Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias

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TRABALHO Ações
"HESITAÇÃO À VACINA DE COVID-19 NA POPULAÇÃO COM EPILEPSIA: REVISÃO SISTEMÁTICA ATUALIZADA COM META-ANÁLISE"
Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
Tipo Tese
Data 21/08/2026
Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
Orientador(es)
  • Antonio José Grande
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Iris Bucker Froes
    Banca
      Resumo
      "HESITAÇÃO À VACINA DE COVID-19 NA POPULAÇÃO COM EPILEPSIA: REVISÃO SISTEMÁTICA ATUALIZADA COM META-ANÁLISE"
      Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
      Tipo Tese
      Data 21/08/2026
      Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
      Orientador(es)
      • Anamaria Mello Miranda Paniago
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • EVELIN JAQUELINE LIMA DOS SANTOS
        Banca
          Resumo
          AVALIAÇÃO DE NOVAS ESTRATÉGIAS DE BUSCA ATIVA DE TUBERCULOSE EM PRISÕES DO MATO GROSSO DO SUL
          Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
          Tipo Tese
          Data 06/08/2026
          Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
          Orientador(es)
          • Julio Henrique Rosa Croda
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • José Victor Bortolotto Bampi
            Banca
              Resumo
              "DESENVOLVIMENTO DE ENSAIO LABORATORIAL PARA AVALIAÇÃO DA IMUNIDADE CELULAR EM PACIENTES COM PARACOCCIDIOIDOMICOSE"
              Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
              Tipo Tese
              Data 30/06/2026
              Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
              Orientador(es)
              • James Venturini
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • CRISTINA SOUZA
                Banca
                  Resumo
                  CORTISOL SALIVAR PARA DIAGNÓSTICO DE INSUFICIÊNCIA ADRENAL EM PACIENTES CRITICAMENTE ENFERMOS COM SEPSE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE TESTE DIAGNÓSTICO
                  Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                  Tipo Tese
                  Data 26/06/2026
                  Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                  Orientador(es)
                    Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                      Banca
                        Resumo
                        CORTISOL SALIVAR PARA DIAGNÓSTICO DE INSUFICIÊNCIA ADRENAL EM PACIENTES CRITICAMENTE ENFERMOS COM SEPSE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE TESTE DIAGNÓSTICO
                        Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                        Tipo Tese
                        Data 26/06/2026
                        Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                        Orientador(es)
                        • Antonio José Grande
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • RENATO BICHAT PINTO DE ARRUDA
                          Banca
                            Resumo
                            ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E MOLECULAR DA INFECÇÃO PELO HTLV-1/2 EM DIFERENTES GRUPOS POPULACIONAIS
                            Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                            Tipo Tese
                            Data 10/06/2026
                            Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                            Orientador(es)
                            • Ana Rita Coimbra Motta de Castro
                            Coorientador(es)
                            • Larissa Melo Bandeira
                            Orientando(s)
                            • Carolina Amianti
                            Banca
                            • Ana Rita Coimbra Motta de Castro
                            • Antonio Carlos Rosário Vallinoto
                            • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                            Resumo
                            ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E MOLECULAR DA INFECÇÃO PELO HTLV-1/2 EM DIFERENTES GRUPOS POPULACIONAIS"
                            Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                            Tipo Tese
                            Data 10/06/2026
                            Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                            Orientador(es)
                              Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                                Banca
                                  Resumo
                                  ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E MOLECULAR DA INFECÇÃO PELO HTLV-1/2 EM DIFERENTES GRUPOS POPULACIONAIS"
                                  Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                  Tipo Tese
                                  Data 10/06/2026
                                  Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                  Orientador(es)
                                    Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                      Banca
                                        Resumo
