Mestrado em Ciências do Movimento

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TRABALHO Ações
EFEITO AGUDO DOS EXERCÍCIOS PRIMORDIAIS NAS RESPOSTAS CARDIORESPIRATÓRIAS, AFETIVAS E DOR LOMBAR DE GESTANTES DE RISCO HABITUAL: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Curso Mestrado em Ciências do Movimento
Tipo Dissertação
Data 28/08/2023
Área EDUCAÇÃO FÍSICA
Orientador(es)
  • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Renata Barbosa Balle Guimarães
    Banca
    • Adriane Pires Batiston
    • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
    • Chalana Duarte de Sena Fraga
    • Silvio Assis de Oliveira Junior
    Resumo Introdução: a maioria dos guidelines internacionais tem recomendado o exercício aeróbico para gestantes com a finalidade de prevenir as doenças crônicas não-transmissíveis e melhora da qualidade de vida na gestação. Entretanto, o treinamento com o exercício de contra resistência ainda são escassos na literatura. Objetivo: comparar o efeito agudo do protocolo dos exercícios com movimentos primordiais na dor de gestantes de risco habitual comparando seus resultados com os de uma sessão de caminhada. Materiais e métodos: ensaio clínico do tipo agudo composto por 26 mulheres gestantes, com idade entre 25 e 39 anos no período entre o 2º e o 3º trimestre gestacional. As voluntárias participaram dos seguintes momentos: (a) familiarização, (b) execução do protocolo proposto com movimentos primordiais, (c) execução do protocolo de caminhada. Cada sessão teve duração média de 45 minutos. A percepção subjetiva de esforço foi utilizada antes das sessões para orientar as gestantes. As respostas cardiorrespiratórias como pressão arterial sistólica e diastólica, frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio foram registradas antes e após cada sessão experimental; a Escala Visual Analógica foi utilizada para avaliar a intensidade de dor antes e após as sessões. A Feeling Scale e a Physical Activity Enjoyment Scale foram utilizadas após as sessões. Resultados: não houve efeito do momento, do tratamento e nem interação entre as duas variáveis para as variáveis dependentes pressão arterial sistólica e diastólica, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação de oxigênio; no momento depois do tratamento o escore na Escala Visual Analógica foi menor para os movimentos primordiais do que aquele para a caminhada; em relação as escalas de sentimentos e de prazer, no momento após o tratamento os escores para ambas as escalas foi maior após os movimentos primordiais, quando comparados com aqueles após a caminhada. Para avaliação dos dados foi utilizado do teste ANOVA de duas vias de medidas repetitivas, seguido pelo pós-teste de Tukey e do t de Student pareado. A análise estatística foi realizada por meio do programa estatístico SigmaPlot, versão 12.0, considerando um nível de significância de 5%. Conclusão: o protocolo movimentos primordiais não interfere de forma significativa nas respostas fisiológicas cardiorrespiratórias pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação de oxigênio sendo seguros pra a prática das gestantes; promove redução da dor lombar e é uma modalidade mais prazerosa do que a caminhada.
    INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO DE SPRINTS CURTOS NAS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS DE PESSOAS COM DEPRESSÃO
    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
    Tipo Dissertação
    Data 23/08/2023
    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
    Orientador(es)
    • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Vilma Lima Vilela
      Banca
      • Claudia Regina Cavaglieri
      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
      • Paulo de Tarso Guerrero Muller
      • Silvio Assis de Oliveira Junior
      Resumo A depressão é uma doença psiquiátrica que atinge indivíduos à nível mundial e que causa inúmeros transtornos e incapacidades aos seus portadores. Com o passar dos anos, pesquisas em torno da depressão mostram uma relação direta da depressão e da inflamação. Diante disso, são necessárias novas estratégias não farmacológicas para esses pacientes recuperarem sua qualidade de vida. Por essa razão, o treinamento intervalado curto de sprints (short sprint interval training, sSIT) é uma possibilidade de tratamento não farmacológico que poderia auxiliar na diminuição dos sintomas depressivos. Objetivo: Verificar o os níveis séricos de IL1β em mulheres diagnosticadas com transtorno depressivo maior antes e após o sSIT. Materiais e Métodos: Este é um estudo controlado randomizado que avaliou 17 mulheres com diagnóstico de depressão, sedentárias, entre 18 e 60 anos. As participantes foram recrutadas pelo ambulatório de psiquiatria do Hospital Universitário de Campo Grande/MS e randomizadas em dois grupos: experimental e controle. Foram realizadas avaliações através de questionários, antropometria, aptidão cardiorrespiratória e coletas de sangue. Após as avaliações, o grupo experimental foi submetido à 6 sessões em duas semanas, de 4-12 sprints de 5 segundos, com intervalo de descanso de ≥ 30 segundos de forma ativa à 50W, com descanso de 48 horas entre sessões. O grupo controle realizou suas atividades diárias normais sem realizar exercício. Após o período de treinamento, todas as participantes realizaram novamente as mesmas avaliações e coletas de sangue. Por fim, foram realizadas as análises de IL-1β através de kits comerciais de Ensaio Elisa. Resultados: o treinamento intervalado curto de sprints tem obtido resultados promissores como tratamento não farmacológico para sintomas depressivos, porém não houve resultados significativos nas mudanças do marcador IL-1β em ambos os grupos. Conclusão: Para obtermos maiores respostas desse tipo de treinamento em indivíduos depressivos, é necessário um maior número de participantes para analisarmos os sintomas depressivos e os marcadores inflamatórios antes e após o treinamento intervalado curto de sprints.
      RESPOSTAS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DURANTE EXERCÍCIO DE SOLO EM ATLETAS DE GINÁSTICA ARTÍSTICA FEMININA
      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
      Tipo Dissertação
      Data 14/08/2023
      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
      Orientador(es)
      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
      Coorientador(es)
      • Sarita de Mendonca Bacciotti
      Orientando(s)
      • Juliana Fernandes Junqueira
      Banca
      • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
      • Hugo Alexandre de Paula Santana
      • Joel Saraiva Ferreira
      • José Eduardo Fernandes Ferreirinha
      Resumo Introdução: Dentre os diversos aparelhos que a GAF possui, o exercício de solo é o destaque no presente estudo. Dentre vários parâmetros fisiológicos evidenciados na ginástica, podem-se identificar as alterações na frequência cardíaca (FC), diretamente relacionadas à atividade do sistema nervoso autônomo (SNA), como consequência da retirada parassimpática e ativação simpática dentre outras influências. O desempenho aeróbico representa adaptações fisiológicas protetivas contra o estresse físico e psicológico, contribuindo para um maior desempenho. Objetivo: Descrever e analisar as respostas da FC de atletas de ginástica artística feminina durante competição, no aparelho solo. Métodos: O estudo apresenta delineamento de caráter transversal, com amostragem por conveniência. A pesquisa foi realizada no Centro de Treinamento (CT), CEFAT/FUNESP. O período de coleta ocorreu em novembro de 2021 e dezembro de 2022, com avaliação da composição corporal e desempenho cardiorrespiratório no teste de “vai e vem”. Adicionalmente, foi realizada uma competição na qual se quantificou o desempenho das atletas no aparelho solo e suas respostas da FC com o monitoramento contínuo durante toda a prova. Resultados e Discussão: Os valores descritivos das nove atletas foram representados por média e desvio padrão, idade: 11,7±1,21 em anos, carga horária semanal do treinamento: 19,6±0,88 h/semana, percentual de gordura: 14,1±6,58 %, consumo máximo de oxigênio (VO2máx) estimado: 47,2±2,99 ml·min-1·kg-1, velocidade final (VF) 10,5 ±0,63 km/h, FC média 172,4±12,2 bpm, FC de pico 191,5±10,6 bpm, área sob a curva (AUC) 0,1733±0,04 u.a. A aptidão física foi determinada a partir da velocidade final do teste de pista de “vai e vem” e percentual de gordura, através do score Z. Conclusão: Em geral, os valores apresentados para as respostas da FC foram maiores conforme a aptidão física das atletas era mais alta, não confirmando assim a nossa hipótese.
