Mestrado em Biologia Animal

Atenção! O edital referente ao processo seletivo e arquivos pertinentes ao curso estão disponíveis no site do curso.
Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
Ritmo nictemeral de Phlebotominae (Diptera: Psychodidae) no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 03/03/2020
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Alessandra Gutierrez de Oliveira
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Moacir Diony Gonçalves Lino Borges
    Banca
    • Alessandra Gutierrez de Oliveira
    • Andrey José de Andrade
    • Gustavo Graciolli
    • Mara Cristina Pinto
    • Reginaldo Peçanha Brazil
    Resumo Estudos sobre o ritmo nictemeral de flebotomíneos são importantes para saúde pública, pois podem contribuir para a orientação de medidas de controle na transmissão de Leishmania. Este estudo tem como objetivo observar o ritmo nictemeral de flebotomíneos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. As coletas foram realizadas de maio de 2018 a outubro de 2019 em duas áreas florestais: uma na área urbana (bairro Rita Vieira: latitude de 20 ° 33'40,03 '' sul e longitude de 54 ° 36'06,44 '' oeste), e a outra na área rural (Estância São João: Latitude 27 ° 37'10,73 '' Sul e Longitude 54 ° 31'57,33 '' Oeste). As coletas mensais foram conduzidas durante 24 horas de forma ininterrupta em barracas de Shannon nas cores branca e preta. Foram coletados 160 flebotomíneos. Destes, 131 no bairro Rita Vieira - região urbana e 29 na Estância São João, zona rural. As espécies identificadas na área urbana foram: Lutzomyia longipalpis, Pintomyia christenseni, Nyssomyia whitmani, Brumptomyia avellari, Evandromyia lenti e Psathyromyia bigeniculata. Na área rural, as espécies identificadas foram as mesmas acima, com exceção de Nyssomyia whitmani e adição de Psathyromyia punctigeniculata. Pintomyia christenseni e Evandromyia lenti foram as espécies mais prevalentes na área rural (31,03 % do total de espécimes cada) e Lutzomyia longipalpis na área urbana, com maior presença entre junho e agosto de 2018 (91,15%) e julho de 2019 (86,29%). A atividade diária ocorreu entre as 17h e as 04h na área urbana e das 17h às 02h na área rural. Do total de 115 exemplares de Lu. longipalpis, 55,65% foram coletados sobre os pesquisadores, confirmando a alta antropofilia desta espécie.
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      Comunidade de Mamíferos de Médio e Grande Porte em uma Paisagem Fragmentada no Sudeste de Mato Grosso do Sul, Centro-Oeste do Brasil
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 28/02/2020
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Marcelo Oscar Bordignon
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Anderson Correa Branco
        Banca
        • Ana Carolina Srbek de Araujo
        • Emygdio Leite De Araujo Monteiro Filho
        • Fabiana Rocha Mendes
        • Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
        • Jose Ragusa Netto
        • Marcelo Oscar Bordignon
        Resumo A perda e fragmentação de habitats representam uma das maiores ameaças às espécies de mamíferos pois provocam mudanças na paisagem, diminuindo a área florestada e a conectividade, aumentando o número de fragmentos e o efeito de borda. Conhecer quais e quantas espécies habitam remanescentes antropizados pode auxiliar no reconhecimento das necessidades mínimas de sobrevivência de cada espécie, contribuindo para sua conservação. O objetivo deste estudo foi conhecer a composição da comunidade de mamíferos de médio e grande porte em uma área com intensa atividade agropecuária no sudeste de Mato Grosso do Sul. O estudo foi feito na Fazenda Dona Amélia, localizada no município de Nova Andradina, com área total de 4.600 ha, sendo 1.135 ha composta pela reserva legal da propriedade e matas ciliares adjacentes. O local encontra-se no limite de transição do Cerrado no seu limite sul e da Mata Atlântica em seu limite oeste. Nove armadilhas fotográficas foram distribuídas aleatoriamente (a cada 600m) em cinco fragmentos florestais de diferentes tamanhos, sendo o menor de sete hectares e o maior com 961 hectares, além de uma área de mata ciliar, durante outubro de 2014 a dezembro de 2016. Em uma segunda fase de monitoramento, oito armadilhas fotográficas foram instaladas de julho de 2017 e outubro de 2018, no fragmento maior 9961 ha) e também em duas matas ciliares do entorno. Um esforço total de 8.998 câmeras-dias resultou em 23.611 registros. Três espécies domésticas, uma exótica e 26 silvestres distribuídas em nove ordens e 14 famílias foram registradas. A ordem Carnivora apresentou a maior riqueza correspondendo a 46,15% das espécies registradas, seguida das ordens Cingulata (11,53%) e Artiodactyla (11,53%). A família mais representativa foi Felidae com cinco espécies. A anta (Tapirus terrestris) foi a espécie mais frequente com 49,75% dos registros, seguida do cateto (Pecari tajacu) com 14,63%. Um total de 82,51% dos registros foram representados por apenas sete espécies. A comunidade de mamíferos registrada no local representa 55,31% das espécies do Estado de Mato Grosso do Sul, sendo que 11 espécies estão na categoria “ameaçadas” no Brasil. A grande riqueza de carnívoros (12 espécies) registrada nesta comunidade é de extrema importância para a preservação in loco, pois são considerados animais topo de cadeia alimentar influenciando na dinâmica e integridade da comunidade local. A presença de espécies raras e ameaçadas tais como o tatu-canastra (Priodontes maximus) e o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), demonstra que a área, apesar da intensa atividade agropecuária, apresenta condições ambientais e disponibilidade de recursos suficientes para sustentar uma comunidade altamente representativa de mamíferos de médio e grande porte do cerrado brasileiro.
