Mestrado em Enfermagem

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TRABALHO Ações
ESTRESSE OCUPACIONAL, QUALIDADE DE VIDA E COPING EM EQUIPE DE ENFERMAGEM HOSPITALAR EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19.
Curso Mestrado em Enfermagem
Tipo Dissertação
Data 23/02/2022
Área ENFERMAGEM
Orientador(es)
  • Luciana Contrera
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Katiusci Colman Magalhães Schirmann
    Banca
    • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
    • Cibele de Moura Sales
    • Fabiana Perez Rodrigues Bergamaschi
    • Luciana Contrera
    • Nathan Aratani
    Resumo Introdução: As atividades da área da saúde são as que mais implicam em condições propícias ao adoecimento funcional, sendo a categoria da enfermagem uma das profissões mais envolvidas na assistência direta ao paciente, visto que essas demandas repercutem na qualidade de vida relacionada ao trabalho. Com a pandemia da Covid-19 o estresse decorrente de preocupações, sobrecarga de trabalho, risco de infecção afetou de forma substancial inúmeros profissionais, refletindo na necessidade de estratégias de enfrentamento. Objetivo: Avaliar a associação entre o estresse ocupacional, a medida de qualidade de vida e as estratégias de enfrentamento (coping) pela equipe de enfermagem hospitalar atuante durante a pandemia da Covid-19. Materiais e métodos: A dissertação foi realizada em formato de neografia, sendo dividida em dois artigos, o primeiro uma revisão integrativa e o segundo um artigo original. No artigo de revisão integrativa sumarizou-se a produção científica das estratégias de enfrentamento na enfermagem durante a pandemia do novo coronavírus publicadas de junho de 2020 a junho de 2021, nas bases SCOPUS, PUBMED, Web of Science, CINAHL e SCIELO. No artigo original apresenta-se um estudo transversal analítico, quantitativo com amostragem em snowball com profissionais de enfermagem de duas unidades da rede hospitalar privada no Mato Grosso do Sul. A coleta de dados ocorreu no período de agosto a dezembro de 2020, em formato on-line e constou de: Questionário com variáveis sociodemográficas, ocupacionais e de situação de saúde; Escala Visual Analógica (EVA) de avaliação da qualidade de vida no trabalho; Job Stress Scale (JSS); Escala de Coping ocupacional (ECO). O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul/MS (4.216.257). A análise dos dados foi realizada com o auxílio do programa estatístico SPSS Statistics, versão 23 e incluíram cálculos descritivos, teste t de Student, ANOVA de uma via ou qui-quadrado (χ2). Resultados: Foram analisados 21 artigos, sendo prevalentes os estudos oriundos da China n=12 (57,1%). Os níveis de evidência classificados como Nível III 2 (66,0%) seguidos de Nível IV (34,0%). Para elucidação dos achados foram estruturadas duas categorias temáticas: Impacto emocional e consequências à saúde frente à pandemia da Covid-19 e Ações de enfrentamento dos profissionais, frente a pandemia da Covid-19. Quanto ao estudo transversal, participaram da pesquisa 196 profissionais de enfermagem. Destes profissionais 49,5% eram de Campo Grande e 50,5% de Dourados, ambos municípios do Estado do Mato Grosso do Sul. Evidencia-se que mais da metade dos profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem identificaram o trabalho como passivo e de alta exigência. A média da avaliação da QVT dos profissionais de enfermagem foi de 7,66 (D.P=1,54). A correlação entre a JSS, ECO e QVT, avaliada através do coeficiente de correlação de Spearman, mostrou-se significativa em algumas variáveis dos respectivos questionários. Houve correlação significativa negativa, porém fraca, entre o escore na dimensão “Demanda” da JSS e aquele na escala QVT (p<0,001, r=-0,367). O controle sobre o trabalho aparece positivamente relacionado à qualidade de vida no trabalho, correlação significativa positiva, porém fraca, entre o escore na dimensão “Controle” da JSS e aquele na escala QVT (p=0,025, r=0,160).; e correlação significativa negativa, porém fraca, entre o escore na dimensão “Suporte social” da JSS e aquele na dimensão “Esquiva” da escala de Coping (p=0,003, r=-0,2013). Conclusão: É necessário uma gestão mais presente na vida do trabalhador da enfermagem, que busque o fortalecimento do apoio social como forma de redução do estresse, novos estudos para a viabilização de estratégias para a promoção e o cuidado da saúde dos profissionais.
    ABANDONO DE TRATAMENTO DE PESSOAS COM HIV E RETORNO APÓS BUSCA ATIVA: CONTRIBUIÇÕES PARA ENFERMAGEM
    Curso Mestrado em Enfermagem
    Tipo Dissertação
    Data 18/02/2022
    Área ENFERMAGEM
    Orientador(es)
    • Elen Ferraz Teston
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • JULIETE BISPO DOS SANTOS MANDU
      Banca
      • Adriana Carla Garcia Negri
      • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
      • Elen Ferraz Teston
      • Guilherme Oliveira de Arruda
      • Sonia Silva Marcon
      Resumo Com o avanço do tratamento do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e o aumento da expectativa de vida, o HIV passou a ser considerado uma condição crônica, o que reitera a necessidade do cuidado integral às pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Contudo, um dos desafios a serem enfrentados é a adesão a medicação, uma vez que pode ocorrer o abandono de tratamento, o que aumenta a chance de complicações, evolução para aids e impacta negativamente na qualidade de vida. Frente a isso, é preciso reconhecer os motivos que ocasionam o abandono de tratamento e estabelecer métodos de intervenção para vincular novamente estas pessoas ao serviço de saúde. O presente estudo tem como objetivo descrever a perspectiva de pessoas que abandonaram o tratamento de HIV e retornaram ao serviço após busca ativa. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, de natureza qualitativa, realizado com PVHIV que estavam em abandono de tratamento. O estudo foi realizado na capital do Estado de Mato Grosso do Sul, em um serviço especializado em atendimento de PVHIV. Os dados foram coletados de abril a agosto de 2021, mediante entrevistas semiestruturadas, audiogravadas e posteriormente submetidas à análise de conteúdo de Bardin. Os 24 participantes tinham idade entre 23 e 63 anos (média de 37,9 anos), sendo 13 pardos, seis negros, quatro brancos e um amarelo. Em relação ao estado civil 13 eram solteiros, oito tinham companheiros, dois viúvos e um divorciado. O tempo de diagnóstico variou entre dois e 23 anos (média de 8,5 anos), no período de abandono o tempo médio foi 333 dias (mínimo de 114 e máximo de 1249 dias), seis PVHIV relataram perda de peso, dor de garganta, dor em membros inferiores, ganho de peso, fraqueza e cansaço. As PVHIV relataram que no início do tratamento ocorreram mudanças em relação ao cuidado com a saúde, porém estas não permaneceram ao longo do tempo. Ademais, apontaram fatores que influenciam positivamente o enfrentamento da doença como, por exemplo, o acolhimento na igreja e no serviço de saúde, a gestação e poder ajudar outras PVHIV. Foram motivos para o abandono de tratamento, a ausência de sinais e sintomas, falta de rede de apoio, quebra de vínculo com os profissionais de saúde, dificuldade de deslocamento até o serviço especializado, efeitos colaterais da medicação e a pandemia de COVID-19. Dentre as motivações que cooperaram para o retorno ao tratamento destacaram-se o desejo de viver e sentir-se bem, cuidar da família e o fato de ter superado a fase inicial, que foi considerada a fase pior do tratamento. A busca ativa, por contato telefônico, foi uma estratégia utilizada para resgatar estes pacientes e foi percebida de maneira positiva para o retorno ao tratamento. Conclui-se que, as falhas encontradas na rede de atenção à saúde podem influenciar na continuidade do tratamento e que são passíveis de intervenção para resgatar o paciente faltoso, além de melhorar a adesão ao tratamento. Torna-se necessário conhecer o indivíduo e o contexto no qual está inserido através de um atendimento singular para que seja possível identificar de forma precoce os fatores e comportamentos de risco que podem favorecer o abandono de tratamento. A partir disso, são gerados subsídios para o desenvolvimento de estratégias de busca e elaboração de intervenções para resgatar a PVHIV e vínculá-la novamente ao serviço.
