Mestrado em Saúde da Família

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
A continuidade dos cuidados à saúde nos pacientes que participaram do projeto Cuidados Continuados Integrados no Hospital São Julião
Curso Mestrado em Saúde da Família
Tipo Dissertação
Data 24/08/2016
Área SAÚDE COLETIVA
Orientador(es)
  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Joliani Alves de Moraes
    Banca
    • Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
    • Leila Simone Foerster Merey
    • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
    • Sonia Maria Oliveira de Andrade
    Resumo Acompanhando tendência mundial, têm-se observado no Brasil, a partir das últimas quatro décadas do século passado, processos de transição que produziram e ainda produzem importantes mudanças no perfil das doenças ocorrentes na população, impondo para a Saúde Publica novos desafios. Neste contexto foi criada em muitos Países a linha de Cuidados Continuados Integrados (CCI), como uma resposta ao aumento do número de pessoas em situação de dependência funcional. Em Campo Grande (Brasil) esta linha de cuidados está sendo realizada no Hospital São Julião, para atender os pacientes procedentes do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Santa Casa e Hospital Universitário/UFMS. Após um período de no máximo sessenta dias de internação para reabilitação sob responsabilidade da equipe multiprofissional, os pacientes recebem alta para o domicilio com contra referência para a atenção primária e centro de reabilitação. Assim, surge a preocupação com a continuidade aos cuidados após a alta do Hospital São Julião, questionando-se como está ocorrendo a atenção à saúde desses indivíduos e a evolução do quadro de dependência funcional.
    Download
    Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas: Análise da implementação no município de Campo Grande - MS
    Curso Mestrado em Saúde da Família
    Tipo Dissertação
    Data 09/08/2016
    Área SAÚDE COLETIVA
    Orientador(es)
    • Edson Mamoru Tamaki
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Geisa Alessandra Cavalcante de Souza
      Banca
      • Edson Mamoru Tamaki
      • Renata Palopoli Picoli
      • Sonia Maria Oliveira de Andrade
      • Soraya Solon
      Resumo
      Download
      DIABETES MELLITUS: Conhecimentos, Atitudes e Hábitos Alimentares de Portadores da Doença no município de Bodoquena/MS
      Curso Mestrado em Saúde da Família
      Tipo Dissertação
      Data 09/08/2016
      Área SAÚDE COLETIVA
      Orientador(es)
      • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Flávia Gilda Zanetti
        Banca
        • Adriane Pires Batiston
        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
        • Rafael Aiello Bomfim
        • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
        Resumo Diabetes Mellitus caracteriza-se como uma doença crônica de expansão em nível global, com elevada prevalência, importante morbidade decorrente a complicações agudas e crônicas, com altas taxas de hospitalização e mortalidade. Este estudo teve como objetivo compreender, por meio de uma pesquisa exploratória seccional, os conhecimentos de pessoas com Diabetes Mellitus sobre sua doença, bem como as atitudes e hábitos alimentares autorreferidos. O estudo contou com a participação de cento e quarenta e sete usuários com diagnóstico de diabetes (tipos 1 e 2), inseridos no Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos – HIPERDIA da rede municipal de saúde de Bodoquena estado de Mato Grosso do Sul, em atendimento no período de maio a setembro de 2015. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário com variáveis sobre dados sociodemográficas e hábitos alimentares, além do Questionário de Conhecimento em Diabetes (DKN-A), o Questionário de Atitudes Psicológicas (ATT-19) e o Questionário de Frequência Alimentar (QFA). Para a verificação da análise dos dados, aplicou-se o Teste de Qui-quadrado (Chi square) para as análises bivariadas e modelos de regressão logística múltipla para análise conjunta dos fatores associados (p<0.05). Calculou-se o Odds ratio bruto (OR), com os respectivos intervalos de confiança de 95% para cada variável. Em relação às variáveis, a dieta prudente foi classificada como variável dependente e as variáveis como renda, escolaridade, idade, entre outras foram classificadas como variável independente. Os valores a partir de Odds Ratio (OR) identificavam risco ou proteção à dieta prudente, portanto quando os valores de OR eram maiores indicavam maior risco para uma dieta conservativa (dieta nutricionalmente inadequada) e quando o OR apresentavam valores menor indicavam fator de proteção para a dieta prudente (dieta nutricionalmente adequada). Valores de p < 0.05 foram considerados estatisticamente significativos. Dentre os 147 sujeitos com idade média de 59,5 anos, a maioria era do sexo feminino (63,45%), casada ou em relação estável (75,16%) e possuía hipertensão arterial associada ao diabetes pré-existente (57,24%). No que diz respeito a escolaridade, 44,13% tinham o ensino fundamental incompleto, e a maior prevalência (66,89%) tinham renda entre 1 a 2 salários mínimos. Já no que tange às variáveis relacionadas aos hábitos alimentares, notou-se que 61,60% dos entrevistados realizam apenas três refeições ao dia. Apesar de 95,5% possuírem consciência dos benefícios da alimentação no controle metabólico da doença, o quesito dieta destacou-se como principal dificuldade no tratamento, sendo que 34,25% dos entrevistados relataram a proibição do consumo de doces como a principal dificuldade na adesão ao tratamento nutricional. Através do QFA identificou-se que 81,63% dos usuários entrevistados relataram consumir alimentos pertencentes ao padrão alimentar denominado conservativo, constituído por alimentos ricos em gorduras saturadas, carboidratos simples, industrializados e hipercalóricos. Não houve estatisticamente associação entre o consumo alimentar do padrão alimentar prudente em relação aos conhecimentos e atitudes dos entrevistados relacionados a sua patologia. Em relação ao conhecimento sobre a doença, a maior parte dos usuários (82,50%) obteve escores menores que oito em relação ao diabetes no questionário DKN-A. Quanto aos escores de atitude, 93% dos participantes apresentaram escores menores que 70 pontos no questionário ATT-19. Os resultados apontam que os indivíduos com diabetes, obtiveram baixo nível de conhecimento sobre a doença e suas complicações, apenas 17,5% dos entrevistados possuíam escores acima de 70 pontos, indicando um bom conhecimento em relação a sua patologia. Em relação à atitude, observouse que apenas 7% possuía escore acima de 8 pontos, classificando os resultados como valores inferiores ao desejado sobre a atitude de enfrentamento da doença. O nível de conhecimento esteve relacionado positivamente à renda familiar do diabético, sua escolaridade, número de refeições realizadas diariamente e a percepção do individuo em relação aos benefícios da alimentação para o controle glicêmico, sendo que a alta escolaridade apresentou-se como o maior fator de risco para ter hábitos de padrão alimentar conservativo. Não houve associação entre o consumo alimentar do padrão prudente, conhecimentos e atitudes dos entrevistados relacionados ao Diabetes Mellitus. Diante disso, o presente estudo nos revela que os entrevistados apresentaram dificuldade no enfrentamento de sua doença, quando relacionado seu conhecimento e sua atitude perante o diabetes mellitus. Os resultados apontam para a necessidade de uma estruturação efetiva nas ações de educações em saúde direcionadas aos pacientes com diabetes mellitus, que atendam as exigências dos pacientes, assim como também da necessidade do surgimento de novas pesquisas com foco em melhorias nas ações de educações em saúde e relacionadas as outras variáveis que podem refletir a adesão terapêutica, como o hábito de realizar atividade física, saúde mental, saúde bucal, religiosidade, crenças, entre outras, buscando assim melhorias nas dificuldades cotidiana no controle do diabetes.
