica.
                                  A COSTUREIRA E O CANGACEIRO: IDENTIDADE BRASILEIRA, RESGATE HISTÓRICO E ECOS REGIONALISTAS NO ROMANCE DE FRANCES DE PONTES PEEBLES
                                  Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                  Tipo Tese
                                  Data 15/12/2025
                                  Área LETRAS
                                  Orientador(es)
                                  • Danglei de Castro Pereira
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Nathalie Elias da Silva Cavalcante
                                    Banca
                                    • Adriana Lins Precioso
                                    • Danglei de Castro Pereira
                                    • Lucilo Antonio Rodrigues
                                    • Ramiro Giroldo
                                    • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                    • Samuel Carlos Melo
                                    • Wagner Corsino Enedino
                                    Resumo Em 2009, foi publicado no Brasil o romance A costureira e o cangaceiro de Frances de
                                    Pontes Peebles. A obra em questão foi originalmente escrita em inglês. Frances de Pontes
                                    Peebles é filha de mãe pernambucana e pai norte-americano. Este estudo propõe-se a analisar
                                    o romance filiando-o à tradição da literatura brasileira, mais especificamente, ao regionalismo
                                    literário na contemporaneidade. O que norteia a leitura da obra é o seu vínculo com as
                                    questões de pertença e identidade nacional, ficcionalização da história política do Brasil a
                                    partir da Revolução de 30, memória coletiva do cangaço e da seca de 1932. Para isso, no
                                    campo da historiografia e crítica literárias brasileira, recorri a nomes como Antônio Cândido,
                                    Fernando Cerisara Gil, Luís Bueno e Tânia Pellegrini, problematizando a relevância do
                                    romance em sua relação às matrizes da literatura nacional. No âmbito da História e da cultura,
                                    explorei a emergência do cangaço como meio de vida, suas formas endêmicas e epidêmicas
                                    no sertão nordestino, bem como as manifestações culturais populares ligadas à mítica que
                                    hoje circunda o cangaceirismo, tornando-o uma forma de expressão identitária do sertão
                                    brasileiro. Observei como o romance utiliza-se de material farto para uma composição
                                    verossímil dos espaços do campo e da cidade no Nordeste do Brasil, englobando de maneira
                                    coerente suas tradições culturais e sua História.
                                    DICIONÁRIO FRASEOTERMINOLÓGICO MONOLÍNGUE COM EQUIVALENTES EM ESPANHOL DE COLOCAÇÕES ESPECIALIZADAS DA ÁREA CÍVEL DO DIREITO
                                    Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                    Tipo Tese
                                    Data 12/12/2025
                                    Área LETRAS
                                    Orientador(es)
                                    • Elizabete Aparecida Marques
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Camila Candido Oliveira Menezes
                                      Banca
                                      • Aparecida Negri Isquerdo
                                      • Bruno Oliveira Maroneze
                                      • Cleci Regina Bevilacqua
                                      • Elizabete Aparecida Marques
                                      • Mariângela de Araújo
                                      • Maurizio Babini
                                      • Renato Rodrigues Pereira
                                      Resumo Situado no âmbito dos estudos lexicais, este trabalho compreende a Terminologia e
                                      a Terminografia como aporte teórico e metodológico para tratamento e compilação
                                      das Colocações Especializadas ou fraseotermos (Gréciano,1997) que constituem
                                      elementos imprescindíveis no contexto de uma linguagem de especialidade, neste
                                      caso, a jurídica, e são formados por uma base nominal ou verbal estável e um
                                      colocado que a especifica, com sentido composicional. Assim, esta investigação
                                      apresenta cunho teórico, mas principalmente prático, por se propor a elaborar um
                                      dicionário fraseoterminológico semibilíngue (português-espanhol) de colocações da
                                      área cível do Direito, disponível em formato impresso e digital, com o objetivo de
                                      atender aos consulentes especializados e semiespecializados, como tradutores,
                                      estudantes e professores do curso de Direito, que desenvolvam exames de
                                      proficiência, pesquisas e participem em eventos e cursos em instituições estrangeiras.
