| Estudo cromossômico em aranhas diminutas, incluindo os primeiros registros para as famílias Palpimanidae e Theridiosomatidae (Araneae, Araneomorphae) |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/03/2022 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Douglas de Araujo
- Edihanne Gamarra Arguelho
- Margarida Maria de Rossi Vieira
- Marielle Cristina Schneider
- Matheus Pires Rincão
- Viviane Fagundes de Mattos
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| Resumo |
As aranhas estão entre os grupos animais mais diversos do mundo, com 49.938 espécies
distribuídas em 131 famílias. Apesar da grande diversidade apenas 835 espécies (1,6%) possuem dados cromossômicos disponíveis na literatura. Esta escassez de dados citogenéticos dificulta a discussão sobre a evolução cromossômica na maioria dos grupos dessa ordem, inclusive em famílias de aranhas diminutas como Oonopidae e Theridiosomatidae. O objetivo desse trabalho foi analisar cromossomicamente aranhas
menores que um centímetro de comprimento, com a finalidade de contribuir para a discussão sobre a citotaxonomia e/ou evolução cromossômica dos grupos. As coletas foram realizadas em Mato Grosso do Sul e os indivíduos foram obtidos por busca ativa noturna, no caso de Theridiosomatidae, e pelo peneiramento de serapilheira com triagem manual do peneirado para os demais representantes. Na maioria dos casos, devido ao tamanho diminuto, o animal inteiro foi submetido ao tratamento com colchicina (0,16%, 2h), hipotônica (água de torneira, 15 min) e fixação em Carnoy I (metanol:ácido acético 3:1, mínimo 1h) com o conteúdo do abdômen parcialmente exposto para facilitar a ação dos reagentes. As lâminas foram preparadas com o conteúdo total do abdômen, exceto para os indivíduos de Epicratinus sp. e Falconina sp. em que a utilização apenas das gônadas foi possível, e posteriormente foram coradas com Giemsa (3%, 15 min). Ao todo, 12 espécies pertencentes a oito famílias foram analisadas. Os resultados encontrados foram 2n♀=36 para Otiothops birabeni (Palpimanidae), 2n♂=30, X1X2 para Naatlo sp. (Theridiosomatidae), 2n♂=24, X1X2 em Agyneta sp. (Linyphiidae), 2n♂=22, X1X2 para Coleosoma floridanum, Thymoites sp.1 e Thymoites sp.2 (Theridiidae), 2n♂=28, X1X2 em Falconina sp. (Corinnidae), 2n♂=21, X para Orthobula sp. (Trachelidae), 2n♂=42, X1X2 para Epicratinus sp. (Zodariidae), 2n♂=9, X para Cinetomorpha simplex (Oonopidae), e 2n♂=7, X para Neotrops sp. e Neoxyphinus termitophilus (Oonopidae). A morfologia cromossômica na maioria das espécies foi telocêntrica, mas cromossomos com dois braços também foram encontrados. Os resultados obtidos contribuem para o conhecimento sobre a evolução cariotípica em grupos pouco estudados de Araneomorphae, fornecendo os primeiros registros para famílias inteiras, como no caso de Palpimanidae e Theridiosomatidae. O número cromossômico relativamente alto encontrado em O. birabeni (2n♀=36) (Palpimanidae, não-entelegina) concorda com o cariótipo ancestral proposto para Entelegynae. Os resultados de Naatlo sp. (2n♂=30, X1X2) revelaram um número diploide ainda não registrado para a superfamília Araneoidea, assim como a presença de cromossomos com dois braços, raramente registrada. Os dados obtidos em Agyneta sp., C. floridanum, Thymoites sp.1 e Thymoites sp.2 mostraram o mesmo padrão já descrito para a maioria das espécies cariotipadas nas famílias Linyphiidae (2n♂=24, X1X2) e Theridiidae (2n♂=22, X1X2). O número diploide encontrado em Falconina sp. (2n♂=28) distingue cromossomicamente até o momento a subfamília Castianeirinae da subfamília Corinninae. Os dados cromossômicos de Orthobula sp. (2n♂=21, X) diferem daqueles encontrados para as outras espécies de Trachelidae já analisadas, concordando com filogenias propostas recentemente. O resultado encontrado em Epicratinus sp. (2n♂=42, X1X2) foi semelhante em número diploide e sistema cromossômico sexual aos já relatados para Pax islamita, que pertence a subfamília e região geográfica distintas, o que sugere que este cariótipo seja ancestral para Zodariidae. O cariótipo encontrado em Neotrops sp. e N. termitophilus (2n♂=7, X) é provavelmente o ancestral para Oonopidae, enquanto os dados cariotipicos de C. simplex (2n♂=9, X) devem ser um caso particular em relação às outras espécies analisadas da família e pode ser considerado uma possível sinapomorfia para o gênero. |
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| MORFOLOGIA TESTICULAR EM LEPTODACTYLUS PODICIPINUS (ANURA: LEPTODACTYLIDAE): EFEITO DO TEMPO DE VIDA E DO AMBIENTE |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/09/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Jose Gonçalves de Oliveira Junior
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| Banca |
- Classius de Oliveira
- Javier Goldberg
- Lia Raquel de Souza Santos
- Lilian Franco Belussi
- Marciana Sanabria
- Rodrigo Zieri
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| Resumo |
O processo de espermatogênese é um evento sincrônico e coordenado sendo que
alterações no ambiente podem causar prejuízos no desempenho reprodutivo dos anuros.