        Download
        Diabetes autorreferido em idosos de Dourados, Mato Grosso do Sul
        Curso Mestrado em Saúde da Família
        Tipo Dissertação
        Data 04/08/2016
        Área SAÚDE COLETIVA
        Orientador(es)
        • Rosangela da Costa Lima
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Roseana Soares da Silva
          Banca
          • Karine de Cassia Freitas Gielow
          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
          • Rosangela da Costa Lima
          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
          Resumo O Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível que representa um notório problema de saúde pública no mundo, principalmente em idosos. A Atenção Básica, especificamente a Estratégia Saúde da Família, abrange o cuidado integral, visando à promoção da saúde e prevenção de complicações pelo diabetes. O objetivo deste estudo foi estudar a associação entre características sociodemográficas, Índice de Massa Corporal (IMC), sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e pressão arterial inadequados e a presença de diabetes mellitus. Foi realizado um estudo casos e controles, avaliando 1020 idosos com ≥60 anos do estudo populacional “Saúde de Idosos da cidade de Dourados, MS de 2012. Casos (n=251) foram considerados idosos que referiram terem sido diagnosticados com diabetes mellitus e como controles (n=769) os demais entrevistados. Foi observada a frequência de exposição para casos e controles das variáveis: sexo, faixa etária, cor de pele, situação conjugal, escolaridade, nível econômico, tabagismo, consumo de bebida alcoólica, sedentarismo, índice de massa corporal e níveis pressóricos altos. Foram calculados testes para associação (Exato de Fisher, Qui-quadrado de Pearson e Qui-quadrado de Tendência Linear) e Razões de Odds (RO) e seus intervalos de confiança de 95% através de Regressão Logistica não condicional. Todas as variáveis com p< 0,20 na análise bruta foram incluídas no modelo multivariável. Do total de idosos, 24,6% (IC95% 21,8% - 27,7%) referiram diabetes. Aproximadamente metade dos entrevistados eram mulheres na faixa etária entre 60-69 anos, de cor de pele branca, casados (as) e pertencia ao nível econômico C, não havendo diferenças estatisticamente significativas entre casos e controles para estas variáveis. A baixa escolaridade (até três anos de estudo) foi mais frequente entre os casos (59,2%) do que entre os controles (50,9%), p<0,01. No que se refere ao tabagismo, 8,0% dos casos e 14,4% dos controles fumavam, (p<0,001) enquanto que aproximadamente 30,0% dos casos e controles fizeram uso de bebidas alcóolicas nos últimos 30 dias (p=0,63). Em relação ao sedentarismo, 69,7% dos casos e 63,6% dos controles referiram não fazer algum tipo de exercício físico. O excesso de peso foi verificado em 75,2% dos casos e 53,4% dos controles, p<0,01. Os níveis pressóricos altos foram encontrados em 45% dos casos e 37,3% dos controles, p=0,34. Após o ajuste, em comparação aos idosos com menor escolaridade, aqueles com 4-7 anos e ≥ 8 anos completos de escola tiveram uma proteção de 13,0% e 49,0% para diabetes mellitus, respectivamente. Os indivíduos com IMC <24 e 24-26 kg/m2 apresentaram uma RO de 0,44 e 0,24, respectivamente quando comparados àqueles com sobrepeso. As demais variáveis não estiveram significativamente associadas. Sendo assim, o estudo evidenciou que aproximadamente 10,0% dos diabéticos eram fumantes, um terço consumia bebidas alcóolicas, 70,0% eram sedentários, apresentaram excesso de peso e metade níveis pressóricos elevados. Destas características apenas o excesso de peso foi significativamente maior nos casos do que nos controles. Desta forma, fica clara a importância da Estratégia Saúde da Família em fomentar mudanças comportamentais que visem reduzir complicações decorrentes do diabetes.
