Mestrado em Enfermagem

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
MORTALIDADE POR NEOPLASIAS MALIGNAS DE FÍGADO E VIAS BILIARES INTRA-HEPÁTICAS EM CAMPO GRANDE/MS, DE 1996 A 2015
Curso Mestrado em Enfermagem
Tipo Dissertação
Data 21/06/2017
Área ENFERMAGEM
Orientador(es)
  • Sonia Maria Fernandes Fitts
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Áurea Lília Batista Silva
    Banca
    • Margarete Knoch
    • Maria Gorette dos Reis
    • Marisa Dias Rolan Loureiro
    • Sonia Maria Fernandes Fitts
    Resumo O conhecimento sobre a tendência da mortalidade representa uma importante contribuição para o fortalecimento das práticas de prevenção, controle e tratamento das neoplasias malignas de fígado e das vias biliares intra-hepáticas (NMFVBIH). Permite também auxiliar na avaliação do impacto da doença em relação a outras causas de morte, além de subsidiar a elaboração de hipóteses que poderão ser testadas em estudos futuros. O objetivo deste estudo epidemiológico e descritivo foi analisar e descrever a tendência temporal da mortalidade por NMFVBIH, no intervalo de 1996 a 2015, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS). As informações sobre os óbitos foram coletadas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e as estimativas populacionais anuais do Censo e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para a análise dos resultados, os anos estudados foram agrupados em quatro períodos, sendo que as tendências de mortalidade foram analisadas por meio dos modelos de regressão linear e quadrática. Os resultados mostraram que 454 indivíduos morreram por NMFVBIH em Campo Grande/MS no período estudado. Esse número representou 31,65 óbitos para cada mil ocorridos sendo que a maioria era do sexo masculino com 270 óbitos (59,50%), apresentaram 50 a 79 anos de idade e somados resultaram em 321 óbitos (70,70%), era de raça branca, igual a 231 óbitos ( 50,88%) e tinha de 1 a 11 anos de estudo, com 339 óbitos (62,32%). Foi observado um aumento significativo na proporção de óbitos por neoplasias (p<0,0001) assim como por NMFVBIH (p=0,006) quando comparados o primeiro
    e o último período do estudo. O ajuste das curvas de regressão linear revelou uma tendência crescente para a taxa de mortalidade proporcional (R2= 0,58; p<0,001) e para o coeficiente de mortalidade (R2= 0,95; p= 0,027) somente para o sexo masculino ao longo dos anos estudados. A taxa de mortalidade proporcional também aumentou significativamente de acordo com a idade em todos os períodos (R2 = 0,66 a 0,85; p<0,014). O ajuste das curvas de regressão quadrática revelou uma tendência crescente para o coeficiente de mortalidade segundo a faixa etária em todos os períodos estudados (R2= 0,93 a 0,99; p=0,001). Os achados deste estudo justificam a necessidade de pesquisas futuras para a investigação e maior compreensão dos efeitos relacionados aos fatores de risco que interferem na instalação e evolução da doença e que consequentemente influenciam na tendência crescente das taxas de mortalidade por NMFVBIH. Nesse contexto, destaca-se o papel do enfermeiro enquanto profissional de saúde que contribui com a implementação do uso de indicadores de mortalidade para nortear as ações das políticas de atenção à saúde. Tais ações são fundamentais para controlar e minimizar as consequências dos fatores de risco para as NMFVBIH sobre a população em geral como, a infecção pelo vírus das hepatites B e C, obesidade, uso de álcool e drogas.
    AÇÕES DE ENFERMAGEM COM A FAMÍLIA DA CRIANÇA HOSPITALIZADA: A PERSPECTIVA DA FAMÍLIA
    Curso Mestrado em Enfermagem
    Tipo Dissertação
    Data 26/05/2017
    Área ENFERMAGEM
    Orientador(es)
    • Maria Angelica Marcheti
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Silvana de Castro Souza
      Banca
      • Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
      • Flávia Simphronio Balbino
      • Maria Angelica Marcheti
      • Marisa Rufino Ferreira Luizari
      Resumo
      Download
        BURNOUT ENTRE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
        Curso Mestrado em Enfermagem
        Tipo Dissertação
        Data 11/05/2017
        Área ENFERMAGEM
        Orientador(es)
        • Alexandra Maria Almeida Carvalho
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Ariane Calixto de Oliveira
          Banca
          • Alexandra Maria Almeida Carvalho
          • Elizabeth Goncalves Ferreira Zaleski
          • Luciana Contrera
          • Maria Lucia Ivo
          Resumo Considerando a síndrome de burnout no ambiente acadêmico, torna-se importante compreender como a metodologia de ensino-aprendizagem pode influenciar neste processo. Objetivo: Investigar a síndrome de burnout entre estudantes de enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Material e métodos: Estudo transversal com estudantes de enfermagem do terceiro e quarto anos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande e Três Lagoas, 2016. Dois instrumentos foram utilizados para coleta de dados: Formulário sociodemográfico e acadêmico e o Maslach Burnout Inventory- Student Survey (MBI-SS). Estatística descritiva foi utilizada para caracterizar os estudantes em relação às variáveis sociodemográfica e acadêmica, e estatística não paramétrica para comparar as dimensões do MBI-SS em relação às variáveis do estudo, foram usados os testes de Mann Whitney e Kruskal Wallis, ao nível de significância de 5%. Resultados: Na amostra de 103 estudantes de enfermagem, a idade média foi de 22,97±4,81 anos, e predominou: sexo feminino (85,4%), solteiros (80,6%) e sem filhos (87,4%). Enfermagem foi a primeira opção de escolha para 70,9% dos estudantes. Quanto aos métodos de ensino-aprendizagem, em Campo Grande, o curso adota metodologias ativas, e em Três Lagoas, métodos de ensino tradicional, respectivamente, participaram da pesquisa 72 e 31 estudantes. Com relação ao MBI-SS e suas três dimensões, exaustão emocional, descrença e eficácia profissional, observou-se que, na metodologia de ensino-aprendizagem tradicional, os estudantes de enfermagem sentem-se exaustos emocionalmente “algumas vezes por semana”, apresentam-se descrentes sobre seus estudos “algumas vezes ao mês” e eficazes profissionalmente entre “uma vez por semana” e “algumas vezes por semana”. Já os estudantes sob metodologia ativa, sentem-se exaustos em relação aos estudos “todos os dias”, descrentes em relação aos estudos “algumas vezes ao mês” e eficazes profissionalmente “algumas vezes por semana”. Conclusão: Não foram constatados indicativos da síndrome de burnout. Porém, estudantes de ambos os métodos de ensino aprendizagem apresentaram altos índices de exaustão emocional, sendo esta de extrema observância, pois é descrita como a primeira dimensão a surgir na manifestação de burnout
          Download
          SITUAÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER EM CAMPO GRANDE-MS
          Curso Mestrado em Enfermagem
          Tipo Dissertação
          Data 27/04/2017
          Área ENFERMAGEM
          Orientador(es)
          • Maria Auxiliadora de Souza Gerk
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Iluska Lopes Schultz
            Banca
            • Iara Cristina Pereira
            • Maria Auxiliadora de Souza Gerk
            • Marisa Dias Rolan Loureiro
            • Maysa Luduvice Gomes
