Mestrado em Biologia Animal

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Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do curso.

Trabalhos

Trabalhos Disponíveis

TRABALHO Ações
Metazoários parasitos de Synbranchus marmoratus (Acnopterygii, Synbranchiformes, Synbranquidae) capturados no Pantanal de Mato Grosso do Sul, Brasil​
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 24/01/2024
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Fernando Paiva
Coorientador(es)
  • Luiz Eduardo Roland Tavares
Orientando(s)
  • Leonardo França do Nascimento
Banca
  • Felipe Bisaggio Pereira
  • Fernando Paiva
  • Isabela Caroline Oliveira da Silva
  • Priscilla Soares dos Santos
Resumo O peixe Synbranchus marmoratus, conhecido como mussum, pertencente à família
Synbranchidae e a ordem Synbranchiformes. Apesar de não ser uma espécie de
grande interesse comercial, estudos desta natureza são importantes para auxiliar na
compreensão das relações entre metazoários parasitos e seus hospedeiros. Foram
identificados através estudos morfológicos cinco grandes grupos de metazoários:
Pentastomida (Sebekia sp.), Nematoda (Brevimulticaecum sp., Eustrongylides sp.,
Camallanidae e Capilaridae), Cestoda (Proteocephalidae), Trematoda (morfotipo
Neascus e Clinostomum sp.) e Myxozoa (Myxobolus sp.). O Pentastomida Sebekia
sp. foi o mais prevalente (35%), tendo sido encontrado em 14 hospedeiros com
abundancia média de 0,90±3,34. Neascus sp. com maior abundância encontrada
parasitando 5% dos hospedeiros. Os nematodas apresentaram a maior riqueza de
morfotipos com quatro grupos reportados, sendo eles Brevimulticaecum sp., larvas de
Eustrongylides sp., adultos de Camallanidae gen. sp. e Capillaridae gen. sp.
Adicionalmente, foram realizadas análises moleculares das larvas de Eustrongylides
sp., e de espécimes da família Camallanidae. As larvas de Eustrongylides sp.
morfologicamente se assemelham às larvas de E. tubifex pela presença de papilas
com ápice espiniforme no círculo interno. Contudo, as sequências foram comparadas
aquelas de E. ignotus e E. excisus, e a sequência obtida nesse estudo ficou mais
próxima de outras espécies ainda não determinadas do gênero Eustrongylides. Para
os espécimes de Camallanidae apesar da análise filogenética não ter agrupado a
sequência obtida nesse estudo com outros três gêneros da família, a análise
morfológica nos mostrou que a presente espécie está inserida na família
Camallanidae, reforçando a necessidade de coletar novas amostras para podermos
descrever uma nova espécie na família. Os estudos apresentados nessa dissertação
ressaltam a necessidade de que mais dados sobre os metazoários parasitos de S.
marmoratus sejam obtidos, já que a literatura com foco nesses hospedeiros é
escassa. E devido o seu valor comercial na pesca esportiva esse conhecimento pode
ser de grande valor para um maior entendimento da riqueza de metazoários parasitos
de peixes de água doce.
Efeito da urbanização sobre assimetria das asas de Jataí (Tetragonisca angustula - Hymenoptera: Apidae: Meliponini)
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 22/12/2023
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Rodrigo Aranda
Coorientador(es)
  • Rodrigo Aranda
Orientando(s)
  • ANA PAULA VALDEZ ANDREAZZI
Banca
  • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
  • Roberta Azeredo Murta da Fonseca
  • Rodrigo Aranda
  • Rodrigo Pires Dallacqua
Resumo As abelhas Tetragonisca angustula são amplamente distribuídas no Brasil, sendo indicadoras cruciais de qualidade e preservação ambiental. A capacidade de adaptação dessas abelhas a ambientes urbanos não elimina os possíveis impactos negativos da urbanização. A presença de Tetragonisca angustula em áreas urbanas pode sugerir respostas na morfologia e assimetria das asas, relacionados à influência humana como efeitos de alteração na paisagem, temperatura e diversidade de plantas. Métodos morfométricos e análises estatísticas são ferramentas cruciais para entender as variações morfológicas. Este estudo visa investigar os efeitos ambientais na assimetria das asas de abelhas T. angustula ao longo de um gradiente urbano, esperando-se um aumento da assimetria em ambientes urbanizados desfavoráveis, bem como as variações na morfometria geométrica das asas, indicando se ocorrem, em que local e em qual intensidade. Avaliamos três locais distintos, sendo uma zona urbana, uma região natural suburbana e uma área natural rural. Utilizando morfometria geométrica, analisamos 160 indivíduos, 320 asas e 8 marcos anatômicos por asa. Os marcos anatômicos foram transformados através da técnica procrustes e calculado o grau de assimetria para cada asa, considerando-se a diferença da média dos marcos anatômicos. Para comparação entre as três áreas, foi realizada análise de variância. Para estabelecer as variações morfométricas, foi utilizado análise de componentes principais, análise de variância multivariada para comparação entre as áreas e placas de deformações em relação aos centroides de cada marco anatômico. Os resultados revelaram padrões diferentes de assimetria, corroborando a hipótese de que a área urbana produz maior assimetria nas asas de T. angustula em relação às duas outras áreas. Ainda, a urbanização afeta de forma mais pronunciada a posição dos marcos anatômicos das asas, indicando possíveis influências de recursos alimentares, temperatura e pressões ecológicas nessas variações.
Palavras-chave: Abelha nativa, Assimetria flutuante, Morfometria geométrica
Amphisbaena Linnaeus, 1758 do Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso: morfologia externa e distribuição geográfica
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 04/07/2023
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Marcelo Oscar Bordignon
Coorientador(es)
  • Nelson Rufino de Albuquerque
Orientando(s)
  • Mônica Moreira de Oliveira
Banca
  • Diego Jose Santana Silva
  • Felipe Franco Curcio
  • Marcelo Oscar Bordignon
  • Priscila Santos Carvalho
  • Vanda Lucia Ferreira
Resumo Estudos detalhados de revisão taxonômica e da distribuição sobre Amphisbaenia são escassos, especialmente no tocante às linhagens da América do Sul. O gênero possui maior riqueza diversidade dentro de Amphisbaenia, com 103 espécies distribuídas pela América do Sul e Central. Este estudo tem como objetivo revisar a taxonomia das espécies de Amphisbaena no Pantanal brasileiro, com uso de caracteres de morfologia externa a fim de investigar padrões biogeográficos. Identificamos 301 espécimes depositados nas coleções científicas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, que incluem Amphisbaena alba, A. bedai, A. camura, A. hiata, A. leeseri, A. mertensii, A. talisiae, A. vermicularis e Amphisbaena sp. Variação nos caracteres merísticos e morfométricos foi observada para todas as espécies. Os dados de distribuição geográfica atualizados ajudam a identificar espécies sobrepostas que contribuem para uma melhor compreensão da taxonomia e biogeografia de Amphisbaena no Pantanal brasileiro.

