Mestrado em Biologia Animal

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TRABALHO Ações
Dieta e uso de recursos por pequenas espécies de caracídeos em córregos do cerrado (Teleostei: Characiformes)
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 17/03/2015
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • José Sabino
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Marina Fujii Souza
    Banca
    • Eduardo Bessa Pereira da Silva
    • Fabrício Barreto Teresa
    • Lilian Casatti
    • Vanda Lucia Ferreira
    • Vinícius Abilhoa
    Resumo O presente estudo teve por objetivo analisar a dieta de diferentes espécies de caracídeos de pequeno porte, vivendo em simpatria em córregos, avaliando a sobreposição alimentar, influência da sazonalidade na utilização dos recursos e as mudanças na dieta destas espécies conforme a ontogenia. As coletas foram realizadas em pequenos córregos localizados no Parque Natural Municipal do Pombo, localizado no município de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, onde predomina a fitofisionomia Cerrado. Quatro coletas ao longo de dois anos foram procedidas, sendo duas no período da cheia e duas no período da seca. Foram analisados os conteúdos estomacais de 387 indivíduos pertencentes a três espécies, Astyanax fasciatus, Knodus moenkhausii e Piabina argentea. As dietas, analisadas a partir de dois métodos diferentes, se mostraram predominantemente generalistas e foram compostas por 24 categorias alimentares. Os principais itens das dietas das espécies foram: Matéria Orgânica e Restos de Artrópodes, com itens secundários como Sedimentos, Algas e Material Vegetal. Todas as espécies apresentaram variação em suas dietas, conforme as classes de tamanho. A sobreposição alimentar analisada para cada par de espécies variou de intermediária a alta, na qual todas as espécies compartilham grande gama de alimentos. Entre as estações seca e chuvosa não houve variação significativa. Os resultados encontrados podem refletir a boa condição encontrada nas matas ciliares da unidade de conservação, as quais fornecem recursos continuados ao longo do ano e em quantidades suficientes para sustentar a comunidade de pequenos caracídeos no local. Esses dados corroboram a importância da preservação desses ambientes, fundamentais para a manutenção dessas e de outras comunidades em pequenos cursos d’água, como os estudados.
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      Efeito do néctar de diferentes espécies vegetais na longevidade e oviposição de Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762)
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 17/03/2015
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Antonio Pancracio de Souza
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Rosânea Meneses de Souza
        Banca
        • Eduardo José de Arruda
        • Gustavo Graciolli
        • Margareth de Lara Capurro-Guimarães
        • Mauro Osvaldo Medeiros
        • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
        Resumo O objetivo deste trabalho foi elaborar tabelas de esperança de vida para Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) submetidos a diferentes dietas e destacar as melhores condições para longevidade destes mosquitos. A confirmação da alimentação foi através do teste de Antrona. Foi oferecido oito dietas aos mosquitos: (i) Néctar de Euphorbia milii, (ii) Néctar de Caesalpinia pulcherrima, (iii) Néctar de Cosmos sulphureus, (iv) Néctar de Euphorbia milii + sangue, (v) Néctar de Caesalpinia pulcherrima + sangue, (vi) Néctar de Cosmos sulphureus + sangue, (vii) Sangue, (viii) Água desclorada. A sobrevivência foi registrada diariamente, até observar 100% de mortalidade. Os resultados médios de sobrevivência (lx) e de esperança de vida (ex), quando a fonte utilizada como alimentação foram Euphorbia milii, Sangue, Caesalpinia pulcherrima + sangue e Cosmos sulphureus + sangue, foram (P < 0,05) superiores, quando comparados aos de Caesalpinia pulcherrima, Cosmos sulphureus e Euphorbia milii + sangue. A maior longevidade de Aedes aegypti ocorreu quando a fonte utilizada como alimentação foi Euphorbia milii (20 dias). Os períodos de oviposição de A. aegypti foram 2,5; 1,25; 1,25 e 0,75 dias, quando as fontes utilizadas como alimentação foram, respectivamente, sangue; néctar de Euphorbia milii associada ao sangue; néctar de Caesalpinia pulcherrima associada ao sangue e néctar de Cosmos sulphureus associada ao sangue. O período de oviposição variou de um a oito dias quando a fonte de alimentação foi o sangue e de 1 a 4 dias quando o sangue foi associado ao néctar das plantas. O desempenho reprodutivo das fêmeas de A. aegypti foi maior quando a fonte de alimentação foi néctar das plantas + sangue, apresentando maior número de ovos por fêmea. Este inseto encontrará melhores condições de sobrevivência quando a fonte de alimentação estiver associada a Euphorbia milii e/ou ao sangue.
