| RESILIÊNCIA FAMILIAR FRENTE À EXPERIÊNCIA DO CÂNCER INFANTIL: MOBILIZAÇÃO DOS PROCESSOS-CHAVE |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/04/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Francisneide Gomes Pego do Nascimento
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Mara Regina Santos da Silva
- Maria Angelica Marcheti
- Myriam Aparecida Mandetta
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| Resumo |
Introdução: O câncer infantil provoca um profundo impacto nas famílias que precisam lidar com diversos fatores estressores e muitos desafios. Essa situação desencadeia inúmeras mudanças no sistema familiar. A resiliência é um potencial encontrado nas famílias que vivem diferentes contextos de saúde e doença. Algumas famílias dão conta das demandas impostas pelo adoecimento da criança com câncer, enquanto outras apresentam maior dificuldade. Na perspectiva de promover a resiliência e ajudar a família a enfrentar a situação do câncer infantil, o enfermeiro precisa ter competências necessárias para que o plano de intervenções seja efetivo e possa auxiliar a família nos enfrentamentos necessários. O suporte à criança e sua família devem ser vistos como prioridade pelo enfermeiro, sendo sua prática um importante auxílio para as famílias durante os processos de enfrentamento, adaptação e busca pela superação da adversidade vivida. Sendo assim, questionamos quais processos-chave da Resiliência Familiar as famílias mobilizam na situação do câncer da criança? Famílias que tem a oportunidade de participar de um Programa de Intervenções sistematizadas, desenvolvem melhor enfrentamento da experiência do câncer infantil? Objetivo: Compreender a mobilização dos processos-chave da Resiliência Familiar na experiência do câncer na criança. Metodologia: Pesquisa-intervenção de abordagem qualitativa, tendo como referencial teórico o conceito da Resiliência Familiar de Froma Walsh. Este referencial busca identificar e implementar os processos que possibilitam às famílias enfrentar e se adaptar às situações de adversidade, mantendo-se fortalecidas. Os participantes do estudo são famílias de crianças acometidas pelo câncer infantil, atendidas pelo setor de oncologia pediátrica do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, famílias assistidas pela Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul e famílias participantes do Programa de Intervenção com Famílias desenvolvido na Clínica Ampliada em Pesquisa e Intervenção Familiar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O Programa de Intervenção com Família é um programa de intervenções sistematizadas que promovam a resiliência da família, sendo essas intervenções adaptadas para cada família e seu contexto, e é realizado por meio de encontros terapêuticos onde são levantadas as hipóteses de sofrimento da família e junto dela, são propostas intervenções fortalecedoras da resiliência. Os dados foram coletados no período de dezembro de 2017 a janeiro de 2019, por meio de entrevistas semiestruturadas e foram analisados segundo os preceitos de Morse e Field. Foi realizado o Estudo de Caso com as famílias participantes do Programa de Intervenção com Família e utilizado e mesmo método para análise dos dados. Resultados: Participaram do estudo 15 famílias de crianças com câncer, sendo quatro atendidas pelo Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, e 11 assistidas pela Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul. Do total de famílias, duas participaram do Programa de Intervenção com Família. Após análise do conteúdo das entrevistas realizadas, foram identificadas os seguintes temas e respectivas categorias: Sistema de Crenças, a categoria Compartilhamento em família da experiência da adversidade, trouxe o apoio e a união das famílias; em Ressignificação da adversidade, as famílias buscaram dar/encontrar significados nas situação de adoecimento da criança, resultando em novos valores e prioridades familiares; na Perspectiva positiva da família, a coragem e esperança das famílias foram mobilizadas; e Espiritualidade e fé enquanto estratégia de enfrentamento familiar, as famílias mobilizam suas crenças religiosas como conforto e fonte de fortalecimento para a adaptação da situação de adoecimento da criança. No tema Padrões Organizacionais, a categoria O câncer infantil como fator desencadeante da reorganização do sistema familiar, as famílias demonstraram que a busca pela reorganização é um indicativo da resiliência da família, e na Rede de apoio, recursos sociais e financeiros como parte do enfrentamento familiar do câncer infantil, os vínculos e apoios das redes sociais e financeiras são determinantes para o enfrentamento das famílias. No tema Processos de Comunicação, as categorias Fatores estressantes para a família no manejo do câncer infantil; e Sentimentos expressados pela família, trouxeram respectivamente, quanto a busca das famílias em identificar aquilo que as afligem e a partir disso, mobilizar as forças necessárias para o enfrentamento e adaptação familiar; e a importância de uma comunicação clara e direta, intensificando os vínculos e a resiliência das famílias. O Estudo de Caso das famílias de crianças com câncer participantes do Programa de Intervenção com Famílias,
permitiu identificar e compreender o tema O alívio do sofrimento da família, composto pelas seguintes categorias: Fortalecimento da capacidade familiar de enfrentamento do câncer infantil; e O desvelar da voz da família. As famílias mobilizaram forças reconhecendo o potencial de todos os membros e da criança com câncer, reorganizaram-se para dar conta de suas demandas buscando o apoio mútuo, reconectando-se à fé religiosa, e intensificou os vínculos familiares e sociais. A família se abre para uma comunicação mais clara e direta sobre suas necessidades e consegue expressar suas emoções, aproximando todos na família. O fortalecimento da família e a abertura para o diálogo favorece o alívio do sofrimento. Considerações finais: Famílias que são ajudadas por meio de um programa de intervenção tem sua capacidade de enfrentamento potencializada. A resiliência da família no contexto do câncer infantil é forjada quando ela encontra espaço para que todos possam compartilhar a experiência, reconhecer os próprios potenciais de manejo e enfrentamentos, expressar seus sentimentos e opiniões, e tirar a doença do foco da família mantendo a esperança, a fé e a perspectiva positiva, para que possam prosseguir em família.