A urbanização altera de maneira significativa o ambiente, influenciando no ritmo de
vida dos animais o que pode ocasionar alterações reprodutivas. O objetivo do trabalho é
descrever a morfologia testicular com ênfase na densidade das células germinativas de
Leptodactylus podicipinus, buscando relações com o tempo de vida do animal, bem
como com o local de coleta. Para isso foram coletados 17 espécimes de
Leptoctodactylus podicipinus adultos na cidade de Campo Grande – MS e na Base de
estudos do Pantanal (BEP), considerado um local preservado com pouca influência
antrópica. Houve interação entre os tempos de vida e locais de coleta para peso e
tamanho, mas não com o índice gonadossomatico. O índice de condição corporal foi
influenciado tanto pela idade quanto local separadamente, mas não pela interação entre
os fatores. Tanto a área locular, quanto a densidade das células germinativas foram
influenciadas pela interação entre o tempo de vida e local de coleta. Animais coletados
na cidade possuem mais células em estágio final de maturação em tempos de vida
menores que os animais da BEP, sugerindo que esses animais estão aptos a reproduzir
mais jovens. Assim, corroboramos a hipótese de os animais mais velhos têm maiores
quantidades de células em estágios finais, apenas na área preservada. Já para os animais
da cidade, os animais mais novos detêm maiores quantidades de espermatozoides no
lúmen. Com isso, sugerimos que trabalhos que avaliem densidades das células
germinativas comparando diferentes ambientes, seja considerado o tempo de vida dos
animais uma vez que essas características são plásticas e podem variar entre as espécies. |
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| ESTUDO BIOACÚSTICO DE DENDROPSOPHUS NANUS (BOULENGER, 1889) (AMPHIBIA, ANURA, HYLIDAE): UMA ESPÉCIE AMPLAMENTE DISTRIBUÍDA NA AMÉRICA DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/09/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Victória dos Santos Souza
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| Banca |
- LUCIANA BARRETO NASCIMENTO
- MILENA WACHLEVSKI MACHADO
- Nelson Rufino de Albuquerque
- PATRICIA ALVES ABRUNHOSA
- Sarah Mangia Barros
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| Resumo |
O gênero Dendropsophus, atualmente composto por 110 espécies, está organizado
em nove grupos com base em similaridades morfológicas e, principalmente, em dados
moleculares. A espécie D. nanus, alocada no grupo D. microcephalus, possui ampla
distribuição na América do Sul, com ocorrência no Brasil, Argentina, Bolívia, Guiana
Francesa, Paraguai e Suriname. O canto de anúncio entre os anuros é utilizado tanto
no reconhecimento específico entre os indivíduos, como também para informar a
ocupação daquele espaço pelos machos da mesma ou de outras espécies. Contudo,
espécies amplamente distribuídas tendem a apresentar diferenças nos parâmetros
acústicos, quando consideramos toda a sua área de distribuição, devido à existência
de barreiras físicas e até mesmo gradientes latitudinal e longitudinal. A vocalização,
por ser um fator pré-zigótico de isolamento reprodutivo e estar sob o efeito de diversas
pressões seletivas, auxilia no processo de especiação dos anuros. Assim, dado que
espécies amplamente distribuídas possuem diversos elementos biogeográficos que
poderiam levar a variação acústica ao longo de sua distribuição, neste estudo, nós
avaliamos o canto de anúncio de D. nanus abrangendo a sua área de ocorrência na
América do Sul. Analisamos 103 gravações do canto de anúncio de 101 machos
provenientes de 26 localidades. Observamos que existe uma grande variação nos
parâmetros acústicos entre as populações, e que esta variação aumenta com a
distância geográfica. Contudo, baseado nos dados acústicos, não observamos
agrupamentos geográficos ou um padrão espacial de similaridade entre as
populações dessa espécie. A distância geográfica teve influência na diferenciação dos
parâmetros acústicos, no entanto, sem relação com clados geográficos formados por
similaridades acústicas. Além disso, é possível que fatores locais estejam atuando na
definição dos padrões acústicos encontrados no presente estudo. |
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| Variação da nadadeira adiposa e nova ocorrência de Hasemania nana (Lütken, 1875) (Characiformes, Characidae) no alto rio Paraná |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
08/07/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Fernando Rogerio de Carvalho
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| Orientando(s) |
- Mateus Rojas Franco de Souza
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| Banca |
- Erich Arnold Fischer
- Fernando Camargo Jerep
- Jane Piton Serra Sanches
- Manoela Maria Ferreira Marinho
- Victor Alberto Tagliacollo
- VINICIUS DE ARAUJO BERTACO
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| Resumo |
Hasemania Ellis é um gênero de Characidae diagnosticado pela ausência de nadadeira adiposa, dentre outros caracteres combinados. Todas as nove espécies válidas do gênero não apresentam nadadeira adiposa, exceto alguns exemplares da piabinha-vermelha, Hasemania nana, descrita da bacia do rio São Francisco. O encontro de populações de um caracídeo com nadadeira adiposa na bacia do alto rio Paraná, mas com caracteres muito próximos de Hasemania nana, despertou o interesse pela análise comparativa entre os indivíduos recém encontrados e aqueles de H. nana da bacia do rio São Francisco. Os resultados mostraram grande sobreposição de caracteres morfológicos entre as populações encontradas na bacia do alto rio Paraná com Hasemania nana da bacia do rio São Francisco, confirmando o primeiro registro da espécie para a bacia do alto rio Paraná. O polimorfismo da nadadeira adiposa encontrado em ambas as populações é discutido. |
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| Composição, dinâmica e diversidade da comunidade de aves em uma paisagem heterogênea da Serra do Amolar – Pantanal-Brasil |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
02/07/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Jose Ragusa Netto
- Márcia Cristina Pascotto
- Nelson Rufino de Albuquerque