      ESTRESSE NO TRABALHO E O RISCO DE SUICÍDIO EM POLICIAIS MILITARES: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
      Curso Mestrado em Enfermagem
      Tipo Dissertação
      Data 11/02/2022
      Área ENFERMAGEM
      Orientador(es)
      • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Carmem Gress Veivenberg
        Banca
        • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
        • Elen Ferraz Teston
        • Guilherme Oliveira de Arruda
        • Kelly Graziani Giacchero Vedana
        • Lucilene Cardoso
        • Sandra de Souza Pereira
        Resumo O trabalho de policial militar é considerado um dos mais estressantes do universo do trabalho, podendo ser responsável por desgastes psíquicos intensos e levar ao sofrimento mental, bem como ao comportamento suicida. O objetivo do presente estudo foi avaliar os fatores associados ao estresse no trabalho e o risco para o suicídio em policiais militares. Estudo de abordagem quantitativa, analítica-transversal. Os participantes do estudo foi compostos por dois grupo, sendo o primeiro 310 individuo de um curso de formação de soldados e o segundo grupo composto por 468 policiais militares com mais de um ano em atividade vinculados à polícia militar de um município de grande porte da Região Centro – Oeste do Brasil. Foram selecionados por meio de amostra por conveniência e a coleta de dados primários foi por meio da aplicação de instrumentos para a caracterização sociodemográfica, laboral e de saúde, Job Stress Scale (JSS), Oldenburg Burnout Inventory (OLBI), The Connor-Davidson Resilience Scale, Mini International Neuropsychiatric Interview – MINI. Análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva das variáveis. Para identificação de relação e correlação entre as variáveis foi utilizada a análise estatística por meio do modelo de regressão logística por intermédio do Software R-Studio. Os resultados evidenciam a relação entre o estresse no trabalho com variáveis sociodemograficas, resiliência. Além da identificação da prevalência de sintomas sugestivos da síndrome de Burnout, do risco de suicídio e da resiliência, bem como os fatores associados ao risco de suicídio. A coesão desses elementos propicia implicações na saúde mental desses profissionais, os mecanismos de enfrentamento ineficazes diante de situações adversas em suas atividades laborais implicam no sofrimento psíquico, com possíveis desdobramentos em estresse no trabalho, Síndrome de Burnout, impacto na qualidade de vida e até mesmo no suicídio. Ao identificar os fatores relacionados ao estresse no trabalho será possível desenvolver estratégias institucionais e de saúde pública à promoção saúde e prevenção do adoecimento mental dessa população.
        Conhecimento e uso de luvas no ambiente hospitalar por profissionais de enfermagem
        Curso Mestrado em Enfermagem
        Tipo Dissertação
        Data 13/12/2021
        Área ENFERMAGEM
        Orientador(es)
        • Adriano Menis Ferreira
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Emileide dos Santos Almeida Vaz
          Banca
          • Adriano Menis Ferreira
          • Aires Garcia dos Santos Junior
          • Alvaro Francisco Lopes de Sousa
          • Larissa da Silva Barcelos
          • Valquiria da Silva Lopes
          Resumo Introdução: O uso de luvas está intimamente ligado aos cuidados de saúde, é uma das principais formas de prevenir as Infecções Relacionadas a Assistência em Saúde (IRAS). Possui duplo objetivo, no qual a primeira é a segurança do profissional de saúde e também a segurança do paciente. As luvas compõem o conjunto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), onde as precações universais foram introduzidas desde a descoberta da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida) na década de 1980, hoje conhecida como precauções padrão. Objetivos: Verificar o conhecimento e o uso de luvas de procedimento estéril e não estéril, entre os profissionais de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, obervacional, analitico com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por meio de um questionário e um formulário. Foi realizado nos hospitais municipais e regional da microrregião do Alto Taquari. Foi desenvolvido em 2 fases: 1. Aplicação de dois questionários, com a finalidade de caracterizar socioprofissionalmente os participantes, e o outro para avaliar o conhecimento dos profissionais acerca do uso de luvas durante os procedimentos; 2. Observação não participativa, com a utilização de um checklist; os dados foram transferidos para o Software R, versão 4.0.1.e os testes utilizados foram assessorados por um estatístico com experiência em estudos na área de enfermagem. O projeto atendeu todos os preceitos éticos de acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS)466/12, CAAE 29990320.0.0000.0021. Resultados: Total de 87 participantes da pesquisa, onde se teve a oportunidade de observação de 53 profissionais de enfermagem que atuavam nas referidas unidades hospitalares participaram do estudo. Os profissionais que participaram da pesquisa se manifestaram em relação ao uso de luvas em diferentes atividades. Uma grande variabilidade de opiniões, em relação ao procedimento técnico de curativo foi observada. Destaca-se feridas crônicas com uso de instrumental, onde nenhum profissional possui o conhecimento sobre a não necessidade da utilização de luvas. Com relação à administração das medicações, a maioria dos PE afirmam ser correta a utilização de LPNE para a realização desses procedimentos: intramuscular (91.8%), intradérmica (89.5%), oral (80.2%) e subcutânea (89.5%). Conclusão: conclui-se que os profissionais de enfermagem não possuem um bom conhecimento sobre o uso de luvas, e isso se reflete durante a realização de alguns procedimentos, existindo falhas também na prática. Observou-se a importância de cursos e treinamentos específicos sobre o uso de luvas durante a prática assistencial baseado em evidências.


          Descritores: Luvas; Infecção; Assistência à Saúde; Avaliação em Enfermagem.