Palavras-chave: Taxonomia, revisão taxonômica, anfisbena.
“Revisão taxonômica do sapo-de-chifre Proceratophrys boiei (wied-neuwied, 1824) (Lissamphibia, anura, odontophrynidae)”
Curso Mestrado em Biologia Animal
Tipo Dissertação
Data 16/06/2023
Área ZOOLOGIA
Orientador(es)
  • Sarah Mangia Barros
Coorientador(es)
    Orientando(s)
    • Leonardo Castro dos Santos
    Banca
    • Ana Carolina Calijorne Lourenço
    • Carla da Silva Guimarães
    • Felipe Camurugi Almeida Guimarães
    • Maria Clara do Nascimento
    • Nelson Rufino de Albuquerque
    • Sarah Mangia Barros
    Resumo Proceratophrys boiei, uma espécie de sapo-de-chifre, vive camuflada no meio do folhiço
    e ocupa ambientes de Mata Atlântica e algumas áreas de transição com o Cerrado, com distribuição
    nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
    Estudos anteriores, com base em análises moleculares e citogenéticas, encontraram três linhagens
    distintas (Norte 1, Norte 2 e Sul), alocadas sob o táxon de Proceratophrys boiei. No intuito de
    verificar a existência de outras espécies sob o nome P. boiei, realizamos uma revisão taxonômica
    das populações ao longo de toda a distribuição da espécie, avaliando caracteres morfológicos,
    morfométricos, acústicos, e osteológicos de 197 indivíduos (145 machos e 52 fêmeas), provenientes
    de 68 localidades. Conduzimos as análises seguindo as três linhagens encontradas em um estudo
    prévio (N1, N2 e S). Os caracteres de morfologia externa e os parâmetros do canto de anúncio das
    três linhagens apresentam variação e sobreposição, inclusive entre indivíduos da mesma linhagem,
    indicando alto grau de polimorfismo. Contudo, com relação à morfometria, os exemplares do S
    apresentaram a menor média do CRC (46,0 nos machos e 51,6 nas fêmeas) e na análise
    osteológica, observamos que a linhagem N1 apresenta a região do esfenetmóide coberta pelo
    nasal, enquanto N2 e S os nasais não cobrem essa região. Além disso, para a linhagem N2, a
    espessura do ramo zigomático do escamosal é 2,06 vezes maior em relação ao ramo subocular,
    enquanto nas linhagens N1 e S, a espessura é de 1,43 e 1,7 vezes maior, respectivamente. A partir
    dos nossos resultados, aliados às diferenças encontradas entre as três linhagens em estudos
    prévios (com base nos genes 16S, cit b, RAG-1, na citogenética e no condrocrânio de girinos), nós
    revalidamos duas espécies que estavam sinonimizadas com P. boiei, e redescrevemos P. boiei,
    indicando novos caracteres diagnósticos e sua atual distribuição geográfica.
    Comportamentos de uma população de Quati Nasua nasua (Linnaeus, 1766) em áreas pavimentadas de um Parque urbano no Cerrado, Mato Grosso do Sul, Brasil.
    Curso Mestrado em Biologia Animal
    Tipo Dissertação
    Data 15/06/2023
    Área ZOOLOGIA
    Orientador(es)
    • Marcelo Oscar Bordignon
    Coorientador(es)
      Orientando(s)
      • Dario Rodrigo Dias da Silva
      Banca
      • Filipe Martins Santos
      • Grasiela Edith de Oliveira Porfirio Petry
      • Jose Rimoli
      • Marcelo Oscar Bordignon
      Resumo O quati (Nasua nasua) é um carnívoro que ocorre por toda América do Sul e possui uma alta plasticidade comportamental, formando bandos sociais tanto em vida livre quanto em áreas alteradas e urbanizadas. Estudos dos comportamentos desta espécie podem fornecer informações importantes e compreender suas características adaptativas ao ambiente urbano. Este estudo teve o objetivo de avaliar as diferenças comportamentais de quatis adultos e jovens e entre seus agrupamentos, quanto ao tempo gasto nas diversas atividades destes animais em áreas pavimentadas. O estudo foi realizado num dos maiores parques da cidade de Campo Grande, centro-oeste do Brasil. Uma área de remanescente de cerrado, com forte grau de urbanização. Os comportamentos dos quatis foram registrados a partir de observações diretas em transectos diários ao longo de toda a área de estudo. O tamanho dos grupos observados variou de 7 a 12 indivíduos nos grupos maiores e de 3 a 6 indivíduos nos grupos menores. A frequência do tempo gasto pelos animais em suas atividades diárias variou ao longo do estudo, distribuindo-se nas atividades de forrageamento (60%), deslocamento (26%), socialização (11%) e descanso (3%). Nossos resultados indicaram haver uma variação na composição dos grupos ao longo do tempo, não havendo membros fixos ou formação de novos grupos por indivíduos nucleadores, tais como machos ou fêmeas dominantes ou dissidentes. Este aspecto pode ser consequência da adaptação às condições de urbanização da área, favorecendo os indivíduos na busca por alimentos, e socialização.

      Palavras-chave: Urbanização, Unidade de conservação, procionídeo, etologia, adaptação.
      Biomarcadores histopatológicos em zebrafish (Danio rerio) usados no biomonitoramento em córregos urbanos de Campo Grande – MS
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 08/05/2023
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
      Coorientador(es)
      • Carla Leticia Gediel Rivero Wendt
      Orientando(s)
      • Bianca Marques Segura
      Banca
      • Alexeia Barufatti
      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
      • Lilian Franco Belussi
      • Lucilene Finoto Viana
      Resumo A biota aquática está constantemente exposta a uma grande quantidade de substâncias tóxicas, provenientes das atividades humanas que vêm alterando os processos físico-químicos e biológicos das fontes de água. No entanto isso contribui para a redução da qualidade ambiental, como também pode comprometer a saúde dos seres vivos que habitam esses ecossistemas. Nesse sentido, o biomonitoramento a partir dos organismos aquáticos (bioindicadores), possibilita a detecção dos efeitos de compostos tóxicos que possam estar presentes no ecossistema aquático. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo utilizar o Danio rerio como bioindicador ambiental para analisar os efeitos da água de diferentes ambientes aquáticos urbanos da cidade de Campo Grande – Mato Grosso do Sul em um sistema de biomonitoramento passivo, comparando a dinâmica temporal de marcadores morfológicos eritrocitários, histológicos branquiais e hepáticos, e a concentração de tióis não protéicos (fragmento muscular) em espécimes expostos e não expostos por 3, 6 e 12 dias de exposição. Todos os córregos apresentaram características qualitativas diferentes referente aos parâmetros físico-químico. A presença de metais como Mn, Zn, Fe, Cr e Al, além do pH, temperatura e nitrito explicaram 35,1% da variância enquanto que sólidos totais, condutividade elétrica, amônia, nitrito e oxigênio dissolvido explicaram 27,6%, por meio da análise de PCA. Espécimes expostos às águas dos três córregos mostraram diferenças significativas entre os controles para a frequência de anormalidades nucleares eritrocitárias, perfil histopatológico branquial e hepático, por meio do índice de alterações histológicas (IAH) e alterações das concentrações de tióis não proteicos (TNP). Nossos resultados suportam estudos anteriores que registram efeitos antrópicos no ambiente aquáticos em córregos urbanos. Três dias de exposição foram suficientes para causar danos morfológicos nos núcleos eritrocitários e histopatológicos branquiais que variaram desde a proliferação, descamação e necrose do epitélio lamelar primário até fusão e aneurismas no epitélio lamelar secundário. No fígado, aos três dias de exposição foram observadas figuras nucleares degenerativas, seguidas por hipertrofia hepatocelular, lipidose e necrose aos 12 dias. O modelo empregado de biomonitoramento permitiu comparar a dinâmica temporal de diferentes marcadores de higidez, utilizando o zebrafish como bioindicador ambiental. Estudos futuros podem aperfeiçoar esse modelo para outros ambientes aquáticos a fim de subsidiar novas abordagens aos estudos de biomonitoramento.