          Download
          Sífilis adquirida, sífilis em gestante e sífilis congênita na população indígena do Mato Grosso do Sul: Análise comparativa entre as notificações no SINAN e DSEI-MS
          Curso Mestrado em Saúde da Família
          Tipo Dissertação
          Data 23/06/2016
          Área SAÚDE COLETIVA
          Orientador(es)
          • Rivaldo Venancio da Cunha
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Zuleica da Silva Tiago
            Banca
            • Érika Kaneta Ferri
            • Renata Palopoli Picoli
            • Rui Arantes
            • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
            Resumo A Sífilis continua sendo um grave problema de saúde pública, atingindo cerca de 12 milhões de pessoas no mundo, anualmente (OMS, 2008). A subnotificação dos casos de sífilis é um problema recorrente em diversos países e constituem um dos principais fatores que contribuem para a persistência da sífilis como um problema de saúde pública na América Latina e Caribe. O estado do Mato Grosso do Sul, é o segundo maior estado do Brasil em número de indígenas, com 77.025 pessoas autodeclaradas indígenas, das quais 61.158 vivem em aldeias (79,4%). O presente estudo descreve a incidência e a distribuição de Sífilis em Gestante, Congênita e Adquirida na população indígena que vive nas aldeias do Mato Grosso do Sul por meio da análise de duas fontes de dados secundários, uma oriunda do SINAN e outra dos registros da Área Técnica de Saúde Sexual e Infecção Sexualmente Transmissíveis do DSEI-MS, no período de 2011 a 2014.Trata-se, portanto de um estudo descritivo de coorte retrospectivo. A comparação entre as duas fontes de dados permitiu identificar as subnotificações em cada uma delas e gerar uma planilha com o total de casos de Sífilis ocorridos entre 2011 e 2014, calcular as taxas de detecção e de incidência para cada tipo de sífilis, e avaliar a distribuição absoluta e relativa dos casos por Polo base e etnia. As taxas de incidência de Sífilis Congênita variaram de 6,0 casos/1.000 nascidos vivos para 10,7 casos/1.000 nascidos vivos. A taxa de incidência de Sífilis em Gestante mostrou-se elevada para todos os anos do estudo, o maior valor ocorreu em 2013 quando a incidência foi de 45,5/1.000 nascidos vivos. A análise da distribuição dos casos de Sífilis (adquirida, congênita e em gestantes) entre indígenas no Mato Grosso do Sul mostrou uma concentração significativa da doença na Região Sul do estado (91,3%), em especial, nos Polos Base de Amambaí e Iguatemi. Esses dois Polos Base juntos concentram 65,3% dos casos de Sífilis em Gestantes e 63,6% dos casos de Sífilis Congênita. Do total de 473 casos de todos os tipos de Sífilis registrados nas duas fontes de dados entre 2011 e 2014, as maiores taxas subnotificações ocorreram no SINAN quando comparado ao DSEI-MS. Para a Sífilis em gestantes as subnotificações foram de 45,9% no SINAN e 15,2%, no DSEI-MS. Em relação à Sífilis Adquirida, 42,2% e 35,9% e Sífilis Congênita 33,3% e 19,7%, respectivamente. O presente estudo demonstrou que a sífilis constitui um grave problema de saúde pública entre os povos indígenas do Mato Grosso do Sul, principalmente entre os Guarani Ñhandeva e Guarani Kaiowá. As características epidemiológicas da doença na população, determinadas por fatores socioeconômicos e culturais específicos impõe desafios na organização e estruturação dos serviços de saúde para fortalecer a vigilância epidemiológica da sífilis e diminuir a incidência da doença entre indígenas no Mato Grosso do Sul.
            Download
            Enfrentamento do HIV/AIDS em idosos: Perspectiva de agentes comunitários de saúde e de médicos da saúde da família, Campo Grande, MS
            Curso Mestrado em Saúde da Família
            Tipo Dissertação
            Data 31/05/2016
            Área SAÚDE COLETIVA
            Orientador(es)
            • Mauricio Antonio Pompilio
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Valdirene Silva Pires Macena
              Banca
              • Mauricio Antonio Pompilio
              • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
              • Sonia Maria Oliveira de Andrade
              • Vanessa Terezinha Gubert
              Resumo O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) causa a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids). A Aids é uma pandemia de difícil controle. E, nos últimos anos, vem crescendo entre os idosos. Estima-se que até 2025, o Brasil será o sexto país no mundo em população idosa. Alguns fatores e condições de vida dos idosos como: aumento das relações sexuais ligada ao preconceito do uso de preservativos, os mitos, os tabus e a falta de divulgação sobre a doença, são determinantes para a incidência da Aids na terceira idade. A pesquisa foi realizada nas UBSF de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de julho a outubro de 2015. A população de estudo foram Agentes comunitários de saúde (ACS) e médicos da Estratégia de Saúde da Família (ESF). A coleta de dados dos ACS foi feita por amostra estratificada proporcional com fração de amostra de n/N =0,2035, totalizando 140 ACS. Todos os médicos vinculados a ESF dos ACS sorteados foram convidados a participar da pesquisa (n=48). Foi aplicado um questionário para os ACS contendo questões norteadoras fechadas, para identificar as estratégias e ações dos ACS do enfrentamento do HIV/Aids na terceira idade. Aos médicos foram aplicados questionários com questões sobre a vulnerabilidade dos idosos as DST/HIV. Aproximadamente 55,7% dos ACS participaram de alguma capacitação/treinamento, entretanto, quase todos (95,0%) referiram a necessidade de capacitar-se para melhor atuação neste tema. Foi relatado por 70,0% dos ACS realização de campanhas educativas de prevenção de DST/Aids para a comunidade em geral, mas, destacando-se as gestantes e adolescentes. Observou-se que 100% das UBSF tem distribuição regular de preservativos, entretanto, as ações que contemplam idosos para prevenir DST/Aids são mais limitadas (39,3%). A maioria dos ACS (96,4%) percebem a vulnerabilidade do idoso ao risco de infecção pelo HIV, no entanto, 70,0% relataram ter dificuldade em dialogar com os idosos sobre este assunto e, apenas 13,6% dos ACS orientam frequentemente esta população sobre o uso de preservativos. A maioria dos médicos (83,3%) atendem idosos para orientação de disfunção erétil nas UBSF. Destes, 47,9% já prescreveram medicamentos para controle deste problema de saúde. Apenas 6,2% dos médicos não orientam os idosos para o uso de preservativos. Cerca de 72,9% dos médicos já diagnosticaram casos de DST nesta faixa etária e 87,5% deles oferecem o teste do HIV para estes pacientes. Apesar dos ACS identificarem a vulnerabilidade para o HIV em idosos precisam de mais capacitação na abordagem da sexualidade e prevenção do HIV nesta população. Os médicos da Estratégia de Saúde da Família compreendem que tanto a disfunção erétil quanto as DST/Aids são problemas concretos de saúde entre os idosos, porém é necessário ampliar as estratégias/ações educativas destes profissionais em suas práticas. Espera-se que o resultado da pesquisa possa contribuir para que as estratégias e ações dos ACS sejam reformuladas a fim de prestar ação preventiva aos idosos, orientando e incentivando a população idosa a se proteger melhor do HIV/Aids.