                                      Diante disso, este estudo fundamenta-se na Teoria Comunicativa da Terminologia
                                      (TCT) de Cabré (1993, 1999) para a realização do percurso investigativometodológico. O corpus de investigação em Língua Portuguesa é composto de
                                      sentenças da área cível do Direito publicadas no Diário Eletrônico, meio de publicação
                                      oficial do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, seção judiciária de Mato
                                      Grosso do Sul, no período de 2010 a 2024, considerando os meses mais produtivos.
                                      Para a extração dos padrões fraseológicos, com base na composição e delimitação
                                      das unidades estabelecidas por Hausmann (1984, 1985) e González Rey (2015), foi
                                      usado o software AntConc; para a construção do mapa conceitual da área cível e de
                                      seus campos nocionais, utilizou-se o Cmap Tools; para a elaboração das fichas
                                      terminológicas e posterior criação de um dicionário, fez-se uso do software FLEx
                                      (FieldWorks Language Explorer); e para a busca dos correspondentes em Língua
                                      Espanhola, foram consultados dicionários jurídicos, como o Diccionario panhispánico
                                      del español jurídico – RAE (Machado, 2020). Os dados coletados demonstram que a
                                      área em questão é lexicalmente rica, haja vista a quantidade de 335 fraseotermos
                                      validados pelo especialista e que compõem as entradas do Dicionário. Com base
                                      neste fato e por razões práticas, apresentamos a ampliação das informações no
                                      repertório, com o aumento da quantidade de verbetes do dicionário e com o adicional
                                      da informação de correspondência em Língua Espanhola
                                      A CORPORIFICAÇÃO TENSIVA DA POLÊMICA: UMA PROPOSTA TIPOLÓGICA DE ENUNCIADOS SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19
                                      Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                      Tipo Tese
                                      Data 05/12/2025
                                      Área LETRAS
                                      Orientador(es)
                                      • Sueli Maria Ramos da Silva
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Marcelo Eduardo da Silva
                                        Banca
                                        • Alexandre Marcelo Bueno
                                        • Aline Saddi Chaves
                                        • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                        • Geraldo Vicente Martins
                                        • Norma Descini de Campos
                                        • Sueli Maria Ramos da Silva
                                        Resumo Estendida de 11 de março de 2020 a 5 de maio de 2023, a pandemia de Covid-19 foi marcada por uma disputa entre quem respeitava e quem rechaçava as normativas defendidas por grande parte dos especialistas da área da saúde. Atentos a essa conjuntura, pensamos semioticamente essa polêmica para defendermos a tese de que ela pode ser percebida enquanto corpo discursivo (Discini, 2015), a ponto de apresentar um estilo (Discini, 2015). Propomos de forma inovadora que o estilo pode ser percebido também no cotejo entre textos de enunciadores distintos e nos perguntamos: como se desenvolve a ‘corporificação’ da polêmica? Inspirados por essa indagação, nosso objetivo geral é propor uma tipologia da polêmica a partir da análise de corpus formado por textos de gêneros diversos selecionados por terem pontos em comum que assinalam para as noções de totus (princípio que remete à totalidade de manifestações de determinado ator/corpo enunciativo) e unus (que indica uma unidade). Os textos datam sobretudo de 2020 e 2021 (auge do período pandêmico, quando embates ficaram exacerbados por conta de medidas como fechamento de estabelecimentos comerciais e religiosos) e são levados em consideração por manifestarem conflitos que emergiram em vários setores da sociedade e por comporem, a nosso ver, uma síntese de elementos capazes de serem ordenados ao mesmo tempo como gráficos e redes tensivos e como amostras de perturbação na/da relação Eu-Outro. Perturbação essa que, conforme verificado nas análises, é o