            Resumo Introdução: A violência doméstica é uma das violências mais antigas praticadas contra as mulheres. Objetivo: analisar a situação da violência doméstica contra a mulher no Município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Material e método: pesquisa quantitativa e transversal, com os dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, referentes aos casos de violência doméstica notificados nos boletins de ocorrência, preenchidos na 1ª Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher de Campo Grande, MS, durante o período de janeiro de 2010 a dezembro de 2014. Resultados: entre os anos de 2010 a 2014 foram registrados um total de 12.709 casos de violência contra a mulher e, destes, 6.756 corresponderam à violência doméstica. Os tipos de violência doméstica contra a mulher mais frequentes foram a lesão corporal (59,8%), homicídio doloso (12,6%) e o estupro (7,4%). A lesão corporal ocorreu em mulheres acima de 25 anos de idade (64,3%), pardas (64,2%), aos sábados (21,3%) e aos domingos (24,9%), nos horários entre 12h a 23h59. Os homicídios dolosos (86,7%) e os estupros (65,8%) ocorreram com maior frequência, também, em mulheres acima de 25 anos pardas, respectivamente 73,3% e 70,5%, nos diversos dias da semana, em ambos os casos, e nos horários entre 18h e 6h59 (estupro) e das 18h e 23h59 (homicídios dolosos). As regiões urbanas em que mais ocorreram os casos de violência doméstica contra a mulher foram a do Anhanduizinho e a do Segredo, áreas consideradas precárias em serviços de saúde, segurança e transporte coletivo. Conclusão: A distribuição espacial dos casos de violência doméstica contra a mulher e das unidades de apoio ao enfrentamento da violência, de acordo com as regiões urbanas de Campo Grande, MS, permitiu verificar a predominância da violência nas regiões urbanas com alta densidade populacional e de baixa renda, evidenciando relação entre a violência com as questões socioeconômicas. As regiões urbanas do Anhanduizinho e do Segredo possuem uma rede de apoio de enfrentamento à violência precária, considerando a frequência elevada de ocorrência dos casos de violência. Estudos futuros sobre a violência contra a mulher são necessários para melhor compreensão de suas causas e para a elaboração de estratégias que permitam uma melhor articulação entre os serviços de saúde, social e de justiça, em parceria com diversos órgãos federais, municipais e estaduais, assim como para que propostas sobre o direcionamento dos recursos públicos para as regiões mais vulneráveis sejam sugeridas e efetivadas.
            Download
            DOENÇA FALCIFORME EM MATO GROSSO DO SUL: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA
            Curso Mestrado em Enfermagem
            Tipo Dissertação
            Data 18/04/2017
            Área ENFERMAGEM
            Orientador(es)
            • Maria Lucia Ivo
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Nivea Lorena Torres Ballista
              Banca
              • Alexandra Maria Almeida Carvalho
              • Liane de Rosso Giuliani
              • Maria Lucia Ivo
              • Ruy Alberto Caetano Correa Filho
              Resumo A doença falciforme é um distúrbio hematológico hereditário frequente no Brasil e no mundo. A triagem neonatal permite sua identificação em tempo oportuno para intervenção e tratamento, contribuindo para a redução da morbimortalidade. Objetivo: avaliar a situação epidemiológica da doença falciforme entre os nascidos vivos no estado do Mato Grosso do Sul, no período de 2011 a 2015. Material e Métodos: Trata-se de um estudo transversal que analisou informações referentes ao Programa Nacional de Triagem Neonatal para hemoglobinopatias, contidos no banco de dados do Instituto de Pesquisas, Estudo e Diagnósticos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, em Mato Grosso do Sul. Foram incluídos os resultados com hemoglobinopatias referentes à identificação de Hemoglobina S e excluídos aqueles com outras hemoglobinopatias. As variáveis pesquisadas foram: ano; número de crianças nascidas vivas; total de triagens; índice de cobertura; prevalência da doença em nascidos vivos; tempo decorrido entre o nascimento da criança e a coleta da triagem; idade da criança no momento do resultado da triagem; número de amostras canceladas por falhas na coleta da triagem; ano e motivo do cancelamento das amostras; número e os resultados das novas amostras decorrentes de cancelamento. Resultados: o índice de cobertura do Programa Nacional de Triagem Neonatal em Mato Grosso do Sul declinou de 2011 para 2015, com média de cobertura de 85,34%. A anemia falciforme e a FSC aumentaram em número de casos quando comparados a estudos anteriores realizados no estado. Os casos de traço falciforme apresentaram aumento gradual no período de 2011 a 2015. No período recomendado, entre o 3.º e o 5.º dia de vida, detectou-se 25,5% das coletas. Abaixo deste período estavam 14,6% e acima 59,5%. Os resultados da triagem foram entregues até vigésimo oitavo dia para 84% dos triados. As falhas identificadas na coleta estão relacionadas à técnica, amostra com mais de 30 dias de colhida e aquelas em duplicidade. Praticamente todas as primeiras amostras coletadas foram válidas. Do total das amostras canceladas somente 55% foram novamente coletadas. Conclusão: As etapas do processo de triagem neonatal necessitam de monitoramento sistemático, dada à complexidade da doença falciforme. Sugerem-se ações de educação permanente aos profissionais de saúde. E pesquisas que identifiquem os fatores determinantes na obtenção de uma cobertura universal e efetiva do Programa Nacional de Triagem Neonatal em Mato Grosso do Sul.
              Download
              MÉTODO CANGURU: A EXPERIÊNCIA DOS PAIS DE RECÉM-NASCIDOS COM BAIXO PESO
              Curso Mestrado em Enfermagem
              Tipo Dissertação
              Data 07/04/2017
              Área ENFERMAGEM
              Orientador(es)
              • Cristina Brandt Nunes
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Mayara Carolina Cañedo
                Banca
                • Ana Cláudia Garcia Vieira
                • Cristina Brandt Nunes
                • Maria Lucia Ivo
                • Paula de Oliveira Serafin
                Resumo O Método Canguru é uma abordagem assistencial humanizada, aplicada no período neonatal e direcionada à melhoria do cuidado prestado ao recém-nascido de baixo peso e/ou pré-termo, com necessidade de hospitalização. O objetivo deste estudo foi conhecer a experiência dos pais de recém-nascidos de baixo peso na adaptação ao Método Canguru, no ambiente hospitalar e nos cuidados em domicílio. A pesquisa é qualitativa, na modalidade Estudo de Caso, realizada com pais de recém-nascidos pré-termo e/ou baixo peso, atendidos na Unidade Neonatal do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. As técnicas de coleta de dados foram a observação com registro em diário de campo, a elaboração de genogramas e ecomapas, consultas aos prontuários e entrevistas. O estudo é composto por doze casos, sendo 18 recém-
                nascidos pré-termo e/ou baixo peso, 12 mães, destas sendo duas adolescentes, e três pais. Os dados foram analisados, segundo o enfoque da análise temática, proposto por Minayo. Foram elencadas três categorias temáticas para a discussão: concepção do Método Canguru para os pais; a experiência dos pais com o Método Canguru no ambiente hospitalar; e a experiência dos pais com o Método Canguru no ambiente domiciliar. Estas categorias surgiram a partir dos seguintes temas: o significado do Método Canguru para os pais; benefícios do Método Canguru para as crianças; a efetividade do Método Canguru; descompasso do Método Canguru; adaptação da família; acompanhamento do bebê após a alta hospitalar: sucessos e insucessos. Considera-se que o Método Canguru foi efetivo na formação de vínculo entre o bebê e os seus pais, devido à participação da família na realização dos cuidados básicos com o bebê, desde a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Os pais aplicaram o contato pele a pele e o banho humanizado, preconizado pelo Método Canguru, no ambiente hospitalar; além disso, a equipe de saúde proporcionou aos pais momentos de aprendizado e troca de experiência. Desvelaram-se também as fragilidades existentes no centro-obstétrico e unidade neonatal, relacionadas ao Método Canguru, ao nascimento e à hospitalização, aos processos de trabalho e à área física. Na percepção dos pais, há profissionais que não demonstram ter perfil para trabalhar com o Método Canguru e com as famílias, em sua integralidade e individualidade. Percebe-se que os pais adquiriram conhecimento quanto ao Método Canguru e mantiveram a realização do contato pele a pele no domicílio, com a utilização da faixa de tecido e com o uso de lençol e de casaco, mas também aplicaram o contato pele a pele sem nenhuma contenção. O Método Canguru potencializa a qualidade de vida dos recém-nascidos baixo peso, ratificando-se como um recurso a mais na atenção à criança e à sua família. Este estudo é importante para a saúde e para a enfermagem, pois demonstrou o conhecimento que os pais adquiriram sobre o Método Canguru durante a hospitalização do filho; além de evidenciar o modo de aplicação do Método Canguru na unidade neonatal e no domicílio.