      COMPORTAMENTO MOTOR DE LACTENTES EXPOSTOS AO VÍRUS SARS-CoV2 NA GESTAÇÃO
      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
      Tipo Dissertação
      Data 01/08/2023
      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
      Orientador(es)
      • Daniele de Almeida Soares Marangoni
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Amanda de Oliveira Arguelho
        Banca
        • Andréa Baraldi Cunha
        • Andressa Lagoa Nascimento
        • Daniele de Almeida Soares Marangoni
        • Rosana Machado de Souza
        Resumo A infecção por SARS-CoV-2 no período pré-natal pode ser um fator de risco para
        comprometimentos do desenvolvimento infantil. Considerando o processo natural de
        maturação do sistema nervoso central e o potencial lesivo do coronavírus, torna-se
        necessário investigar o nível de comprometimento dos lactentes expostos. O objetivo
        dessa pesquisa foi verificar o desempenho motor de lactentes expostos ao vírus
        SARS-CoV-2 durante a gestação durante a quarta e quinta onda pandêmica. Trata-se
        de um estudo observacional exploratório com amostragem não probabilística. Foram
        incluídos 35 lactentes, com idade entre 0 e 18 meses, de ambos os sexos que foram
        expostos ao SARS-CoV-2 durante a gestação. Para o atendimento dos objetivos
        específicos, dois recortes metodológicos foram desenvolvidos: O estudo 1 verificou a
        viabilidade da aplicação da AIMS por telemedicina em lactentes expostos à COVID19 e descreveu o desempenho motor desses lactentes. O estudo 2 verificou o
        comportamento neuromotor de lactentes expostos intraútero ao SARS-CoV-2 através
        do GMA e da HINE, instrumentos considerados padrão-ouro para a identificação
        precoce de alterações neuro motoras em lactentes. Os resultados dos estudos
        indicam que a maioria (68,57%) das gestantes foram infectadas no terceiro trimestre
        de gestação a apresentaram sintomas leves (45,71%). No estudo 1 foram avaliados
        20 lactentes e foi demonstrado que uso da AIMS por vídeo chamada mostrou ser
        confiável (ICC = 0,986) para avaliar lactentes expostos à infecção gestacional pelo
        SARS-CoV-2; entretanto, a exposição não foi suficiente para afetar o desempenho
        motor dos lactentes. No estudo 2 foram avaliados 15 lactentes e foi demonstrado que
        apesar de lactentes expostos ao SARS-CoV-2 na gestação poderem apresentar
        anormalidades neuromotoras aos 3-4 meses pós-termo, elas podem ser transitórias,
        evoluindo para um desfecho de baixo risco de comprometimento neurológico no 6º
        mês. Espera-se que os resultados deste estudo possam contribuir para elucidação da
        capacidade de comprometimento neuromotor do SARS-CoV-2 durante a gestação.
        Efeitos da Eletroestimulação Transcraniana por Corrente Contínua no desempenho cognitivo e funcional de idosos saudáveis
        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
        Tipo Dissertação
        Data 14/06/2023
        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
        Orientador(es)
        • Gustavo Christofoletti
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Nathalia Oliveira Rodrigues
          Banca
          • Evandro Gonzalez Tarnhovi
          • Glaucia Helena Goncalves
          • Gustavo Christofoletti
          • Karla de Toledo Candido Muller
          Resumo INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas os tratamentos das disfunções neurológicas vêm apresentando grandes avanços. Estes avanços estão atrelados a novas técnicas de tratamento, com inserção de condutas envolvendo procedimentos de estimulação cerebral não- invasiva. A Eletroestimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) representa um destes procedimentos, que se destaca pela segurança e praticidade. OBJETIVO: Analisar os efeitos da ETCC sobre cognição, nível de ansiedade/depressão e a mobilidade de idosos. MÉTODOS: Quarenta e dois participantes, com idade média de 71,6±7,5 anos, foram divididos em três grupos. O grupo 1, caracterizado como experimental, foi submetido à técnica de ETCC ativa, com eletrodos posicionados na área pré-frontal dorsolateral esquerda do cérebro do participante. O grupo 2 foi considerado placebo pois teve o aparelho de eletroestimulação acoplado ao participante mas permanecendo desligado. O grupo 3, caracterizado como controle-cognitivo, foi submetido a um tratamento cognitivo alternativo, realizando palavras cruzadas. O período de acompanhamento foi de 8 semanas, totalizando 16 sessões nos grupos 1 e 2, e 16 palavras-cruzadas expostas ao grupo 3. Para avaliação cognitiva, os pesquisadores aplicaram o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), a Bateria de Avaliação Frontal (BAF) e o teste de Fluência Verbal Semântica (TFV). O nível de ansiedade e depressão foi mensurado pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD). A mobilidade dos participantes foi verificado pelo teste Timed Up and Go (TUG), aplicado de forma convencional e com distratores motoroes e cognitivos. Os procedimentos estatísticos envolveram análises múltiplas e univariadas para medidas repetidas, comparando efeitos dos fatores grupo (grupo 1 × grupo 2 × grupo 3), momentos (inicial × final) e interações (grupo × momento). Significância foi admitida em 5%. Poder estatístico foram reportados. RESULTADOS: Após oito semanas, não foram observados benefícios significativos no grupo de ETCC em comparação com os grupos de placebo e controle para cognição (p=0,557), nível de ansiedade e depressão (p=0,356) e mobilidade (p=0,871). A cognição mostrou oscilações positivas durante as avaliações (p=0,001). No entanto, como essa tendência foi observada em todos os grupos, é mais provável que tenha sido uma resposta de aprendizado dos participantes aos instrumentos cognitivos, em vez de um efeito do ETCC. CONCLUSÃO: Oito semanas de ETCC não foram suficientes para promover benefícios significativos sobre variáveis cognitivas, mentais e motoras de idosos. Esse achado diverge de outros estudos, que identificam benefícios da ETCC. Novas pesquisas devem ser realizadas para investigar o uso da ETCC em idosos. Esse estudo foi registrado prospetivamente (ID: RBR-4nq8cbp; https://ensaiosclinicos.gov.br/rg/RBR-4nq8cbp).