      BETA DIVERSITY PATTERNS OF ANURANS METACOMMUNITIES ALONG DIFFERENT VEGETATION TYPES IN ATLANTIC FOREST OF SOUTHERSTERN BRAZIL
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 28/04/2023
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Diego Jose Santana Silva
      Coorientador(es)
      • Karoline Ceron
      Orientando(s)
      • Carlos Henrique de Oliveira Nogueira
      Banca
      • Caryne Aparecida de Carvalho Braga
      • Diego Jose Santana Silva
      • Elvis Almeida Pereira Silva
      • Francisco Valente Neto
      • Priscila Santos Carvalho
      • Rafaela Vendrametto Granzotti
      Resumo A diversidade beta descreve a variação na composição de espécies entre diferentes locais e é composta por dois componentes, substituição de espécies (turnover) e ganhos ou perdas seletivas (nestedness), que contribuem para a montagem das comunidades por meio de processos como filtragem de nicho e colonização/extinção seletiva. A Contribuição Local para a Diversidade Beta (LCBD) e a Contribuição das Espécies para a Diversidade Beta (SCBD) podem ser usadas para identificar locais e espécies-chave para a conservação. Os anfíbios na Mata Atlântica são particularmente suscetíveis a fatores ambientais e espaciais devido à sua baixa capacidade de dispersão e dependência de diferentes ambientes ao longo de seu ciclo de vida. Estudos anteriores têm examinado o papel das mudanças climáticas históricas e dos fatores geomorfológicos na explicação da diversidade beta filogenética de anfíbios da Mata Atlântica, mas pesquisas mais recentes têm se concentrado na influência de características funcionais em seus padrões de distribuição. Este estudo tem como objetivo investigar os padrões que impulsionam a diversidade beta das metacomunidades de anuros em cinco tipos diferentes de vegetação no norte do estado do Rio de Janeiro. Realizamos levantamentos de campo de comunidades de anfíbios em 16 áreas que abrangem diferentes tipos de vegetação do domínio da Mata Atlântica: Floresta Ombrófila Montana (FOM), Floresta Ombrófila Submontana (FOS), Restinga (RES), Tabuleiro (TAB) e Baixada (BAI). Para cada área de amostragem, extraímos 19 variáveis climáticas do conjunto de dados BioClim, e para cada espécie encontrada, as características funcionais foram caracterizadas com base em registros da literatura e em espécimes coletados anteriormente. Um total de 1087 indivíduos, representando 62 espécies de anuros, foram registrados em 16 áreas. Descobrimos que diferentes tipos de vegetação contribuem de maneira diferente para a LCBD em diferentes escalas. Diferentes espécies também influenciaram as diferentes partições da SCBD. Em geral, a variação na composição de espécies de anuros ao longo do norte do estado do Rio de Janeiro pode ser explicada majoritariamente pela substituição de espécies. RES apresentou a maior riqueza de espécies de anfíbios, mas não foi o tipo de vegetação mais importante para a LCBD, pois compartilha várias espécies com outras áreas. Nesse caso, ambas as partições da LCBD, taxonômica e funcional, foram mais influenciadas por FOM e FOS devido à presença de espécies únicas com características funcionais exclusivas. As partições da SCBD foram influenciadas por diferentes espécies. Enquanto a SCBD taxonômica é influenciada por espécies relativamente comuns, encontradas em pelo menos metade das áreas amostradas, a SCBD funcional é influenciada por espécies raras, encontradas apenas em um local e um tipo de vegetação. Além disso, LCBD taxonômico e LCBD funcional estavam positivamente correlacionadas com as variáveis climáticas, pois áreas com características climáticas semelhantes apresentavam valores de diversidade similares. Os resultados sugerem que preservar diferentes tipos de vegetação é crucial para manter a diversidade de anfíbios, uma vez que diferentes tipos de vegetação contribuem de maneiras diferentes para a diversidade beta local e funcional. Além disso, nosso estudo destaca a importância de considerar tanto a diversidade taxonômica quanto a funcional para compreender a distribuição dos anfíbios na região norte doestado do Rio de Janeiro.
      Análise sazonal do parênquima hepático de (Anura: Hylidae)
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 11/04/2023
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
      Coorientador(es)
      • Classius de Oliveira
      Orientando(s)
      • Luciana Trevizan de Moraes
      Banca
      • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
      • Juan Manuel Pérez Iglesias
      • Lia Raquel de Souza Santos
      • Nelson Rufino de Albuquerque
      • Rodrigo Zieri
      Resumo O fígado dos vertebrados é uma glândula responsável pelo processamento e armazenamento de nutrientes, e está envolvido no catabolismo e anabolismo de substâncias, bem como em processos relacionados à detoxificação de poluentes e outros agentes tóxicos. Em anuros, a morfologia dos componentes hepáticos mostra-se diferentes entre algumas espécies. Os anuros possuem em seu tecido hepático células pigmentadas denominadas melanomacrófagos que acumulam quantidades variáveis de melanina, lipofuscina e hemossiderina, além de glicogênio, um polissacarídeo energético acumulado no citoplasma. O objetivo deste estudo foi analisar a estrutura hepática, bem como os pigmentos e o conteúdo de glicogênio em Dendropsophus minutus, pertencente à família Hylidae, coletados ao longo de um ano. Foram analisados dados biométricos (massa corporal, comprimento rostro-cloacal, índice de massa escalonada e índice hepatossomático), estereométricos (densidade volumétrica estrutural hepática) e histométricos (área e volume celulares e nucleares dos hepatócitos), além dos conteúdos de glicogênio e pigmentos do MMC. Os resultados mostraram diferenças significativas nas análises biométricas (massa e comprimento rostro-cloacal), enquanto heterogeneidade foi observada para a massa escalonada e índices hepatossomáticos. A densidade dos hepatócitos foi menor nos meses mais quentes e úmidos (entre novembro e março), em contraste com a densidade sinusoidal, que foi maior nos meses de verão, juntamente com a densidade de ductos biliares. A morfometria hepatocelular apresentou maior área e volume celular e nuclear nos meses de maio e abril (frio e seco). As análises histoquímicas não mostraram diferença anual significativa. Portanto, podemos concluir que os componentes hepáticos de Dendropsophus minutus aqui estudados são influenciados pela variação sazonal ao longo de um ano.