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          Craniometria de tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) associado a sexo, região geográfica e idade
          Curso Mestrado em Biologia Animal
          Tipo Dissertação
          Data 16/03/2015
          Área ZOOLOGIA
          Orientador(es)
          • Helder Silva e Luna
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Camila Michele de Souza Hossotani
            Banca
            • Adalberto Vieira Corazza
            • Jose Ragusa Netto
            • Marcelo Oscar Bordignon
            • Paulo Bahiense Ferraz Filho
            • Sergio Roberto Posso
            Resumo Os tamanduás são mamíferos que possuem ampla distribuição no Brasil e na América do Sul. Eles são especialistas em se alimentarem de formigas e cupins. Para isso possuem inúmeras modificações no corpo e no crânio. O presente trabalho teve como objetivo realizar a craniometria de tamanduás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla, Linnaeus1758) e tamanduás-mirim (Tamandua tetradactyla,Linnaeus 1758) para relacionar as dimensões com área geográfica, sexo e idade. No total 230 crânios foram analisados sendo 50 crânios da espécie M.tridactyla e 180 da espécie T.tetradactyla. Foram tomadas 18 dimensões de cada crânio com paquímetro digital, fita métrica e régua metálica. A morfometria utilizada foi a tradicional. Os espécimes de M.tridactyla foram utilizados para verificar diferença morfométrica entre indivíduos imaturos, sub-adultos e adultos. Os espécimes de T.tetradactyla foi verificada a diferença entre indivíduos de diferentes áreas geográficas, idade e sexo. Os resultados para M.tridactyla sobre a diferença de idade, indicaram que tamanduás-bandeira classificados como imaturos possuem dimensões do crânio menores quando comparados aos sub-adultos e adultos (p<0,05) e suturas da abóboda do crânio não obliteradas. Não houve diferença significativa (p>0,05) entre os espécimes sub-adultos e adultos de M.tridactyla. Para a espécie T.tetradactyla os resultados em relação a diferença morfométrica e idade foi significativa. Os crânios de T.tetradactyla imaturos são menores (p<0,05) e possuem menos suturas do crânio obliteradas em comparação aos animais sub-adultos. Para T.tetradactyla apenas dois espécimes eram adultos por isso não foram incluídos nas análises estatísticas sobre diferença de idade. A morfometria em relação à área geográfica também apresentou diferença significativa (p<0,05). Os crânios de T.tetradactyla do Cerrado são significativamente diferentes (p<0,05) dos da Amazônia e da Mata Atlântica. Os crânios da Mata Atlântica e Amazônia possuem dimensões semelhantes (p>0,05). Em relação ao sexo verificou-se que para o T.tetradactyla não há diferença significativa (p>0,05) entre dimensões do crânio de machos e fêmeas. Conclui-se que: a relação do grau de obliteração das suturas e as dimensões cranianas são importantes para estimar uma faixa etária para as duas espécies de tamanduás estudadas; a morfometria craniana não é um indicador de dimorfismo sexual para espécie T.tetradactyla; e o crânio de T.tetradactyla possui diferença significativa em sua morfometria entre espécimes dos biomas Cerrados, Mata Atlântica e Amazônia.
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              Revisão taxonômica das populações de Ameivula (Squamata, Teiidae) do Pantanal Brasileiro
              Curso Mestrado em Biologia Animal
              Tipo Dissertação
              Data 16/03/2015
              Área ZOOLOGIA
              Orientador(es)
              • Vanda Lucia Ferreira
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Pablo Felipe de Almeida
                Banca
                • Christine Strüsmann
                • Diego Jose Santana Silva
                • Fernanda de Pinho Werneck
                • Mario R. Cabrera
                • Nelson Rufino de Albuquerque
                Resumo Historicamente Teiidae apresenta problemas taxonômicos e filogenéticos quanto à definição do nível de gênero. Em revisão recente, vários gêneros novos foram propostos e outros ressuscitados com a finalidade de solucionar os polifeletismos dentro da família. Ameivula é um desses novos gêneros, sendo constituído pelos membros do complexo Cnemidophorus ocellifer. Atualmente Ameivula possui 14 espécies distribuídas em áreas abertas do Brasil, da Argentina, da Bolívia e do Paraguai. A ocorrência desse gênero no Pantanal do Mato Grosso do Sul é reconhecida, entretanto o status taxonômico das populações é questionável, o que motivou o presente estudo, tendo como objetivo investigar a identidade taxonômica das populações de Ameivula da planície de inundação do Mato Grosso do Sul. Para tanto, foram avaliados exemplares Ameivula de cinco localidades do Pantanal do Mato Grosso do Sul, considerando a morfologia externa (caracteres merísticos, morfométricos e padrões de coloração) e do hemipênis. Os exemplares foram comparados com os das espécies co-genéricas. As comparações e o resultado da análise de função discriminante de caracteres merísticos selecionados demonstram a existência de pelo menos duas espécies de Ameivula na planície de inundação do Mato Grosso do Sul. Uma delas é uma espécie nova, a qual é descrita neste trabalho. Essa nova espécie pertence ao grupo A. ocellifera e aparentemente tem distribuição restrita à sub-região da Nhecolândia. A outra espécie ocorre na sub-região do Paraguai, na porção norte do município do Corumbá, Mato Grosso do Sul, entretanto é necessária a ampliação da amostragem para que essa espécie também seja descrita.
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                  Sexagem de mamíferos a partir da cromatina sexual em células do bulbo piloso
                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                  Tipo Dissertação
                  Data 16/03/2015
                  Área ZOOLOGIA
                  Orientador(es)
                  • Helder Silva e Luna
                  Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                    • Flávia Maria de Almeida Moreira
                    Banca
                    • Aparecido Divino da Cruz
                    • Douglas de Araujo
                    • Maria de Nazaré Klautau Guimarães
                    • Patrícia Pasquali Parise Maltempi
                    • Paulo Bahiense Ferraz Filho
                    Resumo A cromatina sexual ou corpúsculo de Barr vem sendo alvo de diversos estudos desde sua descoberta. Esta, se trata de um dos cromossomos X inativado, presente em núcleos celulares das fêmeas em mamíferos, assim tem sido usada principalmente para a sexagem de mamíferos e também para o reconhecimento de anomalias cromossômicas, principalmente em humanos. A observação do grânulo de cromatina pode ser feita em inúmeros tipos celulares como mucosa oral, fibroblastos da polpa dentária, tecido ósseo e sanguíneo entre outros. Neste trabalho a observação da cromatina sexual foi utilizada para a sexagem de mamíferos das espécies Bos taurus Linnaeus 1758, Equus caballus Linnaeus 1758, Canis lupus familiaris Linnaeus 1758, Felis catus Linnaeus 1758, Rattus norvegicus Berkenhout 1769, Myrmercophoga tridactyla Linnaeus 1758 ou Tamandua tetradactyla Linnaeus 1758. Foram utilizados pelos de 10 animais de cada espécie (cinco fêmeas e cinco machos) tendo como fonte de células o bulbo piloso. O exame da cromatina sexual foi realizado em microscopia de luz com uso do corante fucsina básica e foram contadas 100 células por animal o teste do qui-quadrado foi utilizado para análise dos dados. Os resultados mostraram frequência de cromatina maior em fêmeas quando comparados aos machos sendo que a média da frêquencia em fêmeas foi sempre superior a 50% e nos machos inferior a 20%.