          Efeitos de dois programas de telerreabilitação sobre o estado de saúde de pessoas com osteoartrite de joelho: estudo piloto
          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
          Tipo Dissertação
          Data 27/04/2023
          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
          Orientador(es)
          • Glaucia Helena Goncalves
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Mariana Martins Pereira
            Banca
            • Glaucia Helena Goncalves
            • Jéssica Bianca Aily
            • Luiz Fernando Approbato Selistre
            • Silvio Assis de Oliveira Junior
            Resumo Introdução: A telerreabilitação pode ser uma alternativa para a manutenção do exercício físico supervisionado e a longo prazo, assim o objetivo deste estudo foi avaliar seus efeitos para pessoas com osteoartrite de joelho Métodos: Ensaio clínico randomizado, único cego, com avaliações pré e pós intervenções em dois grupos: síncrono (GS), realizou o programa de exercícios por vídeo chamada (WhatsApp); e assíncrono (GA), realizou o mesmo programa de exercícios com o auxílio de uma cartilha. Todos realizaram avaliação inicial e reavaliação após as 6 semanas de intervenção, com testes de desempenho físico e questionários (Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index- WOMAC; o World Health Organization Quality of Life -WHOQOL-bref e a Escala TAMPA para cinesiofobia - ETC) e a Escala de Avaliação de Adesão ao Exercício (EARS) no pós intervenção. Resultados: Avaliamos 9 participantes até o momento (90% sexo feminino), idade média de 58,4 anos, IMC de 30,34kg/m2. Não houve interação entre tempo e grupos nos desfechos avaliados. Observamos melhora após 6 semanas em relação a ETC e ao domínio rigidez e na pontuação total do WOMAC quando comparado pré e pós intervenção dos grupos (GS+GA). No EARS, o GS apresentou média de 22,4(3,6) e o GA, de 20,3(3,3) na seção B, e 32,0(1,0) e 30,5(6,3), na seção C, indicando boa aceitação de ambos os programas. Conclusão: Nos resultados preliminares, observamos que ambos os programas são exequíveis e bem aceitos. Entretanto, não foi possível fazer conclusões consistentes a respeito da modalidade síncrona e assíncrona quanto a dor, qualidade de vida e funcionalidade.
            Função dos músculos do assoalho pélvico, capacidade funcional, qualidade de vida e função sexual de mulheres sobreviventes do câncer de mama
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Artigo Científico
            Data 14/04/2023
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Glaucia Helena Goncalves
            Coorientador(es)
            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
            Orientando(s)
            • Thiago Rosendo Santos Miranda
            Banca
            • Glaucia Helena Goncalves
            • Gustavo Christofoletti
            • Ivana Leão Ribeiro
            • Mikaela da Silva Corrêa
            Resumo O câncer de mama é uma patologia de características heterogêneas, de ampla variação quanto à sua natureza morfológica e respostas clínicas imprevisíveis. Após a administração das abordagens terapêuticas, é comum o aparecimento dos sintomas e efeitos colaterais do tratamento que afetam a capacidade funcional, a função sexual e impactam na qualidade de vida das sobreviventes. No entanto, permanecem escassos os estudos que investigam esses sintomas e efeitos sobre os músculos do assoalho pélvico. Desta forma, este estudo tem como objetivo analisar a função dos músculos do assoalho pélvico em mulheres sobreviventes do câncer de mama e compará-las a mulheres saudáveis, assim como comparar a capacidade funcional, qualidade de vida e função sexual. Foram recrutadas 40 mulheres, dividas de forma igualitária em dois grupos: Grupo de Mulheres com Câncer de mama (GMC) e Grupo de Mulheres Saudáveis (GMS). Todas as participantes foram submetidas as seguintes avaliações: questionário de informações sociodemográficas e clínicas; Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6); Teste de Sentar e Alcançar (TSA); dinamometria de membros superiores; questionário Female Sexual Function Index (FSFI); esquema PERFECT e manometria do assoalho pélvico. As participantes do GMC responderam também a dois questionários específicos para pacientes com câncer. A análise estatística apontou diferença significativa entre os testes de capacidade funcional no TC6 (p <0.01), no TSA (p <0.01) e dinamometria (p 0.012 para mão direita e p 0.003 para mão esquerda), além do questionário FSFI, esquema PERFECT e manometria (p< 0.001). Os resultados deste estudo evidenciaram que são muito comuns as disfunções na capacidade funcional, qualidade de vida, função sexual e função dos músculos do assoalho pélvico em mulheres com câncer de mama quando comparadas a mulheres saudáveis.
            RELAÇÃO ENTRE EFICIÊNCIA VENTILATÓRIA E RESPOSTAS CARDIOMETABÓLICAS DO EXERCÍCIO EM ATLETAS
            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
            Tipo Dissertação
            Data 12/04/2023
            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
            Orientador(es)
            • Paulo de Tarso Guerrero Muller
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Juliana Peroni Abrahão Barbosa
              Banca
              • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
              • Gisele Walter da Silva Barbosa
              • Hugo Alexandre de Paula Santana
              • Paulo de Tarso Guerrero Muller
              Resumo A eficiência ventilatória é determinada pelo nível de ventilação-minuto, relacionado à eliminação pulmonar de dióxido de carbono (V’E/V’CO2) durante um teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Seu papel e sua importância no desempenho esportivo não estão bem elucidados, tanto pelos níveis elevados de V’E/V’CO2, encontrados em atletas, compatíveis com ineficiência ventilatória mesmo na ausência de doença cardiopulmonar, quanto pela evidência da inexistência de relação entre o consumo máximo de oxigênio (V’O2) e V’E/V’CO2. Foi descrito um novo método de eficiência ventilatória que leva em consideração a taxa de remoção de CO2 para cada aumento de 10 vezes na ventilação-minuto, corrigida para a máxima taxa teórica de remoção do CO2 ao nível da ventilação voluntária máxima predita. Supomos que o método revelaria associação entre eficiência ventilatória e parâmetros cardiometabólicos do TECP, em correspondência com a aptidão aeróbica em atletas. Objetivo: analisar a relação entre eficiência ventilatória e respostas cardiometabólicas do exercício, V’O2 max e Pulso de O2 (PuO2), em atletas, através dos novos métodos de eficiência ventilatória, CO2-ACR e ŋV´E e também dos convencionais V’E/V’CO2 slope e V’E/V’CO2 nadir, além de explorar a relação entre os índices de eficiência ventilatória e o desempenho dos atletas. Método: estudo observacional, transversal e retrospectivo sobre bases de dados de dois estudos, MEDALHA e BRASÍLIA, em que seus participantes (61) foram submetidos a TECP incremental e coletadas as variáveis de eficiência ventilatória, PuO2 e V’O2 máximo, para análise de correlação (coeficiente de correlação de Pearson/Spearman). Além disso, os indivíduos foram divididos em estratos de acordo com valores de V’O2 e PuO2, sendo o ponto de corte em 57.8 ml/min/Kg e 11.5 ml/bpm/m2 respectivamente, para posterior comparação dos dados de eficiência ventilatória (Teste t Student). Para estender o conhecimento da associação de eficiência ventilatória e desempenho, nós analisamos o tempo de corrida de 10Km em 25 corredores. Resultados: o índice de eficiência ventilatória CO2-ACR apresentou diferença significativa em seus valores de acordo com os grupos de V’O2 (6,7 ± 1,8; 7,9 ± 2,5, p = 0,024) e também no que se refere aos grupos de PuO2 (6,8 ± 1,9; 8,0 ± 2,4, p = 0,004). O CO2-ACR foi maior em indivíduos mais jovens e com menor IMC, essa população teve maior V’O2, como esperado, mas também maior eficiência ventilatória. O CO2-ACR também apresentou correlação positiva com V’O2 (r = 0,325; p=0,010) e PuO2 (rhô = 0,411, p = 0,001). Concluímos que as novas métricas de eficiência ventilatória mostraram, no geral, maior associação com as variáveis cardiometabólicas do TECP em atletas. Houve moderada e negativa correlação entre o desempenho dos atletas na prova de corrida de 10Km e o índice de eficiência ventilatória Slope 1.
