| SOBREVIVÊNCIA A PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: AVALIAÇÃO DA PERFORMANCE CEREBRAL |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/03/2016 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Marisa Dias Rolan Loureiro
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Francine Jomara Lopes
- Marisa Dias Rolan Loureiro
- Olinda Maria Rodrigues de Araujo
- Ramon Moraes Penha
|
| Resumo |
Introdução: Apesar de avanços relacionados à prevenção e tratamento da Parada Cardiorrespiratória (PCR), muitas ainda são as vidas perdidas. A maioria dos estudos realizados concentra-se em eventos extra-hospitalares e tem resultados de incidência e sobrevivência muito variáveis. Tal variação é evidência da necessidade de que os serviços de saúde identifiquem e avaliem cada ocorrência de evento tratado. Objetivos: Avaliar a performance cerebral de pacientes adultos sobreviventes de PCR, antes do evento, na alta hospitalar e após seis meses, em um hospital de Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul (MS). Identificar fatores relacionados com diferenças entre sobreviventes e não sobreviventes do grupo estudado. Conhecer a sobrevivência após seis meses da alta hospitalar. Metodologia: Estudo analítico, prospectivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido em um hospital geral filantrópico de Campo Grande (MS). Autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, parecer nº:856.096, de 02/11/2014. Resultados: Foram avaliados 78 sobreviventes de PCR, 38,5% (30), alcançaram a alta hospitalar, destes, todos apresentaram apenas um evento de PCR, enquanto que todos os que evoluíram para o óbito apresentaram 2 ou mais eventos, houve associação entre o número de PCR e o desfecho, também houve relação entre o uso de droga vasoativa e insuficiência renal e o óbito. Em relação ao CPC, 96,7% dos pacientes apresentavam CPC 1 anterior a PCR, e 72,7% o mesmo valor na alta, não houve diferença estatisticamente significativa entre o CPC médio anterior a PCR e aquele no momento da alta. Em relação ao acompanhamento após a alta, dos 30 pacientes, dois evoluíram com re-internação e óbito nos seis meses seguintes, 21 foram encontrados para o acompanhamento pós alta, 14 pacientes apresentavam CPC 1 na alta e 15, o mesmo índice seis meses após. O CPC médio na alta foi 1,47 e, seis meses após, 1,42. Conclusão: A PCR é um evento com sobrevivência muito variável, 2 ou mais eventos de PCR, uso de droga vasoativa e insuficiência renal foram relacionados ao óbito. Para os pacientes que evoluíram com a alta hospitalar, não houve piora de sua função cerebral, o que pode ser relacionado aos cuidados prestados e a qualidade da ressuscitação. Verificou-se que o processo de recuperação após a alta hospitalar é lento e que estes pacientes necessitam de acompanhamento pós alta. |
| Download |
|
|
| PERCEPÇÕES DO PACIENTE ONCOLÓGICO SOBRE O CUIDADO |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/12/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Cristina Brandt Nunes
- Emerson Elias Merhy
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Maria da Graca da Silva
|
| Resumo |
THEOBALD, M. R. Percepções do paciente oncológico sobre o cuidado. 2015. 79 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
RESUMO
O diagnóstico do câncer desencadeia reações orgânicas e emocionais, provocando sentimentos, desequilíbrios e conflitos internos, além de causar sofrimentos que podem acarretar desorganização psíquica. O objetivo deste estudo foi compreender as percepções dos pacientes oncológicos acerca do seu cuidado, averiguar junto aos pacientes como ocorre a comunicação dos profissionais na realização do cuidado; identificar pela ótica do paciente, como os profissionais realizam a informação do diagnóstico, tratamento e prognóstico da doença e identificar como os profissionais promovem o respeito à autonomia. Trata-se de um estudo qualitativo, constituindo-se como uma possibilidade de reflexão acerca da assistência prestada a estes pacientes, à luz das propostas do Sistema Único de Saúde (SUS) e sob a ótica de uma abordagem humanística. Participaram dessa pesquisa 25 pacientes adultos internados no setor de oncologia de uma instituição pública, terciária, de ensino e de referencia na área localizada na região centro-oeste do Brasil, junto aos quais foi realizada uma entrevista semiestruturada, que teve seu roteiro avaliado pela opinião de profissionais na área temática. Após a coleta dos dados, estes foram transcritos e sistematizados pela fundamentação metodológica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), sendo os dados posteriormente confrontados com o relatório da Observação Sistemática Participante. Como resultado decorrente da análise do discurso do sujeito coletivo na temática comunicação, foi identificado duas ideias centrais antagônicas: Comunicação adequada e Comunicação imprópria, quanto à observação sistemática participante, nesta temática foi evidenciado que a equipe não recebe bem as criticas que emergem dos usuários e isso interfere na comunicação com os mesmos; ocorre incorporação de estratégias que estimulam a relação interpessoal pela equipe. No contexto da informação, foram identificadas duas ideias centrais opostas, sendo a primeira Informação adequada e a segunda Informação inadequada. Considerando os resultados da observação sistemática participante no contexto da informação, foi possível observar que os indivíduos têm maior liberdade para apresentar os questionamentos com a categoria de enfermagem, a adequada informação pode estar sendo comprometida pelo excesso de trabalho dos profissionais. No cenário da autonomia, considerando os discursos do sujeito coletivo este estudo encontrou três ideias: Participação no tratamento, Imposição e Confiança no profissional. Já a observação sistemática participante na temática autonomia, evidenciou que os profissionais promovem pouco estímulo ao empoderamento dos seus pacientes. Quanto à percepção dos usuários sobre o cuidado, com o emprego do discurso do sujeito coletivo identificou-se duas ideias centrais: Competência e Satisfação. Ainda analisando a percepção do usuário acerca do cuidado, emergiu com o emprego da observação sistemática participante, a insatisfação dos pacientes com os profissionais da área da enfermagem. Desta forma, mesmo que o estudo tenha encontrado uma percepção positiva do usuário quanto aos cuidados recebidos, os profissional atuantes neste cenário, incorporam parcialmente as recomendações preconizadas pela Política Nacional de Humanização. Logo, concluiu-se que ainda é necessário investir esforços, no intuito de, potencializar as condutas que priorizem o cuidado humanizado de qualidade, visto que sua ausência pode comprometer a adesão terapêutica, fragilizar o paciente e desencadear impactos emocionais ao indivíduo. Este estudo é importante, pois possibilita a ampliação e geração de novos conhecimentos na área da oncologia, possibilitando reflexão por parte dos profissionais atuantes na área e possível incorporação dos referidos conhecimentos na prática diária. Ademais este estudo é contemporâneo, visto que, é necessário à época e ao local, como também contempla o aspecto humano, por ter aplicação prática que possibilitará benefícios aos usuários.