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                      Metazoários parasitos de Pimelodus blochii (Valenciennses, 1840) (Actinopterygii: Siluriformes: Pimelodidae) provenientes do Rio Iaco, no município de Sena Madureira, Estado do Acre, Brasil
                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                      Tipo Dissertação
                      Data 09/05/2014
                      Área ZOOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Luiz Eduardo Roland Tavares
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • Luciano Pereira de Negreiros
                        Banca
                        • Adriano Reder de Carvalho
                        • Fernando de Almeida Borges
                        • Fernando Paiva
                        • Marlene Tiduko Ueta
                        • Rubens Riscala Madi
                        Resumo O presente trabalho apresenta uma revisão sobre diferentes aspectos biológicos de
                        Pimelodus blochii (Valenciennes, 1840), um estudo sobre a comunidade de metazoários
                        parasitos de P. blochii provenientes do rio Iaco, município de Sena Madureira, Acre e a
                        descrição de uma nova espécie de Demidospermus (Monogenea: Ancyrocephalidae). As
                        infracomunidade de metazoários parasitos de P. blochii foram caracterizadas por
                        apresentarem: espécies com baixa prevalência e abundância; dominância de
                        monogenéticos e nematóides; poucas espécies compartilhadas entre as coletas, das quais
                        apenas uma espécie apresentou diferença entre suas prevalências; ausência de correlações
                        entre os descritores infrapopulacionais e o tamanho dos hospedeiros; elevada riqueza, baixa
                        diversidade e uniformidade parasitária; diferenças nos descritores comunitários entre as
                        amostras de 2012 e 2013; associações negativas entre estes descritores e o tamanho dos
                        hospedeiros e dissimilaridade das infracomunidades entre as duas amostras.
                        Demidospermus sp. nov. se assemelha em alguns aspectos a D. peruvianus e D. striatus,
                        entretanto, se diferencia de todas as espécies do gênero pela barra ventral em forma de W
                        aberto com articulação mediana.
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                          Doenças transmitidas por vetores em canídeos na região da Serra do Amolar, Pantanal, Brasil
                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                          Tipo Dissertação
                          Data 16/04/2014
                          Área ZOOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Fernando Paiva
                          Coorientador(es)
                            Orientando(s)
                            • Fernanda Almeida Rabelo
                            Banca
                            • Eliane Mattos Piranda
                            • Helder Silva e Luna
                            • Marcelo Oscar Bordignon
                            • Mariana Malzoni Furtado
                            • Pedro Sarmento
                            Resumo Uma grande variedade de patógenos virais, bacterianos e parasitários é transmitida a seres humanos e animais silvestres e domésticos por diversos vetores, como carrapatos, mosquitos hematófagos e pulgas. No Brasil, doenças transmitidas por vetores aos canídeos, são prevalentes em todas as regiões. Poucos estudos sobre epidemiologia em canídeos silvestres brasileiros. Este estudo teve por objetivo identificar, diagnosticar e caracterizar clínica e laboratorialmente por técnicas sorológicas, parasitológica e molecular, os seguintes patógenos: Babesia spp., Anaplasma platys, Ehrlichia canis, Trypanosoma spp., Hepatozoon canis e Leishmania sp., e identificar os ectoparasitas presentes em canídeos silvestres e domésticos na Serra do Amolar, Pantanal Sul-matogrossense, Brasil. Foram realizadas quatro campanhas de captura para coleta de material biológico de C. thous, onde sete indivíduos foram capturados, sendo que três destes foram capturados novamente em campanhas distintas, totalizando assim dez amostras coletadas. Concomitantemente material biológico de 45 cães domésticos foi coletado, sendo que amostras do mesmo individuo foram coletadas, quando o cão estava presente nas residências, totalizando assim 80 amostras coletadas. Foram identificados, 932 carrapatos da Família Ixodidae, dos gêneros Amblyomma e Rhipicephalus; destes, 290 em C. thous e 642 em cães domésticos. Apenas nos cães domésticos foram coletadas 132 pulgas do gênero Polygenis spp.. Todas as amostras dos indivíduos de C. thous foram negativos para todos os patógenos pesquisados, apresentando melhor estado clinico e nutricional, quando comparados aos cães domésticos. Nos cães domésticos, quatro cães foram soropositivos nas análises sorológicas para Leishmania spp.; 18 foram positivos em detecção direta em esfregaço sanguíneo para Anaplasma platys, sendo quatro destes confirmados através da técnica de PCR. Todos os cães foram negativos para Babesia spp.