      Palavras-chave: Anfíbios, Biometria, Melanomacrófagos, Pigmentação, Glicogênio, Sazonalidade.
      Dieta de aves frugívoras em uma área urbana no Pantanal de Mato Grosso do Sul
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 10/04/2023
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Rodrigo Aranda
      Coorientador(es)
      • Camila Aoki
      Orientando(s)
      • Gilson Lucas Xavier De Oliveira
      Banca
      • Jose Ragusa Netto
      • Mauricio Neves Godoi
      • Rodrigo Aranda
      • Rogerio Rodrigues Faria
      • Rudi Ricardo Laps
      • Sergio Roberto Posso
      Resumo O processo de urbanização diminui faixas de vegetação ao longo do gradiente urbano, modificando padrões de frugivoria e interação de ave-planta. Considerando que áreas urbanas tendem a se expandir, há necessidade de verificar o papel de plantas nativas e exóticas na alimentação das aves nesse ambiente. Nesta perspectiva, identificamos quais espécies de aves consomem tais frutos, e analisamos o papel e a frequência de consumo de plantas nativas e exóticas na rede de interações. Por fim, selecionamos as espécies de plantas mais adequadas para conservar a diversidade de aves no ambiente urbano do município de Miranda, localizado no Pantanal de Mato Grosso do Sul. As amostragens foram realizadas entre novembro de 2021 e maio de 2022, ao longo de cinco dias a cada mês, por meio de parcelas e observações focais, totalizando um total de 360 horas de observações. Registramos e identificamos 29 espécies de plantas, 28 espécies de aves e um total de 743 eventos de frugivoria, sendo 396 interações de aves com plantas exóticas e 347 interações de aves com plantas nativas. A maioria das espécies de aves registradas foi generalistas apresentando uma alta potencialidade de dispersão de sementes, incluindo representantes das famílias Cracidae (1 espécie), Thraupidae (3 espécies), e Ramphastidae (1 espécie). Também foram registradas espécies de Psitacídeos (11 espécies), atuando como dispersores e principalmente como predadores de sementes. A composição florística é mista, resultado da presença de espécies típicas do Cerrado e Pantanal (48%) e espécies exóticas (52%), onde a maioria das espécies registradas é do componente arbóreo (50%), seguido por arbustivo (30%), e palmeiras (20%). A rede de interações apresentou padrão aninhado, com interações assimétricas, de várias espécies de aves e plantas nativas e exóticas interagindo entre si, não havendo a formação de modularidade. Na rede de interações houve pouca diferença estatística no consumo de frutos de espécies nativas e exóticas (ANOSIM, R = 0,136; p= 0,1166), ocorrendo uma pequena diferença significativa na frequência do uso dos frutos dessas plantas (Qui2 = 69.193; p = 0.0712), sendo maior o consumo de plantas exóticas pelas aves, porém uma interação, com o maior número de aves visitando plantas nativas. Assim, os valores de interação são pouco significativas, para plantas nativas (Z= - 6,185; p > 0,01) e exóticas (Z= - 5,868; p > 0,01), havendo uma tendência decrescente ao longo do tempo, onde a diferença do uso de plantas nativas e exóticas em eventos de frugivoria são relativamente baixas. O estudo revela que aves não têm preferência por frutos nativos ou exóticos, consomem a partir da disponibilidade delas, assim ambas as plantas são importantes na alimentação dessas aves. Diante disso as espécies zoocóricas mais adequadas para conservar a diversidade de aves e a restauração de áreas degradadas na área urbana, são as que aparecem evidentemente em eventos de frugivoria, como as embaúbas (Cecropia pachystachya), as mangueiras (Mangifera indica), as goiabeiras (Psidium guajava), as aceroleiras (Malpighia emarginata), as figueiras (Ficus benjamina), as amendoeiras (Terminalia catappa), as bocaiuveiras (Acrocomia aculeata) e as laranjeiras (Citrus sinensis). Desta maneira, áreas verdes espalhadas na área urbana são essências para a manutenção da avifauna, principalmente quando seus habitats estão sendo cada vez mais degradados.
      Resposta da fauna de insetos associados à serrapilheira em relação a diferentes estágios de recuperação no Cerrado
      Curso Mestrado em Biologia Animal
      Tipo Dissertação
      Data 10/04/2023
      Área ZOOLOGIA
      Orientador(es)
      • Rodrigo Aranda
      Coorientador(es)
        Orientando(s)
        • Thalita Moraes Miranda Ribeiro de Souza
        Banca
        • Camila Aoki
        • Lucas Silveira Lecci
        • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
        • Rodrigo Aranda
        • Tatiane do Nascimento Lima
        Resumo O estudo testou o efeito do tempo de recuperação de uma área na composição de insetos
        de solo e avaliou a composição e restabelecimento de comunidades de insetos de
        serrapilheira em áreas com diferentes níveis de perturbação. O estudo foi conduzido em
        uma propriedade privada no município de Ribas do Rio Pardo, Estado de Mato Grosso do
        Sul, esta conta com áreas em três diferentes estágios sucessionais de recuperação natural
        do Cerrado: (1) áreas de pastagens com uso intenso e moderado; (2) áreas que
        anteriormente foram pastagens, mas devido à falta de uso se recuperam naturalmente e
        estão há aproximadamente 15 anos sem a intervenção humana; (3) bem como áreas
        preservadas compostas por dois grandes remanescentes, no qual um deles é uma Reserva
        Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A coleta única foi realizada no período chuvoso
        e para cada área delimitou-se 10 parcelas com quatro armadilhas do tipo pittfull em cada.
        Os insetos foram identificados até nível família e para cada parcela amostrada, foi realizada
        a amostragem de biomassa dos indivíduos. Para detectar as diferenças entre as famílias e
        suas respectivas biomassas, foi realizado um teste não paramétrico de Kruskal-Wallis.
        Para análise de semelhanças da composição dos taxa, foi realizado o teste ANOSIM.