Descritores: Humanização da assistência, Enfermagem, Oncologia
|
| Download |
|
|
| AVALIAÇÃO DA SAÚDE DA MULHER NO PRÉ-NATAL NO ÂMBITO DA ATENÇÃO BÁSICA NO BRASIL: APROXIMAÇÕES E DESIGUALDADES REGIONAIS |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/04/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Luciana Contrera
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
RESUMO
A avaliação do pré-natal pode contribuir para melhorar à assistência a gestante, diminuindo os índices de morbimortalidade materno e neonatal, sendo assim, a aplicação de critérios de qualidade para avaliar o processo da assistência pré-natal proporciona identificar o desempenho do serviço e evidencia a qualidade da assistência, sendo esta uma das condições para garantir a efetividade dos cuidados à gestante. Este estudo teve como objetivo caracterizar a assistencia pré-natal no âmbito da Atenção Básica no Brasil. Os resultados foram organizados em forma de dois artigos científicos. O artigo I teve como objetivo investigar qual a produção de conhecimentos sobre a avaliação da adesão ao pré-natal e os fatores relacionados no âmbito da Atenção Primária à Saúde, trata-se de uma revisão integrativa, por meio de pesquisa de artigos indexados nas bases de dados, LILACS, MEDLINE e Scielo, publicados no período de 2004 a 2014. Foram localizados 14 estudos, atendendo aos critérios de inclusão: publicados no período de 2004 a 2014, os estudos foram organizados em 3 categorias: início do pré-natal e número de consultas, modelos de atenção pré-natal e registros do pré-natal e sistemas de informação. Os resultados mostraram que as gestantes iniciam o pré-natal no primeiro trimestre, porém as dificuldades na adesão estão relacionadas à descoberta da gestação e demora no agendamento de consultas. O artigo II foi conduzido um estudo transversal com dados secundários, do banco de dados do Departamento de Atenção Básica, coletados na avaliação externa do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), ciclo 2012 em nível nacional, referentes ao Módulo III do instrumento da Avaliação Externa, questões que avaliam a percepção e satisfação dos usuários quanto aos serviços de saúde no que se refere ao seu acesso e utilização, referentes à gravidez e pré-natal. Como critério de inclusão apenas mulheres que já estiveram grávidas e que possuíssem filho até 2 anos de idade. Verificou-se que, não foi observada diferença entre as regiões a respeito do numero de mulheres que relataram ter realizado pré-natal na última gravidez (98,7%), já no que se refere à realização de no mínimo sete consultas de pré-natal durante a gravidez e orientações sobre o local do parto, as regiões Sul e Sudeste apresentaram maiores percentuais, 83,6% e 79,7% respectivamente, contrastando com a região Norte que apresentou o pior resultado com 58,4% (p<0,001), quando questionadas sobre qual(is) profissional(is) realizaram o pré-natal, o enfermeiro foi mais citado entre as mulheres nas regiões Nordeste (95,8%) e Norte (94,3%) enquanto que o médico foi predominantemente citado nas regiões Sul (96,6%), Centro-Oeste (91,9%) e Sudeste (91,5%). A freqüência de realização de ações como os exames de: boca, mama, ginecológico e Papanicolau realizados durante a consulta de pré-natal apresentaram valores baixos em todas as regiões do Brasil. Conclui-se quegestantes iniciam o pré-natal no primeiro trimestre, a cobertura do acompanhamento pré-natal é elevada, entretanto o numero mínimo de consultas durante o pré-natal apresenta-se de forma desigual entre as diferentes regiões do país, sendo que ações que busquem aumentar o acesso de mulheres ao maior número de consultas devem ser implementadas pelas equipes de Atenção Básica. |
| Download |
|
|
| Avaliação do procedimento de curativo em feridas realizado por profissionais de enfermagem |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/04/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Maria Angelica Marcheti
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
|
| Resumo |
Este estudo objetivou avaliar o procedimento de curativo realizado pelos profissionais de enfermagem (auxiliares e tecnicos de enfermagem) atuantes em duas unidades de internacao, clinica cirurgica e clinica medica, de um hospital publico localizado no municipio de Campo Grande-MS. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e observacional, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada pela observacao direta nao participativa e individual, e consulta aos registros de enfermagem no prontuario do paciente, atraves de instrumento de coleta de dados do tipo Check-list validado e adaptado para este estudo, para observar a execucao do procedimento em tres fases, sendo: I-Pre-execucao: preparacao para a tecnica do curativo, II-Execucao da tecnica de curativo e III-Pos-execucao a tecnica de curativo. Por amostragem nao probabilistica, a amostra por conveniencia constituiu de 80 curativos, sendo 40 procedimentos por unidade pesquisada. O procedimento de curativo foi avaliado com base no indice de positividade (IP), gerando um percentual para cada questao observada, por fase (I, II e III) e por procedimento. O IP foi comparado entre fases (I, II e III) por meio da aplicacao do teste de Kruskal-Wallis, com o nivel de significancia de p<0.05. Os softwares utilizados para analise foram o Minitab 17 (Minitab Inc.) e Statistica 10 (StatSoft Inc.). O procedimento de curativo foi considerado de qualidade quando apresentou IP >70%. Na maioria dos itens avaliados nas duas unidades de internacao obtiveram IP . 70%, no entanto a clinica cirurgica apresentou maior IP em comparacao com a clinica medica. As questoes mais comprometidas para as duas unidades estudadas foram as que estavam relacionadas ao aquecimento da solucao fisiologica, preparo do ambiente e disposicao do lixo, manutencao da privacidade do paciente, higienizacao das maos, desinfeccao da superficie, conferencia do prazo de validade dos materiais, paramentacao com equipamento de protecao individual, posicionamento e disposicao dos materiais, limpeza da ferida, identificacao do curativo, desprezo dos materiais e registro de enfermagem. Enquanto que para as questoes referentes a apresentacao ao paciente, conferencia da prescricao, abertura do campo de curativo, remocao nao traumatica do curativo, aplicacao da cobertura sobre a ferida, manutencao nos principios de assepsia, sequencia logica na realizacao do procedimento e valorizacao das queixas do paciente, mostrou-se comprometidas apenas na clinica medica. A clinica cirurgica obteve IP de 79,49% na fase II, sendo as demais fases I (60%) e III (66,30%). A clinica medica obteve indice melhor na fase III (62,50%), nas demais o curativo foi significativamente comprometido, sendo I (34,16%) e II (30,00%). Na clinica cirurgica 75% dos procedimentos de curativo foram classificados como insatisfatorio, sendo essa classificacao em 97,5% dos procedimentos da clinica medica. A realizacao do procedimento de curativo mostrou-se comprometida, requerendo intervencao que provoque mudancas na pratica assistencial, que possa conferir e assegurar qualidade e seguranca no cuidado de enfermagem prestado ao paciente com feridas. |
| Download |
|
|
| Enfermeira da Estratégia de Saúde da Família e a mulher em situação de violência |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Maria Auxiliadora de Souza Gerk
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Bruna Laís Alcará de Morais
|
| Banca |
- Cássia Barbosa Reis
- Leides Barroso de Azevedo Moura
- Maria Auxiliadora de Souza Gerk
- Maria Lucia Ivo
|
| Resumo |
Esta pesquisa buscou compreender a abordagem e as concepções das enfermeiras da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do município de Dourados à mulher em situação de violência, bem como identificar de que forma os casos chegam à ESF e como são assistidos. A violência contra a mulher é um problema de saúde pública e interfere na sua qualidade de vida e de suas famílias. A ESF foi o serviço escolhido pela forma de trabalho com base em território e população delimitada, que favorece o vínculo entre a equipe e a população. Para alcançar os objetivos do trabalho, foi utilizada metodologia qualitativa, com uso do Discurso do Sujeito Coletivo e a teoria das Representações Sociais, de Serge Mocovici, para fundamentar as análises. Foi utilizada a entrevista para a coleta de dados, com roteiro semi-estruturado. Os resultados evidenciaram que as enfermeiras participantes não se sentem preparadas para atender os casos de violência contra a mulher. As representações sociais das enfermeiras estão relacionadas com um conceito ampliado de violência, com questões culturais e de gênero envolvidas. Além disso, apontam para as condições sociais, econômicas, educacionais desfavoráveis dessas mulheres, que interferem no rompimento do ciclo da violência. Observou-se que a violência contra a mulher está presente na rotina da ESF; no entanto, não é considerada prioridade para as enfermeiras, e os casos são percebidos como sem resolutividade pelas mesmas, o que as desmotiva a se envolverem com as situações e colabora com a subnotificação. Quanto à assistência à mulher em situação de violência, os resultados apontaram que as enfermeiras sentem-se impotentes para lidar com os casos, possuem medo de represálias devido à proximidade com a população, estão sobrecarregadas de funções e não possuem condições de trabalho, tanto quanto de infraestrutura quanto de protocolos de atendimento para assistir essas mulheres. A rede de atendimentos para as mulheres em situação de violência é considerada como insuficiente e sem resolutividade pelas enfermeiras. Entretanto, não deixam de atender e se envolver com os casos de violência; mesmo com tais dificuldades, procuram amparar as mulheres e buscar soluções possíveis, além de serem consideradas pontos de referência nas equipes. O trabalho em equipe ficou evidenciado como um facilitador para atendimento dos casos. Conclui-se que a enfermeira é relevante nesse processo, pois consegue articular com outros profissionais e serviços. A ESF é um serviço com possibilidades para que a violência seja desvelada e que a mulher possa ser acolhida. |