                Download
                LESÕES POR PRESSÃO: OCORRÊNCIAS, FATORES DE RISCO E PRÁTICA CLÍNICA PREVENTIVA DOS ENFERMEIROS EM CENTROS DE TERAPIA INTENSIVA
                Curso Mestrado em Enfermagem
                Tipo Dissertação
                Data 24/03/2017
                Área ENFERMAGEM
                Orientador(es)
                • Marisa Dias Rolan Loureiro
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Paula Knoch Mendonça
                  Banca
                  • Marcos Antonio Ferreira Junior
                  • Maria Helena Larcher Caliri
                  • Marisa Dias Rolan Loureiro
                  • Oleci Pereira Frota
                  Resumo Anualmente, milhões de pessoas sofrem lesões incapacitantes ou morrem decorrente de práticas de saúde inseguras. As lesões por pressão constituem um dos principais eventos adversos encontrados em serviços de saúde. São caracterizadas como iatrogenias, que causam dor, sofrimento e podem levar à morte. Para as instituições, implica no aumento dos custos do tratamento, além do maior tempo de internação que pode gerar mais riscos. Apesar dos avanços tecnológicos, científicos e do aperfeiçoamento dos serviços e cuidados de saúde, a incidência de lesão por pressão (LP) é elevada, principalmente em clientes de Centro de Terapia Intensiva (CTI). A prevenção de LP está entre as Metas Internacionais para Segurança do Paciente Objetivos: Geral: Caracterizar as ocorrências e as prescrições de enfermagem para prevenção de lesões por pressão em clientes internados em Centros de Terapia Intensiva adulto. Específicos: Descrever os principais fatores de risco para o desenvolvimento de lesões por pressão encontrados em clientes de Centros de Terapia Intensiva de dois hospitais de ensino; identificar as ações preventivas de enfermagem prescritas por enfermeiros de dois hospitais de ensino para a prevenção de lesões por pressão em CTI. Método: Estudo de abordagem quantitativa, de corte transversal, descritivo e analítico, realizado em Centros de Terapia Intensiva adulto de dois hospitais de ensino, entre o período de março a junho de 2016. Participaram todos os clientes internados, com os seguintes critérios de inclusão: idade igual ou maior a 18 anos e 24 horas completas de internação no CTI. Na coleta dos dados foi aplicado um formulário para a avaliação dos clientes internados e revisão dos prontuários. As variáveis elegíveis para o estudo foram categorizadas em três grupos: a) de identificação; b) relacionadas às recomendações gerais para prevenção segundo diretrizes internacionais; e c) relacionadas à avaliação dos fatores de risco. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, sob parecer número 1.300.163/2015. Resultados: Foram avaliados 104 clientes, com predominância de 53,8% (n=56) do sexo masculino. Os fatores de risco associados à maior ocorrência de LP foram a hipertermia (p=0,029) e a pele edemaciada (p=0,012). Na população do estudo, 49,0% (n=51) apresentaram LP. A região anatômica mais acometida foi a glútea com 87,5%, e sacral com 29,8%. Quanto ao tipo de colchão, a ocorrência de LP ocorreu em 49,0% dos participantes em uso de colchão pneumático e 51,0% com espuma viscoelástica. As ações de enfermagem mais prescritas por enfermeiros foram a Mudança de Decúbito com 82,7%; Utilização de Emolientes para Hidratação da Pele com 76,9% e Realização de Higiene Externa com 67,3%. Conclusão: A LP apresentou fatores de risco e ocorrências variáveis, de acordo com o perfil dos clientes de cada serviço. Os cuidados com a pele não são priorizados nos ambientes de CTI, nos quais os cuidados terapêuticos sobrepõem as ações de prevenção de LP. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de ações direcionadas à segurança do cliente, em que a prevenção de LP deve ser tratada como prioridade.