              Eficiência Ventilatória na comparação dos Testes de Exercício Máximo Incremental e Supramáximo Constante
              Curso Mestrado em Ciências do Movimento
              Tipo Dissertação
              Data 11/04/2023
              Área EDUCAÇÃO FÍSICA
              Orientador(es)
              • Paulo de Tarso Guerrero Muller
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Wandriane de Vargas
                Banca
                • Hugo Alexandre de Paula Santana
                • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                • Rodrigo Koch
                • Thomaz Nogueira Burke
                Resumo A eficiência ventilatória (EV) é medida através do nível de ventilação minuto
                (VE) relacionado com a remoção de CO2 durante o teste de exercício cardiopulmonar
                (TECP). Um novo método foi desenvolvido para medir a EV (ƞ⩒E - CO2CR),
                presumivelmente insensível a restrições ventilatórias, podendo revelar diferentes
                padrões entre os atletas, em correspondência com a aptidão aeróbica. Assim, o objetivo
                do estudo foi analisar a eficiência ventilatória obtida no teste incremental e
                supramáximo em atletas. Este estudo foi observacional, do tipo retrospectivo
                transversal, sobre base de dados secundários com as variáveis usuais ⩒E/⩒CO2 nadir,
                slope e intercepto e o método novo ŋ⩒E por meio do teste incremental e supramáximo.
                O estudo foi composto por 27 atletas, provenientes do projeto Medalha, que foram
                selecionados de forma não probabilística e por conveniência, que realizaram tanto teste
                supramáximo, como teste incremental, totalizando 54 testes. A relação ⩒E/⩒CO2 slope,
                intercepto, nadir, ƞ⩒E e CO2CR foram as variáveis analisadas no estudo. Quanto às
                variáveis demográficas, 89% dos indivíduos eram do sexo masculino e a média das
                idades foi de 36,3±8,1 anos. Tratando-se do índice de EV, foi identificada maior
                significância na relação ⩒E/⩒CO2 slope (p<0,001), ⩒E/⩒CO2 intercepto (p=0,007),
                ⩒E/⩒CO2 nadir (p<0,001), na taxa de remoção de CO2CR (p<0,001), assim como ƞ⩒E
                (p<0,001). Com isso, conclui-se que o presente estudo demonstrou de forma inédita que
                eficiência ventilatória apresentou uma taxa de remoção CO2 maior, e uma eficiência
                ventilatória mais significativa em relação o teste supramáximo de verificação
                comparados ao teste incremental.
                CORRELAÇÃO ENTRE AGRESSIVIDADE E DESEMPENHO FÍSICO EM CARATECAS
                Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                Tipo Dissertação
                Data 13/01/2023
                Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                Orientador(es)
                • Hugo Alexandre de Paula Santana
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Jônatas Nascimento Alves
                  Banca
                  • Hugo Alexandre de Paula Santana
                  • Jeeser Alves de Almeida
                  • Rafael Lima Kons
                  • Rodolfo Andre Dellagrana
                  Resumo Introdução: A prática esportiva do Caratê tem como objetivos principais o desenvolvimento físico e psicológico dos praticantes, mesmo que para alguns treinadores esportivos a agressividade no esporte possa ser um comportamento positivo, estando associado às conquistas na prática esportiva. Sendo assim, o presente projeto teve como objetivo identificar a relação de níveis de agressividade com os níveis de desempenho físico em caratecas, sendo eles, potência no salto vertical e tempo de reação na aplicação de golpes (soco e chute), e relacionar níveis de agressividade com tempo de prática do Caratê. Metodologia: O estudo se baseou em uma amostra por conveniência composta por 8 caratecas da cidade de Campo Grande – MS, praticantes de caratê de contato, com graduação mínima faixa azul e máxima faixa preta 2ª dan, com tempo de prática 173 meses ±25,6, idade 27 anos ±2,28 e todos do sexo masculino. Após preenchimento do termo de consentimento livre esclarecido, foi realizado anamnese, coletado os dados antropométricos e aplicado o Questionário de Buss-Perry, para identificação de níveis de agressividade dos atletas. Posteriormente, os caratecas realizaram um aquecimento padrão da prática do caratê, a partir disto foram coletadas o desempenho de 3 saltos vertical contra-movimento, em seguidas foram realizadas a coletas do tempo de reação de dois golpes do Caratê – um soco e um chute. Análise estatística: Os dados foram analisados através do programa Jamovi 1.1 e Microsoft Excel, apresentados como Média ± Desvio Padrão. Foi realizado o teste normalidade de Shapiro-Wilk, utilizado o coeficiente de correlação de Pearson entre as variáveis de agressividade e desempenho esportivo (tempo de reação e potência do salto vertical), tempo de prática e nível de agressividade, relação do tempo de reação do soco e tempo de reação do chute, relação da potência do salto vertical com e tempo de reação do soco e tempo de reação do chute. Resultados: Foram encontradas uma correlação negativa forte entre o tempo de prática e as pontuações obtidas para raiva e resultado total do BPAQ (r=-0,89 e r=-0,77, respectivamente), correlação negativa moderada entre tempo de prática as pontuações obtidas para agressividade física, agressividade verbal e hostilidade (r=-0,64, r=-0,54 e r=0,53, respectivamente). Entre as variáveis, potência muscular de membros inferiores e total do BPAQ, foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,41), tempo de reação do soco e total do BPAQ foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,25), tempo de reação do chute e total do BPAQ foi encontrado correlação positiva fraca (r=0,16). Já entre as correlações da potência do salto vertical com e tempo de reação do soco foi encontrado relação positiva fraca (r=0,25) e para a correlação da potência do salto vertical com e tempo de reação do chute foi encontrado correlação positiva moderada (r=0,58). Para a correlação entre o tempo de reação do soco e tempo de reação do chute foi encontrado relação positiva forte (r=0,90). Conclusão: Os achados de nosso estudo sugerem que o maior tempo na prática de caratê apresenta associações com menores níveis de agressividade, por fim, os níveis de agressividade não apresentam relações com desempenho indireto do caratê, e atletas de caratê apresentam alta correlação no tempo de reação entre membros inferiores e superiores.