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          Ictiofauna da RPPN Cisalpina e peixes da bacia do alto rio Paraná em Mato Grosso do Sul
          Curso Mestrado em Biologia Animal
          Tipo Dissertação
          Data 28/02/2020
          Área ZOOLOGIA
          Orientador(es)
          • Fernando Rogerio de Carvalho
          Coorientador(es)
          • Maria Jose Alencar Vilela
          Orientando(s)
          • Thaís Buzetti Barbosa
          Banca
          • Elaine Antoniassi Luiz Kashiwaqui
          • Fernando Rogerio de Carvalho
          • Jose Ragusa Netto
          • Renata Rúbia Ota
          • Yzel Rondon Súarez
          Resumo A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cisalpina é uma importante
          unidade de conservação do estado de Mato Grosso do Sul. Ela abriga o principal
          remanescente das formações vegetais características das várzeas inundáveis do rio Paraná, ecossistema mais afetado pelo enchimento do reservatório de Porto Primavera da Usina hidroelétrica (UHE) Engenheiro Sérgio Motta, na divisa SP/MS. Neste trabalho, realizamos o levantamento ictiofaunístico da RPPN Cisalpina, com análise da estruturação das comunidades na área e as possíveis variações temporais, além da atualização da lista das espécies de peixes da bacia do alto rio Paraná em Mato Grosso do Sul, com exemplares testemunho em coleções científicas. Foram realizados nove eventos de coletas nos anos de 2006, 2007, 2017, 2018 e 2019. Foram analisados 3.968 exemplares distribuídos em 51 espécies, 41 gêneros, 18 famílias e seis ordens. Characidae apresentou maior número de espécies (16) e maior número de indivíduos coletados (2.929), seguida por Cichlidae com 362 indivíduos coletados distribuídos em oito espécies. As espécies mais abundantes foram os
          caracídeos Serrapinnus notomelas (Eigenmann, 1915) e Hyphessobrycon moniliger Moreira, Lima & Costa, 2002, que juntas representaram 23,93% do total de indivíduos coletados. Cada evento de coleta acrescentou ao menos uma espécie a mais na listagem. Os índices de Simpson e Shannon apontam que há uma considerável diversidade na área. A curva do coletor calculada aponta que 53 espécies são esperadas na área, o que indica que o empenho do estudo para o conhecimento ictiofaunístico da RPPN se aproximou de uma completude. A lista das espécies de peixes bacia do alto Paraná em Mato Grosso do Sul foi atualizada, com
          registro de 217 espécies, 122 gêneros, 37 famílias e oito ordens. Uma chave para identificação das espécies da RPPN Cisalpina é apresentada.
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            Taxonomia de Triportheus Cope, 1872 (Ostariophysi, Triportheidae) da bacia Platina
            Curso Mestrado em Biologia Animal
            Tipo Dissertação
            Data 27/02/2020
            Área ZOOLOGIA
            Orientador(es)
            • Fernando Rogerio de Carvalho
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Douglas Alves Lopes
              Banca
              • Diego Jose Santana Silva
              • Fernando Rogerio de Carvalho
              • Maria Claudia de Souza Lima Malabarba
              • Monica de Toledo Piza Ragazzo
              • Tiago Pinto Carvalho
              Resumo Triportheus Cope, 1872 compreende os peixes popularmente conhecidos como sardinhas de água doce e abriga 16 espécies válidas. São reconhecidos dois padrões morfológicos: espécies de corpo baixo e alongado e espécies de corpo alto. Na bacia Platina, são reconhecidas duas espécies de corpo alto: Triportheus nematurus e T. pantanensis. Neste trabalho revisamos a taxonomia das espécies de Triportheus que ocorrem na bacia Platina e apresentamos chave para identificação das espécies. Foram reconhecidas cinco espécies para o sistema da bacia Platina: Triportheus nematurus (Kner, 1858), T. pantanensis Malabarba, 2004, Triportheus signatus (Garman, 1890) e duas espécies não descritas: Triportheus sp.n.1, do alto rio Paraguai e Triportheus sp.n.2, do alto rio Paraná. Triportheus nematurus é diagnosticada por escamas da linha pré-dorsal dispostas irregularmente, 33-37 escamas perfuradas da linha lateral e 38-48 rastros presentes na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; T. pantanensis por escamas da linha lateral dispostas irregularmente, 28-32 escamas perfuradas da linha lateral e 26-32 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; T. signatus por escamas da linha pré-dorsal dispostas regularmente, em série, 34-38 escamas perfuradas da linha lateral e 37-44 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial; Triportheus sp.n.1 por escamas da linha pré-dorsal dispostas regularmente, em série, 31-34 escamas perfuradas da linha lateral, 24-29 rastros presentes na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro arco branquial e altura do corpo na origem da nadadeira dorsal entre 33,8%-39,6% CP; Triportheus sp.n.2 por escamas da linha prédorsal dispostas regularmente, em série, 36-38 escamas perfuradas da linha lateral, 29-32 rastros na porção inferior (ceratobranquial) do primeiro rastro branquial e altura do corpo entre 29,6%-31,8% CP. Uma chave para identicação das espécies da bacia Platina, bem como comentários sobre as relações de Triportheus e Triportheidae são fornecidas.
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                Estudo de padrões cariotípicos conflitantes em três espécies de aranhas das famílias Deinopidae, Theridiidae e Uloboridae (Araneae, Entelegynae)
                Curso Mestrado em Biologia Animal
                Tipo Dissertação
                Data 27/02/2020
                Área ZOOLOGIA
                Orientador(es)
                • Douglas de Araujo
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Lucas Henrique Bonfim de Souza
                  Banca
                  • Douglas de Araujo
                  • Edihanne Gamarra Arguelho
                  • Luciana Bolsoni Lourenço
                  • Marielle Cristina Schneider
                  Resumo Araneae é um grupo megadiverso e apresenta escassos estudos citogenéticos. Deinopidae é uma família com 64 espécies e sem qualquer estudo cromossômico. Já em Theridiidae, apesar de possuir 30 espécies cariotipadas, devido à sua diversidade, com 2.512 espécies, tornam-se necessários estudos, principalmente em subfamílias que não possuem nenhuma análise cariológica. Alguns gêneros já analisados do ponto de vista cromossômico evidenciaram características interessantes, como Uloborus, o qual, com apenas quatro espécies investigadas citogeneticamente, mostrou variações interpopulacionais e interespecíficas do cariótipo. Este trabalho teve como objetivo analisar cromossomicamente espécies dos gêneros Uloborus (Uloboridae), Deinopis (Deinopidae) e Thwaitesia (Theridiidae) e, contribuindo para discussões citotaxonomicas e da evolução cromossômica destes grupos. Após dissecadas, as gônadas foram tratadas com colchicina (0,16%, 2 h), hipotonizadas (H2O, 15 min) e fixadas (metanol:ácido acético - 3:1). As lâminas foram preparadas pela técnica de suspensão celular e coradas com Giemsa. Posteriormente, as células em divisão foram fotografadas e algumas lâminas foram impregnadas pelo nitrato de prata para observar regiões organizadoras de nucléolo (RON). Uloborus trilineatus apresentou metáfases mitóticas do citótipo I com 2n♂ = 18 e 2n♀ = 20, do citótipo II com 2n♂ = 19 e 2n♀ = 22 e do citótipo III com 2n♀ = 21, todos com morfologia cromossômica exclusivamente telocêntrica. Enquanto que nas células meióticas do citótipo I, espermatócitos I com 8II + X1X2 nos diplótenos e n = 10 e n = 8 nas metáfases II foram observados, no citótipo II somente espermatócitos I em diplóteno foram amostrados, com a configuração de 8II + X1X2X3. Existe em U. trilineatus uma variação intrapopulacional do SCS, ♂X1X2/♀X1X1X2X2 e ♂X1X2X3/♀X1X1X2X2X3X3, nas três localidades estudadas, entretanto, o número de autossomos é conservado no gênero Uloborus. A presença de indivíduos com 2n♀ = 21 levou a três hipóteses: SCS atípico, presença de cromossomo B ou rearranjo cromossômico em heterozigose envolvendo autossomos. Deinopis plurituberculata mostrou mitoses com 2n♂ = 40 e 2n♀ = 44 com todos cromossomos telocêntricos (alguns espécimes apresentaram cromossomos B) e 2n♂ = 39 e 2n♀ = 43 com um cromossomo metacêntrico e o restante telocêntrico (heterozigotos para fusão cêntrica). Nos espermatócitos de D. biaculeata e D. plurituberculata foram observados 18II + X1X2X3X4, sendo o Sistema Cromossômico Sexual (SCS) confirmado pelas metáfases II com n = 22 e n = 18. Exclusivamente os indivíduos de D. plurituberculata com o rearranjo mostraram diplótenos com 16II + 1III + X1X2X3X4 e metáfases II com n = 21 e n = 17. Em Deinopidae, o primeiro estudo cromossômico na família evidencia um número diploide relativamente alto, corroborando filogenias que a posicionam de forma basal no grado UDOH + clado RTA. Deinopis biaculeata e D. plurituberculata possuem um SCS do tipo