Descritores: Resiliência psicológica; Família; Neoplasias; Enfermagem; Intervenção familiar. |
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| AÇÕES PARA PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE E FATORES DE RISCOS PARA EVENTOS ADVERSOS NAS UNIDADES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIAS PRÉ HOSPITALARES |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/04/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Elen Ferraz Teston
- Karla de Toledo Candido Muller
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
- Oleci Pereira Frota
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| Resumo |
A preocupação com a segurança do paciente expõe de maneira crescente, a cada ano, estatísticas elevadas de ocorrência de Eventos Adversos (EA). As características que envolvem a Segurança do Paciente e seus riscos devem estar no foco de todos os níveis de complexidade da assistência à saúde. Fundamentado nessa afirmação, o objetivo deste estudo foi identificar os fatores de risco a EA e as ações para promoção da segurança do paciente praticadas por profissionais de enfermagem em unidades pré-hospitalares fixas de atendimento às urgências e emergências. Trata-se de estudo de abordagem quantitativa, com os dados coletados por meio de entrevista com formulário elaborado conforme os objetivos da pesquisa e dois protocolos básicos de segurança do paciente definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A amostra probabilística foi constituída por 152 profissionais de enfermagem que atuam nas unidades em estudo, calculada por meio do programa on line Raosoft Sample Size Calculator. As variáveis quantitativas foram comparadas pelo teste Mann Whitnhey, enquanto que as associações dicotômicas foram analisadas pelo teste Exato de Fisher, com nível de significância de 5%. Os resultados apontaram nesses ambientes de estudo um índice de qualificação menor que o encontrado em estudos anteriores, sendo 18,9% para técnicos e de 63% para enfermeiros, e que estes exercem uma carga horária de trabalho superior à estipulada para serviços assistenciais de 50 a 69 horas semanais. A maioria dos profissionais entrevistados identificou falhas no ambiente de trabalho com destaque para 65,2% dos enfermeiros que afirmaram deficiência na adesão à higienização das mãos e, de forma similar, 58,7% declararam existir perda de informações referente ao cuidado do paciente com deficiências na prática da passagem de plantão. Sinalizou-se a ausência de ações relacionadas à segurança do paciente em decorrência da inatividade do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), além de consequente subnotificação pelo desconhecimento da ficha de notificação de EA. Observou-se a necessidade de desenvolvimento de ações pelo NSP nesses ambientes para rever e melhorar os processos de trabalho específicos da área, visto que são setores vulneráveis à ocorrência de EA.
Palavras-chave: Dano ao Paciente. Gestão de Riscos. Segurança do Paciente. Serviços Médicos de Emergência. Enfermagem em Emergência. |
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| QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS SUBMETIDAS À CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/03/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Patricia Moita Garcia Kawakame
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Elen Ferraz Teston
- Maria Gorette dos Reis
- Marisa Dias Rolan Loureiro
- Patricia Moita Garcia Kawakame
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| Resumo |
As Doenças Cardiovasculares são as principais causas de morbimortalidade no Brasil. Dentre elas, o Infarto Agudo do Miocárdio é a principal causa de mortalidade. Em muitos casos a Cirurgia de Revascularização do Miocárdio é uma opção de tratamento, e por ser um procedimento altamente invasivo e complexo, exige mudanças drásticas nos hábitos de vida. Isso pode gerar ansiedade, medo, com consequente impacto na Qualidade de Vida. Objetivo: Avaliar o Índice de Qualidade de Vida de pessoas que foram submetidas à Cirurgia de Revascularização do Miocárdio e correlacionar com dados sociodemográficos e clínicos. Metodologia: estudo transversal, analítico-observacional e correlacional de caráter descritivo com abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu no período de fevereiro de 2017 a fevereiro de 2018, em uma Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica em um Hospital Público de Ensino. Os dados sociodemográficos e clínicos foram coletados em prontuários e foi aplicado o Índice de Qualidade de Vida de Ferrans e Powers versão genérica III em visitas domiciliares. Resultados: A população do estudo foi composta por 30 pessoas que realizaram cirurgia de revascularização miocárdica, a média de idade foi de 62,63 anos. Foi evidenciado significância estatística nos domínios: Socioeconômico correlacionado com a idade (p<0,01), evidenciando melhor qualidade de vida em pessoas mais idosas e no domínio Família quando correlacionado menor nível de escolaridade (p0,02) e menor renda familiar (p<0,01). O Índice de Qualidade de Vida desses pacientes apresentou um escore total de 25,61, o que demonstra uma boa qualidade de vida após a cirurgia. Conclusão: Foi possível constatar que esta população desfruta de uma boa qualidade de vida, e, que a idade, e os baixos níveis de escolaridade e renda, apresentam correlação com a melhor qualidade de vida nos Domínios Socioeconômico e Família, o que permite concluir que as relações familiares promovem suporte e satisfação à essas pessoas devendo portanto, serem utilizadas como aliados dos profissionais na promoção e recuperação da saúde.
Palavras-chave: Qualidade de Vida. Revascularização Miocárdica. Doença das Coronárias. Enfermagem. |
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| O PLANEJAMENTO FAMILIAR NA OPINIÃO DE HOMENS E A BUSCA PELO MÉTODO DEFINITIVO |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/03/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Gustavo Christofoletti
- Joao Alexandre Queiroz Juveniz
- Marcos André de Matos
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Resumo |
O planejamento familiar constitui um conjunto de ações de regulação da fecundidade, com direitos iguais de constituição, limitação ou aumento do número de filhos à mulher, ao homem e/ou ao casal. Porém, mesmo sendo um direito garantido por políticas públicas de saúde, há evidências de limitação do acesso aos diversos métodos de planejamento familiar, em especial aos homens. Assim, objetiva-se apreender as representações sociais masculinas a respeito do planejamento familiar por meio de um estudo descritivo, exploratório e de natureza qualitativa, aprovado pelo Comitê de Ética e pesquisas envolvendo seres humanos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CAAE 73175617.8.0000.0021). A pesquisa foi realizada durante os meses de outubro de 2017 a abril de 2018 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Centro Especializado Municipal, local de referência central para o planejamento familiar, inclusive oferecendo o serviço de vasectomia pelo Sistema Único de Saúde. Participaram 54 homens, todos à espera para atendimento pelos profissionais da equipe do planejamento familiar durante a coleta de dados, dentre eles 23 que estavam em processo para realização de vasectomia e 31 já submetidos ao procedimento. Não houve recusa em participar da pesquisa, que consistiu de duas etapas: primeiro a caracterização em formulário e depois com a realização de entrevista aberta norteada pela questão: “qual sua opinião a respeito do planejamento familiar?”. A caracterização recebeu tratamento descritivo e as entrevistas foram transcritas na íntegra, organizadas de acordo com o método do discurso do sujeito coletivo e analisadas à luz da Teoria das Representações Sociais e literaturas pertinentes. Os resultados evidenciaram que 47,9% dos participantes são casados, possuem média de idade de 35,8 anos, (± 7,23). A maioria destes tem três filhos (33,3%), ± 0,95. Possuem renda familiar de dois salários mínimos (40,7%), ± 1,25; são pardos, 62,9%, e, quanto à religião, 86,9% se identificaram como cristãos. A preservação do estado de saúde da parceira (50%) constituiu o principal motivo por estarem inseridos no programa de planejamento familiar em busca da vasectomia. Das entrevistas, resultaram seis ideias centrais, organizadas em representações sociais: positivas: satisfação com a vasectomia, controle do número de filhos, satisfação com a composição familiar e preservação da saúde da parceira; e negativas: medo relacionado ao procedimento e dificuldade de acesso. As representações sociais dos entrevistados são marcadas pela importância do planejamento familiar e pelo reconhecimento da vasectomia como método contraceptivo e a satisfação com o uso do método cirúrgico, mesmo que ainda existam homens com medo das consequências do ato cirúrgico, tornando-se em desafio a educação em saúde sexual e reprodutiva, capaz de desmitificar a vasectomia.