              Download
              Do modelo biomédico à clínica ampliada: Influência do SPE na formação médica
              Curso Mestrado em Saúde da Família
              Tipo Dissertação
              Data 24/05/2016
              Área SAÚDE COLETIVA
              Orientador(es)
              • Maria Celina Piazza Recena
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Socorro Andrade de Lima Pompilio
                Banca
                • Dario Xavier Pires
                • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                • Maria Celina Piazza Recena
                • Renata Palopoli Picoli
                Resumo Inserir novas práticas nos currículos médicos que atendam às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para área da saúde pode colaborar para a capacitação de profissionais, de forma que se tornem mais qualificados e competentes para o cuidado humanizado. A Clínica Ampliada desponta como eixo norteador da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde como promotora de responsabilização, singularidade, autonomia, solidariedade e vínculos saudáveis e requer para sua efetivação práticas inovadoras. O programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), inserido nesse contexto de intersetorialidade entre saúde e educação, pode auxiliar no desenvolvimento de competência clínica abrangente e resolutiva. Diante disso, os principais objetivos dessa pesquisa foram delinear os parâmetros da competência para a Clínica Ampliada, com base nos saberes indicados nos quatro pilares da educação para o século XXI propostos por Delors e identificar a incorporação desses parâmetros, após o desenvolvimento do programa SPE, entre os estudantes de medicina. O trabalho foi delineado como pesquisa qualitativa, tanto para a abordagem de análise teórica documental como para a investigação da percepção de estudantes e docentes sobre o tema. A pretensão foi dirigida à compreensão das bases teóricas da Clínica Ampliada e à apreensão da percepção dos acadêmicos e docentes sobre a influência do SPE na formação médica para a incorporação de parâmetros da competência para Clínica Ampliada. Como produto da pesquisa, são apontados os parâmetros da competência para Clínica Ampliada pautada nos domínios conhecer, fazer, ser e conviver, após uma correlação teórica entre Clínica Ampliada e Delors, sendo referência para reflexões na formação em saúde. Os resultados indicam que o projeto SPE influenciou na incorporação de parâmetros da competência para Clínica Ampliada entre os estudantes de medicina. Para os docentes o SPE demonstrou-se como uma ferramenta positiva na formação médica, oferecendo meios de efetivação para as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos da área da saúde. Os achados do grupo focal evidenciaram satisfação dos acadêmicos com as intervenções propostas pelo programa SPE, senso de autonomia, trabalho em equipe, comunicação, percepção ampliada do processo saúde doença, dentre outros. Essa atividade se configura também como apoio da expressão das subjetividades, importantes para o aprender a ser e a conviver. Tais percepções dos parâmetros da Clínica Ampliada colaboram para a formação dos futuros profissionais da rede de atenção à saúde, em especial da Estratégia Saúde da Família.
                Download
                Fatores associados à prática de atividade física em adultos atendidos em unidades básicas de saúde da família
                Curso Mestrado em Saúde da Família
                Tipo Dissertação
                Data 20/05/2016
                Área SAÚDE COLETIVA
                Orientador(es)
                • Joel Saraiva Ferreira
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Ana Cristina Gomes de Lima
                  Banca
                  • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                  • Joel Saraiva Ferreira
                  • Sandra Helena Correia Diettrich
                  • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                  Resumo
                  Download
                  Linha de base dos cirurgiões-dentistas das equipes de saúde da família: Conhecimento das demandas de teleodontologia em Mato Grosso do Sul
                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                  Tipo Dissertação
                  Data 31/03/2016
                  Área SAÚDE COLETIVA
                  Orientador(es)
                  • Alessandro Diogo de Carli
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Paula Oda Haddad
                    Banca
                      Resumo
                      Download
                        Educação à distância e curso introdutório para equipes de saúde da família: Análise de viabilidade por egressos
                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                        Tipo Dissertação
                        Data 22/03/2016
                        Área SAÚDE COLETIVA
                        Orientador(es)
                        • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                        Coorientador(es)
                          Orientando(s)
                          • Valéria Regina Feracini Duenhas Monreal
                          Banca
                          • Joel Saraiva Ferreira
                          • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                          • Maria de Fatima Meinberg Cheade
                          • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                          Resumo Este trabalho resulta da análise do Curso Introdutório para Equipes de Saúde da Família, na modalidade a distância. A pesquisa teve por objetivo avaliar a estrutura e desenvolvimento do curso na modalidade a distancia e identificar a pertinência e repercussão dos conhecimentos na prática profissional, a partir da percepção dos egressos. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, com base em dados primários e secundários, desenvolvido no período de abril a agosto de 2015. Para coleta dos dados primários foi disponibilizado um questionário via email aos 235 profissionais concluintes e elaborado um banco de dados. Os dados secundários foram obtidos a partir do questionário respondido nos 4 módulos do ambiente virtual de aprendizagem (AVA), do próprio curso. De acordo com os dados obtidos verificou-se que 97,1% dos alunos consideram que a EaD pode ser utilizada para qualificação na saúde. No que se refere aos conhecimentos adquiridos e necessários à mudança na prática, 96,5% responderam que o curso introdutório contribuiu no desenvolvimento de ações de promoção da saúde, na reflexão e organização do processo de trabalho e no planejamento das ações. Em relação ao desenvolvimento de competências e habilidades a partir da finalização do curso, 96,5% passaram a compreender a importancia da educação permanente e 93,1% a descrever, explicar e priorizar os problemas de saúde de sua área de abrangência. Entre os fatores dificultadores da mudança na prática, 82,7% consideram que os profissionais que fizeram o curso não permaneceram na equipe e 44,8% apontam a dificuldade para execução do trabalho em equipe. Os resultados vem demonstrar que o aprendizado na modalidade a distância é efetivo. As mudanças nas atividades profissionais, ou seja, a incorporação dos conteúdos teóricos às ações que desenvolvem, comprovam este aprendizado. A EaD se apresenta como uma estratégia adequada para realização do Curso Introdutório para as Equipes de Saúde da Família.
