Mestrado em Antropologia Social

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Trabalhos

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TRABALHO Ações
Entre cores e mitos: narrativas antropológicas na obra de Ilton Silva
Curso Mestrado em Antropologia Social
Tipo Dissertação
Data 25/08/2026
Área ANTROPOLOGIA
Orientador(es)
  • Asher Grochowalski Brum Pereira
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • ALETEIA PATRICIA SORNAS MOCHI DE MIRANDA
    Banca
    • Asher Grochowalski Brum Pereira
    • Daniela Giovana Siqueira
    • Francesco Romizi
    Resumo Esta dissertação realiza um estudo da série Cores e Mitos, de Ilton Silva, por meio da
    antropologia da arte, tomando as pinturas como campo etnográfico e investigando as relações
    que continuam produzindo. A pesquisa, de abordagem qualitativa e etnográfica, articula a
    convivência prolongada com as obras, a autobiografia audiovisual do artista, entrevistas com
    colecionadoras e a análise de oito pinturas. Em diálogo com Jeanne Favret-Saada, Marilyn
    Strathern, Tim Ingold, Alfred Gell, Philippe Descola, Tatiana Helena Lotierzo Hirano, Vi
    Grunvald, Roque de Barros Laraia e Ailton Krenak, examina-se como as imagens afetam
    pessoas, organizam experiências e conectam figuras humanas, animais, vegetais, memórias e
    formas de cuidado. A autobiografia de Ilton oferece base documental para reconhecer, em Cores
    e Mitos, a presença das benzedeiras e sua relação com o cuidado de crianças. O argumento
    central sustenta que essa relação indicada pelo artista não encerra a vida social das obras, pois
    as pinturas exercem agência, participam do cotidiano e constituem um mundo relacional aberto
    a novos encontros. Ao distinguir a identificação etnograficamente fundamentada da benzedura
    dos efeitos variáveis produzidos nos destinatários, o trabalho contribui para a antropologia da
    arte e para os estudos sobre a produção de Ilton Silva.
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      UM ESTUDO DOS AIJE (ZUNIDORES BOE) NO MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO (CAMPO GRANDE/MS): uma etnografia entre objetos, memórias e representações
      Curso Mestrado em Antropologia Social
      Tipo Dissertação
      Data 04/08/2026
      Área ANTROPOLOGIA
      Orientador(es)
      • Maria Raquel da Cruz Duran
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • GLAUCIA FREDERICO DUTRA E SILVA
        Banca
        • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
        • Luisa Elvira Belaunde Olschewski
        • Maria Raquel da Cruz Duran
        Resumo
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          RETOMADA IDENTITÁRIA: Vivência e percepções sobre o processo de construção de um pertencer
          Curso Mestrado em Antropologia Social
          Tipo Dissertação
          Data 02/06/2026
          Área ANTROPOLOGIA
          Orientador(es)
          • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Susan Ribeiro Eloy
            Banca
            • Antonio Carlos Seizer da Silva
            • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
            • Joelma Boaventura da Silva
            • Maria Raquel da Cruz Duran
            Resumo
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              'Eu me criei na cerâmica': domesticidade, intimidade e construção de corpos terena na Terra indígena Cachoeirinha/MS
              Curso Mestrado em Antropologia Social
              Tipo Dissertação
              Data 01/06/2026
              Área ANTROPOLOGIA
              Orientador(es)
              • Maria Raquel da Cruz Duran
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Luciana Scanoni Gomes
                Banca
                • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                • Maria Raquel da Cruz Duran
                Resumo
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                  A tanatopraxia na contemporaneidade: o cuidado do corpo post mortem e suas repercurssões socioculturais
                  Curso Mestrado em Antropologia Social
                  Tipo Dissertação
                  Data 04/05/2026
                  Área ANTROPOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Priscila Lini
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Liliana Simionatto
                    Banca
                    • Asher Grochowalski Brum Pereira
                    • Priscila Lini
                    • VANESSA CLEMENTINO FURTADO
                    Resumo
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                      Arte e conexões: possibilidades de manter tradições Terena
                      Curso Mestrado em Antropologia Social
                      Tipo Dissertação
                      Data 30/04/2026
                      Área ANTROPOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Asher Grochowalski Brum Pereira
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Amanda Vieira Sandim
                        Banca
                        • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                        • Asher Grochowalski Brum Pereira
                        • Carla Maria Buffo de Capua
                        Resumo
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                          Produção e consumo do hî-hî: uma abordagem antropológica das artes culinárias do povo indígena Terena
                          Curso Mestrado em Antropologia Social
                          Tipo Dissertação
                          Data 30/04/2026
                          Área ANTROPOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Daniel Scopel
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Kalymaracaya Mendes Nogueira
                            Banca
                            • Daniel Scopel
                            • Francesco Romizi
                            • Isabel Santana de Rose
                            Resumo
                            Download
                              Existência e resistência pelo cuidado: uma etnografia familiar de mulheres pantaneiras
                              Curso Mestrado em Antropologia Social
                              Tipo Dissertação
                              Data 04/03/2026
                              Área ANTROPOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • ANA ADELAIDE ORTEGA
                                Banca
                                • Alvaro Banducci Junior
                                • Ana Paula Correia de Araujo
                                • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                Resumo
                                Download
                                  Infâncias roubadas: "Culpa" da vítma e (des) casos na punição do agressor
                                  Curso Mestrado em Antropologia Social
