Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica

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Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE VALE DO SOL – RIO GRANDE DO SUL
Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
Tipo Trabalho Final de Curso
Data 31/05/2026
Área ENSINO
Orientador(es)
  • DEYSE CRISTINA FRIZZO SAMPAIO
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • DENISE CRISTINE GIEHL
    Banca
    • Ana Carolina Pontes Costa
    • DEYSE CRISTINA FRIZZO SAMPAIO
    • JOSÉ WILKER PEREIRA LUZ
    Resumo O Plano de Ação do Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica de Vale do Sol organiza as estratégias necessárias para implementar a educação digital na rede municipal, com foco em três eixos principais: atualização curricular, formação de professores e monitoramento das ações.

    No eixo de atualização curricular, as ações envolvem a elaboração de um documento orientador, a realização de formações com professores e a implementação de projetos interdisciplinares com uso de tecnologias digitais em todas as turmas. O objetivo é integrar a educação digital ao currículo de forma estruturada e contínua.

    No eixo de desenvolvimento de saberes digitais, o plano prevê o levantamento das competências digitais dos professores, a implantação de um programa de formação continuada e a instituição de professores multiplicadores em todas as escolas, fortalecendo o uso pedagógico das tecnologias.

    Já no eixo de monitoramento e avaliação, estão previstas ações como a criação de instrumentos de avaliação, a implantação de um sistema de monitoramento e o acompanhamento contínuo por meio de indicadores, garantindo a análise dos resultados e a tomada de decisões baseada em dados.

    As ações possuem prazos definidos, responsáveis identificados e indicadores de acompanhamento, permitindo avaliar sua execução e efetividade. O plano também prevê o uso de recursos próprios e parcerias para viabilizar sua implementação.
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      PROFESSORA
      Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
      Tipo Trabalho Final de Curso
      Data 31/05/2026
      Área ENSINO
      Orientador(es)
      • JAQUELINE JOSIWANA STEFFENS DA ROCHA
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • DENISE GAMBA
        Banca
        • Alvaro Jose dos Santos Gomes
        • JAQUELINE JOSIWANA STEFFENS DA ROCHA
        • Marcos Sergio Tiaen
        Resumo Este trabalho detalha o Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da Rede Municipal de Educação de Dona Emma, atualizado em 4 de maio de 2026. O plano foi elaborado por uma equipa composta pela Secretária Municipal e professoras da rede, sob a orientação da Política Nacional de Educação Digital (PNED) e da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC).
        Abaixo apresenta-se um resumo dos principais pontos do trabalho:
        1. Objetivos e Justificativa
        O objetivo central é consolidar uma política de educação digital que garanta o uso pedagógico qualificado das tecnologias, promovendo metodologias inovadoras e a formação contínua dos profissionais. O plano justifica-se pela obrigatoriedade da educação digital na educação básica (Lei nº 14.533/2023), visando preparar os alunos para atuarem de forma crítica e ética no ambiente digital.
        2. Diagnóstico da Rede
        • Estrutura: A rede possui 5 escolas (4 urbanas e 1 rural) e 39 professores.
        • Conectividade: 100% das escolas possuem internet e Wi-Fi, sendo que 80% utilizam fibra ótica. No entanto, 20% ainda não atingiram o parâmetro mínimo de qualidade de download por aluno.
        • Formação: Atualmente, a rede não possui um setor específico para formação continuada ou tecnologias educacionais, e não foram realizadas ações nesta área em 2025 que envolvessem tecnologias digitais.
        3. Matriz de Planejamento Estratégico (SWOT)
        • Forças: Equipa docente qualificada e motivada, boas infraestruturas físicas e proposta pedagógica (PPP) forte.
        • Fraquezas: Burocracia excessiva, gestão de pessoas com falhas no treino e resistência de parte da equipa a métodos não tradicionais.
        • Oportunidades: Novas tecnologias de ensino híbrido e parcerias com universidades.
        • Ameaças: Mudanças rápidas no comportamento dos alunos e instabilidade na legislação educacional.
        4. Metas Principais e Plano de Ação
        O plano estruturou-se em três metas fundamentais:
        • Meta 1 - Atualização Curricular: Revisar o currículo para integrar competências digitais e metodologias ativas, com início previsto para fevereiro de 2025 através da criação de um comité especializado.
        • Meta 2 - Saberes Digitais: Capacitar professores e gestores. As ações incluem a realização de um diagnóstico de competências e a execução de um programa de formação continuada.
        • Meta 3 - Monitoramento: Implementar um sistema para acompanhar o progresso das ações e produzir relatórios periódicos de avaliação.
        5. Parcerias
        Para a execução das ações, a rede estabeleceu parcerias com a Prefeitura Municipal e a AMAVI (Associação de Municípios do Alto Vale do Itajaí).
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          PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA - REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ANANINDEUA
          Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
          Tipo Trabalho Final de Curso
          Data 31/05/2026
          Área ENSINO
          Orientador(es)
          • MÁRCIO VALÉRIO DE OLIVEIRA FAVACHO
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • DENISON DE JESUS SILVA
            Banca
            • Ana Carolina Pontes Costa
            • CARLOS COSTA CARDOSO
            • MÁRCIO VALÉRIO DE OLIVEIRA FAVACHO
            Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica de Ananindeua, elaborado em colaboração com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul através do programa de pós graduação em Educação Digital e Inovação Pedagógica. Seu propósito central é integrar o pensamento computacional e a cultura digital ao currículo escolar de forma transversal, atendendo às diretrizes nacionais de educação. O texto apresenta um diagnóstico situacional da rede municipal, utilizando uma matriz estratégica para identificar forças, como grupos de trabalho, e desafios, como a escassez de recursos. Estão estabelecidas metas claras para a formação contínua de professores e a modernização das práticas de ensino por meio de atividades tecnológicas e lúdicas. Além disso, o plano inclui um cronograma de implementação para o período de 2026, com foco no monitoramento e avaliação constante do progresso educacional. O projeto busca, em última análise, assegurar a cidadania digital e a qualificação dos professores e estudantes para as demandas da sociedade contemporânea.
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              CHEFE DE DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO, AVALIAÇÃO E MÉRITO EDUCACIONAL
              Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
              Tipo Trabalho Final de Curso
              Data 31/05/2026
              Área ENSINO
              Orientador(es)
              • JOSENILTON DE ARAGÃO LIMA
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • DENIVANIA SOUSA OLIVEIRA
                Banca
                • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                • JOSENILTON DE ARAGÃO LIMA
                Resumo Acompanhar e realizar as formações no município;
                Divulgar e acompanhar as aplicações das avaliações, sobretudo externas.
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                  PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
                  Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                  Tipo Trabalho Final de Curso
                  Data 31/05/2026
                  Área ENSINO
                  Orientador(es)
                  • KATIA REGINA PIMENTEL ARAUJO
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • DENNIS PINHEIRO RIBEIRO
                    Banca
                    • Daiani Damm Tonetto Riedner
                    • Helder Samuel dos Santos Lima
                    • KATIA REGINA PIMENTEL ARAUJO
                    Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da Rede Municipal de Gurupi–TO foi elaborado com base na Política Nacional de Educação Digital (PNED), na Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) e nas diretrizes da Lei nº 14.533/2023, que tornou obrigatória a educação digital nos currículos da Educação Básica. O documento apresenta um conjunto de ações estratégicas voltadas à integração das tecnologias digitais ao processo de ensino e aprendizagem, fortalecendo a inovação pedagógica e preparando estudantes e professores para os desafios da sociedade contemporânea.
                    O plano foi construído a partir de um amplo diagnóstico da realidade educacional da rede municipal de Gurupi, envolvendo dados do Censo Escolar, IDEB, conectividade, infraestrutura tecnológica, formação docente e níveis de saberes digitais dos professores. Esse levantamento evidenciou avanços importantes, como a existência de internet e Wi-Fi em todas as escolas, a implementação da BNCC Computação como componente curricular e a realização de formações continuadas em tecnologias educacionais. Ao mesmo tempo, também identificou desafios relevantes, como a necessidade de elevar os níveis de competências digitais docentes, ampliar o uso pedagógico das tecnologias e fortalecer o monitoramento das ações formativas.
                    A proposta do plano está organizada em três grandes metas. A primeira busca consolidar a implementação da BNCC Computação e ampliar a integração das tecnologias digitais ao currículo escolar. A segunda pretende desenvolver os saberes digitais de professores, gestores e equipes técnicas, promovendo formações continuadas alinhadas às práticas pedagógicas e às demandas do século XXI. Já a terceira meta visa implantar um sistema permanente de monitoramento e avaliação das ações de educação digital, utilizando indicadores e evidências para subsidiar a tomada de decisões e garantir maior efetividade das políticas educacionais.
                    Entre as ações já realizadas e previstas, destacam-se a criação do currículo municipal de Computação, a formação continuada de professores em parceria com o SEBRAE, SENAC e ASTHOR BARDEN, a implantação de espaços makers com kits de robótica e programação, o desenvolvimento de materiais didáticos próprios e a utilização de plataformas como o AVAMEC para formação e autodiagnóstico dos saberes digitais docentes. Essas iniciativas demonstram o compromisso da rede municipal com a inovação, a aprendizagem criativa e a inclusão digital.
                    O plano também reforça a importância das parcerias institucionais para garantir a sustentabilidade das ações, envolvendo o MEC, universidades, instituições formadoras e empresas privadas. Além disso, reconhece que a transformação digital da educação depende não apenas da aquisição de equipamentos e conectividade, mas principalmente da formação humana, do fortalecimento pedagógico e da construção de uma cultura educacional inovadora.
                    Assim, o Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica de Gurupi representa um importante instrumento de planejamento e gestão educacional, orientando a rede municipal na construção de uma educação mais conectada, inclusiva, crítica, ética e alinhada às necessidades da sociedade digital, com foco na melhoria da aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
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                      PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA TEREZINHA DO PROGRESSO
                      Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                      Tipo Trabalho Final de Curso
                      Data 31/05/2026
                      Área ENSINO
                      Orientador(es)
                      • GRACELINE DE OLIVEIRA
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • MARCIANE ELENI PINNO
                        Banca
                        • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                        • Andre Luiz Regis de Oliveira
                        • GRACELINE DE OLIVEIRA
                        Resumo A intensificação da digitalização das relações sociais, culturais, econômicas e políticas exige das instituições educacionais a revisão de seus currículos, deslocando o foco da dimensão instrumental das tecnologias para uma formação que compreenda o digital como linguagem, cultura e campo de produção de conhecimentos. Nesse movimento, a Educação Digital assume papel estruturante ao articular letramento crítico, ético e criativo, respondendo às demandas de participação cidadã em sociedades hiperconectadas. A Base Nacional Comum Curricular define esse processo como a capacidade de compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (Brasil, 2018), explicitando que a educação no século XXI deve possibilitar que estudantes naveguem e intervenham no digital com responsabilidade, autonomia e consciência social.
                        No contexto brasileiro, esse entendimento ganha força com a promulgação da Política Nacional de Educação Digital (PNED), instituída pela Lei nº 14.533/2023, que reconhece a Educação Digital como direito formativo e componente curricular obrigatório. Ao prever a inserção progressiva de letramento digital, computação, programação e robótica desde a Educação Básica, a lei afirma que democratizar o acesso ao conhecimento digital é condição para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades de participação social, convergindo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 4, que propõe uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade (Brasil, 2023). Assim, a legislação recente incorpora a compreensão de que a tecnologia não é mera ferramenta de apoio pedagógico, mas elemento constitutivo da vida social e da produção de sentidos.
                        Nesse mesmo horizonte, o Parecer CNE/CEB nº 2/2022 reafirma que a Computação deve ser reconhecida como área de conhecimento, superando abordagens funcionalistas centradas no uso de softwares ou equipamentos. O documento assinala que a Computação é compreendida como área de conhecimento que transcende a perspectiva técnica, articulando-se de forma transversal com outras áreas e fomentando a compreensão crítica do mundo digital (Brasil, 2022). Esse entendimento amplia a concepção curricular ao integrar dimensões cognitivas e socioemocionais, favorecendo uma formação que reconhece o estudante como sujeito capaz de interpretar, analisar, criar e transformar realidades mediadas por tecnologias.