          ANSIEDADE DE FAMILIARES NO CONTEXTO DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
          Curso Mestrado em Enfermagem
          Tipo Dissertação
          Data 30/08/2021
          Área ENFERMAGEM
          Orientador(es)
          • Maria Angelica Marcheti
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Isabela Guimarães Volpe
            Banca
            • Alexandra Ayach Anache
            • Daniela Doulavince Amador
            • Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
            • Flávia Simphronio Balbino
            • Maria Angelica Marcheti
            Resumo Introdução: A situação de adoecimento infantil demanda maior atenção e cuidado da família em decorrência dos ajustes que se fazem necessários e do impacto que causa em todos os familiares. A família precisa desenvolver habilidades físicas e emocionais para lidar e manejar as situações adversas enfrentadas nesse contexto. Famílias vivendo a experiência de hospitalização de uma criança ou de um adolescente possuem níveis elevados de ansiedade. É necessário identificar e compreender a ansiedade vivenciada por estes familiares, para propiciar melhor assistência profissional. Objetivo: Identificar a ansiedade de familiares acompanhantes no contexto da hospitalização da criança e do adolescente. Método: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem mista. Os participantes do estudo são familiares de crianças/adolescentes atendidas na enfermaria pediátrica do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Campo Grande, MS. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, sob o CAAE n. 30714920.3.0000.0021 e parecer n. 4.003.836. Os dados foram coletados no período de setembro e outubro de 2020 e ocorreu por meio da aplicação do Inventário de Avaliação de Ansiedade – versão Estado e Traço, respectivamente, e para os dados qualitativos um formulário sociodemográfico foi aplicado através de entrevista semiestruturada. Os dados de natureza quantitativa foram registrados em um banco de dados no programa Excel 2016 e analisados por procedimentos estatísticos de análise descritiva, comparação e correlação. As entrevistas foram transcritas na íntegra e os dados foram analisados por meio da proposta de Morse e Field de Análise Qualitativa de Conteúdo. Resultados: Participaram do estudo 30 familiares, sendo majoritariamente mulheres com idade mediana de 33 anos, casadas ou que viviam em união estável. Quanto ao Inventário de Ansiedade Traço e Estado (IDATE), a média do escore final da ansiedade-Traço foi maior quando comparada à média do escore final da ansiedade-Estado. A partir da integração dos dados, por meio do método misto, evidenciou-se que a ansiedade dos familiares acompanhantes é intensificada à medida que se veem diante da interrupção de atividades cotidianas e que o cenário hospitalar e todos os acontecimentos provindos da hospitalização geram medo e propiciam o aumento da ansiedade dos envolvidos. Além disso, as mudanças nas condições escolares e os impactos no eixo laboral foram responsáveis pelo aumento da ansiedade dos familiares diante o contexto pandêmico. Entretanto, em meio às condições adversas da hospitalização, os familiares reconhecem que o suporte social, a crença e fé em Deus, e o apoio da equipe de saúde são fundamentais para redução da ansiedade. Conclusões: Conclui-se, a partir do estudo, que familiares acompanhantes se sentem ansiosos durante a hospitalização e esse sentimento foi intensificado pelo contexto pandêmico. Ainda, a ansiedade durante a hospitalização está relacionada ao medo, a insegurança e a incerteza acerca do futuro da criança/adolescente e a interrupção da vida ocasionada por esse contexto. Implicações para prática: A partir da identificação da ansiedade e compreensão dos fatores associados, novos estudos poderão ser realizados para elaboração de estratégias de intervenção que promovam o apoio e acolhimento dos familiares acompanhantes visando a atenuação da ansiedade e o melhor enfrentamento desse contexto.

            Palavras-chave: Ansiedade. Família. Hospitalização. Criança. Adolescente.
            O CUIDADO À CRIANÇA COM SÍNDROME CONGÊNITA ASSOCIADA À INFECÇÃO PELO ZIKA VÍRUS
            Curso Mestrado em Enfermagem
            Tipo Dissertação
            Data 30/07/2021
            Área ENFERMAGEM
            Orientador(es)
            • Elen Ferraz Teston
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Gleice Kelli Santana de Andrade
              Banca
              • Adriane Pires Batiston
              • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
              • Elen Ferraz Teston
              • Eliane Tatsch Neves
              • Sonia Silva Marcon
              Resumo Em 2015 houve um aumento inesperado e desproporcional do número de nascidos vivos com
              microcefalia no Brasil, que posteriormente foi associado a infecção pelo Zika vírus. A Síndrome
              Congênita do Zika Vírus pode manifestar-se com malformações e alterações clínicas distintas
              que demandam cuidados permanentes por tratar-se de uma condição crônica. O cuidado deve
              priorizar as necessidades individuais de forma a amenizar dificuldades no cotidiano e promover
              um ambiente favorável ao desenvolvimento infantil, e que contribua para qualidade de vida da
              criança e sua família. O presente estudo tem como objetivo compreender como os profissionais
              de saúde percebem o cuidado à criança com Síndrome Congênita associada à infecção pelo
              Zika vírus. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório com abordagem qualitativa, realizado
              junto a profissionais de saúde atuantes em um Centro Especializado em Reabilitação da
              Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais localizado em uma capital do Centro-Oeste
              brasileiro. Os dados foram coletados no período de setembro a outubro de 2020, mediante entrevistas
              semiestruturadas, audiogravadas e submetidas à Análise de Conteúdo, modalidade temática. Os 12
              participantes tinham idade entre 26 e 46 anos (média de 35,6 anos), sendo 11 do sexo feminino, quatro
              fisioterapeutas, quatro terapeutas ocupacionais, dois psicólogos, um assistente social e um
              nutricionista. O tempo de formação variou de três a 18 anos (média de 11,6 anos) e o de atuação na
              instituição de 11 meses a nove anos (média de 5,3 anos). Dentre os profissionais, 10 declararam ter
              alguma especialização. Observou-se que a construção do cuidado às crianças com à síndrome e suas
              famílias ocorre mediante a ações orientadas pela dimensão dos aspectos biopsicossociais que envolvem
              o enfrentamento de uma condição crônica, associadas à utilização de instrumentos de avaliação e
              ferramentas como o Projeto Terapêutico Singular na gestão do cuidado. Ainda, os profissionais
              destacaram algumas estratégias práticas para potencializar a continuidade do cuidado, como a
              otimização do sistema de regulação e a maior integração entre os diferentes pontos de atenção à saúde,
              a fim de superar as barreiras de acesso e seguimento do cuidado na Rede de Atenção à Saúde. Para
              além dos cenários de cuidados que constituem a rede, os profissionais de saúde buscam favorecer a
              continuidade do cuidado no ambiente domiciliar com ações pautadas no reconhecimento dos
              elementos influentes nesse contexto de cuidado, com intervenções de apoio e em conjunto com às
              famílias. Conclui-se que, para os profissionais, o cuidado é resultado das intervenções que visam o
              desenvolvimento da criança, que incluem, principalmente, ações que favoreçam a continuidade do
              cuidado pela família no ambiente domiciliar, além do modo como a Rede de Atenção à Saúde se
              organiza e se operacionaliza para romper as barreiras de acesso, seguimento e integralidade da
              assistência.
              O CUIDADO ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE SAÚDE NOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO DOMICILIAR
              Curso Mestrado em Enfermagem
              Tipo Dissertação
              Data 30/06/2021
              Área ENFERMAGEM
              Orientador(es)
              • Maria Angelica Marcheti
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • AMANDA MARQUES BEZERRA
                Banca
                • Altamira Pereira da Silva Reichert
                • Beatriz Rosana Gonçalves Toso
                • Eliane Tatsch Neves
                • Fernanda Ribeiro Baptista Marques de Almeida
                • Maria Angelica Marcheti
                Resumo Introdução. Os avanços tecnológicos e a crescente qualificação dos profissionais de saúde contribuíram para expressiva queda nas taxas de mortalidade infantil. Consequentemente, houve aumento das condições crônicas na infância, pois as crianças atualmente sobrevivem aos adventos de saúde e, muitas vezes, necessitam de cuidados especiais. Crianças com condições crônicas de saúde demandam cuidados especiais, como o uso de dispositivos, tecnologias, fármacos, reabilitação psicomotora e social, levando a modificações no contexto familiar. A Atenção Domiciliar (AD) favorece o atendimento das demandas de crianças com doença crônica e sua família. Entre os desafios que se colocam no contexto da AD estão a baixa qualidade das informações fornecidas pelos profissionais, os instrumentos não padronizados para o atendimento das crianças, e as demandas das Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES) e suas famílias que necessitam de um serviço organizado que atenda às suas necessidades. Objetivo. Descrever o cuidado prestado às Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES) nos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) no Estado de Mato Grosso do Sul (MS). Metodologia. Pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem quantitativa. Foi aplicado um formulário, via Google forms, aos profissionais dos SAD de MS contendo questões sobre a caracterização dos serviços e os cuidados realizados com as CRIANES. Resultados. Participaram do estudo oito SAD de MS, sendo três da capital, um de Aquidauana, um de Coxim, um de Corumbá, um de Ponta Porã e um de São Gabriel do Oeste, totalizando 14 equipes. Os serviços possuem entre seis e 10 profissionais atuantes. Os profissionais realizaram orientações, procedimentos e avaliação clínica durante as visitas, realizadas semanalmente. No momento do estudo, os SAD que participaram do estudo atendiam 25 crianças com diferentes diagnósticos, predominando a paralisia cerebral. A maioria das crianças foram classificadas como AD2 (média complexidade) de acordo com suas demandas de cuidado. Os serviços não contam com um protocolo de fluxo específico para o atendimento. Conclusão. O SAD possui grande potencialidade por oferecer atendimento multiprofissional com a realização do Projeto Terapêutico Singular. Além da ampliação dos serviços, a implementação de protocolos de fluxo para o cuidado das crianças se faz necessária, bem como a atualização profissional para o atendimento às famílias
                Palavras-chave: Serviço de Atenção Domiciliar; Família; Enfermagem; Necessidades Especiais.