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                              Caracterização de Hepatozoon caimani (Carini, 1909) (Adeleina: Hepatozoidae) em Caiman yacare Daudin, 1801 (Crocodylia: Alligatoridae)
                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                              Tipo Dissertação
                              Data 07/04/2014
                              Área ZOOLOGIA
                              Orientador(es)
                              • Fernando Paiva
                              Coorientador(es)
                                Orientando(s)
                                • Priscilla Soares dos Santos
                                Banca
                                • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                • Erney Camargo Plemann
                                • Lúcio André Viana
                                • Ricardo Lourenço de Oliveira
                                • Vanda Lucia Ferreira
                                Resumo No século passado, as primeiras descrições de Hepatozoon caimani em populações de jacarés no Brasil correspondiam a observações morfológicas de gametócitos em sangue periférico. No Pantanal sul-mato-grossense, alguns trabalhos foram realizados para ampliar o conhecimento do ciclo de vida de H. caimani em populações naturais do jacaré-do-pantanal, Caiman yacare. Diferenças no hábito alimentar e exposição a vetores entre jacarés jovens foram consideradas como um fator médio de risco a infecções por H. caimani no Brasil central. A ocorrência de anuros e peixes na dieta de jacarés em ambiente silvestre, associada à susceptibilidade dos animais simpátricos, é registrada por alguns autores como uma das vias naturais de transmissão de H. caimani. Atualmente existem muitas hipóteses de relações filogenéticas entre taxa do sub-filo Apicomplexa, baseadas nas análises de sequencias de rDNA 18S. Entretanto, isso foi realizado somente para algumas espécies do gênero Hepatozoon. A ausência de estudos referentes ao sequenciamento de nucleotídeos de H. caimani para comparação genotípica com as demais espécies e a semelhança morfológica de outros gêneros de hemogregarinas ocasionam algumas imprecisões taxonômicas para a espécie. Embora os resultados anteriores sobre os ciclos de vida tenham contribuído para elucidar sua biologia, de modo geral, o emprego de estudos baseados em ferramentas moleculares se tornam fundamentais para aprimorar a descrição e caracterização de H. caimani nas populações de jacarés.
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                                  Comunidades de artrópodes ectoparasitos em pequenos mamíferos de um remanescente de cerrado em região urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul
                                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 31/03/2014
                                  Área ZOOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Gustavo Graciolli
                                  Coorientador(es)
                                    Orientando(s)
                                    • João Pedro Florencio de Athayde Machado Vieira
                                    Banca
                                    • Fernanda Rodrigues Fernandes
                                    • Fernando Paiva
                                    • Helena De Godoy Bergallo
                                    • Marcela Lareschi
                                    • Marcelo Oscar Bordignon
                                    Resumo Comunidades de artrópodes ectoparasitos em pequenos mamíferos de um remanescente de
                                    cerrado em região urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A comunidade de
                                    artrópodes ectoparasitos em pequenos mamíferos é composta basicamente por ácaros,
                                    pulgas, piolhos e carrapatos. Considerado um grupo importância zoonótica pela proximidade
                                    que estes animais (pequenos mamíferos) têm com a população e sua grande abundância em
                                    regiões urbanas e florestadas. O presente estudo foi realizado no Parque Estadual do Prosa
                                    em Campo Grande, MS. Com auxílio de armadilhas de gatilho do tipo "tamahawk" foram
                                    capturados 51 pequenos mamíferos pertencentes as espécies Gracilinanus agilis, Didelphis
                                    albiventris e Rhipidomys macrurus e retirados de sua pelagem 472 ectoparasitos
                                    pertencentes as famílias: Macronyssidae, Laelapidae e Ixodidae. Os ácaros Laelaps
                                    surcomata e Gigantolaelaps amazonae ocorreram em 100% dos roedores capturados, o
                                    carrapato Ixodes loricatus e ninfas de Amblyomma cajennense só foram encontrado sobre
                                    Didelphis albiventris. Alguns ectoparasitos como L. surcumata, G. amazonae e larvas de
                                    Amblyomma mostraram uma preferência por determinadas regiões do corpo de seus
                                    hospedeiros (X² = 31,21, l p=0,0001).
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                                      Moscas (Streblidae e Nycteribiidae) ectoparasitas de morcegos (Chiroptera) no Morro do Paxixi, Mato Grosso do Sul, Brasil
                                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                                      Tipo Dissertação
                                      Data 26/02/2014
                                      Área ZOOLOGIA
                                      Orientador(es)
                                      • Gustavo Graciolli
                                      Coorientador(es)
                                        Orientando(s)
                                        • Éder Silva Barbier
                                        Banca
                                        • Analía Gladys Autino
                                        • Aricio Xavier Linhares
                                        • Carlos Eduardo Lustosa Esbérard
                                        • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                        • Michel Paiva Valim
                                        Resumo Dípteros das famílias Streblidae e Nycteribiidae (Hippoboscoidea) são ectoparasitos
                                        hematófagos encontrados exclusivamente sobre morcegos (Chiroptera). Devido ao hábito
                                        parasitário, possuem inúmeras adaptações morfológicas e/ou fisiológicas como, por exemplo,
                                        asas reduzidas ou ausentes, olhos compostos reduzidos e viviparidade adenotrófica. Os
                                        indivíduos das duas famílias apresentam alta especificidade parasitária, sendo, em sua
                                        maioria, monoxenos. Streblidae possui três subfamílias exclusivas para o Novo Mundo
                                        (Trichobiinae, Streblinae e Nycterophiliinae) e Nycteribiidae apenas uma (Nycteribiinae). No
                                        continente americano, espécies de estreblídeos parasitam principalmente morcegos da família
                                        Phyllostomidae e os Vespertilionidae são parasitados principalmente por nicteribiídeos. No
                                        Brasil são conhecidas 174 espécies de morcegos, destas, 101 ocorrem no bioma Cerrado, e 55
                                        no estado de Mato Grosso do Sul. Com relação aos seus dípteros ectoparasitos são conhecidas
                                        aproximadamente 101 espécies das duas famílias. Diante da abundância e diversidade
                                        observadas para estes grupos, ainda são poucos os estudos realizados abordando suas relações
                                        interespecíficas, para todo o território nacional. Sendo assim, a presente dissertação objetivou
                                        fomentar as informações sobre os morcegos e seus dípteros ectoparasitos, mediante
                                        amostragens realizadas no Morro do Paxixi, Aquidauana, Mato Grosso do Sul. Os resultados
                                        são apresentados em dois capítulos: “Moscas (Streblidae e Nycteribiidae) ectoparasitas de
                                        morcegos (Chiroptera) no Morro do Paxixi, Mato Grosso do Sul, Brasil” e “Atividade
                                        Noturna de Oito Espécies de Morcegos Filostomídeos em Área de Cerrado no Centro-Oeste
                                        do Brasil".