elemento crucial que (re)constrói a polêmica, graduada a partir da percepção da foria e seus acréscimos ou decréscimos de mais ou de menos para formular diagramas, gráficos e redes tensivos. Fazem parte do corpus: um pronunciamento do bispo evangélico Edir Macedo veiculado em redes sociais e uma celebração ministrada pelo bispo-auxiliar católico Nivaldo dos Santos Ferreira (ambas de março de 2020, com comentários sobre o coronavírus); propaganda institucional do governo de Mato Grosso do Sul (“Coronavírus: a balada pode esperar”, de janeiro de 2021), sobre o distanciamento social; reportagem relatando entrega de alimentos a pessoas em situação de rua em Belém; a confecção de cartilha sobre cuidados sanitários em Dourados (MS) impressa na língua guarani; denúncia a respeito de comentários racistas referentes a indígenas terem preferência à vacina; um evento em que um cliente de sorveteria em Campinas (SP) tem acesso raivoso ao ser abordado por usar inadequadamente a máscara no estabelecimento; projeto de extensão de acolhimento a imigrantes formulado por uma universidade em Campo Grande. Nossos objetivos específicos perpassam por: identificar como os enunciadores envolvidos têm seus éthe constituídos nesse processo e como utilizaram argumentos retóricos (como algumas figuras de linguagem) visando a obter a adesão da opinião pública; como as investidas de cada lado fizeram sobressair diante do público o afeto como elemento persuasivo; e como essa disputa de pontos de vistas díspares influiu na aspectualização dos atores envolvidos. Destarte, precisamos dar conta do espaço contínuo entre os termos opostos indicados no quadrado semiótico original da Semiótica Discursiva. Para tanto, propomos como base teórica pressupostos da Semiótica Tensiva e da Sociossemiótica, por entendermos que essas correntes acrescentam outros operadores às análises (como relações gradativas e os regimes de interação e sentido, respectivamente). Mobilizamos, ademais, conceitos como quase-presença (ferramenta de medição da densidade do corpo), éthos (a imagem do enunciador perante o enunciatário) e páthos (o afeto que influencia o enunciatário). Metodologicamente, nos moldes de redes e diagramas tensivos, são graduados elementos conforme similaridades e/ou distinções enunciativas que configuram um corpo discursivo polêmico. Entender a polêmica durante a pandemia contribui para que possamos interpretar melhor nosso próprio agir em sociedade. Assim sendo, consideramos que nossas análises auxiliam nos esforços para a compreensão científica (especificamente na Semiótica) sobre o dissenso e colabora para a retomada da retórica nas pesquisas semióticas.
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                                        A dimensão estética da arquitetura ante o paradigma da ecologia: Contribuições da semiótica pragmatista de Charles S. Peirce
                                        Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                        Tipo Tese
                                        Data 27/11/2025
                                        Área LETRAS
                                        Orientador(es)
                                        • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Gabriela Lima Mascarenhas Moreira
                                          Banca
                                          • Eluiza Bortolotto Ghizzi
                                          • Geraldo Vicente Martins
                                          • Ivo Assad Ibri
                                          • Juliana Couto Trujillo
                                          • Lucia Ferraz Nogueira de Souza Dantas
                                          • Sueli Maria Ramos da Silva
                                          Resumo Envolvendo questões fundamentais acerca dos modos humanos de habitar o mundo diante de um contexto de agravante crise ambiental, observamos contínuos desenvolvimentos do pensamento ecológico no campo da arquitetura, os quais nos conduzem a pressupor a constituição de um novo paradigma da arquitetura contemporânea. Partindo do conceito de campo ampliado, com base em ensaios de Rosalind Krauss (1941-) e de Anthony Vidler (1941-2023), fomos instigados a considerar a importância das interações entre disciplinas e o papel da dimensão estética da arquitetura como elementos para a formação de um modelo ecológico para o conhecimento e as práticas arquitetônicas. Tomamos a estética, a semiótica e a filosofia pragmatista de Charles Sanders Peirce (1839-1914) como referencial teórico e metodológico para a elaboração dessa reflexão, bem como para a análise de projetos, intervenções e obras que nos permitam averiguar o modo como esse modelo vem atuando e a validade de se afirmar o seu estabelecimento nesse campo. A opção por esse referencial se justifica, no decorrer do trabalho, conforme identificamos possíveis aproximações entre o pensamento ecológico, como