                Descritores: Saúde da Criança; Serviços de Assistência Domiciliar; Enfermagem; Doença Crônica.
                AÇÕES DE PREVENÇÃO RELACIONADAS A VIOLÊNCIA OCUPACIONAL DOS TRABALHADORES DA ÁREA DA SAÚDE DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DE CAMPO GRANDE/MS
                Curso Mestrado em Enfermagem
                Tipo Dissertação
                Data 29/06/2021
                Área ENFERMAGEM
                Orientador(es)
                • Luciana Contrera
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Josyenne Assis Rodrigues
                  Banca
                  • Ana Paula de Assis Sales
                  • Cibele de Moura Sales
                  • Luciana Contrera
                  • Márcia Maria Ribera Lopes Spessoto
                  • Patricia Moita Garcia Kawakame
                  Resumo Prevenir a violência contra trabalhadores da área de saúde é uma questão complexa devido à variação no propósito e desenho das instalações de saúde e as diversas funções desempenhadas pelas inúmeras ocupações de cuidados diretos e indiretos englobados no setor de saúde. O objetivo principal deste estudo foi compreender as ações de prevenção relacionadas à violência no local de trabalho dos trabalhadores da área de saúde da Rede de Atenção à Saúde de Campo Grande/MS. Materiais e métodos: Estudo de natureza quantitativa e qualitativa, com caráter exploratório, analítico de corte transversal, realizado em cinco Distritos Sanitários de Saúde do município de Campo Grande/MS, Brasil, no período de outubro a dezembro de 2020. Participaram do estudo trabalhadores de diferentes áreas, a saber: médicos, enfermeiros, auxiliares e/ou técnicos de enfermagem, dentistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, agentes comunitários de saúde, o pessoal da área administrativa e os psicólogos. A fase quantitativa ocorreu através de um questionário sociodemográfico e profissional e a utilização do questionário semiestruturado sobre a avaliação da violência no trabalho. A fase qualitativa foi através de entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados quantitativos foi efetuada com o uso de representação tabular, constando de frequência absoluta e relativa, com o respectivo intervalo de confiança de 95%. Para verificar possíveis associações entre as variáveis de estudo foram utilizados os testes Qui-quadrado, Qui-quadrado de tendência, Teste Exato de Fisher e Regressão de Cox. Foram utilizados os programas estatísticos Epi-info™ 7.2.4 e Bio Estat 5.3. A análise dos dados qualitativos seguiu os preceitos da Análise Temática, para construção e geração da codificação dos dados de forma sistemática, utilizou-se o Software Atlas.ti9 versão 9, optou-se pela construção de mapas temáticos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em 21 de maio de 2020 sob o parecer n° 4.041.407 e CAAE: 28384619.2.0000.0021. Os resultados evidenciaram que em relação à violência no local de trabalho, 76,4% dos profissionais relataram que já sofreram, destes (n=133), 95,5% sofreram de violência verbal, 36,9% violência moral ou psicológica, 19,6% violência física e 12,8% violência por assédio sexual. Houve uma prevalência aproximadamente 6 vezes maior de assédio sexual no sexo feminino. Em relação a violência física, a maioria (96,2%; n=26) ocorreu com o uso de arma (objeto, faca ou revolver), os autores dos incidentes foram principalmente os pacientes (73,1%) e seus familiares (34,7%). As ações de prevenção voltaram-se ás medidas de redução da violência (28,8%) para os profissionais (n=174) referentes à saúde do trabalhador, componente educacional, componente comportamental, valorização profissional e sensibilização sobre a violência no trabalho. Na perspectiva dos trabalhadores da saúde a prevenção da violência está diretamente relacionada a aplicabilidade da Política Nacional de Humanização nos serviços de saúde e a implantação da notificação da violência no local de trabalho. Conclui-se com este estudo que as prevenções da violência contra os trabalhadores da saúde no ambiente de trabalho perpassam pela segurança do ambiente, saúde dos trabalhadores, treinamentos para prevenir a violência e a articulação das Redes de Atenção à Saúde.
                  REDE FORMAL, REDE INVISÍVEL E REDE EXISTENCIAL - ENCONTROS CARTOGRÁFICOS NAS MÚLTIPLAS REDES DE CUIDADO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM UMA CAPITAL BRASILEIRA
                  Curso Mestrado em Enfermagem
                  Tipo Dissertação
                  Data 28/06/2021
                  Área ENFERMAGEM
                  Orientador(es)
                  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • ANE MILENA MACÊDO DE CASTRO
                    Banca
                    • Débora Cristina Bertussi
                    • Elen Ferraz Teston
                    • Emerson Elias Merhy
                    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos
                    • Regina Melchior
                    • Rossana Staevie Baduy
                    Resumo A Rede de Atenção à Saúde se propõe como um modelo de organizar as ações e serviços de saúde de forma integral, objetivando a melhoria do acesso, integralidade do cuidado, efetividade das ações e eficiência econômica. É preciso colocar em análise o conjunto de práticas ofertadas por nossas instituições de saúde, discutindo e problematizando a política vigente a partir das visibilidades e dizibilidades do cotidiano dos usuários, dos profissionais, dos serviços e da gestão. A efetivação de uma política não se baseia somente a partir de seu texto, suas intenções e publicação, mas é atravessada por disputas e tensões de diferentes naturezas. Assim, este estudo ocupou-se em cartografar a Rede de Cuidado às Pessoas com Deficiência de uma capital brasileira a partir dos mapas e fluxos dos serviços da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e da análise dos mapas da RCPD e fluxos percorridos pelos usuário-cidadãos-guia para acessar os serviços da rede em busca do cuidado em saúde, a fim de contribuir para o debate sobre como a produção do cuidado às PCD tem se materializado e problematizar a própria política. Tendo o encontro com usuários-cidadãos, profissionais e gestores como método, trazemos analisadores que emergiram a partir das vivências e conexões existenciais dos participantes da pesquisa. Os mapas, fluxos e os analisadores que foram produzidos e problematizados deram visibilidade a múltiplas redes de cuidado: a formal, a invisível e as existenciais. A rede formal é constituída por diversas instituições públicas e filantrópicas de reabilitação na atenção especializada. Além disso, os caminhos da pesquisa evidenciaram as redes invisíveis, que são espaços que constituem outras formas de construção de rede e não compõem oficialmente a RCPD do município, mas que se materializam permanentemente na construção das redes existenciais que transitam no espaço da saúde e da vida dos usuários-cidadãos. Percebe-se que a política propõe a criação de uma rede de cuidados em saúde, mas que, paradoxalmente, reforça um cuidado fragmentado que coloca a centralidade do cuidado das PCD em serviços de reabilitação na AE, tanto quando pensamos na rede formal quanto na rede invisível, e ambas são atravessadas pelas redes existenciais dos usuários-cidadãos. Todas as questões visibilizadas e problematizadas nessa pesquisa são pistas importantes de que a política vigente não dá conta das realidades que se apresentam no cotidiano do cuidado das PCD, tanto em relação aos modos de implantação quanto em relação à potência da política como dispositivo de cuidado integral que considere as PCD em suas diferenças.