                                        "IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR E PERFIL DE SENSIBILIDADE A COMPOSTOS AZÓLICOS EM ISOLADOS DE Aspergillus spp. DE SOLOS DO PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE",
                                        Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                        Tipo Tese
                                        Data 31/03/2026
                                        Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                        Orientador(es)
                                        • Marcia de Souza Carvalho Melhem
                                        Coorientador(es)
                                        • Adriana de Oliveira Franca
                                        Orientando(s)
                                        • FRANCINE DE SALES DORNELES
                                        Banca
                                          Resumo
                                          Diversidade genética e mecanismos de resistência antifúngica em isolados clínicos e ambientais de Aspergillusfumigatus
                                          Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                          Tipo Tese
                                          Data 11/12/2025
                                          Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                          Orientador(es)
                                          • Marcia de Souza Carvalho Melhem
                                          Coorientador(es)
                                          • Wellington Santos Fava
                                          Orientando(s)
                                          • Dality Keffelen de Barros Rodrigues
                                          Banca
                                          • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                          • Bárbara Casella Amorim
                                          • James Venturini
                                          • Marcia de Souza Carvalho Melhem
                                          • Maria da Gloria Souza Stafocker
                                          Resumo A aspergilose é um grupo de doenças oportunísticas decorrente da inalação de conídios de fungos do gênero Aspergillus. O manejo terapêutico constitui um desafio, tanto em virtude das limitações diagnósticas quanto pelo surgimento de isolados resistentes aos antifúngicos triazólicos, frequentemente, associado ao uso prolongado destes em pacientes hospitalizados. Ademais, há relatos de isolados resistentes que infectaram pacientes sem histórico prévio de tratamento, sugerindo a aquisição da resistência no ambiente, decorrente da exposição excessiva do fungo a pesticidas triazólicos empregados na agricultura. Agravando esse cenário, existem poucos estudos acerca da epidemiologia da resistência na América do Sul, sendo o Brasil um país de expressiva atividade agrícola, com destaque para o estado de Mato Grosso do Sul (MS). Este estudo teve por objetivos analisar a frequência de isolados resistentes, clínicos e ambientais, de Aspergillus spp. no MS, investigar mutações no gene cyp51A, compreender a influência de algumas das mutações no fenótipo de resistência e determinar a similaridade genética dos isolados de A. fumigatus resistentes. Entre 2022 e 2024, foram recuperados, 86 isolados clínicos e 67 isolados do ar atmosférico de Aspergillus spp. A identificação molecular das espécies foi realizada através do sequenciamento dos genes β-tubulina e calmodulina. A delimitação das espécies foi baseada na monofilia dos clados obtidos nas análises filogenéticas. Os testes de sensibilidade antifúngica foram conduzidos por microdiluição em caldo, seguindo o método EUCAST E. DEF 9.3.2, para determinação da concentração inibitória mínima (CIM). O sequenciamento do gene cyp51A foi realizado em isolados de A. fumigatus resistentes. A genotipagem de microssatélites foi empregada para avaliar a relação genética entre os isolados resistentes. Experimentos de CRISPR-Cas9 foram realizados para investigar a contribuição das mutações no fenótipo de resistência. Dos 84 isolados de A. fumigatus, 7 apresentaram valores de CIM acima dos pontos de corte, indicando resistência. Destes, um isolado clínico (CMMS 154), com mutação G138S, foi resistente a voriconazol (4 mg/L) e itraconazol (> 16 mg/L) e um isolado ambiental (CMMS 321), mutante G54A, foi resistente a posaconazol (8 mg/L) e itraconazol (> 16 mg/L). Outros cinco isolados ambientais (CMMS 340 a 344), resistentes apenas ao agroquímico tebuconazol, apresentaram a mutação não silenciosa M172V, além de quatro mutações silenciosas e a análise de microssatélites indicou que eles pertencem ao mesmo grupo genético. Os isolados CMMS 154 e CMMS 321 agruparam-se, distintamente, próximos a isolados selvagens. A validação das mutações M172V e das mutações silenciosas demonstrou que contribuem, parcialmente, para a redução da sensibilidade ao tebuconazol, mas não são o único mecanismo de resistência envolvido. Os resultados sugerem a possível circulação e expansão de isolados ambientais sob pressão seletiva de azóis agrícolas em uma importante região agroindustrial do Centro-Oeste brasileiro. Além disso, foi evidenciado a disseminação silenciosa de diferentes genótipos ambientais resistentes, em áreas urbanas e rurais, reforçando a necessidade de monitoramento genômico dos agentes da aspergilose na América do Sul.