                          Download
                          Determinantes contextuais e individuais da necessidade de tratamento odontológico em idosos brasileiros: Uma análise multinível
                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                          Tipo Dissertação
                          Data 11/03/2016
                          Área SAÚDE COLETIVA
                          Orientador(es)
                          • Alessandro Diogo de Carli
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Chaiane Emilia Dalazen
                            Banca
                            • Alessandro Diogo de Carli
                            • Paulo Zarate Pereira
                            • Rafael Aiello Bomfim
                            • Rui Arantes
                            Resumo
                            Download
                            Regulação do acesso à atenção especializada na estratégia saúde da família
                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                            Tipo Dissertação
                            Data 24/02/2016
                            Área SAÚDE COLETIVA
                            Orientador(es)
                            • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Milene da Silva Dantas Silveira
                              Banca
                              • Edson Mamoru Tamaki
                              • Joaquim Dias da Mota Longo
                              • Luiza Helena de Oliveira Cazola
                              • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                              Resumo O aumento das demandas em saúde voltadas às doenças crônicas e a necessidade de mudanças na organização do sistema de saúde em forma de redes de atenção destacam a Atenção Primária à Saúde ocupando posição central na assistência e coordenação do cuidado e têm na regulação dos serviços de saúde um importante instrumento na gestão dos fluxos. Este estudo tem por objetivo caracterizar a regulação do acesso à atenção especializada referente às demandas da Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Campo Grande, MS. Tomaram-se como variáveis de interesse a caracterização dos principais profissionais envolvidos no processo regulatório (os médicos inseridos na ESF e na Central de Regulação) quanto a experiência profissional, tipo de vínculo empregatício e capacitações realizadas; o modo como se dá o processo regulatório em relação à utilização de protocolos; a comunicação entre os profissionais de ambos os serviços; e possíveis dificuldades. Os dados primários foram coletados por meio de dois questionários semiestruturados aplicados a 53 médicos da ESF e 21 médicos reguladores. Os resultados indicaram rotatividade desses profissionais em ambos os serviços, bem como vínculo empregatício frágil, especialmente para os médicos da ESF. Em ambos os grupos estudados, observou-se necessidade de melhorar a capacitação específica para o desempenho da função, com maior ênfase para os médicos reguladores. Sobre a utilização dos protocolos de acesso, os resultados se contradizem. Os médicos da ESF informam conhecê-los e utilizá-los na maior parte das vezes, porém, segundo os médicos reguladores, o não cumprimento das exigências dos protocolos constitui o principal motivo de devolução dos encaminhamentos para adequações. Ambos veem no aumento do número de vagas para consultas especializadas a principal medida para a melhoria do acesso à atenção especializada. A melhoria da gestão da clínica em seus respectivos serviços foi a medida menos apontada. O estudo mostrou a necessidade de maiores investimentos em capacitação e valorização dos profissionais, com melhores condições de trabalho e incentivo à educação continuada e permanente.
                              Download
                              Conhecimento teórico de profissionais atuantes na estratégia de saúde da família sobre condutas em urgência e emergência
                              Curso Mestrado em Saúde da Família
                              Tipo Dissertação
                              Data 19/02/2016
                              Área SAÚDE COLETIVA
                              Orientador(es)
                              • Joel Saraiva Ferreira
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Simone de Fátima Crispim
                                Banca
                                • Joao Ricardo Filgueiras Tognini
                                • Joel Saraiva Ferreira
                                • Olinda Maria Rodrigues de Araujo
                                • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                                Resumo Na Atenção Primária à Saúde (APS), a Estratégia Saúde da Família (ESF) é considerada um componente da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE), tornando-se, assim, corresponsável pelo atendimento da população adstrita em situações de urgência e emergência. Considerando esse contexto, a presente pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar o conhecimento teórico de profissionais atuantes na ESF de Campo Grande-MS, sobre condutas em urgência e emergência. Para isso, procedeu-se a aplicação de um questionário estruturado, elaborado especificamente para o presente estudo, tendo como referencial os protocolos padronizados, validados e reconhecidos mundialmente relacionados ao atendimento das urgências e emergências. Responderam ao questionário, de forma individual, os profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem de todas as ESF do município de Campo Grande-MS. Foram obtidos 201 questionários ao final da coleta de dados, dos quais 46,8% eram de técnicos de enfermagem; 31,5%, de enfermeiros; e 21,7%, de médicos. Dentre esses profissionais, 82,8% estão há mais de um ano atuando na ESF e destes, 41,4% estão há mais de cinco anos. Os resultados indicaram que apenas 23,2% dos profissionais investigados possuem algum tipo de formação em urgência e emergência; entre os profissionais médicos, 43,18% afirmaram possuir alguma formação em urgência e emergência; na categoria enfermeiros, somente 11,8%; e; entre os técnicos de enfermagem, 21,42% têm curso na referida área. Em relação aos acertos das questões sobre o atendimento inicial em urgência e emergência contidas no instrumento de coleta de dados, os resultados evidenciaram que a categoria médica com curso em urgência e emergência não apresentou diferença estatística em relação a seus pares sem curso; entre os profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem, houve uma diferença estatística a favor dos profissionais com curso em relação aos sem curso. Ao analisar os acertos entre as diferentes categorias investigadas, comparando apenas aqueles com curso em urgência e emergência, os enfermeiros foram os que obtiveram a maior porcentagem de acertos nas questões relacionadas ao tema enquanto que as outras categorias (médicos e técnicos de enfermagem) apresentaram similaridade no índice de acertos. A comparação dos acertos das categorias sem curso revelou que os enfermeiros novamente se sobressaíram, seguidos dos médicos que apresentaram uma sutil diferença de acertos em relação aos técnicos de enfermagem. As questões mais erradas do questionário foram as relacionadas com o atendimento da parada cardiorrespiratória; com a abordagem no controle da dor e o sangramento oriundo de uma fratura; e com o dispositivo mais adequado para o fornecimento de oxigenioterapia frente a um doente em situações de urgência ou emergência. Espera-se que o resultado desta pesquisa subsidie a gestão municipal e seus representantes a avançar no planejamento e na implementação de ações para o desenvolvimento das equipes de ESF no sentindo de se investir na educação permanente voltada às urgências e emergências na APS, aumentando a resolutividade dos problemas agudos ou da agudização dos crônicos, acolhendo os usuários das regiões adstritas de cada equipe de ESF, minimizando a morbimortalidade dos mesmos e colaborando, também, com a diminuição da demanda excessiva nas portas de entrada de níveis secundários e terciários, tornando a RUE mais efetiva e a APS mais resolutiva.