- Reginaldo José Donatelli
- Rudi Ricardo Laps
- Sergio Roberto Posso
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| Resumo |
A Serra do Amolar possui formação biogeográfica única no Pantanal, incluindo morrarias e o Bosque Chiquitano e é composta por fitofisionomias heterogêneas que, tornam-na área prioritária para conservação. No entanto, há forte déficit wallaceano, onde se nota somente levantamentos rápidos e pontuais, sem aplicações de metodologias adequadas. Desse modo, este estudo contempla o levantamento da avifauna em cinco ambientes (Baías, Florestas Semidecíduas, Bosques Chiquitanos, Rio Paraguai/Mata Ripária e Campos Limpos) da Serra do Amolar nos meses de fevereiro de 2020 e 2021 por meio de um método padronizado, replicável e que fornece dados robustos para aplicação em estratégias de conservação. No capítulo 1, descrevemos a composição e diversidade geral da avifauna, bem como objetivamos diminuir o déficit wallaceano na área. Registramos 290 espécies de aves, sendo 37 espécies novas para a região, 56 migratórias (3 intercontinentais: Pandion haliaetus, Tyrannus tyrannus e Hirundo rustica), três vulneráveis (Anodorhynchus hyacinthinus, Penelope ochrogaster e Crax fasciolata) e 13 novos registros para o Pantanal e MS. Estes dados evidenciam e minimizam o claro déficit wallaceano e denotam a importância em conservação para a área. Ainda, avaliamos a diversidade total entre os ambientes e notamos seleção de habitats e forte correlação entre heterogeneidade e altas diversidade gama, beta e alfa. No capítulo 2 investigamos a composição da avifauna, aliada à diversidade Beta total (BDTotal), local e por espécies. O alto valor de BDTotal, as variações da Contribuição dos Locais para a Diversidade Beta (LCDB) e o fato de que 74 espécies contribuíram para a SCDB (Contribuição das Espécies para a Diversidade Beta) acima da média, indicam que os ambientes apresentam aves particulares e restritas, inclusive espécies migratórias e vulneráveis. Os dados dos capítulos 1 e 2 apontam que os cinco ambientes são igualmente importantes para a manutenção da alta biodiversidade local e abrigam alta riqueza de espécies migratórias em todos os ambientes, as baías, em particular, apresentam 34 espécies migratórias. Finalmente, no capítulo 3 registramos as novas ocorrências de aves, sendo dez novos registros para o Mato Grosso do Sul e os primeiros registros documentados de Crypturellus strigulosus, Nothura boraquira e Hemithraupis flavicollis para o Pantanal. De forma geral, concluímos que a perda ou alteração de qualquer ambiente, poderá conduzir a extinções locais de espécies restritas, vulneráveis Sul, além da redução dos sítios de repouso e alimentação para uma grande quantidade de espécies de aves durante suas rotas migratórias. Além disso, acreditamos, por fim, que estes dados de composição e diversidade de aves em habitats preservados da Serra do Amolar servirão como parâmetro para avaliar, por comparação, os níveis de perturbação de habitats em futuros estudos para a conservação do Pantanal. |
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| Dieta de tamanduá-bandeira, Myrmecophaga tridactyla Linnaeus 1758, em duas ecorregiões do Mato Grosso do Sul. |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
18/06/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Arnaud Léonard Jean Desbiez
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Tainara Santana Galvão da Silva
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| Banca |
- Alessandra Bertassoni da Silva
- Arnaud Léonard Jean Desbiez
- Rita de Cássia Bianchi
- Rodrigo Aranda
- Yamil Edgardo Di Blanco
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| Resumo |
As relações de uma espécie com o habitat estão diretamente relacionadas aos seus hábitos alimentares e podem variar dentro da sua distribuição geográfica. Conhecer estes hábitos é um componente fundamental para a conservação e manejo de recursos naturais. O objetivo deste estudo foi descrever os itens que compõem a dieta de Myrmecophaga tridactyla, um mamífero insetívoro especialista em cupins e formigas, e avaliar se existe variação intraespecífica de acordo com sexo, faixa etária e localidade. Além da coleta de fezes de animais vivos, foram coletados também conteúdos estomacais e fezes de animais mortos em colisões veiculares. O material foi coletado entre novembro de 2011 e abril de 2020, em duas áreas localizadas em diferentes ecorregiões do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil: uma na planície do Pantanal, na região da Nhecolândia e a outra no planalto do estado, dominado pelo Cerrado. Os itens alimentares foram classificados no menor nível taxonômico possível a partir de características anatômicas como mandíbula e cabeça. Foram analisadas amostras de 63 indivíduos, nas quais foram encontrados 39 morfotipos de formigas (Formicidae), 19 morfotipos de cupim (Blattodea) e sementes de gramíneas. A frequência relativa (FR; proporção da massa da amostra representada pela massa do item) e a frequência de ocorrência (FO; proporção do total de amostras analisadas em que o item foi detectado) foram utilizadas para caracterizar a dieta. O M. tridactyla se alimentou primariamente de formigas (FR = 54,54%; FO = 100%) e cupins (FR = 44,20%; FO = 92,06). Dentre todos os itens, os cupins do gênero Syntermes (FR = 43,31%) representaram a maior parte da massa e formigas do gênero Pheidole foram as mais frequentemente encontradas nas amostras (FO = 96,82%). Demonstramos que a alimentação de M. tridactyla não varia de acordo com o sexo (F = 0,94353; p = 0,457), mas varia com a ecorregião (F = 2,7503; p = 0,005) ocupada pelo indivíduo. Como trata-se de um mamífero insetívoro especialista, cuja população está em declínio, as diferenças encontradas neste estudo indicam que é possível que a espécie esteja tentando se adaptar aos recursos disponíveis em cada localidade para sobreviver. Por isso, a conservação de ambientes naturais heterogêneos é essencial para a conservação da espécie, que é vulnerável a extinção.
Palavras-chave:
Ecologia alimentar, conservação, insetívoro especialista, variação intraespecífica, Xenarthra.