Palavras-chave: Planejamento familiar. Saúde do homem. Saúde sexual e reprodutiva. Sistema Único de Saúde. Vasectomia. |
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| A ATENÇÃO À SAÚDE DAS FAMÍLIAS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/03/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
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| Orientando(s) |
- Iven Giovanna Trindade Lino
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| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Elen Ferraz Teston
- Maria Angelica Marcheti
- Sonia Silva Marcon
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| Resumo |
Introdução: A família é considerada a principal unidade de desenvolvimento da criança,
representando um espaço social em que seus membros interagem, trocam informações,
apoiam-se e buscam soluções diante de alguma situação saúde. Nesse sentido, ao deparar-se
com o nascimento de um filho com deficiência, a família passa por modificações em sua
estrutura e organização, o que requer de uma assistência direcionada às necessidades clínicas,
emocionais, afetivas e sociais, promovendo um cuidado mais humanizado. Tal condição não
acarreta em alterações somente para a família, as crianças enfrentam limitações que provocam
o uso com frequência de serviços de saúde além do habitual. A Atenção Primária à Saúde
constitui um dos pontos da rede e visa oferecer uma assistência integral, gratuita e centrada na
saúde da família. Objetivo: Compreender a atenção à saúde direcionada às famílias de
crianças com deficiência na percepção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde
Método: Trata-se de um estudo qualitativo, fundamentando no referencial filosófico Cuidado
Centrado no Paciente e na Família. Realizado nas Unidades Básicas de Saúde da Família do
Distrito de Sanitário de Saúde Anhaduizinho, localizado no município de Campo Grande/MS.
Os dados foram coletados no período de junho a agosto de 2018, por meio de entrevistas
semiestruturadas com profissionais de saúde membros da equipe da Estratégia Saúde da
Família. Para organização e análise dos dados seguiu-se a Análise de Conteúdo proposta por
Bardin. Pesquisa aprovada com parecer número de parecer 2.355.433. Resultados:
participaram do estudo 41 profissionais de 12 Unidades Básicas de Saúde da Família
localizadas no Distrito, que possuíam cadastradas crianças de 0 a 12 anos de idade com algum
tipo de deficiência. Desses, 13 eram enfermeiros, 14 agentes comunitários de saúde, oito
técnicos de enfermagem e seis médicos. A análise dos resultados permitiu evidenciar que os
profissionais centram a atenção à saúde apenas nos aspectos clínicos da deficiência e o
comprometimento da criança; nas demandas materiais e de medicamentos; nos
encaminhamentos da criança para especialistas, delegando às instituições especializadas em
reabilitação a atenção mais global da criança e sua família. O foco da atenção é a deficiência
da criança e suas necessidades pontuais sem existir planejamento de ações e
acompanhamentos para a criança e sua família. Considerações finais: O estudo aponta que
há inúmeras lacunas no cuidado às famílias das crianças com deficiência e retrata o
despreparo dos profissionais em lidar com a família nesse contexto, considerando assim, que
os resultados desse estudo irão contribuir para a transformação da prática dos profissionais de
saúde, na identificação, reconhecimento e inserção da família processo de cuidado.
Descritores: Crianças com deficiência; Família; Estratégia de Saúde da Família; Atenção
Primária a Saúde. |
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| VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: um estudo das notificações em Campo Grande, Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/03/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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| Coorientador(es) |
- Sandra Luzinete Felix de Freitas
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| Orientando(s) |
- Caroliny Oviedo Fernandes
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| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
- Sandra Luzinete Felix de Freitas
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| Resumo |
Introdução: A violência contra a mulher, nas diferentes fases da vida, e ainda, no período gestacional, não pode ser analisada à parte do contexto na qual está inserida. A magnitude da violência e suas consequências como a mortalidade, às internações hospitalares e alterações emocionais para as vítimas são relevantes para a saúde pública e para a formulação das políticas públicas em geral. Objetivo: Analisar os registros de violência interpessoal contra mulheres com identificação das diferenças registradas nas fichas de notificação entre homens e mulheres, gestantes ou não. Método: estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por meio da análise dos casos de violência interpessoal notificados pelos serviços de saúde. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e associações por meio do teste do Qui-quadrado ou Teste Exato de Fisher considerando as associações significativas aquelas com p<0,005. Resultados: No período houve 4.533 notificações de violência sem diferenças significativas entre homens e mulheres (p=0,265), sendo 30,7% de ocorrência de violência contra homens e 69,7% contra mulheres. As mulheres adultas (59,9%, p<0,001), com baixa escolaridade (26,7%; p<0,001), casadas/união estável (39,7%; p<0,001) tiveram maiores chances de sofrerem violência física (65,2%; p<0,001), psicológica (16,9%; p<0,001) e sexual (7,3%; p<0,001) do que os homens. Nas características do agressor, houve significância estatística para o sexo masculino (p<0,001), um único agressor (p<0,001) e o uso de álcool (p<0,001), principalmente nos fins de semana. A residência (p<0,001) e o período noturno (p<0,001) foram o local e período com significância estatística na ocorrência de violência contra a mulher. A prevalência de violência em gestantes foi de 14,6% com associação em gestantes, adolescentes (p<0,001) e na ocorrência de casos de negligência (6,4%, p=0,002) e menor valores de violência física (p<0,001), assim como no uso de força física (p=0,001) e objetos (p=0,002). Na gestação o agressor de ambos os sexos (p<0,001) e familiar (p<0,001) é duas vezes maior que em não gestantes. Entre gestantes, nas adolescentes a violência física foi menor (p<0,001), a negligência foi quatro vezes maior (p<0,001), o uso de outras formas de agressão mais frequente (p<0,001) e da força física menor (p=0,001). Em relação ao agressor, houve significância estatística no sexo masculino para as adultas e ambos os sexos para as adolescentes (p<0,001), com mais de um agressor nas adolescentes (p<0,001) e no vínculo com o agressor, sendo o familiar três vezes maior entre as adolescentes (p<0,001) e o parceiro íntimo duas vezes maior em adultas (p<0,001), independente do local, horário, dia da semana e uso de álcool pelo agressor. Conclusão: A violência sofre variações entre os sexos considerando aspectos sociodemográficos e relacionados à caracterização da própria violência destacando a construção histórica da desigualdade de gênero. Apesar de menores, os valores de agressões de natureza e por meios que possam causar danos físicos, a gestação não limita a ocorrência da violência, sendo gestantes adolescentes mais vulneráveis a negligência intrafamiliar e as adultas a violência física por parceiro íntimo. Tais achados contribuem para a proposição de intervenções dentro das políticas públicas de acordo com o momento do ciclo vital que a mulher se encontra e mostra a necessidade de ações preventivas que permitam mudanças culturais e sociais para se alcançar a igualdade entre homens e mulheres.