                  Download
                  AÇÕES DESENVOLVIDAS PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO MATO GROSSO DO SUL
                  Curso Mestrado em Enfermagem
                  Tipo Dissertação
                  Data 03/03/2017
                  Área ENFERMAGEM
                  Orientador(es)
                  • Sebastiao Junior Henrique Duarte
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Jéssica Araujo Braga Amoras
                    Banca
                    • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                    • Maria de Fatima Meinberg Cheade
                    • Sandra Valenzuela-Suazo
                    • Sebastiao Junior Henrique Duarte
                    Resumo No Brasil a saúde é um direito constitucional consolidado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), cujos princípios doutrinários e organizativos garantem a cobertura e o acesso universal aos serviços de saúde para todo cidadão brasileiro. O princípio da hierarquização estabelece que a entrada no SUS deve se dar pela Atenção Primária à Saúde, nacionalmente chamada de Atenção Básica à Saúde e tem na Estratégia Saúde da Família (ESF) o meio de proporcionar a integralidade da atenção à saúde, tanto individual como coletiva, articulada às redes de atenção à saúde. O trabalho na ESF ocorre por meio de equipes multiprofissionais, entre eles os profissionais da enfermagem, e as diretrizes que norteiam o processo de trabalho são estabelecidas através de legislações do Ministério da Saúde, como a Política Nacional da Atenção Básica. Portanto, é oportuno a realização de estudos que possam contribuir com o fortalecimento do processo de trabalho no SUS. Assim, o objetivo geral desse estudo foi analisar as ações de saúde da mulher desenvolvidas pela equipe de enfermagem da ESF em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, segundo a Política Nacional da Atenção Básica. Métodos: nessa pesquisa descritiva, transversal e exploratória optou-se por adotar metodologia mista, para melhor compreensão de como se dava o processo de trabalho na ocasião da coleta de dados, sendo realizado um estudo de revisão integrativa na intenção de identificar as evidências científicas que pudessem colaborar no entendimento da situação local; estudo qualitativo com enfermeiros, onde as falas estiveram apoiadas na Teoria do Materialismo Histórico e Dialético (TMHD) e organizadas segundo o método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) e, estudo quantitativo a partir de respostas as variáveis constantes em formulário respondido individualmente por enfermeiros e técnicos de enfermagem. A pesquisa foi realizada em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. O município contava com 94 equipes da ESF, distribuídas em quatro distritos sanitários. Participaram todos os profissionais da enfermagem, sendo 62 enfermeiros e 72 técnicos de enfermagem, que atenderam aos critérios de inclusão: a) atuar em equipe da ESF há pelo menos três meses, e b) não ter impedimento físico e/ou mental para responder ao formulário, bem como a entrevista. Excluiu-se: a) profissionais que estivessem atuando em área rural e, b) profissionais não localizados para a coleta dos dados, após três tentativas. A coleta de dados ocorreu de dois modos: 1) resposta individual a um formulário contendo variáveis de caracterização e das ações recomendadas pelo Ministério da Saúde voltadas à saúde da mulher, subsidiando a análise do materialismo, através da análise estatística das condutas frequentes e das ausentes, pelo teste de Wilcoxon, com intervalo de confiança de 95% e p-value < 0.005 e, 2) entrevista individual com os enfermeiros, no sentido de permitir a análise dialética. Dados resultantes dos formulários receberam tratamento estatístico e os das entrevistas foram categorizados conforme as figuras metodológicas do DSC. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, sob Parecer nº 1.232.483 de 2015. Os resultados parciais foram apresentados sob a forma de resumos em eventos científicos e os resultados finais compuseram a dissertação de mestrado. A revisão integrativa evidenciou escassez de publicações, mesmo assim localizaram-se estudos que utilizaram a TMHD no campo da enfermagem, tanto em âmbito hospitalar como na Atenção Primária à Saúde. O estudo qualitativo possibilitou analisar a dialética do processo de trabalho de enfermeiros da ESF na assistência às mulheres e o estudo quantitativo descreveu as ações de enfermeiros e técnicos de enfermagem voltadas à saúde da mulher. Conclusão: evidenciou-se que o processo de trabalho em enfermagem está em consonância com a Política Nacional da Atenção Básica e as ações desenvolvidas contribuem com a atenção integral à saúde das mulheres, contudo, há necessidade de intensificar o cuidado de enfermagem nas ações que apresentaram condutas ausentes. São dados de relevância para a formulação de políticas de educação permanente, revisão de protocolos assistenciais e estratégias para melhoria do acesso e da cobertura assistencial às mulheres.
                    Download
                    DOENÇA MENTAL, DIREITOS HUMANOS E O EXERCÍCIO DA ENFERMAGEM: INSTRUMENTOS LEGAIS BRASILEIROS
                    Curso Mestrado em Enfermagem
                    Tipo Dissertação
                    Data 24/02/2017
                    Área ENFERMAGEM
                    Orientador(es)
                    • Mariluci Camargo Ferreira da Silva Candido
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Odila Paula Savenhago Schwartz
                      Banca
                      • Adailson da Silva Moreira
                      • Elizabeth Goncalves Ferreira Zaleski
                      • Ramon Moraes Penha
                      • Sebastiao Junior Henrique Duarte
                      Resumo A complexidade do trabalho da equipe multiprofissional no campo da saúde mental requer instrumentos éticos e legais, visando assegurar tanto a atenção integral à saúde como os direitos da pessoa com transtorno mental. Considerando os postulados da reforma psiquiátrica brasileira, que reorganizou o modelo assistencial a esse grupo populacional, instiga o estudo da legislação, visando destacar aquelas que garantam os direitos fundamentais da pessoa com transtorno mental e que subsidiem a assistência de enfermagem no cuidado a estes indivíduos e suas famílias. Objetivo: analisar as legislações relacionadas à pessoa com transtorno mental e sua influência no exercício da enfermagem. Método: pesquisa documental, com abordagem qualitativa, realizada no período de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, nos sítios eletrônicos da Presidência da República Federativa do Brasil, Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Enfermagem. Incluíram-se legislações nacionais vigentes que versam a respeito da pessoa com transtorno mental, independente da data de publicação. Excluíram-se: legislações revogadas e as repetidas. Os dados foram coletados em instrumento contendo as seguintes variáveis: fonte e data da publicação, tipo de documento, áreas contempladas e conteúdo dos documentos. Localizaram-se 451 documentos, desses, 5 leis, 6 decretos, 434 portarias e 6 resoluções. Os resultados foram categorizados de acordo com a análise de conteúdo por categorias temáticas. Conclui-se que as legislações federais brasileiras voltadas às pessoas com transtornos mentais avançaram no que diz respeito a habilitação de serviços extra-hospitalares, bem como, com a disponibilização de demais recursos para seu funcionamento. No entanto, os documentos não tratam diretamente dos direitos fundamentais dessas pessoas, situação que compromete o atendimento às necessidades dos que sofrem transtorno mental e configura em implicações para o cuidado pelos profissionais de saúde, entre eles a equipe de enfermagem. Portanto, se faz necessário a realização de pesquisas que gerem publicações científicas, que possam cooperar com a elaboração, manutenção e divulgação dos direitos da pessoa com transtorno mental, e legislações especificas que respaldem, direcionem e garantam a assistência de enfermagem integral a esse grupo vulnerável da população.
                      Download
                      CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE EM MATO GROSSO DO SUL
                      Curso Mestrado em Enfermagem
                      Tipo Dissertação
                      Data 17/02/2017
                      Área ENFERMAGEM
                      Orientador(es)
                      • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Elaine Regina Prudencio Hipolito da Silva
                        Banca
                        • Albert Schiaveto de Souza
                        • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                        • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                        • Maria de Fatima Meinberg Cheade
                        Resumo A população feminina privada de liberdade apresenta-se vulnerável ao desenvolvimento de agravos, devido a fatores intrínsecos ao sexo, comportamentais, e as condições inadequadas de vida que estão sujeitas no cárcere, entre estas o pouco acesso às ações e serviços de saúde, em especial as ações de controle do câncer do colo do útero. O estudo teve por objetivo analisar o controle do câncer de colo do útero às mulheres privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul. Estudo de caráter transversal de abordagem quantitativa com utilização de dados primários e secundários, em que foram entrevistadas 510 mulheres distribuídas pelos sete estabelecimentos penais femininos de regime fechado em Mato Grosso do Sul e foram analisados 352 prontuários. Os dados foram analisados estatisticamente no programa Statistical Package for Social Science versão 23.0, considerando um nível de significância de 5%, foram realizadas associações entre as variáveis por meio do teste qui-quadrado (p<0,05), com correção de Bonferroni. Verificou-se que a maioria das mulheres privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul possuem um baixo nível de escolaridade, são pardas, estão na faixa etária entre 18 e 34 anos, privadas de liberdade por um tempo não superior a 24 meses e estão expostas aos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. Metade das entrevistadas, 255 mulheres (50,0%), disseram ter realizado o exame citopatológico do colo do útero nos estabelecimentos prisionais, sendo que 178 (69,8%) o realizaram em 2015, e 70 (16,4%) relataram a presença de algum tipo de alteração no resultado. Ainda, 12 (17,1%) afirmaram ter tido alterações no colo do útero, e 134 (52,5%) referiram desconhecer o resultado. Das 255 (50,0%) mulheres que não fizeram o exame no estabelecimento prisional, 149 (58,4%) referiram como motivo a falta de oportunidade. Dos prontuários analisados, quando considerado o último exame realizado no estabelecimento prisional, 211 (59,9%) não continham o registro de informações sobre o exame. Apenas 129 (36,6%) continham informações, sendo que destes, 110 (85,3%) possuíam registro do resultado, e foram encontrados seis (5,5%) resultados com alterações citológicas. Ainda, 41 (11,7%) continham informações sobre o histórico de realização do exame após a privação de liberdade, sendo verificados quatro (9,8%) registros de exames com alterações. Observou-se que há diferenças estatísticas entre a atenção à saúde nos estabelecimentos prisionais quanto à frequência de realização do rastreamento e forma de registro no prontuário. Conclui-se que as ações de controle do câncer do colo do útero são realizadas, mas não de forma sistemática e regular, sendo necessária a implementação de estratégias que proporcionem melhorias no seu controle e prevenção no ambiente prisional.