                        Trajetória histórico-normativa da educação digital no contexto brasileiro

                        A trajetória da inserção das tecnologias digitais na educação brasileira evidencia um processo em constante movimento, marcado por iniciativas pioneiras, avanços estruturais e sucessivas reinterpretações de seu papel pedagógico. Ainda na década de 1970, o movimento EDUCOM, fruto de acordo entre o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, inaugurou as primeiras ações voltadas ao uso educativo das mídias no país. Inspirado em experiências internacionais, o programa pretendia democratizar o acesso ao conhecimento, mas permaneceu restrito a projetos experimentais de alcance localizado.
                        Nos anos 1980, surgiram as primeiras políticas de informática educativa, fortemente influenciadas pelo construcionismo de Seymour Papert. Ao propor a Computação como linguagem de expressão e recurso para a construção ativa do conhecimento, Papert introduziu uma compreensão que encontrou ressonância no Brasil por meio da linguagem LOGO. A proposta lúdica e investigativa se disseminou em universidades como a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), impulsionando pesquisas e iniciativas de formação docente.
                        A aprovação da Política Nacional de Educação Digital (PNED), pela Lei nº 14.533/2023, constituiu um marco ao institucionalizar a Educação Digital como componente curricular obrigatório. Em articulação com a Base Nacional Comum Curricular e com o Parecer CNE/CEB nº 2/2022, a PNED consolidou a compreensão de que o acesso crítico, ético e criativo às tecnologias é um direito formativo. Essa virada desloca a tecnologia da condição de suporte técnico para o reconhecimento como linguagem, cultura e campo epistemológico, elemento indispensável à formação de sujeitos autônomos, críticos e comprometidos socialmente. Assim, a passagem da informática educativa para uma concepção de educação digital crítica e emancipatória reafirma o compromisso com a formação integral e democrática. As políticas atuais, ao valorizar pensamento computacional, cultura digital e leitura crítica do mundo digital, reconhecem a tecnologia como linguagem, cultura e campo de conhecimento, consolidando seu papel na constituição de sujeitos reflexivos, autônomos e socialmente engajados. Os avanços normativos recentes no Brasil consolidam um marco decisivo para a efetivação da Educação Digital como direito formativo e como dimensão estrutural do currículo. A Política Nacional de Educação Digital (PNED), instituída pela Lei nº 14.533 de 11 de janeiro de 2023, estabelece a Educação Digital como política pública permanente, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento e a formação de uma cidadania crítica e participativa. Ao incluir o letramento digital, o ensino de computação, a programação, a robótica e outras competências em todas as etapas da Educação Básica, a PNED amplia o horizonte formativo e introduz uma inflexão conceitual no campo educacional brasileiro (Brasil, 2023).
                        Nesse percurso, o Parecer CNE/CEB nº 2/2022, homologado em outubro de 2022, apresenta diretrizes normativas para a inclusão da Computação na Educação Básica, reconhecendo-a como área de conhecimento autônoma e transversal. O documento assinala que a Computação transcende a perspectiva técnica e deve estimular autoria, criticidade e compreensão aprofundada do mundo digital (Brasil, 2022). Ao reposicionar a Computação como campo epistemológico e linguagem contemporânea, o parecer rompe com visões instrumentais e reafirma a necessidade de integrar os saberes tecnológicos às práticas pedagógicas de maneira significativa e contextualizada.
                        A Resolução CNE/CEB nº 1, de 4 de outubro de 2022, aprofunda essas orientações ao detalhar competências e habilidades específicas para cada etapa da Educação Básica. O texto estabelece prazo de até um ano para a implementação pelos sistemas de ensino e enfatiza a centralidade da formação docente inicial e continuada, reconhecendo que a mediação qualificada dos professores é condição para mudanças efetivas nas práticas pedagógicas (Brasil, 2022).
                        A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) exerce papel articulador nesse cenário ao vincular as competências gerais às demandas formativas contemporâneas. Ao enunciar a necessidade de compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética (Brasil, 2018),
                        BNCC explicita a Educação Digital como eixo transversal e indissociável da formação integral. O complemento normativo para Computação aprofunda essa diretriz, fortalecendo a relação entre teoria e prática e garantindo coerência entre os diferentes níveis de ensino.
                        A articulação entre esses marcos normativos revela um movimento consistente em direção a um currículo que não se limita ao domínio técnico, mas que contempla análise crítica, autoria e protagonismo digital. Ao reconhecer a Computação como ciência e linguagem, as políticas recentes reafirmam o compromisso com uma educação democrática, inclusiva e orientada para a emancipação social, ajustada aos desafios e possibilidades de uma sociedade digitalizada.