| Download |
|
|
| Acolhimento aos usuários na Atenção Primária à Saúde |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Larissa Rachel Palhares Coutinho
|
| Banca |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Luciana Contrera
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Patricia Moita Garcia Kawakame
|
| Resumo |
No Brasil, os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) estão organizados por meio de políticas assistenciais pautadas nos princípios e diretrizes do SUS. Uma das formas de organizar o processo de trabalho na ESF seria pela institucionalização do Acolhimento nos serviços. Trata-se de uma diretriz operacional imprescindivel do modelo assistencial proposto pelo SUS, pois possibilita uma reflexão e reorganização dos processos de trabalho em saúde. O acolhimento estabelece ligação concreta e de confiança entre o usuário e o profissional ou equipe, estando diretamente orientado aos princípios do SUS. Para tanto, são necessários estudos criteriosos sobre a qualidade da atenção prestada. Uma das formas de avaliação da qualidade da atenção proposto pelo Ministério da Saúde é o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica - PMAQ. Diante de tais assertivas, a presente proposta pretende identificar as características que compõem o acolhimento e se estas estão presentes nas unidades de Atenção Primária. Neste sentido, surgem as seguintes indagações: como os profissionais estão realizando o acolhimento nas unidades e como o usuário percebe este acolhimento? Desta forma, será possível identificar o grau de acolhimento aos usuários, o qual reflete na qualidade da atenção à saúde. O objetivo foi analisar o acolhimento ao usuário nos serviços de Atenção Básica que aderiram ao PMAQ-AB/2012. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, analítico e exploratório. A pesquisa foi delineada por meio de análise de dados secundários provenientes do primeiro ciclo da fase de Avaliação Externa do PMAQ-AB/2012. A fase de Avaliação Externa foi realizada por Instituições de Ensino e Pesquisa do país, coordenada pelo Ministério da Saúde e ocorreu durante o ano de 2012. Um total de 17.202 equipes de AB foram avaliadas no 1º ciclo PMAQ-AB. As variáveis selecionadas para este estudo foram aquelas compostas pelas perguntas relacionadas ao Acolhimento à demanda espontânea, dentre o módulos destinado a entrevistas com os profissionais Foi realizada análise descritiva dos dados, com representação tabular constando de frequência absoluta e relativa e agrupada por regiões geográficas do Brasil. Os resultados do estudo estão apresentados em forma de 2 artigos. A partir dos resultados obtidos, pode-se inferir que o conhecimento produzido até o presente momento acerca do tema proposto para este estudo, é que o acolhimento não está ainda efetivamente implantado nos serviços de APS no país. Pelos resultados obtidos pela Avaliação do PMAQ, o acolhimento esta implantado nas unidades, entretanto, constatou-se que a atuação multiprofissional na realização do acolhimento ainda não é integralizada e este é realizado de forma fragmentada. Embora seja uma recomendação do Ministério da Saúde, e que a maioria das equipes relate que existe o acolhimento, ainda permanecem lacunas e diferenças entre as regiões. É incontestável que o acolhimento é uma ferramenta de reorganização do processo de trabalho e mecanismo de facilitação de acesso, capaz de promover a equidade e universalidade da atenção a saúde. Contudo, este também é um processo ainda em construção. A partir das novas avaliações do PMAQ será possível fazer uma comparação da evolução dessa ferramenta de trabalho e verificar se estas medidas de indução para melhoria nos processos de trabalho, estão promovendo de fato uma melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica no país. |
| Download |
|
|
| AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS HOSPITALARES PARA IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM MATO GROSSO DO SUL |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Juliana do Nascimento Serra
|
| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Luciana Contrera
- Luiza Helena de Oliveira Cazola
|
| Resumo |
A segurança do paciente é enfoque central das discussões na área da saúde em quase todo o mundo.
O tema é para o campo da avaliação em saúde, um dos atributos da qualidade proposto por
Donabedian. Avaliações com tal configuração permitem localizar problemas para redimensionar as
necessidades e com isso subsidiar o planejamento, reordenar ações, apoiar mudanças, estimular a
coerência das decisões, e estratégias adotadas e otimizar os recursos disponíveis, contribuindo
assim, para a efetiva implantação e funcionamento da política de segurança do paciente. No Brasil,
em 2013, foi editada a Portaria n. 529, de 01 de abril que instituiu a Política Nacional de Segurança
do Paciente, definindo ações e metas. No mesmo ano, foi criada a Resolução da Diretoria Colegiada
n. 36, de 25 de julho de 2013 que estabeleceu a obrigatoriedade de implantação de um Núcleo de
Segurança do Paciente (NSP) nos hospitais, visando reduzir a ocorrência de danos e eventos
adversos na assistência aos pacientes, melhorar a qualidade dos serviços prestados, promover o
registro e aprimorar a sua qualidade. Ciente de que resoluções não são suficientes para modificar
práticas, este estudo teve como objetivo avaliar as conformidades da estrutura, processos e
resultados voltados para implantação do Núcleo de Segurança do Paciente nas instituições
hospitalares contratualizadas ao Sistema Único de Saúde, nas sedes das regiões de saúde em Mato
Grosso do Sul. Trata-se de um estudo transversal que avaliou as conformidades da estrutura,
processos e resultados das instituições hospitalares quanto a implantação do Núcleo de Segurança
do Paciente. Iniciou-se com a criação de um roteiro em forma de instrumento de avaliação com
questões extraídas de documentos oficiais da Organização Mundial de Saúde e Agência Nacional de
Vigilância Sanitária, para verificação da estrutura hospitalar e dos processos de trabalho voltados à
implantação do NSP. O roteiro foi estruturado a partir da teoria desenvolvida por Donabedian para
avaliação de serviços de saúde. Posteriormente, aplicou-se o roteiro de verificação em seis hospitais
nos municípios sedes das regiões de saúde do Mato Grosso do Sul, Campo Grande (três hospitais),
Corumbá (um hospital) Dourados (um hospital) e Três Lagoas (um hospital). O resultado
evidenciou fragilidades em todas as categorias avaliadas. Na categoria estrutura, constatou-se que
na macrorregião de Três Lagoas existem mais protocolos implantados, porém protocolos
importantes como os de profilaxia cirúrgica, checklist de verificação de cirurgias, notificações de
complicações cirúrgicas e eventos adversos não existem em algumas das instituições avaliadas. Em
relação à categoria processo, os resultados demonstram que na macrorregião de Campo Grande há
melhor conformidade dos processos, diferenciando assim, os hospitais da capital e do interior. Na
categoria resultado, a macrorregião de Três Lagoas possui o NSP implantado, no entanto, não tendo
a totalidade dos protocolos previstos. Conclui-se que, mesmo com o conhecimento e existência das
portarias e leis para a segurança do paciente, a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente nas
instituições hospitalares do Mato Grosso do Sul não ocorreu plenamente, não garantindo sua |
| Download |
|
|
| A percepção do adolescente com Diabetes Mellitus Tipo 1 sobre sua condição de saúde |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Adriana Cristina Pavoni de Carvalho
|
| Banca |
- Cristina Brandt Nunes
- Elizabeth Goncalves Ferreira Zaleski