                        Download
                        AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR DE CAMPO GRANDE – MS
                        Curso Mestrado em Enfermagem
                        Tipo Dissertação
                        Data 10/11/2016
                        Área ENFERMAGEM
                        Orientador(es)
                        • Adriano Menis Ferreira
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Alessandra Lyrio Barbosa Giroti
                          Banca
                          • Adriano Menis Ferreira
                          • Jomara Brandini Gomes
                          • Juliana Dias Reis
                          • Larissa da Silva Barcelos
                          Resumo A ocorrência de infecção hospitalar é uma das mais relevantes complicações para pacientes hospitalizados, considerando a elevada taxa de morbimortalidade associada a sua incidência, além do impacto socioeconômico por aumentar custo e tempo de internação e afastar o paciente de suas atividades profissionais e sociais. Desse modo, este trabalho teve como objetivo geral avaliar os Programas de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH) dos serviços de saúde como facilitador da qualidade assistencial, em Campo Grande – Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo transversal, analítico, de abordagem quantitativa. A população foi constituída de 16 Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de hospitais cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde(CNES) e a amostra se constituiu de 14 CCIH. A coleta de dados primários e secundários foi realizada por meio de entrevista estruturada, utilizando-se de instrumentos validados e verificação de documentos, respectivamente. Os dados foram organizados sob a forma de tabelas para análise e comparação com o proposto na Portaria Ministério da Saúde/Gabinete do Ministro nº 2.616, de 12 de maio de 1998, sendo que os resultados evidenciaram médias de conformidade de: 80,58% para o indicador de avaliação da estrutura técnico-operacional (PCET), 60,77% para o indicador das diretrizes operacionais de prevenção e controle de infecção (PCDO), 81,59% para o indicador de avaliação do sistema de vigilância epidemiológica (PCVE) e 63,44% para o indicador de avaliação das atividades de controle e prevenção de infecção hospitalar. Isto permitiu concluir que existe necessidade de adequações imediatas nesses programas, principalmente referentes às diretrizes e ações de prevenção e controle de infecção hospitalar. Os itens relativos à estrutura técnico-operacional e sistema de vigilância epidemiológica apresentaram melhores resultados, porém não o ideal recomendado na legislação brasileira, o que enfatiza a magnitude desse problema ainda considerado um desafio para as instituições no país.
                          Download
                          AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA PUERPERAL: ANÁLISE DOS CICLOS 1 E 2 DO PROGRAMA NACIONAL DE MELHORIA DO ACESSO DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA
                          Curso Mestrado em Enfermagem
                          Tipo Dissertação
                          Data 29/09/2016
                          Área ENFERMAGEM
                          Orientador(es)
                          • Adriane Pires Batiston
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Camila Vallevan Casagranda
                            Banca
                            • Adriane Pires Batiston
                            • Ana Paula de Assis Sales
                            • Lais Alves de Souza Bonilha
                            • Luciana Contrera
                            Resumo A atenção à saúde da mulher no puerpério é de extrema importância, visto que é um período em que pode apresentar inúmeras intercorrência que necessitam de assistência precoce e de qualidade, para que haja diminuição da mortalidade materna por causas evitáveis. Este estudo teve como objetivo caracterizar a assistência puerperal no âmbito da atenção básica no Brasil. Como resultados foram organizados dois artigos. O artigo I intitulado “Atenção à saúde da mulher no período pós-parto no âmbito da Atenção Primária à Saúde: revisão integrativa” teve como objetivo realizar uma revisão integrativa de literatura em periódicos nacionais e internacionais indexados nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, no período compreendido entre de 2006 a 2015, sobre atenção à saúde da mulher no período pós-parto na Atenção Primária à Saúde. Foram selecionados oito artigos ligados diretamente ao tema proposto, que através da questão norteadora e análise, foi possível identificar duas categorias temáticas: consulta puerperal na atenção básica à saúde e visita domiciliar no puerpério. Pode-se observar que a consulta puerperal juntamente com a visita domiciliar são ferramentas importantes para a melhoria da qualidade de atenção à mulher e que apesar das melhorias, ainda existem lacunas que precisam de intervenções mais congruentes da equipe de saúde, para garantir a continuidade da linha de cuidado à mulher e o aumento da cobertura assistencial como forma de reduzir a morbimortalidade. O artigo II intitulado “Disparidades na atenção puerperal no Brasil” teve como objetivo comparar o acesso à consulta puerperal, o tempo médio de realização da primeira consulta puerperal e a realização da visita domiciliar, nas cinco regiões do país a partir dos dados provenientes da avaliação externa do primeiro e segundo ciclos do PMAQ. Os indicadores analisados pioraram significativamente e de modo geral no Brasil, com diminuição da realização da consulta puerperal e aumento dos dias até a primeira consulta nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A visita domiciliar do agente comunitário de saúde apresentou diminuição nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Para que haja uma melhor assistência à mulher no ciclo gravídico puerperal devem ser programadas ações voltadas para a consulta puerperal e visita domiciliar precoce, com a busca ativa das puérperas e a captação das mesmas na unidade de saúde, já que levam seus recém-nascidos para a realização de imunização e exames. Cabe a nós, profissionais de saúde, um olhar integral à mulher nesse período, para que haja melhora na qualidade do acesso e da assistência prestada, diminuindo a morbimortalidade materna por causas evitáveis.