                        Da Técnica ao Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Pedagógicos

                        A Sociedade Brasileira de Computação (SBC) sustenta que a Computação deve ser reconhecida como ciência, e não como prática meramente instrumental ou técnica. Conforme o documento, a Computação é uma ciência que estuda os fenômenos computacionais e informacionais, assim como suas aplicações práticas e implicações sociais (SBC, 2019). Essa concepção desloca o foco do simples uso de equipamentos para a análise crítica e reflexiva das linguagens e sistemas que estruturam o mundo digital. A SBC acrescenta que a Computação envolve a formulação de problemas e o desenvolvimento de soluções que podem ser executadas de forma eficiente por máquinas, mas também por seres humanos (SBC, 2019), evidenciando sua natureza investigativa e criativa, próxima tanto às ciências naturais quanto às humanidades ao problematizar impactos éticos e sociais.
                        O documento reforça ainda que a Computação possui uma linguagem própria e uma forma particular de pensamento, o que a torna um instrumento de expressão, criação e transformação social (SBC, 2019). A adoção dessa perspectiva permite superar a fragmentação tecnicista e conceber o currículo como espaço de formação crítica e emancipatória. Além disso, a transversalidade proposta sugere que a proposta é que ela não se restrinja a uma disciplina isolada, mas que dialogue com todas as áreas do conhecimento, potencializando a aprendizagem significativa e crítica (SBC, 2019).
                        Reconhecida como ciência, a Computação afirma seu potencial educativo ao possibilitar tanto o desenvolvimento de competências técnicas quanto a postura investigativa e questionadora diante do mundo digital.
                        Essa compreensão amplia-se ao incorporar a noção de Educação Digital como campo formativo que ultrapassa a lógica funcionalista. Para Araújo, Pires e Rocha (2025), a educação digital não deve se restringir ao ensino de competências técnicas, mas envolver uma dimensão crítica, reflexiva e criativa que possibilite a leitura e transformação do mundo (Araújo; Pires; Rocha, 2025). Nessa linha, Blikstein (2008) argumenta que o problema, entretanto, é que o mundo atual exige muito mais do que ler, escrever, adição e subtração. A lista de habilidades e conhecimentos necessários para o pleno exercício da cidadania no século XXI é tão extensa quanto controversa (Blikstein, 2008). O autor denuncia o “adestramento digital” ainda presente em muitas escolas, em que as tecnologias são utilizadas apenas para repetir conteúdos, sem abrir espaço para autoria e invenção.
                        Ao contrário dessa lógica, a Educação Digital se orienta para o estímulo ao pensamento crítico, à criatividade e à resolução de problemas complexos, favorecendo a produção de novos saberes. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) explicita esse horizonte ao afirmar a necessidade de compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (Brasil, 2018). Nesse quadro, a Educação Digital consolida-se como condição para a cidadania plena, vinculando habilidades técnicas a valores democráticos, autonomia intelectual e responsabilidade social.
                        Esses referenciais dialogam com a concepção freireana de educação emancipatória. Freire afirma que a educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo (Freire, 1996), evidenciando a centralidade dos sujeitos. Para ele, a prática pedagógica é um ato de conhecimento, dirigido para a transformação da realidade (Freire, 1996) e deve ser profundamente enraizada na dialogicidade e na problematização (Freire, 1996). Ao associar tais princípios ao uso crítico das tecnologias, a Educação Digital consolida-se como campo que ultrapassa o ensino de ferramentas e alcança a formação de sujeitos autônomos, inventivos e socialmente engajados.


                        Eixos estruturantes

                        Pensamento Computacional

                        Pensar computacionalmente não se resume a dominar tecnologias, mas a desenvolver uma forma particular de raciocínio, capaz de transformar situações complexas em desafios solucionáveis. Esse modo de pensar orienta o estudante a observar, interpretar e intervir no mundo por meio de processos estruturados — sejam eles mediados por dispositivos digitais ou construídos a partir de experiências concretas do cotidiano. O Parecer CNE/CEB nº 2/2022 sintetiza essa compreensão ao definir o Pensamento Computacional como a formulação de problemas e sua resolução, de forma que uma máquina — ou um ser humano — seja capaz de executar (Brasil, 2022). Assim, mais do que um conteúdo curricular, ele se afirma como um dispositivo formativo, capaz de ampliar a autonomia, a consciência crítica e a capacidade de criar soluções próprias A Sociedade Brasileira de Computação identifica quatro processos intelectuais que sustentam essa competência: abstração, decomposição, reconhecimento de padrões e algoritmos (SBC, 2019). Esses elementos operam como engrenagens de um pensamento intencional: abstrair significa selecionar o que é essencial; decompor implica tornar manejável o que antes parecia impossível; reconhecer padrões permite enxergar regularidades onde antes havia apenas dispersão; e construir algoritmos representa o momento em que ideias ganham forma, ordem e lógica. Esse movimento cognitivo, conforme destaca o Guia de Implementação do Complemento à BNCC, estimula a capacidade de estruturar soluções para problemas reais e desenvolver habilidades transferíveis para múltiplos contextos (Fundação Telefônica Vivo, 2022). Trata-se, portanto, de pensar o pensamento, desenvolvendo consciência sobre como se aprende e como se age.
                        O Pensamento Computacional ganha sentido quando experimentado. Ele pode emergir tanto em atividades desplugadas — como jogos de estratégia, desafios de ordenação, trilhas lógicas, narrativas codificadas — quanto em práticas plugadas, como programação por blocos, robótica educacional ou simulações digitais. O essencial não é o recurso, mas o processo mental que se ativa. A Resolução CNE/CEB nº 1/2022 reconhece essa diversidade ao afirmar que atividades podem ocorrer com ou sem o uso de equipamentos computacionais (Brasil, 2022), o que assegura que o ensino dessa competência não dependa exclusivamente de infraestrutura, mas de intencionalidade pedagógica.
                        Ao incorporar o Pensamento Computacional como eixo formativo, reafirma-se o compromisso com uma educação que desenvolve sujeitos capazes de interpretar contextos, formular hipóteses e elaborar soluções singulares para desafios emergentes. Essa competência expande modos de pensar, amplia repertórios cognitivos e fortalece atitudes criativas, curiosas e investigativas diante da complexidade do mundo contemporâneo. Conforme apontam França e Falcão, ao vivenciar essa forma de raciocínio, os estudantes desenvolvem formas estruturadas de pensar e agir, promovendo a resolução de problemas em múltiplos contextos da vida cotidiana (França; Falcão, 2025), ressignificando o aprender como ação consciente. Nesse movimento, o Pensamento Computacional ultrapassa a dimensão técnica e passa a integrar a Experiência humana, manifestando-se desde práticas interdisciplinares nos anos iniciais até processos de investigação mais sofisticados nos anos finais da escolarização.
                        Formar para a cultura digital, nessa perspectiva, não significa apenas ensinar o uso de ferramentas, mas possibilitar que crianças, adolescentes e jovens se reconheçam como protagonistas de seu tempo, capazes de pensar, questionar, criar e intervir com responsabilidade, criticidade e autoria tanto nos espaços digitais quanto nos contextos sociais que habitam.