                  FATORES DE RISCO, ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS E DEMOGRÁFICOS ASSOCIADOS COM A TAXA DE MORTALIDADE POR SARS-COV-2 NO BRASIL
                  Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                  Tipo Dissertação
                  Data 23/12/2022
                  Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                  Orientador(es)
                  • Jeeser Alves de Almeida
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Mayara Soares Carlin
                    Banca
                    • Dayanne Sarah Lima Borges
                    • Hugo Alexandre de Paula Santana
                    • Jeeser Alves de Almeida
                    • Rafael dos Reis Vieira Olher
                    Resumo RESUMO – A atual pandemia da doença denominada COVID-19 é provocada por uma Síndrome Respiratória Aguda Grave Coronavírus 2 (SARS-COV-2, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2). Desde dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China, mais de 567 milhões de infectados foram relatados resultando em mais de 6,38 milhões de mortes em todo o mundo. No Brasil, no período de março de 2020 a fevereiro de 2021 a COVID-19 foi responsável por mais de 250 mil mortes. Compreender as relações entre os fatores de risco e taxa de mortalidade em um país marcado por desigualdades socioeconômicas e outros fatores de riscos à saúde, torna-se necessário para o enfrentamento dessa doença. Assim, esse trabalho objetivou avaliar como os fatores de risco e características socioeconômicas e demográficas dos pacientes com COVID-19, acometidos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), influenciam nas chances de mortalidade pela doença no Brasil. Para tanto, foi utilizado a base de dados provenientes do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do IBGE e outros, reunindo informações referentes a comorbidades e outros fatores socioeconômicos e demográficos. Após, adotou-se uma regressão Logit multinível para estimar os efeitos das comorbidades, características socioeconômicas e demais fatores de risco nas probabilidades de mortalidade por COVID-19. Os resultados indicam que os fatores investigados são significativos para explicar as taxas de mortalidade por COVID-19. Entre as comorbidades, destaca-se a obesidade, a qual demonstra um aumento de 70% de chances de óbito quando comparado aos não obesos. Do ponto de vista socioeconômico, maior desigualdade de renda está associado a maior mortalidade, à medida que o aumento de 0,01 no índice de Gini aumenta a probabilidade de óbito em 1,17%. Além disso, este estudo encontrou uma relação inversa entre o número de estabelecimentos de atividade física e a taxa de mortalidade por COVID-19 no Brasil. Isso significa que quanto maior o número de estabelecimentos de atividade física por 100 mil habitantes, menor é a probabilidade de óbito pelo COVID-19. De acordo com os resultados do estudo, o aumento de um estabelecimento a cada 100 mil habitantes diminui em 0,63% a probabilidade de óbito (p-valor < 0,01). Isso sugere que a disponibilidade de locais para a prática de atividade física pode ser um fator protetivo contra a COVID-19 e pode ser considerado na formulação de políticas públicas de enfrentamento da pandemia. Portanto, o presente estudo contribui com achados para a formulação de estratégias em políticas públicas para o enfrentamento de pandemias como a da COVID-19 ao evidenciar, sobretudo, o papel da desigualdade e dos estabelecimentos de atividade física neste contexto.
                    Aspectos morfofuncionais diafragmáticos agudos e seu uso como preditores de sucesso de extubação em pacientes com lesão neurológica aguda
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 30/11/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Paula Felippe Martinez
                    Coorientador(es)
                    • Karla Luciana Magnani Seki
                    Orientando(s)
                    • Thamara Ferro Balsani Comin
                    Banca
                    • Arthur de Almeida Medeiros
                    • Gabriel Pereira Braga
                    • Gisele Walter da Silva Barbosa
                    • Karla Luciana Magnani Seki
                    Resumo Introdução. Há alta taxa de falha de desmame ventilatório em pacientes com lesão neurológica aguda, pela dificuldade de eleger os pacientes aptos para a evolução do desmame. Objetivos Avaliar os aspectos morfofuncionais diafragmáticos agudos e preditores de sucesso na extubação de pacientes com lesão neurológica aguda. Método: Estudo observacional longitudinal prospectivo, realizado na Santa Casa de Campo Grande/MS. Avaliação ultrassonográfica diafragmática em pacientes com lesão neurológica aguda sob ventilação mecânica invasiva nas primeiras 24 horas, entre 48 e 72 horas de internação na Unidade de Terapida Intensiva (UTI) e na pré extubação. Na pré extubação, também foram avaliados índices preditores do desmame e escore VISAGE. Para a análise, os participantes foram alocados em grupos conforme evolução ou não para traqueostomia e aqueles que evoluíram para extubação foram divididos em sucesso e falha de extubação. Testes estatísticos: ANOVA para o modelo de medidas repetidas, teste t de Student e regressão lógistica múltipla. Resultados: A mobilidade e o APACHE II foram preditores independentes para a evolução para traqueostomia; índice de respiração rápida e superfical (IRRS) e escore VISAGE foram preditores independentes de falha ou sucesso na extubação; IRRS/indice de respiração diafragmático superficial (DIRRS), escore VISAGE e pressão expiratória máxima (Pemáx) quando associados, foram preditores para sucesso/falha na extubação. Conclusão: O escore VISAGE e o IRRS quando isolados e quando combinados com o DIRRS e com a Pemáx mostram-se bons preditores de sucesso ou falha na extubação. A mobilidade diafragmática, APACHE II, idade, tempo total de ventilação mecânica invasiva e tempo total de UTI influenciam a evolução para traqueostomia.

                    IMPACTO DA DUPLA-TAREFA COM SMARTPHONE SOBRE O EQUILÍBRIO DE ADULTOS JOVENS: INVESTIGAÇÃO EM AMBIENTE CONTROLADO E NÃO-CONTROLADO
                    Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                    Tipo Dissertação
                    Data 01/11/2022
                    Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                    Orientador(es)
                    • Gustavo Christofoletti
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Sidney Afonso Sobrinho Junior
                      Banca
                      • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                      • Arthur de Almeida Medeiros
                      • Gustavo Christofoletti
                      • Lilian Assuncao Felippe
                      Resumo O uso de smartphones durante uma tarefa locomotora secundária como, a marcha pode ser prejudicial para o equilíbrio dinâmico de seus usuários. O objetivo desta dissertação de mestrado foi avaliar o impacto da dupla tarefa com smartphone sobre equilíbrio dinâmico de adultos jovens em diferentes ambientes, controlado (laboratório) e não controlado (via pública). Para isso, duzentos e um participantes foram submetidos a atividades de caminhada enquanto mandavam mensagens de texto e falavam ao smartphone. As avaliações foram realizadas sem distratores externos (laboratório) e em via pública, com veículos, pedestres, luzes e ruídos. Os testes de análise multivariada para medidas repetidas forneceram efeito principal de tarefa (usar × não usar celular), ambiente (laboratório × rua), sexo (masculino × feminino) e interações. A significância foi estipulada em 5%. Os resultados mostraram que o uso do smartphone ao caminhar aumenta os riscos de acidentes de pedestres (efeito principal da tarefa: 0,84; p=0,001). O risco de acidente foi maior nas ruas quando comparado à avaliação laboratorial (efeito principal do ambiente: 0,82; p=0,001). Não houve diferença de riscos entre homens e mulheres (efeito principal do sexo: 0,01; p=0,225), seja no laboratório ou na rua (efeito principal do sexo × ambiente: 0,01; p=0,905). A interação tarefa × ambiente mostrou que os distratores de trânsito da vida real potencializam os riscos de acidentes de pedestres (efeito principal tarefa × ambiente: 0,41; p=0,001). Em conclusão, esta dissertação verificou que o uso do smartphone enquanto caminha pode ser arriscado para os pedestres, especialmente em um ambiente de trânsito. As pessoas devem evitar usar o smartphone ao atravessar as ruas.