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 04/03/2026
                                  Área ANTROPOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Antonio Carlos Seizer da Silva
                                    Banca
                                    • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                                    • Diógenes Egídio Cariaga
                                    • Francesco Romizi
                                    Resumo
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                                      Antropologia das decisões judiciais: corpo gestante, sofrimento e regimes de verdade
                                      Curso Mestrado em Antropologia Social
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 04/03/2026
                                      Área ANTROPOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Vitória dos Reis Guimarães
                                        Banca
                                        • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                        • Priscila Lini
                                        • Raquel Sant´ana da Silva
                                        Resumo
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                                          Tecendo narravas da morte: uma invesgação comparava sobre a corporalidade nos rituais fúnebres nas culturas Guarani e Lambayeque
                                          Curso Mestrado em Antropologia Social
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 03/03/2026
                                          Área ANTROPOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Priscila Lini
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • ANA CLÁUDIA GOES ROCHA
                                            Banca
                                            • Cláudia Minervina Souza Cunha
                                            • Lia Raquel Toledo Brambilla Gasques
                                            • Priscila Lini
                                            Resumo
                                            Download
                                              Autoetnografia: a experiência de uma mulher negra que encontra na vivência não monogâmica o amor antipatriarcal
                                              Curso Mestrado em Antropologia Social
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 02/03/2026
                                              Área ANTROPOLOGIA
                                              Orientador(es)
                                              • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                              Coorientador(es)
                                              • Thaize de Souza Reis
                                              Orientando(s)
                                              • Iara Fernanda da Silva Custódio
                                              Banca
                                              • Ana Clara Sousa Damasio dos Santos
                                              • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                              • Francesco Romizi
                                              Resumo
                                              Download
                                                Etnografia nas fronteiras da saúde e da doença: visitadores/acolhedores espirituais em um hospital de Campo Grande (MS)
                                                Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                Tipo Dissertação
                                                Data 27/02/2026
                                                Área ANTROPOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Francesco Romizi
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Maria do Carmo Carneiro Rossatti
                                                  Banca
                                                  • Antonio Mendes da Costa Braga
                                                  • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                                  • Francesco Romizi
                                                  Resumo
                                                  Download
                                                    Trajetórias e experiências de familiares de pessoas desaparecidas
                                                    Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                    Tipo Dissertação
                                                    Data 17/12/2025
                                                    Área ANTROPOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Aparecido Francisco dos Reis
                                                    Coorientador(es)
                                                    • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                                    • Thaize de Souza Reis
                                                    Orientando(s)
                                                    • Thayna da Silva Santos
                                                    Banca
                                                    • Aparecido Francisco dos Reis
                                                    • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                                    • Dirceu Mauricio Van Lonkhuijzen
                                                    • Flavia Freire Dalmaso
                                                    Resumo RESUMO
                                                    Esta dissertação examina o desaparecimento de pessoas no Brasil a partir das
                                                    experiências, narrativas e estratégias de resistência dos familiares que convivem
                                                    cotidianamente com a ausência, a espera e a busca. Ancorado em abordagem
                                                    qualitativa de caráter etnográfico, o estudo investiga como o desaparecimento se
                                                    produz e se reproduz em contextos marcados por desigualdades sociais, hierarquias
                                                    raciais, vulnerabilidades territoriais e lacunas institucionais. A pesquisa se
                                                    desenvolveu por meio de observação participante, entrevistas em profundidade,
                                                    registros de campo e acompanhamento de atividades formativas, mobilizações
                                                    públicas e encontros entre familiares, privilegiando a escuta sensível como ferramenta
                                                    analítica e ética.