                        Mundo Digital

                        Compreender o mundo digital implica reconhecer que as tecnologias não são apenas dispositivos ou ferramentas acessórias ao cotidiano, mas constituintes da experiência humana contemporânea e mediadoras das relações sociais, políticas, econômicas e culturais. Na perspectiva da Educação Digital, essa dimensão assume centralidade formativa ao promover a problematização das lógicas, dos sistemas e dos fluxos informacionais que sustentam a vida em rede. Nesse sentido, o currículo amplia sua função ao deslocar a aprendizagem do campo instrumental para o campo interpretativo, crítico e criador. Não se trata apenas de saber utilizar tecnologias, mas de compreender seus efeitos, intencionalidades e implicações para a organização da vida social.
                        A compreensão desse ecossistema tecnológico requer a análise das bases que estruturam a circulação e o processamento de dados, como redes de comunicação, sistemas de codificação, interfaces digitais, protocolos de segurança e formatos de representação da informação. Esses elementos operam como uma linguagem própria, que exige decodificação, contextualização e leitura crítica. A Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e o Parecer CNE/CEB nº 2/2022 convergem nesse entendimento ao indicar que a Educação Digital deve formar sujeitos capazes de atuar com consciência ética, autonomia e responsabilidade frente às tecnologias.
                        Nesse processo, o letramento digital ocupa lugar estratégico. Ele não se limita ao domínio técnico, mas envolve competências relacionadas ao uso crítico, ético e criativo das tecnologias, bem como à compreensão dos direitos digitais, da privacidade e da proteção de dados. A Lei Geral de Proteção de Dados (Brasil, 2018) reforça esse entendimento ao reconhecer a importância da formação de cidadãos capazes de compreender, decidir e controlar o uso de suas informações pessoais em ambientes digitais. França e Falcão explicitam que a cidadania digital implica compreender os impactos de cada ação em ambientes virtuais e físicos, garantindo convivência respeitosa, ética e segura (França; Falcão, 2025), destacando que o comportamento digital é expressão de valores e escolhas éticas.
                        A construção dessa consciência crítica exige também compreender como as informações são geradas, organizadas e distribuídas nos ambientes digitais. A representação gráfica da informação, os algoritmos de busca, a arquitetura de interfaces e os sistemas de rede influenciam percepções, comportamentos e relações sociais. Essa camada de compreensão é essencial em um contexto marcado pela circulação acelerada de dados, pela presença de desinformação e pela atuação de sistemas automatizados com potencial de interferência nos processos democráticos. Formar leitores críticos das tecnologias significa desenvolver a capacidade de identificar intenções, limites, invisibilidades e consequências associadas ao desenho dos sistemas digitais.
                        As práticas pedagógicas vinculadas ao eixo Mundo Digital podem se manifestar por meio de experiências plugadas, como simulações, programação, uso de robótica e exploração de plataformas digitais, mas também por atividades desplugadas, que permitem o entendimento de conceitos computacionais por meio de jogos de lógica, experiências colaborativas, representações simbólicas e resolução de desafios. Araújo, Pires e Rocha sustentam que o aprendizado digital deve combinar múltiplas formas de expressão e interação, valorizando tanto o pensamento quanto a ação (Araújo; Pires; Rocha, 2025), reconhecendo que aprendizagem significativa ocorre quando há articulação entre corpos, linguagens, tecnologias e territórios.
                        A compreensão crítica das tecnologias torna-se ainda mais relevante quando se considera o papel crescente da inteligência artificial nas dinâmicas sociais. Algoritmos de recomendação, sistemas de avaliação automatizada, modelos preditivos e assistentes digitais já participam de decisões cotidianas, muitas vezes de forma invisível ao usuário. Araújo, Pires e Rocha afirmam que a alfabetização em inteligência artificial é parte integrante da formação para a cidadania digital, pois envolve compreender o funcionamento, as finalidades e os limites das tecnologias que simulam processos de raciocínio humano (Araújo; Pires; Rocha, 2025). Assim, o currículo deve contemplar ao menos três dimensões formativas: o entendimento conceitual de dados e algoritmos, a análise crítica do impacto social e econômico da automação e a reflexão ética sobre a relação entre autonomia humana e decisões algorítmicas.
                        Nesse horizonte, França e Falcão enfatizam que a educação para a IA deve priorizar a autonomia, a ética e a capacidade de julgamento, evitando a naturalização dos algoritmos como verdades neutra (França; Falcão, 2025). Formar para o Mundo Digital, portanto, significa educar para reconhecer que toda tecnologia carrega decisões humanas, escolhas políticas e valores culturais, e que nenhum sistema computacional é neutro ou universal em seu impacto.
                        Ao integrar o estudo do Mundo Digital e da inteligência artificial ao currículo municipal, a Educação Digital consolida-se como campo de conhecimento comprometido com a promoção da autonomia, com o exercício da cidadania e com o fortalecimento da democracia. Nesse movimento, a escola torna-se espaço de reflexão, criação e posicionamento, favorecendo a formação de sujeitos capazes de compreender criticamente as tecnologias emergentes e atuar nas sociedades hiperconectadas com responsabilidade, ética e protagonismo.
                        Cultura Digital

                        A Cultura Digital refere-se às formas contemporâneas de viver, aprender e participar da sociedade quando as interações, produções simbólicas e processos de significação são mediados por tecnologias. Nesse contexto, a experiência humana passa a ser atravessada por redes sociotécnicas que ampliam modos de expressão, circulação de ideias e construção de identidades. A Cultura Digital, portanto, não se limita ao uso das tecnologias, mas envolve compreender os modos pelos quais elas reorganizam temporalidades, relações sociais, práticas culturais e formas de participação pública. Assim, sua presença no currículo assume caráter formativo ao convidar o estudante a refletir sobre pertencimento, agência e responsabilidade nos ambientes digitais.
                        Reconhecer a Cultura Digital como dimensão educativa implica considerar que ambientes on-line são estruturados por mecanismos de curadoria, filtragem, coleta de dados e hierarquização de conteúdos, que definem o que ganha destaque e o que permanece invisível. As plataformas, aplicativos e redes sociais operam mediante algoritmos que produzem efeitos concretos na percepção do mundo, nas interações sociais e no acesso à informação. Ao compreender esses processos, o estudante amplia sua autonomia e desenvolve capacidade crítica para interpretar discursos, identificar vieses, analisar intencionalidades e avaliar estratégias de persuasão presentes em diferentes ambientes digitais. Apropriar-se criticamente da cultura digital, portanto, significa adquirir consciência sobre como as tecnologias moldam práticas sociais, e não apenas dominar seus recursos funcionais.
                        A cidadania digital, nessa perspectiva, é concebida como exercício ético de convivência e participação, sustentado pelo respeito aos direitos humanos, pela responsabilidade coletiva e pela proteção de dados pessoais. Inclui também a compreensão dos limites e possibilidades da atuação nos ambientes digitais, bem como o reconhecimento dos deveres que acompanham o direito à expressão e à participação. Como afirmam Araújo, Pires e Rocha, a educação para a cidadania digital consiste em desenvolver consciência crítica sobre os efeitos sociais das escolhas feitas nos ambientes digitais, promovendo o uso responsável e solidário das tecnologias (Araújo; Pires; Rocha, 2025). Assim, formar para a cidadania digital exige cultivar competências relacionadas ao cuidado com a privacidade, à segurança das informações e ao discernimento diante de práticas abusivas, discriminatórias ou manipuladoras.
                        A diversidade, a justiça informacional e o enfrentamento das desigualdades compõem dimensões indispensáveis dessa cultura. O simples acesso às tecnologias não garante equidade: a inclusão digital envolve presença, reconhecimento e legitimidade discursiva. Ao analisar fluxos informacionais, rastrear fontes e identificar interesses, o estudante percebe que a circulação de conteúdos é também espaço de disputa por representações sociais, valores culturais e verdades públicas. Esse entendimento favorece a construção de uma postura crítica diante da desinformação, das narrativas polarizadas e das violências simbólicas que emergem em ambientes digitais, fortalecendo a participação democrática.
                        No currículo regional, a Cultura Digital materializa-se no desenvolvimento de habilidades relacionadas à autoria, participação social, análise crítica das tecnologias, convivência ética, proteção de dados, engajamento com a diversidade e responsabilidade coletiva. Essas competências constituem um alicerce para que estudantes atuem com consciência em espaços digitais e possam produzir, compartilhar e negociar sentidos de forma informada e ética. A consolidação desse eixo prepara o terreno para reflexões sobre a formação docente e as condições de implementação, reconhecendo que a escola só amplia práticas de autoria e participação quando também forma educadores capazes de mediar criticamente tais experiências e de fortalecer vínculos entre tecnologia, democracia e justiça social.