- Giselle Dupas
- Maria Auxiliadora de Souza Gerk
|
| Resumo |
A doença crônica na adolescência pode ser definida como uma situação que altera o funcionamento do corpo do adolescente em longo prazo, requer assistência e acompanhamento por profissionais de saúde. O diabetes é uma condição crônica grave, de evolução lenta e progressiva, que necessita de tratamento intensivo e orientação adequada, que permitam prevenir ou retardar as complicações agudas e crônicas da doença. O adoecimento na adolescência é um fenômeno causador de várias modificações, podendo significar para o adolescente um não ser igual. O adolescente geralmente vivencia essas mudanças em diversos aspectos de sua vida, experimentando novos sentimentos e emoções, complicações na saúde física, mudanças comportamentais e restrições sociais. Nessa perspectiva, este estudo tem como objetivo compreender a experiência do adolescente com o diabetes mellitus tipo 1. Trata-se de uma pesquisa qualitativa fenomenológica na perspectiva de Merleau-Ponty. Participaram do estudo quinze adolescentes com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1, atendidos no ambulatório de diabetes do Centro de Especialidades Médicas, pelo programa Diabetes Infanto-Juvenil do município de Campo Grande/MS. A coleta de dados deu-se por meio da utilização de entrevista e questão norteadora: “conta para mim, como é para você ter diabetes na sua idade?”. Os discursos foram reproduzidos exatamente como foram expressos e, após a transcrição na íntegra, foram realizadas repetidas leituras, extraindo-se, assim, as unidades de significado e, posteriormente, as categorias e os temas que expressam o fenômeno. Os temas: tendo a vida modificada pelo diabetes mellitus e manejando a vida a partir do diabetes mellitus expressam a experiência do adolescente com diabetes mellitus. Para ele, o diabetes é um fenômeno que modifica a sua vida, causa impacto, impõe limitações, é chato, ruim, causa medo, é uma experiência difícil, que o faz sentir-se diferente. Para conviver com essa condição crônica, o adolescente precisa manejar a sua vida a partir da doença, tentando se adaptar a ela e sendo ajudado pela família e amigos. A busca por desvelar a experiência do ser-adolescente-com diabetes mellitus permitiu ampliar a compreensão de sua experiência a partir de si mesmo, aproximar do seu mundo-vida e percebê-lo em sua totalidade, com seus sentimentos, percepções e vivências. Deseja-se com este estudo dar visibilidade à experiência do adolescente com diabetes, a fim de possibilitar a organização dos serviços de atendimento, de ações voltadas às suas demandas bem como a proposição de políticas públicas em saúde voltadas ao adolescente com diabetes. O enfermeiro pode motivar o adolescente a adquirir conhecimentos e a desenvolver habilidades para incorporar as mudanças de hábitos impostas pelo diabetes, visando ao controle metabólico e melhor qualidade de vida. Desta forma, respeita-se a essência do ser adolescente, que se depara com uma condição diferente da qual estava habituado antes do diagnóstico. Tal condição exige adaptações que restringem a sua autonomia. Conhecer o adolescente e o diabetes é relevante para a compreensão das singularidades que compõem essa fase da vida e que, associadas à condição crônica, trazem implicações de grande significado para ele. Essa compreensão propicia ao profissional da saúde o contato, a escuta e a aproximação com o ser-adolescente-com diabetes, estreitando os laços. Esse entendimento terá grande valor no cuidado prestado a esse adolescente. |
| Download |
|
|
| Enfermeiro Docente no Ensino Técnico em Enfermagem |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
27/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Aniandra Karol Gonçalves Sgarbi
|
| Banca |
- Cristina Brandt Nunes
- Elizabeth Goncalves Ferreira Zaleski
- Fabiane Melo Heinen Ganassin
- Lourdes Missio
|
| Resumo |
Nos últimos anos, tem crescido o número de enfermeiros bacharéis na função da docência, assumindo essa atividade seja por vocação, não intencional, por prazer ou para aumento da renda. A formação do enfermeiro nos moldes de bacharelado visa preparar o aluno para atuar nas áreas específicas da saúde, em nível hospitalar ou de saúde pública. Não se tem notado uma preocupação em relação à formação e a atuação na área da docência que, nos últimos anos, se ampliou como campo de trabalho para o profissional enfermeiro. Partindo desse pressuposto, este estudo objetiva compreender como os enfermeiros vão se constituindo docentes em cursos técnicos em enfermagem, no município de Dourados, Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, de natureza descritivo-explicativa, realizada com 14 enfermeiros docentes em duas Escolas de Cursos Técnicos em Enfermagem. A coleta dos dados foi realizada por meio de uma entrevista semiestruturada e as informações obtidas foram analisadas mediante o Método de Interpretação de Sentidos com aporte teórico embasado nos estudos de Nóvoa e Tardif. Pelos resultados, observamos que os enfermeiros docentes não possuem formação pedagógica específica para atuar na docência. Constituem-se como docentes por meio das atividades diárias desenvolvidas, nas quais procuram refletir sobre suas práticas profissionais como uma possibilidade de formação. Seguem modelos de docentes encontrados durante a graduação e sofrem com a precarização do trabalho docente no que diz respeito a baixos salários, contrato de trabalho informal e desvalorização dos mesmos. Assim, acreditamos que se fazem necessários mais estudos voltados para essa temática, pois diante de um mundo globalizado e capitalista, há de se trabalhar, estudar as condições concretas desses docentes e efetivar reflexões sobre sua formação pedagógica. Deve-se também repensar a valorização de cursos e capacitações que favoreçam a formação desses profissionais, bem como o incremento da Licenciatura em Enfermagem na formação inicial desses profissionais para que a atuação enquanto docentes em cursos Técnicos de Enfermagem se dê de forma mais efetiva e sistematizada. |
| Download |
|
|
| Capacidade para o trabalho de bombeiros militares |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/03/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Márcia Regina Martins Alvarenga
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Rafaela Palhano Medeiros Penrabel
|
| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Márcia Regina Martins Alvarenga
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
- Sonia Maria Oliveira de Andrade
|
| Resumo |
A profissão bombeiro militar tem demanda de alto grau de comprometimento físico e mental durante suas atividades profissionais. A capacidade para o trabalho diz respeito à aptidão que o indivíduo tem para executar suas funções relacionadas às exigências do trabalho. A saúde é considerada, entre diversos fatores, a principal determinante desta capacidade. Objetivo geral: caracterizar os profissionais bombeiros militares e estimar o índice de capacidade para o trabalho. Material e Métodos: estudo seccional, de abordagem quantitativa, com base em dados primários, amostra estratificada de 192 bombeiros de Campo Grande, MS, Brasil. As variáveis independentes foram os dados sociodemográficos, laborais, estilo de vida, e saúde e a dependente o índice de capacidade para o trabalho (ICT). A descrição dos dados foi apresentada em freqüência absoluta e relativa, assim como média e desvio-padrão. Calculou-se a associação do ICT com as variáveis independentes através da análise univariada e multivariada de regressão logística, utilizando o método de Backward Stepwise para estimação das razões de prevalências e aplicação do teste de Razão de Verossimilhança para a obtenção da significância estatística. Para avaliar a consistência ou confiabilidade do ICT, foi utilizado o coeficiente alfa de Cronbach. Resultados: houve predomínio do sexo masculino, cor parda, casados, ensino médio completo, faixa etária entre os 21 a 40 anos com uma média de 38,9 anos, renda salarial entre 3 a 7 salários mínimos, com o número de dependentes de 3 a 5 pessoas sendo metade do percentual. Destacam-se como participantes da pesquisa os sargentos. A média do tempo de serviço foi de 14,3 anos. O trabalho diurno e noturno predominou, assim como a escala 24:72h. A maioria relatou nunca ter sofrido qualquer acidente de trabalho. Destaca-se que 92,0% dos participantes afirmaram praticar exercícios físicos, sendo estes realizados semanalmente. A maioria não possui doenças crônicas e não menciona utilizar drogas lícitas e ilícitas. Observa-se que 64,6% apresentam sobrepeso e obesidade e apenas 35,4% dos bombeiros estão com peso normal. A pressão arterial atingiu níveis satisfatórios da classificação ótima para 62,7%. Na freqüência relativa do ICT, o parâmetro Baixo aparece em 3,7%, Moderado 32,8%, Bom 38,0% e Ótimo 25,5%. Na categorização Baixo/Moderado em 36,5% e Bom/Ótimo em 63,5%. Foram significativas para a pesquisa apenas a idade e o Índice de Massa Corpórea. O instrumento ICT apresentou boa confiabilidade. Conclusões: o índice médio da capacidade para o trabalho dos bombeiros em Campo Grande é considerado “Bom”, entretanto 36,5% estão com índice Baixo/Moderado, o que representa um alerta para os profissionais. A idade e a obesidade são fatores de risco para diminuição da capacidade para o trabalho. O instrumento ICT atestou boa confiabilidade para a pesquisa nos bombeiros. Por existirem trabalhadores com baixa capacidade e os que ainda podem diminuir, a enfermagem pode atuar cada vez mais na pesquisa para identificar as causas intervenientes a este efeito e com isso agir na promoção da saúde e prevenção de doenças, proporcionando assim medidas de restauração, apoio e manutenção da capacidade laboral, contribuindo para o âmbito da saúde coletiva e ocupacional. |