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                                          Diversidade de anfíbios anuros (Anura) em uma área de floresta estacional semidecidual no parque municipal de Piraputangas, em Corumbá,MS
                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 24/02/2014
                                          Área ZOOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Nelson Rufino de Albuquerque
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Alessandher Piva
                                            Banca
                                            • Christine Strüsmann
                                            • Cynthia Peralta De Almeida Prado
                                            • Franco Leandro de Souza
                                            • Paulo Sérgio Bernarde
                                            • Robson Waldemar Ávila
                                            Resumo Estudos sobre anfíbios anuros são escassos para o Pantanal sul-mato-grossense, em especial para a região de Corumbá. No presente estudo nós estimamos os padrões de distribuição espaço-temporal e diversidade de anfíbios anuros em uma área de floresta estacional dentro dos limites do Parque Municipal de Piraputangas (PMP), Corumbá. Nós registramos 27 espécies dentro dos limites do PMP que pertencem às seguintes famílias: Bufonidae, Hylidae, Leptodactylidae e Microhylidae. Quanto aos fatores abióticos, a riqueza de espécies foi influenciada pelo regime de temperaturas do ar. Por outro lado, a umidade relativa do ar e a pluviosidade total mensal não foram significativamente correlacionas com a abundância de indivíduos. Houve grande sobreposição no uso da ocupação vertical entre os hilídeos, principalmente entre Dendropsophus minutus e Hypsiboas raniceps. Não observamos preferência intraespecífica quanto ao tipo do substrato utilizado. Aproximadamente 40% das espécies estimadas para o Pantanal foram encontradas no PMP, que deve representar um local de grande importância para a biodiversidade da borda oeste do domínio morfoclimático Pantanal.
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                                              Heterogeneidade de habitats e distribuição da comunidade de aves no Parque Municipal Recanto das Capivaras, Três Lagoas, MS
                                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 21/02/2014
                                              Área ZOOLOGIA
                                              Orientador(es)
                                              • Sergio Roberto Posso
                                              Coorientador(es)
                                                Orientando(s)
                                                • Ana Claudia Conde Peres
                                                Banca
                                                • Anderson Guzzi
                                                • Jose Ragusa Netto
                                                • Márcia Cristina Pascotto
                                                • Reginaldo José Donatelli
                                                • Rudi Ricardo Laps
                                                Resumo Os objetivos deste trabalho foram analisar a composição da comunidade de aves conforme a distribuição horizontal (Cerradão e Campo Aberto), vertical (estratificação) e temporal (seca e cheia) do Parque Municipal Recanto das Capivaras. Além disso, analisar a estrutura trófica da comunidade, utilizando as aves como bioindicadoras de qualidade ambiental. Para isto, foram realizadas amostragens através de pontos de escuta, durante 28 dias, divididos equitativamente durante as estações seca e chuvosa, no qual se registrou 138 espécies e 41 famílias de aves no parque. O Campo aberto apresentou um maior índice de riqueza (S = 98) que o Cerradão (S= 87), além de um maior índice de diversidade (Campo Aberto= 4,189 e Cerradão= 3,974) e equidistribuição (Campo Aberto= 0,9157 e Cerradão= 0,8921). Foram registradas 40 espécies exclusivas do Cerradão e 50 espécies exclusivas do Campo aberto. A maior diversidade encontrada no Campo aberto é explicada devido a áreas abertas serem favorecidas pela fragmentação, ao contrário dos ambientes florestais. Ainda o Cerradão apresenta pouca variação temporal na composição das espécies entre seca e chuva, o oposto é observado no Campo aberto. As categorias tróficas mais representativas foram as dos insetívoros e dos onívoros. Estas espécies são generalistas e apontam indícios de perturbação ambiental, embora haja presença de insetívoros especialistas, predadores de topo de cadeia e grandes frugívoros.
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                                                  Atlas complementar dos microcrustáceos zooplanctônicos do estado de Mato Grosso do Sul
                                                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                  Tipo Dissertação
                                                  Data 20/02/2014
                                                  Área ZOOLOGIA
                                                  Orientador(es)
                                                  • William Marcos da Silva
                                                  Coorientador(es)
                                                    Orientando(s)
                                                    • Fábio Ricardo da Rosa
                                                    Banca
                                                    • Adriana Maria Guntzel
                                                    • Gustavo Graciolli
                                                    • Kennedy Francis Roche
                                                    • Luci Helena Zanata
                                                    • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                                                    Resumo Este estudo tem como o principal objetivo ilustrar graficamente microcrustáceos zooplanctônicos do estado de Mato Grosso do Sul, complementando regionalmente chaves e pranchas já disponíveis para o Brasil ou para o Neotrópico. Registramos duas novas ocorrências de espécies de Cladocera e duas novas ocorrências de espécies de Copepoda, além de ilustrar algumas espécies que não conferem plenamente com as pranchas e diagnoses disponíveis e podem ser formas ou variações regionais. As variações ilustradas tanto representam um desafio à taxonomia dos grupos como um componente e indicador da diversidade regional de microcrustáceos.