Descritores: Gênero e Saúde. Violência contra a mulher. Gestação. Saúde Pública. Enfermagem.
Linha de pesquisa: Cuidado em Saúde e Enfermagem. |
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| O ENFERMEIRO E O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NA PREVENÇÃO E POSVENÇÃO DO SUICÍDIO |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
01/03/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
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| Resumo |
"Como um fenômeno mundial, as taxas de suicídio tem aumentado, tendo a elevação desses índices também ocorrido no estado de Mato Grosso do Sul. Essa pesquisa tem como objetivo avaliar a mudança de crenças e atitudes sobre Prevenção e Posvenção do Suicídio dos Enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde da UBS Silvia Regina, no município de Campo Grande, anterior e posteriormente intervenção educativa sobre o tema, utilizando o Questionário de atitudes frente ao Comportamento Suicida, que avalia sentimentos negativos, capacidade profissional e direito ao suicídio e realização de grupo focal para avaliar mudanças de crenças dos participantes. Os resultados ainda estão sendo analisados."
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| CUIDADO CULTURAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: ANÁLISE NO CONTEXTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/02/2019 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Arthur de Almeida Medeiros
- Elen Ferraz Teston
- Maria de Lourdes Oshiro
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| Resumo |
A percepção de que a doença não é apenas um estado biológico, mas algo também influenciado pela cultura é um desafio no processo saúde-doença, sobretudo em indivíduos diagnosticados com hipertensão arterial sistêmica. Os profissionais de saúde nem sempre estão preparados para atender, de forma a considerar relevante a cultura dos indivíduos e assim, o convívio com a doença e a adesão ao tratamento podem ser deficientes, levando a complicações e até mesmo à morte. Dessa forma, objetivou-se com este estudo identificar a abordagem dos aspectos culturais do cuidado a pessoas com hipertensão em documentos oficiais e protocolos da Atenção Primária à Saúde. Realizou-se um estudo exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo documental com base em dados secundários. Os documentos investigados foram a Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, a Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, os Cadernos de Atenção Básica: Hipertensão Arterial Sistêmica (2006 e 2013), a Resolução COFEN nº 311/2007 e a Resolução COFEN nº 564/2017, e foram elegidos por se aproximarem da temática do estudo. Os dados foram coletados de julho a setembro de 2018 com o uso de um instrumento próprio elaborado pelas pesquisadoras, categorizados por meio da abordagem da Análise de Conteúdo, de Bardin e interpretados à luz da Teoria Transcultural, de Madeleine M. Leininger. Emergiram duas categorias: I. O cuidado integral e equânime fortalecido pela inclusão dos valores culturais na prática, que explicita a relação da equidade para alcançar a oferta integral de cuidado, que ocorre quando o indivíduo é visto em suas condições reais de existência; e II. O indivíduo e a construção do autocuidado, que abordou justamente a importância do indivíduo na construção do autocuidado, levando em conta os seus hábitos cotidianos, enfatizando também que os indivíduos devem ter autonomia em seu processo saúde-doença, além de terem envolvimento nos processos dos sistemas de saúde. Observou-se que o elemento cultural está presente nos documentos e manifesta-se de diferentes formas, como por meio de um cuidado integral e equânime que possa atender as necessidades dos indivíduos. O fomento da discussão sobre a importância do cuidado à luz da Teoria Transcultural é imprescindível para uma assistência integral e de qualidade no cotidiano dos profissionais que experienciam as mais diversas e singulares condições de saúde das populações. Além disso, sugere-se aproveitar o que já existe nas políticas e utilizar mecanismos, como o processo de territorialização e o cadastro familiar, com ênfase na aproximação para melhorar a prática. |
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| Discurso sobre um caso de feminicídio: uma análise documental |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/10/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Luciana Virginia de Paula e Silva Santana
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| Banca |
- Ana Paula de Assis Sales
- Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva
- Maria de Lourdes Oshiro
- Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
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| Resumo |
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| Perspectiva dos profissionais de saúde de unidade de internação pediátrica quanto à abordagem às famílias |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
25/09/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Adriana de Oliveira Bueno Espindola
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| Banca |
- Edmara Bazoni Soares Maia
- Flávia Simphronio Balbino
- Maria Angelica Marcheti
- Marisa Rufino Ferreira Luizari
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| Resumo |
O cuidado em enfermagem desde Florence Nightingale inclui cuidar da família. Porém, o material teórico de enfermagem era voltado para o cuidado individual. Há pouco mais de 50 anos, a família tem surgido como foco do cuidado em diversas publicações, bem como com modelos de avaliação e intervenção de famílias por enfermeiras. Trata-se de um estudo relevante para produção local de literatura sobre enfermagem familiar, que é um campo de pesquisa incipiente no Estado. Esse estudo tem o objetivo de descrever a perspectiva dos profissionais de saúde da unidade de pediatria de um hospital público de Campo Grande – MS em relação à abordagem às famílias. É um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, tendo como referencial teórico o Interacionismo Simbólico, utilizando o método da narrativa para a coleta e análise dos dados. Esse estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFMS, sob o parecer nº 1.805.228. Busca-se nesse estudo resultados que possam subsidiar a implantação de uma abordagem de cuidado às famílias em ambiente hospitalar. |
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| Índice de absenteísmo-doença dos servidores do fórum da justiça estadual de Campo Grande-MS |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/06/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Orientando(s) |
- Giannine Roberta Marcelino de Souza França
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| Banca |
- Adailson da Silva Moreira