| Download |
|
|
| Estudo das Infrações Éticas Apuradas Pelo Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
23/02/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mariluci Camargo Ferreira da Silva Candido
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Adaiele Lúcia Nogueira Vieira da Silva
|
| Banca |
- Richardson Miranda Machado
- Roberto Della Rosa Mendez
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
- Taka Oguisso
|
| Resumo |
Os dilemas éticos têm sido mais debatidos na área de saúde devido a sua magnitude e
complexidade. Neste contexto os profissionais de enfermagem, durante o seu cotidiano,
estão envolvidos em situações que podem converter em dilemas etico-morais, devendo
estar atentos às situações que correspondem à inobservância dos preceitos etico-legais
presentes no código de ética de enfermagem e que norteiam a prática do cuidado de
enfermagem. Assim este estudo teve por objetivo analisar os processos éticos tramitados
no Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (COREN/MS). Trata-se de
um estudo exploratório, descritivo e retrospectivo, de cunho documental, realizado no
período de novembro de 2013 a janeiro de 2014. O estudo foi realizado na cidade de
Campo Grande, MS, local onde está situada a sede do COREN/MS. O projeto foi
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade
Federal do Mato Grosso do Sul, sob o parecer 438.302. A coleta de dados deu-se com o
auxílio de instrumento elaborado como requer a pesquisa documental. As variáveis
levantadas foram: a) caracterização do denunciante; b) caracterização da denúncia
(localização da ocorrência, tipo de instituição e tipo de serviço); c) caracterização do
denunciado (sexo, categoria profissional, idade, tempo de formação) e, d) caracterização
quanto ao motivo da denúncia. A coleta de dados ocorreu em sala reservada nas
dependências do COREN/MS. Como critério de inclusão adotou-se o estudo dos
documentos referente às denuncias profissionais concluídas e arquivadas, delimitado o
período de 2003 a 2013. Foram excluídos os documentos que não possuíam registro
eletrônico, não estando, assim, disponíveis no sistema, o que poderia prejudicar a coleta
de dados. Para análise dos dados incialmente digitou-se em planilhas do aplicativo Excel,
utilizando a técnica de dupla entrada, posteriormente calcularam-se as frequências e
porcentagens. Os resultados apontaram o total de 111 denúncias contra profissionais de
enfermagem no período de 2003 a 2013. Os principais denunciantes foram profissionais
de enfermagem (36,0%), quanto à localização, a maioria das ocorrências éticas
aconteceu na capital do estado (55,0%) e em instituições públicas (33,3%). A maior parte
das denúncias ocorreram em ambiente hospitalar (58,6%). Dentre os profissionais de
enfermagem denunciados, a maioria dos envolvidos era do sexo feminino (82,7%). Os
profissionais de nível médio foram os mais denunciados (54,0%). Os achados
apresentados evidenciaram que a maior parte (34,0%) dos profissionais de enfermagem
estavam na faixa etária dos 20 a 30 anos. As denúncias mais frequentes foram referentes
às: relações interprofissionais, iatrogenias e responsabilidade profissional. Destas 111
denúncias analisadas, foram instaurados 34 PE, sendo o COREN/MS o maior
denunciante (47,0%). Os profissionais de nível médio foram os mais denunciados
(73,9%). Quanto aos artigos infringidos, a análise apontou que além de executarem
práticas proibidas, houve o descumprimento dos deveres e responsabilidades
profissionais, consequentemente a violação de princípios bioéticos. Os princípios
bioéticos violados nos processos éticos foram o princípio da beneficência e o da não
maleficência. Quanto ao desfecho dos 34 processos éticos, a maioria (47,0%) houve
absolvição dos denunciados. Em 11 processos éticos (32,4%) houve a aplicação de
penalidades; destes, nove processos éticos (81,8%) a penalidade aplicada foi a
advertência verbal. As infrações éticas referiam-se em sua maioria à administração e
prescrição de medicamento (36,4%), sendo que em um processo a infração foi por
atuação na prática de aborto. Referente ao tempo de formação até a data da ocorrência
ética, os profissionais com menos de um ano de formação foram os que tiveram o menor
percentual de envolvimento nas ocorrências éticas (8,7%). Os resultados permitiram a organização de quatro artigos, sendo o primeiro uma revisão integrativa da literatura que
objetivou analisar a produção científica nacional e internacional a respeito de infrações e
ocorrências éticas na enfermagem, no segundo caracterizou-se as denúncias registradas
contra os profissionais de enfermagem no COREN/MS, no terceiro artigo analisou-se os
processos éticos instaurados. Por fim no quarto artigo discutiu-se o tempo de formação,
até a data da ocorrência ética, dos profissionais de enfermagem envolvidos em denúncias
registradas no COREN/MS. A análise dos processos éticos tramitados no Conselho
Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul permitiu concluir que profissionais de
enfermagem estão envolvidos em infrações éticas, muitas delas passíveis de prevenção.
Ressalta-se a necessidade de se enfatizar os princípios éticos e bioéticos na formação e
no exercício da enfermagem, visto que entre os processos estudados ficou evidente a
violação a artigos do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem referente às
proibições, responsabilidades e deveres e os princípios bioéticos da não maleficência e
da beneficência. Os achados traçam um panorama das principais infrações cometidas,
servindo de subsídios para as autarquias da enfermagem tanto na condução de políticas
de reabilitação dos profissionais infratores quanto no direcionamento de ações de
educação permanente pertinentes à ética profissional, colaborando também com as
escolas formadoras dos profissionais de enfermagem, no âmbito dos princípios éticos da
profissão. |
| Download |
|
|
| Impacto das feridas na qualidade de vida de pessoas atendidas na rede primária de saúde |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
06/02/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Willian Alburquerque de Almeida
|
| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Ana Paula de Assis Sales
- Maria Angelica Marcheti
- Maria da Graca da Silva
|
| Resumo |
No Brasil, as feridas constituem um sério problema de saúde pública, devido a grande quantidade de doentes com modificações na integridade da pele, em praticamente todos os serviços de saúde do país. A alta incidência destas lesões na população é uma realidade conhecida pelos profissionais de saúde e tem gerado várias discussões sobre o assunto devido este tipo de lesão ser frequente mundialmente. Decorrente a esta problemática, a avaliação da qualidade de vida desta clientela tornou-se imprescindível, pois provê informações relevantes para subsidiar a adequação da assistência. A metodologia deste trabalho se baseia em duas pesquisas; um estudo de revisão integrativa da literatura que buscou identificar as possíveis variáveis que afetam de forma negativa a qualidade de vida dos pacientes com feridas crônicas, e outro estudo clínico descritivo, observacional, transversal, que identificou os fatores sociodemográficos, clínicos e a qualidade de vida de pessoas com feridas complexas/crônicas atendidas nas Unidades de Atenção Primária à Saúde em um município do Mato Grosso do Sul. Os dados foram coletados utilizando-se um formulário elaborado pelo próprio pesquisador e o instrumento de qualidade de vida WHOQOL-Bref adaptado e validado para o português. Os dados coletados foram analisados em um software informatizado, para análise estatística dos dados. Foram realizadas análises descritivas com frequências absolutas e relativas, média, desvio padrão, mínimo e máximo, além de análise inferencial nos cruzamentos das variáveis, com nível de significância estatística de p-valor <0,05. O Teste de Coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para verificação de correlações dos domínios do WHOQOL-Bref com a idade e escore de dor adotando-se p-valor <0,05. O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos. Os resultados do primeiro estudo mostraram que as variáveis que mais afetaram a qualidade de vida foram a dor, seguido do tempo, sexo, idade, etiologia e tamanho da lesão. Quanto ao segundo estudo, os resultados identificaram a predominância do sexo feminino com 52,83% com média de idade de 62,17 anos com rendas iguais ou inferiores a um salário mínimo por pessoa, inativo profissionalmente e que vivem sem companheiros. Na avaliação da qualidade de vida pelo WHOQOL-Bref, foi evidenciada pior escore no domínio físico e melhor qualidade de vida o domínio ambiente. A dor foi à principal causa dos baixos escores do domínio físico, já o tempo de convívio com a lesão, a etiologia e a área da ferida não foram fatores determinantes que influenciaram, de forma significativa, a qualidade de vida das pessoas que as têm. Diante destes resultados, conhecer as características clínicas e a qualidade de vida destes usuários possibilitou melhor compreensão e planejamento da assistência a esta clientela, contribuindo igualmente para políticas públicas vislumbrando melhora na qualidade de vida destas pessoas. |