                  ♂X1X2X3X4/♀X1X1X2X2X3X3X4X4, raro em aranhas. A presença de fusão cêntrica em apenas uma população de D. plurituberculata sugere baixa capacidade de dispersão da espécie. A ausência de homozigotos para a fusão sugere inviabilidade destes ou necessidade de aumento da amostragem de D. plurituberculata da população com o rearranjo. Em D. plurituberculata foram detectados cromossomos B, com variação numérica interpopulacional, intrapopulacional e intraindividual. Em Thwaitesia bracteata células mitóticas de machos e fêmeas evidenciaram 2n = 22 com todos os cromossomos possuindo dois braços. Tanto T. affinis quanto T. bracteata mostraram espermatócitos I em diplóteno com 10II + X1X2 e em metáfase II com n = 12 e n = 10. Em T. bracteata provavelmente ocorreu um grande evento de inversão pericêntrica do tipo “tudo ou nada” e o fato do mesmo número diploide ocorrer tanto em machos quanto em fêmeas com SCS do tipo X1X2 levantou três possibilidades: fêmeas homozigotas para rearranjos cromossômicos, duas espécies diferentes ou perda de cromossomos durante o preparo das lâminas. Com os resultados de meiose encontrados em T. affinis, podemos descartar a possibilidade das fêmeas com 2n♀ = 22 identificadas como T. bracteata terem sido reconhecidas erroneamente e se tratarem de T. affinis. O padrão de um par cromossômico portador de RONs, observado em D. plurituberculata, T. bracteata e U. trilineatus, é conservado na maioria das aranhas.
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                    Histologia e histomorfometria hepática de anuros do Pantanal - Mato Grosso do Sul
                    Curso Mestrado em Biologia Animal
                    Tipo Dissertação
                    Data 06/03/2019
                    Área ZOOLOGIA
                    Orientador(es)
                    • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                    Coorientador(es)
                    • Classius de Oliveira
                    Orientando(s)
                    • Taynara Ribeiro Farias Leão
                    Banca
                    • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                    • Juliane Silberschmidt Freitas
                    • Lia Raquel de Souza Santos
                    • Rodrigo Zieri
                    • Vanda Lucia Ferreira
                    Resumo O Pantanal é caracterizado por apresentar um ciclo de cheias e secas, além da ampla
                    distribuição de espécies e alta densidade de populações de vertebrados. Este padrão é
                    observado para anuros, onde encontramos 56 espécies na planície e arredores, divididas
                    em oito famílias diferentes. Anuros necessitam de ambientes específicos para completarem
                    seu ciclo de vida, pois na maioria das vezes apresentam fase larval aquática, além de
                    respiração cutânea, tornando-os dependentes de regiões úmidas. Aspectos anatômicos e
                    histológicos desses organismos, têm sido empregues como biomarcadores potenciais no
                    estudo das interações indivíduo e meio ambiente, pois variam de acordo com alterações
                    ambientais, sejam elas antrópicas ou naturais. Dentre os órgãos biomarcadores, o fígado,
                    maior glândula encontrada nos vertebrados, é utilizado devido a facilidade de coleta e o
                    papel que desempenha no organismo. Dentre as principais funções deste órgão, estão o
                    processamento de nutrientes absorvidos no sistema digestório, afim de que possam ser
                    utilizados por outros órgãos, secreção biliar, síntese de proteínas, metabolismo de
                    substâncias exógenas e armazenamento de glicogênio e lipídios, sendo esta última, de
                    fundamental importância para animais que estivam. Alguns processos biológicos naturais,
                    como a época reprodutiva, alteram padrões hepáticos, uma vez que a energia estocada é
                    recrutada para ser utilizada durante a gametogênese, comportamentos de corte, defesas
                    territoriais ou cuidado parental, refletindo na histologia e histometria. Considerando os
                    anuros como vertebrados dependentes de ambientes úmidos para sobrevivência e que
                    modificações nestes ambientes alteram os padrões morfológicos hepáticos, o conhecimento
                    das caraterísticas morfofuncionais naturais desse tecido, permitiria estudos comparativos
                    entre espécies, bem como, a frequência e ou o registro de variações intraespecíficas,
                    relacionadas a sexo por exemplo. Portanto, o desenvolvimento de instrumentos técnicos
                    simples e de baixo custo, capazes de detectar respostas biológicas significativas, são
                    cruciais no sentido de entender respostas biológicas relacionadas a alterações naturais do
                    ecossistema, além de avaliar a plasticidade e papel do fígado nesses animais.
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                      Estudo taxonômico de Senopterina Macquart, 1835 (Diptera, Platystomatidae)
                      Curso Mestrado em Biologia Animal
                      Tipo Dissertação
                      Data 28/02/2019
                      Área ZOOLOGIA
                      Orientador(es)
                      • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                      Coorientador(es)
                        Orientando(s)
                        • João Paulo Vinicios Rodrigues
                        Banca
                        • Alessandre Pereira Colavite
                        • Gustavo Graciolli
                        • Kirstern Lica Follmann Haseyamaa
                        • Lisiane Dilli Wendt
                        • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                        Resumo Senopterina pertencente à família Platystomatidae, o gênero é atualmente composto por 15 espécies com distribuição restrita ao Novo Mundo. Podem ser reconhecidos por apresentarem tamanho corpóreo de 04—15mm, coloração castanho clara a preto, fronte nua ou coberta por pequenas cerdas branco-amarelada, tórax com reflexos metálicos variando do azul, verde a violeta e asas hialinas com um padrão de manchas em banda a partir da Sc até M, base da asa exceto a álula, br, região basal da r4+5, dm-cu, com ou sem mancha escura se iniciando na veia r-m estendendo até a margem superior da asa. Neste trabalho é apresentado um estudo taxonômico das espécies de Senopterina que ocorrem no Brasil. Foram redescritas as espécies S. brevipes, a distribuição dessa espécie foi ampliada para os estados do Acre, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins, e S. macularis, a distribuição desta espécie foi ampliada para os estados do Amapá, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Três novas espécies foram descritas para o Brasil, Senopterina sp. nov. 1 para as localidades de Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rondônia, Senopterina sp. nov. 2 para as localidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia e Senopterina sp. nov. 3 para as localidades de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, também foi apresentada uma chave dicotômica para estas cinco espécies.