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| HÁBITO ALIMENTAR DE TATU-CANASTRA, PRIODONTES MAXIMUS (KERR, 1792) NO PANTANAL DA NHECOLÂNDIA, MATO GROSSO DO SUL |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/06/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Arnaud Léonard Jean Desbiez
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Natália Nascimento Teixeira da Silva
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| Banca |
- Adriano Garcia Chiarello
- Arnaud Léonard Jean Desbiez
- Guilherme de Miranda Mourão
- Gustavo Graciolli
- Maria Luisa da Silva Pinto Jorge
- Yamil Edgardo Di Blanco
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| Resumo |
Conhecer os hábitos alimentares de uma espécie e a variação na dieta dentro de populações, é de extrema importância para saber a dinâmica e uso de nicho entre os indivíduos, se há preferência e mudança na ingestão de itens consumidos de acordo com o sexo e faixa etária. O objetivo deste trabalho é descrever e identificar os itens alimentares que compõem a dieta do tatu-canastra, Priodontes maximus (Kerr, 1792), através da análise de amostras fecais. O material foi coletado entre os anos de 2011 e 2020 na área da Fazenda Baía das Pedras, localizada no Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul. Foram analisadas 114 amostras, os itens foram identificados e classificados até o menor nível taxonômico possível, de acordo com a integridade do material encontrado. Os itens encontrados foram separados em nove categorias. A composição da dieta não diferiu entre sexos e faixas etárias, no entanto, machos consumiram itens em maior quantidade. Cupins (Isoptera) foram encontrados em todas as amostras (FO = 100%) e formigas (Hymenoptera) foram o segundo item mais comum (FO = 96,55%). Apesar dos invertebrados serem um grupo chave na dieta da espécie, sementes tiveram grande contribuição para a massa total dos itens consumidos (FR = 94,49%) e estiveram presentes em 72,41% das amostras. Sendo assim, demonstramos que a dieta do tatu-canastra é mais diversa do que tem sido proposto na literatura e sugerimos que essa espécie seja reclassificada como um insetívoro generalista fossorial, ao invés de um insetívoro especialista. |
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| Mudanças climáticas do Pleistoceno impulsionaram a diversidade genética da rã-chorona, Physalaemus albonotatus (Steindachner, 1864) (Anura, Leptodactylidae) |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
28/05/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Renata Serejo Martins Souza
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| Banca |
- Cynthia Peralta De Almeida Prado
- Diego Jose Santana Silva
- Eliana Faria de Oliveira
- Felipe de Medeiros Magalhães
- Rafael Felix de Magalhães
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| Resumo |
A região Neotropical abriga uma variedade de áreas biogeograficamente distintas e megadiversas, composta por vários biomas e ecorregiões. Utilizando táxons neotropicais em estudos filogeográficos, é possível entender, além da própria história desses organismos, os mecanismos de formação e diversificação da região onde ocorrem. Fatores bióticos e abióticos históricos influenciaram a diversificação e especiação dos taxa da América do Sul e as mudanças climáticas que ocorreram durante o Quaternário afetaram a estruturação das espécies que se diversificaram a aproximadamente dois milhões de anos atrás. Neste trabalho analisamos a estrutura, flutuação populacional e os processos de dispersão de Physalaemus albonotatus. Esta é uma espécie de rã terrestre, típica de áreas abertas e ocorre nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e sudoeste de Goiás, além do Paraguai e regiões do Chaco na Bolívia e na Argentina. Para compreender esses padrões, amplificamos 39 sequências do gene mitocondrial COI de P. albonotatus. Análises populacionais demonstram a existência de quatro populações, duas localizadas no estado de Mato Grosso do Sul, uma no estado de Mato Grosso e uma na Argentina. As populações de P. albonotatus apresentaram 31 haplótipos e um alto nível de diversidade haplotípica. A análise de história demográfica recuperou, mesmo que lentamente, uma expansão populacional de P. albonotatus ao longo do tempo. Os modelos de nicho ecológico projetados no Holoceno Médio, Último Máximo Glacial e Último Interglacial sugerem que as regiões de habitat adequado sofreram mudanças ao longo do tempo. Assim, sugerimos que P. albonotatus trata-se de um único táxon com variações genéticas intraespecíficas e que as alterações climáticas ocorridas no Pleistoceno parecem ter exercido uma influência significativa sobre a estrutura genética da população dessa espécie. |
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| Biologia reprodutiva e dieta de Ameerega picta (Tschudi, 1838) (Anura, Dendrobatidae) na borda oeste do Pantanal de Mato Grosso do Sul |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/05/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Nelson Rufino de Albuquerque
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| Coorientador(es) |
- Gabriel Paganini Faggioni
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| Orientando(s) |
- Yasmin Cristine Aguero Pereira
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| Banca |
- Cinthia Aguirre Brasileiro
- Liliana Piatti
- Nelson Rufino de Albuquerque
- Reuber Albuquerque Brandão
- Rogério Pereira Bastos
- Vanda Lucia Ferreira
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| Resumo |
Limitações para sobrevivência, desenvolvimento e reprodução estão diretamente ligadas ao conceito de nicho de um indivíduo. Juntamente com essas características, as interações bióticas e a disponibilidade de hábitats definirão os locais de ocorrência das populações ao longo da distribuição da espécie. Populações periféricas estão susceptíveis a experimentar limites ambientais e geográficos. O presente trabalho visa investigar a reprodução e dieta de Ameerega picta, localizada na borda oeste do Pantanal. Fizemos coletas mensais entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020 por meio de técnicas de encontro visual e auditivo. Analisamos a relação entre o número de ovócitos, comprimento rostro-cloacal (CRC) e massa corpórea (MC) de fêmeas, relações de esforço reprodutivo com possíveis preditores para ambos os sexos. Investigamos quais presas compõem a dieta de A. picta e se o volume estomacal (VE) está relacionado ao sexo e ao CRC. Utilizamos modelos lineares, representados por hipóteses biológicas, e em seguida fizemos a seleção de modelos baseada no critério de Akaike. A espécie apresentou dimorfismo sexual, com fêmeas maiores e mais pesadas que machos. A MC das fêmeas foi um bom preditor para o número de ovócitos, sem influência do CRC. O número de ovócitos maduros foi o melhor preditor para a massa das gônadas das fêmeas. Para ER das fêmeas, a MC foi a melhor preditora, já para machos, duas hipóteses apresentaram-se aceitas: a primeira demonstra que o ER é uniforme em relação ao CRC, e a segunda indica que machos de tamanhos intermediários possuem maiores valores de ER. As principais presas encontradas foram formigas, vespas, cupins, ácaros e besouros, com formigas tendo maior índice de importância relativa. O VE não foi influenciado pelo sexo, mas sim pelo CRC, demonstrando que anuros maiores consomem presas em maior quantidade. O consumo de formigas é recorrente para dendrobatídeos devido ao sequestro de alcaloides armazenados em sua pele. A presença de dimorfismo sexual pode estar ligada ao papel dos machos no cuidado parental durante os períodos reprodutivos. Conclui-se que o VE é influenciado pelo CRC, o número de ovócitos é dependente da MC, a massa da gônada está associada à quantidade de ovócitos maduros e o ER de machos é independente do CRC ou MC, com um segundo modelo apresentando machos de tamanhos intermediários com valores extremos de ER. |
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| Parâmetros reprodutivos de Leptodactylus podicipinus (Amphibia: Anura: Leptodactylidae) em ambiente antropizado |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
29/04/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- GABRIEL ADAN ARAUJO LEITE
- Marciana Sanabria
- Marina Trevizan Guerra
- Roberta Azeredo Murta da Fonseca
- Rodrigo Aranda
- Vanda Lucia Ferreira
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| Resumo |
Os anuros possuem diversas estratégias reprodutivas associadas intimamente à
dinâmica germinativa do testículo e a produção espermática. Leptodactylus podicipinus
apresenta alta plasticidade reprodutiva e ampla distribuição geográfica, comumente
encontrados em ambientes antropizados. Embora seja capaz de se reproduzir o ano
todo, o conhecimento acerca da sua estrutura testicular nesses habitats é escasso. O
presente estudo avaliou a organização celular do testículo, características morfológicas
dos espermatozoides desta espécie em um ambiente urbano. Neste estudo foram
utilizados 11 machos sexualmente maduros. As coletas foram realizadas por meio de
excursões noturnas durante os períodos de abril e setembro, o período coincidiu com a
pós-estação chuvosa. Dados biométricos, tais como massa testicular, comprimento
rostro-cloacal e massa corporal absoluta foram associados com as variáveis de
parâmetros espermáticos (tamanho da cabeça e cauda dos espermatozoides). Foram
realizadas avaliações da morfologia espermática e cálculos estereológicos do testículo.