                            Download
                            QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS COM PÉ DIABÉTICO
                            Curso Mestrado em Enfermagem
                            Tipo Dissertação
                            Data 30/08/2016
                            Área ENFERMAGEM
                            Orientador(es)
                            • Maria Gorette dos Reis
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Aloma Renata Ricardino Antunes
                              Banca
                              • Maria da Graca da Silva
                              • Maria Gorette dos Reis
                              • Patricia Moita Garcia Kawakame
                              • Ramon Moraes Penha
                              Resumo A neuropatia e os problemas circulatóriosdecorrentes doDiabetes Melito(DM) muitas vezes podem ocasionar lesões nos membros inferiores denominadasPé Diabético (PD), sendouma das principais causas de amputação. A necessidade do uso diário de medicações, controle da glicemia, dificuldades motoras,lesões periféricas, dentre outros, acaba interferindo naqualidade de vida (QV) dessas pessoas. Este estudo objetivou analisar oÍndice de Qualidade de Vida (IQV) de pessoas com PD que apresentavam feridas, com ou sem amputação, utilizando o Índice de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers – Versão Feridas(IQVFP - VF). Trata-se de um estudo seccional, analítico, com abordagem quantitativa.A amostra foi composta por 64 pessoas para as quais foramaplicadosdois formulários sendo um para coleta de dados sociodemográficos e clínicos e outro para a mensuração doIQV o IQVFP - VF. A coleta de dados ocorreu entre período de03 de novembro de 2015 a 18 de janeiro de 2016.. Os resultados foram tabulados e analisados nos programas estatísticos EpiInfo Versão 7 e Minitab Versão 14.Os principais resultados mostraram predominância de pessoas com PD do sexo masculino (68,8%), a idade média foi de 60,5 anos (DP± 9,69), média de dependentes 2,98 (DP± 1,71), 78,1% referiram ser praticante de alguma religião, 53,1 disseram conviver com companheiro, 84,4% não realizavam atividade laboral, a média de anos de estudo foi de 6,8 (DP± 3,7), renda per capita média de R$ 852,00 (DP± 863,00). A média de tempo de diagnóstico de DM foi de 10,14 (DP± 7,29), sendo a média de tempo de diagnóstico de PD de 2,43 (DP± 2,66) e, a comorbidade mais presente foi a Hipertensão Arterial Sistêmica (60,9%). O grupo caso foi composto majoritariamente de pessoas do sexo masculino (88,2%), neste grupo 70,6% possuíam uma amputação, sendo a do tipo menor mais presente (85,3%), as feridas localizadas unilateralmente foram a maioria (85,3%), e as feridas cirúrgicas por amputação predominantes (61,8). No grupo caso e controle foi estatisticamente significativo o Domínio Família (p=0,046), o Domínio Psicológico Espiritual apresentou significância estatística em relação à situação conjugal (p=0,026), o Domínio Família foi estatisticamente significativo em relação à atividade laboral (p=0,035), já o sexo, prática religiosa e meio de transporte não apresentaram significância estatística. Não houve correlação significativa entre os domínios do IQVFP-VF e a idade, anos de estudo, renda per capita, tempo de diagnóstico de DM e de PD Desta forma, conhecer quais variáveis são significativas e sua correlação com as dimensões de QV das pessoas com PD, revelou-se importante para nortear medidas de cuidado em saúde e assistência de enfermagem.
                              Download
                              ACIDENTES NA INFÂNCIA: CARACTERIZAÇÃO E PERSPECTIVA DA FAMÍLIA
                              Curso Mestrado em Enfermagem
                              Tipo Dissertação
                              Data 23/08/2016
                              Área ENFERMAGEM
                              Orientador(es)
                              • Maria Angelica Marcheti
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Renata Paiva Moret de Almeida Nardes
                                Banca
                                • Ana Paula de Assis Sales
                                • Cristina Brandt Nunes
                                • Ieda Harumi Higarashi
                                • Maria Angelica Marcheti
                                Resumo
                                Download
                                IMPACTO FUNCIONAL DE QUEDAS EM IDOSOS
                                Curso Mestrado em Enfermagem
                                Tipo Dissertação
                                Data 01/08/2016
                                Área ENFERMAGEM
                                Orientador(es)
                                • Márcia Regina Martins Alvarenga
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Daniela Serrou do Amaral Oshiro
                                  Banca
                                  • Albert Schiaveto de Souza
                                  • Márcia Regina Martins Alvarenga
                                  • Olinda Maria Rodrigues de Araujo
                                  • Suzi Rosa Miziara Barbosa
                                  Resumo
                                  Download
                                  CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA
                                  Curso Mestrado em Enfermagem
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 05/07/2016
                                  Área ENFERMAGEM
                                  Orientador(es)
                                  • Cristina Brandt Nunes
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Lyvia Maria Torres Moura Donato
                                    Banca
                                    • Cássia Barbosa Reis
                                    • Cristina Brandt Nunes
                                    • Leides Barroso de Azevedo Moura
                                    • Paula de Oliveira Serafin
                                    Resumo A violência é um problema de saúde pública e deve ser enfrentado por meio da formulação de
                                    políticas e capacitação profissional. A violência que envolve crianças e adolescentes é um
                                    tema complexo de ser tratado pelos profissionais de saúde, e estes demonstram dificuldade em
                                    atuarem nesses casos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é um
                                    componente da Rede de Atenção à Saúde cuja finalidade é oferecer atendimento préhospitalar
                                    móvel a urgências na cena do agravo. Crianças e adolescentes em situação de
                                    violência que apresentam riscos de morte característicos de urgência podem ser atendidos
                                    pelo SAMU. O objetivo desta pesquisa é compreender as representações sociais dos
                                    profissionais do SAMU frente a violência contra crianças e adolescentes. É descritiva de
                                    abordagem qualitativa e utiliza a Teoria das Representações Sociais. Foi efetivada no
                                    município de Campo Grande/MS, por meio da realização de entrevista semiestruturada com
                                    19 profissionais do SAMU e posterior análise e interpretação dos dados com a utilização do
                                    método do Discurso do Sujeito Coletivo. Possibilitou a caracterização dos profissionais e
                                    resultou em 11 DSC, distribuídos em quatro categorias, sendo: Concepções sobre a violência
                                    contra a criança e o adolescente; Visibilidade à violência; Sentimentos despertados frente à
                                    violência; Atendimento do SAMU a crianças e adolescentes em situação de violência. As
                                    concepções sobre o fenômeno relacionam-se a injustiças e a constatação do ocorrido como
                                    uma consequência de dinâmica sociofamiliar que expõe crianças e adolescentes ao risco de
                                    sofrerem violência. Evidencia-se a omissão e cumplicidade familiar no intuito de esconder o
                                    ocorrido, a oportunidade de identificar a situação pelo fato do serviço ir à cena e a
                                    consideração de que é por meio da notificação que se rompe a cadeia da violência. Os
                                    entrevistados sentem-se impotentes frente ao fenômeno, com pesar por quem sofreu o ato
                                    violento e, raiva, revolta e desejo de vingança pelo autor da violência. O atendimento do
                                    SAMU à tais casos, requer preparo técnico e emocional e exige humanização no cuidado e
                                    apoio intersetorial. Constata-se que os profissionais do SAMU são tecnicamente competentes,
                                    conscientes de seus deveres legais, éticos e morais e possuem reconhecimento pessoal e da
                                    população pelo desempenho do serviço. Salvar a vida de crianças e adolescentes em situação
                                    de violência é motivação para o enfrentamento das dificuldades. Entretanto, a formação dos
                                    profissionais de saúde não os capacita para realização de tais atendimentos, evidencia-se
                                    dificuldades em lidar com o tema, necessidade de capacitação para identificação dos sinais de
                                    violência, implementação de protocolo de notificação e desenvolvimento de ações de apoio
                                    emocional frente à tais situações.