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                          Artropofauna em ninhos de arara-azul no Pantanal do Miranda
                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                          Tipo Dissertação
                          Data 27/02/2019
                          Área ZOOLOGIA
                          Orientador(es)
                          • Gustavo Graciolli
                          Coorientador(es)
                          • Neiva Maria Robaldo Guedes
                          Orientando(s)
                          • Vivian Ayumi Fujizawa Nacagava
                          Banca
                          • Gláucia Helena Fernandes Seixas
                          • Gustavo Graciolli
                          • Rodrigo Aranda
                          • Silvio Favero
                          Resumo Ninhos de aves são considerados micro-habitats para artrópodes, podendo ser
                          explorados diversas espécies. O objetivo desse trabalho foi descrever a comunidade
                          de artrópodes presentes na cama do ninho de arara-azul, além de verificar se há
                          diferenças na riqueza e composição de espécies de artrópodes na cama de ninhos
                          naturais e artificiais, antes e durante o período reprodutivo; se há diferenças na
                          composição quanto à espécie de ave que está ocupando a ninho, a espécie arbórea
                          onde o ninho está inserido e ao tipo de local onde o ninho está localizado; e se a
                          distância entre os ninhos influencia na composição de artoprodes dos ninhos. Para
                          isso foram realizadas coletas das camas dos ninhos naturais e artificiais de ararasazuis, no Refúgio Ecológico Caiman, Miranda, MS, Brasil, no ano de 2017, durante os
                          períodos não reprodutivo (maio e junho) e reprodutivo (novembro e dezembro). Para
                          tanto, amostramos 18 ninhos artificiais e 18 de ninhos naturais, e 21 ninhos artificiais
                          e 18 ninhos naturais, respectivamente. Foram encontrados 6774 indivíduos,
                          pertencentes a 59 morfotipos, sendo a Coleoptera a ordem mais rica e o
                          Ologamasidae (Acari) o morfotipo mais abundante. A comunidade não apresentou
                          diferenças de riqueza e similaridade entre os tipos e os fatores analisados. Com, com
                          isso o micro-habitat da cavidade e a adição de matéria orgânica, são fatores mais
                          importantes para a comunidade de artrópodes nos ninhos de arara-azul.
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                            Hershkovitzia Guimarães & D’Andretta, 1956 (Diptera, Nycteribiidae): Revisão taxonômica, filogenia e associação histórica de seus hospedeiros
                            Curso Mestrado em Biologia Animal
                            Tipo Dissertação
                            Data 25/02/2019
                            Área ZOOLOGIA
                            Orientador(es)
                            • Gustavo Graciolli
                            Coorientador(es)
                              Orientando(s)
                              • Gabriela Hrycyna
                              Banca
                              • ANALIA GLADYS AUTINO
                              • Claudio José Barros de Carvalho
                              • Gustavo Graciolli
                              • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                              • Ricardo Guerrero
                              • Ronaldo Toma
                              Resumo Hershkovitzia Guimarães & D’Andretta pertence à Nycteribiidae, onde
                              seus indivíduos são hematófagos e exclusivamente ectoparasitas de morcegos. Seus
                              indivíduos são encontrados na Região Neotropical. Hershkovitzia parasitam morcegos da
                              família Thyropteridae, na qual está incluído apenas Thyroptera Spix, 1823. Acreditava-se
                              que Hershkovitzia apresentavam um padrão de associação 1:1 com seus hospedeiros,
                              exceto por H. cabala e Hershkovitzia sp. nov. 2 que compartilham o mesmo hospedeiro. O
                              objetivo do primeiro capítulo foi em realizar a revisão taxonômica das espécies conhecias
                              atualmente para o gênero, H. primitiva Guimarães & D’Andretta, 1956, H. coeca Theodor,
                              1967, H. inaequalis Theodor, 1967 e H. cabala Peterson & Lacey, 1985. A aquisição do
                              material foi através de empréstimos de coleções científicas nacionais e estrangeiras. Uma
                              chave dicotômica de identificação é apresentada após a redescrição do gênero, elaborada a
                              partir dos principais caracteres diagnósticos das estruturas externas de cada espécie. Para
                              cada espécie são apresentados desenhos esquemáticos do abdome, cabeça e pernas.
                              Foram descritas duas novas espécies. O objetivo do segundo capítulo foi testar a monofilia
                              de Hershkovitzia, hipotetizar as relações filogenéticas entre as espécies de Hershkovitzia e
                              hipotetizar os eventos que geraram o atual padrão de associação entre as espécies de
                              Hershkovitzia e Thyroptera. A matriz foi realizada através de levantamentos de caracteres
                              morfológicos e as análises de parcimônia foram realizadas no software Tree Analysis Using
                              New Technology (TNT 1.1). Para a associação histórica dos parasitos com seus
                              hospedeiros, foi necessário a filogenia de Thyroptera e para isso, foi modificada a matriz de
                              caracteres apresentada por Solari et al. (2004). Para as análises cofilogenéticas, foi utilizado
                              o software JANE 4.0. Hershkovitzia se apresentou monofilético, assim como também
                              Thyroptera. Como não se sabe o hospedeiro de H. coeca, foram confeccionados cinco
                              conectogramas, ligando H. coeca com cada espécie de Thyroptera. Em cada cenário
                              coevolutivo hipotético, geraram apenas uma solução, em todos eles indicam que
                              Hershkovitzia surgiu com o ancestral hipotético de Thyroptera e 50% dos eventos ocorridos
                              foram de coespeciação.
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                                Parâmetros histológicos e histométricos do rim exócrino de piranhas Pygocentrus nattereri (Characiformes: Serrasalmidae) provenientes do Pantanal sul-mato-grossense
                                Curso Mestrado em Biologia Animal
                                Tipo Dissertação
                                Data 25/02/2019
                                Área ZOOLOGIA
                                Orientador(es)
                                • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                Coorientador(es)
                                • Lilian Franco Belussi
                                Orientando(s)
                                • Sandriely Fernanda Marcondes
                                Banca
                                • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                • Classius de Oliveira
                                • Fernando Rogerio de Carvalho
                                • Marciana Sanabria
                                • Mario Kurtz Filho
                                • Robson Andrade Rodrigues
                                Resumo Pygocentrus nattereri (Characiformes: Serrasalmidae) é um peixe neotropical e no Brasil são
                                conhecidos como piranha, piranha vermelha e piranha amarela. P. nattereri é considerada
                                uma espécie abundante na bacia hidrográfica do Pantanal e pode ser encontrada por entre
                                a vegetação aquática durante o período reprodutivo. A região do Pantanal é considerada
                                uma das áreas úmidas mais extensas do planeta e possui um grande volume de
                                precipitação distribuída em poucos meses, favorecendo pulsos de inundação, aumentando a
                                riqueza e a abundância de peixes.Essas mudanças sazonais no ambiente podem alterar os
                                mecanismos fisiológicos dos peixes e causar alterações nas brânquias, fígado, baço e rins.