                                Download
                                Rede de atenção à saúde para a hipertensão arterial na região de Campo Grande, Mato Grosso do Sul
                                Curso Mestrado em Saúde da Família
                                Tipo Dissertação
                                Data 18/12/2015
                                Área SAÚDE COLETIVA
                                Orientador(es)
                                • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                Coorientador(es)
                                  Orientando(s)
                                  • Cleuzieli Moraes dos Santos
                                  Banca
                                  • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                  • Crhistinne Cavalheiro Maymone Goncalves
                                  • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                  • Patricia Moita Garcia Kawakame
                                  Resumo Esta pesquisa objetivou avaliar e correlacionar a estrutura da rede de serviços, força de trabalho e a situação de saúde da população da região de saúde de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, para a implantação da linha de cuidado das pessoas com hipertensão arterial, como eixo estruturante da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas. O estudo foi desenvolvido em duas fases. Na primeira foi realizada uma pesquisa em fontes de dados secundários nos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde e na segunda foi entregue um questionário aos gestores dos dezessete municípios estudados. Os resultados foram apresentados em forma de artigos científicos e em resumos, com uso de ferramentas estatísticas. Com os dados secundários foi possível fazer a Correlação de Pearson que evidenciou associações estatísticas significativas entre morbimortalidade por doenças do aparelho circulatório com presença de médicos e enfermeiros nos municípios, bem como a cobertura da estratégia saúde da família. O Coeficiente de Gini ilustrou a concentração de serviços, profissionais e recursos na capital. As conclusões apontaram que na região estudada a concentração de recursos (profissionais, serviços hospitalares, ambulatoriais e diagnósticos) interfere na saúde da população hipertensa. Os resultados dos questionários entregues aos gestores evidenciaram que embora a atenção primária esteja organizada, em geral não há uso de ferramentas de abordagem familiar, de gestão da clínica para atenção à população que ainda pauta a assistência na doença. Não há comunicação efetiva entre os diferentes pontos da rede nem sistemas integrados para prontuários, exames dentre outros, favorecendo o isolamento e a assistência sem uso de linhasguias ou protocolos clínicos únicos para a rede de atenção à saúde. A governança é incipiente e precisa ser melhor desenvolvida para conformar a rede de atenção com base nas necessidades de saúde da população, nos aspectos geográficos e não somente na oferta e capacidade instalada. Ao final, foi possível identificar os limites e os aspectos já existentes para a conformação da linha de cuidado ao paciente com hipertensão arterial e a respectiva rede para a região de saúde, com possibilidade de favorecer intervenções eficientes.
                                  Download
                                  Investigação dos contatos de casos de tuberculose diagnosticados no Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul no período de 2009 à 2011
                                  Curso Mestrado em Saúde da Família
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 12/06/2015
                                  Área SAÚDE COLETIVA
                                  Orientador(es)
                                  • Rui Arantes
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • Roselene Lopes de Oliveira
                                    Banca
                                    • Eunice Atsuko Totumi Cunha
                                    • Paulo Cesar Basta
                                    • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                    Resumo A atenção à Saúde Indígena do Brasil é organizada em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Cada DSEI é composto por vários Pólos-Base. O Programa de Controle da Tuberculose com diretrizes específicas para população indígena vem sendo implementado no DSEI/MS desde o ano de 2001. Objetivo: Analisar o processo de investigação dos contatos de casos de tuberculose e avaliar a efetividade do tratamento da Infecção Latente da Tuberculose-ILTB na prevenção da doença entre a população indígena de Mato Grosso do Sul. Metodologia: Dados secundários do Programa de Controle de Tuberculose do Distrito Sanitário Especial Indígena do MS foram utilizados para localizar os casos índices de tuberculose e seus respectivos contatos, verificar cobertura de investigação e os desfechos do tratamento da ILTB no período de 2009 a 2011. Foram calculados os riscos relativo e absoluto assim como o número necessário de tratamentos de ILTB para prevenir um caso da doença. Resultados e Discussão: Ocorreram 109 casos de tuberculose e 703 contatos identificados, dos quais 471 (67%) foram examinados e 136 realizaram o tratamento da ILTB. Somente 01 paciente submetido ao tratamento de ILTB adoeceu. O tratamento da ILTB reduziu o risco de desenvolver a doença em 79,5%, a estimativa do número necessário de tratamentos para prevenir um caso de tuberculose correspondeu a 35. Conclusão: O tratamento da ILTB é uma medida extremamente recomendada nas aldeias indígenas do MS pela sua efetividade na prevenção da doença. Medidas para a ampliação da cobertura de investigação de contatos devem ser discutidas com as equipes de saúde do DSEI-MS.
                                    Download
                                    Detecção precoce do câncer de mama na estratégia saúde da família de Nova Andradina - MS
                                    Curso Mestrado em Saúde da Família
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 14/05/2015
                                    Área SAÚDE COLETIVA
                                    Orientador(es)
                                    • Adriane Pires Batiston
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Rubiana Gambarim da Silva
                                      Banca
                                      • Adriane Pires Batiston
                                      • Lais Alves de Souza Bonilha
                                      • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                      • Milton Augusto Pasquotto Mariani
                                      Resumo Introdução: Apesar de esforços envidados, o câncer de mama ainda é considerado um problema de saúde pública e constitui uma das mais importantes causas de morte de mulheres brasileiras. A detecção precoce do câncer de mama é a estratégia utilizada para o diagnóstico de alterações mamárias em tempo oportuno, o que proporciona às mulheres acometidas por esta doença maiores chances de cura e melhores condições no tratamento.
                                      Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar as estratégias para a detecção precoce do câncer de mama entre mulheres de 40 e 69 anos, cadastradas na Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Nova Andradina/MS.
                                      Metodologia: Foi conduzido um estudo seccional, no qual foram entrevistadas 393 mulheres com idades entre 40 a 69 anos, cadastradas na Estratégia Saúde da Família do município de Nova Andradina-MS. As participantes desta pesquisa foram entrevistadas em suas residências, sendo utilizado para a coleta de dados um formulário estruturado com questões que buscaram investigar as características sócio-demográficas e o conhecimento e a prática acerca dos métodos de detecção do câncer de mama. Os resultados da pesquisa foram analisados por meio de estatística descritiva e as associações entre variáveis estabelecidas pelo emprego dos testes qui-quadrado e exato de Fisher com nível de significância de 5%
                                      Resultados: Neste estudo, a idade média das entrevistadas foi de 54,00±0,39 anos (media±erro padrão), sendo que 81,2% já haviam realizado mamografia ao menos uma vez. Os fatores de risco para o câncer de mama mais frequentes foram sedentarismo (80,2%), sobrepeso (29,5%) e obesidade (29,5%). A maior realização da mamografia esteve associada à idade (p<0,001), à realização do Papanicolaou (p<0,001) e à realização do exame clínico das mamas (p<0,001). Não houve associação estatística entre a realização de mamografia e os fatores de risco, exceto a idade. Dentre as participantes deste estudo, 86,3% receberam informações relacionadas ao CM, sendo 52,2% dessas informações fornecidas pela equipe de saúde da família. Sobre os métodos de detecção do câncer de mama, 79,1% palpavam suas mamas ocasionalmente, 43% das mulheres não realizaram o exame clínico das mamas nos últimos 12 meses e 75,6 % nunca solicitou este exame, bem como 53,2% nunca solicitou a realização de mamografia.