- Luciana Contrera
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Resumo |
A saúde do trabalhador é um campo onde a enfermagem está inserida e os enfermeiros enfrentam o desafio da promoção da saúde, principalmente quando a saúde mental dos trabalhadores é afetada. Assim, objetiva-se identificar os principais motivos que levam ao absenteísmo por licença saúde, dos servidores do Fórum de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, com foco nos transtornos mentais. Pesquisa documental, exploratória de análise quantitativa a ser realizada nas dependências da instituição, onde se encontra arquivados os prontuários e no local onde os servidores desempenham as atividades laborais. Um formulário guiará a coleta dos dados registrados em prontuários de licença-saúde de cada servidor afastado no período de 2014 a 2016 e será utilizado o WHOQOL Bref para avaliar a qualidade de vida. Análise estatística. Por constituir-se em um diagnóstico de saúde ocupacional, até o momento desconhecido e que tem o potencial de colaborar na implementação do processo de enfermagem do trabalho, o estudo poderá contribuir com a reorganização dos serviços de saúde mental do trabalhador com os profissionais de enfermagem que atuam no cuidado da pessoa com transtorno mental. |
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| Eventos Adversos notificados em unidades de atendimento a pacientes críticos |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
11/06/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Lucia Lyrio de Oliveira
- Angelita Fernandes Druzian
- Oleci Pereira Frota
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Resumo |
Os profissionais de saúde têm buscado cada vez mais oferecer uma assistência com excelência de qualidade, livre de riscos ou danos, visando em primeiro lugar à segurança, a saúde e a satisfação do paciente. Apesar da implantação de protocolos relacionados à segurança do paciente, muitos eventos adversos ocorrem no processo do cuidado. Este estudo teve como objeto de pesquisa o processo de notificação dos eventos adversos. Seus objetivos foram: Identificar as notificações das Unidades de Terapia Intensiva de um hospital público de ensino; categorizar de acordo com a Classificação Internacional de Segurança do Paciente e analisar a conduta do profissional de saúde frente a ocorrência do evento adverso. O estudo é de natureza descritiva com abordagem quantitativa, cujo cenário foram três Unidades de Tratamento Intensivo de um hospital público e de ensino localizado na cidade de Campo Grande – MS. O presente estudo trabalhou com dados primários e secundários. Ao total foram encontradas 1235 notificações de eventos adversos nas unidades de atendimento ao paciente crítico. No ano de 2016 foram 447 (1,2 notificações/dia) e em 2017, 788 notificações (2,2 notificações/dia). Ao total/ano foram 126 internações em 2016 e 154 em 2017, estimando-se por paciente 3,4 eventos adversos/ dia e 4.4 eventos adversos por paciente (1235/280). De acordo com a classificação Internacional de Segurança do Paciente foram categorizados em: processo clínico/procedimento (602/1235); recursos/gestão organizacional (497/1235); medicamentos (114/1235); outros (22/1235). Quanto à conduta do profissional frente à ocorrência do evento, dos 52 profissionais participantes 58% (30/52) notificam a ocorrência do evento e enquanto equipe 61% (32/52) buscam melhoria a partir do conhecimento do erro ocorrido. Concluímos com o estudo que os profissionais de saúde em sua maioria já estão sensibilizados a notificar a ocorrência dos eventos adversos. Porém, observamos que existe subnotificação entre os setores estudados. Esperamos que através dos resultados apresentados que políticas internas voltadas para melhorar a Segurança do Paciente sejam implantadas e implementadas. Que os profissionais de saúde se conscientizem da importância da notificação dos eventos adversos, para que através dos indicadores da assistência, protocolos e processos institucionais possam efetivamente acontecer visando sempre a melhoria do cuidado. |
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| ANÁLISE DO DIAGNÓSTICO DE SÍFILIS GESTACIONAL NA REDE CEGONHA EM MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
04/06/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Jomara Brandini Gomes
- Marcos Antonio Ferreira Junior
- Marisa Dias Rolan Loureiro
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| Resumo |
Introdução: Atualmente é preconizado um modelo de atenção integral à mulher, da gestação ao nascimento, proporcionando assistência humanizada e de qualidade. A Organização Mundial de Saúde estima 1 milhão de casos de sífilis por ano entre as gestantes e preconiza a detecção e o tratamento oportunos destas e de seus parceiros sexuais infectados pela sífilis, considerando que a infecção pode ser transmitida ao feto, com graves implicações. No Brasil, de 2010 a junho de 2017, foram notificados 342.531 casos de sífilis adquirida, dos quais no Centro-Oeste corresponde a 3,9% do total de notificações. A inclusão da sífilis em gestante no rol das notificações compulsórias pela Vigilância Epidemiológica permite o controle deste agravo nos diversos níveis de competência do SUS. A Rede Cegonha é uma proposta do governo federal, sua execução é de competência dos Estados e municípios, melhorando a atenção integral à saúde da população em foco, com desenvolvimento de ações educativas que motivem o vínculo dessa população às unidades de saúde e o direito ao parto humanizado. Objetivo: Analisar a distribuição da Sífilis gestacional em Mato Grosso do Sul e a eficiência do tratamento à partir do diagnóstico precoce. Método: pesquisa epidemiológica, quantitativa, que analisou os bancos de dados do Iped-Apae e Sisprenatal de gestantes que realizaram o teste rápido e o VDRL, com resultado positivo para sífilis nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul entre 2012 e 2016. As variáveis analisadas foram: (a) idade gestacional no início do Pré-natal; (b) gestantes acompanhadas no Pré‐natal com realização de exames de VDRL reagente até a 20ª semana de gestação; (c) gestantes acompanhadas no pré‐natal com exames de VDRL realizados entre a 28ª e 36ª semana de gestação. Resultados: Através dos dados do IPED/APAE foram detectadas 6778 mulheres com sífilis, com Teste Rápido reagente, entre janeiro de 2012 a dezembro de 2016, sendo possível avaliar a evolução da sífilis gestacional somente em 11,2% do total de gestantes. Há aumento progressivo na Taxa de Detecção da sífilis gestacional e no percentual de gestantes que iniciou o Pré-Natal no primeiro trimestre, de 20% em 2012 para 33% em 2016.Conclusões: Apesar da alta média de gestantes que realizaram o tratamento adequado com penicilina 86,9%, cerca de 13% das gestantes não receberam tratamento adequadamente, não realizaram o tratamento e/ou teve seu tratamento ignorado. Mato Grosso do Sul apresenta situação semelhante à do restante do país quanto ao diagnóstico tardio de sífilis gestacional, realizado no segundo e no terceiro trimestre, e com tratamento inadequado, maior é a dificuldade de concluir a terapêutica no tempo necessário, de modo a se alcançar prevenção da transmissão vertical. |