                                                    Download
                                                      Identificação por marcas naturais e estimativa de parâmetros populacionais de Phyllomedusa azurea em uma área de Cerrado
                                                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                      Tipo Dissertação
                                                      Data 20/02/2014
                                                      Área ZOOLOGIA
                                                      Orientador(es)
                                                      • José Sabino
                                                      Coorientador(es)
                                                        Orientando(s)
                                                        • Sabine Borges da Rocha
                                                        Banca
                                                        • Carlos Frederico Duarte Da Rocha
                                                        • Mirco Solé
                                                        • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                        • Vanda Lucia Ferreira
                                                        Resumo Estudos populacionais permitem a obtenção de diversas informações biológicas aplicáveis à conservação da vida silvestre. Há diversos tipos de marcações individuais que podem ser utilizadas nesses estudos. Contudo, a única não invasiva para individualização de anfíbios é a identificação por marcas naturais. Uma das formas de registrar as marcas naturais é por imagem fotográfica. Assim, este trabalho teve como objetivo: (1) verificar se as marcas naturais presentes nos flancos de Phyllomedusa azurea podem ser utilizadas para distinguir os indivíduos; (2) analisar a estabilidade temporal das marcas naturais dos flancos de P. azurea, de modo a validar o método de identificação fotográfica; (3) quantificar os parâmetros populacionais sobrevivência aparente e probabilidade de captura de P. azurea ao longo de um período reprodutivo da espécie, no Município de Bonito, Mato Grosso do Sul. Indivíduos adultos de P. azurea (n = 15) foram capturados entre outubro 2012 e janeiro 2013, em lagoas temporárias no Município de Bonito, e mantidos em cativeiro. Capturamos imagens dos flancos dos indivíduos semanalmente, durante nove semanas em busca de alterações temporais no padrão de manchas. Verificamos que as marcas naturais dos flancos de P. azurea são únicas para cada indivíduo da espécie e que o formato destas manchas permaneceu constante ao longo de nove semanas. Os dados de marcação e recaptura foram obtidos entre outubro 2012 e março 2013. O método de amostragem utilizado foi o de busca ativa visual no período noturno em duas lagoas temporárias. Individualizamos os animais por meio de fotografia de seus flancos, nos quais se encontram as marcas naturais. Nas duas lagoas, individualizamos 177 indivíduos de P. azurea (29 fêmeas e 148 machos). Recapturamos somente machos (n = 20). A sobrevivência aparente dos indivíduos machos variou entre as duas lagoas amostradas, sendo 23% na lagoa 1 e 41% na lagoa 2. A probabilidade de captura dos machos variou entre as lagoas, bem como ao longo dos meses, em média 39% para os indivíduos da lagoa 1 e 52% para os da lagoa 2. Verificamos que a identificação por meio das marcas naturais, com registro fotográfico, é uma forma de individualização eficiente para estudos com P. azurea na região estudada. Sugerimos que futuros estudos populacionais sejam desenvolvidos com a espécie, em um maior escala temporal (ao longo dos anos) e espacial (de paisagem).
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                                                          Composição da avifauna aquática em áreas úmidas pertencentes à RPPN Foz do Rio Aguapeí
                                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                          Tipo Dissertação
                                                          Data 19/02/2014
                                                          Área ZOOLOGIA
                                                          Orientador(es)
                                                          • Sergio Roberto Posso
                                                          Coorientador(es)
                                                            Orientando(s)
                                                            • Bruno de Morais Lima
                                                            Banca
                                                            • Anderson Guzzi
                                                            • Jose Ragusa Netto
                                                            • Luiz dos Anjos
                                                            • Reginaldo José Donatelli
                                                            • Rudi Ricardo Laps
                                                            Resumo Áreas úmidas são ambientes de importância global, pois fornecem serviços ecológicos fundamentais para as espécies de fauna e flora e para o bem-estar de populações humanas. Entretanto o oeste paulista vem sofrendo reduções e alterações destas áreas devido a aterragens, drenagem, conversão para agricultura, pecuária, poluição, caça predatória, extração e crescente urbanização. O objetivo do presente estudo foi realizar o levantamento da comunidade de aves aquáticas que ocorrem na reserva, descrevendo os padrões de sua diversidade e distribuição horizontal e sazonal. O levantamento foi feito através da metodologia de transecção linear, em seis áreas amostrais, nos períodos de seca e cheia durante os anos de 2012 e 2013. Foram registradas 51 espécies de aves aquáticas, sendo uma considerada ameaçada de extinção nacionalmente (Trigrissoma fasciatum) e três raras no estado de São Paulo (Anhima cornuta, Jabiru mycteria e Mycteria americana). O índice de diversidade para a reserva foi alto (3,061) e não houve diferença estatística significativa nas riquezas e abundâncias de espécies no tempo (sazonal) e no espaço (diferentes áreas aquáticas). Em síntese, pode se concluir que a reserva, com sua heterogeneidade dos ambientes aquáticos amostrados, possibilita uma maior variedade de nichos e recursos, permitindo a existência de um elevado índice de diversidade e um alto número de espécies registradas, sendo fundamental para a preservação das aves aquáticas da região, abrigando especies consideradas ameaçadas para o estado de São Paulo.