                                          vem sendo denominado esse conjunto de ideias, princípios e valores associados à ecologia, e a filosofia peirciana, em sua perspectiva não-dualista, não-antropocêntrica e não-logocêntrica do mundo. Ao mesmo tempo, o pensamento ecológico e a filosofia peirciana mostram-se coerentes com a noção de campo ampliado, em sua abordagem interdisciplinar. Tendo em vista a pluralidade de métodos, critérios, tipologias e materialidades arquitetônicas observadas, recorremos a uma proposta de classificação de exemplos selecionados com base na semiótica de Peirce e em uma lógica da habituação, ou normalidade, fundamentada no conceito peirciano de hábito e em sua teoria dos interpretantes, e corroborada pela noção de ciência normal, incluída na estrutura delineada por Thomas Kuhn (1922-1996) para o processo de evolução nas ciências. Com a realização da pesquisa, somos levados a ponderar que a constituição de um paradigma ecológico da arquitetura não se define pela disseminação de um modelo de solução formal, método de projeto, procedimento técnico ou construtivo, mas pelo movimento de busca por um ideal compartilhado.
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                                          FORMAÇÃO EM LÍNGUA INGLESA A PARTIR DOS LETRAMENTOS CRÍTICOS E DA PERSPECTIVA DECOLONIAL EM CONTEXTO DE INSTITUTO FEDERAL
                                          Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                          Tipo Tese
                                          Data 24/11/2025
                                          Área LETRAS
                                          Orientador(es)
                                          • Nara Hiroko Takaki
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Noemi Lopes da Silva
                                            Banca
                                            • Ana Karla Pereira de Miranda
                                            • Andréa Machado de Almeida Mattos
                                            • Daniela Sayuri Kawamoto Kanashiro
                                            • Elizabete Aparecida Marques
                                            • Nara Hiroko Takaki
                                            • Ruberval Franco Maciel
                                            • Simone Batista da Silva
                                            Resumo Partindo da pergunta: “Quais tensionamentos surgem e como influenciam a construção de sentidos em aulas de língua inglesa ministradas a alunos do ensino médio técnico desde uma perspectiva crítico-decolonial?”, o objetivo geral desta tese é analisar os tensionamentos e as possibilidades de uma prática pedagógica fundamentada nos letramentos críticos e na perspectiva decolonial no ensino de língua inglesa em um Instituto Federal. De forma mais específica, buscou-se: (1) discutir as tensões e resistências emergentes no contexto da pesquisa, problematizando os desafios de promover a agentividade discente frente a estruturas coloniais de poder, saber e ser; e (2) refletir criticamente sobre os dados da pesquisa e sobre minha própria prática docente, construindo narrativas (auto)críticas sobre minhas praxiologias. A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro de 2023, ao longo de onze aulas ministradas semanalmente, tendo como base teórica as perspectivas dos letramentos críticos (Janks, 2014, 2016; Menezes de Souza, 2011; Monte Mór, 2015, 2019) e da decolonialidade (Maldonado-Torres, 2007; Quijano, 2000; Walsh, 2009, 2013, 2018). A metodologia adotada foi qualitativa (Denzin, 2006), de caráter autoetnográfico (Pardo, 2019) e (auto)crítico-reflexivo (Takaki, 2019), considerando tanto a participação discente quanto a atuação da pesquisadora no processo. As análises evidenciam que os tensionamentos decorrentes da adoção de uma pedagogia crítico-decolonial impactaram significativamente as formas de participação estudantil. Tais tensões revelam movimentos de resistência e possibilidades de reexistência no espaço escolar. No campo da prática docente, as reflexões apontam para a importância da escuta sensível, da revisão de concepções transmissivas ainda presentes no ensino e da valorização de práticas reflexivas no cotidiano da sala de aula. Conclui-se que esta tese contribui para o debate sobre práticas pedagógicas decoloniais no ensino de formação em línguas não somente em contexto de IF e para a compreensão do papel da afetividade, da escuta e do inacabamento como dimensões formativas centrais em processos educativos críticos.