                        Para que e para quem? Princípios da educação digital no currículo municipal


                        Os princípios que orientam a Educação Digital no currículo municipal configuram um conjunto de referências éticas, pedagógicas e socioculturais que sustentam a formação dos estudantes em um contexto marcado por transformações aceleradas e profundas disputas de sentidos. Esses princípios não operam como prescrições técnicas, mas como compromissos que orientam decisões pedagógicas, escolhas metodológicas e políticas públicas relacionadas ao uso das tecnologias na educação. Nesse horizonte, a inclusão digital emerge como fundamento estruturante, entendida não apenas como acesso a dispositivos e conectividade, mas como participação plena nos processos comunicacionais, cognitivos, culturais e políticos que constituem a vida digital. Essa perspectiva exige a incorporação de tecnologias assistivas e de práticas pedagógicas que assegurem equidade para todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiências, dificuldades de aprendizagem ou restrições socioeconômicas.
                        A interdisciplinaridade e a transversalidade configuram outro princípio essencial. A Educação Digital não deve ser concebida como campo isolado, restrito a uma área ou componente curricular, mas como linguagem e prática que atravessam diferentes campos do conhecimento. Essa articulação permite compreender a tecnologia como fenômeno humano, histórico e cultural, e não apenas como objeto técnico. Nesse movimento, a autoria e o protagonismo dos estudantes assumem valor central, pois reafirmam a ideia de que aprender no digital implica participar, produzir, argumentar e transformar. A autonomia, nesse contexto, não se reduz a auto-organização de tarefas, mas envolve o desenvolvimento da capacidade de tomar decisões bem informadas, reconhecer responsabilidades e agir com consciência crítica diante das interfaces, algoritmos e fluxos informacionais que estruturam a sociedade conectada.
                        A Educação Digital também se fundamenta na ética, na democracia e no respeito à diversidade como valores que atravessam o currículo. O ambiente digital amplia vozes, mas também potencializa desigualdades, discursos de ódio, polarizações artificiais e práticas de vigilância que desafiam os direitos humanos. A escola, ao assumir a educação digital como compromisso público, posiciona-se como espaço de construção de convivência respeitosa, pensamento crítico e defesa da dignidade humana. Assim, sustentabilidade tecnológica não se refere apenas ao uso racional de equipamentos, mas à consciência sobre o impacto socioambiental da economia digital, desde a extração de minérios até o descarte de resíduos tecnológicos, incluindo os impactos invisíveis de algoritmos e infraestruturas de rede.
                        Outro princípio estruturante reside na articulação com os contextos locais e com as culturas do território. A tecnologia não é universal em seus efeitos: sua apropriação é moldada por identidades, histórias, conhecimentos e modos de vida situados. Reconhecer a cultura regional como elemento formativo significa valorizar a produção local de sentidos e integrar as tecnologias digitais aos repertórios culturais da comunidade. Essa integração afirma a escola como espaço em que o digital não homogeniza experiências, mas amplia possibilidades de reconhecimento, produção cultural e construção de pertencimento.
                        Ao afirmar esses princípios, o currículo municipal assume a Educação Digital como campo de formação integral e como prática social comprometida com o desenvolvimento humano. A escola torna-se, assim, espaço no qual os estudantes aprendem a navegar criticamente no mundo digital, a produzir sentido de forma responsável e a participar da vida pública com consciência, ética e autonomia intelectual.

                        A educação digital na educação infantil e no ensino fundamental

                        A integração da Educação Digital à Educação Básica demanda uma compreensão pedagógica que considere as especificidades de cada etapa do desenvolvimento humano, respeitando os tempos, os ritmos e os modos próprios de aprender de crianças e adolescentes. A progressão curricular, nesse horizonte, não se organiza como mera sequência técnica ou como antecipação de conteúdos, mas como ampliação gradual das possibilidades de interação, autoria, problematização e reflexão crítica, em consonância com o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e cultural dos sujeitos.
                        Na Educação Infantil, a Educação Digital assume natureza eminentemente exploratória, lúdica e relacional. O centro da ação pedagógica não reside no domínio instrumental de dispositivos tecnológicos, mas na proposição de experiências de aprendizagem que potencializem a curiosidade, a imaginação, a escuta sensível, a expressão simbólica e a construção de sentidos. As práticas desplugadas — tais como jogos de regras, sequenciação de ações desafios de orientação espacial, narrativas corporais e dramatizações — configuram-se como estratégias privilegiadas para a introdução de noções iniciais de pensamento computacional, organização lógica e relações de causa e efeito. Quando presentes, as tecnologias digitais atuam como mediadoras da experiência educativa, favorecendo a construção de narrativas, a ampliação da linguagem e a mediação sensorial, sem jamais substituir a interação humana, o brincar ou a experiência corporal. A Base Nacional Comum Curricular corrobora essa perspectiva ao destacar que o uso das tecnologias deve estar alinhado às necessidades, interesses e direitos de aprendizagem das crianças pequenas (Brasil, 2018), assegurando que a Educação Digital se inscreva em ambientes alfabetizadores que respeitem a infância em sua integralidade.
                        Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o currículo amplia o repertório de vivências digitais, mantendo como princípio estruturante a mediação pedagógica intencional e sensível. As práticas desplugadas permanecem relevantes, sobretudo na consolidação de habilidades relacionadas à resolução de problemas, à decomposição de situações complexas e à identificação de padrões. Gradativamente, incorporam-se experiências plugadas, como o uso de ambientes de programação visual, a criação dehistórias interativas, a modelagem digital e, quando possível, a robótica educacional. Nesse ciclo, prioriza-se o desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade, da cooperação, da responsabilidade no uso de dados pessoais e da compreensão introdutória do funcionamento dos sistemas digitais, com ênfase na aprendizagem por experimentação, na investigação e na construção coletiva de soluções.
                        Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, a Educação Digital consolida-se como campo de aprofundamento conceitual, autoria e posicionamento crítico. Os estudantes passam a compreender a Computação como linguagem e como campo científico, explorando algoritmos, estruturas de dados, formas de representação da informação e fundamentos da inteligência artificial de maneira contextualizada e significativa. Projetos de maior complexidade possibilitam o desenvolvimento de soluções digitais, o debate ético acerca da automação, a problematização das desigualdades no acesso e na circulação de dados e a análise crítica da cultura digital contemporânea. O currículo orienta a formação do estudante como produtor, analista e cidadão digital, consciente de sua responsabilidade nas interações tecnológicas e nos discursos que circulam nos ambientes digitais. O pensamento computacional articula-se, assim, à argumentação, à cidadania digital e à autoria, integrando-se à formação integral e ao exercício da democracia. A organização curricular por etapas reconhece a infância e a adolescência como tempos singulares de aprendizagem, propondo uma Educação Digital que se desenvolve com os sujeitos, amplia horizontes de compreensão e assegura o direito à participação crítica e criativa na cultura digital. Nessa perspectiva, a Educação Digital não se configura como antecipação precoce de competências técnicas, mas como oportunidade de vivenciar experiências formativas que conectam o sujeito ao mundo, aos outros e a si mesmo, em um processo educativo comprometido com a emancipação e a formação humana integral.
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                          PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
                          Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                          Tipo Trabalho Final de Curso
                          Data 31/05/2026
                          Área ENSINO
                          Orientador(es)
                          • FÁBIO SAMPAIO DOS SANTOS CÂMARA
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • DERIVANIA PEREIRA DOS SANTOS MOREIRA
                            Banca
                            • Ana Carolina Pontes Costa
                            • FÁBIO SAMPAIO DOS SANTOS CÂMARA
                            • JAQUELINE JOSIWANA STEFFENS DA ROCHA
                            Resumo Este trabalho final de curso apresenta a elaboração do Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica do município de Bonito de Santa Fé, com o objetivo de planejar, analisar e implementar possibilidades de inovação pedagógica por meio da integração das tecnologias digitais às práticas educacionais da rede municipal de ensino. Fundamentado nas diretrizes nacionais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), da Política Nacional de Educação Digital (PNED) e do Plano Nacional de Educação (PNE) e nas necessidades locais, o plano visa promover a inclusão digital, a inovação pedagógica e o desenvolvimento de competências digitais como pensamento crítico, cultura digital, comunicação, colaboração, criatividade e uso ético e responsável das tecnologias entre estudantes, professores e gestores.