                    ADESÃO E FATORES DIFICULTADORES DOSPROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ÀS PRECAUÇÕES-PADRÃO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
                    Curso Mestrado em Enfermagem
                    Tipo Dissertação
                    Data 19/03/2021
                    Área ENFERMAGEM
                    Orientador(es)
                    • Adriano Menis Ferreira
                    Coorientador(es)
                      Orientando(s)
                      • Michele Lopes Diniz
                      Banca
                      • Adriano Menis Ferreira
                      • Aires Garcia dos Santos Junior
                      • Mara Cristina Ribeiro Furlan
                      • Marcelo Alessandro Rigotti
                      • Valquiria da Silva Lopes
                      Resumo Introdução: Precauções-padrão (PP) são medidas que visam proteção do profissional da saúde e garantem assistência segura ao paciente. As PP compreendem: higienização de mãos, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e práticas seguras no manuseio de materiais perfurocortantes e potencialmente contaminados, a fim de evitar Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). A equipe de enfermagem deve possuir maior conhecimento e habilidades sobre às PP para que tenha segurança em seu ambiente laboral. Objetivo: Analisar a adesão e fatores dificultadores dos Profissionais de enfermagem às precauções-padrão. Materiais e método: Estudo descritivo, transversal e analítico, desenvolvido em dois hospitais públicos estaduais de ensino das regiões centro-oeste e nordeste do Brasil, no período de setembro a outubro de 2020. Os critérios de inclusão foram exercer a função de enfermeiro,
                      técnico ou auxiliar de enfermagem e atuar na assistência direta. Para descrever as variáveis
                      demográficas, profissionais e sobre o uso dos EPI na assistência de enfermagem foi elaborado pelos pesquisadores dois questionários. Para identificar os escores de adesão às PP utilizou-se a Compliance with Standard Precautions Scale (CSPS-PB). Os dados foram analisados através
                      do software R. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS-MS) com parecer 4.006.576/CAAE:
                      29993720.0.0000.0021. Resultados: A amostra foi composta por 348 profissionais de maioria
                      do sexo feminino (n=310/89,1%) com idade média de 39 anos (DP±9) na função de técnico em enfermagem (n=210/60.3%). O escore mediano de adesão às PP foi de 15,2 (Mínimo=15;Máximo de 20), o que indica um cumprimento às PP de 65%. Técnicos de enfermagem tiveram maior escore (15.44, DP± 2.6). Verificou-se que quanto maior a idade, maior a adesão às PP. Dentre as dificuldades para a adesão às PP, os fatores mais citados foram: urgência em realizar o procedimento (n=123/35,4%), desconforto (n=121/34,9%) e incômodo em utilizar algum EPI (n=112/32,2%). Os profissionais prestaram assistência a paciente com COVID-19 foram 295 dos quais 233 (79%) tiveram a disposição todos os EPIs e 190 (64.4%) relataram sentir algum desconforto e 105 (35.6%) tiveram lesão de pele. 80,3%(n=237) recebeu treinamento na instituição em que trabalha. Quanto ao conhecimento da sequência correta de colocação dos EPIs apenas 11 (3.7%) não souberem, já a retirada correta dos EPIs foram sete (2.4%). Conclusão: A adesão às PP por profissionais de enfermagem precisa ser incentivada, haja vista o percentual de adesão. Este estudo pode contribuir para direcionar estratégias de incentivo ao cumprimento às PP, melhorando, assim, a segurança dos profissionais e do paciente.
                      ANÁLISE DOS ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DE PACIENTES RETRANSPLANTADOS COM CÓRNEAS
                      Curso Mestrado em Enfermagem
                      Tipo Dissertação
                      Data 12/03/2021
                      Área ENFERMAGEM
                      Orientador(es)
                      • Marcos Antonio Ferreira Junior
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Elenilda de Andrade Pereira Gonçalves
                        Banca
                        • Giovanna Karinny Pereira Cruz
                        • Isabelle Campos de Azevedo
                        • Marcos Antonio Ferreira Junior
                        • Oleci Pereira Frota
                        Resumo O transplante de córneas representa a possibilidade de recuperação da visão e consequente melhoria da qualidade de vida daqueles acometidos por diversas condições que podem comprometer parcialmente a visão ou até mesmo causar a cegueira. Trata do procedimento de transplante mais realizado no mundo, difundido em países com as mais diversas estruturas para sua viabilização, com índices de sucesso variados. Apesar de se tratar de um procedimento que conta com diversos estudos científicos para seu aprimoramento e que preza pela segurança do paciente a ele submetido, esta sujeito a falhas e pode impactar sobremaneira a vida daqueles que realizaram um transplante corneano inicial e necessitam refazê-lo. Objetivou-se analisar clínica e epidemiologicamente os pacientes retransplantados com córneas. Trata de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, com delineamento transversal, individuado, analítico, com base em dados secundários dos pacientes que realizaram o retransplante de córneas em Mato Grosso do Sul, no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2018. A amostra foi censitária, constituída pelos pacientes com falência do transplante corneano anterior. Foram incluídos todos os pacientes retransplantados com córneas. O protocolo dessa pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul sob o parecer nº. 3.177.423. Os dados foram coletados de janeiro a junho de 2019 por meio de um instrumento de coleta utilizado em estudo anteriormente e adaptado para fins deste estudo. Os dados foram submetidos a análise estatística pela utilização do software livre estatístico R, versão 3.0.0. Para a descrição das variáveis e seus padrões de distribuição, foram estabelecidas as frequências e medidas de tendência central e dispersão. Para análise multivariada foram aplicadas medidas de magnitude de efeito e associação, de acordo com cada variável em análise. Do total de 823 pacientes transplantados com córneas no período estudado, 4,98% apresentaram falência primária ou secundária do enxerto com quadros de insucesso do transplante anterior, com necessidade de retransplante. Dos retransplantados, 51,22% eram do sexo feminino, 70,73% com idade acima de 50 anos e 51,22% residentes na capital do estado. A idade média dos receptores retransplantados foi de 62,07 anos (± 14,54), enquanto que os tamanhos dos botões corneanos dos doadores e dos receptores apresentaram um valor médio de 8,10 mm ± 0,28 e 7,95 mm ± 0,43, respectivamente, com 68,29% do tamanho dos botões dos doadores maiores que dos receptores retransplantados. A análise identificou um perfil de pacientes com idade acima de 50 anos e residentes na capital do estado. A falência primária foi o principal tipo de falência do enxerto corneano encontrada nos pacientes. A vascularização esteve presente em 53,66% dos pacientes e 99,24% foram submetidos à cirurgia prévia ocular, além da ceratoplastia. Dos pacientes que compuseram a amostra, 70,17% possuíam olhos pseudofácicos, com predomínio da técnica cirúrgica penetrante. A finalidade cirúrgica mais evidenciada foi óptica em 97,56% dos pacientes e de caráter eletivo em 85,37% dos casos. A taxa de retransplante neste estudo se apresenta dentro do esperado e vai de encontro com outros estudos realizados no país e no mundo.