Os resultados apresentaram correlações entre a massa testicular e o tamanho dos
espermatozoides, sendo positiva em relação ao tamanho da cabeça e negativa em
relação ao tamanho da cauda. A área de lóculo e o tamanho da cauda dos
espermatozoides também apresentou correlação negativa. Houve cabeças e caudas
dos espermatozoides com morfologia distinta do padrão descrito para a espécie. A
estrutura germinativa apresentou mais de 50% da área locular composta por
espermatozoides, 17% de espermátides, 16% de espermatócitos e 1% de
espermatogônias. Os resultados obtidos contribuem para o conhecimento dos aspectos
relacionados à biologia reprodutiva do Leptodactylus podicipinus em ambiente urbano. |
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| Trilobitas Malvinocáfricos da Sub-bacia Alto Garças (Devoniano Inferior, Bacia do Paraná, Brasil): composição e taxonomia. |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
10/03/2021 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
- Mirian Liza Alves Forancelli Pacheco
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Gustavo Graciolli
- HEITOR ROBERTO DIAS FRANCISCHINI
- JULIANA DE MORAES LEME
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Nelson Rufino de Albuquerque
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| Resumo |
Identificamos e descrevemos novos espécimes de trilobitas atribuídos às famílias Calmoniidae
e Homalonotidae, na porção noroeste da Bacia do Paraná, Sub-bacia Alto Garças, Grupo
Chapada 2 (Pragiano-Emsiano). Seis espécies de calmonídeos de cinco gêneros distintos e
uma espécie de Burmeisteria, coletados na região do município de Rio Verde de Mato Grosso
(MS), ampliam a composição da fauna de trilobitas devonianos dessa parte da Bacia.
Considerando uma ligação da sub-bacia com a região andina dos afloramentos bolivianos e
outras duas unidades deposicionais brasileiras contemporâneas (Bacia do Parnaíba e Subbacia Apucarana), observamos a posição bioestratigráfica de componentes dessa fauna e sua
correlação com essas unidades. Metacryphaeus meloi Carvalho, Edgecombe & Lieberman
1997, inédito na Bacia do Paraná, revela-se aqui em posição bioestratigráfica mais antiga em
relação a espécimes relatados em afloramentos do Membro Passagem da Formação Cabeças
da Bacia do Parnaíba, de idade frasniana-fammeniana, assim como Burmeisteria notica e
Metacryphaeus australis Clarke 1913 em outros afloramentos, menos recentes, dessa mesma
Bacia. A presente investigação também revelou Pennaia pauliana Clarke 1913, Calmonia
signifer Clarke 1913 e Kozlowskiaspis subseciva (Clarke 1913). Espécimes inéditos de Bainella
são aqui diagnosticados como uma espécie nova, sua distinção dentro dos subgêneros Bainella
(Bainella) e Bainella (Belenops) Eldredge & Braniša 1980, ao tempo em que indicam uma
possível via de dispersão paleogeográfica. A distribuição das espécies da Bacia do Paraná é
aqui levantada, enumerando as espécies atualmente válidas. |
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| Avaliação da toxicidade reprodutiva de ratos Wistar adultos expostos ao perclorato de sódio (NaClo4) durante período intrauterino e pós natal |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
13/11/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Kely Cristina Neves dos Santos
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| Banca |
- Carlos Eurico dos Santos Fernandes
- GABRIEL ADAN ARAUJO LEITE
- Lilian Franco Belussi
- Marciana Sanabria
- Maria Araujo Teixeira
- Marina Trevizan Guerra
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| Resumo |
O perclorato (ClO4-) é um contaminante ambiental encontrado no solo e água
potável, e foi detectado em alimentos, produtos lácteos, leite materno e outros fluidos
biológicos. Ele é um desregulador endócrino e pode acarretar problemas no desenvolvimento, reprodução e comportamento sexual de animais e seres humanos. Avaliamos os efeitos da exposição in útero e lactacional ao perclorato de sódio (NaClO4) sobre o sistema genital da prole masculina de ratos Wistar, que foram alocadas em três grupos: controle que recebeu somente água destilada (veículo) e tratados nas doses de 10mg/Kg/dia e 100mg/Kg/dia de NaClO4. Os tratamentos foram realizados via oral (gavage) do dia gestacional 12 ao final da lactação. Ratos com 90 dias de idade foram avaliados quanto ao peso corporal e ao peso dos
órgãos. Utilizamos os testículos e epidídimos direitos para avaliar os parâmetros
espermáticos, através do cálculo da produção diária de espermatozoides (PDE), número de espermátides maduras, número de espermatozoides, tempo de trânsito espermático e morfologia espermática. Os testículos e epidídimos esquerdos foram destinados para analises histológicas. O comportamento sexual e a fertilidade foram avaliados em ratos com 120 dias de idade, e para isso realizamos acasalamento naturais com fêmeas não tratadas. O NaClO4 causou diminuição no peso corporal de ratos tratados com 10mg/kg/dia. No grupo tratado com 100mg/kg/dia ocorreu diminuição do peso da próstata e na PDE (p < 0,05). Os grupos tratados apresentaram diminuição significativa na quantidade de espermatozoides normais. As