                                As principais funções da porção exócrina do rim estão relacionadas à osmorregulação,
                                excreção e hematopoiese, tornando este órgão suscetível a alterações ambientais. Além
                                disso, não há estudos sobre a morfologia renal em P. nattereri nem relacionados a
                                diferenças entre machos e fêmeas, nem em relação a mudanças nas variações sazonais.
                                Além disso, poucos estudos demonstraram características histológicas quantitativas, ou
                                seja, características como densidade estrutural volumétrica e histomorfometria tecidual.
                                Essas técnicas, seguindo a histologia clássica, podem contribuir para novos conhecimentos
                                sobre a fisiopatologia renal dos peixes. Assim, o objetivo deste estudo foi descrever a
                                histologia e morfologia do rim exócrino em P. nattereri utilizando técnicas histométricas
                                quantitativas.
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                                  Análise cromossômica em aranhas do gênero Micrathena Sundevall 1833 (Araneidae)
                                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                                  Tipo Dissertação
                                  Data 22/02/2019
                                  Área ZOOLOGIA
                                  Orientador(es)
                                  • Douglas de Araujo
                                  Coorientador(es)
                                  • Marielle Cristina Schneider
                                  Orientando(s)
                                  • Bruno Cansanção da Silva
                                  Banca
                                  • Ana Lúcia Dias
                                  • André Marsola Giroti
                                  • Diego Jose Santana Silva
                                  • Diovani Piscor
                                  • Douglas de Araujo
                                  • Viviane Fagundes de Mattos
                                  Resumo Araneidae é a terceira maior família da ordem Araneae quanto ao número de espécies
                                  descritas taxonomicamente e citogeneticamente. Micrathena é um dos 175 gêneros desta família, é
                                  exclusivo das Américas/Caribe, bastante especioso composto por aranhas com espinhos que possuem
                                  dimorfismo sexual bem evidente. Atualmente, as espécies desse gênero estão separadas em 12 grupos.
                                  O objetivo deste trabalho foi analisar sete espécies de Micrathena a fim de verificar se os grupos de
                                  espécies também possuem características cromossômicas que os distinguem entre si e discutir a
                                  evolução cromossômica no gênero. As preparações cromossômicas foram obtidas de gônadas, fixadas
                                  em lâminas e posteriormente submetidas à coloração convencional com Giemsa 3%, bandamento C,
                                  impregnação pelo nitrato de prata (Ag-RON) e hibridização in situ fluorescente (FISH) com sonda de
                                  rDNA 18S. Além disso, foram realizadas as medidas do comprimento diploide total do cariótipo
                                  (TCL). Os resultados mostraram que houve uma variação de 4,6 vezes no número diploide entre as
                                  espécies analisadas e, uma diversificação na morfologia cromossômica. Micrathena plana revelou ter
                                  2n♂ = 11 = 10 + X, o menor número diploide encontrado entre as aranhas da superfamília Araneoidea
                                  e Sistema Cromossômico Sexual (SCS) pouco comum para a família. Micrathena excavata apresentou
                                  2n♂ = 24 = 22 + X1X2, em ambos os casos a morfologia cromossômica foi exclusivamente
                                  metacêntrica. Micrathena macfarlanei, por sua vez mostrou 2n♀ = 32, com cariótipo contendo 18
                                  cromossomos telocêntricos e 14 metacêntricos. Os resultados encontrados corroboram com a formação
                                  do clado composto por estas espécies, ou seja, com números diploides mais baixos quando
                                  comparadas com as demais e com cromossomos com dois braços. Micrathena swainsoni mostrou 2n♂
                                  = 46 = 42 + X1X2X3X4, Micrathena perfida 2n♀ = 52, Micrathena spinosa 2n♀ = 54 e Micrathena
                                  crassispina 2n♂ = 50 = 46 + X1X2X3X4 e um macho revelou 2n♂ = 51 = 46 + X1X2X3X4X5. Estas
                                  espécies apresentaram números diploides altos e morfologia exclusivamente telocêntrica, sendo que o
                                  2n♂ = 51 encontrado em M. crassispina é o maior número diploide em Araneidae. Os SCS dos tipos
                                  X1X2X3X4 e X1X2X3X4X5 são extremamente raros em aranhas. Apenas em M. crassispina, M. perfida,
                                  M. spinosa e M. swainoni o bandeamento C mostrou marcações tênues de heterocromatina constitutiva
                                  nas regiões proximal e distal de alguns cromossomos. Todas as espécies, exceto M. excavata,
                                  apresentaram resultados positivos quanto submetidas a técnica de Ag-RON. Em M. macfarlanei, M.
                                  swainsoni, M. spinosa e M. crassispina as marcações ocorreram na região terminal de dois
                                  cromossomos e em M. plana estas foram encontradas em três cromossomos do cariótipo, sendo que
                                  um deles, as marcações foram visualizadas nos dois braços cromossômicos. A técnica de hibridização
                                  in situ fluorescente (FISH) com sonda de rDNA 18S confirmou os resultados obtidos com a impregnação pelo íon prata, revelando sítios de rDNA em três cromossomos de M. plana, sendo um deles nas duas extremidades, e dois cromossomos de M. swainsoni. Os resultados de FISH utilizando a sonda de rDNA 18S, são os primeiros em Araneidae. Os TCLs não foram estatisticamente diferentes
                                  (Kruskal–Wallis, p = 0,4412), indicando que os rearranjos cromossômicos em Micrathena não envolveram perda ou ganho significativo de material genético. Foi proposta uma hipótese para a origem dos cariótipos observados em M. swainsoni, M. crassispina, M. excavata e M. plana, a partir do cariótipo mais frequente em Araneoidea 2n♂ = 24 = 22 + X1X2 com cromossomos telocêntricos.