                            Sua construção metodológica envolveu a realização de diagnóstico situacional, análise da infraestrutura tecnológica da rede local, aplicação de instrumentos de coleta de dados e escuta ativa dos profissionais da educação, além do levantamento das necessidades e oportunidades identificadas junto ao Grupo de Trabalho (GT). A partir desse processo, foram definidas estratégias e ações voltadas à ampliação do acesso às tecnologias digitais, à melhoria da conectividade, ao fortalecimento da formação continuada dos profissionais da educação e à promoção do uso pedagógico intencional e inovador dos recursos digitais.

                            Espera-se que a implementação do plano contribua para a melhoria da qualidade da educação, a equidade no acesso às oportunidades de aprendizagem e a consolidação de uma cultura de inovação nas escolas.
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                              PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA -REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ÁGUA BRANCA
                              Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                              Tipo Trabalho Final de Curso
                              Data 31/05/2026
                              Área ENSINO
                              Orientador(es)
                              • FABIANA ARAÚJO SOUSA
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • DEUZANIRO CARLOS DE ARAUJO LOYOLA
                                Banca
                                • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                • FABIANA ARAÚJO SOUSA
                                • JAQUELINE JOSIWANA STEFFENS DA ROCHA
                                Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da Rede Municipal de Educação de Água Branca busca modernizar o ensino por meio do uso de tecnologias digitais, formação de professores, melhoria da infraestrutura escolar e incentivo a metodologias inovadoras. O objetivo é tornar a aprendizagem mais dinâmica, inclusiva e alinhada às demandas do século XXI.
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                                  PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ALTO GARÇAS/MT.
                                  Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                  Tipo Trabalho Final de Curso
                                  Data 31/05/2026
                                  Área ENSINO
                                  Orientador(es)
                                  • Aparecida Santana de Souza Chiari
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • DEUZENIR ROSA DA SILVA
                                    Banca
                                    • Aparecida Santana de Souza Chiari
                                    • Daiani Damm Tonetto Riedner
                                    • MARCELO HENRIQUE RAMALHO NOBRE
                                    Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Alto Garças/MT constitui um instrumento estratégico voltado à integração das tecnologias digitais aos processos de ensino e aprendizagem, em consonância com a Política Nacional de Educação Digital, a BNCC Computação e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Elaborado a partir de um diagnóstico situacional da rede, o documento evidencia avanços importantes, como a presença de conectividade nas escolas, a disponibilização de equipamentos tecnológicos, iniciativas de formação continuada e o interesse dos professores em utilizar recursos digitais. No entanto, também aponta desafios relevantes, como a instabilidade da internet, a insuficiência e obsolescência de equipamentos, fragilidades na formação docente e a ausência de integração sistemática das tecnologias ao currículo escolar.
                                    Com base nessa análise, estruturada por meio da Matriz FOFA, o plano define como foco o fortalecimento da Educação Digital por meio da articulação entre infraestrutura, formação continuada, gestão educacional e práticas pedagógicas. Seu objetivo geral é promover a integração das tecnologias digitais ao currículo, assegurando o desenvolvimento de competências relacionadas à cultura digital, ao pensamento computacional e ao uso crítico, ético e responsável das tecnologias, garantindo equidade, inclusão e melhoria da aprendizagem.
                                    Para alcançar esse objetivo, o plano estabelece três metas principais: a atualização curricular, com a implementação da Educação Digital em todas as unidades escolares até 2026; o desenvolvimento dos saberes digitais de professores e gestores, garantindo ampla participação em ações de formação continuada; e a implantação de processos sistemáticos de monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas. Entre as estratégias adotadas, destacam-se a ampliação da infraestrutura tecnológica, o fortalecimento da formação docente com foco pedagógico, a integração das tecnologias ao planejamento escolar, o uso de práticas pedagógicas plugadas e desplugadas, o estabelecimento de parcerias institucionais e a criação de instrumentos de acompanhamento e avaliação.
                                    Como resultados esperados, o plano visa promover o uso intencional e qualificado das tecnologias digitais no ambiente escolar, melhorar os indicadores educacionais, reduzir desigualdades de acesso, fortalecer a cultura digital nas escolas e contribuir para a formação integral dos estudantes. Dessa forma, o documento reafirma o compromisso da rede municipal com uma educação pública inovadora, inclusiva e alinhada às demandas contemporâneas, garantindo que a tecnologia seja incorporada de maneira significativa ao cotidiano escolar.
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                                      06.04.2026 - PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA AMARAJI
                                      Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                      Tipo Trabalho Final de Curso
                                      Data 31/05/2026
                                      Área ENSINO
                                      Orientador(es)
                                      • FABIANA DE BARROS MONTEIRO SOARES
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • DIEGO SILVA DE OLIVEIRA
                                        Banca
                                        • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                        • DEMETRIUS OLIVEIRA TAHIM
                                        • FABIANA DE BARROS MONTEIRO SOARES
                                        Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Amaraji-PE. Trata-se de um instrumento estratégico e normativo para integrar tecnologias de informação e comunicação ao Ensino e Aprendizagem, em conformidade com a Política Nacional de Educação Digital (PNED) e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC). O plano foca na atualização curricular, no desenvolvimento de saberes digitais de professores e gestores, e na melhoria da infraestrutura tecnológica das 13 escolas da rede para promover o pensamento computacional e a equidade digital.
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                                          PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓRGICA
                                          Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                          Tipo Trabalho Final de Curso
                                          Data 31/05/2026
                                          Área ENSINO
                                          Orientador(es)
                                          • MARIA CAROLINA LEME JOLY
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • DEYSE DA SILVA COLTRI COSTA
                                            Banca
                                            • Ana Carolina Pontes Costa
                                            • MARIA CAROLINA LEME JOLY
                                            • RAPHAEL ALVES DA SILVA
                                            Resumo O presente trabalho apresenta : O Plano de educação Digital e Inovação Pedagógica do Município de Ouro Fino/MG que está em construção.

                                            O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica tem como base diretrizes nacionais como a Política Nacional de Educação Digital (PNED), a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) e a atualização da LDB pela Lei nº 14.533/2023, que torna obrigatória a educação digital nos currículos. Ele busca integrar tecnologias digitais ao ensino de forma crítica, ética e inovadora.

                                            O documento orienta a Rede Municipal de Educação de Ouro Fino, propondo caminhos para atualização curricular e formação contínua de professores. Destaca a importância dos saberes digitais docentes, incentivando a reflexão sobre práticas pedagógicas, o uso de tecnologias no ensino e o desenvolvimento do pensamento computacional.

                                            Além disso, o plano é flexível e adaptável às necessidades das escolas, promovendo inclusão digital, uso responsável das mídias e alinhamento com as demandas da sociedade contemporânea.
                                            Ele também utiliza dados coletados na rede para apoiar decisões e aprimorar as estratégias educacionais que melhor se adaptam à realidade da Rede.
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                                              PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA - REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO BERNARDO - MA
                                              Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                              Tipo Trabalho Final de Curso
                                              Data 31/05/2026
                                              Área ENSINO
                                              Orientador(es)
                                              • MYSAEL RÔMULO BATISTA DE CARVALHO
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • DEYVISON SILVA LISBOA
                                                Banca
                                                • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                                • BRYAN HENRIQUE PINTO
                                                • MYSAEL RÔMULO BATISTA DE CARVALHO
                                                Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica de São Bernardo – MA nasce em um momento de grandes transformações na educação brasileira, impulsionadas pela Política Nacional de Educação Digital e pela Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. O documento reconhece que a escola precisa acompanhar as mudanças do mundo contemporâneo e que integrar tecnologias ao ensino não é mais opcional, mas parte essencial do currículo, como reforça a Lei 14.533/2023. Nesse sentido, o plano busca orientar a rede municipal a construir uma educação mais conectada, crítica e inovadora, capaz de desenvolver nos estudantes competências digitais, pensamento computacional e uso responsável das mídias.