| Download |
|
|
| Conhecimento e Prática de Enfermeiros sobre Planejamento de Alta Hospitalar de Portadores de Doença Crônica Não Transmissível |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/01/2015 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Anna Sarah Moraes Rapello
|
| Banca |
- Adriane Pires Batiston
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Rosangela Silva Rigo
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
|
| Resumo |
As doenças crônicas não transmissíveis ocupam atualmente o primeiro lugar em causas de morte no mundo. No Brasil, políticas importantes para sua prevenção e controle têm sido implementadas. Uma delas foi a criação da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, a qual determina que os hospitais devem programar a alta hospitalar. O objetivo deste estudo foi analisar o conhecimento e prática de enfermeiros sobre planejamento de alta hospitalar de adultos portadores de doença crônica não transmissível e determinar fatores que dificultam a implementação do planejamento da alta. Os dados deste estudo descritivo e analítico foram coletados através da aplicação de um roteiro semi-estruturado do tipo CAP (conhecimento, atitude e prática), aos enfermeiros que atuam nas clínicas médica, cirúrgica e oncológica, no CTI e na UCO dos três maiores hospitais de Mato Grosso do Sul. O questionário é composto por quatro partes: perfil profissional, conhecimento, prática e fatores que dificultam o planejamento da alta. A população inicial era composta por 68 enfermeiros, dos quais 14 foram excluídos e 4 se recusaram a participar. A maioria dos 50 participantes eram do sexo feminino (66%), com 33,5 ± 6,9 anos de idade média, e 6,6 ± 5,4 anos de experiência de trabalho. Com relação ao conhecimento sobre planejamento da alta, 80% afirmaram ter adquirido anteriormente, na graduação (67,5%) e por experiência profissional (47,5%). No entanto, a taxa média de acertos de questões que abordam esta variável foi de 29,4 ± 10,5, com a menor taxa no domínio "conceito" (17,3 ± 21,5) e a maior taxa no domínio "cliente" (62 ± 49,4). Outros domínios incluídos foram "etapas" (25 ± 25,8), "objetivos" (25,7 ± 15,1), "momento de iniciar o planejamento de alta" (40 ± 49,5), "orientações ao paciente" (28,4 ± 14), e "participantes" (43,3 ± 25,4). Em relação à prática no planejamento da alta, o percentual médio de acerto foi 25,6±21,4. Um total de 41% afirmou que as altas hospitalares nunca ou raramente são planejadas em seus setores. Os médicos (86%) e enfermeiros (67,5%) são os profissionais que mais participam no planejamento de alta. Um total de 35% afirmou que o planejamento nunca ou raramente é discutido pela equipe; 38% nunca ou raramente têm participado no processo; 41% e 37% nunca ou raramente incluem o paciente ou a família, respectivamente. Não foi observada nenhuma relação significativa entre o nível de conhecimento e prática, entre o nível de conhecimento e perfil profissional, ou entre o perfil profissional e prática de planejamento de alta. A relação entre a prática e setor hospitalar atual, no entanto, tinha um valor-p de 0,05. Neste caso, a prática dos entrevistados que trabalham em setores dedicados a pacientes criticamente enfermos (CTI e UCO) revelou-se menos adequada do que os demais setores. Na percepção dos enfermeiros, o principal fator que dificulta o processo de planejamento da alta é a comunicação inadequada entre os membros da equipe. Conclui-se que, nos setores dos hospitais investigados, as altas não são planejadas de uma maneira sistemática e coordenada, e que os enfermeiros possuem pouco conhecimento sobre planejamento de alta, adotando práticas inadequadas. Gestores de saúde devem capacitar os enfermeiros para planejar as descargas sob uma abordagem sistemática, com foco no autocuidado e com participação da equipe multidisciplinar, paciente e família / cuidador. |
| Download |
|
|
| Avaliação da eficiência da desinfecção de superfícies de um Estabelecimento de Assistência à Saúde |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/12/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Aires Garcia dos Santos Júnior
|
| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Ana Paula de Assis Sales
- Nádia Antônia Aparecida Poletti
- Vilma Ribeiro da Silva
|
| Resumo |
RESUMO
O estudo objetivou avaliar a efetividade da limpeza/desinfecçãodas superfícies da clínica médica e cirúrgica de um hospital filantrópico, localizado no interior do estado de Mato Grosso do Sul. Estudo descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa. Levando-se em consideração a alta frequência de contato pelos usuários, familiares e profissionais de saúde, cinco superfícies foram selecionadas: estrutura lateral da cama, mesa de cabeceira, maçaneta interna do banheiro, acionador de descarga e a borda do vaso sanitário. Foram utilizados quatro métodos de monitoramento para avaliação da limpeza/desinfecção das superfícies, sendo eles: a avaliação visual, quantificação da adenosina trifosfato (ATP), contagem de colônias de aeróbios totais (ATT) e de Staphylococcus aureus.Nas superfícies positivas para Staphylococcus aureus,a resistência deste à oxacilina (MRSA) foi testada. As amostras foram coletadas antes da entrada e após a saída do pessoal responsável pela limpeza/desinfecção dos quartos, coletando-se 10 amostras de superfícies, por quarto, duas vezes por semana durante quatro semanas, o que totalizou 80 amostras. Vale destacar que os profissionais responsáveis pela limpeza/desinfecção da instituição não foram comunicados sobre o estudo, pois poderiam alterar sua prática diária. Os dados foram transferidos para os softwares Minitab 17 (Minitab Inc.) e Statistica 10 (StatSoft Inc). A avaliação visual e de MRSA foram tratadas como abordagens qualitativas e a avaliação por ATP, contagem de S. aureus e de aeróbios totais como abordagens quantitativas. A análise dos dados foi direcionada por testes comparativos e correlativos não paramétricos. Para os métodos de resultados qualitativos, testes de proporção foram empregados. Uma abordagem multivariada, por meio da aplicação da Análise de Correspondência, foi realizada. Os testes foram considerados significantes se p<0.05. No que se refere à avaliação visual e de MRSA, a limpeza/desinfecção não surtiu efeito significativo na melhoria das condições higiênicas das superfícies, visto que as proporções de superfícies reprovadas pelo teste visual e positivas para o teste MRSA antes da desinfecção não se diferenciaram de forma significativa da proporção das superfícies avaliadas após a limpeza/desinfecção. Antes da limpeza/desinfecção, 07/40 (17,5%) das superfícies foram classificadas como limpas, uma vez que não havia sujidade visível. Respectivamente, 11/40 (27,5%), 01/40 (2,5%), 07/40 (17,5%) e 7/33 (21,2%) estavam limpas segundo a mensuração de ATP, presença de aeróbios totais, presença Staphylococcus aureus e MRSA. Após o processo de desinfecção, 9/40 (22,5%), 31/40 (77,5%), 01/40 (2,5%) 12/40 (30,0%) e 25/28 (89,2%) das superfícies foram consideradas limpas utilizando os métodos: visual, ATP, presença de aeróbios totais, Staphylococcus aureus e MRSA, respectivamente. Em síntese, a limpeza/desinfecção surtiu efeito significativo em três situações: na quantificação do ATP na maçaneta interna do banheiro (p=0,007) e na borda do vaso sanitário (p=0,010) e na contagem de Staphylococcus aureus do acionador da descarga (p=0,040). Nos demais locais, a limpeza diminuiu a carga microbiana e os resultados de ATP, no entanto, tal diminuição não foi significativa. O estudo possui limitações, como o número pequeno da amostra. Recomenda-se a aplicação de uma intervenção educativa para melhora dos índices que mensuram a limpeza/desinfecção das superfícies.