                                          SÍFILIS GESTACIONAL E CONGÊNITA EM CAMPO GRANDE: AVALIAÇÃO DA COMPETÊNCIA MOTORA EM CRIANÇAS NASCIDAS NO PERÍODO DE DESABASTECIMENTO DE PENICILINA E MONITORAMENTO DA INCIDÊNCIA DA DOENÇA DURANTE EVENTOS DE IMPORTÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA
                                          Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                          Tipo Tese
                                          Data 28/11/2025
                                          Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                          Orientador(es)
                                          • Everton Falcao de Oliveira
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Caroliny Oviedo Fernandes Reis
                                            Banca
                                            • Ana Lucia Lyrio de Oliveira
                                            • Carlos Dornels Freire de Souza
                                            • Enny Santos da Paixão
                                            • Everton Falcao de Oliveira
                                            • MEYENE DUQUE WEBER
                                            Resumo
                                            TUBERCULOSE ASSINTOMÁTICA E SEU POTENCIAL DE TRANSMISSÃO EM PRISÕES
                                            Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                            Tipo Tese
                                            Data 28/11/2025
                                            Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                            Orientador(es)
                                            • Julio Henrique Rosa Croda
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Wanessa da Silva Peres Bezerra
                                              Banca
                                              • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                                              • Julio Henrique Rosa Croda
                                              • Mauricio Antonio Pompilio
                                              • Paulo Cesar Pereira dos Santos
                                              • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                              Resumo Introdução: A tuberculose (TB) permanece como um dos principais desafios de saúde pública, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade, como o sistema prisional brasileiro. A forma assintomática da TB, definida como doença ativa microbiologicamente confirmada na ausência de sintomas clínicos, representa um estado pouco explorado, mas potencialmente relevante para a transmissão, sobretudo em ambientes com alta densidade habitacional e com limitada capacidade diagnóstica.
                                              Objetivo: Investigar a contribuição dos sintomas da TB para a infecciosidade nas prisões, com ênfase na prevalência e no risco de transmissão associado a casos assintomáticos em prisões brasileiras de alta carga da doença.
                                              Materiais e Métodos: Foi realizado estudo observacional em unidades prisionais do Mato Grosso do Sul, com triagem ativa de 7.641 pessoas privadas de liberdade. Casos de TB foram classificados em sintomáticos e assintomáticos. Contatos de cela foram submetidos ao QuantiFERON-TB Gold Plus (QFT) para estimar a infecção por Mycobacterium tuberculosis. Foram calculadas razões de chances ajustadas (aOR) para positividade do QFT, considerando fatores individuais e contextuais.
                                              Resultados: Foram triadas um total de 7641 pessoas, identificando-se 290 casos de TB ativa (prevalência: 3,8%), dos quais aproximadamente dois terços não apresentavam sintomas no momento da triagem. Após exclusões, 686 contatos foram incluídos na análise: 132 expostos a 42 casos sintomáticos, 224 expostos a 52 casos assintomáticos e 330 sem exposição recente na mesma cela. A probabilidade de positividade no QFT foi maior entre contatos de casos sintomáticos (aOR 2,50; IC95%Cr 1,51–4,16) e assintomáticos (aOR 1,61; IC95%Cr 1,06–2,45), em comparação com indivíduos não expostos. Não foi observada diferença significativa entre contatos de casos sintomáticos e assintomáticos (aOR 1,56; IC95% Cr 0,92–2,63). Maior tempo de encarceramento e maior lotação das celas mostraram-se fatores independentes associados à positividade do QFT.
                                              Conclusão: A elevada prevalência de TB assintomática e a associação com infecção em contatos reforçam que indivíduos sem sintomas também desempenham papel relevante na cadeia de transmissão em prisões. Esses achados evidenciam a necessidade de estratégias de rastreamento sistemático e contínuo, independentemente da presença de sintomas, para acelerar o diagnóstico e reduzir a transmissão em contextos de alta carga de TB.