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                                    The effects of phylogeny, morphology, and prey availability on the partitioning of trophic resources in an anuran community
                                    Curso Mestrado em Biologia Animal
                                    Tipo Dissertação
                                    Data 22/02/2019
                                    Área ZOOLOGIA
                                    Orientador(es)
                                    • Diego Jose Santana Silva
                                    Coorientador(es)
                                      Orientando(s)
                                      • Matheus de Toledo Moroti
                                      Banca
                                      • Denise De Cerqueira Rossa Feres
                                      • Diego Jose Santana Silva
                                      • Fabio de Oliveira Roque
                                      • Francis Luiz Santos Caldas
                                      • MICHEL VARAJAO GAREY
                                      • TIAGO GOMES DOS SANTOS
                                      Resumo Anuros são considerados modelos para estudos de ecologia de comunidades. Uma das razões é que, durante a estação chuvosa, diferentes espécies colonizam o mesmo habitat e podem dividir os recursos disponíveis com outras espécies. A maioria dos anuros são considerados predadores generalistas e sua dieta tende a refletir a disponibilidade de presas. Geralmente as diferenças observadas nos valores de sobreposição de nicho trófico encontradas são explicadas pelo tamanho do anuro e pelas categorias taxonômicas das presas. No entanto, os padrões de particionamento de recursos também podem ser explicados com base nas características das linhagens evolutivas da comunidade. Assim, testamos se os valores de sobreposição de nicho trófico são influenciados direta ou indiretamente via morfometria ou por uma ancestralidade comum (filogenia). Considerando que avaliamos a disponibilidade de presas neste estudo, testamos se a incorporação de dados de disponibilidade altera os valores de sobreposição entre as espécies. Em geral, não encontramos efeito de filogenia e morfometria na partição de recursos tróficos na comunidade estudada. Provavelmente na escala em que estudamos, a disponibilidade de recursos e o impacto do indivíduo no ambiente podem ser mais importantes em determinar a partição dos recursos tróficos. Isso se acentua principalmente no caso dos anuros, onde a maioria das espécies é considerada predadora generalista. Além disso, a abordagem que utilizamos revelou que a inclusão dos dados de disponibilidade e similaridade do recurso altera significativamente os valores de sobreposição entre as espécies. Este resultado sugere que pelo menos parte da discussão atual sobre a sobreposição de nicho trófico em anuros pode mudar se incorporarmos dados de disponibilidade e similaridade de presas.
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                                        Selection of reproductive microhabitats by Boana punctata (Anura: Hylidae) males in an urban area of midwest Brazil
                                        Curso Mestrado em Biologia Animal
                                        Tipo Dissertação
                                        Data 21/02/2019
                                        Área ZOOLOGIA
                                        Orientador(es)
                                        • Vanda Lucia Ferreira
                                        Coorientador(es)
                                        • Zaida Ortega Diago
                                        Orientando(s)
                                        • Kleber Santos Martins
                                        Banca
                                        • André Pansonato
                                        • Franco Leandro de Souza
                                        • Leonardo Felipe Bairos Moreira
                                        • Liliana Piatti
                                        • Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos
                                        • Vanda Lucia Ferreira
                                        Resumo It is important for many animals to select a suitable reproductive microhabitat, since its
                                        environmental traits may influence reproductive success. In this way, most species of anurans
                                        require very specific reproductive resources, exhibiting preferences for microhabitats with
                                        specific characteristics. The choice of specific sites for breeding may be influenced by biotic
                                        and abiotic factor of environment. The selection of reproductive microhabitats is one of the
                                        most important components in the natural history of anurans, and understanding how decisions
                                        are made by these animals or what resources guide their choices are good questions to be
                                        studied. In this work we characterized the reproductive microhabitat used by individuals of
                                        Boana punctata; evaluated whether males of B. punctata choose reproductive microhabitats
                                        non-randomly; investigated which environmental features modulate the choice of reproductive
                                        microhabitat and analyzed whether the choice of reproductive microhabitat is different for
                                        males that achieve spawning. Our results suggest that vegetation structure is important for B.
                                        punctata males to select reproductive microhabitats. All analyses showed that males chose
                                        microhabitats with higher height than randomly available in the habitat. Univariate tests showed
                                        a higher vegetation density at occupied than available places, although these differences
                                        disappeared when considering the individual as a random factor in the conditional logistic
                                        regression model.
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                                          História natural de anuros (Amphibia) na diagonal de formações abertas da América do Sul: Dieta, dimorfismo sexual e fecundidade
                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                          Tipo Dissertação
                                          Data 30/05/2018
                                          Área ZOOLOGIA
                                          Orientador(es)
                                          • Diego Jose Santana Silva
                                          Coorientador(es)
                                            Orientando(s)
                                            • Vanessa Gonçalves Ferreira
                                            Banca
                                            • Camila Chiamenti Both
                                            • Diego Jose Santana Silva
                                            • Francis Luiz Santos Caldas
                                            • Franco Leandro de Souza
                                            • MIRCO SOLE KIENLE
                                            Resumo Estudos com história natural de anfíbios que explorem a biologia das espécies na região neotropical são escassos e pontuais quando comparados à grande diversidade do grupo. Além disso, geralmente não levam em consideração a heterogeneidade de ambientes em que uma única espécie pode ocorrer. Diante deste panorama nossos objetivos foram estudar como os diferentes biomas da Diagonal de Formações Abertas da América do Sul (DFAAS) podem influenciar diferentes aspectos da história natural de Leptodactylus chaquensis, Boana raniceps e Dendropsophus nanus. Para a dieta de L. chaquensis e B. raniceps encontramos Coleoptera como o item mais representativo para todos os biomas enquanto que em D. nanus a dieta variou entre os itens alimentares. Entretanto, com base nas análises, os resultados indicaram que a dieta das três espécies não foi influenciada pelos biomas da DFAAS. Isso sugere que a dieta pode estar mais relacionada com características intrínsecas da espécie, como por exemplo o modo de forrageio e o comportamento da presa e do predador. Quanto ao dimorfismo sexual, encontramos diferença na morfometria com fêmeas maiores que os machos de L. chaquensis para o Chaco. Já para B. raniceps não encontramos dimorfismo para nenhum bioma e em D. nanus encontramos machos maiores que fêmeas para o Chaco e Pantanal. Os machos de D. nanus podem ter sido maiores devido a seleção sexual ou seleção natural, enquanto que as fêmeas podem ter sido maiores porque Cerrado e Caatinga são mais secos sazonalmente e, portanto, as fêmeas precisariam investir mais energia na produção de maiores desovas para um único evento reprodutivo. Do mesmo modo, essas características também influenciaram o número de ovócitos de L. chaquensis, em que fêmeas desta espécie do Cerrado e Caatinga apresentaram um maior número de ovócitos. Boana raniceps não apresentou diferenças na fecundidade e isso pode estar relacionado ao histórico evolutivo da espécie. Visto isso, nosso trabalho mostrou que alguns aspectos da história natural das espécies estudadas são influenciados pelos biomas da DFAAS. Dessa forma é importante que as lacunas de conhecimento que levam em consideração essas variações entre as populações sejam preenchidas, principalmente para servirem de subsídio para estudos futuros que comparem outros grupos animais.