Descritores: Desinfecção. Infecção Hospitalar. Segurança do Paciente. Controle da Contaminação Ambiental. Trifosfato de Adenosina. Serviço Hospitalar de Limpeza. Pesquisa em Enfermagem.Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina. |
| Download |
|
|
| ANÁLISE DAS AÇÕES PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NOS MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO DO SUL |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/12/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Ana Paula Gonçalves de Lima Resende
|
| Banca |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
- Maria Gorette dos Reis
- Marisa Dias Rolan Loureiro
|
| Resumo |
O presente estudo teve como objetivo geral avaliar as ações desenvolvidas para hipertensão arterial na Atenção Primária, tendo como parâmetro a proporção de internações por causas sensíveis ao cuidado primário, decorrentes da hipertensão arterial, nos municípios de Mato Grosso do Sul. Em um primeiro momento foi realizado um estudo ecológico, quantitativo, com análise estatística multivariada agrupando os municípios em quatro clusters, a partir das Internações por Condições Cardiovasculares Sensíveis à Atenção Primária, correlacionando-as com o número de hipertensos estimados e acompanhados e com a cobertura da Estratégia Saúde da Família, nos 78 municípios do estado, no período 2009 a 2012. Posteriormente foi realizado um estudo transversal, quantitativo nos oito municípios que apresentaram maiores e menores proporções de internações por condições cardiovasculares sensíveis a Atenção Primária, identificando os componentes do processo de trabalho que produzem diferenças nos resultados de morbimortalidade, nos anos de 2013 e 2014. No primeiro estudo os clusters apresentaram proporção de cobertura da Estratégia Saúde da Família e hipertensos acompanhados em relação ao número de estimado, respectivamente: cluster 1 (97,2% e 49,8%); cluster 2 (54,0% e 31,8%); cluster 3 (75,8% e 43,9%) e cluster 4 (51,0% e 30%). O menor percentual de internações por condições cardiovasculares foi encontrado no cluster 1. O estudo constatou que há relação entre maior cobertura da Estratégia Saúde da Família com aumento de hipertensos cadastrados e acompanhados e menor número de internações, com distribuição não homogênea, por condições cardiovasculares sensíveis à Atenção Primária. No segundo estudo os municípios com melhores resultados apresentaram equipes mais completas (p=0,017), com menor rotatividade (p=0,046), maior implantação de protocolos (p=0,031), ofertam maior percentual de educação permanente (p=0,05) em relação aos municípios classificados como piores. Os elementos identificados que produziram diferenças entre os municípios classificados com melhores e piores resultados para as Internações por Condições Cardiovasculares Sensíveis à Atenção Primária foram: fixação do profissional a equipe, menor rotatividade, protocolo implantado, organização de serviço com definição de funções e atribuições a cada profissional, oferta de educação permanente, somados a regularidade no fornecimento de medicamentos anti-hipertensivos e exames. |
| Download |
|
|
| Compreensão da aplicação do protocolo de Manchester na percepção dos enfermeiros. |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
19/09/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Juliana Rodrigues de Souza
|
| Banca |
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Maria da Graca da Silva
- Maria Lucia Ivo
- Patricia Moita Garcia Kawakame
|
| Resumo |
A classificação de risco é uma estratégia para organizar as portas do Serviço de Urgência/Emergência, devido as grandes demandas do atendimento, o acumulo de pacientes e a sobrecarga do trabalho das equipes. Os enfermeiros utilizam protocolos para desempenhar essa atividade, dentre eles o de Manchester que tem sido difundido no Brasil pelo Grupo Brasileiro de Classificação de Risco. O presente estudo tem como objetivo compreender a aplicação do Protocolo de Manchester na percepção dos enfermeiros em um pronto socorro geral de referência. O método utilizado foi o estudo de caso desenvolvido com enfermeiros classificadores de risco de um Serviço de Urgência e Emergência de Campo Grande/MS, entre setembro e outubro de 2013. Na coleta de dados utilizamos as técnicas de observação não participante e entrevista semiestruturada. O tratamento dos dados foi realizado com análise de conteúdo de Bardin na modalidade de análise temática. Emergiram nos resultados duas categorias temáticas, sendo a primeira: Implementando o acolhimento com classificação de risco por meio do protocolo de Manchester com suas respectivas subcategorias: Reconhecendo as políticas de saúde na orientação da prática assistencial; Utilizando a educação em serviço na implantação do acolhimento com classificação de risco; Direcionando os usuários de menor complexidade para a rede de saúde; Adequando o atendimento com acolhimento e classificação de risco; Expressando segurança na aplicação do protocolo de Manchester; Expressando o sentimento de satisfação profissional; e Trabalhando em equipe multiprofissional. A segunda categoria temática evidenciada: Encontrando dificuldades na realização do acolhimento com classificação de risco, seguida pelas subcategorias: Reconhecendo a grande demanda de atendimento; Detectando dificuldades no direcionamento dos usuários para a rede de saúde; Deparando-se com a resistência médica. Conclui-se que, na percepção dos enfermeiros classificadores de risco, quanto mais aplicam o protocolo de Manchester, mais seguros ficam, no exercício da classificação, afirmaram que as rodas de Educação Permanente possibilitam a integração da equipe multiprofissional contribuindo para a efetivação da classificação de risco. No entanto, a superlotação do pronto socorro prejudica a qualidade do atendimento e aumenta o estresse da equipe. Percebem que a regulação inadequada da rede de saúde colabora para o aumento dessa demanda. As inseguranças evidenciadas foram em relação aos direcionamentos de usuários para a rede de saúde e a falta de apoio da classe médica.
Descritores: Serviços médicos de emergência; Triagem; Enfermagem. |
|
| Conhecimento de enfermeiros e médicos da estratégia saúde da família sobre as políticas voltadas à pessoa idosa. |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
05/09/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Márcia Regina Martins Alvarenga
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
|
| Banca |
- Márcia Regina Martins Alvarenga
- Maria da Graca da Silva
- Renilda Rosa Dias
- Rogério Dias Renovato
|
| Resumo |
Introdução: As políticas públicas brasileiras voltadas à pessoa idosa asseguram os seus direitos sociais e norteiam as ações dos profissionais da assistência social e da saúde, entre outras áreas do conhecimento. Com destaque para a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa que direciona médicos e enfermeiros ao atendimento, avaliação e monitoramento da saúde, da capacidade funcional, da recuperação, da manutenção e da promoção da autonomia e independência dos idosos. Objetivo: Caracterizar o conhecimento de enfermeiros e médicos da Estratégia Saúde da Família sobre as políticas públicas voltadas à pessoa idosa. Percurso metodológico: Pesquisa exploratória, descritiva com abordagem qualitativa. Os sujeitos da pesquisa foram constituídos por enfermeiros e médicos lotados nas Unidades de Estratégia Saúde da Família, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e definidos por saturação conforme proposto por Fontanella e colaboradores (2011). Os profissionais foram caracterizados quanto à formação e capacitação; entrevistados quanto ao conhecimento sobre políticas públicas e a prática profissional no atendimento à pessoa idosa. As entrevistas semiestruturadas foram gravadas e transcritas. Utilizou-se o método de análise de conteúdo de Bardin e como referencial teórico para análise das categorias a Política Nacional de Saúde para a Pessoa Idosa. Resultados e Discussão: Foram entrevistados dez enfermeiros e sete médicos. Seis enfermeiros e três médicos possuem especializações direcionadas à Atenção Primária à Saúde. Três enfermeiros e médicos possuíam conhecimento do curso “Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa”, ofertado pelo Ministério da Saúde, porém somente um enfermeiro cursou-o. A análise das entrevistas resultou em duas categorias para os enfermeiros “Atendimento das Demandas de Saúde” e “Avaliação do Idoso Centrada na Doença” e duas para os médicos “Avaliação Biomédica do Idoso” e “Atendimento Biomédico do Envelhecimento”. A categoria “Atividades Multidisciplinares” foi comum para ambos os profissionais. O “Conhecimento de Enfermeiros e Médicos da Atenção
Primária sobre as Políticas Públicas” resultou com relatos nos quais apenas um médico e um enfermeiro citaram o Estatuto do Idoso. Quanto ao “Trabalho e Atuação do Conselho Municipal de Defesa da Pessoa Idosa” caracterizou-se pelo desconhecimento das duas categorias profissionais. Conclusão: Destaca-se o desconhecimento profissional acerca das políticas voltadas para o idoso, o predomínio da atenção à saúde marcada por ações centradas na patologia, falta de avaliações multidimensionais e na falta de articulação intersetorial e interdisciplinar. As falas caracterizam a superficialidade e o distanciamento de médicos e enfermeiros da Atenção Básica quanto às políticas e órgãos voltados para a defesa dos direitos dos idosos. Compreende-se que devem ser estudadas estratégias para enfrentamento e possibilidades de capacitação profissional da Atenção Primária, na área do idoso, por entender que este nível de atenção é a principal porta de entrada do idoso e indispensável para efetivação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e cumprimento de suas diretrizes.