                                            As palavras fantásticas delas: registro crítico historiográfico da literatura fantástica de autoria feminina de Mato Grosso do Sul
                                            Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                            Tipo Tese
                                            Data 06/10/2025
                                            Área LETRAS
                                            Orientador(es)
                                            • Ramiro Giroldo
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Adrianna Alberti
                                              Banca
                                              • Andre Rezende Benatti
                                              • Bruno Anselmi Matangrano
                                              • Geovana Quinalha de Oliveira
                                              • Gregório Foganholi Dantas
                                              • Paulo Custódio de Oliveira
                                              • Ramiro Giroldo
                                              • Rosana Cristina Zanelatto Santos
                                              Resumo Esta pesquisa é realizada com o objetivo de construir um registro histórico e crítico da produção artístico-literária de autoria feminina de Mato Grosso do Sul, em especial o que se entende por narrativa literária fantástica. Parto de uma proposta que se aproxima do campo da História das Mulheres, sob a perspectiva do feminismo interseccional. Como parte da metodologia, através de pesquisa bibliográfica, foi elaborada revisão de trabalhos e pesquisas sobre feminismo, produção literária e resgate de literatura de autoria feminina, teorias da literatura fantástica e literatura sul-mato-grossense, para compreender as nuances da discussão do apagamento dessas literaturas e produções. A pesquisa se alinha com trabalhos que buscam destacar o fantástico nacional e é justificada pelo ineditismo do registro em Mato Grosso do Sul. Para tanto, foi considerado como recorte temporal a partir da criação do Estado, datado de 1977, até o momento presente, para a análise do corpus foi feito levantamento de dados entre junho de 2021 e maio de 2024, levando em consideração autoras e publicações encontradas até a última data. Tendo em vista a discussão sobre as diferentes abordagens possíveis da teoria acerca de fantástico, desde sua caracterização (gênero, categoria estética ou modo narrativo), até as nuances de influências históricas e reflexivas sobre a construção da tradição literária fantástica (como o fantástico europeu, o realismo maravilhoso latino-americano e o realismo animista africano), estabeleceu-se, como definição referencial, o fantástico como um modo amplo de construção narrativo, que não se dá por meios exclusivos, definidos e definitivos; porém, foi refinada a definição para observar as narrativas que trazem a ruptura com a realidade intradiegética, intrinsecamente atrelada à verossimilhança com a realidade externa à obra; onde o elemento fantástico pode ser sobrenatural, ou transgressor da realidade, inexplicável, incômodo, estranho ou insólito; e passa a existir a partir e através da linguagem, pois, de outra maneira não se explica ou é possível sua existência. Deu-se, dessa forma, a leitura crítica das obras, selecionando como escopo a produção no formato de conto, com o intuito de esmiuçar três pontos: a construção da narrativa em relação ao elemento fantástico; os aspectos relacionais da obra com o contexto histórico e social em que a escritora está inserida; e a representação da mulher (quando cabível). Busquei compreender como se dá a construção do imaginário fantástico das escritoras sul-mato-grossenses que, por sua vez, permite observar como representam suas percepções de existência, tornando indissociável perceber e discutir alguns aspectos relacionados a sua forma, conteúdo e contexto.