                                                A realidade da rede mostra avanços, mas também desafios importantes. Embora existam 50 escolas e mais de 7 mil matrículas, a conectividade ainda é desigual, especialmente entre áreas urbanas e rurais. Muitas escolas têm Wi-Fi limitado, equipamentos insuficientes ou obsoletos e carecem de manutenção e protocolos de segurança digital. A formação dos professores também aparece como um ponto sensível: apesar de iniciativas pontuais, ainda há lacunas nos Saberes Digitais Docentes e dificuldades na integração das tecnologias ao planejamento pedagógico. Além disso, questões como distorção idade-série nos anos finais, queda de desempenho em Língua Portuguesa e Matemática e a presença significativa de docentes temporários impactam a continuidade das ações de inovação.

                                                A análise estratégica do plano mostra que a rede possui forças importantes, como o fato de ser de médio porte, ter boa parte dos professores efetivos e apresentar bons resultados nos anos iniciais. Ao mesmo tempo, enfrenta fraquezas como infraestrutura limitada e subutilização de recursos digitais. O cenário externo traz oportunidades relevantes — como parcerias com universidades, programas de financiamento e cursos online —, mas também ameaças, como limitações orçamentárias e rápida obsolescência tecnológica.

                                                Diante desse contexto, o plano estabelece objetivos claros: atualizar o currículo para incorporar a BNCC Computação, fortalecer a formação docente com trilhas contínuas, ampliar a conectividade e os dispositivos nas escolas e criar mecanismos de monitoramento e avaliação. As metas incluem revisar o currículo até 2026, formar todos os professores e multiplicadores até 2027 e implementar sistemas de acompanhamento em toda a rede. Para isso, o plano prevê ações como aplicação do Autodiagnóstico AVAMEC, instalação de medidores de velocidade, ampliação do Wi-Fi, criação de políticas de segurança digital e fortalecimento de parcerias institucionais.

                                                No conjunto, o documento representa um compromisso da rede municipal com uma educação pública mais justa, moderna e alinhada às demandas da sociedade digital. Ele reafirma a intenção de garantir que todos os estudantes tenham acesso às competências necessárias para aprender, criar e participar de forma crítica e ética no mundo contemporâneo, enquanto apoia os professores em sua jornada de transformação pedagógica.
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                                                  PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO BELO – MG
                                                  Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                  Tipo Trabalho Final de Curso
                                                  Data 31/05/2026
                                                  Área ENSINO
                                                  Orientador(es)
                                                  • EDRIANO CARLOS CAMPANA
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • DEYVISSON BARBOSA SILVA
                                                    Banca
                                                    • Daiani Damm Tonetto Riedner
                                                    • EDRIANO CARLOS CAMPANA
                                                    • JOSIANE FERNANDA COVRE
                                                    Resumo APRESENTO O PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO BELO – MG, CONSTRUÍDO DE FORMA COLABORATIVA COM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, A PARTIR DA REALIDADE VIVIDA NAS ESCOLAS. O PLANO NASCE DO COMPROMISSO DE TORNAR O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS MAIS SIGNIFICATIVO, INTENCIONAL E ALINHADO AO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM.

                                                    A REDE JÁ CONTA COM AVANÇOS IMPORTANTES, COMO O USO DE CHROMEBOOKS, PLATAFORMAS DIGITAIS E CONECTIVIDADE NAS ESCOLAS. NO ENTANTO, AINDA ENFRENTA DESAFIOS COMO A NECESSIDADE DE FORTALECER A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES, AMPLIAR A SEGURANÇA NO USO PEDAGÓGICO DAS TECNOLOGIAS E INTEGRAR ESSAS FERRAMENTAS DE FORMA MAIS EFETIVA AO CURRÍCULO.

                                                    DIANTE DESSE CENÁRIO, O PLANO ORGANIZA-SE EM TRÊS EIXOS PRINCIPAIS: A INTEGRAÇÃO DA EDUCAÇÃO DIGITAL AO CURRÍCULO, O DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DIGITAIS DE PROFESSORES E GESTORES E O FORTALECIMENTO DO MONITORAMENTO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.