                      Palavras-chave: Smartphone. Pedestre. Comportamento multitarefa. Acidentes de trânsito.
                      DESEMPENHO MOTOR DE PRATICANTES DE GINÁSTICA RÍTMICA: UM OLHAR CENTRADO NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MATURACIONAIS
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 19/08/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                      • Sarita de Mendonca Bacciotti
                      Coorientador(es)
                      • Silvio Assis de Oliveira Junior
                      Orientando(s)
                      • Adenizia Luciana Julião
                      Banca
                      • Joel Saraiva Ferreira
                      • Kizzy Fernandes Antualpa
                      • Mariana Biagi Batista
                      • Sarita de Mendonca Bacciotti
                      Resumo Introdução: O desempenho em ginastas pode ser observado de diversas formas, uma vez que o mesmo depende de uma série de fatores, dentre eles os maturacionais, tipo físico e nível de condicionamento físico. Objetivo: Descrever e associar características físicas, maturacionais e de treinamento ao desempenho motor de praticantes de ginástica rítmica. Desenho e métodos: Trata-se de estudo transversal de natureza descritiva observacional com análise quantitativa. A amostra convencional não probabilística foi constituída de 102 praticantes de Ginástica Rítmica do sexo feminino, com idade entre 9 e 16 anos, provenientes de dois pólos de treinamento da cidade de Campo Grande – MS. A partir da mediana de score geral de aptidão física, a amostra foi dividida em dois grupos: grupo de menor desempenho (GMED; abaixo da mediana) e grupo de maior desempenho (GMAD; acima da mediana). A coleta dos dados foi realizada por meio de aplicação de questionários com os pais e ginastas, a fim de obter dados sobre menarca e informações o treinamento, além da realização de avaliações antropométricas e de composição corporal, testes de desempenho motor geral e específico para avaliação da flexibilidade, equilíbrio, força, potência e resistência. Resultados: Verificou-se que ginastas do GMAD treinam significativamente mais horas, são mais velhas, apresentam maior número de praticantes que já passaram pela menarca (n=28; 54,9%) e valores superiores de massa muscular esquelética (17,84±4,47kg). Além disso, possuem valores médios significativamente inferiores de percentual de gordura (20,5±6,65%), IMC (18,63±2,60kg/m²), perímetro braquial (23,99±2,61cm), pregas tricipital, subescapular e supraespinhal (12,58±4,74mm; 9,45±4,48mm; 9,88±6,97mm, respectivamente), quando comparadas às ginastas do grupo GMED. Na classificação do somatotipo os grupos apresentam somatotipo distintos, GMAD central (3,6-3,8-3,2), e GMED mesoendomorfo (5,02-4,13-2,89). As ginastas do GMAD obteviveram melhor desempenho em todos os testes motores realizados. Tendo como variáveis explicativas do desempenho em 55,8% (R²= 0,558), a endomorfia e ocorrência de menarca. Considerações finais: conclui-se que quanto maior a endomorfia menor será a chance de a ginasta pertencer ao grupo de melhor desempenho em GR. Por fim, a avaliação do desempenho motor em praticantes de GR é de fundamental importância para treinadores e responsávéis que lidam com a preparação de atletas e o entendimento de como aspectos da composição corporal e maturação influenciam no desempenho motor.

                      Palavras-chave: Ginástica Rítmica; Flexibilidade; Maturação Biológica; Somatotipo; Crescimento Físico.
                      ASSOCIAÇÃO ENTRE COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNO ALIMENTAR E DESEMPENHO FÍSICO EM ATLETAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
                      Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                      Tipo Dissertação
                      Data 19/08/2022
                      Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                      Orientador(es)
                      • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Adolfo Henrique Costa dos Santos
                        Banca
                        • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                        • Fabiane La Flor Ziegler Sanches
                        • José Roberto Andrade do Nascimento Junior
                        • Sarita de Mendonca Bacciotti
                        Resumo Introdução: Dentre os Transtornos Alimentares (TA) mais prevalentes estão a
                        Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN) e o Transtorno de Compulsão
                        Alimentar (TCA). A etiologia dos TA é considerada de ordem multifatorial, e implica
                        em prejuízos psicossociais, comprometimento em relação a saúde física e
                        complicações para prática esportiva. Contudo, são escassas as evidências na
                        literatura que mostram variações e implicações entre o risco de desenvolvimento de
                        TA e desempenho físico, sejam em atletas amadores ou profissionais. Objetivo:
                        Verificar a associação entre comportamentos de risco para TA e o desempenho
                        físico em atletas brasileiros. Métodos: Trata-se de um delineamento transversal com
                        amostra não-probabilística, composta por atletas federados de diversas
                        modalidades, de ambos os sexos, com idades de 12 à 41 anos. A avaliação do risco
                        de desenvolvimento de TA foi feita por meio do instrumento Eating Attitudes Test
                        (EAT-26). O desempenho físico avaliado por meio do Running Anaerobic Sprint Test
                        -RAST, Salto Vertical - SV e o Yo-yo Test. A avaliação antropométrica incluiu massa
                        corporal e estatura. Os achados do estudo foram obtidos por medidas de tendência
                        central, dispersão e frequências, a comparação do desempenho físico dos atletas
                        com o risco para TA foi feito com base na Análise de Regressão Linear Múltipla,
                        para descrever as demais variáveis do estudo foram conduzidas com auxílio do
                        programa estatístico IBM SPSS versão 24, e realizado teste Qui-quadrado e o teste
                        de Shapiro-Wilk, sendo os níveis de significância adotados de 5% (p < 0,05).
                        Resultados: Os resultados dos 329 atletas participantes da pesquisa apontaram
                        para uma amostra composta por 74,16% do sexo masculino (e 25,84% do sexo
                        feminino com idade média de 23,66 ± 2,87 anos (12 à 41 anos), provenientes de 20
                        modalidades esportivas. Na presente investigação, o risco para TA foi maior entre
                        sexo masculino (7,38%) em relação ao sexo feminino (4,71%) e entre praticantes de
                        esportes individuais (11,45%) em relação aos esportes coletivos (3,54%).
                        Conclusões: O grau de acometimento constatado para comportamento de risco de
                        TA foi considerado maior entre atletas homens e nos atletas de esportes individuais.
                        Os valores referentes ao TA foram considerados não significativos e não

                        apresentaram correlação com a variação de desempenho dos atletas, ou seja, e não
                        foi possível verificar diminuição no rendimento dos atletas participantes.