                                              EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: parâmetros para um tratamento lexicográfico didático
                                              Curso Doutorado em Estudos de Linguagens
                                              Tipo Tese
                                              Data 26/09/2025
                                              Área LETRAS
                                              Orientador(es)
                                              • Renato Rodrigues Pereira
                                              Coorientador(es)
                                              • Maria Eugênia Olímpio de Oliveira Silva
                                              Orientando(s)
                                              • Simone Marques dos Santos Ribeiro
                                              Banca
                                              • Aparecida Negri Isquerdo
                                              • Beatriz Aparecida Alencar
                                              • Bruno Oliveira Maroneze
                                              • Elizabete Aparecida Marques
                                              • MARIA CRISTINA PARREIRA DA SILVA
                                              • Mariângela de Araújo
                                              • Renato Rodrigues Pereira
                                              Resumo É de conhecimento comum, pelo menos na área acadêmica, que no ensino de uma língua estrangeira (LE), para além do domínio de estruturas gramaticais e estruturais do idioma, é preciso conhecer também os elementos lexicais e culturais que possam possibilitar a comunicação em distintas situações discursivas. Nesse sentido, as unidades fraseológicas
                                              (UF), sobretudo as expressões idiomáticas (EI), desempenham um papel importante no aprendizado, pois constituem uma parte do acervo lexical que apresenta uma estreita relação com a cultura. Pelo alto grau de complexidade que possuem, elas, por vezes, demandam mais atenção no processo de ensino/aprendizagem tanto por parte dos professores quanto os
                                              estudantes. Os dicionários, nessa perspectiva, podem ocupar um lugar de destaque nesse processo, posto que ajudam a compreender as EI mais usuais e importantes para o desenvolvimento das competênciasdo estudante. Justifica-se, assim, nossa investigação, à medida que percebemos, enquanto professora e pesquisadora, que o tratamento das EI nos dicionários pedagógicos de espanhol e português ainda é insuficiente ou inconsistente, não atendendo plenamente às necessidades do processo de ensino/aprendizagem de LE. Partimos, assim, da hipótese de que, embora as EI estejam presentes nos dicionários pedagógicos, seu
                                              tratamento permanece insatisfatório, marcado pela ausência de critérios claros de seleção e organização, bem como por informações insuficientes e, por vezes, incoerentes ao consulente. Acreditamos que a adoção de critérios mais didáticos e coerentes com os princípios da Lexicografia Pedagógica possa melhorar significativamente a compreensão e o uso dessas UF
                                              pelos estudantes.Com base nesse panorama, elaboramos uma proposta de tratamento lexicográfico voltado às EI, com vistas à sua incorporação em futuros repertórios lexicográficos organizados de maneira mais didática. Para tanto, objetivamos: i) apresentar um panorama das disciplinas que norteiam a elaboração de dicionários monolíngues, bilíngues e semibilíngues pedagógicos; eii) analisar o tratamento lexicográfico dispensado às
                                              EI em dicionários de espanhol e de português, com vistas a identificar critérios seguidos pelos autores dessas obras e que possam servir de base para nossa proposta. Para o alcance dos objetivos estabelecidos, além de nos orientarmos pelos princípios teóricos e metodológicos da Lexicografia Geral e Pedagógica, da Fraseologia e da Fraseografia, guiamo-nos pelas seguintes questões norteadoras: i) as EI são contempladas nos repertórios lexicográficos em ambas as línguas? Se afirmativo, como?; e ii) há coerência entre as informações apresentadas na front mattere seu registro na macro e microestrutura?;iii) As diferentes formas de tratamento adotadas por dicionários voltados à aprendizagem do espanhol como língua
                                              estrangeira são suficientes para atender às necessidades do consulente brasileiro em processo de aquisição dessa língua? O resultado das análises demonstra falhas recorrentes no tratamento das EI, como a ausência de critérios explícitos na front matter, inconsistências na lematização, uso aleatório de marcas de uso e falta de distinção tipológica entre UF. Embora a
                                              inserção de definições perifrásticas represente um ponto positivo, essas obras ainda carecem de sistematicidade e clareza suficientes para atender adequadamente às necessidades do consulente em formação. Em face disso, apresentamos parâmetros lexicográficos didáticos dispensados às EI, destinados a dicionários pedagógicos dirigidos a aprendizes de espanhol
                                              como LE, de níveis inicial e intermediário. Esperamos que nossas reflexões e nossos parâmetrospara o registro de EI possam ser somados aos estudos metalexicográficos e metafraseográficos e, sobretudo, colaborar com o processo de elaboração e/ou reorganização de obras lexicográficas pedagógicas, de forma que atendam às necessidades dos consulentes.
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