                                    Download
                                    ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DE PESSOAS SUBMETIDAS À DIÁLISE PERITONEAL EM MATO GROSSO DO SUL
                                    Curso Mestrado em Enfermagem
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 10/06/2016
                                    Área ENFERMAGEM
                                    Orientador(es)
                                    • Maria da Graca da Silva
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Letícia Cândida de Oliveira
                                      Banca
                                      • Aucely Corrêa Fernandes Chagas
                                      • Elsa Alidia Petry Goncalves
                                      • Maria da Graca da Silva
                                      • Olinda Maria Rodrigues de Araujo
                                      Resumo Introdução: A Doença Renal Crônica Terminal (DRCT) tornou-se problema de saúde pública no Brasil e em todo o mundo. A diálise peritoneal (DP) oferece maior autonomia, menores efeitos adversos comuns durante a hemodiálise (HD) e diminuição de custos. No entanto, é uma terapia pouco utilizada, estando mais de 90% dos nefropatas em utilização da HD. Poucos estudos têm sido realizados sobre a situação da população em DP e as razões para baixa utilização. Sendo assim, esta pesquisa objetiva caracterizar a clientela submetida à DP em Mato Grosso do Sul; elencar os fatores que influenciam na escolha desta modalidade de terapia renal substitutiva (TRS) e propor um modelo de programa de orientações para pessoas com diagnóstico médico de DRCT. Material e Método: a pesquisa foi realizada em cinco instituições do estado que oferecem a DP, e os participantes responderam a questionários através de entrevistas realizadas pessoalmente e exclusivamente, onde foram abordados sobre aspectos sociodemográficos, clínicos, detalhes do tratamento e suas percepções sobre a terapia. Os dados foram analisados com estatística descritiva e apresentados em figuras e tabelas. A avaliação da associação:
                                      a) entre o grau de escolaridade e o aparecimento de complicações; b) entre o tratamento conservador e a primeira terapia utilizada; c) entre se recebeu informações sobre DP antes do início do tratamento e a primeira terapia utilizada; e
                                      d) entre o tipo de tratamento utilizado e o nível de satisfação em relação ao tratamento, foi realizada por meio do teste do qui-quadrado. Resultados: Foram entrevistadas setenta pessoas, sendo 61,4% pertencente a uma única instituição. As características sociodemográficas mostram que 51,4% pertencem ao sexo masculino e 48,6% ao sexo feminino; a faixa etária corresponde a 30-59 anos, com média de idade de 55,17 anos; predominam a raça branca (53,9%); casados (54,3%); fora do mercado de trabalho (87,1%); aposentados (57,1%); de baixa escolaridade (42,9%); com renda mensal entre 1 e 4 salários mínimos (82,9%); residentes no mesmo município do serviço de nefrologia (54,3%). A etiologia mais frequente (55,7%) entre os participantes foi a hipertensão arterial sistêmica (HAS), seguida de diabetes mellitus (DM) com 42,9%. A cardiopatia foi a comorbidade mais mencionada (21,4%); e os sintomas no início do tratamento foram: edema (64,3%), fraqueza (44,3%) e náuseas e vômitos (37,1%). Em relação às características do tratamento dialítico, apenas 25,7% dos diagnósticos de DRCT foram feitos por médicos da atenção básica. Para 62,9% da amostra não houve a oportunidade tratamento conservador (TTC). Não houve associação entre a primeira terapia utilizada e a realização ou não do TTC (valor de p=0,087). Em relação as características da terapia, 80% da amostra encontra-se em diálise peritoneal automatizada (DPA), e 68,6% negam complicações com a terapia. Não houve associação entre a escolaridade e o aparecimento de complicações. Os participantes em DP relatam nenhuma dificuldade (37,1%) e insegurança inicial (14,3%). Houve associação significativa entre a satisfação e a terapia utilizada, sendo percentual de pacientes que se declararam muito satisfeitos com a diálise peritoneal foi significativamente maior do que o daqueles submetidos à hemodiálise (57,1% versus 4,3%). Conclusões: O conhecimento das características desta população específica pode ser útil para a melhor utilização da terapia. Os dados sugerem a necessidade de melhorar a qualidade do atendimento desde o serviço primário e de intervenções rigorosas no âmbito da educação pré diálise, propondo a construção de modelos de orientações aos pacientes para fortalecer sua autonomia, e a consequente satisfação e qualidade de vida. Além disso, o fortalecimento da terapia de DP estaria contribuindo para a diminuição de gastos do Estado e trazendo benefícios clínicos, além dos pessoais, aos clientes, bem como fortalecendo a atuação do enfermeiro nefrologista em seu papel de educador em saúde.
                                      Download
                                      VIGILÂNCIA DE INFECÇÃO APÓS A ALTA: INCIDÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS EM CIRURGIA CARDÍACA
                                      Curso Mestrado em Enfermagem
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 10/05/2016
                                      Área ENFERMAGEM
                                      Orientador(es)
                                      • Maria da Graca da Silva
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Cynthia Adalgisa Mesojedovas de Aguiar Falson
                                        Banca
                                        • Alexandra Maria Almeida Carvalho
                                        • Andrelisa Vendrami Parra Fontes
                                        • Maria da Graca da Silva
                                        • Vilma Ribeiro da Silva
                                        Resumo As infecções relacionadas à assistência à saúde têm sido combatidas com intensidade, dentre
                                        elas a infecção do sítio cirúrgico (ISC). Os métodos de vigilância de infecção após a alta têm
                                        o objetivo de estimar a incidência destes casos em pacientes assistidos, através do
                                        acompanhamento durante a internação e depois da saída da instituição. Os programas de
                                        saúde e legislações mundiais apontam para a segurança do paciente e cirurgia segura. A
                                        literatura internacional e nacional aponta que a busca de infecção pós-alta demonstra uma
                                        incidência diferente daquela realizada somente no ambiente hospitalar. Esse método de
                                        vigilância visa o aprimoramento na qualidade durante toda a assistência prestada, estendendose
                                        após a alta do cliente. É proposto nesse estudo comparar a incidência de infecção do sítio
                                        cirúrgico (ISC) após cirurgia cardíaca durante a internação e após a alta hospitalar, comparar a
                                        localização e plano da ISC e associar fatores de risco com o desenvolvimento de ISC na
                                        população estudada. A coleta de dados foi através da análise do banco de dados da vigilância
                                        pós-alta por meio da busca fonada no domicílio ou celular. A coleta de dados foi secundária,
                                        compreendendo o período de janeiro de 2013 até dezembro de 2015, junto aos registros do
                                        serviço de controle de infecção hospitalar de um hospital terciário e de ensino. Dentre o total
                                        de cirurgias cardíacas (859) a revascularização do miocárdio foi a cirurgia mais frequente
                                        (501), o que correspondeu a 58,3% do total. Obteve-se um maior percentil mensal (p=0,021)
                                        de ISC após a alta que durante a internação hospitalar. Observou-se que 70,5% das ISC foi em
                                        membro inferior na incisão da safenectomia. Houve associação significativa entre a
                                        hipertensão, diabetes e tabagismo com o surgimento de ISC. Os resultados deste estudo
                                        demostram um aumento significativo na detecção dos casos de ISC quando há vigilância após
                                        a alta.