                        EFEITOS DA CLOREXIDINA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL DE JOVENS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO INTENSO
                        Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                        Tipo Dissertação
                        Data 19/08/2022
                        Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                        Orientador(es)
                        • Jeeser Alves de Almeida
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Gabriela Tinoco da Silveira
                          Banca
                          • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                          • Dayanne Sarah Lima Borges
                          • Hugo Alexandre de Paula Santana
                          • Jeeser Alves de Almeida
                          Resumo A hipotensão pós-exercício (HPE) é uma resposta fisiológica natural, que pode ocorrer
                          tanto em indivíduos normotensos quanto em hipertensos. Ela provoca uma redução da
                          pressão arterial (PA) após o exercício, em relação ao repouso prévio. Contudo, diversos
                          fatores parecem influenciar a ocorrência da HPE. Dentre eles, destaca-se o óxido nítrico
                          (NO), que é responsável pela vasodilatação. Além disso, a biodisponibilidade de NO está
                          associada com a cavidade oral e a existência de bactérias responsáveis pela redução de
                          nitrato em nitrito por meio da circulação enterosalivar. Assim, enxaguantes bucais
                          antibacterianos apresentam a inibição da atividade do nitrito, o que pode impactar na
                          pressão arterial em repouso. Portanto, baseado em evidências anteriores, o presente estudo
                          teve por objetivo verificar a influência de um bochecho a base de clorexidina antes de uma
                          sessão de exercício incremental intenso, a fim de analisar o comportamento da HPE em
                          homens e mulheres. 30 participantes jovens e normotensos concluíram o estudo (15
                          homens e 15 mulheres). Os avaliados realizaram um bochecho de 1 min com enxaguante
                          contendo clorexidina (0,2%) ou placebo em dias diferentes com delineamento cruzado.
                          Após as medições iniciais de PA, foram submetidos ao exercício incremental, com
                          velocidade inicial de 6km/h com incrementos de 1,5km/h a cada dois minutos até a
                          exaustão. Após os voluntários foram posicionados em uma sala silenciosa e a PA foi
                          verificada a cada 15 minutos no período de 1h. Homens apresentaram HPE para PAS
                          independentemente do bochecho (˜10mmHg, p <0.05). Entretanto, mulheres tiveram a
                          HPE atenuada quando da condição experimental com clorexidina (p > 0,05). Por fim, um
                          único bochecho com clorexidina parece atenuar a HPE em mulheres, mas sem efeitos em
                          homens.
                          INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO CURTO DE ALTA INTENSIDADE NOS ESCORES DE DEPRESSÃO E APTIDÃO FÍSICA DE PESSOAS COM DEPRESSÃO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
                          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                          Tipo Dissertação
                          Data 19/08/2022
                          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                          Orientador(es)
                          • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                          Coorientador(es)
                          • Paulo de Tarso Guerrero Muller
                          Orientando(s)
                          • Jéssica Alves Ribeiro
                          Banca
                          • Daniel Alexandre Boullosa Alvarez
                          • Felipe Barreto Schuch
                          • Laís Tonello
                          • Silvio Assis de Oliveira Junior
                          Resumo A depressão é um grande problema de saúde pública associado à morbidade e mortalidade; além do mais, pessoas com depressão apresentam comportamentos sedentários e níveis baixos de aptidão física e o principal motivo usado para explicar este comportamento é a falta de tempo e prazer. Por esta razão, o protocolo de Treinamento Intervalado de Sprints curtos (short sprint interval training, sSIT), pode ser uma alternativa adequada pelo baixo volume e provável boa aderência. Objetivo. O objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos do sSIT nos escores de depressão e na aptidão física de mulheres diagnosticadas com depressão. Materiais e Métodos. Este estudo avaliou 17 mulheres, com média de idade de 41,7±7,8 anos, sedentárias, com depressão moderada a grave que foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: controle e experimental. O protocolo de treinamento sSIT consistiu em realizar, durante 6 sessões em duas semanas, 4-12 sprints de 5 segundos, com intervalo de descanso de ≥30 s de forma ativa com 50 W, com descanso de 48 horas entre sessões, com periodização linear e seleção individualizada do número de sprints em cada sessão. O grupo controle permaneceu com o uso de suas medicações e rotina de tarefas diárias, sem se envolverem em exercício físico por duas semanas. Todas as pacientes participaram da entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) para diagnóstico do transtorno depressivo, e avaliação de escores de depressão através da Escala de Hamilton de 21 itens, e responderam ao Questionário internacional de atividade física (IPAQ) e o Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q). Na primeira e quarta semanas foram submetidas a avaliação da composição corporal, força de preenssão palmar, potência muscular dos membros inferiores com o salto com contramovimento, teste incremental máximo em cicloergômetro, e quantidade de passos durante 4 dias da semana e um do fim de semana. Resultados. As participantes do grupo experimental sSIT exibiram melhoras na potência e resistência aeróbicas (140±15 vs. 155±15 W, p=0,016; 569,2±75,8 vs. 653,2±100 s, p<0,001) e um número maior de passos diários (13625±11309 vs. 16643±15371, p=0,009) da 1ª para a 4ª semana após a período de treinamento. Além disso, as pacientes que completaram o sSIT apresentaram menores escores de depressão com pontuação de 22,5±6,9 na 1ª semana para 24±8,3 na 4ª semana (p<0,001). No entanto, o sSIT não alterou o peso, IMC, e perimetria de cintura e abdômen. Entretanto, o % de gordura diminuiu de forma significativa (p<0,001). Conclusão. O sSIT parece ser um método de treinamento eficiente a ser considerado para o tratamento de pessoas com depressão. Futuros ensaios clínicos randomizados com amostras maiores deverão confirmar esses resultados promissores.

                          Palavras-chave: Depressão; Treinamento curto de alta intensidade; Aptidão física.
                          DESEMPENHO FÍSICO DE POLICIAIS MILITARES: UMA ANÁLISE LONGITUDINAL POR ESPECIALIDADES/ATRIBUIÇÕES DE FUNÇÃO
                          Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                          Tipo Dissertação
                          Data 19/08/2022
                          Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                          Orientador(es)
                          • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Luiz Carlos Rezende
                            Banca
                            • Christianne de Faria Coelho Ravagnani
                            • Daniel Traina Gama
                            • Jeeser Alves de Almeida
                            • Rodolfo Andre Dellagrana
                            Resumo Introdução. Considerando as exigências físicas que policiais militares são submetidos, tarefas como saltar, puxar, empurrar, correr, arrastar e elevar são
                            fundamentais para o efetivo exercício dessa profissão. A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul apresenta uma divisão de unidades de acordo com suas especialidades, exigindo um aperfeiçoamento técnico individual para cada tipo de serviço, porém em comum a estas unidades existe a necessidade de uma boa aptidão física. Há poucos estudos com análises longitudinais da aptidão física de policiais militares, principalmente com relação a uma análise por especialidades, sendo tal conhecimento um fator determinante para elaboração de programas específicos de
                            treinamento. Objetivo. Analisar longitudinalmente a aptidão física de policiais militares de acordo com suas especialidades, por um período de cinco anos. Metodologia. Policiais militares do sexo masculino foram alocados em 4 grupos de acordo com a
                            afinidade de atribuição: 1- Ambiental: (Polícia Militar Ambiental – BPMA); 2- Especializado: (Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE) e (Batalhão de Polícia Militar de Choque – BPChq); 3- Fronteira: (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária – BPMRv) e (Departamento de Operações de Fronteira - DOF); e 4- Urbano: (1o Batalhão de Polícia Militar - 1o BPM) e (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito – BPTran). O teste de aptidão física foi composto pelos testes de repetições máximas de abdominais, flexões máximas de braço na barra e no solo e corrida de 12
                            minutos. O desempenho físico foi analisado retrospectivamente (2015 a 2019) por meio dos resultados do TAF publicados em Boletim Interno da Instituição. Para a comparação dos resultados dos testes físicos entre as especialidades policiais na
                            linha de base e ao longo dos anos foi realizada uma Análise de Covariância (ANCOVA) de Modelo Linear Geral Misto controlado para as diferenças de idade entre os grupos, seguido do post hoc de Tukey, respeitando os níveis de significância de (P<0,05). Resultados. Nota-se de modo geral um declínio no desempenho dos grupos com exceção do grupo urbano nos testes de corrida, abdominal e do grupo
                            fronteira na flexão de braço no solo. Observa-se também que o grupo especializado apresentou melhor desempenho na linha de base e que os piores resultados estão presentes no grupo ambiental. Conclusão. Houve declínio da aptidão física dos policiais ao longo dos anos e suas respectivas atribuições colaboram para uma maior
                            queda ou atenuação desse declínio.