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                                              Metazoários parasitos de Gymnogeophagus balzanii (Perugia, 1891) (Perciformes: Cichlidae) no Pantanal de Mato Grosso do Sul, Brasil
                                              Curso Mestrado em Biologia Animal
                                              Tipo Dissertação
                                              Data 03/05/2018
                                              Área ZOOLOGIA
                                              Orientador(es)
                                              • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                              Coorientador(es)
                                              • Felipe Bisaggio Pereira
                                              Orientando(s)
                                              • Lennon de Souza Malta
                                              Banca
                                              • Fernando de Almeida Borges
                                              • Gustavo Graciolli
                                              • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                              • Ricardo Massato Takemoto
                                              • SIMONE CHINICZ COHEN
                                              Resumo O presente estudo buscou analisar e contribuir para o conhecimento parasitológico em
                                              ciclídeos, dessa forma na primeira parte dessa dissertação foi feito uma analise dos
                                              estudos publicados até o momento destacando os principais grupos de helmintos já
                                              registrados em hospedeiro dessa família, as principais regiões hidrográficas com estudos
                                              nesse aspecto e as espécies de hospedeiros da família mais estudadas. Na segunda
                                              parte foi feito um estudo sobre a fauna parasitária de Gymnogeophagus balzanii coletados
                                              no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A terceira parte foi à descrição de uma nova espécie
                                              de Raphidascaris (Sprentascaris) encontrada no estudo parasitológico com G. balzanii
                                              provenientes do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O estudo identificou que os estudos
                                              sobre a fauna parasitária em ciclídeos no Brasil são incipientes tendo em vista que
                                              poucas espécies da família foram estudadas nesse aspecto e em muitas regiões
                                              hidrográficas não existem estudos ou existem muito poucos estudos, e atualmente pode
                                              se identificar uma centralização dos estudos em alguns gêneros de hospedeiros e em
                                              algumas regiões hidrográficas. Tendo em vista esse panorama o estudo parasitário feito
                                              com G. balzanii contribuiu positivamente para o conhecimento sobre parasitos de
                                              ciclídeos no Brasil, visto que o estudo identificou novos registros de parasitismos para o
                                              gênero e um para a família no Brasil, e uma contribuição sobre parasitismo em ciclídeos
                                              no Pantanal de Mato Grosso do Sul, sendo que até o momento não existe nenhum
                                              trabalho na região. Além disso, o principal resultado do presente trabalho foi a descrição
                                              de uma nova espécie de nematoide.
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                                                Nova espécie de Henneguya parasita das brânquias de Pygocentrus nattereri (Kner, 1858) (Characiformes:Serrasalmidae) no Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil
                                                Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                Tipo Dissertação
                                                Data 03/05/2018
                                                Área ZOOLOGIA
                                                Orientador(es)
                                                • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                Coorientador(es)
                                                  Orientando(s)
                                                  • Thays Marçal Nogueira
                                                  Banca
                                                  • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                  • Felipe Bisaggio Pereira
                                                  • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                  • Mauricio Laterça Martins
                                                  • TIAGO MILANIN
                                                  Resumo Considerados como os parasitas mais comuns em peixes, os mixosporídeos causam prejuízos em espécies economicamente importantes. Os mixosporídeos já foram considerados protozoários, porém passaram a ser incluídos nos metazoários e, atualmente a teoria mais aceita é que eles pertençam ao filo Cnidaria. Henneguya é o segundo maior gênero em número de espécies dentro da família Myxobolidae, com cerca de 204 espécies descritas atualmente. O ciclo de vida é simples, com um hospedeiro vertebrado, geralmente peixes e um hospedeiro invertebrado, geralmente oligoquetas do Filo Annelida. Seguindo a linha de pesquisa de duas sinopses previamente realizadas, foi realizada uma lista de verificação com as espécies de Henneguya descritas de 2012 a 2018 e posteriormente apresentaremos a descrição de uma espécie deste gênero encontrada em brânquias de Pygocentrus nattereri no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
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                                                    Dieta de Leptodactylus chaquensis Cei, 1950, Leptodactylus podicipinus (Cope, 1862) e Pseudis platensis Gallardo, 1961, na planície inundável do Pantanal do Mato Grosso do Sul
                                                    Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                    Tipo Dissertação
                                                    Data 27/03/2018
                                                    Área ZOOLOGIA
                                                    Orientador(es)
                                                    • Vanda Lucia Ferreira
                                                    Coorientador(es)
                                                      Orientando(s)
                                                      • Evander dos Santos Sanches
                                                      Banca
                                                      • Diego Jose Santana Silva
                                                      • Diogo Borges Provete
                                                      • Franco Leandro de Souza
                                                      • Marcelo Nogueira de Carvalho Kokubum
                                                      • Robson Waldemar Avila
                                                      • Vanda Lucia Ferreira
                                                      Resumo Durante a estação úmida, muitas espécies de anuros de hábito de vida terrestre passam a ocupar lagoas temporárias ou permanentes, e a se alimentar de invertebrados que habitam estes ambientes aquáticos. Junto com disponibilidade de alimento e aspectos de sua história natural, características morfológicas também influenciam a composição a dieta dos anuros. Em comunidades destes anfíbiosexistem guildas alimentares bem definidas, com diferenças no tipo e tamanho de presas ingeridas entre elas. Leptodactylus chaquensis (médio a grande porte), L. podicipinus (pequeno porte) e Pseudis platensis (pequeno a médio porte) são abundantes e simpátricas na região do Pantanal, e são encontradas nos mesmos habitat durante a estação chuvosa. Nós descrevemos a composição da dieta e a sua relação com o tamanho do corpo destas espécies no início da estação reprodutiva. Os itens consumidos foram identificados até o nível taxonômico de família, e calculamos a amplitude e sobreposição do nicho trófico. Encontramos valores de amplitude de nicho próximos a zero para as três espécies que consumiram poucascategoriasalimentares em grande quantidade, como Coleoptera. Enquanto que muitas categorias tiveram pequena importância na alimentação destes anuros, como Lepidoptera (adulto), Diptera (adulto), Psocoptera e Scorpiones. Esse padrão foi muito similar na dieta das espécies de anfíbios estudadas, onde encontramos alta sobreposição nos três pares de espécies. Leptodactylus podicipinusMesmo com uma dieta muito similar com as outras duas espécies, teve seu consumo mais restrito a pequenos invertebrados, provavelmente em função da menor largura da boca,devido ao seu pequeno tamanho corporal.