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                                                              Comportamento e Hábito Alimentar de um grupo de Saguis-de-tufo-preto Callithrix penicillata (É. Geoffroy, 1812), em Fragmento Florestal Urbano, Campo Grande, Mato Grosso do Sul
                                                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                              Tipo Dissertação
                                                              Data 17/02/2014
                                                              Área ZOOLOGIA
                                                              Orientador(es)
                                                              • Jose Rimoli
                                                              Coorientador(es)
                                                                Orientando(s)
                                                                • Gilson da Rocha Santos
                                                                Banca
                                                                • Armando Muniz Calouro
                                                                • Marcelo Oscar Bordignon
                                                                • Mariluce Rezende Messias
                                                                • Rudi Ricardo Laps
                                                                • Stephen Francis Ferrari
                                                                Resumo Apesar da espécie Callithrix penicillata (É. Geoffroy, 1812) (Primates, Callitrichidae) ser amplamente distribuída pelo Cerrado brasileiro, poucas pesquisas tem avaliado seus aspectos comportamentais e ecológicos. Diante disso, objetivou-se estudar o comportamento e a dieta de um grupo de C. penicillata (9-8 indivíduos), visando agregar informações sistemáticas sobre a espécie. O estudo foi conduzido em um remanescente urbano de Cerrado de 50 ha, pertencente à RPPN da UFMS, em Campo Grande/MS, Brasil. O grupo foi acompanhado durante oito meses, entre dezembro de 2012 e julho de 2013. Informações complementares sobre a disponibilidade de frutos e invertebrados foram estimadas mensalmente. Os dados comportamentais foram quantificados através do método de varredura simples (Scan Sampling), com 1 minuto de amostragens a cada 5 minutos. Foram realizadas 3781 amostragens em 360 horas de observações, totalizando 6318 registros comportamentais. Os saguis despenderam, em média, 39,6% do tempo forrageando; 24,2% se deslocando; 14,1% descansando; 9,7% se alimentando; 5,2% interagindo socialmente; 3,2% escarificando; e 4% em outros comportamentos. A composição da dieta foi caracterizada por 35,6% de partes reprodutivas de plantas; 34,9% de presas animais; e 29,5% de exsudatos. Entre estações climáticas, observou-se que os saguis descansaram (z = 3,59, p < 0,01) e se alimentaram (z = 5,26, p < 0,01) mais na estação chuvosa, demandando mais tempo em atividades de forrageio (z = -5,28, p < 0,01) durante a estação seca. Além disso, o forrageio apresentou uma relação significativamente inversa com a disponibilidade mensal de invertebrados (r² = 0,931; p < 0,05; n = 8). A composição da dieta também variou entre as estações, com maiores consumos de frutos (z = 7,41, p < 0,01) na estação chuvosa e exsudatos (z = -5,47, p < 0,01) na estação seca. O consumo de frutos esteve significativamente associado ao número de espécies de frutos exploradas em cada mês (r² = 0,721; p < 0,05; n = 8), mas não se observou a mesma relação com a disponibilidade geral de frutos (r2 = 0,037; p > 0,05; n = 8). Entre classes etárias, observou-se que os imaturos se deslocaram (z = -3,51, p < 0,01) e socializaram (z = -11,07, p < 0,01) mais que os adultos que, por sua vez, descansaram mais (z = 14,72, p < 0,01). Em um contexto geral, a alta demanda em atividades de forrageio parece refletir a importância das presas para a dieta e, aparentemente, indica uma estratégia de compensação para a virtual baixa oferta de alimentos de origem vegetal. Além disso, os resultados demonstram que o comportamento e a dieta dos saguis-de-tufo-preto sofrem influência da flutuação dos principais recursos alimentares e podem variar tanto entre estações, quanto entre classes etárias.
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                                                                  Eimeria spp. em ruminantes no Mato Grosso do Sul
                                                                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                                  Tipo Dissertação
                                                                  Data 12/02/2014
                                                                  Área ZOOLOGIA
                                                                  Orientador(es)
                                                                  • Fernando Paiva
                                                                  Coorientador(es)
                                                                    Orientando(s)
                                                                    • Fernando de Souza Rodrigues
                                                                    Banca
                                                                    • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                                    • Fernando de Almeida Borges
                                                                    • Katia Denise Saraiva Bresciani
                                                                    • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                                    • Rosângela Locatelli Dittrich
                                                                    Resumo O objetivo da dissertação foi abordar aspectos clínicos, epidemiológicos, patológicos e diagnósticos da eimeriose em ruminantes. A eimeriose, também denominada coccidiose, é uma doença causada por Eimeria spp., protozoários parasitas intracelulares do epitélio intestinal de aves, ruminantes, equinos, suínos e coelhos, que tem como principal característica a alta especificidade aos hospedeiros. A eimeriose apresenta distribuição ampla, com a infecção ocorrendo principalmente em animais mantidos em áreas contaminadas, com alta densidade animal, como confinamentos, locais próximos dos bebedouros e cochos, pilhas de feno, tipicamente ambientes que facilitam a infecção; porém, os animais em sistemas extensivos também podem apresentar alta carga parasitária. Os jovens são os mais susceptíveis, principalmente bezerros de três semanas até um ano de idade. A coccidiose em ruminantes pode ocorrer sob forma clínica ou subclínica, dependendo do nível de infecção e da resistência do hospedeiro e a manifestação clínica e as alterações patológicas da doença dependem do número de oocistos ingeridos, espécie de Eimeria envolvida, idade do animal e status imunológico do mesmo. A imunidade desenvolvida contra a eimeriose é do tipo celular, espécie-específica e não duradoura, visto que adultos podem se reinfectar e eliminar oocistos nas fezes, tornando-se portadores assintomáticos. O diagnóstico deve ser baseado nos aspectos epidemiológicos, sinais clínicos, resultado da contagem de oocistos por grama de fezes (OoPG), achados patológicos e de Eimeria spp., utilizando exames laboratoriais como o coproparasitológicas, histopatológico e reação em cadeia da polimerase (PCR) para confirmação diagnóstica. Um grande número de drogas tem sido recomendado para o tratamento da eimeriose em ruminantes, sendo que estas agem sobre os diferentes estádios do ciclo de vida, suprimindo o desenvolvimento de fases assexuadas, sexuadas ou ambas.