                                      Conclusões: Dentre os fatores de risco apresentados pelas entrevistadas, somente a idade esteve relacionada a maior realização de mamografia, e constatou-se que aquelas que realizam o exame clínico das mamas e exame Papanicolaou possuem maiores chances para a realização de mamografia. Este estudo também demonstrou que a maioria das mulheres recebeu informação sobre CM, porém muitas ainda não aderem aos programas de detecção do CM, além de não adotarem posturas ativas em seu autocuidado. Os resultados apontados por este estudo poderão ser utilizados para o planejamento de ações dos profissionais da Estratégia Saúde da Família e Secretaria Municipal de Saúde, relacionadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama entre as mulheres de Nova Andradina.
                                      Download
                                      Análise da educação permanente em saúde no cotidiano da atenção básica do SUS em Mato Grosso do Sul
                                      Curso Mestrado em Saúde da Família
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 30/04/2015
                                      Área SAÚDE COLETIVA
                                      Orientador(es)
                                      • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Jacinta de Fatima Franco Pereira Machado
                                        Banca
                                        • Alessandro Diogo de Carli
                                        • Joel Saraiva Ferreira
                                        • Lais Alves de Souza Bonilha
                                        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                        Resumo O estado de Mato Grosso do Sul introduziu a educação permanente em saúde
                                        como modalidade educativa para os cuidadores, gestores e demandantes de
                                        cuidado nos cenários do SUS. A capital, Campo Grande, adotou-a para
                                        desenvolver a Estratégia de Saúde da Família. No intuito de introduzir a cultura da
                                        avaliação, o estado aderiu ao Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade
                                        (PMAQ), que pesquisou estrutura, processo e satisfação do usuário no âmbito da
                                        Atenção Básica. Da coletânea de dados disponibilizados pelo PMAQ, foram
                                        selecionados, como objeto de estudo, as ações de educação permanente, de
                                        planejamento e de apoio institucional, nunca antes avaliadas. Este estudo teve
                                        por objetivo analisar a presença e especificidade das ações de educação
                                        permanente em interface às ações de planejamento e de apoio institucional, no
                                        cotidiano da atenção básica no estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um
                                        estudo seccional, analítico por meio dos dados secundários oriundos do primeiro
                                        ciclo do PMAQ, na perspectiva de 184 respondentes das equipes de saúde da
                                        família, com subdivisão entre capital e interior. Os dados foram submetidos a
                                        tratamento estatístico com significância de 5%, e, a associação entre as variáveis
                                        capital e interior ao teste do qui-quadrado, teste Z e estatística descritiva. Os
                                        resultados apontaram que os cursos presenciais e trocas de experiências foram
                                        mais prevalentes, independente do local. As ações de tutoria e preceptoria foram
                                        menos utilizadas, especialmente no interior. No tocante à Educação a Distância,
                                        foram mais frequentes as do Programa Telessaúde, com menor utilização no
                                        interior. EAD/Unasus tiveram distribuição equitativa na capital e no interior. A
                                        utilização da Rede Universitária de Telemedicina (Rute) foi quase nula. No
                                        tocante ao planejamento, predominaram as atividades de monitoramento, análise
                                        de indicadores e discussão de casos, embora pouco convergissem na construção
                                        de Projeto Terapêutico Singular ou qualificação clínica por meio de apoio
                                        matricial, especialmente no interior. As equipes utilizavam uma dinâmica
                                        problematizadora e construíam plano de ação, com base em informações locais e
                                        do sistema de informação da Atenção Básica, porém com menor definição de
                                        resultados e metas, especialmente no interior. Atividades de planejamento
                                        baseadas nos desafios levantados a partir da autoavaliação, parcerias com a
                                        comunidade e intersetorialidade, ficaram aquém do desejado. Das ações que o
                                        apoiador realizava, predominaram a avaliação, monitoramento de indicadores e
                                        discussão do processo de trabalho, com menor frequência do apoio à
                                        autoavaliação, educação permanente, análise compartilhada de progressos e
                                        resultados. No tocante às ações educativas, a prevalência de cursos presenciais
                                        e trocas de experiências com pouca mediação de ações de tutoria/preceptoria,
                                        nem sempre se traduz em desenvolvimento organizacional. O planejamento
                                        isento da reflexão crítica, da teorização e da educação permanente, converge em
                                        planos de ação com resultados e metas pouco satisfatórios. Enfim, as ações de
                                        planejamento e organização do processo de trabalho impermeáveis à
                                        autoavaliação, educação permanente e apoio ao compartilhamento de saberes,
                                        progressos e resultados, apenas reforça as condutas institucionais vigentes.