                                                    A dissertação explora os modos pelos quais a memória, o sofrimento, o
                                                    cuidado e a luta por reconhecimento moldam práticas individuais e coletivas frente à
                                                    ausência, evidenciando a emergência de redes de solidariedade, ações simbólicas e
                                                    repertórios de resistência. Ao mesmo tempo, analisa os limites estruturais enfrentados
                                                    pelas famílias — como a fragmentação das políticas públicas, a demora investigativa,
                                                    a insuficiência de protocolos e a negligência estatal — destacando como esses
                                                    fatores aprofundam desigualdades e produzem formas de violência continuada.
                                                    Dialogando com literatura nacional e internacional sobre desaparecimento,
                                                    sofrimento social, direitos humanos e reparação, o trabalho propõe compreender o
                                                    desaparecimento não apenas como evento, mas como processo que reorganiza
                                                    temporalidades, relações e subjetividades. A partir dessa perspectiva, procuro
                                                    argumentar que a escuta antropológica pode contribuir para renovar práticas
                                                    institucionais, fortalecer políticas públicas e promover caminhos de dignificação,
                                                    memória e justiça para as famílias.
                                                    Palavras-chave: desaparecimento; memória; familiares; antropologia
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                                                    Entre espiritualidade, corpo e cura: uma etnografia sensorial da apometria
                                                    Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                    Tipo Dissertação
                                                    Data 01/12/2025
                                                    Área ANTROPOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Francesco Romizi
                                                    Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                      • Maria Julia Silva Marques
                                                      Banca
                                                      • Asher Grochowalski Brum Pereira
                                                      • Flavia Freire Dalmaso
                                                      • Francesco Romizi
                                                      • Karine Mendonça Rodrigues
                                                      Resumo Esta dissertação se dedicou a uma etnografia sensorial da Apometria, explorando a
                                                      intersecção complexa entre espiritualidade, corpo e cura no contexto do grupo apométrico
                                                      "Amor e Caridade" em Campo Grande/MS. O cerne da investigação residiu em desvendar
                                                      como essa prática se estabelece como uma "técnica", e não uma religião, e de que maneira
                                                      ela produz cura e sentido em um campo híbrido que desafia e, ao mesmo tempo, reforça as
                                                      fronteiras entre o discurso científico e as crenças espirituais. A análise se concentrou nas
                                                      terapias espirituais e nos significados atribuídos ao corpo, à doença e à saúde pelos médiuns
                                                      e pacientes, revelando um sistema de crenças coerente e eficaz para seus praticantes. Para
                                                      capturar a natureza imaterial e experiencial da Apometria, a pesquisa adotou uma abordagem
                                                      etnográfica marcada pela etnografia sensorial e pelo conceito de afetação. Métodos como o
                                                      desenho etnográfico e as rodas de conversa foram essenciais para descrever o campo,
                                                      construindo uma descrição densa e polifônica, valorizando o ponto de vista dos
                                                      interlocutores. Teoricamente, a análise rompeu com o dualismo cartesiano ao considerar o
                                                      corpo não apenas como um objeto biológico, mas como o instrumento principal da cura e o
                                                      local da experiência espiritual, manifestado na complexa concepção de corpo dentro da
                                                      Apometria. A Apometria se firma, assim, como um valioso objeto de estudo para o contínuo
                                                      diálogo sobre as tensões e complementaridades entre ciência e crença, demonstrando a
                                                      importância da dimensão espiritual e corporal nas buscas contemporâneas por bem-estar e
                                                      cura.