                        TÉCNICA ESTÉRIL MODIFICADA VERSUS LIMPA PARA REDUZIR A CONTAMINAÇÃO DAS AMOSTRAS DE HEMOCULTURA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO
                        Curso Mestrado em Enfermagem
                        Tipo Dissertação
                        Data 11/03/2021
                        Área ENFERMAGEM
                        Orientador(es)
                        • Oleci Pereira Frota
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Raysa Muriel Silva
                          Banca
                          • Adriano Menis Ferreira
                          • Alvaro Francisco Lopes de Sousa
                          • Marcos Antonio Ferreira Junior
                          • Oleci Pereira Frota
                          • Paula Regina de Souza Hermann
                          Resumo As hemoculturas constituem um dos mais importantes testes laboratoriais realizados para o diagnóstico de pacientes com quadros clínicos de bacteremia. A contaminação das amostras acarreta em utilização inapropriada de antibióticos e realização de exames laboratoriais adicionais, além de elevar o tempo de internação hospitalar, as taxas de morbimortalidade, o sofrimento do paciente e seus familiares e a demanda de recursos humanos e materiais. Na literatura não há consenso acerca da técnica mais adequada para a obtenção de amostras de hemocultura. Algumas organizações recomendam empiricamente o uso da técnica com luva estéril, mas isso nunca foi isoladamente testado por estudo científico. Assim, o objetivo deste estudo foi testar se a colheita de hemocultura com técnica estéril modificada reduz a taxa de contaminação das amostras de hemoculturas. O estudo foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, sob parecer nº 3.622.902. Foi conduzido um ensaio clínico randomizado duplo-cego para testar a hipótese alternativa de que o uso da técnica estéril modificada reduziria a taxa de contaminação das amostras de hemocultura quando comparada a técnica limpa. O estudo foi realizado na unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado. Foram incluídos pacientes com idade igual ou maior que 18 anos, com solicitação médica de colheita de hemocultura. Pacientes que apresentaram alguma contraindicação para a colheita de material biológico e aqueles cujos coletadores não conseguiram acesso vascular foram excluídos da pesquisa. Os pacientes foram alocados nos grupos estéril e limpo por randomização simples e de forma independente. Todo processamento microbiológico e emissão de resultados foi realizado por microbiologistas independentes e cegados aos protocolos do estudo. Para subsidiar a coleta de dados foi utilizado um instrumento de coleta estruturado. Duas amostras pareadas foram coletadas de sítios distintos de amostras de sangue (arterial ou venoso) para cultura, isolamento microbiano e teste de sensibilidade aos antimicrobianos. Todos os dados foram tabulados em uma planilha do Microsoft Excel®. Das 200 amostras de hemocultura coletadas, sete foram positivas (3,5%) e duas contaminadas (1%), uma para cada grupo de pesquisa, portanto, sem diferença estatística (p=1,00). Contudo, houve diferença estatística significativa entre os momentos baseline e intervenção (p=0,05), cujo risco relativo de contaminação com técnica limpa não padronizada foi 6,39 vezes maior quando comparada a intervenção, isto é, colheita com técnica estéril modificada e técnica limpa padronizada. Concluiu-se que ambas as técnicas de colheita de amostras de hemocultura são capazes de manter as taxas de contaminação abaixo do Benchmark de 3% internacionalmente aceito e que não foi evidenciado diferença nas taxas de contaminação entre as técnicas, o que comprova que mais importante do que a técnica estéril em si é o cuidado asséptico prestado na obtenção das amostras, a padronização do protocolo de colheita e a qualificação e calibração dos coletadores. Registrada previamente no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) com aceite BR- 44cs34.
                          GERENCIAMENTO DE RISCO DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS PELA ENFERMAGEM EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
                          Curso Mestrado em Enfermagem
                          Tipo Dissertação
                          Data 10/03/2021
                          Área ENFERMAGEM
                          Orientador(es)
                          • Oleci Pereira Frota
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Patricia Trindade Benites
                            Banca
                            • Alvaro Francisco Lopes de Sousa
                            • Daniele Alcalá Pompeo
                            • Marcos Antonio Ferreira Junior
                            • Maria de Fatima Meinberg Cheade
                            • Oleci Pereira Frota
                            Resumo As consequências dos erros com medicamentos potencialmente perigosos (MPP) confirmam a importância de um gerenciamento eficiente relativo à prescrição, dispensação e administração dessas drogas. Adicionalmente, o manuseio da terapia medicamentosa em unidades de terapia intensiva (UTI) é bastante complexo devido aos inúmeros fármacos utilizados. Objetivou-se analisar o gerenciamento de risco de MPP pela enfermagem em UTI. Trata-se de um estudo de corte transversal, analítico, de abordagem quantitativa, realizado com enfermeiros que atuavam em 11 UTI de dois hospitais, com uso de um instrumento validado e adaptado. O protocolo de pesquisa desse estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisas (parecer nº 4.228.156). Os dados foram coletados entre agosto e setembro de 2020, no local de trabalho dos profissionais. Os resultados apontaram que a maioria dos profissionais considera ter de bom a excelente nível de conhecimento sobre MPP (83,16%) e não recebeu treinamento sobre o tema no último ano (68,4%). Nenhum dos MPP foi reconhecido por 100% dos participantes como tal; oito dos MPP foram assinalados como utilizados por 90% dos enfermeiros e técnicos. Destes, a norepinefrina foi a mais indicada como utilizada (98,8%) e mais assinalada como MPP (97,6%). Dentre os medicamentos frequentemente utilizados nas UTI e não assinalados como MPP destacaram-se: Cloreto de sódio 20%, Tramadol, Lidocaína, Fosfato de potássio, nutrição parenteral total (NPP), Água estéril, Sulfato de magnésio, Cloreto de potássio e Soluções de diálise peritoneal/hemodiálise. Em relação as medidas de prevenção de danos para uso dos MPP, 70,65% dos profissionais admitiram a existência delas em sua unidade de trabalho. Profissionais com maior nível de conhecimento sobre MPP indicaram usar mais medidas de prevenção de danos (p=0,035). Apenas 16% dos profissionais indicaram realizar muitas vezes ou sempre a dupla checagem dos MPP e a verificação dos certos da terapia medicamentosa é realizada sempre por apenas 63% dos entrevistados. A maior parte dos respondentes (70%) informou que nunca recebeu programas de capacitação in loco. Sobre os obstáculos ao gerenciamento, o item mais apontado foi a prescrição médica confusa/incompleta (65%). Os resultados evidenciam que existem barreiras de segurança implementadas nas UTIs, porém, apresentam fragilidades, como a não realização da dupla checagem dos medicamentos e a verificação dos certos da terapia medicamentosa. Estes fatos demonstram a necessidade de barreiras de segurança a serem padronizadas e incorporadas pelas equipes de saúde para promover uma assistência segura e eficaz. Além disso, a falta de capacitação e treinamento dos profissionais aumentaram as chances destas barreiras não serem praticadas da forma correta e efetiva.
                            HIV/AIDS EM MATO GROSSO DO SUL: ANÁLISE DE TENDÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E SOBREVIDA DOS CASOS
                            Curso Mestrado em Enfermagem
                            Tipo Dissertação
                            Data 26/02/2021
                            Área ENFERMAGEM
                            Orientador(es)
                            • Elen Ferraz Teston
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Josiel Elisandro Werle
                              Banca
                              • Elen Ferraz Teston
                              • Gilmara Holanda da Cunha
                              • Marcos Antonio Ferreira Junior
                              • Oleci Pereira Frota
                              Resumo A pandemia do HIV/Aids expande-se de forma exponencial pelo mundo, apresenta-se mudanças constantes no perfil epidemiológico, gerando-se a necessidade de estudos que identifiquem e caracterizem os fatores que contribuem para sua prevenção e controle. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a tendência, a distribuição espacial e a sobrevida dos casos de HIV/Aids no estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo ecológico, analítico, realizado a partir das notificações dos casos de HIV/Aids, do estado de Mato Grosso do Sul, no período de 2009-2018. Os dados foram coletados em dezembro de 2019, a partir de um banco de dados disponibilizado pela Secretaria de Estado de Saúde. Posteriormente foram submetidos à análise estatística descritiva e analítica por meio da análise com aplicação dos testes de regressão polinomial e geoespacialização dos casos. Para análise de sobrevida utilizou-se do método de Kaplan-Meier e modelo de Cox para verificar existência de fatores associados. O projeto foi previamente submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFMS, sob parecer nº 3.789.678. Foram registradas na região de fronteira 734 notificações, quando 57,9% dos casos foram em homens e com maior incidência no biênio 2017-2018 em ambos os sexos. A tendência de crescimento das notificações apresentou-se com aceleração positiva nas cidades gêmeas (r2=0,91; p<0,001). Os maiores coeficientes de determinação foram observados em mulheres, na faixa etária de 35 a 49 anos (r2=0,98; p<0,001) e em homens de 15 a 19 anos (r2=0,96; p<0,002). No estado foram encontradas 9.157 notificações de HIV/Aids no período analisado, com aumento progressivo ao longo dos anos. A tendência total apresentou-se crescente para ambos os sexos (p<0,001, r2=0,94, ambos). O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal apresentou relação com o maior número de casos (Município de notificação p=0,01 e município de residência p=0,02), quando a maior concentração ocorreu nas cidades sedes das macrorregiões. Para análise de sobrevida foram consideradas 8.712 notificações, cuja faixa etária de 20-34 anos concentrou 44,84% dos registros, o sexo feminino e o uso de drogas injetáveis apresentaram maior risco de óbito. A epidemia de HIV/Aids está presente no estado de Mato Grosso do Sul, com avanço de novos casos com um processo de pauperização e feminização dos casos. No entanto, o aumento do tempo de vida após o diagnóstico demonstra uma melhoria em razão das intervenções realizadas junto a essa população. Espera-se que este estudo forneça subsídios para novas investigações que abordem a qualidade de vida e condições clínicas, assim como estratégias públicas de melhorias na atenção à saúde.