analises histológicas evidenciaram a presença de células anormais, evidenciado através da presença de células germinativas no lúmen. Contudo o comportamento sexual e os testes de fertilidade não tiveram alterações significativas. Concluímos, que o NaClO4 é um provável agente causador de deterioração da qualidade espermática e de desordens do sistema genital da prole masculina adulta de ratos Wistar. |
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| Ichthyofauna of the Salobra River delta, Mato Grosso do Sul State, Brazil: historical and contemporary context |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
24/07/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
- Fernando Rogerio de Carvalho
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Edmund Tanner
- Fernando Cesar Paiva Dagosta
- Fernando Rogerio de Carvalho
- Luiz Fernando Caserta Tencatt
- Ramon Jose Correa Luciano de Mello
- Yzel Rondon Súarez
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| Resumo |
Neste estudo, realizamos a primeira tentativa de catalogar a comunidade de peixes do delta do rio Salobra, Pantanal, Mato Grosso do Sul, Brasil, realizando pesquisas na ictiofauna local e usando fotografias subaquáticas ad libitum para entender a composição da assembleia de peixes e desenvolver uma visão sobre o uso de habitats pelas espécies. As coletas foram realizadas entre abril e outubro de 2019 e as observações ad libitum, entre maio de 2018 e março de 2020. Nossos resultados mostraram que a comunidade de peixes do delta do rio Salobra está em conformidade com o padrão para habitats de água doce neotropicais, com predominância de Characiformes e Siluriformes. Foram coletados 17917 indivíduos, representantes de sete ordens, 27 famílias, 58 gêneros e 76 espécies. As observações ad libitum possibilitaram registrar 18 espécies não amostradas nos métodos de captura. Dadas as intensas pressões antropogênicas infligidas à ictiofauna de água doce neotropical, é urgente que os déficits de conhecimento sejam reduzidos e que se reconheça grupos mais suscetíveis as diferentes pressões. Para tal, é fundamental
desenvolvimento de conhecimento científico por meio de pesquisas de campo, observações e estudos taxonômicos. |
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| Metazoários endoparasitas em Ophiodes cf. striatus (Sauria: Anguidae, Diplogossinae) |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Felipe Bisaggio Pereira
- Fernando Paiva
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Priscilla Soares dos Santos
- Robson Waldemar Avila
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| Resumo |
O presente trabalho teve como objetivo, descrever a composição da fauna
parasitária e caracterizar os parasitas recuperados em Ophiodes cf. striatus, capturados ao leste do estado de Mato Grosso do Sul, e noroeste do estado de São Paulo. Foram examinados e necropsiados 35 lagartos, dos quais 77% estavam parasitados. Em um único hospedeiro havia no máximo quatro taxons diferentes de endoparasitas. A identificação dos parasitas foi baseada em caracteres morfológicos clássicos, empregando técnicas de microscopia de luz e ou eletrônica de varredura. Foi quantificado um total de 20.070 espécimes, classificados em 11 famílias, nove pertencentes ao filo Nematoda: intederminado (1); Ascarididae gen. sp.
(135); Cosmocerca parva (3); Kathlaniidae gen. sp. (19.565); Skrjabinodon sp. (28);
Rhabdias sp.(162); Strongyloides cruzi (135); Physaloptera lutzi (29); Acuariidae gen. sp.(7), e 2 ao filo Acanthocephala: Centrorhynchus sp. (4) e Neoncicola sp.(1). Formas parasitárias imaturas compreenderam 55% da riqueza parasitária encontrada, configurando O. cf. striatus como importante hospedeiro paratênico ou intermediário nos ecossistemas em questão. Os resultados apresentados contribuem para a inclusão de O. cf. striatus como hospedeiro definitivo de C. parva e P. lutzi; bem como caracteriza essa espécie de lagarto como hospedeiro paratênico de Centrorhynchus sp. e Neoncicola sp. |
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| Metazoários endoparasitas em Ophiodes cf. striatus (Sauria: Anguidae, Diplogossinae) |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
30/04/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Felipe Bisaggio Pereira
- Fernando Paiva
- Luiz Eduardo Roland Tavares
- Priscilla Soares dos Santos
- Robson Waldemar Avila
- Samuel Cardozo Ribeiro
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| Resumo |
O presente trabalho teve como objetivo, descrever a composição da fauna
parasitária e caracterizar os parasitas recuperados em Ophiodes cf. striatus, capturados ao leste do estado de Mato Grosso do Sul, e noroeste do estado de São Paulo. Foram examinados e necropsiados 35 lagartos, dos quais 77% estavam parasitados. Em um único hospedeiro havia no máximo quatro taxons diferentes de endoparasitas. A identificação dos parasitas foi baseada em caracteres morfológicos clássicos, empregando técnicas de microscopia de luz e ou eletrônica de varredura. Foi quantificado um total de 20.070 espécimes, classificados em 11 famílias, nove pertencentes ao filo Nematoda: intederminado (1); Ascarididae gen. sp.