                                              PREVALÊNCIA E EVOLUÇÃO DE MICOSES PULMONARES E SISTÊMICAS EM PACIENTES COM AIDS E IMUNOSSUPRESSÃO GRAVE EM MATO GROSSO DO SUL
                                              Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                              Tipo Tese
                                              Data 26/11/2025
                                              Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                              Orientador(es)
                                              • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • Leilane Souza Prado Tair
                                                Banca
                                                • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                • Angelita Fernandes Druzian
                                                • Claudia Elizabeth Volpe Chaves
                                                • Oleci Pereira Frota
                                                • URSULLA VILELLA ANDRADE
                                                Resumo As doenças fúngicas pulmonares e sistêmicas constituem um importante problema de saúde pública, especialmente em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) em estágios avançados de imunossupressão. Essas infecções apresentam elevada morbimortalidade, uma vez que são frequentemente diagnosticadas e tratadas de forma tardia ou inadequada. Isso decorre das manifestações clínicas inespecíficas, da indisponibilidade de métodos diagnósticos acurados e acesso limitado a antifúngicos de primeira linha. Este estudo investigou a frequência e a evolução clínica de criptococose, histoplasmose, pneumocistose (PCP), aspergilose pulmonar crônica (APC) e paracoccidioidomicose (PCM) em uma coorte de 232 pacientes com AIDS e contagem de CD4⁺ ≤ 200 células/mm³ atendidos em hospital de referência em Mato Grosso do Sul. A amostra foi composta majoritariamente por homens (68,5%) e pessoas autodeclaradas pardas ou pretas (74,6%). Quase a metade, tinham, com baixa escolaridade (42,6%) e renda mensal igual ou inferior a um salário mínimo (48,8%), evidenciando vulnerabilidade social importante. A mediana da contagem de células CD4⁺ foi de 59,5 células/mm³ e a carga viral mediana foi de 4,56 log/mL, refletindo diagnóstico tardio e/ou falha imunológica e virológica. A mortalidade global em seis meses foi de 15,9%, concentrada nas primeiras semanas após a admissão, e observou-se baixa taxa de recuperação imunológica entre os sobreviventes. A criptococose foi diagnosticada em 35 pacientes (15,1%), com taxa de mortalidade de 20%. Cefaleia (p=0,001), desorientação (p=0,003) e diplopia (p=0,002) foram manifestações associadas à sua ocorrência. A PCP apresentou prevalência de 9,5% e mortalidade de 22,7%, sendo diagnosticada exclusivamente por critérios clínico-radiológicos e em pacientes com diagnóstico recente de HIV. As manifestações clínicas predominantes foram tosse e dispneia (p
                                                POTENCIAL BIOATIVO DE ESPÉCIES DO CERRADO FRENTE A DIFERENTES MICRORGANISMOS E REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE OS MECANISMOS DE AÇÃO DE TERPENOS SOBRE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
                                                Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                Tipo Tese
                                                Data 07/11/2025
                                                Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                Orientador(es)
                                                • Marilene Rodrigues Chang
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Daniele Cristina Vitorelli Venancio
                                                  Banca
                                                  • Kelly Mari Pires de Oliveira
                                                  • Marilene Rodrigues Chang
                                                  • Rosemary Matias
                                                  • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                                  • Wellington Santos Fava
                                                  Resumo A resistência antimicrobiana constitui um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, com destaque para Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), patógeno associado a elevadas taxas de morbimortalidade. Nesse cenário, produtos naturais emergem como fontes promissoras de moléculas bioativas. Esta tese foi desenvolvida em três eixos complementares. No primeiro, realizou-se uma triagem preliminar com extratos etanólicos de cinco espécies do Cerrado (Equisetum piramidale, Porophyllum ruderale, Smilax fluminensis, Pouteria ramiflora e Tapirira obtusa). Esses extratos foram avaliados frente a microrganismos de relevância clínica (Candida albicans, C. parapsilosis, C. krusei, C. glabrata, MRSA e Klebsiella pneumoniae). Também foram conduzidos ensaios de atividade antioxidante e antiproliferativa em linhagens tumorais humana. A análise fitoquímica revelou compostos fenólicos, flavonoides, esteroides, taninos e saponinas em todos os extratos. A atividade antioxidante foi superior a 50%, com destaque para T. obtusa. Na atividade antimicrobiana, S. fluminensis demonstrou efeito fungicida sobre C. glabrata (CIM = 500 μg/mL), enquanto