        Foram coletadas 67 famílias de insetos adultos e 7 subfamílias de formigas, sendo
        Formicinae o grupo com maior biomassa. Nosso estudo também mostrou que a área com
        maior diversidade taxônomica e de grupos funcionais foi a área intermediária de
        regeneração, o que pode ser respondido pela teoria do distúrbio intermediário. Portanto,
        concluímos que a heterogeneidade de um ambiente é importante para diversidade de
        espécies e dos grupos funcionais e ressaltamos a importância de futuros estudos na área.
        Caracterização morfológica e genotípica de Haemogregarina sp. (Adeleina: Haemogregarinidae) em Phrynops geoffroanus (Chelidae: Testudines) capturados no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
        Curso Mestrado em Biologia Animal
        Tipo Dissertação
        Data 10/02/2023
        Área ZOOLOGIA
        Orientador(es)
        • Luiz Eduardo Roland Tavares
        Coorientador(es)
        • Carina Elisei de Oliveira
        Orientando(s)
        • Nicolle Batista Faria Prado
        Banca
        • Felipe Bisaggio Pereira
        • Gustavo Graciolli
        • Marcelo Oscar Bordignon
        • Priscilla Soares dos Santos
        • Rubens Riscala Madi
        Resumo Estudos com parasitos tartarugas de água doce ainda são poucos avaliados, constituindo importância especial para o manejo e conservação das espécies, além também, conhecer fauna parasitária é de grande relevância do ponto de vista evolutivo, pois pode ajudar a entender as relações parasito-hospedeiro. Desta forma, o nosso trabalho foi dividido em duas partes, sendo a primeira uma revisão bibliográfica sobre o estado da arte em relação à distribuição mundial da ocorrência de espécies de hemoparasitos em espécies de tartarugas de água doce (hospedeiros). A segunda parte teve como objetivo caracterizar morfologicamente, morfometricamente e genotipicamente os hemoparasitos da ordem Adeleina parasitos de Phrynops geoffroanus capturados em ambiente periurbano no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. Trinta espécimes de P. geoffroanus foram capturados e tiveram amostras sanguíneas coletadas para a realização de esfregaços sanguíneos e para a extração de DNA de seus hemoparasitos. Um espécime que veio a óbito durante o processo de captura e coleta das amostras sanguíneas foi necropsiado e teve fragmentos de seus diferentes órgãos analisados em cortes histológicos. Nas amostras sanguíneas foram observados gametócitos eritrocíticos compatíveis com os representantes de Adeleina. Merontes contendo merozoítos foram observados em cortes histológicos de músculo estriado sanguíneo. As sequências de DNA obtidas foram alinhadas com sequências de Haemogregarina e Hepatozoon disponíveis no GenBank e uma árvore filogenética de máxima verossimilhança foi construída. As características morfológicas, morfométricas e genotípicas sugerem que as amostras obtidas pertencem a uma nova espécie do gênero Haemogregarina. Entretanto, a observação de outros estágios de desenvolvimento eritrocítico assim como a análise de um maior número de sequências é necessária para que uma nova espécie possa ser proposta.
        Diversidade cromossômica no gênero Micrathena Sundevall, 1833 (Araneae, Araneidae)
        Curso Mestrado em Biologia Animal
        Tipo Dissertação
        Data 24/10/2022
        Área ZOOLOGIA
        Orientador(es)
        • Douglas de Araujo
        Coorientador(es)
          Orientando(s)
          • Caroline Correia da Costa
          Banca
          • Douglas de Araujo
          • Edihanne Gamarra Arguelho
          • Margarida Maria de Rossi Vieira
          • Marielle Cristina Schneider
          • Matheus Pires Rincão
          • Viviane Fagundes de Mattos
          Resumo As aranhas constituem um grupo megadiverso, atualmente com 50.224 espécies descritas taxonomicamente, divididas em 132 famílias, sendo que centenas de novas descrições são feitas a cada ano. Apesar da enorme diversidade, apenas 849 espécies de aranhas foram estudadas do ponto de vista cromossômico, o que representa apenas 1,7% de todas as espécies conhecidas taxonomicamente. O número diplóide na ordem varia de 2n♂ = 5, em Afrilobus sp. (Orsolobidae), a 2n♂ = 152 em Caponia natalensis (O. Pickard-Cambridge, 1874), e a morfologia cromossômica predominante é acro/telocêntrica e o sistema cromossômico sexual (SCS) mais comum é do tipo X1X2 nos machos e X1X1X2X2 nas fêmeas. A citogenética fornece dados como número diplóide, morfologia cromossômica, tipo de SCS, comportamento dos cromossomos na meiose, padrão de distribuição de regiões de cromatina específicas, entre outras, que podem ser usadas na comparação entre espécies.
          Análise descritiva histológica e densidade volumétrica estrutural do tecido renal e esplênico em Boana raniceps (Anura: Hylidae)
          Curso Mestrado em Biologia Animal
          Tipo Artigo Científico
          Data 19/08/2022
          Área ZOOLOGIA
          Orientador(es)
          • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
          Coorientador(es)
          • Lilian Franco Belussi
          Orientando(s)
          • Brenda de Oliveira Martins
          Banca
          • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
          • Classius de Oliveira
          • Fernanda Cristina Alcantara dos Santos
          • Juan Manuel Pérez Iglesias
          • Rodrigo Zieri
          Resumo Os anuros são considerados bioindicadores ambientais devido às características como pele
          permeável e ciclo de vida dependente dos ambientes aquáticos e terrestres, sendo que
          alterações no sistema imune são consideradas biomarcadores de efeito de alterações
          ambientais. Assim, é importante o conhecimento sobre seu sistema hematopoiético e seus
          principais órgãos. Em anuros, o sistema é constituído pela medula óssea, o baço e o rim.