                                                    MAIS DO QUE UM DOCUMENTO ORIENTADOR, ESTE PLANO REPRESENTA UM CAMINHO POSSÍVEL E REAL PARA APOIAR OS PROFESSORES, RESPEITAR O CONTEXTO DAS ESCOLAS E PROMOVER PRÁTICAS MAIS HUMANAS, INOVADORAS E CONECTADAS COM O TEMPO EM QUE VIVEMOS, CONTRIBUINDO PARA A APRENDIZAGEM E O DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDANTES.
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                                                      PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
                                                      Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                      Tipo Trabalho Final de Curso
                                                      Data 31/05/2026
                                                      Área ENSINO
                                                      Orientador(es)
                                                      • FERNANDO STANZIONE GALIZIA
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • DEZIRRE MEIRA CUSTODIO
                                                        Banca
                                                        • Ana Carolina Pontes Costa
                                                        • FERNANDO STANZIONE GALIZIA
                                                        • JOSÉ WILKER PEREIRA LUZ
                                                        Resumo O Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica da rede municipal de Afonso Cláudio, atualizado em março de 2026 , constitui o instrumento estratégico para a transformação tecnológica e a transição para práticas de aprendizagem ativa nas escolas locais. O documento está rigorosamente alinhado à Política Nacional de Educação Digital (PNED) e à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) , atendendo às exigências legais da Lei nº 14.533/2023. Com uma rede composta por 29 escolas divididas igualmente entre áreas urbanas e rurais , o plano prioriza a equidade tecnológica para garantir que a inovação alcance com a mesma intensidade as unidades de campo e as da sede.
                                                        Para atingir esses objetivos, o plano se sustenta em três pilares fundamentais. O primeiro é a atualização curricular, que visa institucionalizar, em até 12 meses, novas diretrizes integradas à BNCC Computação, abrangendo desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental. O segundo pilar foca no desenvolvimento de saberes digitais docentes, com a meta de capacitar 100% dos professores e gestores em metodologias ativas e no uso pedagógico de Chromebooks, utilizando o autodiagnóstico da plataforma AVAMEC como ponto de partida. O terceiro pilar refere-se à infraestrutura e sustentabilidade, buscando assegurar conectividade de alta velocidade em todas as unidades e estabelecer um plano logístico de manutenção para combater a obsolescência tecnológica.
                                                        A implementação das ações, prevista para iniciar em fevereiro de 2025 , será acompanhada por um sistema de governança e monitoramento trimestral com indicadores de desempenho. Para viabilizar esse projeto, a rede municipal articulará parcerias estratégicas com instituições como UFES, IFES, UNDIME e MEC, além de colaborações com a iniciativa privada para suporte técnico. O foco final é garantir que o aluno de Afonso Cláudio desenvolva competências para resolver problemas reais de forma crítica e ética, preparando-o para os desafios da sociedade digital.
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                                                          V2.0FUNDÃO - PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
                                                          Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                          Tipo Trabalho Final de Curso
                                                          Data 31/05/2026
                                                          Área ENSINO
                                                          Orientador(es)
                                                          • FERNANDO STANZIONE GALIZIA
                                                          Coorientador(es)
                                                            Orientando(s)
                                                            • DHEBORA NUNES BARBOSA ZUCCOLOTTO
                                                            Banca
                                                            • ALAN VICTOR PIMENTA DE ALMEIDA PALES COSTA
                                                            • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                                            • FERNANDO STANZIONE GALIZIA
                                                            Resumo PLANO DE AÇÃO DO MUNICIPIO DE FUNDÃO/ES, O QUAL VEM ALINHADO AÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA REDE E IMPLEMENTAÇÃO EDUCACIONAIS QUANTO A BNCC COMPUTACIONAL E O CURRICULO DO ESPÍRITO SANTO.
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                                                              COORDENADOR TÉCNICO ADMINISTRATIVO
                                                              Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                              Tipo Trabalho Final de Curso
                                                              Data 31/05/2026
                                                              Área ENSINO
                                                              Orientador(es)
                                                              • AMELIARA FREIRE SANTOS DE MIRANDA
                                                              Coorientador(es)
                                                                Orientando(s)
                                                                • DHENSEL AYRON SANTOS VILANOVA
                                                                Banca
                                                                • AMELIARA FREIRE SANTOS DE MIRANDA
                                                                • Daiani Damm Tonetto Riedner
                                                                • INÊS GIRLENE DOS SANTOS MONTEIRO
                                                                Resumo Técnico responsável pelo Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC), Coordenador Municipal do Plano de Ações Articuladas (PAR), articulador do programa Educação Conectada, Vice Coordenador do Comitê Gestor do PDDE Interativo, representante da Secretaria Municipal de Educação na Comissão Eleitoral de Acompanhamento da Gestão Escolar (CEAGE), dentre outras atribuições.
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                                                                  PROFESSOR
                                                                  Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                                  Tipo Trabalho Final de Curso
                                                                  Data 31/05/2026
                                                                  Área ENSINO
                                                                  Orientador(es)
                                                                  • TIAGO MORAIS NUNES
                                                                  Coorientador(es)
                                                                    Orientando(s)
                                                                    • DIEMES POMAROLI GALHARDO
                                                                    Banca
                                                                    • Daiani Damm Tonetto Riedner
                                                                    • LUCIENE APARECIDA GOUVÊA NOGUEIRA
                                                                    • TIAGO MORAIS NUNES
                                                                    Resumo PROFESSOR DO ENSINO FUNDAMENTAL 1.
                                                                    Download
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                                                                      Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                                      Tipo Trabalho Final de Curso
                                                                      Data 31/05/2026
                                                                      Área ENSINO
                                                                      Orientador(es)
                                                                      • ANDERSON PINHEIRO CAVALCANTI
                                                                      Coorientador(es)
                                                                        Orientando(s)
                                                                        • DIEGO FELIPE MARTINS CAVALCANTI
                                                                        Banca
                                                                        • ANDERSON PINHEIRO CAVALCANTI
                                                                        • Daiani Damm Tonetto Riedner
                                                                        • Raquel Koyanagi
                                                                        Resumo Este Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica se apresenta como um guia referencial para o trabalho da Rede Municipal de Ensino de São José da Laje/ Alagoas, fornecendo um caminho com ações possíveis voltadas a Educação Digital para que tanto a secretaria quanto às escolas possam conduzir seus processos de atualização curricular e de desenvolvimento profissional docente. Se constitui em uma proposta flexível, capaz de ser adaptada conforme as necessidades locais e os contextos educacionais específicos. Com foco nos Saberes Digitais Docentes, o plano auxilia na capacitação contínua dos professores, incentivando a autoreflexão, a integração de tecnologias no ensino e a construção de estratégias pedagógicas que promovam a inovação e a inclusão digital, permitindo que a rede avance na construção de uma educação mais conectada à realidade da sociedade atual. Por fim, entendemos, que os dados levantados e sistematizados ao longo da assessoria técnica do curso de Pós graduação de Especialização em Educação digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica serviram como subsídios para a elaboração final deste Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica.
                                                                        Download
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                                                                          Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                                          Tipo Trabalho Final de Curso
                                                                          Data 31/05/2026
                                                                          Área ENSINO
                                                                          Orientador(es)
                                                                          • DIONNE CAVALCANTE MONTEIRO
                                                                          Coorientador(es)
                                                                            Orientando(s)
                                                                            • SILVIA PRINTES DA SILVA
                                                                            Banca
                                                                            • Alvaro Jose dos Santos Gomes
                                                                            • DIONNE CAVALCANTE MONTEIRO
                                                                            • Mariana Aparecida Euflausino dos Santos Vieira
                                                                            Resumo TITULO DO TREBALHO - PLANO DE EDUCAÇÃO DIGITAL E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA - Rede Municipal de Educação de Oriximiná –PA

                                                                            RESUMO: O presente trabalho apresenta o Plano Municipal de Educação Digital e Inovação Pedagógica da rede municipal de ensino de Oriximiná-PA, elaborado em consonância com a Política Nacional de Educação Digital (PNED) e com a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), tendo como objetivo orientar a integração das tecnologias digitais aos processos pedagógicos, curriculares e de gestão educacional da rede municipal. O estudo fundamenta-se em abordagem qualitativa, articulada à análise documental e ao diagnóstico situacional da rede, utilizando dados do Censo Escolar, indicadores de aprendizagem e instrumentos analíticos produzidos no âmbito da Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica. O diagnóstico evidenciou desafios relacionados aos baixos indicadores de aprendizagem, à distorção idade-série, às limitações no uso pedagógico das tecnologias, à desigualdade de acesso digital e às especificidades territoriais amazônicas, especialmente em contextos rurais, ribeirinhos, quilombolas e indígenas. Ao mesmo tempo, identificou potencialidades relevantes, como a existência de políticas municipais estruturadas, experiências consolidadas em programas educacionais, parcerias institucionais e significativo percentual de docentes com formação superior. A partir da matriz SWOT, foram priorizados elementos estratégicos relacionados às forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da rede, possibilitando a construção de objetivos, metas e ações voltadas à atualização curricular, ao desenvolvimento dos saberes digitais docentes e ao monitoramento das políticas de Educação Digital. O plano organiza-se em eixos relacionados à conectividade, formação docente, currículo, práticas pedagógicas e gestão baseada em evidências, propondo ações articuladas à melhoria da aprendizagem e à redução das desigualdades educacionais. Conclui-se que a implementação da Educação Digital demanda não apenas infraestrutura tecnológica, mas também fortalecimento da formação docente, reorganização curricular, acompanhamento sistemático das ações e articulação entre políticas públicas, gestão educacional e realidade territorial amazônica.
                                                                            Download
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                                                                              Curso Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica
                                                                              Tipo Trabalho Final de Curso
                                                                              Data 31/05/2026
                                                                              Área ENSINO
                                                                              Orientador(es)
                                                                              • FABIANA DE BARROS MONTEIRO SOARES
                                                                              Coorientador(es)
                                                                                Orientando(s)
                                                                                • DIEGO JOSE DA SILVA
                                                                                Banca
                                                                                • ALAN VICTOR PIMENTA DE ALMEIDA PALES COSTA
                                                                                • Ana Carolina Pontes Costa
                                                                                • FABIANA DE BARROS MONTEIRO SOARES
                                                                                Resumo Este trabalho final de curso apresenta a elaboração do Plano de Educação Digital e Inovação Pedagógica do município de Carnaíba-PE com o objetivo de planejar, orientar e fortalecer a integração das tecnologias digitais às práticas educacionais da rede municipal de ensino, promovendo inovação pedagógica e desenvolvimento das competências digitais. Fundamentado nas diretrizes da Política Nacional de Educação Digital (PNED), da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) e da Lei nº 14.533/2023, o plano visa promover a inclusão digital, a inovação pedagógica e o desenvolvimento de competências relacionadas ao pensamento computacional, à cultura digital e ao uso crítico, ético e responsável das tecnologias entre estudantes, professores e gestores. Sua construção metodológica envolveu o diagnóstico e a análise da infraestrutura tecnológica da rede municipal, bem como o levantamento das necessidades, potencialidades e desafios identificados junto ao Grupo de Trabalho (GT). A partir desse processo, foram definidas estratégias e ações voltadas à ampliação do acesso às tecnologias, ao fortalecimento da formação continuada dos profissionais da educação e à promoção do uso pedagógico dos recursos digitais nas escolas. Espera-se que a implementação do plano contribua para a melhoria da qualidade da educação, para a equidade no acesso às oportunidades de aprendizagem e para a consolidação de uma cultura de inovação pedagógica no município.
                                                                                Download
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