                            Palavras-chave: Aptidão Física; Saúde; Policiais; Programa de Treinamento; Militares.
                            REPERTÓRIO MOTOR NO PERÍODO DE FIDGETY MOVEMENTS EM LACTENTES EXPOSTOS A INFECÇÕES POR TORCHS
                            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                            Tipo Dissertação
                            Data 18/08/2022
                            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                            Orientador(es)
                            • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                            Coorientador(es)
                            • Paulo Henrique Muleta Andrade
                            Orientando(s)
                            • Sarita Baltuilhe dos Santos
                            Banca
                            • Ana Beatriz Gomes de Souza Pegorare
                            • Daniele de Almeida Soares Marangoni
                            • Everton Falcao de Oliveira
                            • Renata Hydee Hasue
                            Resumo Introdução: Para um grupo de infecções adquiridas durante a gestação ou durante o parto com manifestações clínicas semelhantes, criou-se o acrômio TORCHS. Essas infecções podem prejudicar o curso normal do desenvolvimento. Apesar de sua importância epidemiológica, não são encontrados estudos que investigaram comportamentos neuromotores em lactentes expostos a infecções por TORCHS. A avaliação dos general movements (GMs), especialmente entre 3-5 meses de idade pós-termo (período de fidgety movements - FMs), tem alto valor preditivo para comprometimento neurológico. Objetivo: Investigar a qualidade GMs e o repertório motor no período dos fidgety movements em lactentes expostos a infecção materna por TORCHS, verificando a associação de características clínicas e fatores de risco nos desfechos observados. Método: Este estudo observacional exploratório compreendeu uma amostra de conveniência de 17 lactentes (idade 53,6±3,0 semanas pós-termo) com exposição pré-natal a TORCHS confirmada, recrutados a partir de centros de referência local. Os lactentes foram avaliados uma única vez, utilizando as ferramentas General Movements Assessment (GMA) para a qualidade dos GMs e o Motor Optimality Score (MOS) para avaliar detalhes dos padrões de movimentos, padrões posturais e características dos movimentos nessa fase. Também foram coletados dados clínicos e fatores de risco (peso ao nascer, prematuridade, agente etiológico, exames de imagem, entre outros). Resultados: Cinco lactentes (29,4%) apresentaram FMs aberrantes na avaliação pela GMA. Não foram observados movimentos com cramped-synchronized. A maioria (87,5%) dos lactentes apresentou escore total do MOS reduzido [23,5 (21-26)]. Apenas 2 (12,5%) lactentes apresentaram movimentos suaves e fluentes. Nos padrões de movimento, todos os movimentos de língua e rotação de cabeça observados foram anormais; nos padrões de postura, foram observados movimentos simétricos anormais e mãos predominantemente fechadas e dedos espalhados anormais; quase todos foram anormais, especialmente abruptos e monótonos, na avaliação das características do movimento. Apenas o escore total do MOS associou-se à prematuridade. Conclusão: Os lactentes apresentam anormalidades na qualidade dos FMs e no repertório motor no período de FMs, com mínima interferência de fatores de risco.
                            INFLUÊNCIA DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NA FUNCIONALIDADE, DOR E EQUILÍBRIO POSTURAL EM INDIVÍDUOS COM AMPUTAÇÃO UNILATERAL DO MEMBRO INFERIOR (AUMI): ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
                            Curso Mestrado em Ciências do Movimento
                            Tipo Dissertação
                            Data 18/08/2022
                            Área EDUCAÇÃO FÍSICA
                            Orientador(es)
                            • Thomaz Nogueira Burke
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Solange Evangelista dos Santos Carvalho
                              Banca
                              • Glaucia Helena Goncalves
                              • Paula Felippe Martinez
                              • Silvia Lanziotti Azevedo da Silva
                              • Thomaz Nogueira Burke
                              Resumo Introdução: No Brasil, a taxa de amputação de membros inferiores é de 13,9 por 100.000 habitantes, sendo 59,1% do sexo masculino, gerando repercussões no equilíbrio, na projeção do centro de gravidade, aumentando o risco de quedas e fraturas. Intervenções com exercícios em solo têm sido reportados como sendo eficazes na melhora destas variáveis, porém há escassez de dados científicos de qualidade, até o momento, sobre o uso da Fisioterapia Aquática (FA) em indivíduos com amputação unilateral de membros inferiores (AUMI). Objetivo: Avaliar influência da FA na funcionalidade, dor e equilíbrio postural em indivíduos com AUMI. Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico uni cego, randomizado, controlado e balanceado (1:1), no qual 14 indivíduos adultos, com AUMI (transtibial ou transfemural), foram alocados de forma randômica por blocos numa amostragem por conveniência. Os indivíduos foram divididos em 2 grupos: Grupo Fisioterapia Solo (GFS) (n=7) e Grupo Fisioterapia Aquática (GFA) (n=7). A intervenção foi realizada pelo período de 8 semanas, com frequência de 2 vezes semanais e duração de 30 minutos. A funcionalidade foi avaliada pela Medida de Independência Funcional (MIF), o equilíbrio pela Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e pela plataforma de força K Force Plates, e a dor pela Escala de Dor de Denis (EDD). Os dados foram apresentados em média, desvio-padrão e intervalo de confiança. Foi utilizado o teste Kolmogorov- Smirnov para testar a normalidade dos dados e os grupos foram comparados por meio do test t de student para variáveis paramétricas e o teste de Mann-Whitney para as variáveis não paramétricas. Foi considerado um nível de significância de 5%. Resultados: A idade média dos participantes foi de 39±18, 79% do sexo masculino, 21% do sexo feminino. 72% das amputações foram por etiologia traumática e 28% por complicações de Diabetes Mellitus, 79% no nível transtibial e 21% transfemural. Ambos os tratamentos foram eficazes em melhorar o equilíbrio funcional medido pela EEB, porém sem superioridade entre os tratamentos exercício solo e exercícios aquáticos. Todas as demais variáveis apresentaram melhoras em seus escores, em ambos os grupos, porém sem diferença estatisticamente significante intra ou inter grupos.Conclusão: O exercício físico realizado em solo e em ambiente aquático se mostraram igualmente eficazes na melhora do equilíbrio funcional medido pela EEB de indivíduos com AUMI. Todavia, nessa frequência, duração e intensidade não apresentaram diferenças significativas na melhora da funcionalidade, dor e nas variáveis do CoP.
                              Palavras - Chave: exercício aquático; amputação; equilíbrio postural.

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