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                                                      Pantanal em desencanto: o permanecer de mulheres no Passo da Lontra
                                                      Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 31/10/2025
                                                      Área ANTROPOLOGIA
                                                      Orientador(es)
                                                      • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • BEATRIZ SILVA BOGARIM
                                                        Banca
                                                        • Alvaro Banducci Junior
                                                        • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                                        • Vivian da Veiga Silva
                                                        Resumo Esta dissertação investiga a trajetória e a permanência de mulheres no Passo da Lontra, localizado no Pantanal Sul-mato-grossense, explicitando as particularidades de suas vidas em um contexto marcado pelo turismo, vulnerabilidades, encantos e desencantos. A pesquisa apresenta alguns aspectos das especificidades do local, identificando as condições do viver a partir de Sossô e Marizete. A permanência revela uma relação de deslocamento e chegada das mulheres ao Passo da Lontra entrelaçando dinâmicas econômicas, sociais e sobretudo de sobrevivência. O encanto dos primeiros contatos com a região e o desencanto quando as condições de vida e reivindicações beiram a escassez da infraestrutura básica, como acesso à saúde, educação e saneamento. A metodologia contou, principalmente, com levantamento bibliográfico e trabalho de campo, os quais tiveram a análise referenciada na teoria antropológica. O estudo propõe dar voz a essas mulheres, muitas vezes categorizadas genericamente como “pantaneiras” ou “ribeirinhas”, cujas vivências singulares revelam uma potente capacidade de organização do território. A pesquisa estrutura-se em quatro capítulos, que apresentam, respectivamente: a localização do Pantanal, seu cenário e a metodologia utilizada; as trajetórias de vida, trabalho e desafios; a realidade marcada por dificuldades sociais e de infraestrutura; as estratégias de resistência, o lazer e as práticas de autocuidado. Ao identificar e dar luz a essas problemáticas, o trabalho busca desmistificar a ideia de uma “mulher pantaneira” homogênea e ressaltando a pluralidade de suas experiências e sua contribuição fundamental para a vida no Passo da Lontra.
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                                                        Educação diferenciada: uma etnografia na escola Ñandejara em Caarapó-MS
                                                        Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                        Tipo Dissertação
                                                        Data 05/09/2025
                                                        Área ANTROPOLOGIA
                                                        Orientador(es)
                                                        • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                                                        Coorientador(es)
                                                          Orientando(s)
                                                          • Jhemerson da Silva e Neto
                                                          Banca
                                                          • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                                                          • Diógenes Egídio Cariaga
                                                          • Maria Raquel da Cruz Duran
                                                          Resumo A presente pesquisa se insere no campo de estudos que versam sobre Educação Escolar Indígena (EEI) e Antropologia. Tem como objetivo produzir uma etnografia a fim de interpretar os modos de construção da EEI enquanto educação diferenciada no contexto da Escola Municipal Ñandejara, analisando as transformações vividas pelos Kaiowá e Guarani por meio dos processos de escolarização e como estes se constituem nos modos ser atual deste de povo, na Reserva Indígena Te’yikue, em Caarapó-MS. Como metodologia, adota a etnografia como instrumento analítico, utilizando técnicas como observação participante, diário e caderno de campo, registros fotográficos, entrevistas e análise documental. Além disso, recorreu à literatura antropológica e educacional referente ao tema para abordar questões como: organização social dos Kaiowá e Guarani, educação indígena, educação tradicional kaiowá, processos de escolarização e transformações socioculturais no contexto da EEI entre os Kaiowá e Guarani. Compreende-se a Escola Ñandejara como um espaço atravessado pelo dilema da escola em contextos culturais diferenciados: ao mesmo tempo em que se insere como parte dos modos de ser e viver dos Kaiowá e Guarani, está submetida a formas de controle do Estado que tensionam sua autonomia. A etnografia ora realizada – ainda que situada e localizada – apresenta alguns elementos de como a escola atravessa as formas de organização social, nos regimes de autoridade e nas relações entre as parentelas em Te’yikue, evidenciando o status alcançado por professores, e reconfigurando as formas de relações. Documentos como o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e espaços como o Fórum Indígena de Te’yikue indicam formas de fazer política e a própria agência dos Kaiowá, que buscam, por meio da escola, formas de contornar os problemas trazidos pela sociedade envolvente, como o sistema de liderança baseada nos “capitães”. Por fim, entende-se que a escola Ñandejara, em Te’yikue, ainda está em um processo – contínuo – de guaranização, onde coexistem projetos políticos distintos: uma política de estado orientada por suas normas de funcionamento dos sistemas de ensino e outro centrado nos modos de vida Kaiowá e Guarani. Essa tensão produz reconfigurações nos processos educativos, mas também abre possibilidades para a criação de caminhos próprios em busca da autonomia da escola indígena e “abertura para o outro”.