T. obtusa apresentou atividade antibacteriana contra MRSA (CIM = 1000 μg/mL). O extrato de T. obtusa também exibiu atividade antiproliferativa sobre a linhagem renal 786-0, alta seletividade (IS = 24,61) e ausência de toxicidade em células não tumorais. No segundo eixo, investigou-se de forma aprofundada o extrato etanólico de T. obtusa, coletado no Cerrado (MS, Brasil). O extrato foi caracterizado quimicamente e submetido a ensaios de atividade antioxidante, antimicrobiana, antibiofilme, citotóxica e mutagênica. A análise química inferiu a presença de alcamidas, alkanolamidas, fenóis alquílicos e ácidos anacárdicos. O extrato demonstrou atividade antioxidante (IC₅₀ = 29,56 μg/mL). A atividade antimicrobiana foi avaliada frente a 20 isolados clínicos de S. aureus (10 MSSA, 10 MRSA), com concentrações inibitórias mínimas (CIM) variando entre
                                                  PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO POR HPV DE ALTO RISCO ONCOGÊNICO E LESÕES CERVICAIS EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
                                                  Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                  Tipo Tese
                                                  Data 29/10/2025
                                                  Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                  Orientador(es)
                                                  • Ines Aparecida Tozetti
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Elaine Regina Prudencio Hipólito da Silva
                                                    Banca
                                                    • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                    • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                                                    • Aron Carlos de Melo Cotrim
                                                    • Ines Aparecida Tozetti
                                                    • Marco Antonio Moreira Puga
                                                    Resumo O Papilomavírus humano (HPV) é um agente sexualmente transmissível de ocorrência mundial. O HPV tem como sua principal forma de transmissão a via sexual, porém não a única, ele pode ser adquirido por meio do contato direto entre pele e pele, pele e mucosa, mucosa e mucosa. Existem mais de 400 tipos identificados, sendo que apenas alguns tipos podem infectar o trato anogenital. São classificados conforme seu potencial oncogênico em baixo risco (low risk- LR-HPV) e alto risco (high risk- HR-HPV). A persistência da infecção pelos tipos de HR-HPV é a principal causa do desenvolvimento de lesões cervicais que podem evoluir para o câncer do colo do útero (CCU), desde que essa persistência esteja associada a outros fatores de risco biológico, social e comportamental. O CCU é uma doença de lenta progressão, o que permite seu rastreamento e diagnóstico precoce. As mulheres privadas de liberdade apresentam uma elevada vulnerabilidade às infecções pelo HPV, consequentemente o desenvolvimento do CCU. A pesquisa teve por objetivo analisar a prevalência de infecção por HPV de alto risco oncogênico e lesões cervicais em mulheres privadas de liberdade. Trata-se de um estudo de corte transversal, de abordagem quantitativa, conduzido entre outubro e novembro de 2023 nos Estabelecimentos Penais Femininos de Regime Fechado de Campo Grande e Três Lagoas, no estado de Mato Grosso do Sul. Foram entrevistadas 141 mulheres privadas de liberdade, que após foram submetidas à coleta de amostras de células cervicais. As amostras coletadas para análise por citologia em base líquida foram processadas no equipamento TPK-Fênix (Kolplast®), e a detecção e genotipagem do DNA HPV foram analisadas, utilizando o Cobas HPV test® (Roche Molecular Systems, Inc., Branchburg, NJ). Os dados foram armazenados na plataforma REDCap (Research Electronic Data Capture) e posteriormente exportados para análise estatística no software R (versão 4.4.0). Foram realizadas análises descritivas das variáveis categóricas e contínuas, com apresentação das frequências absolutas e relativas, as associações entre as variáveis foram avaliadas por meio dos testes do Qui-quadrado ou Teste exato de Fisher, conforme os critérios de aplicabilidade, considerando-se significância estatística para p < 0,05. Os resultados foram expressos em Odds Ratio (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC 95%). A taxa de prevalência de achados citológicos foi de 44,7% (IC 95%: 36,5% – 52,9%) e da infecção por HR-HPV encontrada foi de 23,4% (IC 95%: 16,4% – 30,4%). A presença de outros microorganismos (OR= 3,16; IC 95%: 1,22 – 8,11), e a positividade para HR-HPV (OR= 5,03; IC 95%: 3,68 – 8,82), foram variáveis independentemente associadas aos achados citológicos. Evidenciando que mulheres privadas de liberdade apresentam uma prevalência aumentada da infecção por HR-HPV e de lesões cervicais, especialmente quando comparadas às mulheres livres. Considerando o perfil epidemiológico distinto dessa população, elas são mais suscetíveis à infecção por HPV de alto risco (HR-HPV) e aos desfechos a ela relacionados. Assim sendo, ficou evidente que o aprimoramento e implementação de medidas direcionadas ao rastreamento, prevenção, tratamento e seguimento devem ser adotadas com vistas à diminuição da prevalência e consequências da infecção pelos HR-HPV.