                              CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DE UM FLUXOGRAMA PARA A EXTRAÇÃO DE VÍTIMAS DE COLISÃO AUTOMOBILÍSTICA
                              Curso Mestrado em Enfermagem
                              Tipo Dissertação
                              Data 25/02/2021
                              Área ENFERMAGEM
                              Orientador(es)
                              • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Hamilton Marciano dos Santos Junior
                                Banca
                                • Bianca Cristina Ciccone Giacon Arruda
                                • Elen Ferraz Teston
                                • Keyla Cristiane do Nascimento
                                • Marcos Antonio Ferreira Junior
                                • Maria Célia Barcellos Dalri
                                • Viviane Euzébia Pereira Santos
                                Resumo As colisões e acidentes automobilísticos são a terceira causa de morte precoce no mundo. A assistência pré-hospitalar às vítimas desses acidentes é realizada pelas Equipes de Salvamento e Resgate dos Corpos de Bombeiros e Equipes de Saúde. Ela deve ser realizada por meio de uma abordagem sistematizada e integrada, e o emprego adequado de técnicas e dispositivos. Nesse sentido, o uso de prancha longa para remoção dessas vítimas, pela técnica de extração em ângulo zero (in line extrication), restringe o movimento da coluna e diminui a possibilidade de agravamento do quadro traumático em vítimas com potencial lesão de coluna vertebral. Assim, o desenvolvimento de uma ferramenta que possa ser utilizada pelas diferentes equipes e instituições, que realizam atendimento pré-hospitalar aos acidentes de trânsito com vítimas com potencial lesão de coluna vertebral, se torna importante. Desse modo, o objetivo deste estudo foi validar o conteúdo de um fluxograma para a extração de vítimas de colisão automobilística. Estudo metodológico descritivo, com abordagem mista, desenvolvido em três fases. Na primeira fase, uma Revisão de Escopo foi realizada nas bases eletrônicas de dados e na literatura cinzenta, no primeiro semestre de 2020, em diferentes idiomas, que abordavam técnicas de extração de vítimas de colisão automobilística encarceradas com potencial lesão de coluna vertebral. Na segunda fase, realizou-se um estudo descritivo exploratório, do tipo qualitativo, por meio de dois grupos focais com 18 bombeiros do município de Campo Grande – MS. E, por fim, na terceira fase, foi realizado a construção e validação do conteúdo, realizada por meio de um questionário com escala de Likert, seguido pelo modelo psicométrico de Pasquali adaptado para o estudo e a validação de conteúdo pela técnica Delphi. Realizaram-se duas rodadas da técnica Delphi (I e II). Para a análise dos dados utilizou-se s Índice de Validação de Confiança, o α de Cronbach e o α ordinal para a validação da consistência interna. Como resultados, um total de 33 estudos foram incluídos na Revisão de Escopo e, a partir de suas análises, foi possível identificar os tipos de extração e dispositivos descritos na literatura. A revisão de escopo permitiu observar a necessidade de implementar estratégias de uma prática baseada em evidência científica, e identificar lacunas de conhecimento sobre o tema, principalmente relacionados a efetividade do uso de técnicas de extração. A análise dos grupos focais indicou quais elementos devem compor a construção do fluxograma para extração de vítimas de colisão automobilística. Além disso, indicou fragilidade da prática baseada em evidências relacionada ao salvamento e resgate veicular. A média do Índice de Validação de Confiança (0,91) resultou em um instrumento de alta confiabilidade para novos instrumentos. As fases do Salvamento (Bombeiros Militares) e Resgate (Bombeiros Militares e/ou Equipes de Saúde) ocorrem, ao mesmo tempo para as duas equipes, de forma comum, sistematizada e sequencial sob a gestão do comandante do incidente. A partir do conteúdo validado pelos juízes especialistas, seguiu-se para a construção do fluxograma, produto desse estudo. Estudos futuros devem subsidiar a validação com aplicação prática do fluxograma apresentado, bem como sua utilização pelos profissionais que realizam o salvamento e resgate veicular no Brasil

                                Descritores: Acidentes de trânsito; Ferimentos e lesões; Transporte de pacientes; Serviços médicos de emergência; Estudo de validação; Enfermagem.
                                ANÁLISE CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICA DOS DOADORES EFETIVOS EM MORTE ENCEFÁLICA, DAS CAPTAÇÕES E PERDAS DE ÓRGÃOS E TECIDOS PARA TRANSPLANTES
                                Curso Mestrado em Enfermagem
                                Tipo Dissertação
                                Data 18/02/2021
                                Área ENFERMAGEM
                                Orientador(es)
                                • Marcos Antonio Ferreira Junior
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • FÁBIO ROGERIO RODRIGUES LEOCATES DE MORAES
                                  Banca
                                  • Giovanna Karinny Pereira Cruz
                                  • Isabelle Campos de Azevedo
                                  • Marcos Antonio Ferreira Junior
                                  • Oleci Pereira Frota
                                  • Viviane Euzébia Pereira Santos
                                  Resumo A doação e captação de órgãos e tecidos para transplantes consistem em processos complexos, que envolvem diversos sujeitos que vão desde o potencial doador, sua família, os profissionais de saúde e seus respectivos receptores, além dos próprios serviços de saúde. Essa pesquisa tem por objeto de estudo os doadores efetivos com análise das captações e perdas de órgãos e tecidos para transplantes. Objetivou-se analisar o perfil clínicoepidemiológico dos doadores efetivos por morte encefálica para transplantes, os órgãos e tecidos captados e as causas de perdas de captação. Trata de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, observacional, com delineamento transversal, individuado, descritivo e analítico. A amostra foi censitária, com inclusão de todos os sujeitos que preencheram critérios pré-estabelecidos, de ambos os sexos, sem limitação etária, independente da condição clínica indicadora para cadastro no Sistema Nacional de Transplantes. O protocolo de Pesquisa desse estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, sob parecer nº 3.831.282. Os dados foram coletados dos registros de prontuários da Central Estadual de Transplantes de janeiro a junho de 2020, referente a um recorte temporal de dez anos, de janeiro de 2010 a dezembro de 2019, por meio de um instrumento especificamente elaborado para fins desse estudo com base nos documentos já existentes nos serviços investigados. Os dados foram submetidos à análise estatística pela utilização do software Statistical Package for the Social Sciences, versão 25.0. Para descrição das variáveis e seus padrões de distribuição foram estabelecidas as frequências e medidas de tendência central e dispersão e para análise multivariada foram aplicadas medidas de magnitude de efeito e associação, de acordo com a natureza de cada variável em análise. Durante o período foram registrados 284 doadores efetivos de órgãos e tecidos em morte encefálica no estado de Mato Grosso do Sul, destes, 230 apresentaram registros completos das principais perdas. Ao final, 213 apontaram alguma ocorrência de perda de órgão e/ou tecido com sua respectiva causa. Prevaleceram doadores do sexo masculino (56,69%), com idade entre 41 a 60 anos (47,89%), pardos (52,30%) e que residiam na capital do estado (46,83%). Os doadores com idades mais jovens e sem comorbidades apresentaram maior predomínio na doação de coração e valvas cardíacas (p<0,001). Doadores com idade acima de 40 anos apresentaram menor prevalência na doação de pulmões (p<0,001). Com relação ao pâncreas, os doadores com idades acima de 40 anos (p<0,001) e com presença de comorbidades (p=0,004) apresentaram menor percentual de doação deste órgão. A mesorregião Pantanais apresentou maior prevalência de perdas de órgãos e tecidos (92,86%). As principais causas de perdas de órgãos e tecidos dos doadores efetivos foram: o descarte (44,27%), logística (30,21%), condição clínica (22,92%), gasometria incompatível (14,58%), infecção (10,94%), sem receptores compatíveis (8,85%), idade (8,83%), cross-match positivo (7,81%), entre outras causas. Espera-se que os resultados obtidos proporcionem a comunidade acadêmica, científica e profissional avaliar e acompanhar o funcionamento, a implantação e eficiência das ações propostas pela política de transplante em nível estadual, com melhorias e avanços para os pacientes que necessitam de tais serviços.