                                                          Palavras-chave: Antropologia e Educação. Escola Indígena. Educação Escolar Indígena. Kaiowá e Guarani. Guaranização da Escola.
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                                                          A festa da farinha: migração nordestina e o papel da agricultura familiar no município de Anastácio (MS)Construção da memória da migração e seus significados
                                                          Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                          Tipo Dissertação
                                                          Data 05/09/2025
                                                          Área ANTROPOLOGIA
                                                          Orientador(es)
                                                          • Alvaro Banducci Junior
                                                          Coorientador(es)
                                                          • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                                          Orientando(s)
                                                          • Vanessa Silva de Oliveira
                                                          Banca
                                                          • Alvaro Banducci Junior
                                                          • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                                          • Ricardo Luiz Cruz
                                                          Resumo Esta dissertação analisa o significado da “Festa da Farinha”, evento anual realizado no município de Anastácio-MS, com foco em suas dinâmicas culturais, sociais e econômicas. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem antropológica que dialoga com os
                                                          conceitos de festa, ritual e símbolo, buscando interpretar de que maneira o evento mobiliza a população, cria sentidos coletivos e articula diferentes tradições culturais. O estudo investiga como a festa reflete e reconfigura a intersecção entre a cultura nordestina
                                                          — marcada pela memória migratória de muitos participantes — e as dinâmicas locais, com ênfase no papel da agricultura familiar. Procura-se compreender como o evento impacta o cotidiano dos moradores, ressignifica práticas culturais e fortalece, ou tensiona,
                                                          a relação entre identidade e economia. Metodologicamente, o trabalho ancora-se na etnografia, por meio da observação, de entrevistas semiestruturadas e de registros em diário de campo. Durante essa etapa foram reunidos relatos de participantes locais —
                                                          agricultores, comerciantes e frequentadores — cujas narrativas revelam perspectivas diversas sobre a importância da festa. Esses relatos oferecem insights sobre a relação entre tradição e modernidade, memória e desenvolvimento, bem como as transformações percebidas ao longo do tempo no evento. Os resultados indicam que a “Festa da Farinha” assume múltiplos significados: para alguns simboliza um resgate cultural e um espaço de preservação da memória nordestina; para outros, representa oportunidade econômica e um motor de fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, observa-se uma tensão
                                                          entre os aspectos tradicionais e as adaptações contemporâneas refletindo a complexidade das práticas culturais em contextos dinâmicos.
                                                          Palavras-chave: Festa, Farinha, Ritual, Cultura, Memória
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                                                          ENTRE O PERMANENTE E O EFÊMERO: a esplanada ferroviária de Campo Grande e suas múltiplas temporalidades e espacialidades
                                                          Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                          Tipo Dissertação
                                                          Data 03/09/2025
                                                          Área ANTROPOLOGIA
                                                          Orientador(es)
                                                          • Francesco Romizi
                                                          Coorientador(es)
                                                            Orientando(s)
                                                            • Larissa Emilia Monte Morandi
                                                            Banca
                                                            • Alvaro Banducci Junior
                                                            • ANA CLAUDIA MARQUES
                                                            • Francesco Romizi
                                                            • Mara Aline dos Santos Ribeiro
                                                            Resumo Este trabalho analisa a Esplanada Ferroviária de Campo Grande/MS como um espaço onde memórias, significados, identidades e dinâmicas sociais se articulam por meio de materializações efêmeras. Por meio de uma abordagem qualitativa de base etnográfica, a pesquisa investiga como o conceito de "arquitetura efêmera" se relaciona com a formação de memória coletiva e identidade cultural na cidade. A partir da chegada da ferrovia, observa-se que elementos transitórios — como dinâmicas sociais, eventos temporários, festas, carnavais e outras construções de passagem — configuram-se como pontos de investigação sobre o impacto social e o papel da efemeridade na vida urbana contemporânea. A metodologia combina observação participante, diário de campo e entrevistas com grupos ligados ao entorno ferroviário, incluindo moradores, ex-ferroviários e frequentadores do espaço. O estudo utiliza referenciais teóricos de antropologia urbana, como o conceito de não-lugar (Augé) e patrimônio histórico-cultural, para explorar como a Esplanada reflete a interação entre o transitório e o permanente, a memória e o esquecimento. A pesquisa propõe que, mesmo breves e passageiras, as práticas e construções efêmeras contribuem para a construção social e pessoal da sociedade urbana, mobilizando desejos, expressões identitárias, vivências de solidão e relações com o corpo como arte e movimento. A Esplanada Ferroviária, enquanto espaço de memória e palco de dinâmicas efêmeras, emerge como um complexo cultural capaz de abrigar e transformar as experiências individuais e coletivas na era da supermodernidade. O estudo visa contribuir para a compreensão de como a arquitetura efêmera pode impactar a organização de espaços e moldar as relações sociais que, ainda que transitórias, permanecem na memória coletiva.