(135); Cosmocerca parva (3); Kathlaniidae gen. sp. (19.565); Skrjabinodon sp. (28);
Rhabdias sp.(162); Strongyloides cruzi (135); Physaloptera lutzi (29); Acuariidae gen. sp.(7), e 2 ao filo Acanthocephala: Centrorhynchus sp. (4) e Neoncicola sp.(1). Formas parasitárias imaturas compreenderam 55% da riqueza parasitária encontrada, configurando O. cf. striatus como importante hospedeiro paratênico ou intermediário nos ecossistemas em questão. Os resultados apresentados contribuem para a inclusão de O. cf. striatus como hospedeiro definitivo de C. parva e P. lutzi; bem como caracteriza essa espécie de lagarto como hospedeiro paratênico de Centrorhynchus sp. e Neoncicola sp. |
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| Ciclos reprodutivos e superfície de fitness da serpente Dipsas turgida |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
17/04/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Pedro Abi-Rezik Barros Vianna
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| Banca |
- Classius de Oliveira
- Lilian Franco Belussi
- Luisa Maria Diele Viegas Costa Silva
- Marciana Sanabria
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| Resumo |
Estudar características reprodutivas de serpentes proporciona oportunidade única de verificar padrões reprodutivos interespecíficos e, também, analisar como estratégias evolutivas perseveram na espécie. No presente trabalho exploramos a teoria da história de vida em duas perspectivas, a primeira possui uma abordagem morfológica reprodutiva, comparando os sexos e interespecificamente. Por fim, construímos a paisagem adaptativa da serpente Dipsas turgida, baseada em suas características morfológicas, para identificar os tipos de seleção presentes e o fenótipo ótimo para cada sexo da espécie. A presença de dimorfismo sexual de cauda e corpo foi corroborada respectivamente pela ANCOVA e ANOVA. Utilizamos regressões lineares para testar relação alométrica de caracteres morfológicos. Fêmeas se tornam maiores que os machos após ambos atingirem a maturidade sexual, porém a cauda dos
machos é mais longa. O tamanho do corpo, tanto de machos quanto de fêmeas, se relaciona positivamente com o tamanho do testículo e dos ovos, respectivamente. Com exceção do ciclo reprodutivo das fêmeas, Dipsas turgida possui características reprodutivas similares à maioria das espécies de Dipsadinae. Construímos os gradientes de seleção a partir de um modelo generalizado aditivo. Estes sugerem que o comprimento rostro-cloacal nas fêmeas está evoluindo sob seleção estabilizadora, provavelmente tem seu crescimento limitado por suas presas de baixo índice calórico, e o comprimento caudal sob seleção direcional positiva, indivíduos que habitam os limites de suas áreas de distribuição podem favorecer a capacidade locomotora e de dispersão. O modo de seleção do comprimento rostro-cloacal dos machos
não apresentou nenhum padrão claro, enquanto o comprimento caudal está evoluindo sob seleção direcional positiva, que além de favorecer a dispersão e locomoção, é alvo da seleção sexual. |
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| Evolução do formato de corpo em girinos neotropicais |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
09/04/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Aline Pedroso Lorenz
- Diogo Borges Provete
- Fernando Rogerio de Carvalho
- Leandro Rabello Monteiro
- Luiz Norberto Weber
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| Resumo |
Larvas de anfíbios anuros possuem ciclo de vida complexo. Esse mecanismo possibilitou que girinos evoluíssem distintamente dos adultos e consequentemente resultou numa maior diversidade de formas nas larvas. A maioria das larvas de anuros ocorrem em ambientes lênticos. Entretanto, algumas linhagens colonizaram recentemente ambientes lóticos. Essa transição de uma zona adaptativa para outra pode ter acelerado a diversificação de fenótipos como forma de lidar com as diferentes pressões seletivas do novo ambiente. Esse fenômeno de diversificação também ocorre em escalas mais finas, dentro de gêneros como Melanophryniscus, cujos girinos ocorrem em poça, riacho e bromélias, mas possuem forma de corpo muito semelhante de modo geral. O objetivo deste trabalho foi testar se a taxa de evolução do formato de corpo varia entre habitats com hidrodinâmica e heterogeneidade distintas. Usamos dados do ambiente e morfometria geométrica em conjunto com métodos filogenéticos comparativos recentemente desenvolvidos para dados multivariados para medir a forma de larvas de 54 espécies aninhadas dentro de Neobatrachia e 17 espécies de Melanophryniscus. Na escala filogenética mais ampla, larvas de anuros que habitam riachos tiveram maior taxa de evolução do que as que ocorrem em poças. No entanto, a taxa de evolução do formato do corpo variou bastante dentro de algumas linhagens. Encontramos seis picos adaptativos para a vista lateral e quatro para a dorsal em girinos de Neobatrachia. Para Melanophryniscus, a taxa de evolução da forma de larvas que habitam poças foi maior do que as de riachos e bromélias, mas a diferença de taxas não foi significativa. Além disso, nossos resultados mostram que o ambiente influencia a forma, mas o sinal filogenético é baixo. Esses resultados sugerem que em Melanophryniscus processos adaptativos atuaram especificamente para alterar a forma independente das relações filogenéticas. Em suma, nossos resultados sugerem que diferentes processos evolutivos (e.g., deriva, seleção) geraram padrões distintos para as escalas filogenéticas abordadas em nosso estudo. |
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| Abordagem integrativa da anurofauna de uma zona de transição Amazônia-Cerrado do Oeste do Tocantins |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
31/03/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Carla Santana Cassini
- Fernanda de Pinho Werneck
- Fernando Rogerio de Carvalho
- Sarah Mangia Barros
- Thaís Barreto Guedes da Costa
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| Resumo |