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| Singularidades e multiplicidades existênciais no cuidado na Atenção Domiciliar: O usuário como guia. |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/05/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Laiane Cláudia Rodrigues Procópio
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| Banca |
- Leila Simone Foerster Merey
- Mara Lisiane de Moraes dos Santos
- Patricia Moita Garcia Kawakame
- Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
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| Resumo |
Nos últimos 20 anos, o Brasil experimentou um acentuado crescimento da oferta de serviços e programas de Atenção Domiciliar (AD). Em 2006, houve a regulamentação técnica de funcionamento dos serviços de AD pela RDC n. 11/MS. Em 2011, a criação do Programa Melhor em casa e a Política Nacional de Atenção Domiciliar no âmbito do SUS, que determinou a participação do gestor federal no financiamento dos serviços, representando um grande avanço. Ainda assim, a AD necessita de uma reorganização do processo de trabalho, pois o cuidado deixa de ser exclusivo das instituições formais e passa a ser realizado no domicílio dos usuários, colocando-se em disputa projetos terapêuticos distintos. Quanto à reorganização da rede de cuidados em saúde, a AD tem potencial para articulação entre os serviços e para o trabalho em saúde que considere as especificidades, as potencialidades e os desafios do cuidado no domicílio. OBJETIVO: Compreender o processo de produção do cuidado na Atenção Domiciliar em Campo Grande/MS, utilizando o dispositivo metodológico usuário-guia. METODOLOGIA: Estudo qualitativo, de abordagem cartográfica, utilizando a ferramenta do usuário-guia e desenvolvido, a partir das narrativas produzidas nos encontros entre as equipes de dois serviços de atenção domiciliar, dois usuários e seus cuidadores. RESULTADOS: A cartografia realizada a partir dos encontros com os usuários-guias permitiu a identificação da fragilização do processo de cuidado, pautado em protocolos e no desenvolvimento de atos em saúde que priorizam as tecnologias duras, com ação fragmentada do cuidado, onde cada profissional da equipe de AD realiza ações terapêuticas relativas ao seu núcleo de conhecimento, individual e pontualmente. No processo de cuidado de ambos os usuários a prioridade das equipes foi o tratamento das úlceras de decúbito, realizado pelos profissionais da enfermagem. Paralelamente, constatou-se que uma das equipes reconhece a importância e busca empregar o diálogo e a utilização das tecnologias leves no cuidado, mas ainda de maneira incipiente e sem envolver o usuário e cuidador na construção do projeto terapêutico, e prioriza os procedimentos técnicos individualizados pelos profissionais da equipe. Não há articulação entre as equipes de AD e Atenção Básica (AB), embora os profissionais tenham ciência do que recomenda a legislação da AD e reconheçam a importância dessa interlocução e trabalho colaborativo. Um dos usuários-guia e seu cuidador produziram relações importantes com movimentos sociais de apoio, gerando, por meio das Redes Vivas, potentes mecanismos de cuidado e de produção de vida, a despeito da incapacidade funcional. CONCLUSÃO: O processo de cuidado realizado pelas equipes de AD ainda é fragilizado pautado em protocolos, pouca escuta e vínculo tênue com os usuários e seus cuidadores. Há priorização do uso de tecnologias duras, excluindo os usuários e família da construção dos projetos terapêuticos, sem considerar as singularidades e multiplicidades presentes no processo de cuidado em saúde no domicílio, essenciais para o atendimento das reais necessidades dos usuários. Não há articulação entre as equipes AD e AB, e as Redes Vivas constituem-se como importante espaço de cuidado e vida para além da incapacidade. A AD dentro do domicílio, espaço marcado de significados aos usuários, traz para a cena as disputas do cuidado entre as equipes, usuários e família, uma vez que é preciso um olhar afinado das equipes frente às singularidades e multiplicidades dos usuários de forma a enriquecer o projeto terapêutico singular elaborado a partir das suas necessidades - somente assim é possível praticar a integralidade do cuidado, amenizar o sofrimento e angústia dos usuários. Construir uma cartografia sobre o outro, me fez primeiro entender as afetações que os encontros e as pistas descobertas estavam produzindo em mim, trazendo análises enquanto profissional de saúde e principalmente enquanto pesquisadora. |
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| CÂNCER RELACIONADO AO TRABALHO NOTIFICADO EM CAMPO GRANDE-MS. |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/05/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
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| Orientando(s) |
- Jackeline Lazorek Saldanha da Silva
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| Banca |
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
- Luciana Contrera
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
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| Resumo |
Estudos vêm demonstrando que alguns tipos de câncer estão diretamente relacionados com a ocupação. Seu surgimento causa impacto diretamente na condição de trabalho, trazendo mudanças psicológicas, de qualidade de vida e financeiras. O câncer relacionado ao trabalho vem sendo notificado através do Sistema Nacional de Agravos de Notificação desde 2004, e em Campo Grande um hospital oncológico de referência vem realizando a notificação desde 2015, havendo uma lacuna no conhecimento sobre o assunto no Estado de Mato Grosso do Sul. OBJETIVO: Estudar o câncer relacionado ao trabalho notificado em um hospital oncológico de referência do Mato Grosso do Sul, e verificar o impacto dessa patologia para os trabalhadores acometidos. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo realizado em duas etapas: a primeira, foi um estudo quantitativo observacional transversal descritivo a partir de dados secundários, oriundos das notificações de câncer relacionado ao trabalho em um hospital oncológico de Campo Grande-MS. A segunda etapa foi com abordagem qualitativa realizada a partir da entrevista com os notificados.Os dados coletados foram tabulados no programa Microsoft Excel 2010 e analisados com utilização de estatística descritiva. Para análise do conteúdo das entrevistas foi realizada análise temática segundo Minayo. RESULTADOS: Foram emitidas 60 notificações pelo hospital, sendo excluídas desta pesquisa 19 notificações, por não se encaixarem nos critérios de inclusão.Do total de notificações consideradas válidas (n=41); 85,4% eram do gênero masculino; 87,7% com idade superior a 50 anos (39,0% de 51 a 70 anos e 48,8% acima de 70 anos); 51,2% da raça branca; 83% autônomo e 63,4% com ocupação rural. Todos os pesquisados (n=41) foram expostos a um ou mais agentes cancerígenos, sendo que houve maior porcentagem de expostos a radiação ionizante (68,3%); seguido por expostos a óleos minerais (24,4%); benzeno (17,1%); alcatrão, hidrocarbonetos alifáticos e sílica (14,6% cada). Na etapa qualitativa os relatos foram organizados em duas categorias: “fatores intrínsecos e extrínsecos do câncer como causa da doença” e “o câncer e repercussões na vida do trabalhador”. Verificou-se que os trabalhadores acreditam que o trabalho possa ter contribuído para o aparecimento do câncer, correlacionando com a exposição solar e agrotóxicos. O diagnóstico do câncer trouxe um impacto psicológico, financeiro e levou ao afastamento das atividades laborais. CONCLUSÃO: observou-se que os trabalhadores rurais foram os mais acometidos, o tipo de câncer predominante foi o de pele, seguido por câncer de boca, faringe, esôfago e estômago e câncer de pulmão ou mediastino. Todos trabalhadores foram expostos a mais de um agente de risco, com maior porcentagem de radiação ionizante, seguido por óleos minerais e benzeno. Os trabalhadores acreditam que o trabalho foi um fator de risco para o câncer. Ações devem ser voltadas a capacitação para uma melhor notificação dos dados, a fim de que a captação precoce facilite estratégias de prevenção. |
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| EXPERIÊNCIA DA FAMÍLIA DE CRIANÇAS ATENDIDAS NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/05/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandra Ayach Anache
- Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
- Maria Angelica Marcheti
- Sueli Aparecida Frari Galera
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| Resumo |
A experiência das famílias de crianças com diagnóstico de transtorno mental representa um dado relevante para que intervenções eficazes possam ser oferecidas pela equipe profissional de saúde. Objetivo: compreender a experiência da família com o adoecimento mental da criança. Metodologia: Estudo de abordagem qualitativa, utilizando o referencial teórico do interacionismo simbólico, norteado pela narrativa de 13 famílias de crianças atendidas em um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil de um município do Estado de Mato Grosso do Sul. A coleta de dados ocorreu em duas etapas, sendo a primeira realizada em prontuários a fim de conhecer as famílias atendidas e selecioná-las para a entrevista. Em um segundo momento foi realizada uma entrevista semiestruturada, com a questão disparadora “como tem sido para a família a experiência de viver com uma criança com diagnóstico de transtorno mental?”. Resultados: com relação aos participantes do estudo, observou-se o predomínio de mães nas entrevistas. O significado do transtorno mental da criança para a família está vinculado a crença delas. Destarte, submergiu, de acordo com as narrativas, três categorias: os desafios da família com o cuidado da criança com transtorno mental; ser família no contexto do transtorno mental da criança e, a relação da família com a equipe profissional do CAPS-IJ. Dessa maneira, ao narrarem suas histórias, as famílias das crianças com transtorno mental experimentam constantes desafios em diferentes contextos da vida cotidiana, seja ela no convívio com a criança em casa, relacionada aos seus cuidados, nas relações internas e externas à família, e nas relações/interações com a equipe de saúde do CAPS IJ. Considerações Finais: as categorias que emergiram da análise dos dados mostraram os aspectos do convívio diário com a criança, os sentimentos vivenciados pelos familiares e a reação da família frente à criança com transtorno mental. Ao analisar os significados atribuídos pela família em relação ao adoecimento mental da criança, esta pesquisa contribui para mostrar a importância do atendimento à família no CAPS IJ. De tal modo, esse processo de significação demonstra as necessidades dessas famílias. |
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| ABSENTEÍSMO-DOENÇA ENTRE SERVIDORES DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE REFERÊNCIA NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/03/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Alexandra Maria Almeida Carvalho
- José Carlos Rosa Pires de Souza
- Luciana Contrera
- Maria de Fatima Meinberg Cheade
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| Resumo |
Introdução: O absenteísmo-doença tem etiologia multifatorial, sua ocorrência entre
servidores da saúde de um hospital público revela as condições de adoecimento e de trabalho,
influi em sobrecarga de serviço, acarreta prejuízos na assistência aos pacientes e gastos
públicos. Objetivos: Analisar o absenteísmo-doença entre os servidores públicos da área da
saúde de um hospital público de referência do Estado de Mato Grosso do Sul. Material e
Método: Estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo, utilizando dados secundários.
Pesquisa realizada no Sistema Estadual de Perícias Médicas, a partir da análise dos Boletins
de Inspeção Médica registrados entre os anos de 2014 e 2016. Estatística descritiva foi
utilizada para caracterizar os licenciados e as licenças. Resultados: Obtiveram Licenças para
Tratamento de Saúde (LTS) 724 servidores, somando 2.804 licenças, 101 Readaptações, 27
Aposentadorias por Invalidez, 7 Acidentes de Trabalho e 114 Licenças Não Homologadas.
Em relação às LTS, elas resultaram em 60.167 dias de absenteísmo-doença, média de 1,6
licença/servidor, com a duração de 16,6 dias; houve predominância de técnicos (29,7%) e
auxiliares (26,2%) de enfermagem; sexo feminino (74,7%), médias de 41 anos de idade e de 9
anos de tempo de serviço. Quanto aos diagnósticos, sobressaíram os Transtornos Mentais e
Comportamentais nas LTS (38,1%), nas Aposentadoria por Invalidez (74,1%) e nas Licenças
Não Homologadas (62,4%); seguido pelas Doenças Osteomusculares que, por sua vez,
predominaram nas Readaptações (47,0%) e nos Acidentes de Trabalho (42,9%). Conclusão:
Evidenciou-se que a principal causa de absenteísmo-doença são os Transtornos Mentais e
Comportamentais seguido pelas Doenças Osteomusculares. Os profissionais de enfermagem
são os mais acometidos pelo problema em questão, pois esta causa de absenteísmo-doença
relaciona-se ainda com o tempo prolongado de afastamento e de aposentadoria por invalidez.