                                                    AVALIAÇÃO DO EFEITO DA VACINAÇÃO COM BCG, NA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO POR MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS, EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE ADULTOS NO BRASIL
                                                    Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                    Tipo Tese
                                                    Data 03/09/2025
                                                    Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                    Orientador(es)
                                                    • Julio Henrique Rosa Croda
                                                    Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                      • Paulo Cesar Pereira dos Santos
                                                      Banca
                                                      • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                      • ANDREA DA SILVA SANTOS
                                                      • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                                                      • Julio Henrique Rosa Croda
                                                      • Karla Regina Warszawski de Oliveira
                                                      Resumo A vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG) é atualmente a única vacina licenciada para a tuberculose (TB), oferecendo proteção comprovada contra as formas graves da doença na infância. Além disso, a BCG é capaz de induzir memória imunológica na imunidade inata, conhecida como imunidade treinada, que pode contribuir não apenas para a redução do risco de adoecimento por Mycobacterium tuberculosis, mas também para a prevenção da própria infecção. No entanto, sua eficácia em adultos permanece incerta e apresenta considerável variabilidade entre diferentes populações. Os profissionais de saúde apresentam maior risco de infecção por Mtb devido ao contato com os doentes, estando mais expostos à doença. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia da resposta protetora da vacinação com BCG, contra a infecção por Mycobacterium tuberculosis, em profissionais de saúde adultos em três cidades brasileiras. Este estudo é derivado de um ensaio clínico randomizado e controlado, o estudo BRACE (NCT04327206). O estudo incluiu profissionais de saúde com mais de 18 anos de três localidades no Brasil: Manaus/AM, Campo Grande/MS e Rio de Janeiro/RJ, independentemente da vacinação prévia com BCG. Os participantes elegíveis foram randomizados em uma proporção de 1:1 para receber a vacina BCG ou placebo. O teste QuantiFERON-TB Gold Plus (QFT) foi utilizado para avaliar a infeção por TB antes da intervenção e no 12º mês pós vacinação. O desfecho primário foi a conversão do QFT (≥0,35 IU/mL) até 12 meses após a vacinação com BCG ou placebo, em participantes QFT negativos no início do estudo. O desfecho secundário foi a conversão sustentada (dois resultados positivos consecutivos), com intervalo mínimo de 6 meses, entre indivíduos com QFT negativo na inclusão. Análises exploratórias adicionais incluíram o uso de limiares alternativos para conversão do QFT (≥0,7; ≥2,0; e ≥4,0 IU/mL) e conversão até 12 meses em indivíduos com valor inicial de QFT ≤0,2 IU/mL. Entre outubro de 2020 e abril de 2021, um total de 1.985 participantes foram incluídos no estudo, 996 indivíduos (50,2%) do grupo BCG e 989 (49,8%) do grupo placebo. Dos participantes, 1.475 (74,3%) eram mulheres, com idade média de 39 anos (intervalo interquartil: 32-47). Durante o primeiro ano, 34 (3,4%) de 996 participantes do grupo BCG apresentaram conversão inicial do QFT, em comparação com 32 (3,2%) de 989 no grupo placebo (razão de risco [RR]: 1,09; p=0,791). Dentre os que apresentaram conversão do QFT no período de 12 meses, 49 realizaram um teste subsequente. No grupo BCG, 15 (1,5%) apresentaram conversão sustentada, contra 19 (1,9%) dos 989 do grupo placebo (RR: 0,80; p=0,510). Utilizando um limiar de 0,7 UI/mL ou mais, ocorreram conversões em 15 (1,5%) BCG e 13 (1,3%) participantes do grupo placebo (RR: 1,15; p=0,713). Com um limiar de 2,0 UI/mL ou mais, foram registadas 6 (0,6%) conversões de BCG e 5 (0,5%) de placebo (RR: 1,18; p=0,788). Entre aqueles com QFT basal de 0,2 UI/mL, a conversão a 0,35 UI/mL ocorreu em 22 (2,3%) participantes do grupo BCG e 23 (2,4%) participantes do grupo placebo (RR: 0,96; p=0,903). A vacinação com BCG não reduziu o risco de conversão inicial e sustentada do QFT entre os profissionais de saúde, mesmo com a aplicação de limiares alternativos, que não mostraram diferenças significativas. Esses resultados reforçam a falta de evidências quanto à eficácia da revacinação com BCG em adultos para a prevenção da TB, e, desta forma, não justificam seu uso para esse fim.