Áreas de transição abrigam altos níveis de biodiversidade devido ao ambiente heterogêneo, e tem atraido mais atenção dos pesquisadores nos últimos anos. O domínio do Cerrado está localizado geograficamente entre outros domínios brasileiros, apresentando extensas áreas de transição. A maior área de contato é Cerrado-Amazônia, moldada por um mosaico irregular de ambientes com características únicas. Atualmente, a riqueza de anfíbios do estado do Tocantins provavelmente está subestimada, já que vários municípios não têm informações sobre a diversidade de anfíbios, principalmente nas áreas de transição entre domínios. Aqui, apresentamos a riqueza de anfíbios de uma área de transição Cerrado-Amazônia no estado do Tocantins. Realizamos quatro expedições ao município de Caseara e distribuímos nossos pontos de amostragem em cinco grandes áreas, onde realizamos buscas ativas diurnas e noturnas, e distribuímos armadilhas do tipo pitfall traps ao longo do gradiente ambiental. Identificamos os espécimes coletados através de uma abordagem integrativa (morfológica, bioacústica e mtDNA). Registramos 43 espécies de anfíbios, distribuídas em oito famílias. Encontramos novos registros de espécies de anfíbios para Tocantins e Cerrado; fornecemos dados acústicos para 17 espécies, incluindo informações sobre variação geográfica e novos dados para algumas espécies descritas e linhagens ainda não nomeadas. Essas novas linhagens também foram reconhecidas por análises moleculares, e também adicionamos novos dados 16S para várias espécies que contribuirão para estudos futuros. A taxonomia integrativa revelou que a riqueza conhecida dessas e de outras áreas podem estar subestimadas, uma vez que esse método permitiu a identificação de espécies desconhecidas. Incentivamos o uso da abordagem integrativa em outras áreas, que fornecerá dados consistentes para as políticas de conservação. |
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| Filogeografia da rã-venenosa Ameerega berohoka Vaz-Silva & Maciel, 2011 (Anura, Dendrobatidae) nos planaltos do Brasil Central |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
26/03/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
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| Banca |
- Diego Jose Santana Silva
- Diogo Boaventura Fonseca
- Mariana Mira Vasconcellos
- Maria Tereza Chiarioni Thomé
- Natan Medeiros Maciel
- Renata Magalhães Pirani
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| Resumo |
Diferentes mecanismos foram responsáveis pela diversificação dos diversos grupos taxonômicos no Cerrado. Acredita-se que, para as espécies do gênero Ameerega que ocupam o Cerrado (gr. A. braccata), houve uma rápida diversificação das espécies in-situ após o estabelecimento de condições geoclimáticas favoráveis, bem como deslocamentos contínuos para a região leste do Brasil após o surgimento de extensas áreas úmidas durante o Mioceno tardio e o início do Pleistoceno. No presente trabalho, analisamos diversificação, demografia histórica e como os efeitos históricos, tais como o surgimento do Planalto Central e as flutuações climáticas do Pleistoceno, podem ter afetado a distribuição atual de Ameerega berohoka. Esta espécie ocorre nos planaltos do Brasil Central, entre os estados de Goiás (GO), Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS). Nós sequenciamos 34 amostras do gene mitocondrial 16S rRNA, 24 do gene nuclear rodopsina (RHO) e 18 do gene nuclear proopiomelanocortina (POMC) de A. berohoka. Por meio da análise populacional Geneland, encontramos duas populações: uma mais ao norte, na porção do Cerrado de GO e a segunda, localizada ao sul da primeira, com ocorrência no Cerrado de MS. As duas populações apresentaram uma divergência genética de 2 a 3% para o gene 16S. Por meio da construção de redes de haplótipos, encontramos para as duas populações, um total de cinco haplótipos para o gene 16S, com um nível de diversidade haplotípica baixa (0,455) e sem compartilhamento entre as populações. Já para o nuDNA RHO, encontramos quatro haplótipos com compartilhamento entre as duas populações e com alta diversidade haplotípica (0,709). O nuDNA POMC apresentou dois haplótipos, um para cada população. Para a análise de demografia histórica, realizamos o teste Tajima D para cada população e para cada gene isoladamente. A análise apresentou valor significativo apenas no gene RHO, para a população de MS. Embora o valor não tenha sido significativo, o índice negativo apresentado para o gene 16S da população de MS, pode indicar uma expansão recente. A quebra populacional encontrada para a espécie Ameerega berohoka pode estar relacionada não só as intensas atividades geológicas do Planalto Central, mas também as mudanças climáticas que ocorreram durante o Quaternário. |
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| Análise morfométrica de Odontomachus chelifer (Latreille, 1802) e Odontomachus meinerti Forel, 1905 (Hymenoptera: Formicidae) e o efeito dos fatores ambientais na morfologia de diferentes populações de Odontomachus chelifer (Latreille, 1802) em fragmentos urbanos de Cerrado |
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| Curso |
Mestrado em Biologia Animal |
| Tipo |
Dissertação |
| Data |
20/03/2020 |
| Área |
ZOOLOGIA |
| Orientador(es) |
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| Coorientador(es) |
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| Orientando(s) |
- Suelen Sandim de Carvalho
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| Banca |
- Itanna Oliveira Fernandes
- Jacques Hubert Charles Delabie
- Márlon César Pereira
- Ramon Jose Correa Luciano de Mello
- Rodrigo Aranda
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| Resumo |
Os ambientes florestais veem sendo fragmentados ao longo dos anos, separando-os em grandes ilhas isoladas, interferindo na biodiversidade e biologia dos animais. As formigas são indivíduos que compõem um dos três grupos de artrópodes mais comuns nestes fragmentos, onde também são encontradas espécies comuns de áreas florestadas. Assim, as áreas verdes urbanas abrigam uma alta diversidade de espécies de formigas, o que contribui para a manutenção da mirmecofauna do bioma ao qual a cidade está inserida. Considerando que as formigas são bons modelos para examinar padrões alométricos interespecíficos do dimorfismo em relação ao tamanho do corpo e de inter-relacionamentos entre diferentes populações o objetivo deste trabalho foi verificar a ocorrência de alterações morfológicas entre diferentes populações de Odontomachus chelifer (Latreille, 1802) e Odontomachus meinerti Forel, 1905 nos fragmentos urbanos de Cerrado, e o efeito dos fatores ambientais na morfologia de diferentes populações de Odontomachus chelifer (Latreille, 1802). Para isso, foram analisados espécimes coletados em quatro fragmentos urbanos de Cerrado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. As formigas foram coletadas através de armadilhas do tipo pitfall, onde 51 armadilhas foram instaladas em uma área de 100m2 em cada um dos 26 pontos amostrados. Como resultado obtivemos 324 exemplares, pertencentes as espécies Odontomachus chelifer e Odontomachus meinerti. Os caracteres que mais evidenciaram as diferenças entre as duas espécies foram o comprimento do gáster, a cabeça e o mesossoma. O número de árvores e a profundidade da serapilheira, foram destacados como os fatores que mais interferiram na morfologia dos indivíduos. Assim verificamos que os ambientes mais estruturados, com maior heterogeneidade ambiental e menor interferência da malha urbana, apresentaram indivíduos morfologicamente mais próximos do que ambientes menos heterogêneos. Dessa forma, é possível verificar a diferença morfológica entre diferentes populações da mesma espécie, decorrentes do ambiente que ambos vivem. |
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