                                                                    Download
                                                                      Biologia das formas imaturas de Nyssomyia whitmani (Antunes & Coutinho, 1939) (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) em condições de laboratório
                                                                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                                      Tipo Dissertação
                                                                      Data 12/02/2014
                                                                      Área ZOOLOGIA
                                                                      Orientador(es)
                                                                      • Alessandra Gutierrez de Oliveira
                                                                      Coorientador(es)
                                                                        Orientando(s)
                                                                        • Letícia Moraes Ribeiro
                                                                        Banca
                                                                        • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                                        • Eunice Aparecida Bianchi Galati
                                                                        • Gustavo Graciolli
                                                                        • José Dilermando Andrade Filho
                                                                        • Reginaldo Peçanha Brazil
                                                                        Resumo A espécie Nyssomyia whitmani (Antunes & Coutinho 1939) tem sido apontada como um complexo de espécies crípticas, com algumas de suas populações incriminadas na transmissão de Leishmania spp. (Ross 1903) no Brasil. Neste trabalho foram relatadas aspectos da biologia relativos à da produtividade dos ovos e do tempo de desenvolvimento dos descendentes de 944 fêmeas procedentes de Dourados no Estado de Mato Grosso do Sul. As fêmeas foram capturadas com aspirador elétrico modificado, e alimentadas em hamsters e posteriormente individualizadas em potes para criação. A temperatura e a umidade relativa do ar média foram mantidas a 24,5ºC e 67,3%, respectivamente. Dos 3737 ovos, 748 (20,0%) evoluíram para o estágio de larvas e 93 (12,4%) destas chegaram à fase adulta. O ciclo de vida foi de 80,1 dias, sendo último instar larval o mais longo, provavelmente em função da diapausa que esta espécie apresenta. Com a introdução de uma dieta mais rica em proteína pode-se observar um aumento expressivo no desenvolvimento das larvas.
                                                                        Download
                                                                          Ciclo de vida de Aedes aegypti (Linnaeus) (Diptera, Culicidae) sob a influência de diferentes períodos de quiescência e presença de extratos de larvas na água
                                                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                                          Tipo Dissertação
                                                                          Data 19/12/2013
                                                                          Área ZOOLOGIA
                                                                          Orientador(es)
                                                                          • Antonio Pancracio de Souza
                                                                          Coorientador(es)
                                                                            Orientando(s)
                                                                            • Danielle Costa Ribeiro e Silva
                                                                            Banca
                                                                            • Eduardo José de Arruda
                                                                            • Gustavo Graciolli
                                                                            • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                                                                            • Sergio Roberto Rodrigues
                                                                            • Tatiane do Nascimento Lima
                                                                            Resumo Este trabalho teve como objetivo avaliar se o ciclo de vida de Aedes aegypti (Linnaeus) é influenciado pela presença de extratos de larvas na água e por ovos com diferentes períodos de quiescência simultaneamente. Outro objetivo foi comparar a preferência de oviposição do inseto em água com e sem macerado de larvas de A. aegypti e Drosophila melanogaster (Meigen). Ovos com 15 dias, dois, quatro e seis meses de coleta foram colocados em água para eclosão e acompanhados até a emergência dos adultos em três tratamentos. O tempo de duração médio de incubação, a viabilidade dos ovos, larvas e pupas foram analisados. No experimento de preferência de oviposição foram colocados três béqueres por gaiola, tendo um com macerado de larvas de A. aegypti, um com macerado de larvas de D. melanogaster e outro com água desclorada limpa. Os ovos postos em cada tratamento foram contabilizados. Nenhum ovo com seis meses de quiescência eclodiu. A duração média do período de incubação foi maior no tratamento que continha apenas água. A média da porcentagem de viabilidade dos ovos com quatro meses de quiescência foi menor. Não houve diferença da média de porcentagem da viabilidade das larvas e pupas entre os três tratamentos e entre os três períodos de quiescência. Tanto as larvas, quanto as pupas e mosquitos adultos demoraram mais tempo para surgirem no tratamento que continha apenas água. Quanto a preferência de oviposição, o número de ovos postos foi maior no tratamento com macerado de larvas de A. aegypti.
                                                                            Download
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                                                                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                                              Tipo Dissertação
                                                                              Data 09/10/2013
                                                                              Área ZOOLOGIA
                                                                              Orientador(es)
                                                                              • Gustavo Graciolli
                                                                              Coorientador(es)
                                                                                Orientando(s)
                                                                                • Zielma de Andrade Lopes
                                                                                Banca
                                                                                • Alaide Aparecida Fonseca Gessner
                                                                                • Alessandra Gutierrez de Oliveira
                                                                                • Antonio Pancracio de Souza
                                                                                • Fabio de Oliveira Roque
                                                                                • Leandro Juen
                                                                                Resumo A Bacia do Alto Paraguai ocupa uma área de aproximadamente 600.000 Km² na América do Sul, dos quais 363.442 Km² estão situados na região Centro-Oeste do Brasil e abrange parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa região ainda é carente de informações acerca da fauna de Odonata, apesar de existirem algumas coletas sistematizadas e trabalhos dentro dela. A determinação de áreas de endemismo e o entendimento sobre a biota de uma região é essencial quando se pretende priorizar áreas para a conservação e para recuperar a história e as relações entre os grupos que fazem parte dela. Para determinar as áreas de endemismo foram utilizados dois métodos: Análise de Parcimônia de Endemismo e a Análise de Endemicidade implementada no programa de computador NDM/VNDM. Os resultados obtidos mostraram 209 morfoespécies (126 Anisoptera e 83 Zygoptera) de Odonata na região da Bacia do Alto Paraguai no Mato Grosso do Sul e destas, 174 espécies foram identificadas. As análises apontam alto índice de endemismo entre as espécies distribuídas ao longo do Planalto que circunda toda a Bacia do Alto Paraguai sulmatogrossense. Na Planície do Pantanal, as análises agruparam áreas com valores de suporte relativamente mais baixos do que as áreas apontadas no Planalto.
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