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                                                            Aproximação etnográfica da espiritualidade dos Ejiwajegi (Kadiwéu)
                                                            Curso Mestrado em Antropologia Social
                                                            Tipo Dissertação
                                                            Data 01/09/2025
                                                            Área ANTROPOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • Francesco Romizi
                                                            Coorientador(es)
                                                            • Maria Raquel da Cruz Duran
                                                            Orientando(s)
                                                            • David de França Brito
                                                            Banca
                                                            • Antonio Carlos Seizer da Silva
                                                            • Antonio Hilario Aguilera Urquiza
                                                            • Erik Petschelies
                                                            • Francesco Romizi
                                                            • Maria Raquel da Cruz Duran
                                                            Resumo A presente pesquisa tem como enfoque a vida espiritual dos integrantes de uma sociedade ameríndia no atual Mato Grosso do Sul. A espiritualidade dos Kadiwéu, autodenominados Ejiwajegi, é bastante rica e complexa, refletindo processos históricos de contato com a sociedade envolvente e de incorporação de elementos simbólicos e materiais ali encontrados. Descendentes dos temidos cavaleiros Guaicurus, povo guerreiro e resistente que se opôs às penetrações espanholas e portuguesas, aliando-se ao governo brasileiro na ocasião da Guerra da Tríplice Aliança, presenciaram uma aproximação ao Evangelho desde a segunda metade do século XX. O objetivo desta pesquisa é compreender a realidade espiritual da sociedade kadiwéu, tendo em vista os processos de ressignificação cosmológica em que ela está inserida, as diversas tradições que ali convergem, e as relações estabelecidas entre estas na construção de ideais de autenticidade étnica e espiritual. A presente investigação, portanto, não aborda uma religião em particular ou o ato da conversão, mas as múltiplas formas em que se desenvolvem os processos identitários deste povo, dentro de um universo espiritual intrinsecamente multicêntrico. Ela, em particular, é desenvolvida ao longo de três eixos transversais, com problemas, objetivos e metodologias que lhe são próprios: o primeiro retoma, essencialmente através de uma releitura da literatura etnográfica clássica com um olhar teórico atualizado, o estudo das crenças animistas e das práticas xamânicas de uma religião tradicional, que oficialmente, foi suplantada pela penetração do cristianismo (evangélico); o segundo, foca o presente evangélico, a partir também dos depoimentos de algumas pessoas idosas que tomaram parte das grandes transformações que levaram à sua constituição; no terceiro eixo, exploramos as maneiras em que cosmologia animista, cultura popular católica e evangélica, através de contínuos processos simbólicos de ressignificação e apropriação, são conjugadas para dar vida a um modo de estar no mundo, entendido como autêntico, próprio e originário - aqui realizamos algumas indagações e comparações diacrônicas de rituais xamânicos e cristãos, das atuações e prerrogativas dos nidjienigi (curandeiros) e dos pastores, das cosmologias e narrativas antigas e presentes, atentos tanto aos elementos de continuidade como aos de descontinuidade que ali aparecem. Este trabalho, que busca contribuir com a literatura sobre a vida espiritual dos Ejiwajegi, se sustenta em uma abordagem qualitativa, de base etnográfica (com trabalho de campo realizado principalmente na aldeia Alves de Barros, “capital” kadiwéu), com uso de rodas de conversa e observação, participante ou não.
                                                            Palavras-chave: Ejiwajegi/Kadiwéu; espiritualidade; cosmologia.
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