          Poucos são os estudos que abordam esse tema, e menos ainda são as descrições a
          respeito da histologia desses órgãos. Diante disso este trabalho propõe fazer uma descrição
          histológica e analisar a densidade volumétrica estrutural do tecido renal e do tecido
          esplênico de Boana raniceps, a fim de obter conhecimento sobre como organizam-se suas
          estruturas e composição celular, e sobre a histologia nessa espécie. Dessa forma, pretende-
          se contribuir para o entendimento das relações entre esses órgãos e suas constituições em
          anuros. Para isso, foram analisados 17 indivíduos machos adultos de Boana raniceps
          coletados na Base de Estudos do Pantanal (BEP-UFMS) entre os meses de outubro a
          março de 2018/2019. Os órgãos foram pesados, processados por técnica histológica e
          analisados por testes estatísticos. As secções foram coradas com Hematoxilina e Eosina
          (H&E), Ácido Periódico de Schiff (PAS), Tricrômico de Masson (TM), Reticulina (método de
          Gomori) e May-Grünwald-Giemsa-Wright (MGGW). Para o baço e o rim foi feita a densidade
          volumétrica estrutural por meio de softwares, além de calculado o índice esplenossomático
          (IES) para o baço, e o índice renossomático para o rim (IRS). O peso médio dos indivíduos
          foi de 11,4 ±1,5g, e o tamanho médio (CRC) foi de 5,9 ±0,3 cm. O IRS representou 0,42% e
          IES em torno de 0,14%, do peso do indivíduo. As estruturas mais predominantes nos rins
          foram túbulos contorcidos proximais (TCP) e túbulos contorcidos distais (TCD) com 60,4 e

          22

          16,8%, respectivamente. No baço, a estrutura mais predominante foi a polpa vermelha com
          79%, seguida da polpa branca com 12,2%. O IRS de B. raniceps apresentou correlação
          negativa com o peso do individuo, indicando que o desenvolvimento renal estabiliza em
          determinado período da fase adulta. A relação positiva entre o peso corporal e o CRC indica
          que o animal continua crescendo e ganhando peso mesmo na fase adulta. A correlação
          negativa entre TCP e TCD, evidencia a função de manter o equilíbrio hídrico no ambiente
          terrestre, visto que o TCP é a estrutura responsável por reabsorver a água do filtrado
          glomerular. Esses parâmetros renais e esplênicos aqui descritos em B. raniceps podem
          direcionar futuros estudos que visam avaliar alterações nesses órgãos em anuros, bem
          como sugerem a utilização de técnicas tanto histológicas, quanto de densidade volumétrica
          estrutural para essa avaliação.
          TÍTULO: Morfologia hepática e perfil bioquímico sérico em Pygocentrus nattereri Kner(Characiformes: Serrasalmidae)
          Curso Mestrado em Biologia Animal
          Tipo Artigo Científico
          Data 08/08/2022
          Área ZOOLOGIA
          Orientador(es)
          • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
          Coorientador(es)
            Orientando(s)
            • Maria Eduarda Corona Garcia
            Banca
            • Carlos Eurico dos Santos Fernandes
            • Claucia Aparecida Honorato da Silva
            • Fernando Rogerio de Carvalho
            • Klaus Casaro Saturnino
            • Nelson Rufino de Albuquerque
            • Robson Andrade Rodrigues
            Resumo RESUMO
            O Pantanal está localizado na bacia do rio Paraguai, e têm por uma de suas características os eventos sazonais bem marcados. Por estas características, é uma área com diferentes recursos que propicia um ambiente diverso para peixes. Pygocentrus nattereri Kner, 1858, conhecida popularmente como piranha-vermelha, é abundante no Pantanal e é reconhecida facilmente por suas características morfológicas e hábito alimentar. Além disso, o ambiente sazonal pantaneiro influencia em sua dinâmica alimentar e reprodutiva. Diferentes tipos e disponibilidade de alimentos podem resultar em alterações nos parâmetros bioquímicos do sangue, que geralmente, têm repostas mais instantâneas. Consequentemente, essas alterações refletem no fígado, que funciona como um biomarcador, pois esse órgão, dentre suas funções, realiza o metabolismo, faz a síntese de alguns aminoácidos e a biotransformação de nutrientes. Além disso, é responsável pela reserva de glicogênio e lipídios. Alterações no parênquima hepático, bem como densidade de estruturas podem ser quantificadas através de técnicas estereológicas, que permitem medir a área, o volume ou a quantidade de determinada substância. Com isso, o objetivo do presente estudo é descrever e correlacionar as características morfológicas hepáticas com o perfil bioquímico sérico em Pygocentrus nattereri em diferentes sexos e estações.
            Taxocenose de anfíbios anuros de serrapilheira em mata estacional semidecidual na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul
            Curso Mestrado em Biologia Animal
            Tipo Artigo Científico
            Data 22/07/2022
            Área ZOOLOGIA
            Orientador(es)
            • Nelson Rufino de Albuquerque
            Coorientador(es)
            • Franco Leandro de Souza
            Orientando(s)
            • Wener Hugo Arruda Moreno
            Banca
            • Diego Jose Santana Silva
            • Gabriel Paganini Faggioni
            • Karoline Ceron
            • Liliana Piatti
            • Nelson Rufino de Albuquerque
            • Raul Costa Pereira
            Resumo A camada de serrapilheira é um importante elemento para manutenção da
            biodiversidade, com a formação de ilhas de umidade que são propiciadas por
            esse micro-habitat o tornando um abrigo para espécies que não toleram
            temperaturas elevadas e de baixa umidade, com o exemplo dos anfíbios anuros,
            tal fator assume uma influência na composição de espécies em suas escalas
            espaciais. Os objetivos do presente estudo foram: i) descrever a comunidade
            (riqueza, abundância e densidade) de anuros que habitam a camada de
            serrapilheira em matas estacionais no entorno do Parque Nacional da Serra da
            Bodoquena e ii) investigar se a profundidade da camada de serrapilheira
            influência nos parâmetros da comunidade (Riqueza e abundância de espécies).
            A riqueza local foi estimada com base na contagem acumulada de indivíduos de
            todas as espécies encontradas em cada transecto por meio de curvas de
            rarefação. Foram considerados para cada um dos 35 pontos amostrados, dados
            de abundância (números de indivíduos), riqueza de espécies (número de
            espécies) e diversidade através do índice de Shannon-Wiener. Para verificar os
            valores de beta diversidade total, substituição de espécies e aninhamento de
            espécies, utilizamos o Índice de dissimilaridade de Sørensen e seus coeficientes.
            Para investigar a ligação entre riqueza, abundância de espécies com a
            profundidade de serrapilheira, utilizamos o Modelo Linear Generalizado (GLM)
            com distribuição binomial negativa. A curva de rarefação estimou
            aproximadamente 24 espécies com desvio padrão de 2,04, amostramos 19
            espécies distribuídas em 5 famílias. Rhinella scitula e Ameerega picta foram as
            que apresentaram maior abundância e densidade. O número de espécies nas
            unidades amostrais variou de 1 a 10 e a abundância de 2 a 28. Beta diversidade
            geral apresentou um valor de 0,91, com turnover de 0,83 e aninhamento de
            espécies de 0,08. A riqueza de espécies não apresentou relação com a
            profundidade de serrapilheira, a abundância apresentou uma relação positiva e
            significativa ( z = 2,345, df= 0,0574, p= 0,019).