                                        Download
                                        INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE B E IMUNIDADE VACINAL EM POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS DE CAMPO GRANDE- MS
                                        Curso Mestrado em Enfermagem
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 11/04/2016
                                        Área ENFERMAGEM
                                        Orientador(es)
                                        • Luciana Contrera
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Débora Sakamoto Silva
                                          Banca
                                          • Ana Paula de Assis Sales
                                          • Ana Rita Coimbra Motta de Castro
                                          • Elenir Rose Jardim Cury
                                          • Luciana Contrera
                                          Resumo A hepatite B se caracteriza como problema de saúde pública no âmbito mundial. Profissionais de saúde e de segurança pública, como os Policiais Rodoviários Federais, são uns dos grupos de maior risco para a infecção, uma vez que o contato direto com sangue e fluidos corporais são formas de transmissão da mesma. Estudos com a população em questão se mostram escassos no país e no estado de Mato Grosso do Sul, ainda que as características de seu trabalho a torne mais suscetível à infecção. Este estudo de corte transversal com abordagem quantitativa teve por objetivo caracterizar a infecção pelo vírus da hepatite B e a imunidade vacinal em Policiais Rodoviários Federais do município de Campo Grande - MS e foi realizado no ano de 2015 com 118 policiais lotados na Superintendência e na 1º Delegacia da Polícia Rodoviária Federal do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de entrevista estruturada e coleta sanguínea, com posterior realização de testes sorológicos em laboratório. Para a análise estatística, foram utilizados os testes Qui-quadrado, Qui-quadrado de tendência e Teste Exato de Fisher, e calculadas as razões de prevalência, com intervalo de confiança de 95%. Para estimar as razões de prevalência ajustadas foi utilizada a Regressão de Cox (com tempo igual a uma unidade), utilizando as variáveis com significância ≤ que 20%. A faixa etária predominante foi de 36 a 45 anos (46,6%), 83,9% eram do sexo masculino e 89% possuía ensino superior. A prevalência global da infecção pelo HBV foi de 7,6% (2,8% a 12,4% IC 95%). Não foi encontrada positividade para o HBsAg. A presença do marcador anti-HBc total isolado foi encontrada em 0,8% (0,3% a 1,4% IC 95%) e o anti-HBc total associado ao anti-HBs em 6,8% (2,2% a 11,3% IC 95%). Observou-se que 46,6% (37,6% a 55,6% IC 95%) apresentou anti-HBs isolado, indicando imunidade vacinal e a taxa de indivíduos suscetíveis foi de 45,8% (36,8% a 54,8%). Acidentes de trabalho com material biológico se mostraram presentes em 24,6% dos casos, sendo que o tabagismo e a realização de outra atividade remunerada apresentaram associação estatística significativa em relação à ocorrência dos mesmos. Os resultados mostraram taxa de infecção pelo HBV nos policiais semelhante à população em geral, contudo os mesmos se encontram em risco constante de adquirir a infecção devido à exposição ocupacional, principalmente pela não utilização de EPI. Baixa taxa de vacinação contra a hepatite B e elevado índice de suscetibilidade também foram encontrados. Evidencia-se assim, a necessidade de estratégias mais eficazes de promoção e prevenção e de adequado fluxo pós-exposição ocupacional.
                                          Download
                                          DENGUE: CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E VARIÁVEIS ASSOCIADAS AO AGRAVAMENTO
                                          Curso Mestrado em Enfermagem
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 29/03/2016
                                          Área ENFERMAGEM
                                          Orientador(es)
                                          • Marisa Dias Rolan Loureiro
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Carolina Mariano Pompeo
                                            Banca
                                            • Maria Lucia Ivo
                                            • Marisa Dias Rolan Loureiro
                                            • Rivaldo Venancio da Cunha
                                            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                                            Resumo POMPEO, C.M. Dengue: Caracterização clínica e variáveis associadas ao agravamento. 72 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande, 2016.
                                            O estudo sobre dengue traz informações valiosas acerca da frequência e do impacto desta problemática na sociedade e no serviço de saúde pública, e tem se intensificado diferentes preocupações da esfera administrativa e assistencial no que diz respeito aos aspectos epidemiológicos e legais. A dengue, hoje, representa um problema de saúde pública que se agrava, pela diversidade de fatores de risco, mas que, na maioria das vezes nos permite um monitoramento sistemático e contínuo, além de oferecer subsídios para programas de prevenção. O objetivo desta pesquisa foi identificar, nos casos de dengue, as variáveis relacionadas ao agravamento da doença, em indivíduos adultos internados em dois hospitais públicos terciários, no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, durante a epidemia ocorrida no ano de 2013. Trata-se de um estudo analítico transversal, com base em dados secundários. A amostra foi composta de 91 casos comprovados de dengue onde, destes, 86 foram classificados como dengue com sinais de alarme (DCSA) e cinco como dengue grave (DG). A duração média de hospitalização foi de 3,37 dias para os casos de DCSA e 4,60 para DG. Dos casos graves (n=5), as comorbidades estavam presentes em 100% dos mesmos, sendo que as mais relevantes foram as cardiopatias, o diabetes mellitus e o lúpus eritematoso sistêmico, sendo que 60% (n=3) destes casos apresentaram o óbito como desfecho final. Os sinais e sintomas clínicos e laboratoriais que apresentaram associação significativa para a DG foram a diarréia e os sinais de choque, sendo que as variáveis do choque com maior relevância foram a hipotensão, a pele fria, taquicardia, taquipnéia, confusão mental, agitação e coma. As manifestações hemorrágicas com maior representatividade foram a equimose e o hemotórax. Os Sinais de Alarme com associação com o agravamento da doença foram a queda abruta das plaquetas, a dispneia, a hipotermia, a confusão mental e agitação psicomotora. Quanto às alterações laboratoriais, essas foram relevantes, na albumina sérica e nas enzimas hepáticas, presente em 100% dos casos graves aumentando o risco de extravasamento plasmático e demonstrando possível lesão hepática no curso da doença. Este trabalho destacou a importância dos sinais e sintomas, principalmente, os definidos como Sinais de Alarme pelos Protocolos do Ministério da Saúde, reforçando a necessidade de uma avaliação clínica precisa e um exame físico detalhado, momento em devem ser investigadas, também, as manifestações hemorrágicas e comorbidades associadas. E evidenciou a importância da detecção precoce dos sinais de choque e extravasamento plasmático, durante avaliação dos pacientes que buscam atendimento por dengue, uma vez que estes foram, em sua maioria, associados ao agravamento da doença. Por fim, este trabalho contribuiu para consolidar os sinais e sintomas da doença como uma ferramenta diagnóstica e prognóstica na prática do cuidado, e mostrar a importância da avaliação clínica na identificação dos casos graves ou potencialmente graves e que, associada aos exames laboratoriais e de imagem podem mudar o curso da doença.
                                            Download
                                            Página 7 de 9 (20 de 165 registros).