Palavras-chave: Estratégia Saúde da Família. Políticas Públicas. Pessoal de Saúde. Idoso. Pesquisa Qualitativa. |
|
| Situação da violência sexual contra adolescentes em Campo Grande - Mato Grosso do Sul |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
15/08/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Lucyana Conceição Lemes Justino
|
| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Cristina Brandt Nunes
- Luciana Contrera
- Maria Angelica Marcheti
|
| Resumo |
Esta pesquisa teve como objetivo geral conhecer a situação da violência sexual contra adolescentes no Município de Campo Grande/Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo transversal. A população foi composta por 172 fichas de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), correspondentes ao período de janeiro de 2009 a janeiro de 2013, de adolescentes que sofreram violência sexual, na faixa etária de 12 a 18 anos incompletos de idade, de ambos os sexos. A coleta de dados foi realizada durante o mês de abril de 2013 pela própria pesquisadora, por meio de um instrumento adaptado da Ficha de Investigação Individual de Violência Doméstica, Sexual e/ou Outras Violências. A maioria dos adolescentes em situação de violência foi de meninas (94,8%), com idade entre 12 a 14 anos (70,4%), da cor branca (37,8%) e com ensino fundamental incompleto (43,6%). Os que apresentavam deficiência mental (31,8%), em comparação a outros transtornos, sofreram mais violência. Com relação a quem a praticou predominou a intrafamiliar (51,7%), com 53,5% dos casos ocorridos na residência do adolescente, com um autor (66,9%) e do sexo masculino (88,4%) e o uso suspeito de álcool (28%). O tipo de violência sexual mais praticado foi o estupro (64,5%) e se realizou a profilaxia de Doenças Sexualmente Transmissíveis (34,3%) e Vírus da Imunodeficiência Humana (32%), bem como a contracepção de emergência (29,7%). As consequências verificadas foram, em sua maioria, o transtorno de estresse pós-traumático (40,7%) e a gravidez (8,7%). Após a notificação e o primeiro atendimento os adolescentes foram encaminhados à atenção primária de saúde (69,8%) e ao conselho tutelar (46,5%). Não houve um padrão espacial de violência sexual contra adolescentes no município pesquisado, a mesma teve distribuição homogênea em toda a sociedade sem distinção de estrato social. Evidenciou-se que a violência sexual contra adolescentes faz parte do cotidiano da população e a notificação é fundamental para o conhecimento do perfil da violência para a intervenção profissional e prevenção, bem como subsidiar a formulação de políticas públicas e práticas efetivas pelos diversos setores que atuam na temática. Estudos sobre o fenômeno da violência sexual contra adolescentes, sua abordagem e consequências, considerando-se o índice de qualidade de vida urbano, fazem-se pertinentes para o aprimoramento da prevenção para a redução de seus agravos.
Descritores: Violência sexual; Saúde do adolescente; Enfermagem pediátrica. |
|
| SEGURANÇA DO PACIENTE: AVALIAÇÃO DA ADESÃO ÀS BOAS PRÁTICAS DE PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE EM HOSPITAIS |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/08/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Janaina Trevizan Andreotti
|
| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
- Paula Regina de Souza Hermann
- Vilma Ribeiro da Silva
|
| Resumo |
É consenso que as infecções cirúrgicas são um grave problema de saúde pública e que um dos fatores relacionados à sua ocorrência é a não adesão às boas práticas para o processamento de produtos para a saúde nos Centros de Material e Esterilização. O objetivo deste estudo foi analisar a adesão às boas práticas de processamento de produtos para saúde que são estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária por meio da Resolução da Diretoria Colegiada n. 15, de 15 de março de 2012, nos Centros de Material e Esterilização de hospitais com leitos de terapia intensiva. Trata-se de um estudo descritivo de casos múltiplos. Numa primeira etapa, elaborou-se e validou-se um instrumento para coleta dos dados com a participação de sete peritos. Posteriormente, o formulário foi aplicado em oito hospitais da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. A coleta de dados foi fundamentada nas técnicas de observação direta, análise documental, mensuração de áreas físicas, de temperatura e da umidade relativa do ar. As médias de adesão às exigências relacionadas aos recursos humanos (28,8%), à segurança do trabalho (32,5%), ao processo de desinfecção (34,5%), aos equipamentos (35,3%) e ao transporte (37,5%) demonstram que estas foram as categorias mais descumpridas da referida Resolução. Diante desses resultados, infere-se que a qualidade dos produtos para saúde processados nestes serviços pode estar comprometida, expondo os profissionais da área a riscos ocupacionais evitáveis. |
| Download |
|
|
| Fatores de risco para sífilis em gestantes assistidas nas maternidades em Campo Grande - MS |
|
| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/08/2014 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Sonia Maria Fernandes Fitts
|
| Coorientador(es) |
|
| Orientando(s) |
- Fernanda Queiroz de Souza
|
| Banca |
- Albert Schiaveto de Souza
- Ana Paula da Costa Marques
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
- Sonia Maria Fernandes Fitts
|
| Resumo |
SOUZA, F. Q. Fatores de risco para sífilis em gestantes assistidas nas maternidades públicas de Campo Grande, MS. 81f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2014.
A sífilis é uma doença infectocontagiosa que pode resultar em graves consequências para a gestante e seu concepto. A despeito dos protocolos de atendimento bem definidos, a sífilis gestacional ainda é uma realidade em nossa sociedade. Foi realizado um estudo de caso-controle no período de abril a novembro de 2013 para investigar os fatores de risco para sífilis em puérperas assistidas nas maternidades públicas de Campo Grande, MS. Os casos foram representados por puérperas com diagnóstico positivo para sífilis e os controles pelas puérperas com diagnóstico negativo, pareadas em idade na proporção de três controles para cada caso identificado. Setenta casos e duzentos e dez controles foram entrevistados e tiveram amostra de sangue coletada para a detecção de anticorpos específicos contra o Treponema pallidum. A análise estatística das variáveis sócio-demográficas e econômicas revelou associação significativa (p<0,05) da presença de sífilis com o baixo nível de escolaridade, baixa renda per capita, ausência de casa própria e residência de até dois cômodos. Em relação às variáveis obstétricas houve associação estatística (p<0,05) para número de partos maior ou igual a três, parto de natimorto, óbito infantil, relato de dois ou mais prematuros e de mais de um recém-nascido com peso inferior a 2.500 gramas. Quanto às variáveis ginecológicas a presença da sífilis foi significativamente associada com precocidade sexual, não uso de anticoncepcional, história clínica de lesão genital, parceiro sexual eventual e multiplicidade de parceiros (p<0,05). Em relação às variáveis comportamentais a presença da sífilis foi associada ao consumo ocasional de álcool, ao consumo de drogas ilícitas não injetáveis pela puérpera e por algum parceiro sexual, ao tabagismo e a relação sexual com parceiro que esteve ou está privado de liberdade (p<0,05). Centrados na meta de eliminação da sífilis congênita como consequência grave da sífilis gestacional, este estudo evidencia a necessidade de estabelecimento de uma rede de saúde organizada e integrada com a área econômica e de educação. Além disso, demonstra a importância da capacitação técnica dos profissionais de saúde a fim de contribuir com a busca ativa, diagnóstico e tratamento das mulheres com sífilis nas mais diversas condições de vulnerabilidade. Essas ações poderiam impedir a continuidade da cadeia de transmissão durante o período gestacional.
Palavras-chaves: Cuidado pré-natal; Fatores de risco; Gravidez; Sífilis. |
|