            Composição de anfíbios anuros no município de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul
            Curso Mestrado em Biologia Animal
            Tipo Dissertação
            Data 01/07/2022
            Área ZOOLOGIA
            Orientador(es)
            • Marcelo Oscar Bordignon
            Coorientador(es)
            • Nelson Rufino de Albuquerque
            Orientando(s)
            • Glaucimar Alves Pinha
            Banca
            • Diego Jose Santana Silva
            • Jose Ragusa Netto
            • Marcelo Oscar Bordignon
            • Ulisses Galatti
            Resumo Considerado como o segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado tem sido, gradativamente, transformado em uma área agrícola. Atualmente são conhecidas 99 espécies de anfíbios para o Estado de Mato Grosso do Sul. Particularmente, estudos envolvendo comunidades de anfíbios são escassos na região leste de Mato Grosso do Sul, uma das regiões mais antropizadas e menos estudadas do Cerrado brasileiro. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a diversidade de espécies de anuros do município de Três Lagoas, localizado no extremo leste de Mato Grosso do Sul. O levantamento de espécies foi realizado através de plataformas online como GBIF, SpeciesLink e VertNet. Foram registrados 160 espécimes distribuídos em 27 espécies de anfíbios anuros pertencentes a quatro famílias: Hylidae (n=12) e Leptodactylidae (n=12), que apresentaram o maior número de espécies, seguida pelas famílias, Microhylidae (n=2) e Bufonidae (n=1).
            Variações morfométricas de Ectatomma permagnum Forel, 1908 (Formicidae: Ectatomminae) sob o efeito de fatores ambientais no Cerrado
            Curso Mestrado em Biologia Animal
            Tipo Dissertação
            Data 20/06/2022
            Área ZOOLOGIA
            Orientador(es)
            • Rodrigo Aranda
            Coorientador(es)
              Orientando(s)
              • Anne Gabrielle Velick Sandim
              Banca
              • Gustavo Graciolli
              • Jarbas Marcal de Queiroz
              • Rodrigo Aranda
              • ROGERIO ROSA DA SILVA
              • Tatiane do Nascimento Lima
              • William Fernando Antonialli Júnior
              Resumo O trabalho tem como objetivo avaliar as possíveis alterações morfológicas de diferentes populações de Ectatomma permagnum ocorridas em resposta às alterações ambientais em fragmentos urbanos de Cerrado, avaliando se i) existe a proporção do tamanho das pernas em relação ao corpo de acordo com a teoria do tamanho-grão, ii) comparar medidas morfométricas das pernas e do corpo para verificar se a proporção é influenciada por variáveis ambientais responsáveis pela formação e heterogeneidade da serapilheira, e iii) verificar se a heterogeneidade ambiental influencia no tamanho das características morfológicas utilizadas para forrageamento e predação. Foram utilizados 844 indivíduos de E. permagnum de quatro fragmentos urbanos com diferentes tipos de vegetação de Cerrado, onde 11 medidas morfológicas da cabeça, corpo e pernas foram mensuradas para descrever a morfometria, bem como sete variáveis ambientais das áreas para caracterizar o ambiente. Para a análise de dados foram utilizadas i) a medida do Weber e medida total da perna comparando-se a média dos valores encontrados, realizado test-t e regressão linear para confirmar a relação de alometria ii) NMDS e MANOVA para diferenciar as áreas considerando as características morfométricas. iii) PCA para analisar a contribuição de cada característica para diferenciar os fragmentos e iv) para verificar a influência das variáveis ambientais nas características morfológicas foi realizado CCA. O comprimento total da perna em relação ao comprimento de Weber, corroborou com a hipótese de tamanho-grão. Considerando os resultados da MANOVA, existe diferença significativa entre os fragmentos quando comparado com todas as variáveis morfométricas. Nos resultados da análise de PCA, as características morfológicas que mais contribuíram para a distinção entre os grupos de fragmentos, foram o tamanho do fêmur e o comprimento do Weber. A correspondência canônica não apresentou resultado significativo entre os eixos, mostrando que a heterogeneidade das áreas amostradas não influencia os tamanhos das características mensuradas no trabalho. Nosso trabalho também demonstrou que as variáveis ambientais não influenciam significantemente no tamanho das estruturas, podemos supor que outros fatores podem agir juntamente às variáveis ambientais sobre a morfometria dos indivíduos. Os baixos valores de desvio padrão para as características dos indivíduos do Segredo, mostram que não há uma dispersão das medidas como nas outras áreas, mostrando uma homogeneidade no tamanho dos caracteres morfológicos. Concluímos que indivíduos de E. permagnum corroboram com a hipótese de tamanho-grão, confirmando assim uma alometria positiva para a espécie. Nossas medidas morfométricas não apresentaram influência significativa das variáveis ambientais, levando a crer que outros fatores internos e externos também podem ser importantes modificar o ambiente de cada fragmento, assim selecionando os caracteres dos indivíduos.
              PHYOLOGENY OF CARRERAPYRGOTA ACZÉL (DIPTERA, PYRGOTIDAE).
              Curso Mestrado em Biologia Animal
              Tipo Artigo Científico
              Data 15/06/2022
              Área ZOOLOGIA
              Orientador(es)
              • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
              Coorientador(es)
                Orientando(s)
                • Maria Leidiane Alves Cordeiro
                Banca
                • Alessandre Pereira Colavite
                • Danilo César Ament
                • Fernando da Silva Carvalho Filho
                • Gustavo Graciolli
                • Ramon Jose Correa Luciano de Mello
                Resumo Carrerapyrgota Aczél, 1956 é um gênero de dípteros neotropicais pertencentes à família Pyrgotidae. O gênero é atualmente composto por quatro espécies: C. miliaria Aczél, 1956 (espécie-tipo), C. personata (Lutz & Lima, 1918), C. aczeli Mello, Lamas & Rafael, 2010 e C. bernardii Mello, Lamas & Rafael, 2010. Este trabalho teve como objetivos: testar o monofiletismo do gênero e estabelecer uma hipótese de relacionamento evolutivo entre suas espécies. Para isso, análises filogenéticas foram realizadas com base no levantamento de 22 caracteres taxonômicos da morfologia externa de adultos utilizando-se do princípio da parcimônia. Análises com pesagem igual e implícita dos caracteres resultaram no monofiletismo do gênero sustentado pelas seguintes apomorfias: pós-escutelo ausente, presença de veia apical espúria em R2+3, caliptra inferior com fileira longitudinal de cerdas e fêmur anterior das fêmeas com sulco longitudinal na superfície posterior. Além disso, as espécies C. aczeli, C. bernardii e C. miliaria formaram um agrupamento monofilético, sustentado pela condição apomórfica presença de mancha na fronte; e as espécies C. bernardii e C. miliaria aparecem como irmãs, sustentadas pela condição apomórfica veia M menos esclerotizada, após dm-cu em relação a região anterior; e pela condição homoplásica presença de mancha no esclerito occipítal mediano. O monofiletismo de Carrerapyrgota confirmou a sinonímia proposta por Bernardi (1990), a qual considera Anapyrgota sinônimo júnior de Carrerapyrgota. A notação parentética elegida para representar o relacionamento evolutivo entre as espécies do gênero é: (C. personata (C. aczeli (C. bernardii + C. aczeli))).