                                                      SÍFILIS EM USUÁRIOS DA PROFILAXIA PRÉ EXPOSIÇÃO AO HIV NO MATO GROSSO DO SUL, 2018-2023
                                                      Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                      Tipo Tese
                                                      Data 25/07/2025
                                                      Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                      Orientador(es)
                                                      • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • Danielle Galindo Martins Tebet
                                                        Banca
                                                        • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                        • Ana Rita Coimbra Motta de Castro
                                                        • Danila Fernanda Rodrigues Frias
                                                        • Grazielli Rocha de Rezende
                                                        • James Venturini
                                                        • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                                        Resumo Introdução: A sífilis é um grave problema de saúde pública global que afeta a população em geral. O uso da Profilaxia Pré Exposição ao HIV (PrEP) também é indicada para pessoas que apresentem risco acrescido de aquisição de IST. Nesse sentido a incidência de sífilis em usuários da PrEP é um importante indicativo de que os métodos de prevenção das IST precisam ser reforçados nessa população. Objetivo: Estudar os aspectos epidemiológicos da sífilis adquirida em pessoas que fazem uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) em Mato Grosso do Sul, entre os anos de 2018 e 2023. Método: O presente estudo é transversal, descritivo, retrospectivo e utilizou dados secundários do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN/ DATASUS) de sífilis adquirida e dos usuários de PrEP no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) do Mato Grosso do Sul. Foi realizado um linkage probabilístico de base de dados do SINAN e dos usuários de PrEP do SICLOM no período de 2018 a 2023. Foi realizada análise de incidência e identificados os fatores associados dos casos de sífilis adquirida nos usuários de PrEP e uma análise de regressão linear para analisar a associação entre o número de pessoas em uso de profilaxia pré-exposição (PrEP) e os casos de sífilis adquirida. Resultados: Foi observada uma incidência de sífilis de 14,5%(IC 95%:6,8-17,5) entre os usuários de PrEP no Mato Grosso do Sul, com os usuários apresentando pelo menos um episódio de sífilis adquirida ativa durante o uso da profilaxia. A média de idade dos usuários foi de 31,6 anos (DP±9.1), com 54% na faixa etária de 26 a 40 anos. A maioria dos usuários de PrEP com sífilis eram homens cisgênero (85,5%), brancos (48,2%), com 12 ou mais anos de estudo (66,7%) e residentes da zona urbana (94,1%). A análise dos fatores associados mostrou que mulheres transsexuais/travestis [ORa 4,95 (IC95%: 2.80-8.78)], homossexuais/gays/lésbicas [ORa 3,19 (IC95%: 1.91-5.31)] e bissexuais [ORa 3,35 (IC95%: 1.95-5.76)] apresentaram maiores chances de infecção por sífilis. A idade superior a 41 anos conferiu um fator de proteção contra a sífilis [ORa 0,06 (IC95%: 0.03-0.99)]. O modelo de regressão linear apresentou associação negativa e significativa com os casos de sífilis adquirida (β = -2,34; p < 0,001), sugerindo que o número de casos de sífilis tende a aumentar quando o número de pessoas em uso de PrEP diminui. Conclusão: A incidência de sífilis entre usuários de PrEP em Mato Grosso do Sul revela a vulnerabilidade dessa população e a necessidade de ações específicas. Grupos como mulheres trans/travestis, homossexuais, gays, lésbicas e bissexuais apresentaram maior risco. Estratégias combinadas de prevenção e ampliação do acesso à PrEP são fundamentais.
                                                        PALAVRAS CHAVES: Sífilis, Profilaxia Pré Exposição ao HIV, PrEP, fatores associados.
                                                        ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO DOS GENES DO INFLAMASSOMA NA COVID-19
                                                        Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                        Tipo Tese
                                                        Data 28/05/2025
                                                        Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                        Orientador(es)
                                                        • James Venturini
                                                        Coorientador(es)
                                                          Orientando(s)
                                                          • Leandro Martin Paulino
                                                          Banca
                                                          • Alda Maria Teixeira Ferreira
                                                          • Amanda Ribeiro dos Santos
                                                          • Ana Rita Coimbra Motta de Castro
                                                          • Débora de Fátima Almeida
                                                          • James Venturini
                                                          Resumo A Covid-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, apresenta ampla heterogeneidade clínica, com manifestações que variam desde infecções assintomáticas até síndromes respiratórias graves, que estão entre as principais causas de complicações severas e óbitos relacionados à doença. A gravidade está fortemente associada à desregulação da resposta imune, em especial à hipersecreção de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1β e IL-18. Nesse contexto, o inflamassoma NLRP3, ativado durante a infecção viral, desempenha um papel central ao induzir a liberação dessas citocinas, promovendo uma inflamação exacerbada e contribuindo para a progressão da doença para formas mais severas. A diferença observada na intensidade da resposta inflamatória entre indivíduos indica uma possível contribuição genética. Variantes de nucleotídeo único (SNVs) têm sido identificadas como alterações genéticas pontuais capazes de influenciar a expressão ou função de genes, podendo intensificar ou desregular mecanismos biológicos. No entanto, os dados sobre o impacto funcional dessas variantes ainda são limitados, especialmente em populações geneticamente diversas, como a brasileira. Este estudo avaliou a associação entre SNVs em genes relacionados ao inflamassoma e a gravidade da Covid-19, por meio de um estudo caso-controle com 800 adultos infectados pelo SARS-CoV-2, igualmente distribuídos entre casos leves/moderados e graves/críticos. A genotipagem foi realizada por PCR em tempo real para SNVs nos genes NLRP3 (rs7525979, rs35829419, rs10754558), CASP1 (rs572687) e IL1B (rs1143634, rs1143629). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre as variantes nos genes IL1B e CASP1 e a gravidade da doença. Em contraste, variantes de ganho de função no NLRP3 (rs35829419 e rs10754558) apresentaram associação significativa com efeito protetor frente à progressão para formas graves e à mortalidade por Covid-19 (p < 0,05). Esses achados reforçam o papel do inflamassoma NLRP3 na fisiopatologia da doença e sugerem o potencial dessas variantes como biomarcadores prognósticos de gravidade.