É premente a implementação de estratégias preventivas e de reabilitação que considerem tais
especificidades do trabalho em hospital nas Políticas em Saúde do Trabalhador. |
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| Validação de conteúdo do Diagnóstico de Enfermagem Risco de Infecção para Parturientes |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
22/03/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Ana Rita Barbieri Filgueiras
- Luciana Contrera
- Marisa Dias Rolan Loureiro
- Sandra Luzinete Felix de Freitas
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| Resumo |
A infecção puerperal é uma das principais causas de mortalidade no puerpério. Originada do aparelho genital, tem inúmeras causas e estas podem estar associadas à infecções pré- existentes do trato vaginal baixo, infecção urinária, ruptura prematura das membranas, tempo de parto prolongado, múltiplos toques vaginais, entre outros. A assistência de enfermagem durante o trabalho de parto é primordial e o levantamento de dados que levam à elaboração de Diagnósticos de Enfermagem (DE) possibilitam o Planejamento e as Intervenções de Enfermagem apropriadas, além de individualizadas. A utilização da classificação internacional de Diagnósticos de Enfermagem através da NANDA - I apresenta o DE Risco de Infecção, porém neste diagnóstico identificou-se prováveis lacunas quanto aos fatores de risco propostos para a parturiente. Diante disso, este estudo tem como objetivo realizar a análise de conceito e validação por peritos do DE Risco de infecção proposto pela NANDA - I. Trata-se de um estudo descritivo de validação de DE, com base no modelo proposto por Fehring (1987), porém com adaptações necessárias. Para o desenvolvimento da análise de conceito será realizada uma revisão integrativa buscando selecionar estudos que fundamentem a análise de conceito baseada no modelo de Walker e Avant (2005). A validação por peritos será realizada com base na validação por consenso. |
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| Avaliação da eficácia do processamento dos duodenoscópios: Revisão sistemática |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/03/2018 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Rozicleide Nogueira Militão de Brito
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| Banca |
- Adriano Menis Ferreira
- Jomara Brandini Gomes
- Larissa da Silva Barcelos
- Marcelo Alessandro Rigotti
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| Resumo |
A eficácia na limpeza e desinfecção dos duodenoscópios gastrointestinais flexíveis é um desafio para os serviços de endoscopia. Diversos surtos, muitos por bactérias multirresistentes, foram associados a este equipamento e causaram sérios problemas, inclusive morte de pacientes que foram submetidos a procedimentos com o duodenoscópio. Mesmo com o cumprimento das diretrizes estabelecidas, podem ocorrer transmissões de doenças, pois as técnicas de limpeza e desinfecção são insuficientes para total destruição dos micro-organismos. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia dos métodos de processamento dos duodenoscópios. O estudo é de revisão sistemática realizada por meio da metodologia orientada pelo Instituto Joanna Briggs (JBI). A pergunta desta revisão foi: Qual a técnica de processamento dos duodenoscópios é mais eficaz para garantir um equipamento livre de micro-organismos patogênicos? A busca bibliográfica ocorreu entre março e julho de 2017 na Universidade de Quebec, em Otawa – Canadá. As bases de dados selecionadas para a busca dos estudos primários foram Pubmed, Medline, Cochrane e Cinahl. Foram identificados 757 artigos e considerando os critérios PICO 10 passaram pela análise de qualidade dos artigos; destes, quatro foram reprovados, ficando na seleção final seis estudos. Dois estudos avaliaram o custo do método de processamento. Todos os estudos utilizaram a limpeza e desinfecção em lavadora automática como método de processamento associado à vigilância com cultura de micro-organismos. Não foi possível constatar qual o melhor método de processamento para os duodenoscópios, haja vista que os estudos divergiam e não houve estudos de ensaio clínico randomizado. Portanto, entende-se a necessidade de se realizar mais pesquisas para que seja possível definir qual é a técnica ou método mais eficiente dado ao pouco número de publicações existentes sobre este assunto. |
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| ESTUDO DO ABORTAMENTO LEGAL NO MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Enfermagem |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
03/11/2017 |
| Área |
ENFERMAGEM |
| Orientador(es) |
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Coorientador(es) |
- Mariluci Camargo Ferreira da Silva Candido
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Gustavo Christofoletti
- Jose Julio Saraiva Goncalves
- Regina Maria dos Santos
- Sebastiao Junior Henrique Duarte
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| Resumo |
No Brasil, o planejamento familiar está inserido em política pública de saúde e deve ser disponibilizado à população pelo Sistema Único de Saúde. No entanto, a literatura revela que algumas mulheres praticam o aborto como meio de controlar a reprodução e acabam expondo a própria vida quando o procedimento é feito de modo clandestino e sem condições seguras, tal fato levou o Ministério da Saúde habilitar instituições de saúde para a realização do aborto legal. No Mato Grosso do Sul há instituição hospitalar de referência para o abortamento legal, assim, é relevante estudos que possam dar ênfase aos profissionais de saúde que integram a equipe do abortamento legal, no sentido de identificar se há fragilidades no processo de trabalho que possam ser melhoradas por meio da pesquisa, bem como as fortalezas que sirvam de referenciais para outras localidades. Objetiva-se apreender as representações sociais de profissionais de saúde a respeito do aborto e caracterizar as mulheres que foram assistidas no abortamento legal. Pesquisa exploratória de análise qualitativa realizada no município de Campo Grande, MS, no Hospital Regional Rosa Pedrossian. Participaram 14 integrantes da equipe multiprofissional de saúde responsáveis pelos procedimentos para o aborto legal, também foram analisados 29 prontuários de mulheres submetidas ao abortamento legal no período 2014 a 2016. Incluiram-se todos os profissionais que compõem a equipe de saúde que presta algum tipo de cuidado à mulher que recorre ao aborto legal e todos os prontuários disponíveis das que foram submetidas aos procedimentos desde a data de implantação do serviço. Os critérios de exclusão foram: a) profissionais não localizados após três tentativas para realização da entrevista e, b) prontuários incompletos e/ou ilegíveis. A coleta de dados ocorreu de novembro de 2016 a agosto de 2017 e foi guiada por formulário de caracterização
preenchido pela pesquisadora e entrevistas individuais com os profissionais. A caracterização recebeu tratamento descritivo e as entrevistas foram transcritas, organizadas de acordo com as figuras metodológicas do método do discurso do sujeito coletivo e analisadas à luz da Teoria das Representações Sociais. Os resultados revelaram: a predominância de profissionais do sexo feminino, média de idade de 44,7 anos e com até 6 anos de experiência. As mulheres atendidas no seviço de aborto legal eram brancas, tinham 29 anos de idade e 68,8% residiam na capital. As falas possibilitaram a construção de doze ideias centrais: dilema pessoal, os profissionais diante das mulheres, objeção de consciência, amparo legal aos profissionais, organização do serviço, dinâmica do cuidado à mulher, desconhecimento do planejamento familiar, barreiras sócio-econômicas, adesão ao método contraceptivo, baixa percepção do risco de gravidez, situações indeferidas ao aborto legal e serviço de apoio nas gestações indesejadas. A necessidade da reorganização dos serviços de saúde sexual e reprodutiva que devem ser incluídos não só os profissionais de saúde, mas ações devem ser logitudinais com participação intersetorial para atender a multiplicidade de fatores que propiciam as necessidades insatisfeitas de planejamento familiar. |
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