                The genetic diversity in a South American Dwarf Caiman (Paleosuchus palpebrosus) is structured by landscape features
                Curso Mestrado em Biologia Animal
                Tipo Dissertação
                Data 29/04/2022
                Área ZOOLOGIA
                Orientador(es)
                • Diego Jose Santana Silva
                Coorientador(es)
                  Orientando(s)
                  • Beatriz Diogo Vasconcelos
                  Banca
                  • Diego Jose Santana Silva
                  • Eliana Faria de Oliveira
                  • Renata Magalhães Pirani
                  • Tuliana Oliveira Brunes
                  Resumo A distribuição das espécies e a forma como as populações se estruturam é resultado de processos históricos intrínsecos das espécies e suas relações com as características da paisagem. Estudos com diferentes organismos aquáticos e semi-aquáticos mostram como sua distribuição e estrutura genética são moldadas por características da paisagem e adequação climática. Paleosuchus palpebrosus é um dos menores crocodilianos do mundo e possui ampla distribuição com diferentes condições de habitat. Neste trabalho, investigamos como elementos de heterogeneidade da paisagem impactam a diferenciação genética e avaliamos a história evolutiva e filogeográfica da espécie. As três linhagens recuperadas trouxeram informações únicas sobre a estrutura genética da espécie para outras áreas onde reportamos dados genéticos pela primeira vez. Parte da diferenciação genética resultou da distância espacial aliada ao isolamento por resistência. Além disso, nossa análise de demografia histórica para esta espécie encontrou uma história recente e nenhuma mudança nos tamanhos populacionais efetivos durante todo o tempo, diferentemente do que aconteceu com a grande maioria da fauna Neotropical durante o Plioceno e o Pleistoceno. Nossas descobertas destacam os principais impulsionadores da história evolutiva das espécies e como as características da paisagem podem ter moldado sua diversificação, especialmente se considerarmos os rios como facilitadores do fluxo gênico.
                  ESTUDO CROMOSSÔMICO EM ARANHAS DIMINUTAS, INCLUINDO OS PRIMEIROS REGISTROS PARA AS FAMÍLIAS PALPIMANIDAE E THERIDIOSOMATIDAE (ARANEAE, ARANEOMORPHAE)
                  Curso Mestrado em Biologia Animal
                  Tipo Dissertação
                  Data 28/03/2022
                  Área ZOOLOGIA
                  Orientador(es)
                    Coorientador(es)
                    Orientando(s)
                      Banca
                        Resumo As aranhas estão entre os grupos animais mais diversos do mundo, com 49.938 espécies
                        distribuídas em 131 famílias. Apesar da grande diversidade apenas 835 espécies (1,6%)
                        possuem dados cromossômicos disponíveis na literatura. Esta escassez de dados
                        citogenéticos dificulta a discussão sobre a evolução cromossômica na maioria dos grupos
                        dessa ordem, inclusive em famílias de aranhas diminutas como Oonopidae e
                        Theridiosomatidae. O objetivo desse trabalho foi analisar cromossomicamente aranhas
                        menores que um centímetro de comprimento, com a finalidade de contribuir para a discussão
                        sobre a citotaxonomia e/ou evolução cromossômica dos grupos. As coletas foram realizadas
                        em Mato Grosso do Sul e os indivíduos foram obtidos por busca ativa noturna, no caso de
                        Theridiosomatidae, e pelo peneiramento de serapilheira com triagem manual do peneirado
                        para os demais representantes. Na maioria dos casos, devido ao tamanho diminuto, o animal
                        inteiro foi submetido ao tratamento com colchicina (0,16%, 2h), hipotônica (água de torneira,
                        15 min) e fixação em Carnoy I (metanol:ácido acético 3:1, mínimo 1h) com o conteúdo do
                        abdômen parcialmente exposto para facilitar a ação dos reagentes. As lâminas foram
                        preparadas com o conteúdo total do abdômen, exceto para os indivíduos de Epicratinus sp. e
                        Falconina sp. em que a utilização apenas das gônadas foi possível, e posteriormente foram
                        coradas com Giemsa (3%, 15 min). Ao todo, 12 espécies pertencentes a oito famílias foram
                        analisadas. Os resultados encontrados foram 2n♀=36 para Otiothops birabeni
                        (Palpimanidae), 2n♂=30, X1X2 para Naatlo sp. (Theridiosomatidae), 2n♂=24, X1X2 em
                        Agyneta sp. (Linyphiidae), 2n♂=22, X1X2 para Coleosoma floridanum, Thymoites sp.1 e
                        Thymoites sp.2 (Theridiidae), 2n♂=28, X1X2 em Falconina sp. (Corinnidae), 2n♂=21, X para
                        Orthobula sp. (Trachelidae), 2n♂=42, X1X2 para Epicratinus sp. (Zodariidae), 2n♂=9, X para
                        Cinetomorpha simplex (Oonopidae), e 2n♂=7, X para Neotrops sp. e Neoxyphinus
                        termitophilus (Oonopidae). A morfologia cromossômica na maioria das espécies foi
                        telocêntrica, mas cromossomos com dois braços também foram encontrados. Os resultados
                        obtidos contribuem para o conhecimento sobre a evolução cariotípica em grupos pouco
                        estudados de Araneomorphae, fornecendo os primeiros registros para famílias inteiras, como
                        no caso de Palpimanidae e Theridiosomatidae. O número cromossômico relativamente alto
                        encontrado em O. birabeni (2n♀=36) (Palpimanidae, não-entelegina) concorda com o
                        cariótipo ancestral proposto para Entelegynae. Os resultados de Naatlo sp. (2n♂=30, X1X2)
                        revelaram um número diploide ainda não registrado para a superfamília Araneoidea, assim
                        como a presença de cromossomos com dois braços, raramente registrada. Os dados obtidos
                        em Agyneta sp., C. floridanum, Thymoites sp.1 e Thymoites sp.2 mostraram o mesmo padrão
                        já descrito para a maioria das espécies cariotipadas nas famílias Linyphiidae (2n♂=24, X1X2)
                        e Theridiidae (2n♂=22, X1X2). O número diploide encontrado em Falconina sp. (2n♂=28)
                        distingue cromossomicamente até o momento a subfamília Castianeirinae da subfamília
                        Corinninae. Os dados cromossômicos de Orthobula sp. (2n♂=21, X) diferem daqueles
                        encontrados para as outras espécies de Trachelidae já analisadas, concordando com
                        filogenias propostas recentemente. O resultado encontrado em Epicratinus sp. (2n♂=42, X1X2)
                        foi semelhante em número diploide e sistema cromossômico sexual aos já relatados para Pax
                        islamita, que pertence a subfamília e região geográfica distintas, o que sugere que este
                        cariótipo seja ancestral para Zodariidae. O cariótipo encontrado em Neotrops sp. e N.
                        termitophilus (2n♂=7, X) é provavelmente o ancestral para Oonopidae, enquanto os dados
                        cariotipicos de C. simplex (2n♂=9, X) devem ser um caso particular em relação às outras
                        espécies analisadas da família e pode ser considerado uma possível sinapomorfia para o
                        gênero.
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