                                                          ASPERGILOSE PULMONAR CRÔNICA EM UMA COORTE DE PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR ATIVA EM MATO GROSSO DO SUL, BRASIL.
                                                          Curso Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias
                                                          Tipo Tese
                                                          Data 28/03/2025
                                                          Área DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
                                                          Orientador(es)
                                                          • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                          Coorientador(es)
                                                            Orientando(s)
                                                            • Ursulla Vilella Andrade
                                                            Banca
                                                            • Adriana Carla Garcia Negri
                                                            • Adriana de Oliveira Franca
                                                            • Anamaria Mello Miranda Paniago
                                                            • Andreia Insabralde de Queiroz Cardoso
                                                            • Claudia Elizabeth Volpe Chaves
                                                            • Everton Falcao de Oliveira
                                                            • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                                            Resumo Introdução: A aspergilose pulmonar crônica (APC) classicamente acomete indivíduos com história de tuberculose pulmonar (TBP) tratada, no entanto a ocorrência concomitante de ambas as doenças tende a ser subestimada, considerando as dificuldades no diagnóstico da APC, a sobreposição de sintomas e a falta de suspeição clínica. Além disso, as diretrizes mais antigas recomendavam descartar TBP ativa para o diagnóstico da APC. Desta forma a prevalência de APC na TB em atividade tem sido pouco estudada e merece uma investigação cuidadosa. Objetivo: Investigar a frequência e fatores associados à APC em uma coorte prospectiva de pacientes com TBP ativa. Método: trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, com uma coorte de pacientes com TBP ativa atendidos no período de janeiro de 2022 a dezembro de 2023, em três hospitais de Mato Grosso do Sul. Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica, exames laboratoriais e tomografia computadorizada (TC) para investigação de APC. A análise das associações entre os grupos de pacientes com e sem APC foi realizada pelos testes do qui-quadrado ou prova exata de Fisher, e entre variáveis numéricas com teste T de Student ou Mann-Whitney. Um p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Os participantes do estudo foram acompanhados após o diagnóstico de TBP, para análise da sobrevivência. Resultados: Foram incluídos no estudo 147 pacientes com TBP ativa. A prevalência de APC foi de 6,8% [IC 95%: 3,3% - 12,5%] considerando todos os participantes; 5,3% (IC 95%: 2,3% – 11,9%) para os que estavam em seu primeiro episódio de TBP; e, de 3,1% (IC 95%: 0,5% - 15,7%) naqueles com TBP confirmados laboratorialmente. Os 10 pacientes com APC foram classificados em sua maioria como aspergilose pulmonar cavitaria crônica (n=9) e oito foram categorizados como APC confirmada, sendo quatro por exame micológico e cinco por sorologia. A TC revelou alterações sugestivas de APC em 90% desses pacientes. Os principais achados incluíram cavidades (90,0%), infiltrados pulmonares (80,0%) e espessamento pleural (60,0%). Por fim, a letalidade por TBP foi de 15,3% e não houve diferença na frequência ou no tempo para óbito durante o período estudado, entre quem teve quem não teve APC. Três pacientes com APC tinham HIV/AIDS. Conclusão: A prevalência de 6,8% de APC em pacientes com TBP ativa observada neste estudo justifica a investigação desta micose negligenciada em pacientes com atividade de TBP. Além da avaliação clínica, a TC e testes sorológicos são ferramentas importantes para essa investigação já que não foram observadas diferenças clínicas entre os grupos de pacientes com TBP ou com TBP e APC.
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