                                        Download
                                        Implantação da rede cegonha no estado de Mato Grosso do Sul - Resultados Iniciais
                                        Curso Mestrado em Saúde da Família
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 30/04/2015
                                        Área SAÚDE COLETIVA
                                        Orientador(es)
                                        • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                        Coorientador(es)
                                          Orientando(s)
                                          • Patrícia Marques Magalhães
                                          Banca
                                          • Adriane Pires Batiston
                                          • Ana Rita Barbieri Filgueiras
                                          • Angela Maria Marques
                                          • Mara Lisiane de Moraes dos Santos Barone
                                          Resumo A atenção pré-natal no Brasil, há décadas vem sofrendo alterações e implantando politicas
                                          públicas de saúde cujo principal propósito é a melhoria da qualidade assistencial prestada
                                          ao binômio mãe-filho. Desta forma, em 2011 é lançada a Rede Cegonha (RC), que prioriza a
                                          atenção desde o planejamento familiar, passando pela atenção pré-natal até os cuidados
                                          integrais da criança até dois anos de idade. Nesse sentido, o presente estudo foi
                                          desenvolvido com o objetivo de analisar a implantação da Rede Cegonha no Estado de
                                          Mato Grosso do Sul, através da avaliação de quatro grupos de indicadores propostos pela
                                          Matriz Diagnóstica. Trata-se de um estudo observacional , onde foram utilizados dados
                                          secundários das bases de dados da Secretaria Estadual de Saúde e DATASUS, separados
                                          e analisados por macrorregiões de saúde, em dois períodos distintos: janeiro de 2011 a
                                          março de 2012 e janeiro de 2013 a março de 2014, utilizando o teste do qui-quadrado,
                                          considerando nível de significância de 5%. Os resultados do estudo indicaram que após a
                                          implantação da Rede Cegonha no Estado de Mato Grosso do Sul, nos indicadores
                                          referentes a mortalidade e morbidade, houve melhora nos indicadores da taxas de
                                          mortalidade materna e infantil, aumento da notificação de sífilis congênita, os indicadores de
                                          atenção mostrou-se positivamente com aumento da cobertura de Estratégia de Saúde da
                                          Família, bem como aumento de taxa de cesárea no Estado, tanto os indicadores de gestão
                                          e capacidade instalada hospitalar apresentaram resultados positivos. Por fim, concluiu-se
                                          que a implantação da Rede Cegonha no Estado de Mato Grosso do Sul, não obteve êxito na
                                          melhoria dos indicadores, deve sim propor mudanças no modelo de atenção ao parto
                                          brasileiro, e necessita muito mais que melhoria de seus indicadores, mas de mudança de
                                          práticas assistenciais, que reflete de forma direta nos indicadores de saúde para o
                                          aprimoramento dos serviços de saúde.
                                          Download
                                          A estratégia de saúde da família e a saúde mental em Chapadão do Sul - MS
                                          Curso Mestrado em Saúde da Família
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 17/04/2015
                                          Área SAÚDE COLETIVA
                                          Orientador(es)
                                          • Mauricio Antonio Pompilio
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • João Donha Nunes
                                            Banca
                                            • Danusa Cespedes Guizzo
                                            • Mauricio Antonio Pompilio
                                            • Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira
                                            • Sonia Maria Oliveira de Andrade
                                            Resumo O trabalho em Saúde Mental na rede municipal de Chapadão do Sul MS, surge da necessidade de conhecer o número de casos de transtornos mentais nesta população provenientes dos números de casos de suicídio ocorridos neste município. Tem como objetivo descrever as ações de prevenção e assistência em Saúde Mental na cidade de Chapadão do Sul MS com a participação da rede de Estratégia da Saúde da Família, da referência municipal de psiquiatria e da assistência farmacêutica municipal. O estudo é descritivo, com componente de entrevistas a profissionais de saúde da atenção primária, busca de dados secundários sobre atendimentos médicos e dispensação de medicamentos na área de saúde mental, informações sobre as ações preventivas e de apoio ao uso e abuso de álcool e drogas. O número de casos de transtornos mentais em Chapadão do Sul – MS acima de14 anos no período de 2011 foi de 929 casos, em 2012 foram 725 e em 2013 foram 609. Entre os transtornos mentais a depressão e a ansiedade foram os mais encontrados. Os resultados encontrados nas séries históricas em relação ao coeficiente de mortalidade geral por suicídio em Chapadão do Sul – MS, no período de 2005 – 2013, através da classificação de Dieskstra e Gulbinat, foram valores altos em 2005, 2011 e 2013. O número de casos de depressão no período de 2011 - 2013 encontrada no município pode estar relacionado à classificação alta de suicídio.
                                            Download
                                            Ampliando percepções sobre uso e acesso ao preservativo masculino por adolescentes e jovens: influências do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, Campo Grande, MS
                                            Curso Mestrado em Saúde da Família
                                            Tipo Dissertação
                                            Data 17/04/2015
                                            Área SAÚDE COLETIVA
                                            Orientador(es)
                                            • Maria Celina Piazza Recena
                                            Coorientador(es)
                                              Orientando(s)
                                              • Léia Conche da Cunha
                                              Banca
                                              • Alessandro Diogo de Carli
                                              • Maria Celina Piazza Recena
                                              • Renata Palopoli Picoli
                                              • Soraya Solon
                                              Resumo A prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é considerada fundamental para interromper, especialmente, a trajetória da epidemia da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), sendo o preservativo uma das maneiras mais seguras de prevenir não somente as ISTs, mas, também, uma gravidez indesejável. Uma proposta governamental que visa, entre outros objetivos, à promoção dos direitos sexuais e reprodutivos e prevenção das ISTs entre adolescentes e jovens é o Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Com foco nesse contexto, esta pesquisa buscou compreender as percepções, os conhecimentos e as práticas relacionados ao uso e acesso ao preservativo masculino por adolescentes e jovens, a partir da percepção de alunos do ensino médio de uma escola pública do município de Campo Grande, MS, de suas mães, de profissionais da saúde e da educação da região, e de possíveis influências do Projeto SPE nesse contexto. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório e de abordagem quantiqualitativa. Participaram do estudo alunos do ensino médio, que responderam a um questionário, e grupos focais; mães, profissionais da saúde e da educação, que foram entrevistados. Os resultados obtidos por meio dos questionários passaram por análise estatística, e os depoimentos colhidos com as entrevistas e grupos focais foram organizados, sistematizados e analisados pela análise de conteúdo. Verificou-se que os alunos com vida sexual ativa às vezes não usam preservativo e muitos relatam constrangimento ao buscá-lo na Unidade Básica de Saúde (UBSF). Também foram constatados equívocos com relação ao procedimento correto de uso do preservativo. A maioria dos alunos, mães, profissionais da saúde e da educação é favorável à facilitação do acesso ao preservativo para adolescentes e jovens, inclusive no ambiente escolar, principalmente, se estiver atrelado a outras estratégias educacionais. Os resultados indicam ainda que o Projeto SPE contribui para a ampliação do conhecimento relacionado ao uso adequado do preservativo, bem como ao acesso a ele por adolescentes e jovens. Esse Projeto também aproxima a percepção dos profissionais envolvidos diretamente com as reais necessidades dos adolescentes e jovens, encaminhando para estratégias mais efetivas na garantia do direito sexual e reprodutivo, especialmente, no que tange ao acesso ao preservativo.
                                              Download
                                              Página 8 de 9 (20 de 168 registros).