                                  TRADUÇÃO, ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DO Questionnaire Evaluating Primary Care Practitioners' confidence and knowledge in managing chronic kidney disease (QICKD-CCQ)
                                  Curso Mestrado em Enfermagem
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 21/12/2020
                                  Área ENFERMAGEM
                                  Orientador(es)
                                  • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Andyara Thalissa Forin Paes
                                    Banca
                                    • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                    • Leandro Sauer
                                    • Marcos Antonio Ferreira Junior
                                    • Weverton Machado Luchi
                                    Resumo
                                    PERCEPÇÃO DE CUIDADORES QUANTO A DESOSPITALIZAÇÃO PARA O SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR
                                    Curso Mestrado em Enfermagem
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 18/09/2020
                                    Área ENFERMAGEM
                                    Orientador(es)
                                    • Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • SANDRA LETÍCIA SOUZA SOARES JUNQUEIRA
                                      Banca
                                      • Beatriz Maria Jorge
                                      • Carlos Leonardo Figueiredo Cunha
                                      • Elen Ferraz Teston
                                      • Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
                                      Resumo
                                      A EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL E AS CONTRIBUIÇÕES PARA O ESTUDANTE: ANÁLISE A PARTIR DO PETSAÚDE/INTERPROFISSIONALIDADE
                                      Curso Mestrado em Enfermagem
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 30/06/2020
                                      Área ENFERMAGEM
                                      Orientador(es)
                                      • Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
                                      Coorientador(es)
                                      • Elen Ferraz Teston
                                      Orientando(s)
                                      • Desirée Pires Diniz
                                      Banca
                                      • Beatriz Maria Jorge
                                      • Fernando Pierette Ferrari
                                      • José Rodrigues Freire Filho
                                      • Rodrigo Guimaraes dos Santos Almeida
                                      Resumo
                                      CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO E SEMÂNTICA DA ESCALA DE PERCEPÇÃO DE AUTOEFICÁCIA DA FAMÍLIA NO CUIDADO DOMICILIAR DA CRIANÇA EM DIÁLISE PERITONEAL
                                      Curso Mestrado em Enfermagem
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 04/06/2020
                                      Área ENFERMAGEM
                                      Orientador(es)
                                      • Maria Angelica Marcheti
                                      Coorientador(es)
                                      • Myriam Aparecida Mandetta
                                      Orientando(s)
                                      • LIGIA SIMÕES FERREIRA
                                      Banca
                                      • Adriana Maria Duarte
                                      • Elen Ferraz Teston
                                      • Maria Angelica Marcheti
                                      • Maria do Ceu Aguiar Barbieri Figueiredo
                                      • Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro
                                      Resumo O cotidiano da criança em diálise peritoneal é marcado por internações, uso de cateteres,
                                      controle de dietas, administração de medicamentos e demanda exaustiva de cuidados,
                                      exigindo participação, envolvimento, disponibilidade e habilidades da família para manejar o
                                      cuidado da criança com essa condição crônica no domicílio. Questiona-se como a família
                                      percebe sua autoeficácia, considerando que essa percepção é fundamental para conhecer os
                                      esforços da família no cumprimento da tarefa designada e a perseverança frente às situações
                                      difíceis. Na literatura não há disponível uma escala que permita identificar a percepção da
                                      autoeficácia da família nessa situação. Objetivo. Realizar as validações de conteúdo e de
                                      semântica de um instrumento de medida da percepção de autoeficácia da família para o
                                      cuidado da criança em diálise peritoneal no domicílio. Método. Estudo metodológico que
                                      adotou o modelo proposto por Pasquali para guiar a construção e validação do instrumento. A
                                      Teoria de Autoeficácia de Bandura foi o referencial teórico que fundamentou a construção da
                                      escala. O polo denominado procedimentos teóricos foi conduzido em três etapas: (a) definição
                                      do construto por meio de revisão da literatura e estudo de campo; (b) validação de conteúdo; e
                                      (c) validação semântica. Ficaram estabelecidos o percentual de concordância interjuízes de
                                      80%, o Índice de Validade de Conteúdo de 0,8 e o Índice Kappa do instrumento. O estudo foi
                                      realizado no ambulatório de nefropediatria de um hospital universitário após aprovação no
                                      Comitê de Ética e Pesquisa da UFMS. Resultados. A proposição dos itens da escala foi
                                      subsidiada pela síntese analítica das categorias identificadas na scoping review e no estudo de
                                      campo com famílias de crianças em diálise peritoneal no domicílio. Da validação de conteúdo
                                      realizada por cinco especialistas na área do conceito, por meio de técnica Delphi, obteve-se
                                      Índice de Validade de Conteúdo de 0,84 após três rodadas e Kappa total de 0,70,
                                      demonstrando boa concordância entre os profissionais. Da validação semântica participaram
                                      cinco famílias de criança em tratamento dialítico no domicílio; após duas rodadas, verificouse concordância de 100%, com relatos de boa compreensibilidade dos itens. A escala
                                      construída contém 26 itens que exploram a percepção da eficácia coletiva da família nesse
                                      contexto de cuidado. As respostas são em escala com graduação de zero a 100, distribuídas ao
                                      longo de um continuum entre nenhuma confiança, moderada confiança e muita confiança.
                                      Conclusão. O instrumento de medida construído é uma ferramenta para identificar a
                                      percepção da eficácia coletiva da família, isto é, os comportamentos de cuidado que ela se
                                      sente capaz de realizar para dar conta das demandas da criança e da família no domicílio
                                      diante das dificuldades. Poderá ser útil ao enfermeiro na identificação das forças e
                                      vulnerabilidades da família e no planejamento de ações conjuntas com a família, contribuindo
                                      para melhores práticas de cuidado. Recomenda-se dar continuidade no desenvolvimento da
                                      escala com a condução dos polos empírico e analítico para a realização dos testes
                                      psicométricos.
                                      Palavras-chave: Doença Renal Crônica; Criança; Família; Relações Familiares,
                                      Autoeficácia, Enfermagem Pediátrica
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