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                                                        Parasitos sanguíneos e hematófagos associados a Podocnemis sextuberculata Cornalia 1849 (Testudines, Podocnemididae) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas, Brasil
                                                        Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                        Tipo Dissertação
                                                        Data 28/02/2018
                                                        Área ZOOLOGIA
                                                        Orientador(es)
                                                        • Franco Leandro de Souza
                                                        Coorientador(es)
                                                        • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                        Orientando(s)
                                                        • Vanielle Medeiros Vicente
                                                        Banca
                                                        • Carina Elisei de Oliveira
                                                        • Fernando Paiva
                                                        • Franco Leandro de Souza
                                                        • Lúcio André Viana Dias
                                                        • Max Rondon Werneck
                                                        • Richard Carl Vogt
                                                        Resumo O estudo teve como objetivo identificar as sanguessugas e o parasito eritrocitário de Podocnemis sextuberculata, bem como descrever a prevalência e a intensidade e examinar as relações entre o parasitismo com a morfometria dos hospedeiros. Amostragem dos hospedeiros foi conduzida durante 2013, 2014 e 2016 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazonas. Os hospedeiros foram capturados com redes malhadeiras do tipo transmalha para coleta manual de sanguessugas e colheita de sangue por punção do seio occipital. 175 hospedeiros adultos foram amostrados em 2013 (n = 37), 2014 (n = 41) e 2016 (n = 97). 15 % (15/97) dos hospedeiros capturados em 2016 tiveram infestação por sanguessugas. As sanguessugas foram identificadas morfologicamente como Unoculubranchiobdella sp. (n = 39) e Haementeria sp. (n = 2). A prevalência de Unoculubranchiobdella sp. foi de 12, 4 % e intensidade 3, 25 ± 5, 73 (amplitude 1 – 9). As sanguessugas apresentaram distribuição não randômica no corpo dos hospedeiros e na área de estudo, sem relação significativa entre intensidade e comprimento dos hospedeiros. Gametócitos de Haemogregarina sp. visualizados em esfregaço sanguíneo estiveram em 58, 3 % (102/197) da população, a intensidade média para machos (4, 85 ± 9, 73; amplitude de 1 – 33) em comparação as fêmeas (1, 70 ± 1, 42; amplitude 1 – 5) foi estatisticamente significativa (t = - 3, 81; p = 0, 005). Foram visualizados estágios parasitários que se assemelham a premerontes eritrocitários. O presente estudo é o primeiro a reportar as sanguessugas Unoculubranchiobdella e Haementeria e Haemogregarina sp. em P. sextuberculata no Brasil.
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                                                          Revisão Taxonômica de Proceratophrys concavitympanum Giaretta, Bernarde, e Kokubum, 2000 (Amphibia, Anura, Odontophrynidae)
                                                          Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                          Tipo Dissertação
                                                          Data 27/02/2018
                                                          Área ZOOLOGIA
                                                          Orientador(es)
                                                          • Diego Jose Santana Silva
                                                          Coorientador(es)
                                                          • Sarah Mangia Barros
                                                          Orientando(s)
                                                          • Anathielle Caroline Sant' Anna de Souza
                                                          Banca
                                                          • Diego Jose Santana Silva
                                                          • Fernando Rogerio de Carvalho
                                                          • Nelson Rufino de Albuquerque
                                                          • Renato Neves Feio
                                                          • Vinícius de Avelar São Pedro
                                                          Resumo Realizamos uma revisão taxonômica de Proceratophrys concavitympanum Giaretta,
                                                          Bernarde e Kokubum 2000 baseada em dados moleculares, morfológicos, morfométricos e
                                                          acústicos, ao longo de toda sua distribuição, observando a influência dos grandes rios
                                                          amazônicos na distribuição dessa espécie. Os resultados obtidos mostraram que existem
                                                          cinco linhagens distintas de Proceratophrys, existindo assim, uma linhagem para cada área
                                                          de endemismo amazônico: linhagem de Rondônia, correspondente a Proceratophrys
                                                          concavitympanum, linhagem Tapajós, que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Tapajós” e
                                                          linhagem Xingu, que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Xingu”. Incluímos ao trabalho
                                                          indivíduos do estado do Tocantins e Ceará que são espécies irmãs de P. concavitympanum,
                                                          que nós chamamos de Proceratophrys sp. “Cerrado” e Proceratophrys sp. “Crato”
                                                          respectivamente. As cinco linhagens tratam-se de espécies crípticas altamente suportadas
                                                          pelos dados moleculares e acústicos. Além disso, os rios amazônicos parecem agir como
                                                          barreira na distribuição dessas linhagens.
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                                                            Parâmetros hematológicos de Pygocentrus nattereri (Characidae, Serrasalminae) no Pantanal Sul-mato-grossense
                                                            Curso Mestrado em Biologia Animal
                                                            Tipo Dissertação
                                                            Data 23/02/2018
                                                            Área ZOOLOGIA
                                                            Orientador(es)
                                                            • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                            Coorientador(es)
                                                              Orientando(s)
                                                              • Mayara Schueroff Siqueira
                                                              Banca
                                                              • Alda Izabel de Souza
                                                              • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
                                                              • Claucia Aparecida Honorato da Silva
                                                              • Luiz Eduardo Roland Tavares
                                                              • Marcos Tavares Dias
                                                              • Robson Andrade Rodrigues
                                                              Resumo Os parâmetros hematológicos podem ser considerados biomarcadores fisiológicos adequados em
                                                              estudos das condições ambientais e higidez de populações de peixes. Tendo em vista a
                                                              importância das análises hematológicas para o monitoramento da fisiologia do indivíduo e a falta
                                                              desses parâmetros para diversas espécies de peixes, o objetivo com esse estudo foi descrever os
                                                              parâmetros hematológicos de Pygocentrus nattereri do Rio Miranda, pantanal sul-mato-grossense.
                                                              Foram utilizados 135 espécimes capturados nos períodos de estiagem em 2016 e 2017, e
                                                              chuvoso em 2017. Determinou-se o fator de condição de Fulton e a determinação dos valores do,
                                                              hematócrito, concentração de hemoglobina, volume corpuscular médio, hemoglobina corpuscular
                                                              média e concentração de hemoglobina corpuscular médio, contagem total de leucócitos,
                                                              contagem total de leucócitos e diferencial: linfócitos, neutrófilos, monócitos, células granulocítica
                                                              especiais (CGE) e leucócitos imaturos e trombograma. A hemoglobina, HCM e CHCM foram
                                                              inferiores no período de estiagem de 2017, porém correlacionaram-se (P<0,05) com a Altura do
                                                              rio (r=-0,46; r=-0,43 e r=-0,48, respectivamente). O total de trombócitos e percentual de linfócitos
                                                              foram menores no período de estiagem de 2017 em relação ao período de estiagem de 2016.
                                                              Neutrófilos foram superiores no período de estiagem de 2017 em relação ao período de estiagem
                                                              de 2016 e chuvoso. Os neutrófilos apresentaram alta correlação Altura do rio (r=0,53; P<0,01).
                                                              Concluiu-se que o fator de condição de Fulton dos peixes é uma variável importante envolvida
                                                              com a hematologia especialmente para o ajuste das médias esperadas entre períodos estacionais
                                                              distintos. O eritrograma e o leucograma associam-se ao pulso cíclico de inundação e podem ser
                                                              usados como biomarcadores promissores para o estudo dos efeitos do ambiente aquático sobre a
                                                              higidez em P. nattereri.
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